Publicidade

Posts com a Tag Rio 2007

terça-feira, 23 de outubro de 2012 Isso é Brasil, Olimpíadas | 23:07

Está para acontecer mais um duro golpe no esporte do Brasil

Compartilhe: Twitter

Prefeito Eduardo Paes imita gesto de Usain Bolt, em visita do astro jamaicano ao Rio

O prefeito Eduardo Paes, do Rio de Janeiro, recentemente reeleito para mais um mandato, que adora sair bem nas fotografias (vide o vasto e sempre presente material que sua atenta assessoria envia às redações), bem que poderia deixar o marketing um pouco de lado e tentar evitar um verdadeiro assassinato à história do esporte olímpico brasileiro: a demolição do conjunto esportivo localizado ao lado do Estádio do Maracanã, formado pelo Parque Aquático Júlio Delamare e o Estádio de atletismo Célio de Barros.

Por causa das reformas exigidas pela Fifa no Maracanã, visando a Copa do Mundo de 2014 (e que consumirão quase R$ 1 bilhão), tanto o conjunto aquático quanto o estádio de atletismo precisarão ser demolidos, para que a empresa que vencer o edital de concessão possa criar  uma estrutura mais rentável, com a instalação de lojas, restaurantes temáticos etc.

A velha desculpa, já usada no “estupro” ao Autódromo de Jacarepaguá na época do Pan 2007, é que as duas instalações passarão a funcionar em outro bairro do Rio de Janeiro.

Desculpem a expressão popular, mas isso é pura cascata!

Assim como o novo terreno do autódromo, que seria na região de Deodoro, jamais saiu do papel, podem ter certeza que atletas e nadadores que utilizam a estrutura do complexo poliesportivo do Maracanã, inaugurado na década de 70, ficarão na mão. A CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) já emitiu uma nota oficial protestando contra a decisão e exigindo a construção de um novo local primeiro.

O histórico Ginásio do Maracanãzinho só sobreviveu porque foi modernizado para o Pan 2007 e já está programado para receber os jogos de vôlei nos Jogos de 2016. Do contrário…

Por isso, caro prefeito Eduardo Paes, antes de ficar posando para fotos engraçadinhas ao lado de estrelas do esporte como Usain Bolt, seria bom ouvir as comunidades do atletismo e da natação. Como pelo jeito a demolição do Célio de Barros e do Júlio Delamare é inevitável, firme um compromisso público, registrado em cartório, que serão realmente construídos um novo estádio de atletismo e um de natação. Que tudo isso não vire conversa de político.

Que tal, senhor prefeito? Topa o desafio?

Autor: Tags: , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 2 de outubro de 2012 Isso é Brasil, Olimpíadas | 16:45

Denúncias de Romário contra Rio 2016 precisam ser apuradas

Compartilhe: Twitter

Mal se recuperou do vexame de ver denunciado o escândalo da cópia ilegal de documentos dos Jogos Olímpicos de Londres 2012, eis que o comitê organizador do Rio 2016 sofreu um novo golpe nesta terça-feira. O deputado federal Romário, que vem se destacando como um crítico feroz da gestão de Carlos Arthur Nuzman à frente do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) e também do Rio 2016. divulgou novas denúncias, bem sérias por sinal.

Romário iria fazer um pronunciamento no plenário da Câmara, que obviamente por falta de quorum, foi cancelado. Mas o ex-jogador publicou em seu site oficial a versão integral de seu discurso, onde traz como principal revelação que um dos integrantes da direção executiva do Rio 2016, o irlandês Patrick Hickey, teria um conflito de interesses, pois seu filho trabalha em uma empresa que ganhou o direito de vender os ingressos para os Jogos do Rio. A íntegra do discurso de Romário pode ser lida aqui.

Sinceramente, é bom o governo brasileiro, de modo geral, e o ministério do Esporte, na figura de Aldo Rebelo, especificamente, comecem a agir rápido. Se no caso do roubo dos documentos ingleses houve uma estratégia para tratar o caso como “assunto resolvido”, após a demissão de nove funcionários, agora a coisa remete a tráfico de influência. Não é possível que o Brasil vá conviver, nos próximos quatro anos, com denúncias em cima de denúncias, até os Jogos de 2016, e que nada seja apurado. E vejam que ainda não se falou nada em superfaturamento de obras, coisa que por sinal ocorreu no Pan-Americano do Rio, em 2007.

Ah, só para lembrar: na próxima sexta-feira, dia 5, Carlos Nuzman será novamente reeleito para a presidência do COB, cargo que ocupa ininterruptamente desde 1995. E lá ficará até 2016, completando 21 anos no poder. Precisava ficar tanto tempo assim?

Autor: Tags: , , , , ,

sexta-feira, 13 de julho de 2012 Isso é Brasil, Olimpíadas, Pan-Americano | 22:10

Legado de araque

Compartilhe: Twitter
O velódromo do Rio, que custou R$ 14 milhões, não serve para as Olimpíadas. E será demolido

O velódromo do Rio, que custou R$ 14 milhões, não serve para 2016. E será demolido

Vergonha, incompetência, irresponsabilidade, indignação ou absurdo?  Não  importa qual expressão você escolha, todas elas cabem com perfeição para definir a situação surreal que ocorrerá no Velódromo do Rio de Janeiro, um dos famosos “legados do Pan” de 2007. Pois saiba que embora tenham gasto nada menos do que R$ 14 milhões (R$ 13 milhões pagas pelo Ministério do Esporte e R$ 1 milhão pela prefeitura do Rio), este velódromo será demolido. Apenas cinco anos depois de ter sido erguido.

Motivo: não está adequado para os padrões exigidos aos Jogos Olímpicos!

Chega a ser revoltante que ainda se cobre uma conta elevada sobre a malfadada organização do Pan do Rio 2007 (“Viva esta Energia”, lembram do slogan?). Pois um equipamento que foi construído com madeira siberiana tratada na Holanda não serve para as Olimpíadas do Rio 2016. Motivos diversos foram colocadas pela Empresa Olímpica Municipal e o comitê organizador dos Jogos para justificar a demolição. Entre eles, capacidade de público abaixo da exigida, quantidade inferior de boxes e vestiários e, o mais grave de tudo, inclinação inadequada da pista.

Sim, fizeram uma pista que serve para atender ciclistas de segunda linha, que andam mais devagar do que os grandes nomes do ciclismo mundial! A justificativa da falta de segurança foi dada pelo diretor do Rio 2016, Leonardo Gryner.

Quer dizer, os organizadores do Pan 2007 fizeram uma pista que serve para o Pan, mas não comporta ciclistas olímpicos, porque nas Olimpíadas se compete numa velocidade acima do Pan. Pode uma coisa dessa?

Se já não bastasse terem construído um parque aquático como o Maria Lenk, onde gastou-se muito e que também não atende aos padrões olímpicos (será necessário erguer uma nova piscina para as provas de natação, pois a atual não tem como ampliar sua capacidade de público ), agora veio este vexame do velódromo. E mais um detalhe: o que será feito do CT de ginástica artística, inaugurado com tanta pompa em abril?

Legado de araque é a única expressão publicável que eu posso escrever para comentar mais uma vergonha que ocorre nos eventos esportivos organizados pelo Brasil.

Autor: Tags: , , , , , , ,

quinta-feira, 26 de abril de 2012 Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 18:41

Hóquei sobre grama do Brasil apanha para aprender

Compartilhe: Twitter

A seleção masculina do Brasil está se preparando para os Jogos de 2016

Nesta quinta-feira, a seleção brasileira masculina de hóquei sobre grama fez talvez o jogo mais importante de sua pouco destacada existência, ao estrear no Pré-Olímpico mundial da modalidade, que está sendo realizado na cidade de Kakamigahara, no Japão, onde está em disputa a última vaga para os Jogos de Londres 2012. Mas a estreia foi longe de ser brilhante, muito pelo contrário: o time brasileiro levou uma verdadeira surra da África do Sul, perdendo por 11 a 1. Mas o resultado não traz maiores prejuízos, além daqueles que uma goleada acachapante como essa possa trazer em qualquer situação.

O fato é que o Brasil está usando o Pré-Olímpico do Japão como um treinamento de luxo  em sua preparação visando os Jogos do Rio 2016, quando a equipe terá vaga assegurada justamente por ser país sede. E justamente por ter tradição zero neste esporte é que a CBHG (Confederação Brasileira de Hóquei sobre Grama) decidiu aceitar o convite da FIH (Federação Internacional de Hóquei) para participar deste Pré-Olímpico, mesmo sabendo que terá chance zero de classificação.

Será muito bom mesmo que os jogadores brasileiros aproveitem a chance de poder enfrentar países com um mínimo de tradição do hóquei sobre grama, pois será a melhor forma de evitar um vexame histórico no Rio de Janeiro daqui a quatro anos. Algo como o que ocorreu nos Jogos Pan-Americanos de 2007, quando o Brasil foi o verdadeiro saco de pancadas da competição.

E a despeito do que o elástico marcador em favor dos sul-africanos possa dizer, ao menos um jogador chamou a atenção de todos na partida. O goleiro brasileiro Daniel Tatara foi apontado como o grande responsável pela diferença de gols não ter sido ainda maior, segundo o relato da partida no site oficial da FIH.

No sábado, o Brasil faz sua segunda partida, contra o Japão. Vamos ver se as lições dos 11 a 1 contra a África do Sul foram bem assimiladas.

Autor: Tags: , , , ,

sábado, 7 de abril de 2012 Almanaque, Olimpíadas, Seleção brasileira, Vídeos | 23:46

Vaga olímpica de Keila Costa veio antes do esperado

Compartilhe: Twitter

Keila Costa assegurou sua vaga para os Jogos de Londres neste sábado, no salto triplo

A pista de atletismo do Conjunto Constâncio Vaz Guimarães, no Ibirapuera, anda mesmo dando sorte aos atletas brasileiros que buscam um lugar nos Jogos Olímpicos de Londres 2012. Na semana passada, Jonathan Henrique Silva assegurou sua classificação no salto triplo, vencendo a prova do Torneio FPA Juvenil e Adulto. Eis que neste sábado, em outra edição do Torneio FPA, mais um brasileiro garantiu sua vaga. A pernambucana Keila Costa obteve o índice no salto triplo, ao cravar a marca de 14,20m, cinco centímetros acima do índice exigido pela CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo).

Confira quem são os brasileiros já classificados para os Jogos Olímpicos de Londres

Vale ressaltar que a marca de Keila Costa superou o índice solicitado pela CBAt, como também o índice B da Iaaf (Associação Internacional das Federações de Atletismo), que é de 14,10 m. A atleta buscará alcançar o índice A da entidade, que é de 14,30 m, nas próximas competições.

Aos 29 anos, Keila Costa, que conquistou duas medalhas de prata no Pan-Americano do Rio – no salto triplo e no salto em distância -, além de uma medalha de bronze no salto em distância no Mundial de Doha, em 2010, estará indo para sua terceira campanha olímpica. Em Atenas 2004, não passou das eliminatórias do salto em distância, mas em Pequim 2008, conseguiu ir à final da mesma prova, quando terminou em 11º lugar. A pernambucana detém o recorde sul-americano do salto triplo, com 14,57 m.

Desta vez, o passaporte foi carimbado antes da hora. A própria Keila admitiu, após cravar o salto que lhe deu o índice, que esperava garantir a classificação ainda um pouco mais adiante, ainda neste semestre, em um torneio previsto para o Chile. Mas já que a classificação veio antes disso, irá aproveitar para aprimorar sua preparação e buscar um resultado inédito em Londres.

Confira como foi o salto que assegurou Keila Costa nas Olimpíadas de Londres 2012:

Autor: Tags: , , , , , , , ,

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012 Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas | 18:38

Comitê do Rio 2016 precisa abrir o olho!

Compartilhe: Twitter

Luiz Fernando Corrêa ocupava o cargo de diretor de segurança dos Jogos Olímpicos do Rio 2016

E caiu a primeira vítima suspeita de corrupção ligada aos Jogos Olímpicos de 2016, que serão realizados no Rio de Janeiro. Nesta sexta-feira, o diretor de segurança das Olimpíadas cariocas, Luiz Fernando Corrêa, anunciou seu pedido de demissão do Rio 2016, o comitê organizador dos Jogos. O motivo foram as denúncias feitas pelo jornal “Folha de S. Paulo”, que divulgou o processo que corre na Justiça Federal por improbidade administrativa de Corrêa.

O diretor executivo comercial do comitê, Flavio Pestana, também pediu demissão nesta sexta-feira, mas oficialmente sua saída ocorreu por motivos pessoais.

Com a velha desculpa de que “pretende buscar seus direitos na Justiça e reparação de sua imagem”, o ex-delegado da Polícia Federal decidiu se afastar do cargo. Na verdade, ele foi pressionado a se demitir e evitar um dano maior à imagem das próximas Olimpíadas.

Vale lembrar que o processo ao qual Corrêa é acusado remete a problemas ocorridos durante os Jogos Pan-Americanos de 2007, também realizados no Rio, quando há indícios de que vários equipamentos foram comprados por valores bem acima do mercado.

Os mesmos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro que tiveram seu orçamento original quadruplicado e cujas contas não foram aprovadas até hoje pelo TCU (Tribunal de Contas da União). Os mesmos Jogos Pan-Americanos do Rio que não deixaram praticamente nenhum legado para a população da cidade, com a desculpa que o maior legado foi a conquista da sede olímpica de 2016.

Faltando exatos quatro anos para a realizada da primeira edição dos Jogos Olímpicos na América do Sul, é bom mesmo que a cúpula do Rio 2016 se preocupe em limpar a casa de pessoas sem condições morais de ocuparem estes cargos.  Mas que esta fiscalização continue permanente nestes próximos quatro anos.

Autor: Tags: , , ,

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012 Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 17:45

Pré-Olímpico só serve de aprendizado para hóquei brasileiro

Compartilhe: Twitter

A seleção masculina do Brasil se prepara para as Olimpíadas de 2016

Modalidade sem tradição alguma e com pouquíssimos praticantes no Brasil, o hóquei na grama tem feito um trabalho intenso de treinamento com as seleções masculina e feminina, de olho na participação nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016, quando o país terá vaga garantida, por ser o anfitrião dos Jogos. Trata-se de uma estratégia correta para evitar um vexame daqui a quatro anos, diante da torcida brasileira (coisa que por sinal aconteceu no Pan do Rio, em 2007). Mas nesta segunda-feira a CBHG (Confederação Brasileira de Hóquei sobre Grama e Indoor) recebeu a notícia de que terá a chance de disputar uma vaga para as Olimpíadas de Londres 2012!

Veja também: O calendário pré-olímpico do Brasil em 2012

Como Cuba desistiu de participar de um dos Pré-Olímpicos mundiais masculinos da modalidade, a FIH (Federação Internacional de Hóquei) convidou a seleção brasileira para completar o torneio de Kakamigahara, no Japão, que será realizado entre 25 de abril e 6 de maio. Lá, a equipe terá como adversários as seleções do Japão, China, Áustria, República Tcheca e África do Sul. Apenas o campeão terá presença assegurada em Londres 2012.

Bom, agora vamos ao que interessa. Sobre a participação do Brasil, acho perfeito. O time só irá adquirir experiência internacional para poder encarar as grandes potências do hóquei na grama mundial sem risco de se tornar uma piada mundial desta forma, jogando competições de alto nível. Mas ao contrário do que o comunicado oficial da CBHG  estampou pachecamente logo na primeira linha – “O sonho olímpico pode estar próximo” -, é preciso encarar este convite como uma aula prática. Somente isso.

Leia também: Veja os atletas brasileiros classificados para as Olimpíadas de Londres 2012

Neste Pré-Olímpico, o Brasil terminará provavelmente na última colocação e a grande vitória será perder pelo menor número possível de gols em relação aos demais rivais. Vale lembrar que o time nem conseguiu se classificar para os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara 2011 e no Pan do Rio,  em 2007, perdeu as cinco partidas que disputou, marcando somente um gol e sofrendo 57. A campanha foi tão bizarra que o Brasil conseguiu perder por 8 a 0 para Antilhas Holandesas.

Mas até 2016 ainda há tempo para aprender e evitar que campanhas pífias como esta possam se repetir. Ao mesmo tempo, que seja feito um trabalho forte no desenvolvimento no hóquei de grama no Brasil, não apenas preocupado em evitar um vexame internacional nas Olimpíadas de 2016.

Autor: Tags: , , , , ,

terça-feira, 29 de novembro de 2011 Isso é Brasil | 21:40

Brasília perdeu a sede da Universíade? Ainda bem!

Compartilhe: Twitter

Integrantes da delegação de Taipei comemoram a vitória na escolha da sede para a Universíade de 2017. Sorte de Brasília

Após um período ausente, graças à combinação bastante agitada de plantão + reta final de Brasileirão + preparação de reportagens para o Mundial feminino de handebol (que começa na próxima sexta-feira, em São Paulo e terá especial atenção deste blog), estamos de volta para comentar um fato que passou meio despercebido na imprensa, de modo geral, mas que tem efeitos altamente positivos para a imagem do esporte brasileiro: nesta terça-feira, a cidade de Brasília perdeu para Taipei (Taiwan) a sede da Universíade de verão de 2017, as Olimpíadas do esporte universitário.

Eis que este blogueiro comemora e por pouco não vai pra Av. Paulista festejar!

*** Observação aos leitores de fora de São Paulo: a Paulista ainda é, apesar da polícia proibir, o grande ponto de comemoração das torcidas de futebol nas conquistas de títulos na capital paulista.

Retomando o tema do post, não se trata de qualquer sentimento mesquinho ou bairrista, nem tampouco tenho algo contra os amigos do Planalto Central. Mas se existe um lugar neste país no qual qualquer tentativa de lançamento de candidatura esportiva precisa ser vista com extremo cuidado, este é Brasília.

Primeiro, pelo verdadeiro elefante branco que será erguido para receber meia dúzia de jogos da Copa do Mundo de 2014 e depois ficará às moscas, graças ao anêmico futebol local. Um elefante branco que custará quase R$ 1 bilhão; depois, o vexame protagonizado pela cidade ao “organizar” o Mundial de patinação artística, que teve várias provas adiadas ou canceladas devido às goteiras no Ginásio Nilson Nélson, que não conseguiam suportar as chuvas que caíram na cidade; por fim, o simples fato de o governador de Brasília ser Agnelo Queiroz.

Este cidadão, para quem tem fraca memória, foi um dos responsáveis pela farra feita na organização do Pan de 2007, no Rio, aquele que custou quase R$ 4 bilhões, para ter “padrão olímpico” e que vê seus equipamentos milionários serem subutilizados.  Agnelo Queiroz é o mesmo cidadão que ganhou dos jogadores da seleção brasileira de futebol o nada  edificante apelido de “medalhão”, após subir ao pódio para festejar a conquista (e receber a medalha) da Copa América de 2004. Agnelo Queiroz é o mesmo que viajou para os Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo 2003 com despesas pagas pelo COB (Comitê Olímpico Brasileir0) e com diárias recebidas do próprio Ministério do Esporte, pasta à qual era o titular.

Por tudo isso, os cidadãos de Brasília não precisam lamentar a derrota de 13 a 9 para Taipei, durante o congresso da Fisu (Federação Internacional de Esporte Universitário). Muito pelo contrário. Afinal, só a candidatura da cidade, conforme informou o ótimo blog do jornalista José Cruz, custou mais de R$ 3 milhões. O próprio Cruz estimou que a Universíade de 2017 não custaria menos do que R$ 4 bilhões, graças à carência absoluta da cidade em infraestrutura esportiva. O vexame seria inevitável.

Por tudo isso, repito o título do post: ainda bem que Brasília não foi escolhida para sede da Universíade de 2017!

Autor: Tags: , , , , , , ,

domingo, 30 de outubro de 2011 Isso é Brasil, Pan-Americano, Seleção brasileira | 22:12

Análise do COB sobre o Pan 2011 traz uma meia-verdade

Compartilhe: Twitter

Marcus Vinícius Freire, superintendente do COB, na coletiva de balanço do Pan 2011

Contra números não há argumentos, dizem por aí. E o que ficará registrado nos livros das estatísticas dos Jogos Pan-Americanos é que o  Brasil realizou em Guadalajara sua melhor campanha, sem levar em conta a competição realizada no Rio de Janeiro, em 2007, quando o fato de ser a sede do evento traz inúmeras vantagens (logísticas, torcida e até arbitragem) ao anfitrião.  As 48 medalhas de ouro (e 141 no total) deixaram o Brasil na terceira colocação no quadro final de medalhas, atrás somente de EUA e Cuba, assegurando aos brasileiros a condição de terceira força esportiva nas Américas. Ao menos em Pan-Americanos.

Até aí, tudo bem. O problema começa quando os dirigentes do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) pegam estes mesmos números e começam a fazer interpretações, digamos, mais generosas do que deveriam fazer. Foi o que fez o superintendente executivo de esportes da entidade, Marcus Vinícius Freire, neste domingo, na tradicional coletiva que o COB realiza sempre após Olimpíadas e Pans, para fazer um balanço da participação brasileira.

E quando comemorava o fato do Brasil ter feito seu melhor Pan-Americano fora de casa, disparou a seguinte frase, apontando para um gráfico preparado especialmente para a coletiva. “Tivemos o melhor resultado em Jogos Pan-Americanos fora de casa e consolidamos nosso patamar de Top 3 nas Américas, o que está completamente dentro da expectativa. Cuba está em uma tendência de queda”, afirmou Freire.

Trata-se de uma meia-verdade, no meu ponto de vista. A apresentação do COB também colocava o Canadá numa curva descendente em termos de conquista de medalhas, comparando Santo Domingo 2003, Rio 2007 e Guadalajara 2011. Mas não foi  dito por nenhum dirigente do COB que Cuba admitiu publicamente que enviaria menos atletas a Guadalajara, seja por questões econômicas, seja para realizar uma melhor preparação visando as Olimpíadas de Londres, no ano que vem. Da mesma forma, o Canadá também não apresentou-se com sua força máxima em várias modalidades.

Deve-se exaltar sim a boa participação do Brasil, como a realizada em Guadalajara, mas sem se deixar  enganar por resultados superdimensionados que um Pan-Americano pode trazer.

Autor: Tags: , , , , , , , ,

sábado, 22 de outubro de 2011 Pan-Americano | 14:30

Falhas técnicas continuam jogando contra o Pan 2011

Compartilhe: Twitter

Poliana Okimoto comemora a medalha de prata na maratona aquática dos Jogos Pan-Americanos

Os Jogos Pan-Americanos entraram em sua segunda e última semana de disputas e mesmo assim os problemas técnicos e de organização continuam se repetindo à exaustão. Ficaram famosos, por exemplo, os incríveis problemas no placar eletrônico e na cronometragem eletrônica nas provas de natação. Ou mesmo as instalações precárias no pentatlo moderno, criticadas abertamente pela brasileira Yane Marques, que ficou com a medalha de prata.

Neste sábado, mais um exemplo que a correria dos mexicanos para aprontar Guadalajara para o Pan 2011 se transformou num tiro no pé dos organizadores. Na disputa da maratona aquática feminina, os problemas na cronometragem atrasaram a divulgação das marcas oficiais e, mico supremo, erraram no anúncio da ganhadora da medalha de prata: ao contrário da brasileira Ana Marcela Cunha, a ganhadora foi na verdade outra brasileira, Poliana Okimoto.

Incrível: Guadalajara está transformando o Pan do Rio 2007, que não foi nenhuma maravilha, num exemplo de organização esportiva.

Atualização: Na correria ao fazer o post, acabei deixando passar batido outras falhas na organização do Pan, como a cerimônia de abertura esvaziada – que obrigou os organizadores a espalharem o público pelas arquibancadas e cobrir os espaços vazios – e a falha nos coletes eletrônicos nas disputas do taekwondo. Mas a galera do iG Esporte estava esperta e preparou uma galeria de fotos reunindo as grandes trapalhadas deste Pan.

Autor: Tags: , , , , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. 4
  6. 5
  7. Última