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Posts com a Tag Natação

quinta-feira, 4 de abril de 2013 Imprensa, Isso é Brasil, Política esportiva | 11:10

Briga entre Coaracy e Nuzman deve terminar em pizza

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Nuzman foi duramente atacado por Coaracy. Mas calma, logo ficarão de bem

A edição desta última quarta-feira da “Folha de S. Paulo”, em reportagem assinada por Fábio Seixas, trouxe uma informação surpreendente para quem acompanha os bastidores do esporte olímpico brasileiro. Revoltado com o fechamento do Parque Aquático Júlio Delamare, por causa das obras da reforma do estádio do Maracanã, o presidente da CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos), Coaracy Nunes, criticou, de forma dura e surpreendente, Carlos Nuzman, presidente do COB (Comitê Olímpico Brasileiro). “O COB não ajudou em nada. O Nuzman não ajudou em nada. Eu tinha a maior admiração por ele, mas agora isso mudou”, disse Coaracy à “Folha”.

À primeira vista, as palavras do dirigente, reeleito recentemente por conta de um pleito polêmico, no qual impediu a presença da chapa de oposição encabeçada por Julian Romero por meio da Justiça, soam quase como revolucionárias. Não se trata de qualquer federação de fundo de quintal a peitar o COB, mas sim a CBDA, que vem colecionando medalhas olímpicas nas cinco das últimas seis edições dos Jogos. Mas ao menos para duas pessoas que acompanham o movimento olímpico brasileiro, a briga não será tão duradoura assim.

“Será muito difícil de haver um rompimento entre essas duas figuras da cartolagem desportiva. Um depende do outro, queiram ou não. É uma “simbiose do mal”. Quando um precisar do outro de novo, veremos sorrisos e abraços. Lembrando que o atual contrato CBDA x Correios termina em 2014. Se não renovar, a CBDA vai depender de quem, já que não criou mais nada para se auto-sustentar financeiramente?”, disse Julian Romero, criador do movimento “Muda, CBDA”, que lançou a frustrada chapa na última eleição da entidade.

E Romero ainda lembrou que a CBDA – cuja sede também fica no Júlio Delamare – nem pode ser acusada de ter sido pega de surpresa com o fechamento do complexo. “O COB não tem muito o que fazer nesse caso. Já se sabia há seis anos que o Brasil iria sedia a Copa do Mundo. Há dois anos começou o burburinho quando disseram que o Delamare iria fechar. Há um ano fizeram protesto, que na verdade só adiou. E hoje estão todos indignados, mas na hora que o governo brasileiro assinou o contrato com a FIFA para sediar a Copa, todos imaginaram a festa, os jogos, as seleções, os estádios e as maravilhas. Mas passada a Copa, teremos uma ótima piscina a menos e uma promessa política de que outra piscina será construída”, comentou.

Leia também: COB realiza eleição inútil

Para o advogado Alberto Murray, ex-membro da Assembleia Geral do COB e opositor declarado da gestão de Nuzman frente à entidade, o corporativismo entre os cartolas pode fazer com que a briga termine mais rápido do que se pode imaginar. “O Coaracy sempre teve ambições maiores. Quando eu ainda frequentava o COB, falava-se que se o Nuzman desse brecha, ele, Coaracy, tentaria assumir a entidade. Para aplacar essa ânsia, o Nuzman sempre deu ao Coaracy tudo o que ele pediu. Agora, talvez vendo que este deve ser o último mandato do Coaracy, e sabendo que ele está enfraquecido, é possível que o Nuzman tenha virado as costas. E o Coaracy revoltou-se. Mas acho que eles se acertam. Esse é um meio corporativista. Um tem o outro na mão”

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quinta-feira, 7 de março de 2013 Isso é Brasil, Política esportiva | 18:38

Novo recurso é negado e Coaracy será reeleito na CBDA

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A Justiça assegurou uma eleição sem oposição e Coaracy Nunes continua no poder

A data oficial, de acordo com o estatuto, prevê que no próximo sábado, 9 de março, será realizada a próxima eleição na CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos). Mas na prática, podemos dizer que nesta quinta, dia 7/3, Coaracy Nunes foi reeleito para mais um (!!!) mandato à frente da entidade, cargo que ocupa desde 1988. A decisão da Justiça Estadual do Rio de Janeiro em negar recurso que permitiria que Julian Romero, criador do movimento “Muda, CBDA” pudesse concorrer como chapa de oposição.

O ex-nadador olímpico e advogado de Romero, Eduardo Fischer, publicou uma carta aberta para informar o resultado do recurso e manifestar seu desapontamento com a decisão.

“Depois de fornecermos vastos argumentos sobre a possível e evidente ilegalidade do estatuto da CBDA, um despacho de míseras 2 (duas) linhas, sem aprofundar-se no cerne da questão, é, no mínimo, desrespeitoso. Teremos que seguir descontentes com os ‘mandos e desmandos’ autoritários e ditatoriais do Sr. Coaracy por mais um período eletivo. Ao final desse, serão de quase 3 décadas!

Um tiro de canhão na democracia!

Ao menos eu e meus companheiros do MUDA CBDA, em especial o Sr. Julian Aoki Romero, poderemos dormir com a consciência tranqüila, sabendo que fizemos tudo que estava ao nosso alcance para que existisse uma oposição ao Sr. Nunes Filho.

Mas não pensem que nós desistimos! NÃO! Isso NUNCA! JAMAIS!

Continuaremos nossa batalha em prol do desporto aquático brasileiro, na luta contra as ações e omissões que fogem da moralidade, legalidade, ética e bons costumes.”

Antes de se preocupar em ser um “país olímpico”, o Brasil deveria, por obrigação, se tornar um “país democrático” em suas entidades esportivas. Algo que infelizmente está MUITO DISTANTE de se tornar realidade.

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quarta-feira, 6 de março de 2013 Ídolos, Isso é Brasil, Olimpíadas | 11:40

A culpa pelos ginastas desempregados não é (só) do Flamengo

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Jade Barbosa, Diego e Daniele Hypólito falam sobre o fim da equipe de ginástica do Flamengo

Um drama recorrente no esporte brasileiro, a cena de ver atletas olímpicos de alto rendimento sem clube é sempre triste e revoltante. Quando isso ocorre em pleno ciclo olímpico para as Olimpíadas que serão organizadas no próprio país, no Rio de Janeiro, em 2016, o caso é ainda mais dramático. Não foi diferente, portanto, o sentimento que me tomou ao ver a revolta e perplexidade dos integrantes da equipe de ginástica do Flamengo, ao tomarem conhecimento da decisão do clube em acabar com o patrocínio da modalidade, ocorrido nesta terça-feira.

Além dos ginastas – entre eles algumas das estrelas da modalidade no Brasil, como os irmãos Diego e Daniele Hypólito, Jade Barbosa e Sérgio Sasaki – a equipe de judô também foi desativada. Seguiram o mesmo caminho da equipe de natação, cuja maior estrela era Cesar Cielo, fechada no final de 2012.

Os culpados por mais este crime no esporte olímpico brasileiro são vários, não se pode apontar o dedo apenas para um deles.

O primeiro culpado é o clube. É claro que o Flamengo tomou esta decisão pensando apenas na planilha de custos. Ninguém em seu juízo perfeito sairia fechando equipes olímpicas, com atletas de ponta e ídolos em suas modalidades, cujo retorno de imagem é sempre o maior possível. A decisão foi estritamente do ponto de vista de dinheiro.

O Flamengo é um clube com problemas financeiros históricos, fruto de gestões pífias e incompetentes. Mas o maior pecado dos dirigentes rubro-negros foi anunciar esta decisão EM MARÇO, com o segundo trimestre do ano em pleno andamento. Quando a natação acabou, em dezembro de 2012, já estava na cara que os demais esportes olímpicos teriam o mesmo fim. Agora, no primeiro ano do ciclo olímpico, estes atletas terão inúmeras dificuldades para encontrar um novo clube.

O segundo culpado é o governo, na figura do Ministério do Esporte. A falta de uma política esportiva ampla, que não seja preocupada apenas com grandes eventos ou programas de incentivo que muitas vezes demoram para alcançar o atleta, também é responsável pelo drama dos ginastas, judocas e nadadores flamenguistas.

Só para lembrar: no ano passado, com toda pompa, a presidenta Dilma Rousseff anunciou a criação do Bolsa Pódio, programa que promete repassar até R$ 1 bilhão até 2016 a atletas, treinadores, preparadores físicos etc. O valor individual pode chegar até a R$ 15 mil/mês, dependendo de cada atleta. Mas até agora, ficou só na promessa. Dizem que as inscrições serão abertas agora em março. Dizem…

Por fim, o terceiro culpado é o COB (Comitê Olímpico Brasileiro). Por mais que a entidade diga que não tem responsabilidade na gestão das modalidades  (tarefa que segundo ele pertence às confederações), o COB é quem comanda o esporte brasileiro. E desde 2003, passou a ter a chave do cofre, quando começou a receber os recursos da Lei Agnelo/Piva. Nunca o esporte do Brasil teve tanto dinheiro. Mas o COB falha ao não cobrar as entidades de uma forma mais contundente.

A única certeza é que entra tantos culpados, os atletas olímpicos desempregados do Flamengo são as grandes vítimas. Triste filme repetido tantas vezes.

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segunda-feira, 4 de março de 2013 Isso é Brasil, Olimpíadas | 15:04

A "cidade olímpica" e o choro de Monica

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A atleta dos saltos ornamentais, Monica Lages, chora ao falar sobre a demolição do Julio Delamare

Aquilo que seria o sonho de qualquer atleta, ter a realização de uma edição dos Jogos Olímpicos em sua cidade, está se transformando em um pesadelo em relação ao Rio de Janeiro, que se prepara para receber as Olimpíadas de 2016. Depois do drama vivido pelos integrantes do ciclismo, com o inacreditável fechamento de um milionário velódromo, e especialmente do atletismo, com a quase certa demolição do tradicional Célio de Barros, o sufoco chega agora aos atletas que treinam no Parque Aquático Júlio Delamare.

Em comum com os colegas do atletismo, os nadadores terão o antigo complexo, também localizado ao lado do Estádio do Maracanã, colocado abaixo para que em lugar seja construído um estacionamento e um shopping. O acordo de privatização do estádio, palco da final da Copa do Mundo de 2014, já prevê a demolição das duas instalações tradicionais do Rio de Janeiro.

Na última sexta-feira, o Comitê Popular Rio Copa e Olimpíadas realizou um seminário na sede da ABI (Associação Brasileira de Imprensa), chamado “O Maraca é nosso”. Entre os depoimentos, destacou-se o emocionante relato da atleta de saltos ornamentais Monica Lages do Amaral, de 17 anos, integrante da seleção brasileira da modalidade. Leia abaixo e reflita.

“Estou há 13 anos treinando diariamente. Tão perto das Olimpíadas na minha cidade, que pode ser a minha primeira, o processo vai ser interrompido. Querem passar a gente para o (Parque Aquático) Maria Lenk, mas lá não tem estrutura para os saltos. Só que não há ninguém preocupado com isso além da gente. O foco para 2016 não está em medalhas, mas no dinheiro”

Diante do que disse a jovem Monica, fica a pergunta no ar: dá pra levar a sério um país (ou uma cidade) que destrói sonhos de seus atletas apenas para atender a interesses nada edificantes?

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sexta-feira, 1 de março de 2013 Isso é Brasil, Política esportiva | 16:30

Justiça nega liminar e eleição na CBDA não deve ter oposição

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O logotipo do movimento "Muda CBDA"

A menos que ocorra uma reviravolta jurídica, a próxima eleição da CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquático) deverá referendar o nome de Coaracy Nunes para mais um período à frente da entidade. O pedido de mandado de segurança feito pelo ex-nadador e advogado Eduardo Fischer, em favor de Julian Aoki Romero, fundador do movimento “Muda, CBDA”, foi negado pelo juiz da 8ª Vara da Justiça Federal da Subseção Judiciária do Rio de Janeiro.

Veja também:  Confederação de ginástica faz eleições. Ao menos aqui a oposição pode recorrer

Dessa forma, Coaracy, que concorre pela situação, será reeleito em 9 de março, data do pleito, para mais um mandato, praticamente por aclamação. Em contato com o blog, Fischer, ex-nadador olímpico, disse que pretende recorrer. “Eu ainda não vi o despacho do Juiz e seus argumentos. Esse documento não se encontra disponível no site e ainda não foi publicado em diário oficial. Pretendemos recorrer sim, mas o tempo conspira contra nós. Antes de agravar para o TRF, precisamos saber o conteúdo do despacho do juiz negando a liminar”, explicou.

Coaracy Nunes está no comando da CBDA desde 1988. E sem deixar a oposição concorrer, ficará mais quatro anos no poder. Deve ser muito bom ser dirigente esportivo no Brasil

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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013 Rola pelo mundo, Vídeos | 14:08

Nadadores gaúchos também aderem ao Harlem Shake

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Nadadores do Grêmio Náutico União fazem sua própria montagem do Harlem Shake

A mais recente febre na internet, o Harlem Shake, vídeo com danças bizarras e pessoas fantasiadas, que já conta com milhares de versões, chegou ao esporte olímpico brasileiro. Alguns nadadores do GNU (Grêmio Náutico União), de Porto Alegre, para festejar a inauguração da nova piscina olímpica do clube, resolveram entrar na onda e montaram sua própria versão.

Os nadadores estão se preparando para a disputa do Troféu Maria Lenk, de 22 a 27 de abril, seletiva para definir a equipe brasileira que irá ao Mundial de Barcelona.

Veja o vídeo dos nadadores do GNU:

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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013 Isso é Brasil, Política esportiva | 17:00

Democracia à força na CBDA

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Após quase 30 anos no poder, Coaracy Nunes terá oposição na próxima eleição da CBDA

E precisou que um mandado de segurança tenha dado entrada no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro para que um mínimo de senso democrático exista na próxima eleição da CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos),  marcada para o próximo dia 9 de março. Assim, por força da Justiça, Coaracy Nunes, que comanda a entidade desde 1988, terá um concorrente no pleito.

O mandado de segurança que visa assegurar uma eleição de verdade e não somente uma aclamação foi feito pelo ex-nadador olímpico e agora advogado, Eduardo Fischer, em favor de Julian Aoki Romero, fundador do movimento “Muda, CBDA”, criado no final do ano passado justamente para buscar uma alternativa no comando dos esportes aquáticos brasileiros.

“Nunca, desde a entrada do atual presidente da CBDA, houve uma chapa de oposição. Isso é, escancaradamente, antidemocrático”, disse Fisher, em carta aberta a nadadores e à imprensa. A entidade já havia barrado a iniciativa de Julian Romero (irmão do ex-nadador olímpico Rogério Romero) em registrar uma chapa de oposição, alegando que o grupo não havia cumprido alguns trâmites burocráticos, como registrar a candidatura em data que não havia expediente na CBDA, bem como obter o apoio de pelo menos cinco federações estaduais.

“E também, como se ainda não bastasse, a própria chapa da situação, a qual faz parte o Sr. Coaracy, também não apresentou ou publicou sua candidatura com as ‘cinco indicações’, e nem por isso sua candidatura foi impugnada”, escreveu Fischer, no texto do mandado de segurança.

Não existe a menor chance que a chapa de Julian Romero vença esta eleição, especialmente por conta da dependência das federações estaduais do (muito) dinheiro que a CBDA tem, em razão do milionário contrato com os Correios. Mas já é um alento a possibilidade de existir um movimento que queria, ao menos, apresentar uma alternativa ao que  se apresenta aí há quase 30 anos.

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terça-feira, 15 de janeiro de 2013 Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas | 23:36

'Arrependimento' de Armstrong, Célio de Barros, CBDA e até estádio para pentatlo. E 2013 começa no pique total

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Lance Armstrong dá entrevista para Oprah Winfrey e admite o uso de doping: nenhuma surpresa

A surrada frase “ano novo, vida nova”, está sendo levada na íntegra no universo dos esportes olímpicos, tanto no Brasil quanto no mundo. Uma breve análise das principais notícias que dominaram o noticiário nestes primeiros 15 dias de 2013 mostram que a temporada começou agitada e com algumas informações surpreendentes. Vamos a elas:

  • Após passar meses em um silêncio constrangedor, enquanto era acusado por autoridades americanas no combate do doping e também por ex-companheiros de ter obtido todos os seus grandes títulos de forma ilícita, eis que o ciclista americano Lance Armstrong resolveu sair da toca e em entrevista à consagrada apresentadora Oprah Winfrey, admitiu – oh, que surpresa! – ter usado substâncias proibidas em sua carreira. Um “arrependimento” de araque, pois por trás da confissão em rede nacional, estaria o interesse de Armstrong em evitar o banimento no esporte. A entrevista irá ao ar nesta quinta-feira, na TV americana.

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  • Em um levantamento inédito no esporte olímpico do Brasil, o movimento “Muda, CBDA”, comandado por Julian Aoki Romero, teve acesso a todos os contratos firmados entre a CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos) e os Correios desde 1993. E mostrou que em 20 anos, a estatal depositou na entidade que comanda a natação brasileira, dirigida a quase 25 anos por Coaracy Nunes, a “bagatela” de R$ 158 milhões, que renderam neste período oito medalhas olímpicas, uma delas de ouro. A despeito da importância destas conquistas (e todas foram muito importantes), é de se questionar se com tanto dinheiro investido por tantos anos, não deveríamos ter resultados como os de uma Austrália nas piscinas, por exemplo…

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  • O atletismo do Rio de Janeiro prosseguiu em sua cruzada quixotesca em defesa do moribundo Estádio Célio de Barros, que faz parte do Complexo do Maracanã, e está com os dias contados, aguardando a demolição, pois seu espaço será utilizado como parte do estacionamento para carros da arena que receberá a final da Copa do Mundo de 2014. Definitivamente uma batalha já perdida e um duro golpe no atletismo de base do Brasil.

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  • A UIPM (União Internacional de Pentatlo Moderno) anunciou em seu site que a instalação que receberá as provas da modalidade nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, deverá ser a primeira a receber, no mesmo local, as cinco provas que compõe o programa do pentatlo moderno, ou seja, natação, hipismo, esgrima e o evento combinado tiro e corrida. A construção de um único estádio para o pentatlo moderno, explica a nota no site da UIPM, ainda está em discussão, mas se de fato for aprovada, significará um aumento (mais um!) no orçamento final dos Jogos, com a construção de um estádio (no bairro de Deodoro) para uma modalidade que não reúne 1.000 praticantes no Brasil. Vale lembrar que em Londres 2012 as provas do pentatlo moderno aproveitaram instalações usadas em outras modalidades dos Jogos.

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Agitações olímpicas à parte, este blogueiro irá dar uma recarregada nas baterias e sair de férias por alguns dias, voltando a atualizar este espaço no começo de fevereiro. Ou em edição extraordinária, caso algum fato mereça uma pausa no descanso. Até a volta!

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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012 Listas, Mundiais, Sem categoria | 12:25

O calendário 2013 do esporte olímpico

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Cartaz promocional do Mundial de esportes aquáticos de 2013, em Barcelona

Atualizado em 3/1/2013

O primeiro ano do próximo ciclo olímpico não tem nenhum grande evento poliesportivo pela frente. Mas está longe de ser considerado um “ano morto” para quem gosta de acompanhar os esportes olímpicos. Em diversas modalidades olímpicas, estão programados campeonatos mundiais que para estes esportes têm uma importância considerável.

As vedetes do calendário 2013 serão os Mundiais de atletismo, em agosto, na Rússia, e de esportes aquáticos (natação, polo aquático, nado sincronizado, saltos ornamentais e maratona aquática), na Espanha, entre julho e agosto.

Mas o ano também reserva, além das principais competições do tênis internacional, como os tradicionais torneios do Grand Slam, os torneios continentais de basquete, eliminatórios para os Mundiais do ano que vem. E para não dizer que não há nenhuma competição poliesportiva no ano que bate à porta, 2013 terá a edição da Universíade, as Olimpíadas universitárias, em Kazan (Rússia), no mês de julho.

Confira abaixo o calendário 2013 dos principais eventos esportivos entre os esportes olímpicos.

Obs: agradecimento ao companheiro Guilherme Costa, do ótimo blog Brasil no Rio, pela correção em relação à informação sobre o Mundial de Hipismo, que na verdade refere-se a competições voltadas para cavalos novos e não se trata dos tradicionais mundiais da categoria

E o blogueiro aproveita também para desejar um Feliz 2013 aos leitores!

JANEIRO

11 a 27 – Mundial masculino de handebol – Espanha
14 a 27 – Aberto da Austrália de tênis

FEVEREIRO

1 a 3 – Copa Davis de tênis (1ª rodada)
18 a 24 – Liga Mundial masculina e feminina de hóquei sobre grama – Rio de Janeiro (BRA)
20 a 24 – Mundial de ciclismo de pista – Minsk (BLR)

ABRIL

5 a 7 – Copa Davis de tênis (4ª de final)

MAIO

4 a 26 – Giro d’Italia de ciclismo estrada – Itália
13 a 20 – Mundial de tênis de mesa de Paris (FRA)
27/5 a 9/6 – Torneio de tênis de Roland Garros – Paris (FRA)

JUNHO

7/6 a 21/7 – Liga Mundial masculina de vôlei – vários locais
15 a 30 – Campeonato Europeu feminino de basquete – França
22/6 a 1º/7 – Campeonato Mundial masculino e feminino de rúgbi 7 – Rússia
24/6 a 7/7 – Torneio de tênis de Wimbledon – Londres (ING)
24 a 28 – Campeonato Mundial de ciclismo BMX – Auckland (NZL)
29/6 a 27/7 – Tour de France de ciclismo de estrada – França

JULHO

1 a 8 – Copa Asiática feminina de basquete – local a definir
1 a 7 – Campeonato Mundial de vôlei de praia – Polônia
6 a 17 – Universíade – Kazan (RUS)
15 a 21 – Campeonato Mundial de taekwondo – Puebla (MEX)
19/7 a 4/8 – Campeonato Mundial de esportes aquáticos – Barcelona (ESP)
20 a 29 – Campeonato Mundial de atletismo paraolímpico – Lyon (FRA)
30/7 a 11/8 – Campeonato Mundial de vela 470 – La Rochelle (FRA)

AGOSTO

1 a 11 – Copa Asiática masculina de basquete – Líbano
2/8 a 1]/9 – Grand Prix feminino de vôlei – vários locais
4 a 11 – Campeonato Mundial de badminton – Guangzhou (CHN)
5 a 15 – Campeonato Mundial paraolímpíco de natação – Montreal (CAN)
8 a 18 – Copa Africana masculina de basquete – a definir
10 a 18 – Campeonato Mundial de atletismo – Moscou (RUS)
14 a 16 – Copa da Oceania masculina de basquete – a definir
23 a 31 – Campeonato Mundial de vela Finn – Talinn (EST)
24/8 a 15/9 – Vuelta a España de ciclismo estrada – Espanha
25/8 a 1º/9 – Campeonato Mundial de remo – Chungju (COR)
26/8 a 8/9 – Aberto dos EUA de tênis – Nova York (EUA)
27/8 a 1º/9 – Campeonato Mundial de canoagem velocidade – Duisburg (ALE)
27/8 a 1º/9 – Campeonato Mundial individual e equipes de judô – Rio de Janeiro (BRA)
28/8 a 1º/9 – Campeonato Mundial de ginástica rítmica – Kiev (UCR)
29/8 a 7/9 – Campeonato Mundial de vela Star – San Diego (EUA)
30/8 a 11/9 – Copa América masculina de basquete – Caracas (VEN)
30/8 a 6/9 – Campeonato Mundial de vela Laser Radial – Dun Laoghaire (IRL)

SETEMBRO

1 a 3 – Copa da Oceania feminina de basquete – a definir
4 a 22 – Campeonato Europeu masculino de basquete – Eslovênia
11 a 15 – Campeonato Mundial de canoagem slalom – Praga (CHE)
11 a 15 – Campeonato Mundial de triatlo (final) – Londres (ING)
13 a 15 – Copa Davis de tênis (semifinal e repescagem)
14 a 25 – Campeonato Mundial de tiro esportivo (trap e skeet) – Lima (PER)
16 a 22 – Campeonato Mundial de lutas – Budapeste (HUN)
21 a 29 – Campeonato Mundial de vela 49er – Marselha (FRA)
23 a 29 – Copa Africana feminina de basquete – a definir
29/9 a 6/10 – Campeonato Mundial de tiro com arco – Antalya (TUR)
30/9 a 6/10 – Campeonato Mundial de ginástica artística – Antuérpia (BEL)

OUTUBRO

4 a 20 – Campeonato Mundial de boxe – Almaty (KAZ)
16 a 23 – Campeonato Mundial de levantamento de peso – Varsóvia (POL)
Data a definir – Copa América feminina de basquete – a definir

NOVEMBRO

4 a 11 – Finais da ATP de tênis – Londres (ING)
7 a 10 – Campeonato Mundial de ginástica trampolim – Sofia (BUL)
12 a 17 – Copa dos Campeões feminina de vôlei – Japão
14 a 23 – Campeonato Mundial de vela Laser Standard -Musannah (OMA)
15 a 17 – Copa Davis de tênis (final)
19 a 24 – Copa dos Campeões masculina de vôlei – Japão

DEZEMBRO

6 a 22 – Campeonato Mundial feminino de handebol – Sérvia

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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012 Ídolos, Isso é Brasil | 20:23

O fim da natação do Flamengo e a montanha-russa do esporte brasileiro

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Cielo e as medalhas conquistadas no Pan 2011: lua-de-mel com o Flamengo

Às vezes, chego a ter a impressão que o esporte olímpico brasileiro vive em um universo paralelo, como alguns que frequentemente aparecem em filmes de ficção. Se por um lado, como mostrou a ótima reportagem de Aretha Martins e Luís Araújo publicada no iG Esporte nesta sexta-feira, pode-se constatar que as empresas perceberam a importância em investir nas modalidades olímpicas – ainda mais tendo como principal motivador a realização das Olimpíadas do Rio, em 2016 -, por outro fica evidente que ainda há uma grande distância da nossa realidade, antes de cartolas baterem no peito e chamarem este Brasil de “país olímpico”.

O maior exemplo disso apareceu neste último dia útil de 2012. Em entrevista coletiva, Alexandre Póvoa, novo vice-presidente de esportes olímpicos do Flamengo, anunciou em entrevista coletiva que o a diretoria recém-empossada do clube não iria renovar o contrato do campeão olímpico e mundial Cesar Cielo e também de outros seis nadadores. A extinção da equipe olímpica de natação foi justificada de duas formas: a modalidade não era auto-sustentável (ou seja, dava prejuízo aos anêmicos cofres do clube rubro-negro) e que por não treinar nas dependências do clube, não servia como exemplo para a base.

(Apenas para fazer um parênteses, esta última justificativa do senhor Póvoa é uma grande piada. Afinal, ele queria que um nadador do nível de Cesar Cielo treinasse em um local que nem possuí uma piscina em condições aceitáveis para um atleta de seu nível se preparar?)

E Cielo não foi o único nadador de alto nível do Brasil a ficar sem clube neste final de 2012. Há duas semanas, durante a entrega do Prêmio Brasil Olímpico, Thiago Pereira ficou sabendo que o Corinthians também não iria renovar o seu contrato de patrocínio.

É perfeitamente compreensível que um clube cuja principal modalidade seja o futebol – e Flamengo e Corinthians são fundamentalmente times de futebol – reveja números e repense os investimentos em outros esportes. Questiono o motivo oportunista que faz com que estes times decidam apoiar em um determinado momento e depois retirar esse apoio quando os objetivos marqueteiros foram atingidos. Isso sim deplorável e precisa ser combatido!

Cielo, Thiago e os demais nadadores certamente seguirão sua vida em 2013, uns no mesmo nível de antes, outros possivelmente ganhando menos. Talvez um ou outro enfrente uma dificuldade maior em recomeçar o trabalho para o próximo ciclo olímpico. Mas um fato não se pode questionar: enquanto viver nesta gangorra, alternando momentos de euforia e dinheiro farto com fases de grana curta, o esporte do Brasil continuará sobrevivendo de estrelas solitárias como Cielo, Thiago e outros, que brilham apenas por mérito próprio.

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