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sábado, 10 de maio de 2014 Imprensa, Olimpíadas, Política esportiva | 16:47

Só medo de um vexame histórico impede COI de pensar em Plano B ou C para o Rio 2016

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Canteiro de obras do Parque Olímpico da Barra da Tijuca, em Jacarepagua: COI resolveu por a mão na massa de vez

Canteiro de obras do Parque Olímpico da Barra da Tijuca, em Jacarepaguá

Como tem se tornado rotina, a última sexta-feira (9) acabou marcada por mais uma notícia negativa a respeito dos Jogos Olímpicos de 2016, que ocorrerão no Rio de Janeiro. E a cacetada veio da imprensa inglesa, com a publicação de uma reportagem do jornal London Evening Standard mostrando que um dirigente do COI (Comitê Olímpico Internacional) teria feito contatos com representantes ligados ao governo de Londres para saber se a cidade teria condições de receber as Olimpíadas de 2016, por causa do grande atraso nas obras das principais arenas e instalações cariocas.

Na mesma reportagem, o tal dirigente do COI teria dito ao London Evening Standard que em Atenas 2004, a infraestrutura pronta a dois anos do evento alcançava a marca de 40%, contra 60% de Londres no mesmo período, antes dos Jogos de 2012. O Rio de Janeiro, de acordo com o jornal, está com somente 10% de sua infraestrutura do evento construída. Obviamente, a notícia foi desqualificada ontem mesmo pelo comitê do Rio 2016, que disse não comentar “uma obra de ficção”. O próprio COI tratou também de desmentir a informação, ao dizer à agência Reuters que “não há um pingo de verdade nisso”.

Particularmente, a menos que ocorra um desastre natural sem proporções na história deste país, ou que os próprios governantes brasileiros decidam abrir mão, não vejo como os Jogos de 2016 saiam do Rio de Janeiro, apesar de todos os atrasos que ocorreram até agora. Primeiro, pela questão do dano de imagem que isso traria, não apenas ao Brasil, mas ao próprio COI, é bom ficar claro. Pois caberia à entidade ficar com o ônus de ter escolhido como sede uma cidade sem competência para organizar um evento da magnitude como são as Olimpíadas.

Há ainda a questão política, essa sim de grande importância neste jogo de interesses. Após a intervenção declarada que o COI fez no Rio 2016 em abril, tem sido corriqueiro ataques e críticas de entidades internacionais e dirigentes à organização das próximas Olimpíadas, como os feitos por um vice-presidente do Comitê Olímpico, John Coates, que precisou se retratar depois. Como bem me disse ontem um jornalista amigo que mora em Londres, estratégia semelhante feita pela imprensa inglesa durante os preparativos para a Copa do Mundo deste ano.

Outro ponto que deixa a história do London Evening Standard – um jornal de distribuição gratuíta nos metrôs londrinos, com tiragem de dois milhões de exemplares – improvável é a questão logística. Boa parte das instalações de Londres 2012 era provisória, como os ginásios de handebol e basquete, além das arquibancadas móveis do parque aquático. Tudo isso não existe mais. O estádio olímpico está em obras, terá sua capacidade reduzida de 80 mil para 55 mil pessoas e passará a ser usado West Ham, além de abrigar o centro de treinamento da federação inglesa de atletismo. A própria Vila Olímpica já começou a ter seus apartamentos ocupados por moradores e o Parque Olímpico foi aberto à utilização pública.

Mas segundo afirmou uma outra jornalista amiga minha, que também reside em Londres, o diário britâncio não tem fama de inventar histórias e a manchete pode ter vindo com dois anos de atraso. Em 2012, segundo ela, a possibilidade de se manter os Jogos de 2016 em Londres, por causa da inoperância brasileira, era comentada com certa naturalidade entre alguns dirigentes locais.

Para aumentar a pressão sobre o Rio 2016, eis que surge no horizonte um “Plano C”. O  advogado paulista Alberto Murray, que foi membro da Assembleia do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) e é opositor declarado à gestão de Carlos Arthur Nuzman na entidade, publicou em seu blog que a China ofereceu-se ao COI para receber os Jogos, caso o Rio não tenha condições de cumprir as obrigações. Clique aqui para ver o post de Murray.

Com muitas fontes no Comitê Olímpico, por conta da convivência que teve com alguns integrantes no período em que seu avô, Sylvio de Magalhães Padilha, foi presidente do COB, Murray ouviu de seu interlocutor que a China teria condições, mesmo com apenas dois anos, de se preparar para o evento, graças ao dinheiro e à extrama disciplina existentes no país. Outro detalhe importante: a cidade de Nanjing receberá os Jogos Olímpicos da Juventude, em agosto deste ano, podendo usar parte desta infraestrutura para receber os Jogos de 2016.

Notícias furadas ou reclamações de cartolas à parte, o fato é que a pressão sobre as Olimpíadas do Rio está cada vez maior. Aos organizadores, a única alternativa é correr contra o relógio para deioxar tudo pronto a tempo, antes que alguém queira colocar os tais “Plano B” ou “C” em ação.

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terça-feira, 29 de abril de 2014 Com a palavra, Isso é Brasil, Olimpíadas, Política esportiva | 23:25

Rio 2016 e as verdades que incomodam

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“Acho que a situação é pior do que em Atenas [em 2004]. Nós ficamos muito preocupados. Eles não estão prontos em muitas, muitas formas. Nós temos de fazer (esse evento) acontecer e essa é a decisão do COI. Não podemos simplesmente ignorar essa situação”



Vamos combinar uma coisa: ninguém pode dizer que está surpreso com o nível das críticas de integrantes do COI (Comitê Olímpico Internacional) em relação à organização das Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. Desde que a entidade internacional decretou que haveria a necessidade de colocar um homem de sua confiança no cangote dos integrantes do comitê organizador – e por tabela nos governos municipal e estadual do Rio de Janeiro, bem como no governo federal – já deveria ser encarada com naturalidade a saraivada de críticas que irão aparecer aqui e ali.

John Coates criticou de forma incisiva a organização do rio 2016. Disse alguma mentira?

John Coates criticou de forma incisiva a organização do rio 2016. Disse alguma mentira?

A frase que abre este post é do australiano John  Coates, vice-presidente do COI, presidente do comitê olímpico australiano (AOC, na sigla em inglês) e integrante da comissão de avaliação da organização do Rio 2016. Ele fez as declarações durante um fórum olímpico em Sydney, nesta terça-feira, e publicadas no site do AOC.

E antes que o sentimento patriótico/pacheco comece a aflorar nos dedos de algum internauta, já me adianto a dizer que Mr. Coates está longe de ser um aventureiro ou interessado em avacalhar com a imagem do Brasil perante a comunidade esportiva mundial. Primeiro, por ser um homem extramente experiente no esporte. pois há 40 anos participa da organização de Jogos Olímpicos. Além disso, ele foi o presidente do comitê organizador dos Jogos de Sydney 2000, um dos mais eficientes e elogiados da história.

E convenhamos, Coates disse alguma mentira?

Coates simplesmente repetiu o que o seu chefe, o alemão Thomaz Bach, presidente do COI, já havia dito há 20 dias: a situação para o Rio 2016 é crítica. Quando alguém da importância do dirigente australiano diz que está pior do que em Atenas 2004, é sinal de que a intervenção chegou até com atraso. “O COI formou uma força-tarefa especial para tentar acelerar os preparativos, mas a situação é crítica. O COI adotou uma postura de ‘mãos na massa’, o que é sem precedentes, mas não há plano B. Nós estamos indo para o Rio”, disse Coates.

O que me causa espanto, porém, é que certas verdades ainda incomodem o ego das pessoas ligadas à organização das Olimpíadas do Rio. No começo da tarde, o comitê organizador soltou uma nota oficial na qual, de maneira bem sutil, criticou a cornetada do dirigente australiano. Mas será que eles estão em condições de rebater alguma coisa? Mais trabalho e menos papo, minha gente!

Confira abaixo a íntegra do comunicado do Rio 2016

“Já passamos da hora em que discussões genéricas sobre o progresso da preparação possam contribuir com a evolução da jornada rumo aos Jogos. É tempo de focarmos mais no trabalho e no engajamento. Os anúncios recentes do orçamento para os projetos de infraestrutura e legado, além do lançamento da licitação para as obras do Parque Olímpico de Deodoro são iniciativas cruciais e inequívocos sinais de avanço. O trabalho em conjunto com as três esfera do governo, federal, estadual e municipal, está funcionando. O suporte do Comitê Olímpico Internacional também.

Temos uma missão histórica: organizar os primeiros Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Brasil e da América do Sul. Vamos cumpri-la. Em 2016 o Rio organizará Jogos excelentes que serão entregues absolutamente dentro do prazo e dos orçamentos já anunciados”.

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quinta-feira, 24 de abril de 2014 Ídolos | 14:34

O mito Phelps está de volta. Isso é bom ou ruim?

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Michael Phelps comemora uma das medalhas de ouro obtidas nas Olimpíadas de Londres

Michael Phelps comemora uma das medalhas de ouro obtidas nas Olimpíadas de Londres

Menos de dois anos após ter decidido abandonar as piscinas, o americano Michael Phelps, um dos gênios do esporte mundial, retornou à natação nesta quinta-feira, competindo no Grand Prix de Mesa, no Arizona. O maior ganhador de medalhas olímpicas na história dos Jogos – foram 22, sendo 18 de ouro, divididas entre Atenas 2004, Pequim 2008 e Londres 2012 – nadou as eliminatórias dos 100 m borboleta e fez o melhor tempo da série, com 52s86, mais de três segundos acima do recorde mundial, que por acaso é dele mesmo.

Esta decisão de Phelps em dar um bico na aposentadoria é excelente para o torcedor brasileiro, que pode sonhar com a chance de ver o americano de perto daqui a dois anos, no Rio de Janeiro, durante as Olimpíadas de 2016, tentando ampliar seus recordes. Mas terá sido esta uma boa decisão para o próprio Phelps?

A tomar pelo exemplo das duas últimas grandes estrelas da natação que também tentaram retomar o caminho das glórias esportivas após um período de inatividade, pode ter sido uma fria. Tanto o americano Mark Spitz, estrela nos Jogos Olímpicos de Munique 1972, quanto o australiano Ian Thorpe, que foi “o cara” das Olimpíadas de Sydney 2000, fracassaram.

É verdade que a questão do tempo pesa a favor de Phelps nesta sessão nostalgia. Spitz tentou se classificar para as Olimpíadas de Barcelona 1992, ou seja, 20 anos depois de se aposentar. Thorpe fracassou na seletiva para os Jogos de Londres, 12 anos após ter brilhado na Austrália. O americano tem menos de dois anos longe das competições. O efeito certamente terá sido menos penoso.

A volta de Michael Phelps já deixou as estrelas da natação brasileira animados, como Cesar Cielo e Thiago Pereira, que projetam possíveis duelos com ele em 2016, pois o americano planeja nadar distâncias mais curtas e até mesmo provas de velocidade, especialidade de Cielo. Que a volta às piscinas não abale parte da vitoriosa imagem que Phelps construiu nos últimos dez anos.

 

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quarta-feira, 16 de abril de 2014 Isso é Brasil, Olimpíadas, Paraolimpíadas, Política esportiva | 18:41

Jogos de 2016 já estão R$ 5,4 bi mais caros que Londres 2012

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Imagem do projeto final do Parque Olímpico da Barra da Tijuca

Imagem do projeto final do Parque Olímpico da Barra da Tijuca para as Olimpíadas de 2016

Demorou, mas saiu! Depois de um atraso absurdo, que acabou culminando em uma intervenção do COI (Comitê Olímpico Internacional) na própria organização dos Jogos Olímpicos de 2016, finalmente nesta quarta-feira foram divulgados os custos totais das Olimpíadas do Rio de Janeiro. E a conta ficará salgada. Os governos Municipal, Estadual e Federal anunciaram o Plano de Políticas Públicas – Legado dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos do Rio 2016, que contém 27 projetos, dos quais 24 custarão R$ 24,1 bilhões.

Somado aos valores já anunciados no início do ano de R$ 7 bilhões, por parte do comitê organizador Rio 2016, e mais R$ 5,6 bilhões provenientes da Matriz de Responsabilidades, com obras ligadas diretamente ao evento, como a construção do Parque Olímpico, por exemplo, o custo total dos das Olimpíadas do Rio de Janeiro está em R$ 36,7 bilhões, por enquanto – o orçamento na construção das arenas olímpicas ainda pode mudar, especialmente no Complexo de Deodoro, cuja licitação ainda não saiu.

Só a título de comparação, vale citar aqui o custo total dos Jogos Olímpicos de Londres 2012: R$ 31,3 bilhões. São R$ 5,4 bilhões a menos do que o que será gasto no Brasil.

>>> E mais: COI fará um plano de ação para salvar o Rio 2016

É claro que os políticos e dirigentes responsáveis pela organização dos Jogos poderão argumentar que a maior parte do custo diz respeito à obras que não têm ligação direta com as Olimpíadas e que poderiam ser feita a qualquer momento. O sistema de transporte público de Londres, um dos mais amplos do mundo, consumiu muito menos dinheiro do que o Rio está gastando para facilitar o acesso do público às instalações olímpicas, por exemplo. Isso é indiscutível.

Mas vale lembrar ainda que o custo apresentado no dossiê de candidatura brasileira, em 2009, era de R$28,8 bilhões, cerca de 28% a menos

Custos divulgados, os dirigentes brasileiros precisam agora é arregaçar as mangas e tentar descontar o atraso vergonhoso na finalização das obras olímpicas. Chegou o momento de falar menos e trabalhar mais.

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sexta-feira, 11 de abril de 2014 Isso é Brasil, Olimpíadas, Política esportiva | 12:56

Ainda há tempo para salvar as Olimpíadas de 2016. Já a imagem do Brasil, não

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Canteiro de obras do Parque Olímpico da Barra da Tijuca, em Jacarepagua: COI resolveu por a mão na massa de vez

Canteiro de obras do Parque Olímpico da Barra da Tijuca, em imagem de abril: COI resolveu por a mão na massa de vez

Antes de mais nada, é importante esclarecer que este blogueiro não defende partido A, B ou C. Ou seja, as críticas deste post dizem respeito apenas à maneira desastrada como os governantes deste país lidam e maltratam o esporte brasileiro e com tudo o que o cerca.

A atitude tomada pelo COI (Comitê Olímpico Internacional) nesta quinta-feira, dia 10, quando decretou uma intervenção na organização das Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro, significa, em poucas e duras palavras, no maior vexame do Brasil desde que foi eleito para receber o mega evento, no já distante 2009.

Nunca, veja bem, nunca na história dos Jogos Olímpicos o COI precisou entrar em cena desta forma para assegurar que sua maior e mais badalada competição pudesse ser realizada. Nem Atenas e os conturbados Jogos de 2004 viveram algo semelhante.

>>> Relembre: Eduardo Paes diz que Rio 2016 deixará Barcelona “no chinelo”

O que o COI colocou perante à comunidade esportiva internacional foi a incompetência e falta de maturidade de dirigentes e políticos brasileiros para administrar e organizar um evento da magnitude dos Jogos Olímpicos.

Fique claro também que esta análise não está contaminadas pelo famoso “Complexo de Vira-Latas” – argumento frequente daqueles que estão sempre vendo uma teoria da conspiração atrás de tudo -, mas apenas constata o quanto ainda somos despreparados para encarar uma tarefa complexa, extremamente cara e que precisa ser tocada desprovida de vaidades.

Por tudo isso, é de causar espanto as palavras do diretor-geral do Rio 2016, Sidney Levy, em entrevista à Folha de S. Paulo desta última quinta, quando disse que as federações internacionais que reclamam dos atrasos às vezes exageram em suas solicitações. Como assim? É só dar uma rápida olhada no Complexo Esportivo de Deodoro, que receberá 11 modalidades esportivas e cuja licitação das obras nem foi aprovada? E o que dizer da não divulgação da Matriz de Responsabilidade, que estipula as obrigações de cada um dos seus signatários (leia-se poderes Federal, Estadual e Municipal) para com a organização e realização dos Jogos, a pouco mais de dois anos para a abertura do evento?

Embora com palavras amáveis, o recado passado nesta quinta-feira por Thomas Bach, presidente do COI,  a Carlos Arthur Nuzman, presidente do Rio 2016, Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro, e até mesmo à presidente Dilma Roussef foi simples e direto: estamos assumindo para evitar um fiasco!

Não acredito em risco de mudança de sede. Os Jogos Olímpicos de 2016 acontecerão no Rio de Janeiro, sem dúvida. Mas ocorrerão com tudo feito às pressas e o sob vigilância constante do COI, com medo de novos atrasos. Se ainda há como salvar as Olimpíadas de um fracasso retumbante, o mesmo não se pode dizer da imagem do Brasil como organizador de um grande evento esportivo, irremediavelmente destruída depois deste 10 de abril.

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quarta-feira, 9 de abril de 2014 Isso é Brasil, Olimpíadas, Política esportiva | 15:05

COI fará um plano de ação para salvar o Rio 2016

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A situação dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, marcados para 2016, atingiu um ponto crítico para a cúpula do COI (Comitê Olímpico Internacional). Depois de um dos integrantes da entidade, o italiano Francesco Ritti Bicci, ter declarado na terça-feira, em uma reunião de dirigentes esportivos na Turquia, que já seria o momento de pensar em um plano B para as próximas Olimpíadas, o próprio COI resolveu agir.

Carlos Nuzman, Nawal El Moutawakel, Gilbert Felli e Eduardo Paes visitam as obras do Parque Olímpico da Barra da Tijuca: na última visita de inspeção do COI, em março

Carlos Nuzman, Nawal El Moutawakel, Gilbert Felli e Eduardo Paes visitam as obras do Parque Olímpico da Barra da Tijuca, na última visita de inspeção do COI, em março

De acordo com a assessoria de imprensa do COI, em contato com o blog, diversas reuniões foram feitas nesta quarta-feira para buscar soluções em relação aos incontáveis atrasos nas obras de arenas e de infraestrutura para o Rio 2016. Para piorar, desde a última quinta-feira (3), uma greve no canteiro de obras do Parque Olímpico paralisa o andamento daquilo que já está muito atrasado.

Segundo o COI, foi definido um plano de ação para ajudar na organização dos Jogos, cujos princípios gerais constam o monitoramento e geração de relatórios de todos os andamentos da organização do evento, entre outros detalhes. “O COI tem delineado a sua preocupação com os atrasos há algum tempo e declarou em várias ocasiões que o tempo está se esgotando. No entanto, acreditamos que o Rio 2016 ainda pode entregar uma boa edição dos Jogos, se ações apropriadas forem tomadas imediatamente”, disse o COI em contato com o blog.

Os dirigentes da entidade estão em contato com os integrantes do comitê organizador do Rio 2016, “para informa-los deste plano de ação”. Na prática, convenhamos, o que está acontecendo é uma intervenção do COI para salvar as Olimpíadas do Rio!

E o maior sinal de que a situação é grave está no fato de que o próprio presidente do COI, Thomas Bach, dar uma entrevista coletiva nesta quinta-feira, a partir das 11h (horário de Brasília), na sede da entidade, na Suíça, para dar mais detalhes sobre o tal “plano de ação”. E o próprio dirigente demonstrou mais uma vez sua preocupação com o sucesso dos próximos Jogos Olímpicos nesta quarta-feira. “É tempo de agir. Compartilho das mesmas preocupações que eles. Faremos de tudo para que estas Olimpíadas sejam um sucesso”, afirmou Bach.

Como diria um amigo meu, o gato está subindo no telhado do Rio 2016 sem a menor cerimônia.

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terça-feira, 1 de abril de 2014 Olimpíadas, Política esportiva | 14:25

Saída de Maria Silvia Bastos ocorre após nova bronca do COI

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Maria Silvia Bastos estava no comando da EOM desde agosto de 2011

Maria Silvia Bastos estava no comando da EOM desde agosto de 2011

O anúncio feito nesta terça-feira da saída de Maria Silvia Bastos da presidência da EOM (Empresa Olímpica Municipal) representa um duro golpe na organização dos Jogos Olímpicos do Rio 2016. A EOM é a empresa responsável simplesmente pela coordenação e execução de todos os projetos e atividades municipais relativas às Olimpíadas e Paraolimpíadas do Rio, e a saída de Maria Silvia ocorre coincidentemente dez dias depois da última visita de avaliação do COI (Comitê Olímpico Internacional) à cidade-sede.

Como se sabe, novamente os integrantes da comissão do COI deixaram o Brasil extremamente preocupados com os atrasos em diversas obras de arenas esportivas e de mobilidade urbana, além da indefinição da matriz de responsabilidade dos três poderes (municipal, estadual e federal), que deveria ter sido fechada em reunião na última semana, em Brasília, com a presença da própria presidente Dilma Rousseff. O encontro ficou agendado para ocorrer ainda esta semana.

Maria Silvia ocupava um cargo importantíssimo na engrenagem da organização dos Jogos do Rio. Ela alegou razões pessoais para deixar o cargo, que ocupava desde 2011 e será agora ocupado por Joaquim Monteiro de Carvalho, que já trabalhava na prefeitura do Rio, como chefe-executivo do Imagem Rio.

Maria Silvia Bastos foi a segunda baixa importante na organização do Rio 2016. Em agosto do ano passado, Marcio Fortes já havia pedido demissão da presidência da APO (Autoridade Pública Olímpica), cargo que é ocupado agora pelo general Fernando Azevedo e Silva.

 

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sexta-feira, 21 de março de 2014 Isso é Brasil, Olimpíadas | 18:37

Após visita, COI dá novo puxão de orelhas no Rio 2016

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Carlos Nuzman, Nawal El Moutawakel, Gilbert Felli e Eduardo Paes visitam as obras do Parque Olímpico da Barra da Tijuca: dias de novas broncas

Carlos Nuzman, Nawal El Moutawakel, Gilbert Felli  (da comissão do COI) e o prefeito Eduardo Paes visitam as obras no Parque Olímpico da Barra: novas broncas

Nesta sexta-feira, a Comissão de Coordenação do COI (Comitê Olímpico Internacional) encerrou sua sexta visita de avaliação ao Rio de Janeiro, sede dos Jogos Olímpicos de 2016. E como tem se tornado rotina toda vez que a entidade encerra sua passagem por estas bandas, mais uma vez sobraram puxões de orelha aos organizadores. A diferença é que agora a bronca foi mais explícita, exibida no próprio release oficial, a começar pelo próprio título: “COI diz ao Rio 2016 que não há um minuto mais a perder”.

No longo texto distribuído à imprensa, são vários os exemplos mostrando que a paciência dos dirigentes do COI anda cada vez mais reduzida. “A comissão de coordenação do COI encerrou sua sexta visita à cidade-sede do Brasil (10-21 de março) com uma mensagem clara aos organizadores que cada segundo conta”, dizia o texto do COI.

RELEMBRE OUTRAS BRONCAS DO COI EM 2016

>>> Nova bronca do COI liga sinal amarelo no Rio 2016
>>> Primeiro puxão de orelhas na organização do Rio 2016
>>> COI não desmente documentos secretos, mas nega ‘sinal vermelho’ para 2016

Mais adiante, novas cobranças. “A Comissão reconheceu os progressos realizados em várias áreas , desde a sua última visita, em setembro de 2013, e a visita do presidente do COI, Tomas Bach , em fevereiro de 2014, como a finalização do plano diretor geral local , a validação do orçamento vida do Comitê Rio 2016 (…) Uma série de decisões importantes , todavia, precisam ser tomadas. Em 27 de março , ocorrerá um encontro crucial entre as autoridades federais e do comitê organizador terá lugar em Brasília, onde espera-se que as responsabilidades para cada projeto sejam esclarecidas, bem como o respectivo financiamento, a fim de evitar mais atrasos significativos no entrega do projeto”.

O pior ainda estava por vir. “Os prazos de entrega de alguns dos locais para eventos-teste dos Jogos têm enfrentado atrasos e agora não deixam margem para quaisquer novas derrapagens”, afirmou o COI, em sua nota oficial, referindo-se às obras nas regiões da Barra da Tijuca (onde estará instalado o Parque Olímpico e a maior parte das arenas) e Complexo de Deodoro, o principal ponto de críticas e que está com suas obras mais atrasadas.

VEJA AINDA: Relembre outros vexames do Brasil a caminho do Rio 2016

Mas não sobraram apenas broncas por parte da comissão de avaliação. Sob o comando da marroquina  Nawal El Moutawakel, os representantes do COI elogiaram a mudança de atitude justamente em relação a Deodoro, desde que as “autoridades da cidade assumiram a responsabilidade pela entrega”. Coincidentemente, o período corresponde ao que tomou posse o general Fernando Azevedo e Silva, presidente da APO (Autoridade Pública Olímpica), órgão criado para coordenar as ações das três esferas públicas (federal, estadual e municipal) na organização dos Jogos.

A comissão do COI também elogiou a preocupação do Rio 2016 em deixar um legado sustentável após as Olimpíadas e Paraolimpíadas, com  o futuro aumento no uso do transporte público na cidade (60%), melhoria no tratamento de esgoto na Baia da Guanabara, criação de 75 novos hotéis e cerca de 11 mil novos postos de trabalho em razão dos Jogos. “Embora os progressos estejam aparecendo, cada decisão que foi adiada e cada atraso subseqüente terão um impacto negativo sobre a entrega . Portanto, é necessário o foco total”, avisou a marroquina El Moutawakel.

Nem na hora de ser elogiado, o Rio 2016 deixa de levar um puxão de orelhas.

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quinta-feira, 13 de março de 2014 Imprensa, Isso é Brasil, Listas, Olimpíadas, Política esportiva | 14:45

Relembre outros vexames do Brasil a caminho do Rio 2016

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Os pagamentos de comissões a empresas ligadas a diretores da CBV (Confederação Brasileira de Vôlei), por intermediar contratos de patrocínio do Banco do Brasil, revelados em ótima série de reportagens do jornalista Lúcio de Castro, da ESPN Brasil, abalou não só o vôlei como o próprio universo olímpico brasileiro. O superintendente do COB (Comitê Olímpico Brasileiro), Marcus Vinícius Freire, disse à Folha de S. Paulo temer que o escândalo abale o desempenho da modalidade na preparação para as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. Nesta quinta-feira, o próprio presidente do COB, Carlos Nuzman, deu entrevista na qual declarou estar “preocupado com a situação da CBV“.

Mas para quem tem boa memória – e se há uma qualidade que modestamente reconheço ter é justamente essa – a bomba que caiu no colo do vôlei é só mais um dos vários vexames protagonizados por organizadores, políticos e cartolas de confederações, entre outros, na preparação do Brasil para a primeira edição dos Jogos Olímpicos na América do Sul. Relembre abaixo outros dez casos emblemáticos:

1) Roubo de dados secretos de Londres 2012 por integrantes do Rio 2016

Sebastian Coe discursa em seminário no Rio e minimiza caso de espionagem

Sebastian Coe discursa em seminário no Rio e minimiza caso de espionagem

Em setembro de 2012, um mês depois do encerramento das Olimpíadas de Londres, dirigentes britânicos divulgaram que integrantes do comitê do Rio 2016, que trabalhavam em conjunto para conhecer o funcionamento da organização dos Jogos, fizeram sem autorização cópias de documentos secretos. O fato culminou com a demissão de dez funcionários do órgão brasileiro.  Em novembro, durante um seminário no Rio, o ex-presidente do comitê de Londres, Sebastian Coe, mininizou o ocorrido. “Não demos muita importância ao tema

2) Descredenciamento do Ladetec

O Brasil tinha um único laboratório credenciado pela Wada (Agência Mundial Antidoping), o Ladetec, no Rio de Janeiro. Só que desde agosto do ano passado não tem mais. Por causa de inúmeros erros em procedimentos e resultados controversos, a Wada retirou as credenciais do Ladetec. Foi uma esculhambação sem proporções para o país, que criou até uma agência própria para ampliar o combate ao doping no país. A Wada diz esperar recredenciar o Ladetec novamente até o segundo semestre de 2015.

3) Demolição do Célio de Barros e do Júlio Delamare

O que restou do Célio de Barros, antes de ser poupado da destuição total pelo governador Sergio Cabral

O que restou do Célio de Barros, antes de ser poupado da destruição total

Um dos maiores crimes cometidos ao esporte olímpico brasileiro foi protagonizado pela prefeitura e governo do estado do Rio de Janeiro, quando por conta do acordo com o consórcio que administra o estádio do Maracanã, decidiu-se pela demolição do Estádio Célio de Barros (atletismo) e do Parque Aquático Júlio Delamare. Além de receberem competições nacionais, os dois equipamentos também atendiam à população da cidade e poderiam perfeitamente ser utilizados nas Olimpíadas de 2016, até para treinamento das equipes. E foi por enorme pressão popular, com direito a uma carta do campeão olímpico Joaquim Cruz, tanto o governador Sérgio Cabral quanto o prefeito Eduardo Paes recuaram e decidiram não derrubar definitivamente os dois estádios. O problema é que o Célio de Barros encontra-se sem condições de uso e não se sabe quando isso irá ocorrer.

4)  Atraso para a licitação do Complexo de Deodoro

Um dos pontos mais complicados na organização dos Jogos de 2016 tem sido o Complexo de Deodoro, que receberá uma quantidade considerável de modalidades olímpicas (esgrima, pentatlo moderno, hipismo, ciclismo BMX, ciclismo mountain bike, tiro esportivo e canoagem slalom). Eis que até agora não foi feita a licitação para as obras do local, o que motivou um relatório preocupante do TCU (Tribunal de Contas da União) e a expectativa é que as obras comecem obrigatoriamente este ano. O próprio Eduardo Paes admite que o complexo será entregue apenas em 2016.

5) As “broncas” do COI e os relatórios sigilosos

Outro mico que os organizadores de 2016 tiveram que enfrentar foi o vazamento de um relatório sigiloso feito pelo COI, após uma reportagem do jornal “O Estado de S. Paulo”, mostrando que a entidade estava extremamente preocupada em razão de atrasos nas obras das arenas, problemas na infraestrutura de transporte da cidade, déficit no número de quartos de hotel, falta de recursos de patrocinadores, entre vários pontos abordados. Ao iG, o COI não desmentiu a existência do documento, mas negou que houvesse alguma preocupação exagerada com os Jogos. Mas o novo presidente da entidade, Thomas Bach, já declarou: “O Rio de Janeiro não term mais tempo a perder”

6) Demora para o início de construção de diversas arenas

Além do já citado problema em Deodoro, também preocupa a situação das obras em estádios no Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, como a arena de handebol, que deverá ficar pronta apenas no segundo semestre de 2015, o novo centro aquático, que ainda não foi licitado e precisa estar pronto até o primeiro trimestre de 2016, e o novo velódromo, cujas obras começaram apenas neste ano.

7) Irregularidades em obras apontadas pelo TCU

Projeto final do Ladetec, laboratório que fará os exames antidoping nas Olimpíadas 2016

Projeto do Ladetec, laboratório que fará o antidoping nas Olimpíadas 2016

Em julho de 2013, o TCU publicou dois comunicados expressando extrema preocupação com a organização das Olimpíadas do Rio. Primeiro, detectando irregularidades irregularidades no orçamento e contrato das obras na reforma do Ladetec, que fará os exames antidoping durante os Jogos. A análise do TCU mostrou “quantitativos subestimados na planilha orçamentária em comparação com o projeto executivo, além de execução da obra em dois turnos ao invés de três, como previsto em contrato”. A outra reclamação era referente aos atrasos em Deodoro (mais uma vez!)

8) O velódromo de R$ 14 milhões que foi demolido

Um dos maiores exemplos de falta de planejamento e desorganização (para ficar apenas nisso) foi o caso do velódromo de R$ 14 milhões construído para os Jogos Pan-Americanos de 2007.  Erguido com madeira siberiana, tratada na Holanda, o equipamento teve sua “morte” decretada por diversos motivos, entre eles capacidade de público abaixo da exigida, quantidade inferior de boxes e vestiários e, o mais grave de tudo, inclinação inadequada da pista. Especialistas em arenas esportivas, porém, declaram em várias reportagens que seria possível adequar o velódromo às exigências. O novo tem orçamento previsto de R$ 118,8 milhões.

9) O campeão olímpico que não tinha condição decente para treinar

Único brasileiro campeão olímpico e mundial de ginástica artística, Arthur Zanetti fez parte de sua preparação para as duas competições em um ginásio indecente, para dizer o mínimo. Depois de falar até em deixar a seleção brasileira e se naturalizar por outro país, caso as condições de preparação não melhorassem, Zanetti foi recebido no Ministério do Esporte e teve a promessa de que a situação iria melhorar, inclusive a respeito da falta de estrutura na CBG (Confederação Brasileira de Ginástica)

10) A falta de solução para a Baia da Guanabara e Lagoa Rodrigo de Freitas

Peixes mortos atrapalharam seletiva de remo na Lagoa Rodrigo de Freitas

Peixes mortos atrapalharam seletiva de remo na Lagoa Rodrigo de Freitas

O campeão olímpico de vela  Torben Grael já cansou de declarar sobre sua preocupação com a situação da Baia da Guanabara, que será palco das provas da modalidade em 2016. Para Gral, o risco de um vexame é enorme. Recentemente, em uma etapa do Campeonato Brasileiro, a filha dele, Martine Grael, encontrou uma televisão boiando na água. Já na Lagoa Rodrigo de Freitas, futura sede das competições de remo, não é muito diferente. Em março de 2013, durante uma seletiva da seleção brasileira, milhares de peixes mortos ficaram próximos à área de competição, causando problemas para os competidores, entre eles a remadora Fabiana Beltrame, campeã mundial de 2011.

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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014 Ídolos, Isso é Brasil | 18:32

O drama de Maurren e a “vida real” do esporte brasileiro

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Maurren Maggi está buscando uma forma de arrecadar fundos para continuar treinando

Maurren está buscando uma forma de arrecadar fundos para continuar treinando

Ignore o fato de que o efeito inexorável do tempo é cruel. Deixe de lado que, aos 37 anos, ela já vive o ocaso de sua carreira esportiva. Mas não dá para conceber que a saltadora Maurren Maggi, que  foi a primeira mulher brasileira do atletismo a conquistar uma medalha de ouro (em Pequim 2008, no salto em distância), precise apelar para uma “vaquinha virtual” para conseguir se manter na ativa.

Nesta sexta-feira, todos os portais de internet noticiaram com destaque a campanha iniciada pela atleta, através do sistema de “crowdfunding”, para arrecadar R$ 100.000,00 nos próximos cem dias. Para isso, basta o torcedor ou empresário entrar no site da campanha e escolher a quantia com a qual deseja participar. Até às 18h desta sexta-feira (28/2), Maurren já havia arrecadado R$ 6.182,00.

Maurren alega que está sem patrocínio desde 2013 e que precisa deste valor para financiar toda sua fase de treinamentos nesta temporada, pois os valores que recebe da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) e de um patrocinador não conseguem bancar estas despesas. A atleta diz que ainda sonha com a chance de representar o Brasil nas Olimpíadas do Rio, em 2016.

Esse triste caso de Maurren Maggi represente o “Brasil real” do esporte brasileiro, bem distante daqueles dos planos Bolsa Pódio, Lei Agnelo/Piva e todos os outros programas de ajuda oficial aos atletas de ponta, que se preparam para os Jogos Olímpicos. E estamos falando de alguém que tem no currículo uma medalha de ouro olímpica, além de três ouros em Jogos Pan-Americanos. Mas vem se tornando comum outros casos de “vaquinhas ” pela internet para apoio a atletas do Brasil.

No ano passado, o iG Esporte contou a história de Élora Pattaro, que chegou a disputar as Olimpíadas de Atenas 2004 e foi apontada como uma das promessas da esgrima do Brasil, criando um programa de “crowdfunding” para pagar um estágio de treinos na Europa. Mas existem outras ações semelhantes, como a do movimento “Apoie um Atleta“, para auxiliar atletas a se classificarem aos Jogos de 2016, e o “SalveSport“, para financiar atletas e projetos esportivos, como o da professora Katia Rúbio, que está produzindo o “Memórias Olímpicas por atletas Olímpicos Brasileiros”, traçando o perfil de TODOS os brasileiros que disputaram os Jogos Olímpicos.

A vida no “Brasil real” do esporte é muito mais difícil do que querem nos fazer engolir.

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