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sexta-feira, 3 de janeiro de 2014 Histórias do esporte, Ídolos, Isso é Brasil, Listas, Mundiais, Olimpíadas, Seleção brasileira | 19:03

Uma breve reflexão sobre números e medalhas

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Seleção feminina de handebol comemora a conquista do inédito título mundial na Sérvia

Seleção feminina de handebol comemora o inédito título mundial na Sérvia

Neste primeiro post de 2014, creio ser ainda ser necessário comentar sobre um fato que acabou passando batido por aqui no final do ano recém-encerrado: a campanha dos esportes olímpicos do Brasil em 2013, que cravaram o melhor desempenho do país no primeiro ano pós-olímpico desde 2000. Graças aos diversos mundiais que estiveram em disputa na última temporada, o Brasil conseguiu um total de 27 medalhas em modalidades presentes no programa olímpico, feito nunca antes alcançado. Antes disso, a melhor marca havia sido alcançada em 2005, um ano após as Olimpíadas de Atenas 2004, com 11 medalhas.

Destas 27 medalhas, oito delas foram de ouro, a última delas conquistada de forma brilhante pela seleção feminina de handebol, campeã mundial diante da Sérvia, em dezembro. Os demais ouros de 2013 vieram com César Cielo (natação – 50 m livre); Arthur Zanetti (ginástica artística – argolas); Rafaela Silva (judô – 57 kg); Jorge Zarif (vela – classe Finn); Robert Scheidt (vela – classe Laser); Poliana Okimoto (maratonas aquáticas – 10 km); e vôlei feminino (Grand Prix).

Diante do ótimo resultado, tanto o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) quanto o Ministério do Esporte – um dos principais financiadores do esporte olímpico nacional, através do Bolsa Atleta e Bolsa Pódio, entre outros convênios – trataram de enaltecer o feito, lembrando em comunicados à imprensa que o Brasil terminou 2013 no oitavo lugar em um hipotético quadro de medalhas envolvendo as competições olímpicas no ano passado. Coincidentemente, o resultado está dentro da meta estabelecida, tanto pelo COB como pelo Ministério, para as Olimpíadas de 2016, no Rio, quando se espera que o país termine os Jogos entre os dez primeiros.

>>> Leia ainda: O dia em que o handebol deixou de ser ‘pé de página’ no Brasil

Mas por uma questão de padronização, esse 8º lugar deveria ser tratado como um 10º lugar. Antes da minha justificativa, uma rápida historinha olímpica…

A extinta União Soviética fez sua estreia em Olimpíadas nos Jogos de Helsinque, em 1952. Em plena Guerra Fria com os Estados Unidos, os soviéticos queriam aproveitar sua primeira participação olímpica para também fazer propaganda do regime comunista. E em sua Vila Olímpica particular (a delegação não quis se misturar com os demais atletas) os dirigentes da URSS instalaram na entrada um quadro onde computava as medalhas que eram conquistadas por seus atletas, em comparação às dos americanos. Era o primeiro quadro de medalhas da história das Olimpíadas. A partir de então, a imprensa passou a publicar listas com o total de medalhas conquistadas a cada edição dos Jogos. Mas essa é uma classificação extra-oficial.

Se você procurar no site do COI (Comitê Olímpico Internacional), não irá encontrar qualquer quadro de medalhas, pois a entidade considera apenas os campeões olímpicos de cada prova. Não sou hipocritamente purista como os nobres membros do COI e considero natural que a imprensa crie uma forma de classificar os ganhadores de medalhas nos Jogos Olímpicos. Porém, é bom deixar claro que oficialmente essa classificação não existe.

>>> Veja também: Mundial de Barcelona coinsagra Cielo, Thiago e Poliana, mas também merece uma reflexão

Os quadros de medalha olímpicos têm em geral sua classificação feita pelo tipo de medalha conquistada: primeiro, ouro, depois a prata, em seguida o bronze e por fim o total de medalhas. Mas é claro que os critérios mudam de acordo com o gosto do freguês. Assim ocorreu com vários veículos de comunicação dos EUA, que começaram a fazer a classificação de seus quadros pelo total de medalhas de Pequim 2008, justamente quando os ouros chineses deixaram as conquistas americanas para trás. No final, a China teve 51 ouros (100 no total) e os EUA faturaram 36 ouros (e 110 no total).

Volto a reforçar: para o COI, essa classificação não tem a menor importância!

No quadro de medalhas olímpicas de 2013 do COB, o critério usado é pelo total de medalhas obtidas. Assim, Japão (dez ouros), Coréia do Sul e Hungria (nove ouros cada um) aparecem atrás do Brasil, que levando em conta a classificação habitualmente adotada pela mídia, ficaria atrás destes três países, mas ainda assim estaria à frente da Austrália ( sete ouros no ano passado), que no quadro original ficou à frente do Brasil.

>>> E mais: O esporte do Brasil merece um campeão como Arthur Zanetti?

Como diz o título do post, o objetivo foi fazer com que uma pequena reflexão seja feita diante dos excelentes resultados obtidos pelos atletas brasileiros no ano que passou. Estamos no caminho certo, mas muito longe ainda de poder apontar o país como uma “potência olímpica”, como alguns mais fanáticos podem pensar.

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terça-feira, 31 de dezembro de 2013 Jogos Sul-Americanos, Listas, Mundiais, Olimpíadas | 15:20

O calendário 2014 do esporte olímpico

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Sochi 2014

O ano de 2014, que já está quase aí batendo na nossa porta, tem como principal destaque esportivo a disputa da Copa do Mundo de futebol, no Brasil. Mas terá muito esporte olímpico também, com direito a eventos muito importantes.

A principal competição será daqui a pouco, em fevereiro, com a realização dos Jogos Olímpicos de inverno em Sochi, na Rússia, a partir de 7 de fevereiro. O ano de 2014 também terá os Jogos Olímpicos da Juventude, em Nanjing (China) e os Jogos Sul-Americanos, em Santiago (Chile), ambos eventos importantes na preparação dos atletas para as Olimpíadas de 2016.

E também será o ano dos Mundiais de basquete, na Espanha (masculino) e Turquia (feminino); de vôlei, na Polônia (masculino) e Itália (feminino); e o Mundial de atletismo em pista coberta, na cidade de Sopot (Polônia).

Não vai faltar evento para o fã dos esportes olímpicos neste novo ano.

E o blogueiro aproveita também para desejar um Feliz 2014 aos leitores!

JANEIRO

3 a 5 – Semana Internacional de vela – Rio de Janeiro (BRA)
10 a 18 – Liga Mundial masculina de hóquei na grama (final) – Nova Déli (IND)
25/1 a 1º/2 – Semana Olímpica de vela – Miami (EUA)
13 a 26 – Aberto da Austrália de tênis 31/1 a 2/2 – Copa Davis de tênis (1ª rodada)

FEVEREIRO

7 a 23 – Jogos Olímpicos de inverno – Sochi (RUS)
26/2 a 2/3 – Campeonato Mundial de ciclismo de pista – Cali (COL)

MARÇO

7 a 9 – Campeonato Mundial indoor de atletismo – Sopot (POL)
7 a 18 – Jogos Sul-Americanos – Santiago (CHI)
13 a 17 – Campeonato Sul-Americano de nado sincronizado – Santiago (CHI)
29 – Mundial de Meia Maratona de atletismo – Copenhague (DIN)
29/3 a 5/4 – Semana Olímpica de vela – Palma (ESP)

ABRIL

1 a 6 – Campeonato Latino-Americano de tênis de mesa – Santo Domingo (DOM)
4 a 6 – Copa Davis de tênis (4ª de final)
19 a 26 – Semana Olímpica de vela – Hyères (FRA)
24 a 26 – Campeonato Pan-Americano de judô – Guaiaquil (EQU)
26/4 a 3/5 – Campeonato Mundial de tênis de mesa – Suzhou (CHN)

MAIO

9/5 a 1º/6 – Giro d’Italia de ciclismo estrada – Itália
24 a 25 – Campeonato Mundial de revezamentos de atletismo – Nassau (BAH)
23/5 A 20/7 – Liga Mundial masculina de vôlei – vários locais
25/5 a 8/6 – Torneio de tênis de Roland Garros – Paris (FRA)
26/5 a 2/6 – Campeonato Pan-Americano de levantamento de peso – Santo Domingo (DOM)
31/5 a 15/6 – Copa do Mundo masculina e feminina de hóquei na grama – Hague (HOL)

JUNHO

12/6 a 13/7 – Copa do Mundo de futebol – Brasil
23/6 a 6/7 – Torneio de tênis de Wimbledon – Londres (ING)

JULHO

5 a 27 – Tour de France de ciclismo estrada – França
16 a 23 – Campeonato Mundial de esgrima – Kazan (RUS)
23 a 27 – Campeonato Mundial de ciclismo BMX – Roterdã (HOL)
23/7 a 3/8 – Jogos da Comunidade Britânica – Glasgow (ESC)

AGOSTO

1º a 3 – Campeonato Ibero-Americano de atletismo – São Paulo (BRA)
1º a 24 – Grand Prix feminino de vôlei – vários locais
3 a 9 – Evento-teste para as Olimpíadas do Rio 2016 – Rio de Janeiro (BRA)
16 a 28 – Jogos Olímpicos da Juventude – Nanjing (CHN)
21 a 25 – Pan-Pacific de natação – Gold Coast (AUS)
23/8 a 7/9 – Jogos Equestres Mundiais – Normandia (FRA)
23/8 a 14/9 – Vuelta a España – ciclismo estrada – Espanha
23 a 31 – Campeonato Mundial de remo – Amsterdã (HOL)
25 a 31 – Campeonato Mundial de judô – Chelyabinsk (RUS)
25/8 a 7/9 – Aberto dos EUA de tênis – Nova York (EUA)
30/8 a 14/9 – Copa do Mundo masculina de basquete – Espanha

SETEMBRO

1º a 9 – Campeonato Mundial de pentatlo moderno – Varsóvia (POL)
3 a 21 – Campeonato Mundial masculino de vôlei – Polônia
8 a 14 – Campeonato Mundial de luta olímpica – Tashkent (UZB)
8 a 21 – Campeonato Mundial de vela – Santander (ESP)
12 a 14 – Copa Davis de tênis (semifinais)
17 a 21 – Campeonato Mundial de canoagem slalom – Maryland (EUA)
21 a 28 – Campeonato Mundial de ciclismo estrada – Espanha
21 a 28 – Campeonato Mundial de ginástica rítmica – Izmir (TUR)
23/9 a 12/10 – Campeonato Mundial feminino de vôlei – Itália
27/9 a 5/10 – Campeonato Mundial feminino de basquete – Turquia

OUTUBRO

Data a definir – Campeonato Mundial de boxe – Local a definir

NOVEMBRO

4 a 16 – Campeonato Mundial de levantamento de peso – Almaty (KAZ)
9 a 16 – Finais da ATP de tênis – Londres (ING)
21 a 23 – Copa Davis de tênis (final)

DEZEMBRO

3 a 7 – Campeonato Mundial de natação em piscina curta – Doha (CAT)

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domingo, 22 de dezembro de 2013 Mundiais, Seleção brasileira | 17:55

O dia em que o handebol deixou de ser ‘pé de página’ no Brasil

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Jogadoras do Brasil comemoram o momento em que a capitã Dara recebe a taça de campeão do mundo

Jogadoras do Brasil comemoram o momento em que a capitã Dara recebe a taça de campeão do mundo

Atualizado

22 de dezembro de 2013

Guarde bem esta data, pois foi neste dia que o handebol do Brasil deixou a condição de “primo pobre”, “recreação escolar” ou mesmo nota de pé de página, como se costuma falar no jargão jornalístico nas redações. Ao conquistar de maneira emocionante o Campeonato Mundial feminino, ao derrotar na decisão a Sérvia por 22 a 20, que jogava em casa e embalada por 20 mil torcedores, a seleção brasileira, literalmente, entrou para a história.

E não foi uma conquista ao acaso. O Brasil terminou o Mundial invicto, com nove vitórias ao longo da competição. Nesta caminhada vitoriosa, precisou superar um jogo emocionante contra a Hungria, nas quartas de final, com direito a duas prorrogações, e bateu a Dinamarca na semifinal, país com muito mais tradição neste esporte e que já foi tricampeão olímpico. Sem falar que derrotou duas vezes as sérvias, donas da casa.

Também não se pode falar que o handebol é um esporte sem apoio no Brasil. A maioria absoluta da seleção feminina atua no handebol europeu, em particular no clube Hypo, da Áustria, em parceria com a CBHb (Confederação Brasileira de Handebol), que banca parte dos salários das atletas. Há também diversos convênios firmados com o Ministério do Esporte, visando a preparação para as Olimpíadas do Rio, em 2016. Apenas para as preparações de Londres 2012 e Rio 2016, a seleção feminina teve R$ 5,4 milhões, além dos patrocínios do Banco do Brasil e Correios. Tudo somado, chega-se a R$ 9, 4 milhões.

Como não se faz campeão sem ídolos, neste Mundial o Brasil teve a melhor jogadora do torneio (a armadora Duda Amorim) e a segunda artilheira da competição, Alexandra Nascimento, com 54 gols, sem contar que a goleira Babi fez parte da seleção do Mundial, embora a reserva Mayssa Pessoa também tivesse uma atuação brilhante.

Um time que teve até uma jogadora que precisou superar a incerteza se voltaria a jogar, como foi o caso de Dani Piedade, que sofreu um AVC no ano passado mas que conseguiu se recuperar e ser um dos destaques do time.

Tudo isso sob o comando com competência por um dinamarquês “com alma de baiano”, como o próprio técnico Morten Soubak se define, ele que é casado com uma brasileira e que dirige a seleção desde 2009.

Uma medalha que veio com dois anos de atraso, depois de ficar em quinto lugar no Mundial de São Paulo, e ainda ficar no “quase” em Londres 2012, quando a seleção foi eliminada nas quartas de final das Olimpíadas pela Noruega, que seria medalha de ouro.

Depois deste 22/12/2013, o handebol no Brasil nunca mais será pé de página. Pode apostar.

 

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terça-feira, 10 de setembro de 2013 Ídolos, Olimpíadas, Política esportiva | 23:15

A polêmica escolha do novo membro do Brasil no COI

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Bernard posa ao lado de Jacques Rogge, após ser aprovado como membro do COI

Bom, pra início de conversa, a escolha do novo presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional), o alemão Thomas Bach, ocorrida nesta terça-feira, no encerramento da 125ª Assembleia Geral da entidade, seguiu um roteiro absolutamente óbvio e lógico.

Como já era previsto (inclusive pelo blogueiro Mãe Dinah), o advogado de 59 anos, campeão olímpico de esgrima por equipes nos Jogos de Montreal 1976, levou o pleito com extrema facilidade. Venceu as duas rodadas de votação no colégio eleitoral do COI com tranquilidade (43 na primeira e 49 na segunda), com 20 votos de vantagem sobre o segundo colocado, o porto-riquenho Richard Carrión. Assim como foi a escolha de Tóquio para sede dos Jogos de 2020, o COI optou por não inventar na sucessão do belga Jacques Rogge.

Mas uma outra eleição também movimentou os bastidores do Hotel Hilton, em Buenos Aires, nesta terça-feira. Foram escolhidos os nove novos membros do COI, entre eles o brasileiro Bernard Rajzman, chefe de missão do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) nos Jogos Olímpicos de Londres 2012. Desde o ano passado, com a passagem de Carlos Arthur Nuzman para membro honorário (por ter atingido o limite de 70 anos de idade), o país que será a sede das próximas Olimpíadas não tinha um representante com direito a voto na entidade que comanda o esporte olímpico mundial.

Tratava-se, portanto, de uma eleição muito importante para o esporte brasileiro. Mas não acredito que tenha sido a melhor escolha.

Explico: a despeito de seu brilhante passado como atleta, tendo sido um dos ícones da seleção masculina medalha de prata nas Olimpíadas de Los Angeles 1984, Bernard jamais foi um nome representativo do esporte olímpico brasileiro. Não há registros de declarações de Bernard saindo em defesa do atleta brasileiro, criticando a estrutura arcaica que comanda o esporte do país, onde o continuísmo da cartolagem impera (até agora, pois nesta terça a Câmara dos Deputados aprovou projeto que limita os mandatos dos dirigentes, mas isso será tema de outro post).

Além disso, para aqueles de memória curta, Bernard Rajzman integrou, como secretário nacional de Esportes (cargo que antecedeu o Ministério do Esporte) o malfadado governo de Fernando Collor, aquele mesmo que atolado por inúmeras denúncias de corrupção, foi defenestrado pelo Congresso Nacional.

E quando se imagina que no lugar de Bernard, poderiam ter sido indicados atletas do quilate de um Lars Grael, Magic Paula ou Ana Moser, todos com um histórico de luta por um esporte para todos no Brasil, aí mesmo que se tem a certeza de que não foi uma boa escolha do COI.

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sexta-feira, 9 de agosto de 2013 Isso é Brasil, Olimpíadas, Paraolimpíadas, Política esportiva | 18:45

Suspensão do Ladetec é uma desmoralização para o combate ao doping no Brasil

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Imagem do projeto final do Ladetec, laboratório no Rio de Janeiro que realizará todos os exames antidoping das Olimpíadas

A Wada (sigla em inglês para Agência Mundial Antidoping) acaba de emitir um comunicado em seu site que representa mais uma desmoralização ao controle de doping do Brasil. A entidade anunciou que está suspendendo o credenciamento do Ladetec, no Rio de Janeiro, único laboratório credenciado internacionalmente no país para fazer exames de controle antidopagem. Pela nota, o Ladetec não pode fazer qualquer exame desde este quinta-feira (8). O laboratório brasileiro tem até 21 dias para recorrer da decisão da Wada, na CAS (Corte Arbitral do Esporte).

Trata-se de uma verdadeira esculhambação para o país que receberá as Olimpíadas de 2016.

Não bastasse ser o único laboratório com chancela internacional da Wada, o Ladetec foi escolhido para fazer os exames antidoping das Olimpíadas e Paraolimpíadas do Rio. Aí, recebe de “presente” uma suspensão de suas atividades, provavelmente por conta de diversos problemas ocorridos atualmente, como no erro do exame que causou a suspensão provisória do jogador de vôlei de praia Pedro Solberg e na polêmica envolvendo a campeã olímpica de vôlei Natália, cujo resultado positivo apontado pelo Ladetec foi contestado na Justiça esportiva, mas teve o diagnóstico defendido pela ABCD (Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem).

Talvez tenha pesado também o vergonhoso levantamento feito pela ABCD com 5 mil inscritos no programa Bolsa Atleta, do Ministério do Esporte, segundo o qual de cada dez atletas, apenas DOIS passaram por algum exame antidoping na vida. Isso para um país que será sede dos próximos Jogos Olímpicos é inadmissível.

E como desgraça pouca é bobagem, o Ladetec se viu envolvido recentemente em uma polêmica em razão dos custos de sua reforça para 2016, após relatório do TCU (Tribunal de Contas de União) apontar indícios de sobrepreço em suas planilhas orçamentárias e atraso considerável nas obras.

Diante disso tudo, até demorou para que a Wada aplicasse esta suspensão no Ladetec, vamos reconhecer…

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sábado, 25 de maio de 2013 Histórias do esporte, Ídolos, Seleção brasileira | 09:10

Quando éramos reis

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Wlamir Marques, capitão da seleção brasileira masculina, recebe de Antonio Reis Carneiro, presidente da Fiba, o troféu do bicampeonato mundial de basquete, em 1963

Pego emprestado o título do excepcional documentário ganhador do Oscar de 1997, sobre a inesquecível disputa do título dos pesos pesados entre Muhammad Ali e George Foreman para reverenciar heróis de um outro esporte. Uma modalidade que andou meio maltratada por aqui, mas que começa a dar sinais de recuperação.

Os mais novos podem não acreditar, mas houve um tempo em que o basquete masculino do Brasil esteve entre os melhores do mundo e no coração do torcedor brasileiro, só perdia para o futebol em termos de popularidade. Os que atualmente vibram e aplaudem os feitos excepcionais das equipes masculina e feminina de vôlei comandadas por Bernardinho e José Roberto Guimarães não têm ideia da força que já teve a seleção brasileira de basquete.

Justamente neste sábado, completam-se 50 anos de uma conquista inesquecível. Foi num 25 de maio de 1963 que a equipe comandada pelo técnico Togo Renan Soares, o Kanela, tendo em quadra verdadeiros gênios como Wlamir Marques, Amaury Pasos, Rosa Branca, entre outros, derrotou os EUA no Ginásio do Maracanãzinho e faturou o bicampeonato mundial. Para lembrar esta data histórica, o iG conversou com alguns dos remanescentes desta seleção e preparou um infográfico com detalhes da campanha no Mundial.

O Brasil vivia em 1963 o auge de uma “geração de ouro”, que começou a colecionar conquistas em 1959, com o título do primeiro Mundial, no Chile. Outros feitos brilhantes viriam, como as duas medalhas de bronze olímpicas, em Roma 1960 e Tóquio 1964, além do terceiro lugar no Mundial de 1967, no Uruguai, e o vice-campeonato mundial de 1970, na extinta Iugoslávia.

Se levarmos em conta que houve ainda um vice-campeonato mundial em 1954, no Rio de Janeiro, chega-se a uma marca assombrosa: o Brasil esteve entre os quatro primeiros do ranking mundial do basquete masculino durante nada menos do que 16 anos. São quase duas décadas brigando de igual para igual com EUA, União Soviética e Iugoslávia, as maiores forças da modalidade. Definitivamente, isso não é para qualquer um.

Toda homenagem ainda será pouca para estes grandes heróis do esporte nacional. O legado desta brilhante equipe ficou apenas na memória de quem pôde vê-la em ação. Dentro de quadra, nunca mais o Brasil contou com uma geração tão talentosa. Nem mesmo a seleção de Oscar, Marcel e Cia, que apesar de talentosa, teve como ponto alto o ouro no Pan de Indianápolis, em 1987, e só.

Por isso, se você gosta de basquete, hoje é dia de reverenciar Amauy Pasos, Wlamir Marques, Ubiratan Maciel (morto em 2002), Mosquito, Paulista, Rosa Branca (morto em 2008), Jathyr, Menon, Sucar, Victor, Blatskauskas (morto em 1964) e Fritz, todos comandados por Kanela (morto em 1984). O basquete brasileiro deve muito a todos eles.

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segunda-feira, 25 de março de 2013 Imprensa, Olimpíadas | 08:00

O legado de Nicolau Radamés Creti ao jornalismo poliesportivo

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Capa do livro "Vitória", que conta a história do primeiro ouro olímpico do vôlei brasileiro

É difícil demais falar algo sobre alguém tão querido e que partiu cedo demais. A tela do computador vira um branco total. Por isso, não é fácil escrever sobre a morte de Nicolau Radamés Creti, um dos melhores amigos que fiz no jornalismo, desde que entramos juntos na Faculdade Cásper Líbero, há exatos 30 anos.

A dor pela partida precoce de um grande companheiro, ocorrida no último sábado (23/3), após uma dura batalha contra um câncer, dificulta ainda mais essa tarefa. Outros colegas fizeram com mais talento e competência tocantes relatos a respeito da convivência e de suas recordações com o Nicolau, como o Luís Augusto Simon, o Menon, em seu blog no UOL, o Daniel Bortoletto, em sua coluna no Diário Lance!, ou o Diário de S. Paulo, jornal onde ele trabalhou por 19 anos.

Se falar da perda pessoal é quase impossível para mim, é mais fácil tentar analisar o que o adeus do Nicolau deixará para o jornalismo poliesportivo do Brasil. Nicolau Radamés foi uma dos maiores repórteres esportivos que conheci. Tornou-se uma referência na cobertura dos esportes poliesportivos (termo moderno para o que a gente costumava chamar antigamente nas redações de “esporte amador”, ou seja, tudo o que não era futebol), mais especificamente no vôlei, no qual foi setorista por anos.

E é justamente nesse ponto que o Nicolau fez a diferença, algo que não vejo com muita frequência nas redações atuais. Em um tempo onde não havia celular ou internet, ele ia a treinos, ficava horas fazendo uma “ronda” no telefone assim que chegava na redação, ligando para TODOS os clubes ou dirigentes atrás de informação, e nunca terminava o dia sem uma matéria. Muitas vezes, furando a concorrência. Era um “farejador de furos”, como definiu certa vez o Menon.

Com toda essa dedicação, não foi à toa que após cobrir “in loco” as Olimpíadas de Barcelona 1992, ele escreveu, ao lado de Cida Santos, outra grande repórter, o livro “Vitória”, contando a saga da conquista da medalha de ouro da seleção masculina de vôlei, a primeira do Brasil em esportes coletivos na história olímpica. Este é, sem dúvida alguma, o melhor livro já escrito no país sobre esportes olímpicos até hoje, com depoimentos emocionantes dos 12 jogadores daquela seleção e do técnico José Roberto Guimarães.

E não foi apenas no vôlei que o Nicolau mostrou seu talento. Cobriu como poucos o esporte olímpico, “cavando” ótimas reportagens em modalidades que ninguém dava atenção, como a ginástica rítmica desportiva (GRD) ou o hipismo CCE, sempre trazendo ótimos personagens e informações precisas. E quando precisava, também sabia ser contundente. Não foram poucas as ocasiões em que o vi debatendo de forma dura com Carlos Nuzman, desde os tempos em que ele presidia a CBV. Mesmo assim, Nuzman sempre o respeitou.

Ainda tentando digerir a realidade de não ter mais este velho amigo ao meu lado, tenho uma única esperança: que os jovens jornalistas, espalhados pelas redações deste Brasil e que apreciam a cobertura do poliesportivo, se inspirem e repitam o exemplo de Nicolau Radamés Creti. Ele foi um dos grandes, tenham certeza disso.

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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013 Histórias do esporte, Isso é Brasil | 12:30

Hora de uma revisão histórica no esporte brasileiro

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Antonio dos Reis Carneiro, que presidiu a Fiba, entrega troféu para Wlamir Marques

Confesso que havia passado batido no tema, e assim prosseguiria se não fosse por um recado enviado pelo atento Alberto Murray Neto, editor do ótimo blog Alberto Murray Olímpico. Em 2012, em meio à festa promovida pela CBV (Confederação Brasileira de Vôlei), e repercutida pela maioria absoluta da imprensa, enalteceu-se o feito de Ary Graça ao conquistar a presidência da FIVB (Federação Internacional de Vôlei).

Na época, a CBV divulgou, e todo mundo embarcou, que Graça tornava-se então o segundo brasileiro a alcançar a presidência de uma federação internacional esportiva, repetindo assim o feito de João Havelange, que comandou a Fifa por 24 anos (1974 a 1998).

Só que a informação está errada…

Houve um outro cartola brasileiro a ocupar a presidência de uma entidade mundial entre os esportes olímpicos. Entre 1960 e 68, a presidência da Fiba (Federação Internacional de Basquete) foi ocupada por um brasileiro, Antonio dos Reis Carneiro, que foi o terceiro homem a comandar a entidade. E vale lembrar que não foi numa época qualquer: Carneiro comandou a Fiba na era de ouro do basquete brasileiro, bicampeão mundial em 1959/63, além de ter obtido no período duas medalhas de bronze olímpicas (Roma 1960 e Tóquio 1964).

Carneiro foi, portanto, o primeiro brasileiro a ser eleito presidente de uma entidade esportiva internacional.

Fico aqui pensando com meus botões onde raios a CBB (Confederação Brasileira de Basquete) estava com a cabeça ao não tomar alguma atitude mais enérgica para consertar esse erro histórico protestando com a CBV pela “propagando enganosa”. Na verdade, a entidade fez alguma coisa. Publicou uma nota em seu site no mês de setembro, mas em termos tão modestos, secretos, quase como se desculpando por estragar a festa de Ary Graça (que nem foi citado na nota!), que duvido que algum jornalista tenha se dado conta.

Por sua visão moderna do esporte, e tomando conhecimento da verdade, o próprio Ary Graça deveria vir a público e destacar o verdadeiro papel de Antonio dos Reis Carneiro no esporte brasileiro. E cá entre nós, até o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) deveria também fazer sua parte e ajudar a divulgar essa informação, pois ele também saudou o feito do atual presidente da FIVB na época.

Uma pequena revisão histórica não faria mal a ninguém.

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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012 Listas, Mundiais, Sem categoria | 12:25

O calendário 2013 do esporte olímpico

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Cartaz promocional do Mundial de esportes aquáticos de 2013, em Barcelona

Atualizado em 3/1/2013

O primeiro ano do próximo ciclo olímpico não tem nenhum grande evento poliesportivo pela frente. Mas está longe de ser considerado um “ano morto” para quem gosta de acompanhar os esportes olímpicos. Em diversas modalidades olímpicas, estão programados campeonatos mundiais que para estes esportes têm uma importância considerável.

As vedetes do calendário 2013 serão os Mundiais de atletismo, em agosto, na Rússia, e de esportes aquáticos (natação, polo aquático, nado sincronizado, saltos ornamentais e maratona aquática), na Espanha, entre julho e agosto.

Mas o ano também reserva, além das principais competições do tênis internacional, como os tradicionais torneios do Grand Slam, os torneios continentais de basquete, eliminatórios para os Mundiais do ano que vem. E para não dizer que não há nenhuma competição poliesportiva no ano que bate à porta, 2013 terá a edição da Universíade, as Olimpíadas universitárias, em Kazan (Rússia), no mês de julho.

Confira abaixo o calendário 2013 dos principais eventos esportivos entre os esportes olímpicos.

Obs: agradecimento ao companheiro Guilherme Costa, do ótimo blog Brasil no Rio, pela correção em relação à informação sobre o Mundial de Hipismo, que na verdade refere-se a competições voltadas para cavalos novos e não se trata dos tradicionais mundiais da categoria

E o blogueiro aproveita também para desejar um Feliz 2013 aos leitores!

JANEIRO

11 a 27 – Mundial masculino de handebol – Espanha
14 a 27 – Aberto da Austrália de tênis

FEVEREIRO

1 a 3 – Copa Davis de tênis (1ª rodada)
18 a 24 – Liga Mundial masculina e feminina de hóquei sobre grama – Rio de Janeiro (BRA)
20 a 24 – Mundial de ciclismo de pista – Minsk (BLR)

ABRIL

5 a 7 – Copa Davis de tênis (4ª de final)

MAIO

4 a 26 – Giro d’Italia de ciclismo estrada – Itália
13 a 20 – Mundial de tênis de mesa de Paris (FRA)
27/5 a 9/6 – Torneio de tênis de Roland Garros – Paris (FRA)

JUNHO

7/6 a 21/7 – Liga Mundial masculina de vôlei – vários locais
15 a 30 – Campeonato Europeu feminino de basquete – França
22/6 a 1º/7 – Campeonato Mundial masculino e feminino de rúgbi 7 – Rússia
24/6 a 7/7 – Torneio de tênis de Wimbledon – Londres (ING)
24 a 28 – Campeonato Mundial de ciclismo BMX – Auckland (NZL)
29/6 a 27/7 – Tour de France de ciclismo de estrada – França

JULHO

1 a 8 – Copa Asiática feminina de basquete – local a definir
1 a 7 – Campeonato Mundial de vôlei de praia – Polônia
6 a 17 – Universíade – Kazan (RUS)
15 a 21 – Campeonato Mundial de taekwondo – Puebla (MEX)
19/7 a 4/8 – Campeonato Mundial de esportes aquáticos – Barcelona (ESP)
20 a 29 – Campeonato Mundial de atletismo paraolímpico – Lyon (FRA)
30/7 a 11/8 – Campeonato Mundial de vela 470 – La Rochelle (FRA)

AGOSTO

1 a 11 – Copa Asiática masculina de basquete – Líbano
2/8 a 1]/9 – Grand Prix feminino de vôlei – vários locais
4 a 11 – Campeonato Mundial de badminton – Guangzhou (CHN)
5 a 15 – Campeonato Mundial paraolímpíco de natação – Montreal (CAN)
8 a 18 – Copa Africana masculina de basquete – a definir
10 a 18 – Campeonato Mundial de atletismo – Moscou (RUS)
14 a 16 – Copa da Oceania masculina de basquete – a definir
23 a 31 – Campeonato Mundial de vela Finn – Talinn (EST)
24/8 a 15/9 – Vuelta a España de ciclismo estrada – Espanha
25/8 a 1º/9 – Campeonato Mundial de remo – Chungju (COR)
26/8 a 8/9 – Aberto dos EUA de tênis – Nova York (EUA)
27/8 a 1º/9 – Campeonato Mundial de canoagem velocidade – Duisburg (ALE)
27/8 a 1º/9 – Campeonato Mundial individual e equipes de judô – Rio de Janeiro (BRA)
28/8 a 1º/9 – Campeonato Mundial de ginástica rítmica – Kiev (UCR)
29/8 a 7/9 – Campeonato Mundial de vela Star – San Diego (EUA)
30/8 a 11/9 – Copa América masculina de basquete – Caracas (VEN)
30/8 a 6/9 – Campeonato Mundial de vela Laser Radial – Dun Laoghaire (IRL)

SETEMBRO

1 a 3 – Copa da Oceania feminina de basquete – a definir
4 a 22 – Campeonato Europeu masculino de basquete – Eslovênia
11 a 15 – Campeonato Mundial de canoagem slalom – Praga (CHE)
11 a 15 – Campeonato Mundial de triatlo (final) – Londres (ING)
13 a 15 – Copa Davis de tênis (semifinal e repescagem)
14 a 25 – Campeonato Mundial de tiro esportivo (trap e skeet) – Lima (PER)
16 a 22 – Campeonato Mundial de lutas – Budapeste (HUN)
21 a 29 – Campeonato Mundial de vela 49er – Marselha (FRA)
23 a 29 – Copa Africana feminina de basquete – a definir
29/9 a 6/10 – Campeonato Mundial de tiro com arco – Antalya (TUR)
30/9 a 6/10 – Campeonato Mundial de ginástica artística – Antuérpia (BEL)

OUTUBRO

4 a 20 – Campeonato Mundial de boxe – Almaty (KAZ)
16 a 23 – Campeonato Mundial de levantamento de peso – Varsóvia (POL)
Data a definir – Copa América feminina de basquete – a definir

NOVEMBRO

4 a 11 – Finais da ATP de tênis – Londres (ING)
7 a 10 – Campeonato Mundial de ginástica trampolim – Sofia (BUL)
12 a 17 – Copa dos Campeões feminina de vôlei – Japão
14 a 23 – Campeonato Mundial de vela Laser Standard -Musannah (OMA)
15 a 17 – Copa Davis de tênis (final)
19 a 24 – Copa dos Campeões masculina de vôlei – Japão

DEZEMBRO

6 a 22 – Campeonato Mundial feminino de handebol – Sérvia

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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012 Ídolos, Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 18:18

Prêmio do COB precisa ser repensado

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Sheilla e Arthur Zanetti foram eleitos os melhores atletas de 2012, segundo o COB

Nada, absolutamente nada contra a ponteira Sheilla Castro, que teve papel fundamental na conquista do bicampeonato olímpico pela seleção feminina de vôlei em Londres 2012. Aliás, a companheira Aretha Martins, em seu Mundo do Vôlei, analisou de forma bem completa o excelente ano que a jogadora teve. Mas considerei absolutamente injusto que ela tenha superado a judoca Sarah Manezes e a pentatleta Yane Marques na escolha do Prêmio Brasil Olímpico, promovido pelo COB (Comitê Olímpico Brasileiro), divulgado nesta terça-feira.

Em primeiro lugar, a entidade teria que repensar a própria metodologia do prêmio, onde além de submeter a jornalistas especializados  a escolha dos indicados, submete os atletas a uma votação popular, pela internet. Aí começa o primeiro problema. Não há como negar que no universo olímpico, o vôlei tem muito mais popularidade que o judô, a começar pela exposição que o esporte tem na mídia (TV fechada e aberta). Depois, a própria exposição que Sheilla teve no período pós-Londres, com direito a ensaio sensual na revista VIP. E pra completar, o ouro do vôlei veio no penúltimo dia dos Jogos, enquanto que o de Sarah surgiu logo no primeiro dia de competição. O que fica mais vivo na memória do torcedor comum?

Por fim, vejo um desequilíbrio comparar o feito de Sheilla, obtido em um esporte coletivo e numa equipe acostumada com vitórias e pódios internacionais, em relação a Sarah Menezes. A judoca, que fez parte de sua preparação em Teresina (PI), nem sequer era apontada como favorita ao ouro em sua categoria (48 kg).

Muitos argumentaram ontem, nas redes sociais, que Yane Marques, do pentatlo moderno, que levou o bronze nos Jogos de Londres, também mereceria o prêmio. Sem dúvida que sim, seu feito foi igualmente notável, ainda mais por se tratar de um esporte ainda mais desconhecido e por Yane ter encontrado muito mais dificuldades em sua preparação.  Mas aí vejo que o critério do resultado em si serve como desempate.

Por fim, uma questão polêmica: será que vale a pena distribuir os prêmios para os melhores atletas por cada modalidade? Afinal, em alguns esportes, com exceção do pai, mãe, marido, esposa, namorada(o), ninguém faz a menor ideia de quem é o escolhido. Soa como uma premiação política, apenas para agradar aos presidentes das confederações.

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