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Posts com a Tag Mundial de Basquete

quarta-feira, 7 de setembro de 2011 Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 08:16

Acredite: os argentinos já foram fregueses no basquete

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Jogadores da Argentina comemoram o título olímpico de 2004, em Atenas

Em 1990, boa parte dos leitores deste blog ainda tomava leite na mamadeira e usava fraldas quando foi realizado o Campeonato Mundial masculino de basquete na Argentina. Incrível como 21 anos podem fazer a diferença em em algumas coisas. Pois foram estas duas décadas que transformaram o basquete da Argentina, que naquele 1990 terminou em um modesto oitavo lugar (duas vitórias em oito jogos), numa das potências atuais da modalidade.

Ao mesmo tempo, estes 21 anos deixaram a seleção brasileira masculina – que se não vivia mais a época de ouro dos anos 60, ao menos se classificava para as Olimpíadas – viver a maior de resultados de sua história. O mais irônico de tudo isso é que a Argentina sempre foi uma freguesa de caderneta do basquete brasileiro. E tudo isso começou a mudar justamente a partir de 1990.

O maior clássico da modalidade na América Sul, que acontecerá nesta quarta-feira, em Mar del Plata, pelo Pré-Olímpico das Américas, mais uma vez trará uma velha questão à tona: por que estes caras são melhores do que nós  hoje em dia?

A primeira resposta, óbvia, de que a atual geração argentina tem mais talentosa do que a brasileira, é simplista demais. Não que não seja verdadeira, é claro. Mas se Ginobili, Scola e Cia são superiores a Splitter, Giovannonni, Alex etc, o segredo deste sucesso não se encontra apenas dentro da quadra.

Para começar, naquele mesmo ano de 1990 a Argentina criou sua liga nacional, que tem atualmente 16 clubes, disputada em turno, returno e playoffs.  Com direito a duas divisões de acesso. O Brasil só foi ter uma liga decente em 2009, com a criação do NBB (Novo Basquete Brasil), que ainda não sinaliza a criação de uma divisão de acesso nos moldes que existem em várias partes do planeta.

Além de contar com uma estrutura interna de suas competições melhor que o existe por aqui, a Argentina ainda conta com forte e amplo trabalho de descoberto de novos talentos, espalhado por todo o país. Aqui, por mais que a CBB (Confederação Brasileira de Basquete) divulgue clínicas e mais clínicas para buscar novos jogadores, os resultados ainda são muito modestos. O resultado se vê nos campeonatos continentais de base, onde os meninos da Argentina derrotam os do Brasil invariavelmente, com uma ou outra conquista brasileira isolada.

E por fim, talvez o mais importante, a filosofia de jogo. O basquete argentino atual consegue aliar com quase perfeição o talento individsual com uma incrível disciplina tática, num conceito tático onde não se dá espaço para erros tolos. Já o Brasil caminha para tentar mudar aquele velho estilo da correria sem sentido e o eterno aremesso de 3 pontos, consagrado na era do último grande craque brasileiro, Oscar Schmidt. E para mudar tudo isso,  foi beber exatamente na fonte do rival, ao trazer o técnico argentino Rúben Magnano, responsável pelo título olímpico da seleção argentina em 2004, nos Jogos de Atenas.

É claro que Magnano não teve tempo de mudar 21 anos de erros e falta de planejamento que ocorreram no basquete do Brasil. Nem sei se ele conseguirá fazer o Brasil ter sucesso em sua tentativa de voltar às Olimpíadas de Londres ainda neste Pré-Olímpico. Mas me parece que sob o seu comando, além de contar com todos os seus melhores jogadores (sem as já famosas abstenções de Nenê e Leandrinho), será o único caminho para que o Brasil volte a encarar a Argentina, se não como freguesa, ao menos como um rival que é possível ser batido.

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sexta-feira, 17 de junho de 2011 Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 18:46

Era uma vez o basquete do Brasil…

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O americano Larry (à esq) e Nezinho: futuros companheiros de seleção?

Antes de mais nada, devo informar que não tenho absolutamente nada contra o distinto armador americano Larry Tayler, titular do Bauru no último campeonato do NBB (Novo Basquete Brasil) e um dos destaques da competição. Mas é duro aceitar que este jogador, que no máximo integraria a seleção C dos EUA (e estou sendo benevolente) integre uma lista de convocados da seleção brasileira masculina de basquete para a disputa do Pré-Olímpico de Mar del Plata, em setembro.

Não é xenofobismo, racismo ou qualquer outro “ismo”. Mas será mesmo que o Brasil precisa esperar pela naturalização de um jogador nota 6,5, no máximo? Se fosse tão bom assim, ele não estaria jogando na própria NBA ou nas ligas de acesso? Ou até mesmo no forte basquete europeu, que está anos-luz à frente do Brasil em termos de organização, estrutura e condições financeiras?

No mais, a opção em tentar emplacar Larry Taylor na seleção brasileira, uma decisão polêmica e sem sentido do técnico argentino Rubén Magnano – com anuência da direção da CBB (Confederação Brasileira de Basquete) – só comprova que o basquete brasileiro continua mais perdido que cachorro em dia de mudança! Lamentável…

Prefiro assinar embaixo da opinião do ex-ala Marcel, medalha de bronze no Mundial de 1978 e medalha de ouro no Pan-Americano de Indianápolis, em 1987, ao iG Esporte: ““Acontecem tantas coisas no basquete brasileiro que eu não me surpreendo com mais nada. Não é possível que não haja um jogador brasileiro para ser chamado. Se o Larry fosse tão bom assim, Bauru já tinha sido campeão, pois armador ganha campeonato”.

Cesta de três pontos de Marcel!

PS: o companheiro José Antônio Lima, um dos editores do ótimo blog “Esporte Fino”, fez um post tratando sobre este mesmo tema e discorda 100% em relação a este blogueiro. Vale a leitura!

Veja também:

>>O calendário pré-olímpico do basquete

>>Os uniformes do Brasil para o Pré-Olímpico de basquete

>>Greve na NBA já afetou um Mundial de basquete

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quinta-feira, 28 de abril de 2011 Almanaque, Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 18:01

Greve na NBA já afetou um Mundial de basquete

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Greve da NBA pode tirar Nenê do Pré-Olímpico de Mar del Plata

A ameaça de greve geral da NBA, que pode tirar vários jogadores que atuam na liga profissional de basquete dos diversos torneios pré-olímpicos programados para este ano, já começa a dar dor de cabeça aos dirigentes da Fiba (Federação Internacional de Basquete). Mas não será a primeira vez que as discussões trabalhistas no campeonato de basquete mais badalado do mundo afetam torneios de seleções.

Segundo mostrou reportagem publicada no iG Esporte, caso a greve seja confirmada, cerca de 40 jogadores estrangeiros que atuam na liga poderiam ficar impedidos de defender sua seleções. Isso porque sem garantia de pagamento de salários em caso de uma contusão, os jogadores não poderiam ser obrigados a atuar pelos respectivos países. Até mesmo a alternativa de seguro seria complicada, pois os valores seriam muito altos.

Este mesmo problema, contundo em menores proporções, foi sentido na disputa do Campeonato Mundial masculino de basquete, realizado na Grécia, em 1998. Naquele ano, um locaute (greve dos donos de equipes) adiou o início da temporada por quase três meses. O resultado disso é que os Estados Unidos, que seriam representados pelos profissionais da NBA, participaram da competição com uma equipe composta por jogadores de ligas secundárias e atletas universitários. Ainda assim, terminou com a medalha de bronze no Mundial grego.

Em 98, o efeito de uma greve da NBA basicamente atrapalhou apenas a vida dos EUA. Desta vez, os americanos não precisam disputar o pré-olímpico (já estão classificados para as Olimpíadas de Londres em virtude do título mundial do ano passado). Em compensação, o efeito será devastador para outros países, graças à internacionalização da liga profissional.

No caso da seleção brasileira, esta greve poderá trazer um belo prejuízo. Sem Nenê Hilário, Leandrinho e Tiago Splitter, a tarefa do time comandado por Rubén Magnano no Pré-Olímpico de Mar del Plata, em agosto/setembro, será muito mais complicada. É aguardar pra ver.

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domingo, 10 de abril de 2011 Pan-Americano, Seleção brasileira | 23:18

A maior pivô do Brasil

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A pivô Nilza Garcia foi duas vezes campeã pan-americana

“Que tristeza. Faleceu hoje Nilza Monte Garcia, grande amiga e maior pivô de basquete de nossas seleções de todos os tempos”. Foi desta forma que Maria Helena Cardoso, ex-treinadora da seleção brasileira feminina de basquete divulgou no Twitter a morte de um ícone do basquete feminino do Brasil na era pré-Hortência e Paula.

Nilza era a pivô de um time que fez história, ao lado da própria Maria Helena, Norminha, Heleninha, Marlene, Delcy, entre outras. Conquistou duas vezes a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos (Winnipeg-67 e Cali-71), três vezes campeã sul-americana (Chile-68, Equador-70 e Bolívia-74), além de ter participado da memorável campanha que deu ao Brasil o terceiro lugar no Campeonato Mundial de 71, realizado no país e cuja fase final foi disputada em São Paulo.

Foi de Nilza, inclusive, a cesta decisiva que garantiu a vitória da seleção brasileira sobre o Japão, por 77 a 76, e que garantiu a medalha de bronze. Antes de Paula e Hortência brilharem, houve uma geração de talento e raça que abriu as portas, da qual Nilza fazia parte. Ela morreu neste domingo, em São Paulo, aos 68 anos, vítima de câncer.

E para provar que o Brasil não tem mesmo memória, até o final da noite deste domingo, a CBB (Confederação Brasileira de Basquete) não havia colocado uma nota no ar em seu site oficial ou postado nada em uma página no Twitter. Lamentável.

Atualização: Na manhã desta segunda-feira (11/4), o site da CBB já trazia uma nota falando sobre a morte de Nilza Garcia. Menos mal.

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