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Posts com a Tag Personagens olímpicos

domingo, 19 de fevereiro de 2012 Histórias do esporte, Ídolos, Olimpíadas, Pan-Americano, Seleção brasileira | 12:12

Antonio Carollo escreveu uma bela página do boxe do Brasil

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Antonio Carollo morreu aos 88 anos

Em meio ao feriadão de carnaval, eis que pinta uma triste notícia para o esporte olímpico do Brasil: a morte de Antonio Carollo, um dos maiores treinadores da história do boxe brasileiro, ao lado de Kid Jofre, pai de Éder Jofre. Aos 88 anos, Carollo estava em sua casa, na cidade de Pereiras (SP) e sofreu um mal súbito quando estava na piscina.

Com Carollo, se foi também uma importante parte da história do boxe brasileiro, olímpico e profissional. Sim, porque ele foi o treinador que orientou o único medalhista do boxe nacional, Servilho de Oliveira, nas Olimpíadas da Cidade o México, em 1968. E no profissional, Carollo estava no córner de Miguel de Oliveira, quando ele foi campeão mundial dos médio-ligeiros em 1975. Ele também ajudou nas conquistas de outros campeões, como Acelino Popó e Valdemir “Sertão” Pereira.

Entrevistei Carollo em algumas oportunidades ao longo da carreira. Era uma pessoa séria, que não gostava muito de falar com os jornalistas, mas sempre atendia a todos com educação e paciência. Era uma verdadeira enciclopédia viva do boxe e tinha uma visão bem realista de uma época em que quase não havia recursos para a modalidade olímpica. Sua receita para superar estas dificuldades: trabalhar duro.

Não à toa que Antonio Carollo esteve à frente da seleção brasileira durante cinco edições de Jogos Olímpicos (além de 1968, esteve presente ainda nos Jogos de Munique 1972, Montreal 1976, Moscou 1980 e Barcelona 1992).  Participou ainda de cinco Jogos Pan-Americanos e dois Mundiais de Boxe.

O boxe brasileiro fica sem dúvida mais pobre sem Antonio Carollo.

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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012 Olimpíadas | 19:23

Caminhada pela paz ou jogada política?

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O Lorde Bates, ao final de sua caminhada, posa em frente ao relógio que faz a contagem regressiva para os Jogos

Esta quarta-feira ficou marcada por uma cena inusitada em Londres, após a chegada de um membro da Câmara dos Lordes de uma longa caminhada de 4.800 km, desde Olímpia, na Grécia, até a sede dos Jogos Olímpicos de 2012. Michael Bates, 50 anos, integrante do Partido Conservador, iniciou na Semana Santa de 2011 uma viagem para “ensinar as pessoas sobre o verdadeiro valor da chama olímpica” e com a esperança que as nações cessem as hostilidades durante o período dos Jogos.

Bates cumpriu uma viagem de 10 meses, que lhe rendeu um braço quebrado, por causa de um escorregão num barranco; sofrimento com o forte calor na Albânia; e uma dieta que teve como prato principal os Chicken McNuggets encomendados usando o Wi-Fi de seu celular, em todos os países pelos quais passou. Ainda assim, o político estava convicto da validade de sua aventura.

“Provavelmente todas as pessoas malucas acham que o que elas estão fazendo é perfeitamente saudável. Mas eu estava convencido do que estava fazendo”, disse Bates, cujo grande objetivo neste longa caminhada foi resgatar uma antiga tradição grega, que pedia o fim das hostilidades entre os países para permitir uma viagem segura dos atletas que iriam participar dos antigos Jogos Olímpicos.

Quem sou eu para duvidar das boas intenções do nobre lorde Bates, mas isso aí está com jeitão de pura propaganda política, hein?

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terça-feira, 17 de janeiro de 2012 Almanaque, Histórias do esporte, Ídolos, Imprensa, Olimpíadas, Vídeos | 10:37

Relembre como o gênio Muhammad Ali ganhou o ouro olímpico

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Muhammad Ali, então chamado Cassius Clay, no ponto mais alto do pódio em Roma 1960

Maior nome do boxe em todos os tempos, Muhammad Ali, que completa 70 anos nesta terça-feira e cuja brilhante carreira foi relembrada no iG Esporte – onde você pode conferir as grandes frases ditas por Ali, momentos marcantes de sua carreira e imagens de suas principais lutas – também teve seu nome marcado na história dos Jogos Olímpicos.

Para início de conversa, Ali sagrou-se campeão olímpico dos Jogos de Roma 1960 ainda com seu nome de batismo, Cassius Marcellus Clay Jr (ele só adotaria o nome de Muhammad Ali após se converter ao islamismo, em 1964). A outra curiosidade é que Ali não foi campeão atuando como peso pesado, onde imortalizou seu nome na história do boxe. Ele lutou em Roma na categoria meio pesado (com limite de peso até 81 kg).

A campanha olímpica de Ali foi absoluta e sem contestação. Disputou quatro lutas, vencendo três delas por decisão unânime dos jurados e em uma delas obrigou o árbitro a interromper o combate, tamanho o castigo que o jovem americano, então com 18 anos, impunha a seu adversário.

Eis a campanha de Cassius Clay/Muhammad Ali nos Jogos de Roma 1960, na categoria meio pesado:

Primeira rodada

Classificado automaticamente

Segunda rodada

Cassius Clay (EUA) venceu Yvon Becot (BEL) por decisão do árbitro no 2º assalto

Quartas de final

Cassius Clay (EUA) venceu Gennadiy Shatkov (URSS), 5:0

Semifinal

Cassius Clay (EUA) venceu Anthony Madigan (AUS), 5:0

Final

Cassius Clay (EUA) venceu Zbigniew Pietrzykowski (POL), 5:0

Confira as imagens da luta final em que Cassius Clay garantiu sua medalha de ouro em 1960:

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terça-feira, 10 de janeiro de 2012 Ídolos, Olimpíadas, Seleção brasileira, Vídeos | 15:28

Cesar Cielo e o ano da consagração

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Se existe algum atleta do Brasil que larga na frente na bolsa de apostas para ganhar uma medalha nas Olimpíadas de Londres 2012, este atende pelo nome de Cesar Cielo Filho. Ao completar 25 anos nesta terça-feira, Cielo aparece em todas as prévias como grande favorito a conquistar o bicampeonato olímpico nos 50 m livre. E olha que ele tem tudo para voltar com medalha nos 100 m livre também…

Ninguém brilhou tanto neste último ciclo olímpico quanto Cielo. Após o ouro em Pequim 2008, vieram os títulos e recordes mundiais nos 50 m livre, 100 m livre e 100 m borboleta e fez barba e cabelo nos Jogos Pan-Amnericanos de Guadalajara, em 2011.

Neste mesmo período olímpico, o nadador marcou um golaço e mostrou que é possível fazer uma preparação em alto nível sem precisar morar nos EUA, ao criar o PRO16, reunindo ao seu lados alguns dos melhores nadadores, técnicos e demais profissionais ligados à natação, cujo objetivo final é ganhar o maior número de medalhas possível nas Olimpíadas do Rio 2016.

Cielo passou também por um momento complicado em 2011, com o seu caso de doping por furosemida, que culminou na polêmica decisão da CAS (Corte Arbitral do Esporte) em confirmar somente a pena advertência dada pela CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos), às vésperas do Campeonato Mundial de Xangai (China). O fato despertou a revolta de vários nadadores, entre eles um de seus maiores rivais, o francês Alain Bernard.

Polêmicas à parte, o fato é que Cielo tem tudo para entrar de vez na história como um dos maiores atletas brasileiros da história. Quem sabe repetindo o que fez há quatro anos, lá em Pequim, como mostra o vídeo abaixo.

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sábado, 7 de janeiro de 2012 Almanaque, Olimpíadas | 08:01

Advogado faz o Haiti sonhar com medalha em Londres

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O haitiano Samyr Laine sonha em dar uma medalha ao Haiti em Londres 2012

Você sabe quantas medalhas o Haiti, um dos países mais miseráveis do mundo, conquistou na história dos Jogos Olímpicos? Duas míseras medalhinhas, uma de prata em Amsterdã-1928 e uma de bronze em Paris-1924. Este jejum olímpico, contudo, não é nada comparado ao dramático estado de desolação que assola o país, especialmente após o terrível terremoto de 2010.

Mas se nada indica que a situação na pequena ilha da América Central irá mudar em curto prazo, há uma pequena esperança de que pelo menos uma medalha olímpica volte a ser conquistada pelo país nos Jogos de Londres 2012. E o responsável por alimentar este sonho é o advogado Samyr Laine, de 27 anos, que compete no salto triplo.

Filho de pais haitianos e criado em Nova York, Laine poderia perfeitamente ter optado pela cidadania americana quando começou a participar de competições, nas Universidades de Harvard e do Texas, onde cursava direito. Mas preferiu defender a terra natal dos pais. “Eu me sinto como um embaixador do Haiti. Usar aquele uniforme azul e vermelho é algo que faço com muito prazer”, disse Laine à BBC.

Por enquanto, a melhor coisa que Samyr Laine tem feito dentro das pistas é a parte de relações públicas. No último Campeonato Mundial de Daegu, na Coreia do Sul, Laine ficou apenas em 10º lugar, saltando 16,38 m. Nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, melhorou somente um centímetro e ficou em um modesto quinto lugar. Resultados muito distantes dos 17m39 alcançados em uma prova em Bogotá (Colômbia), em 2009.

O currículo modesto não impede o haitiano de sonhar com um bom resultado nas Olimpíadas de Londres. “Sinto que tenho condições de fazer algum barulho por lá. Não importa se for como finalista, terminando entre os cinco primeiros ou saltando o mais longe que puder, suficiente para chamar a atenção de todos. Sinto que Londres será marcante para a história do atletismo do Haiti”, explicou Laine à BBC.

Sonhar, definitivamente, não faz mal a ninguém.

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