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Posts com a Tag Los Angeles 1984

sexta-feira, 20 de julho de 2012 Imagens Olímpicas, Olimpíadas, Vídeos | 09:08

E faltam apenas sete dias para a festa começar

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Bem, caso você não tenha percebido, nesta sexta-feira faltarão apenas sete dias para a abertura da 30ª edição dos Jogos Olímpicos da Era Moderna. A festa do evento poliesportivo mais importante do planeta começará em Londres daqui a exatamente uma semana.  E para entrar no clima olímpico, que tal curtir este vídeo especial produzido pelo COI (Comitê Olímpico Internacional)?

Em 3min20s, alguns dos personagens e cenas mais marcantes da história dos Jogos – inclusive os de Inverno – são exibidos, como a vitória do etíope Abebe Bikila ganhando a maratona dos Jogos de Roma 1960; o americano Mark Spitz ganhando uma de suas sete medalhas de ouro em Munique 1972; Carl Lewis brilhando nos 100 m e no salto em distância em Los Angeles 1984 e Atlanta 1996; por sinal, nos Jogos de Atlanta que também consagraram o americano Michael Johnson nos 200 e 400 m; e como não poderia faltar, a performance inesquecível da romena Nádia Comaneci nas barras assimétricas, em Montreal 1976.

Bem, melhor do que ficar falando, é melhor curtir as imagens e esperar que estes sete dias passem bem rápido…

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sexta-feira, 4 de maio de 2012 Olimpíadas, Vídeos | 22:54

Provocação desnecessária

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Cemitério nas Ilhas Falklands/Malvinas em 1982, após a guerra entre Inglaterra e Argentina

A lição já foi ensinada em1980 e 1984: não se deve misturar política com esporte.  O resultado foi aquele que todos que conhecem um pouco da história olímpica sabem. Primeiro, o boicote dos americanos e países aliados às Olimpíadas de Moscou, com o devido troco dado pelos russos e países do bloco socialista quatro anos depois, em Los Angeles.

Mas parece que em pleno ano de 2012, às vésperas das Olimpíadas de Londres, alguns não entenderam os efeitos nocivos que ocorrem ao tentar colocar discussões políticas no caminho do esporte. É o caso do governo da Argentina, que pôs no ar uma propaganda onde um jogador argentino de hóquei sobre grama, no melhor estilo “Rocky, o Lutador”, faz sua preparação para os Jogos Olímpicos de Londres nas Ilhas Falklands – ou Ilhas Malvinas, como os argentinos as chamam.

O ponto alto da sutil “provocação” argentina – lembrando que o arquipélago foi palco de uma sangrenta e estúpida guerra ocorrida há 30 anos entre Argentina e Inglaterra – estava na seguinte frase: “Para competir em solo inglês, treinamos em solo argentino”.

Não entrarei no mérito de quem são os verdadeiros donos deste arquipélago perdido no sul do Atlântico, embora tenha certeza absoluta da imbecilidade que foi aquela guerra. Porém, uma coisa eu tenho certeza: foi uma provocação para lá de desnecessária. O ministério das Relações Exteriores da Grã-Bretanha já chiou.

Confira o vídeo que vem causando tanta polêmica entre argentinos e ingleses:

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domingo, 1 de abril de 2012 Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 09:34

Só milagre classifica o Brasil no Pré-Olímpico de polo aquático

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Bernardo Gomes prepara arremesso, na fácil vitória do Brasil sobre a Venezuela, no Sul-Americano. A moleza não se repetirá no Pré-Olímpico do Canadá

A seleção brasileira masculina de polo aquático, que estreia neste domingo no Torneio Pré-Olímpico da modalidade, diante da Espanha, a partir das 19h30 (horário de Brasília), em Edmonton, no Canadá), recebeu neste último sábado (31) uma notícia que tornará a missão de conquistar uma vaga para as Olimpíadas de Londres 2012 ainda mais dífícil. De forma surpreendente, a Venezuela, uma das integrantes do Grupo B, o mesmo do Brasil, anunciou a desistência do torneio.

Não poderia ser pior a notícia para a equipe brasileira, que há uma semana perdeu o título do Sul-Americano realizado em Belém (PA) para a Argentina. Os venezuelanos eram os rivais mais fáceis da chave e uma vitória certa na conta do Brasil. No Sul-Americano, a seleção venceu o confronto por 16 a 4, sem esforço.

Confira os atletas brasileiros classificados para os Jogos de Londres 2012

Assim, o Brasil precisará obrigatoriamente de uma vitória diante da Argentina (no dia 3) ou contra a Turquia (dia 5), para se classificara para a próxima fase. Isso porque dificilmente conseguirá derrotar o time espanhol, neste domingo, ou o Canadá, nesta segunda-feira.

Para ir a Londres, precisará vencer o jogo das quartas de final, pois os quatro primeiros colocados estarão classificados. O problema é que na outra chave estarão pedreiras como Montenegro, Alemanha, Grécia, Macedônia, Romênia e Holanda.

Só um milagre colocará o polo aquático masculino brasileiro nas Olimpíadas. A última vez que a modalidade esteve em uma edição dos Jogos Olímpicos foi em Los Angeles 1984.

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domingo, 25 de março de 2012 Almanaque, Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 19:38

Mulheres do remo brasileiro serão maioria em Londres 2012

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Fabiana Beltrame e Luana Bartholo participam da regata que rendeu a vaga olímpica em Londres

Tudo bem que ainda resta a regata pré-olímpica mundial, prevista para acontecer entre 20 e 23 de maio em Lucerne (Suíça), mas é praticamente certo que pela primeira vez na história olímpica da modalidade, as mulheres serão maioria na delegação do remo do Brasil nos Jogos de Londres 2012.

A constatação desta superioridade numérica ocorre justamente diante dos resultados ocorridos no Pré-Olímpico Latino-Americano de Tigre (Argentina), onde neste domingo três “meninas superpoderosas” do remo nacional carimbaram o passaporte olímpico: no double skiff light, Fabiana Beltrame (campeã mundial em 2011 no single skiff light, prova não olímpica) e Luana Bartholo; eno single skiff, com Kissya Cataldo.

Confira a lista completa de atletas brasileiros classificados para os Jogos de Londres

Somado às três, aparece Anderson Nocetti, que garantiu sua classificação no single skiff no último sábado (quarta olimpíada consecutiva, é bom lembrar), como solitário representante masculino do remo brasileiro em Londres, ao menos por enquanto.

Ainda não se sabe exatamente quantos barcos a CBR (Confederação Brasileira de Remo) enviará à Lucerne, mas se somente participar o double skiff light que esteve em Tigre, formado por Diogo Nazário e Emanuel Borges, será bem complicado aumentar a cota masculina do remo em Londres. Na Argentina, o barco brasileiro ficou em sexto e último lugar na final. Em Lucerne, estarão classificados para os Jogos somente os dois primeiros nesta prova.

O remo brasileiro disputa os Jogos Olímpicos desde a estreia participação brasileira na competição, em 1920, na Antuérpia (Bélgica). Ao todo, 120 atletas (sem contar os quatro classificados deste final de semana) estiveram representando o remo do Brasil nas Olimpíadas, com exceção de duas edições: Tóquio 1964 e Los Angeles 1984.

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terça-feira, 24 de janeiro de 2012 Ídolos, Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 21:49

Daniele Hypólito e o dilema dos atletas que querem curtir a vida

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Daniele Hypólito foi pega sem sua carteira de habilitação

Atleta também é gente. Mais do que óbvia, a frase anterior serve para humanizar aqueles personagens que fazem a alegria de torcedores, seja em um campo de futebol, numa piscina, numa pista de atletismo, numa quadra de basquete ou de vôlei.

Acredito, portanto, que todo mundo é livre para fazer o que quiser, desde que isso não implique em prejuízo a terceiros. Cada um tem que ser totalmente livre para curtir a vida na hora de folga, desde que esteja pronto para assumir as consequências de seus atos. Por isso, longe de defender um discurso moralista, entendo que a ginasta Daniele Hypólito pisou na bola ao ser flagrada dirigindo sem habilitação durante uma blitz da Lei Seca, na madrugada desta terça-feira, no Rio.

A questão nem é estar guiando um veículo sem habilitação. Todo mundo um dia pode esquecer a carteira em casa, caramba. O problema foi a recusa em fazer o teste do bafômetro, coisa que aliás a lei permite a todos nós. A recusa de Daniele, contudo, dá margem para  imaginarem que a atleta estava numa balada e bebeu um um pouco além da conta. Do contrário, por que não fez o raio do exame?

O grande dilema que Daniele pode estar passando agora, porém, não é uma coisa inédita: como conseguir aproveitar os prazeres da vida, tendo que conciliar com a dura rotina da vida de um atleta? As pessoas talvez não façam ideia das altas doses de sacrifício que um atleta de alta performance precisa se submeter. São baladas deixadas de lado, namoros que ficam em um segundo plano, jantares que são abdicados pelo sonho de um título mundial ou de uma medalha olímpica.

Quando parou de competir, o nadador brasileiro Ricardo Prado, prata nos Jogos de Los Angeles 1984, confessou que não via a hora de ter uma vida normal, cansado de tantas privações.  E quem não se lembra do caso do americano Michael Phelps, que após tornar-se o maior recordista de medalhas em Pequim 2008, teve uma foto sua vazada na internet, curtindo uma balada com, digamos, alguns “cigarros artesanais”?

Como eu disse no começo deste post, atleta é gente, como eu e você. O problema é que nossa vida não é patrulhada a cada besteira que a gente cometa por aí (e podem ter certeza que fazemos muitas besteiras).  Daniele Hypólito errou, mas nem por isso merece ser sacrificada.

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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012 Almanaque, Listas, Olimpíadas, Seleção brasileira | 09:15

Todos os brasileiros da ginástica artística nas Olimpíadas

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Meninas da seleção de ginástica artística choram após conseguirem a vaga olímpica

A seleção brasileira feminina de ginástica artística, que nesta quarta-feira assegurou sua classificação para as Olimpíadas de Londres 2012, aumentou para 32 o número de atletas brasileiros que já disputaram os Jogos Olímpicos na modalidade. Uma história que começou em 1980, nas Olimpíadas de Moscou, quando Cláudia de Paula Magalhães Costa e João Luiz Ribeiro foram os primeiros ginastas brasileiros presentes aos Jogos.

Confira abaixo a lista completa:

Moscou 1980

Ginástica artística feminino
Cláudia de Paula Magalhães Costa

Ginástica artística masculina
João Luiz Ribeiro

Los Angeles 1984

Ginástica artística feminina
Tatiana Figueiredo

Ginástica artística masculina
Gérson Gnoatto

Seul 1988

Ginástica artística feminina
Luísa Parente Ribeiro

Ginástica artística masculina
Guilherme Saggese Pinto

Barcelona 1992

Ginástica artística feminina
Luisa Parente Ribeiro

Ginástica artística masculina
Marco Antônio Monteiro

Sydney 2000

Ginástica artística feminina
Camila Comin
Daniele Matias Hypólito

Atenas 2004

Ginástica artística masculina
Mosiah Rodrigues

Ginástica artística feminina
Ana Paula Rodrigues
Camila Comin
Caroline Molinari
Daiane dos Santos
Daniele Hypólito
Laís Souza

Pequim 2008

Ginástica artística masculina
Diego Hypólito

Ginástica artística feminina
Ana Cláudia Trindade
Daiane dos Santos
Daniele Hypólito
Ethiene Franco
Jade Barbosa
Laís Souza

Londres 2012

Ginástica artística masculina
Diego Hypólito
Arthur Zanetti
1 atleta (a definir)

Ginástica artística femina
6 atletas (a definir)

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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011 Isso é Brasil, Mundiais, Seleção brasileira | 22:30

Handebol brasileiro fez uma campanha brilhante no Mundial. Isso precisa ser valorizado

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A brasileira Fernanda vibra após marcar um de seus cinco gols diante da Croácia

Na última quarta-feira, logo depois da sofrida eliminação do Brasil para a Espanha no Mundial feminino de handebol, acompanhei pelo Twitter várias manifestações a respeito do resultado, que tirava a seleção brasileira da briga por medalhas. E algumas delas (de gente que eu respeito demais) variavam entre a chacota com o nome da goleira e críticas à forma como veio a eliminação, levando um gol a 15s do fim e com uma jogadora a menos.

Sinceramente, e sem nenhuma dose de pachequice (todos que me conhecem, sabem como eu abomino os tolos pachecos), são opiniões equivocadas.

É necessário que seja feita uma análise bem distinta entre o que estas meninas do Brasil fizeram até agora no Mundial de handebol com aquele manjado discurso-padrão de atletas brasileiros que fracassam em torneios de ponta.

Não estamos aqui falando de uma modalidade que conta com milhões de estatais patrocinando as respectivas confederações. Trata-se de um esporte que ainda luta para criar raízes mais profundas no universo esportivo brasileiro e deixar de ser uma modalidade para poucos. O que não deixa de ser irônico, pois é o handebol o esporte mais praticado nas escolas do Brasil.

Nesta sexta-feira, ao derrotarem a Croácia por 32 a 31 e se classificarem para decidir o quinto lugar com a Rússia no próximo domingo, as meninas do Brasil fizeram mais do que recuperar o moral depois de uma derrota sofrida. Garantiram antecipadamente o melhor resultado na história da modalidade, superando o sétimo lugar do Mundial de 2005.

Ah, e só mais uma coisinha: o tão badalado e vitorioso vôlei não passava de um simples coadjuvante no final dos anos 70. Em 1980, ficou em quinto lugar nas Olimpíadas de Moscou; em, 1982, vice-campeão mundial; em 1984, garantiu a primeira medalha olímpica, a de prata, em Los Angeles 1984. Com paciência, organização e talento, os resultados apareceram. Quem pode garantir que o mesmo não ocorrerá com o handebol feminino?

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segunda-feira, 29 de agosto de 2011 Histórias do esporte, Imprensa, Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 23:51

O foca, o fumante e o sufoco

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O basquete masculino brasileiro começa nesta terça-feira, em Mar Del Plata (Argentina), mas uma tentativa de retornar aos Jogos Olímpicos, com a disputa do Torneio Pré-Olímpico. E esta estreia, diante da Venezuela, me faz vir à mente duas edições do Pré-Olímpico que acompanhei pessoalmente, em 1984, no Ginásio do Ibirapuera, e o de 1995, na mesma Argentina, só que nas cidades de Tucuman e Neuquén.

Em 84, o Brasil foi escolhido para receber a sede da competição eliminatória para os Jogos Olímpicos de Los Angeles. Ainda estava na faculdade, mas trabalhava como estagiário na “Rádio Gazeta”, em São Paulo, quando foi escalado para participar da cobertura do evento. Era a minha primeira cobertura fora da redação e estava naturalmente empolgado.

Na verdade, empolgado até demais. Após uma das partidas em que o Brasil não tinha jogado bem, apesar de ter vencido o jogo. Então, eis que o foca aqui (jargão jornalístico para jornalista inexperiente) chegou todo afobado no primeiro jogador que apareceu pela frente para repercutir a atuação ruim da seleção. Não me lembro mais como foi a pergunta, só sei que o então pivô Marquinhos (o entrevistado) me passou tamanha descompostura (sem ofender, é bom dizer) que confesso ter ficado com vergonha e não usei a gravação.

Onze anos depois e bem mais experiente, eis que outro Pré-Olímpico surgiu em minha vida. Escalado pelo “Diário Popular” (hoje “Diário de S. Paulo), fui acompanhar a campanha brasileira em Tucuman e Neuquén, na Argentina. Em 1995, estavam de volta à seleção os veteranos afastados no Mundial de 1994, quando o Brasil deu um vexame e ficou em 11º no Mundial do Canadá. Entre os que voltavam à equipe, ninguém menos do que Oscar Schmidt, ainda em plena forma, além do técnico Ary Vidal, refazendo a parceria que rendeu à seleção o título do Pan-Americano de 1987, em Indianápolis

Oscar Schmidt foi fundamental na campanha do Pré-Olímpico de 95

Mas nem mesmo com Oscar estava sendo capaz de colocar a seleção nos eixos. Na fase final do torneio, em Neuquén, um dia após uma derrota para o Canadá, o Brasil estava praticamente eliminado dos Jogos Olímpicos de Atlanta. No dia seguinte, ao lado de outros jornalistas brasileiros, cheguei ao ginásio para acompanhar a partida entre Uruguai e Cuba, pela última rodada. Os uruguaios vinham fazendo uma ótima campanha e se batessem os cubanos (que não tinha mais chance de classificação e só cumpria tabela), ficariam com a mão na vaga e já eliminariam o Brasil.

Eis que chegamos à tribuna de imprensa, no local destinado aos jornalistas brasileiros e quem estava na tribuna? Ary Vidal. Ele disse que não conseguiria esperar o resultado no hotel e decidiu chegar antes da delegação. E começamos a ver algo que parecia impossível: o Uruguai jogando sua pior partida no torneio, enquanto que Cuba acertava todas as bolas.  A cada cesta de Cuba, Vidal acendia freneticamente um cigarro atrás do outro (sim, em 1995 ainda se podia fumar nos ginásios, ao menos em Neuquén).

Só sei que Cuba venceu por 20 pontos de vantagem (109 a 89), justamente o resultado que eliminaria o Uruguai e classificava o Brasil para as semifinais, para alívio de Ary Vidal, que praticamente consumiu todo o seu maço de cigarros.

Que o Brasil tenha sorte neste Pré-Olímpico de Mar Del Plata.

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sábado, 2 de julho de 2011 Com a palavra, Ídolos, Isso é Brasil, Seleção brasileira | 23:52

Duas opiniões sobre o caso Cielo

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“À primeira vista, a sanção da federação brasileira parece bem leve. Vamos esperar a posição da Federação Internacional sobre o caso”

Nadador francês Alain Bernard, em comunicado oficial neste sábado, ao comentar a punição de advertência a Cesar Cielo e outros três nadadores pela presença da substância furosemida

“Não é legal. Com certeza vai manchar um pouco a carreira dele e dos outros envolvidos”

Ex-nadador brasileiro Ricardo Prado, medalha de prata nos 400m medley nas Olimpíadas de Los Angeles-84, em entrevista à ESPN Brasil, na última sexta-feira.

Duas opiniões bastante respeitáveis. E vocês, o que acham?

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quinta-feira, 16 de junho de 2011 Almanaque, Imprensa, Olimpíadas | 23:17

Olimpíadas e política, uma mistura que não dá certo

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O primeiro grande boicote da história das Olimpíadas ocorreu nos Jogos de Moscou, em 1980

Um belo mico diplomático ameaça a tranquilidade dos organizadores dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. Eis o diagnóstico da informação publicada nesta quarta-feira pelo jornal inglês “The Times”, após revelar que o filho do ditador líbio Muammar Kadafi, que preside o comitê olímpico de seu país, receberá centenas de ingressos para acompanhar as Olimpíadas do ano que vem. O problema é que a Líbia está sofrendo sanções da ONU (Organização das Nações Unidas) e o próprio Kadafi está proibido de sair de seu país, devido a uma ordem de prisão internacional. Uma bela confusão, em resumo.

Pelo regulamento do COI (Comitê Olímpico Internacional), os organizadores dos Jogos de Londres são obrigados a dar ingressos a um país que faz parte da entidade, mas se pudesse não dar…Na verdade, a política nunca combina com o esporte, eis uma verdade incontestável. Quando o assunto são as Olimpíadas, isso adquire uma repercussão ainda maior. Abaixo, alguns exemplos de quando assuntos políticos interferiram na história dos Jogos:

Berlim-1936: Na Alemanha nazista de Hitler, o primeiro grande exemplo de mico político. Os alemães já davam sinais do que fariam ao mundo alguns anos depois e usaram os Jogos para fazer apologia da doutrina da superioridade da raça ariana. Hitler e sua turma só não contavam que um negro americano chamado Jesse Owens acabasse com seus planos, conquistando quatro medalhas de ouro nas barbas do ditador nazista.

Cidade do México-1968: Os EUA sofriam com as críticas da opinião pública de seu país por conta da participação na Guerra do Vietnã. Além disso, o movimento negro lutava duramente contra a discriminação nos EUA, o que só piorou com o assassinato do líder Martin Luther King, meses antes dos Jogos mexicanos. Eis que no pódio dos 200m rasos, os velocistas americanos Tommie Smith e John Carlos realizaram a saudação do movimento Black Power no pódio. Após a premiação, foram mandados de volta para casa.

Montreal-1976: Por causa de divergências políticas, sempre houve uma ou outra desistência de países participando das Olimpíadas. A União Soviética, por exemplo, só foi participar pela primeira vez nos Jogos de 1952, em Helsinque. Mas a primeira vez em que a política fez um estrago nos Jogos Olímpicos foi nos Jogos de Montreal, no Canadá. Por causa de uma excursão de um time neozelandês à África do Sul, que vivias o regime do apartheid, o Congo pediu ao COI que excluísse a Nova Zelândia dos Jogos. Como o pedido não foi atendido, no dia da cerimônia de abertura 16 nações africanas, além de Guiana e Iraque se retiraram da competição.

Moscou-1980: Foi nas Olimpíadas organizadas pela então União Soviética, em 1980, que houve a maior derrota do esporte para a política . Liderados pelos EUA, um grupo de 69 países decidiu boicotar as Olimpíadas de Moscou, em represália à invasão soviética ao Afeganistão.

Los Angeles-1984: O troco veio quatro anos depois, quando a União Soviética comandou um boicote de 14 países do bloco socialista e mais Irã e Líbia aos Jogos organizados pelos EUA. Novamente o esporte perdeu para a política.

Seul-1988: Por estar tecnicamente em guerra com a Coreia do Sul (o tratado de paz nunca foi assinado),  a Coreia do Norte não compareceu às Olimpíadas de Seul. Ao lado dela, também aderiram ao mini-boicote Cuba (uma ausência importante), Etiópia e Nicarágua (que não fez lá muita falta).

Veja também:

Que moleza para o COI, hein?

O adeus de um herói da era pré-Phelps

Sorteio decidirá o destino de ingressos para Londres-12

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