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sábado, 8 de outubro de 2011 Ídolos, Isso é Brasil, Mundiais, Olimpíadas, Seleção brasileira | 10:45

Ouro inédito no boxe mostra que há vida além do COB

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O baiano Everton Lopes fez história para o boxe brasileiro no Azerbaijão

O incrível e inédito feito do baiano Everton Lopes, que conquistou neste sábado a primeira medalha de ouro na história do boxe amador do Brasil, ao derrotar o ucraniano Denys Berinchyc na final da categoria meio médio ligeiro (até 64 kg), em Baku (Azerbaijão), tem um significado ainda maior para o próprio esporte brasileiro.

Na prática, a vitória de Lopes – como já havia sido com Fabiana Beltrame, ouro no Mundial de remo – mostrou que é possível fazer um trabalho sério e vencedor sem depender apenas das verbas oficiais distribuídas pelo COB (Comitê Olímpico Brasileiro), graças ao dinheiro das loterias, pela Lei Agnelo/Piva.

O boxe brasileiro faz parte, ao lado do remo, taekwondo, levantamento de peso e esgrima, de um projeto paralelo de investimento no esporte olímpico e também de base da Petrobras, o Esporte e Cidadania, que investirá R$ 256 milhões nestas modalidades visando resultados nas Olimpíadas de 2016, no Rio. Algo que não depende do repasse de verbas do COB – o que significa grande independência, politicamente falando – além de ser um projeto cujo o destino do dinheiro será para o atleta, apenas ele, sem risco de se perder pelo caminho, se é que vocês me entendem…

Administrado pelo Instituto Passe de Mágica, comandado pela ex-armadora da seleção feminina de basquete Magic Paula, o projeto exige que as confederações destas cinco modalidades expliquem de forma detalhada a forma com que irão usar o dinheiro, seja em viagens de treinamento, participação em competições internacionais e por aí vai. Só então a verba é liberada pelo Passe de Mágica, que ainda pede para as confederações uma detalhada prestação de contas.

O resultado já começa a aparecer. As conquistas de Fabiana Beltrame e Éverton Lopes, além de bons resultados internacionais recentes na esgrima e taekwondo (que inclusive já garantiu o lutador Diogo Silva nas Olimpíadas de Londres, em 2012) mostram que há vida além da dependência das verbas oficiais distribuídas pelo COB para o esporte brasileiro. Basta querer.

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domingo, 24 de abril de 2011 Olimpíadas, Seleção brasileira | 23:45

Ministério do Esporte ajuda a encher os cofres do vôlei

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O presidente da CBV, Ary Graça, e o ministro Orlando Silva

Pouco antes da final da Superliga masculina, neste domingo, o ministro do Esporte, Orlando Silva, deu entrevista coletiva no ginásio do Mineirinho anunciando a liberação de R$ 9,2 milhões para a CBV (Confederação Brasileira de Vôlei). O objetivo deste convênio, segundo o ministro, seria ajudar na preparação das seleções brasileiras masculina e feminina para as Olimpíadas de Londres, no ano que vem, e para os Jogos de 2016, que serão realizados no Rio.

Agora, só uma perguntinha: por que liberar tal verba (bastante razoável, para os pobres padrões do esporte brasileiro) para uma modalidade que tem um dos melhores patrocínios estatais – estima-se que o Banco do Brasil pague anualmente mais de R$ 25 milhões – e que recebe a maior parcela da Lei Agnelo/Piva, que destina 2% das verbas das loterias aos esportes olímpicos do país (no caso, R$ 3 milhões serão destinados ao vôlei em 2011)?

Estranho que o ministro, integrante de um partido de origens comunistas (PC do B), não se preocupe em repartir melhor a riqueza aos mais necessitados e, ao invés disso, acabe ajudando a quem já tem bastante. Duvida? No último balanço divulgado pela CBV, referente ao exercício de 2010, só de patrocínios  a entidade arrecadou R$ 44,9 milhões. Será que o ministro sabia disso?

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