Publicidade

Posts com a Tag Rio 2016

domingo, 24 de agosto de 2014 Mundiais, Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 15:00

Normandia irá conhecer os primeiros classificados da Rio 2016

Compartilhe: Twitter
A cerimônia de abertura dos Jogos Equestres Mundiais foi realizada no ´pultimo sábado, no Ornano Stadium

A cerimônia de abertura dos Jogos Equestres Mundiais foi realizada no sábado, no Ornano Stadium

A partir desta segunda-feira, na cidade de Caen, na Normandia (França), serão conhecidos os primeiros classificados para as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro, com o início das competições dos Jogos Equestres Mundiais, que na prática equivalem ao Campeonato Mundial de hipismo, que de um total de dez modalidades, contará com as três olímpicas em ação: saltos, adestramento e CCE (Conjunto Completo de Equitação).

Será justamente o adestramento que abrirá a disputa nesta segunda, com a competição prevista para terminar somente na sexta-feira (29). O Brasil, que tem vaga assegurada como país-sede dos Jogos, estará representado pelos cavaleiros João Victor Oliva (filho da ex-jogadora de basquete Hortência), Luiza Almeida, Manuel Tavares de Almeida e Pedro Tavares de Almeida.

Os três primeiros países colocados no Mundial, excluindo o Brasil, estarão classificados para as Olimpíadas.

Na quinta, dia 28, começarão as competições do CCE, que classificará para o Rio de Janeiro os seis melhores conjuntos, excluindo o Brasil, que já tem vaga assegurada. A equipe brasileira de CCE neste Mundial será formada por Gabriel Cury, Marcelo Tosi, Marcio Jorge e Ruy Fonseca.

>>> Veja ainda: Corrida para a Rio 2016 começa nesta sexta-feira

Por fim, a competição de saltos, cujo inicio oficial será em 2 de setembro (embora a prova de teste da pista seja em 31/8), que reservará vagas olímpicas para as cinco primeiras equipes classificadas no Mundial de Caen. Novamente nesta modalidade o Brasil já tem presença assegurada em 2016. A equipe brasileira que competirá na França contará com os cavaleiros Doda Miranda, Rodrigo Pessoa (campeão olímpico em Atenas 2004), Marlon Zanotelli, Pedro Veniss e Yuri Guerios.

 

Autor: Tags: , , , , , , ,

sexta-feira, 22 de agosto de 2014 Ídolos, Olimpíadas, Seleção brasileira | 22:21

Velozes e furiosos, parte 3

Compartilhe: Twitter
Matheus Santana se prepara para disputar a final dos 100 m livre em Nanquim

Matheus Santana se prepara para disputar a final dos 100 m livre em Nanquim – Foto: Wander Roberto/Inovafoto/COB

Esta sexta-feira (22) em Nanquim, na China, sétimo dia de competições dos Jogos Olímpicos da Juventude, mostrou que o Brasil seguirá nos próximos anos mantendo a tradição de ter alguns dos principais velocistas da natação mundial. Ao conquistar a medalha de ouro nos 100 m livre e ainda por cima quebrar o recorde mundial juvenil, o carioca Matheus Santana, de 18 anos, mostra que a geração brasileira de nadadores velozes e furiosos continuará brilhando por muito tempo.

Ao cravar o tempo de 48s25, batendo a melhor marca do mundo (que por sinal já era dele, com 48s35) na final das Olimpíadas da Juventude, Santana simplesmente garantiu um lugar entre os 10 mais velozes nadadores do planeta em 2014 nos 100m livre. O brasileiro igualou-se aos russos Andrey Grechin e Vladimir Morozov com a sexta melhor marca na distância.

À sua frente, ficaram apenas alguns dos grandes nomes dos 100 m livre na atualidade, como o australiano James Magnussen (dono da melhor marca do ano, com 47s59), o francês Florent Manaudou (terceiro mais veloz, com 47s98) e o brasileiro Cesar Cielo (dono do quinto melhor tempo, com 48s13).

Matheus Santana mostrou na China que pode dar sequência a uma geração talentosa do Brasil nas provas rápidas da natação mundial e que já dura mais de 20 anos, desde Gustavo Borges e Fernando Scherer, chegando no próprio Cielo, campeão mundial e recordista do mundo nos 100 livre, e Bruno Fratus.

Autor: Tags: , , , , , , , ,

quarta-feira, 20 de agosto de 2014 Olimpíadas, Paraolimpíadas | 19:14

Quer ser voluntário para a Rio 2016? Então prepare-se…

Compartilhe: Twitter
Voluntário orienta a chegada de público no Parque Olímpico de Londres, em 2012: função vital para o sucesso dos Jogos

Voluntário orienta a chegada de público no Parque Olímpico de Londres, em 2012: função vital para o sucesso dos Jogos

Na próxima quinta-feira, dia 28, serão abertas as inscrições para quem quiser trabalhar como voluntário nos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. Pode não parecer muito relevante para quem nunca viu uma edição de Olimpíadas ao vivo, mas trata-se de uma das funções mais importantes para o bom funcionamento do esquema de organização dos Jogos.  Seja para orientar e informar o público que irá às arenas, seja para auxiliar o trabalho da mídia que irá divulgar o mega-evento ou mesmo no apoio aos atletas e dirigentes, nas competições ou na Vila Olímpica. Sem voluntário, não tem Olimpíadas.

(Embora, em uma opinião muito pessoal, um evento que movimenta muitos milhões de dólares como são as Olimpíadas, bem que poderia desembolsar um pouco de seu incrível lucro para auxiliar ao menos a hospedagem desta turma, cá entre nós…)

A meta do comitê organizador da Rio 2016 é contar com 70 mil voluntários, sendo 45 mil para as Olimpíadas e 25 mil nas Paraolimpíadas, entre brasileiros e estrangeiros. Os escolhidos – que precisarão passar por entrevistas seletivas, treinamento presencial, online e participação nos eventos testes – serão divididos em duas categorias: generalista (não necessita de conhecimento técnico ou específico para desempenhar sua função) e especialista (necessita de conhecimento técnico ou específico para desempenhar sua função, como profissionais da saúde, profissionais de TI, esportistas ou pessoas vinculadas ao esporte). A fluência em outro idioma não é obrigatória para que a pessoa seja um voluntário nas Olimpíadas.

As únicas exigências são ter no mínimo 18 anos, ensino fundamental completo e disponibilidade de tempo para atuar ao longo de todo o período dos Jogos (Olímpicos e Paraolímpicos). A organização dos Jogos só oferece alimentação e transporte em dia de trabalho na região metropolitana do Rio de Janeiro. Hospedagem e transporte até a sede das próximas Olimpíadas ficam por conta do voluntário.

Os interessados podem conferir mais informações na página especial do site dos Jogos Olímpicos de 2016.

Autor: Tags: ,

quinta-feira, 14 de agosto de 2014 Isso é Brasil, Olimpíadas, Pan-Americano | 16:27

Hóquei feminino do Brasil vira o primeiro mico para 2016

Compartilhe: Twitter

Atualizado

A batalha para transformar os Jogos Olímpicos de 2016 em uma forma de aumentar a cultura esportiva do Brasil sofreu um duro golpe com a praticamente certa ausência da seleção feminina de hóquei sobre grama das Olimpíadas do Rio de Janeiro, daqui a dois anos. Só um milagre, ou um ótimo acordo político, fará com que a fraquíssima equipe brasileira possa participar da competição.

Jogadoras da seleção brasileira feminina de hóquei não deverão disputar as Olimpíadas de 2016

Jogadoras da seleção brasileira feminina de hóquei não deverão disputar as Olimpíadas de 2016

Esporte sem qualquer tradição no país, o hóquei sobre grama passou a contar com a atenção do COB (Comitê Olímpico do Brasil) e do Ministério do Esporte na ocasião da disputa dos Jogos Pan-Americanos de 2007. Como sede, o Brasil tinha direito de colocar equipes em todas as modalidades e foram montadas seleções masculina e feminina, que colecionaram vexames no Rio de Janeiro: os homens perderam todos os jogos e terminaram o torneio com 57 gols sofridos e apenas um a favor, enquanto as mulheres sofreram 53 gols e não marcaram nenhum.

Após o Rio de Janeiro ganhar o direito de receber as Olimpíadas de 2016, foi feito um planejamento para dar ao hóquei brasileiro condições mínimas de participar do evento sem causar tanta vergonha. Um acordo foi costurado entre COB e FIH (Federação Internacional de Hóquei) em 2011, para ajudar a inserir o país no cenário mundial da modalidade. A intenção era ajudar a CBHG (Confederação Brasileira de Hóquei sobre Grama) a fazer algo quase impossível: criar equipes minimamente competitivas da modalidade para as Olimpíadas.

O tempo foi suficiente para mostrar que era um objetivo inatingível.

Mesmo com apoio financeiro da Lei Agnelo/Piva, que destinou à modalidade R$ 1,7 milhão, além de convênios com o Ministério do Esporte, o hóquei não decolou. Se a seleção masculina ainda conseguiu mostrar uma evolução mínima – disputou, apenas como treinamento, o Pré-Olímpico de 2012 e com sorte tentará ratificar a vaga no Pan-Americano de Toronto, no ano que vem -, a equipe feminina acumulou um vexame atrás do outro.

Além de não se classificar para o Pan 2015, pois perdeu o título dos Jogos Sul-Americanos de Santiago, neste ano, a equipe não conseguirá ficar entre os 40 primeiros colocados do ranking mundial ao final desta temporada (exigência da FIH para assegurar a vaga olímpica como país sede), por não ter condições financeiras de disputar a Liga Mundial, onde poderia pontuar para o ranking.

Apenas uma vez, nos Jogos de 2004, em Atenas, que o anfitrião não conseguiu se classificar para um evento de esportes coletivos. Na ocasião, a Grécia também não atendia aos requisitos da FIH e precisou apelar ao CAS (Corte Arbitral do Esporte) para disputar o Pré-Olímpico masculino, quando foi eliminado.

A menos que a FIH rasgue o seu próprio regulamento, o hóquei  feminino do Brasil não disputará as Olimpíadas do Rio, em 2016. Um belo mico, convenhamos.

Atualizado

Procurado pelo blog, o Ministério do Esporte se posicionou sobre o caso, através de sua assessoria de imprensa. Segue a resposta:

Desde 2011, todos os projetos apresentados ao Ministério visando a garantir a preparação das equipes olímpicas conseguiram receber recursos. A própria CBHG recebeu cerca de R$ 1,4 milhão em 2011 para diversas ações, incluindo preparação das seleções. Na recente chamada pública para novos projetos, aberta no final de 2013 pelo Ministério, a entidade teve um projeto selecionado, que deverá se transformar em convênio até o final deste ano. O montante, de até R$ 4,9 milhões, se destinará à preparação das equipes principais.

Além disso, desde 2007 a modalidade conta com o centro de treinamento construído pelo governo federal no Complexo Esportivo de Deodoro, no Rio, por ocasião dos Jogos Pan-americanos de 2007. Ali também estão os CTs do pentatlo moderno e do tiro esportivo. Essas duas modalidades vêm conseguindo evolução significativa nos últimos anos, não apenas pela infraestrutura mas também por conta dos outros apoios que recebem. As mesmas condições sempre estiveram disponíveis ao hóquei sobre grama.

Outro apoio do governo federal à modalidade é a Bolsa Atleta. Em 2014, são 123 bolsistas, totalizando investimento de R$ 1,5 milhão ao ano.

Autor: Tags: , , , , , , , , ,

domingo, 10 de agosto de 2014 Mundiais, Olimpíadas, Seleção brasileira | 22:41

Final de semana traz saldo positivo para quatro modalidades

Compartilhe: Twitter
Isaquias Queiroz exibe a medalha de ouro após conquistar o bicampeonato mundial de canoagem velocidade, na prova C1 500 m, em Moscou

Isaquias Queiroz exibe a medalha após faturar o bi mundial de canoagem velocidade, na C1 500 m

Pelo menos quatro modalidades olímpicas terminaram o domingo com o saldo mais do que positivo, já de olho na preparação para as Olimpíadas do Rio de Janeiro, daqui a dois anos, Vela, canoagem velocidade, maratona aquática e vôlei feminino obtiveram grandes resultados em suas respectivas competições neste fim de semana. Vamos ao balanço:

Vela

Só o fato de ter ocorrido sem maiores sobressaltos o evento-teste na Baia de Guanabara nesta semana já seria um feito a ser comemorado. Mas a vitória da dupla Martine Grael e Kahena Kunze, na classe 49er FX, confirmou a boa fase das brasileiras, que são líderes do ranking mundial da Isaf (Federação Internacional de Vela) e  já despontam como sérias candidatas a brigar por medalha em 2016. Os favoritos Robert Scheidt e Jorge Zarif, que ficaram em quatro lugar respectivamente nas classes Laser e Finn, deixam a competição com sentimento de decepção, especialmente para Zarif, que viu a medalha escapar por conta de uma quebra no leme.

Maratona aquática

Ao vencer em Lac Megantic (Canadá) mais uma etapa da Copa do Mundo de maratona aquática, a brasileira Ana Marcela Cunha assegurou matematicamente o título da competição em 2014. Foi sua terceira vitória no circuito e precisa apenas largar na próxima etapa, na China, para referendar a conquista. Para completar, ela ainda viu seu companheiro de seleção brasileira, Allan do Carmo, também vencer a prova masculina e ficar próximo do título.

Canoagem

As imagens do sábado, com o baiano Isaquias Queiroz dentro da água, a apenas dez metros antes de cruzar a linha de chegada e ganhar o título mundial da prova de C1 1.000 m de canoagem velocidade, em Moscou, vão ficar para a história. Um erro inexplicável do canoísta brasileiro, que acabou desclassificado. Só que 24 horas depois ele conseguiu mostrar uma força psicológica fora do comum e venceu neste domingo a final da C1 500 m. Foi o bicampeonato mundial do baiano nesta prova, que não é olímpica, mas Isaquias mostrou que com um pouco mais de trabalho mental para encarar os momentos de pressão, poderá ser uma bela surpresa em 2016. Ele ainda terminou a competição com uma outra medalha, o bronze na C2 200 m (outra prova não olímpica), ao lado de Erlon de Souza.

Vôlei

Não que chegue a ser uma grande surpresa a boa performance da seleção brasileira feminina de vôlei, atual bicampeã olímpica, mas é digno de registro a campanha que a equipe comandada pelo técnico José Roberto Guimarães vem cumprindo na edição deste ano do Grand Prix. Após duas semanas de disputa, as brasileiras seguem invictas na competição, feito que pôde ser acompanhado de perto pelo torcedor de São Paulo neste final de semana, com as vitórias sobre Rússia, Coreia do Sul e EUA no Ginásio do Ibirapuera.

Autor: Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , ,

sábado, 9 de agosto de 2014 Isso é Brasil, Olimpíadas | 10:00

Na luta contra o doping no Brasil, uma boa e uma má notícia

Compartilhe: Twitter
Equipamentos começam a ser instalados no novo prédio do Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem

Equipamentos começam a ser instalados no novo prédio do Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem

Bom, vamos começar pela boa notícia: devem terminar em setembro as obras de construção do novo prédio do Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem (LBCD), que está sendo erguido no Instituto de Química da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Será o primeiro passo para o Brasil ter de volta as credenciais da Wada (Associação Mundial de Controle de Dopagem), após perder o direito de realizar exames de controle antidoping no ano passado, graças a diversos erros de procedimento e diagnósticos equivocados.

Ter um laboratório credenciado pela Wada é uma das exigências do COI (Comitê Olímpico Internacional) para a organização das Olimpíadas e Paraolimpíadas de 2016. Por isso, para evitar o risco de não ter o laboratório pronto a tempo, o governo vem correndo contra o tempo para entregar a obra em setembro.

Desde o último mês de julho, parte dos equipamentos e mobiliários  já estão sendo instalados em uma das alas do prédio, para que a partir de setembro a Wada inicie o processo de recredenciamento. Desta forma, o laboratório estará operacional, embora impedido para realizar controles de dopagem, justamente para que tenha seu trabalho avaliado pela Wada. A previsão da liberação da credencial é para o final de 2015.

Agora, a má notícia…

Na última quarta-feira (6), comunicado em conjunto da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) e ABCD (Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem) divulgaram um resultado positivo para o exame antidoping do atleta Nelson Henrique Fernandes, durante a prova de arremesso do peso válida plo Grande Prêmio Caixa Sesi de atletismo, realizado no dia 7 de maio. O exame, realizado no laboratório de Montreal (afinal, o Brasil não tem no momento nenhum local aprovado pela Wada), confirmou a presença do estimulante Metilfenidato-S6, um estimulante.

Nelson Henrique Fernades (o terceiro a partir da esqueda) foi pego com uso de um estimulante

Nelson Henrique Fernades (o terceiro a partir da esqueda) foi pego por uso de um estimulante

Fernandes, atleta do Clube BM&F, ficou em quinto lugar na prova, foi comunicado do resultado no dia 18 de junho, tendo apresentado suas explicações à CBAt no dia 28. Após saber que as justificativas não foram aceitas, ele abriu mão da contraprova e está suspenso provisoriamente a partir de 4 de agosto. O atleta tem 14 dias para solicitar seu julgamento pelo STJD da entidade.

O mais triste de toda a história é que Nelson Henrique Fernandes, mineiro de Caxambu, mal acabou de completar 20 anos! Ou seja, o doping anda vencendo a guerra contra o esporte limpo de lavada, fazendo com que atletas cada vez mais jovens, talvez pressionados pela busca de resultados ou por pura falta de informação, optem por tomar substâncias ilícitas. Difícil acreditar que essa situação irá mudar um dia.

Autor: Tags: , , , , , ,

terça-feira, 5 de agosto de 2014 Olimpíadas, Paraolimpíadas | 09:37

O espírito da Copa bastará para fazer da Rio 2016 um sucesso?

Compartilhe: Twitter
A exatos dois anos da abertura das Olimpíadas do Rio 2016, muitas incertezas ainda cercam a organização do mega-evento

A exatos dois anos da abertura das Olimpíadas do Rio 2016, muitas incertezas ainda cercam a organização do mega-evento

Há exatos 23 dias, o encerramento da Copa do Mundo trouxe ao torcedor brasileiro um sentimento de satisfação com o sucesso, ao menos nos gramados e arquibancadas, na organização de um evento em que muitos apostavam num fracasso retumbante. Se é inegável que o Mundial de futebol trouxe uma onda de otimismo, engana-se redondamente quem achar que somente com o “espírito da Copa” será possível ao Brasil ser aprovado com louvor em seu novo desafio: organizar com brilhantismo os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Nesta terça-feira, 5 de agosto, faltam exatamente dois anos para a abertura do mega evento.

E o adjetivo “mega” já serve para explicar que não há termos de comparação entre o Mundial da Fifa e o maior evento poliesportivo do planeta, sob responsabilidade do COI (Comitê Olímpico Internacional). Primeiro, porque são na prática 28 Copas do Mundo, referentes às modalidades esportivas que compõe o programa olímpico, acontecendo simultaneamente, todos eles com suas características e necessidades específicas, o que já torna a tarefa muito mais complicada.

>>>Londres 2012 x Rio 2014: semelhanças e diferenças

Além disso, enquanto 32 seleções disputaram a Copa do Mundo 2014, mais de 200 países (foram 204 em Londres 2012) mandam representantes para os Jogos Olímpicos, que ficam reunidos na mesma cidade, enquanto 12 cidades-sedes receberam as partidas do Mundial. Questões como logística e eficiência nos transportes são condição número 1 para o sucesso dos Jogos.

E como complicação pouca é bobagem, não se pode esquecer que a cidade carioca receberá ainda a edição dos Jogos Paraolímpicos, a partir de 7 de setembro de 2016, com 23 modalidades e com a obrigação de dar acessibilidade a atletas, técnico, dirigentes e torcedores.

>>>Rio 2016 divulga calendário para eventos-testes

Com tudo isso, o desafio do Rio de Janeiro, a primeira cidade da América do Sul a receber as Olimpíadas, já seria gigantesco, se não contasse com o desagradável (para dizer o mínimo) habito brasileiro de atropelar prazos e menosprezar cronogramas, correndo no final para cumprir todas as obras. Foi assim na Copa e será assim nos Jogos Olímpicos.

Como bem apontou o jornal Folha de S. Paulo em sua edição do último domingo, o Rio ainda precisa concluir 76% das obras nas arenas que receberão os atletas olímpicos daqui a dois anos. É muita coisa para ser feita com prazos apertados. Lembrem-se de que o Rio de Janeiro foi indicada pelo COI para organizar os Jogos de 2016 há praticamente sete anos, em outubro de 2009.

Com dados da APO (Autoridade Pública Olímpica) e Rio Transparente, é possível saber que pelo menos 15 obras e reformas de arenas dos Jogos nem saíram do papel. E foi apenas no início de julho que o Complexo Esportivo de Deodoro, sede de 11 modalidades olímpicas e paraolímpicas daqui a dois anos, viu os primeiros tratores iniciarem obras de construção e reforma nas arenas previstas para o local.

Não foi à toa, portanto, que o COI fez uma espécie de intervenção na organização dos Jogos, em abril, alarmado com os incontáveis atrasos e descompasso entre os poderes municipal, estadual e federal, em relação aos custos dos Jogos, estimados hoje em R$ 37,6 bilhões, entre gastos de construção e reformas de instalações esportivas, mobilidade e legado urbano, além de custos de organização. O discurso do COI, após entrar para valer na organização da Rio 2016, agora é de otimismo, porém sempre alertando para a questão dos prazos.

>>>Aleluia: as obras de Deodoro começaram!

Nestes próximos dois anos, ao contrário do que ocorreu com a Copa do Mundo, será preciso ainda engajar a população para um evento poliesportivo, com modalidades esportivas que 90% dos torcedores jamais viram na vida. Este talvez fosse o maior legado que as Olimpíadas do Rio poderiam trazer ao país, a semente para acabar com a monocultura esportiva do futebol, mas infelizmente isso não irá acontecer, ao menos a curto prazo, por culpa exclusiva do Brasil.

Por conta disso tudo, é importante para os dirigentes e políticos não perderem o foco com manifestações exageradas de otimismo e manter as mangas arregaçadas. Já população e imprensa, mais do que nunca, precisam manter o alerta ligado na cobrança de prazos e fiscalização dos custos.

A Copa do Mundo, a “Copa das Copas”, traz saudades a todos, mas a realidade nos Jogos Olímpicos é completamente diferente. Ainda há muita coisa a ser feita pelo Brasil e o Rio se quiserem tornar a festa olímpica de 2016 uma festa igualmente inesquecível.

Autor: Tags: , , , , , ,

segunda-feira, 4 de agosto de 2014 Olimpíadas, Paraolimpíadas | 20:10

Rio 2016 divulga calendário de eventos-testes

Compartilhe: Twitter
Foto-montagem que exibe as imagens das modalidades que terão eventos-testes antes das Olimpíadas do Rio

Montagem com imagens das modalidades que terão eventos-testes para as Olimpíadas do Rio 2016

Na semana que marca os dois anos para a abertura dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos do Rio 2016, o comitê organizador anunciou nesta segunda-feira o primeiro calendário completo dos eventos-testes das Olimpíadas. O primeiro deles, inclusive, já está em disputa, que é a Regata Internacional de vela, que ocorre na poluída Baia da Guanabara e se encerrará no próximo sábado.

Sob o nome “Aquece Rio”, os eventos que serão realizados em maior número a partir do ano que vem tem como objetivo testar a funcionalidade das arenas que receberão os eventos e também a operação dos Jogos, tanto Olímpicos como Paraolímpicos. Ao todo, os eventos-testes deverão trazer ao Rio de Janeiro nos próximos dois anos um total de 8.400 atletas.

>>> VEJA TAMBÉM: As primeiras impressões dos estrangeiros sobre as águas da Baia da Guanabara

Pelo calendário divulgado nesta segunda – e que poderá ser atualizado -, o próximo evento programado será uma maratona, em julho de 2015. No mês de agosto do ano que vem, sete outras modalidades receberão novas competições, onde a ideia será testar inclusive algumas das instalações que já estarão prontas (caso não ocorram atrasos, sempre é bom lembrar), como remo, ciclismo estrada, marcha atlética, maratona aquática, vela e golfe. A lista completa pode ser acessada neste link.

O calendário do Rio 2016 incluirá 33 eventos para esportes olímpicos, seis exclusivamente para esportes paraolímpicos e outros seis contendo tanto competições olímpicas quanto Paraolímpicas, totalizando 45 eventos-testes. “A definição do calendário é um passo importante, pois estes eventos nos permitirão testar todos os aspectos das competições e garantir que na hora dos Jogos tudo esteja perfeito para que os atletas possam obter seus melhores desempenhos”, disse o diretor de esportes do Rio 2016, Agberto Guimarães.

Nesta terça-feira, faltarão exatos dois anos para a abertura dos Jogos Olímpicos de 2016. A abertura dos Jogos Paraolímpicos está marcada para o dia 7 de setembro de 2016.

Autor: Tags: , , , , , , , ,

quarta-feira, 30 de julho de 2014 Com a palavra, Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas, Paraolimpíadas | 21:01

Baia da Guanabara 2016: primeiras impressões…

Compartilhe: Twitter

“Já fizemos dois treinos até agora, onde encontramos muitas garrafas e sacos plásticos. Ontem vimos um cachorro morto na água”

A declaração do velejador australiano Matthew Belcher, medalha de ouro na classe 470 nos Jogos Olímpicos de Londres 2012, para a Folha de S. Paulo desta quarta-feira, é sintomática. Uma das estrelas do evento-teste da vela para as Olimpíadas do Rio 2016, que começa na próxima sexta-feira (2) e vai até o dia 9 de agosto, Belcher mostrou, sem meias palavras, o cartão de visitas que os atletas do iatismo mundial terão pela frente não apenas nesta competição, como provavelmente daqui a dois anos.

Iatistas da classe RS:X treinam para o evento-teste na Baia de Guanabara, o primeiro dos Jogos de 2016

Iatistas da classe RS:X treinam para o evento-teste na Baia de Guanabara, o primeiro dos Jogos de 2016

Não se deve encarar com traços de menosprezo, precoceito ou mesmo insulto à soberania nacional as palavras de Belcher. Elas são retrato absoluto da realidade, ironicamente, de um dos mais belos cartões postais da próxima sede dos Jogos Olímpicos. O australiano falou apenas verdades, que por sinal já tinham sido ratificadas anteriormente pelo próprio treinador da equipe brasileira, o bicampeão olímpico (Atlanta 1996 e Atenas 2004) Torben Grael, em entrevista ao site Esporte Essencial, em abril de 2011: “É um pecado nós termos uma água tão suja numa baia tão bonita como essa. Vamos sediar os jogos olímpicos e acho que vai ser um vexame apresentar uma água desse jeito”.

Se há uma coisa que o Brasil já perdeu, independentemente do sucesso na organização dos Jogos de 2016, foi a questão da Baia de Guanabara. Isso é definitivo. Por incompetência dos poderes públicos (em todas as esferas!), perdeu-se a chance de conquistar ao final dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos um dos principais legados para a população do Rio de Janeiro, que seria a despoluição de 80% das águas da sede das competições de vela. Isso constava do plano original da candidatura carioca, em 2009. Se chegar a 15% na época das Olimpíadas, será muito.

>>> VEJA TAMBÉM: Com data provisória, federação de tiro com arco confirma evento-teste no Sambódromo para setembro de 2015

As competições irão acontecer, de uma forma ou outra. Como aliás já aconteceram nos Jogos Pan-Americanos de 2007. O que não diminui o tamanho do vexame. Por isso, um dos principais pontos a serem aproveitados no primeiro evento-teste das Olimpíadas do Rio será testar a funcionabilidade da raia de competição, mesmo com tanto lixo boiando nas proximidades dos atletas. Simplesmente lamentável.

Ao todo, serão 324 atletas de 34 países participando da Regata Internacional do Rio, que abre o calendário oficial de eventos-testes das Olimpíadas. Estarão competindo 23 medalhistas olímpicos, entre eles o próprio australiano Matthew Belcher; a espanhola Marina Alabau, na 49er FX; o holandês Dorian van Rijsselberge, na RS:X; o também australiano Nathan Outteridge, na classe 49er; e o sueco Max Salminen, na Star, classe que não faz parte do programa olímpico de 2016. Entre os brasileiros, destaca-se o bicampeão olímpico (Atlanta 1996 e Atenas 2004) Robert Scheidt, pela Laser.

Tomara que nenhum deles deixe de vencer sua prova por causa das maltratadas águas da Baia de Guanabara.

Autor: Tags: , , , , , , ,

segunda-feira, 28 de julho de 2014 Olimpíadas, Política esportiva, Seleção brasileira | 18:30

Meta do Brasil precisa ser a de não virar a ‘Grécia de 2020’

Compartilhe: Twitter
O judoca Ilias Iliadis, uma das seis medalhas de ouro da Grécia em 2004; Brasil precisa se organizar para nã repetir o exemplo greego em 2020

O judoca Ilias Iliadis, uma das seis medalhas da Grécia em 2004; Brasil precisa se cuidar para não repetir o exemplo greego em 2020

No post anterior, tratei de passagem do tema principal da entrevista coletiva promovida pelo COB (Comitê Olímpico Brasileiro), na última quarta-feira (23), sobre o planejamento da entidade visando os Jogos Olímpicos do Rio, em 2016. E os dirigentes voltaram a reafirmar a meta já anunciada ao final das Olimpíadas de Londres, em 2012, na qual vislumbram deixar o Brasil entre os dez primeiros do quadro final de medalhas, somando entre 27 e 30 pódios.

Considero esta uma meta muito ousada, especialmente para um país que somente agora parece estar começando a construir uma cultura poliesportiva (mas só começando!) e que em Londres 2012 alcançou seu melhor desempenho olímpico, com um total de 17 medalhas (apenas três de ouro).

Parte deste otimismo da cartolagem do COB  e do governo federal – principal mecenas do esporte brasileiro na última década, graças a leis de incentivo e financiamento de projetos esportivos – tem muito a ver com o ótimo resultado de diversas modalidades olímpicas na temporada de 2013, que viu a realização de vários campeonatos mundiais ou competições de primeiro nível renderem 27 medalhas.

Foi a melhor largada do Brasil em um ciclo olímpico, que compreende o período que vai do primeiro ano após uma olimpíada até a realização da edição seguinte. Que há uma evolução, isso é inegável, só tendo muita má vontade para não admitir isso. Mas bom senso não pode se confundido com pachequismo: parece-me improvável que os principais rivais do Brasil a um lugar no top 10 das medalhas em 2016 não irão evoluir tecnicamente nos próximos dois anos. É preciso aguardar um pouco mais antes de sair festejando.

Mas vamos fazer um exercício de imaginação otimista e admitir que, sim, o Brasil conseguirá alcançar a tal meta de 27-30 medalhas e ficar no top 10 ao final de 2016. Com isso resolveremos todos os problemas do esporte brasileiro? De forma alguma! A minha maior preocupação não é com o resultado do Brasil ao final do Rio 2016, mas sim com Tóquio 2020!

O maior desafio do COB e do ministério do Esporte será transformar os resultados esportivos positivos que serão obtidos daqui a dois anos em algo que se possa transformar num legado palpável para as próximas Olimpíadas. Sim, porque o próprio governo deverá tirar o pé nos investimentos oficiais após 2016 e caberá ao Comitê Olímpico Brasileiro o papel fundamental de não deixar a peteca cair.

O que o Brasil não pode, na verdade, é se transformar na “Grécia de 2020”. O país-sede dos Jogos de Atenas 2004 não é referência negativa apenas em relação à forma desorganizada que recebeu a competição, mas também do total despreparo em relação ao que faria com seus atletas quatro anos depois.

O levantamento abaixo reúne os quatro países que não estão entre os gigantes olímpicos, como EUA, Rússia, China e Alemanha, mas que organizaram edições dos Jogos nos últimos 26 anos: Coréia do Sul (Seul 1988), Espanha (Barcelona 1992), Austrália (Sydney 2000) e Grécia (Atenas 2004).

Os dados reúnem os desempenhos destes países em três edições (anterior, posterior e a dos próprios Jogos) olímpicas. Se por um lado fica claro ser quase impossível ao Brasil alcançar o padrão australiano em Tóquio 2020, me parece que com um mínimo de organização passará longe de ser transformar em uma nova Grécia. Confira:

Coreia do Sul

Los Angeles 1984
Colocação final e total de medalhas: 10º lugar, com 19 (6 Ouro/ 6 Prata/ 7 Bronze)

Seul 1988
Colocação final e total de medalhas: 4º lugar, com 33 (12 O/ 10 P/ 11B)

Barcelona 1992
Colocação final e total de medalhas: 7º lugar, com 29 (12 O/ 5 P/ 12B)

Espanha

Seul 1988
Colocação final e total de medalhas: 25º lugar, com 4 (1 O/ 1 P/ 2B)

Barcelona 1992
Colocação final e total de medalhas: 6º lugar, com 22 (13 O/ 7 P/ 2B)

Atlanta 1996
Colocação final e total de medalhas: 13º lugar, com 17 (5 O/ 6 P/ 6B)

Austrália

Atlanta 1996
Colocação final e total de medalhas: 7º lugar, com 34 (9 O/ 9 P/ 23 B)

Sydney 2000
Colocação final e total de medalhas: 4º lugar, com 58 (16 O/ 25 P/ 17 B)

Atenas 2004
Colocação final e total de medalhas: 4º lugar, com 50 (17 O/ 16 P/ 17 B)

Grécia

Sydney 2000
Colocação final e total de medalhas: 17º lugar, com 13 (4 O/ 6 P/ 3 B)

Atenas 2004
Colocação final e total de medalhas: 15º lugar, com 16 (6 O/ 6 P/ 4 B)

Pequim 2008
Colocação final e total de medalhas: 58º lugar, com 4 ( 2 P/ 2 B)

Autor: Tags: , , ,

  1. Primeira
  2. 7
  3. 8
  4. 9
  5. 10
  6. 11
  7. 20
  8. Última