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Posts com a Tag Londres 2012

quarta-feira, 18 de setembro de 2013 Olimpíadas, Paraolimpíadas | 23:42

Escócia ensaia voo solo para o Rio 2016

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O escocês Chris Hoy se emociona ao ganhar o ouro na prova do Keirin, em Londres

O escocês Chris Hoy se emociona ao ganhar o ouro na prova do Keirin, em Londres

Os Jogos Olímpicos de Londres 2012 contaram com a participação de 204 países e mais de 10 mil atletas. Daqui a três anos, os Jogos do Rio de Janeiro, em 2016, poderão contar com uma nação a mais na lista de participantes. Para isso, basta que a população da Escócia vote a favor de sua independência do Reino Unido, em plebiscito marcado para setembro de 2014.

Não é de hoje que se comenta a possibilidade da Escócia separar-se da Grã-Bretanha. Esportivamente falando, isso já ocorre no futebol, onde cada um dos integrantes da Union Jack – como é chamada a tradicional bandeira do Reino Unido, reunindo todos os países britânicos – já participam com suas próprias equipes nas eliminatórias e da própria Copa do Mundo da Fifa.

Nas competições olímpicas, porém, a história é diferente. Em Londres 2012, os atletas escoceses foram responsáveis por cerca de 18% das medalhas obtidas pelos britânicos. Algumas delas de ouro, como a do tenista Andy Murray ou do ciclista Chris Hoy, com duas medalhas douradas no ciclismo de pista, nas provas de velocidade por equipe e no Keirin.

Veja também: Três anos para o Rio 2016. Temos motivos para festejar?

“Estamos confiantes de que teremos nossa própria equipe olímpica e paraolímpica”, afirmou à BBC a ministra de esportes da Escócia, Shona Robinson. Para que isso ocorra, além da aprovação da independência no plebescito, os escoceses precisarão cumprir algumas obrigações antes de serem reconhecidos pelo COI (Comitê Olímpico Internacional), tais como possuir uma sólida estrutura esportiva e ter ao menos cinco de suas federações nacionais filiadas às respectivas entidades internacionais.

Cá entre nós, seria um grande barato ver os alegres e etílicos escoceses desfilando pelas ruas do Rio de Janeiro para acompanhar seus atletas em 2016.

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sexta-feira, 30 de agosto de 2013 Ídolos, Mundiais, Seleção brasileira | 19:48

As meninas superpoderosas do judô do Brasil

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Mayra Aguiar abre o sorriso para exibir a medalha de bronze na categoria até 78 kg, no Mundial do Rio

Tudo bem que ainda faltam as disputas deste sábado, e Luciano Corrêa (até 100 kg) e Rafael Silva, o Baby (mais de 100 kg) podem salvar a honra da equipe masculina do Brasil neste Mundial de judô. Mas é inegável que o saldo ao final da competição estará mais do que positivo para a seleção brasileira feminina. Uma campanha irretocável.

Nada menos do que quatro medalhas conquistadas, a última delas com Mayra Aguiar, nesta sexta-feira, a de bronze, na categoria até 78 kg, juntando-se à Rafaela Silva (ouro), Érika Miranda (prata) e Sarah Menezes (bronze). Trata-se da melhor participação do judô feminino na história dos Mundiais, superando até agora a campanha de Paris, em 2011, quando foram obtidas três medalhas.

E nada disso veio à toa, sempre é bom lembrar. Nos Jogos de Londres, a única medalha de ouro no judô veio da equipe feminina, com Sarah Menezes. O excelente trabalho desenvolvido pela técnico Rosicléa Campos (afastada em razão de licença-maternidade) vem finalmente sendo premiado com os resultados nas grandes competições.

Pelo menos no Mundial do Rio de Janeiro, foram as meninas superpoderosas que deram as cartas no judô brasileiro.

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quarta-feira, 28 de agosto de 2013 Ídolos, Isso é Brasil, Mundiais, Olimpíadas, Seleção brasileira | 17:45

De Cidade de Deus para o mundo

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Rafaela Silva comemora a conquista da medalha de ouro no Mundial de judô

Nem o mais criativo dos roteiristas poderia prever uma reviravolta tão marcante no destino de alguém como o que aconteceu com a judoca brasileira Rafaela Silva, que nesta quarta-feira entrou para a história ao tornar-se a primeira mulher a conquistar uma medalha de ouro em Campeonatos Mundiais de judô, na categoria até 57 kg. Foi ainda a 31ª medalha brasileira na história da competição.

Primeiro, pela forma inusitada com o qual ela entrou no esporte. Moradora da favela Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, ela foi revelada aos oito anos pelo Instituto Reação, do ex-judoca Flavio Canto, ao ser levada pelo pai, que não aguentava mais os problemas causados pela garota, extremamente brigona.

A escolha do pai mostrou-se prá lá de acertada e os resultados não demoraram para aparecer. Em 2008, foi campeã mundial junior e três anos depois, conquistou a prata no Mundial de Paris. Foi o bastante para credenciar-se como uma das candidatas a ganhar uma medalha nas Olimpíadas de Londres, no ano passado.

Rafaela só não contava que um erro bizarro (aplicação de um golpe irregular), logo em sua primeira luta, custasse a eliminação nos Jogos de Londres. E o que se seguiu foi ainda pior, com a judoca respondendo a ofensas de internautas, que a criticaram pela eliminação. Uma lamentável batalha virtual.

Veja também: A prata de Rafaela Silva e o blogueiro “Mãe Dinah”

E quis o destino que a volta por cima ocorresse pouco mais de um ano depois, em sua cidade, diante da torcida, e com seu mentor atuando como comentarista do “SporTV”, ficando sem palavras e engolindo o choro em plena transmissão.

Melhor roteiro, impossível.

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terça-feira, 27 de agosto de 2013 Mundiais, Seleção brasileira | 10:45

Mundiais agitam o final de agosto do esporte olímpico

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Seleção brasileira de ginástica rítmica disputará o Mundial de Kiev (Rússia)

Não é somente o judô que está vivendo sua semana de gala, com a realização do Campeonato Mundial do Rio de Janeiro, desde segunda-feira. Outras cinco modalidades olímpicas terão seus mundiais ocorrendo neste última semana de agosto, todos com participação de equipes brasileiras.

O Mundial de remo, por exemplo, já está em andamento. A competição, que se realiza na cidade de Chingiu, na Coreia do Sul, já teve inclusive a classificação de Fabiana Beltrame para as semifinais na prova do skiff simples peso leve, prova não olímpica e na qual Fabiana conquistou o título mundial de 2011.

Também está em andamento o Mundial de Vela na classe Finn, na cidade de Talinn, na Estônia, mesmo local que recebeu as regatas de iatismo nas Olimpíadas de Moscou 1980, na então União Soviética. Bruno Prada e Jorge Zarif representam o Brasil na competição.

Outro evento que já está em andamento é o Mundial de Ciclismo MTB, que está sendo realizado em Pietermaritzburg, na África do Sul, até o próximo domingo. Três brasileiros estão na disputa: Henrique Avancini, Rubens Donizete e Ricardo Poscheidt.

Nesta terça-feira, começa a disputa do Campeonato Mundial de canoagem velocidade, em Duisburg, na Alemanha, até domingo. O Brasil está representado com sete atletas, na canoa e no caiaque, com destaque para a dupla Ronilson Oliveira e Erlon Silva, no C2 1.000m, que participaram dos Jogos Olímpicos de Londres 2012.

Veja também: O calendário do esporte olímpico em 2013

Por fim, começa nesta quinta-feira, na cidade de Kiev, na Rússia, o Campeonato Mundial de ginástica rítmica, que se encerra apenas na próxima segunda-feira (2/9). O Brasil tenta entrar nos trilhos no cenário mundial da modalidade, após ter ficado fora inclusive do pré-olímpico do ano passado (e consequentemente fora das Olimpíadas). Seis atletas integram a equipe de conjunto, enquanto que no individual participarão Angélica Kvieczynski e Natália Gáudio.

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sábado, 24 de agosto de 2013 Ídolos, Mundiais, Seleção brasileira | 11:36

Nem tufão consegue parar Yane Marques

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Um ano depois do bronze em Londres, Yane Marques faz história de novo, com a prata no Mundial

E o sábado começou muito bem, com a notícia da inédita medalha de prata conquistada por Yane Marques no Campeonato Mundial de pentatlo moderno, realizado na cidade de Kaoshiung, em Taiwan. Brilhante é pouco para definir a conquista da atleta pernambucana, natural da Afogados de Ingazeira. Mais uma vez ela entra para a história de uma modalidade praticamente desconhecida no Brasil.

O Mundial feminino encerrou-se nesta madrugada e a brasileira precisou literalmente driblar até o vento para assegurar o lugar no pódio. Não é figura de linguagem: um tufão vem atormentando a área de Taiwan desde o início da qualificatória da competição, na última quarta-feira. As eliminatórias, por exemplo, precisaram ser divididas em dois dias, assim como a final.

E Yane, depois de ficar em 10º lugar na qualificação, conseguiu manter-se constante nas cinco modalidades que compõe o pentatlo moderno (esgrima, natação, hipismo e o evento combinado tiro e corrida) e ao final somou 5.292 pontos, ficando atrás apenas da lituana Laura Asaduskaite, atual campeã olímpica.

Em pouco mais de um ano, este é o segundo grande resultado obtido por Yane Marques no pentatlo moderno. O primeiro, e mais importante, foi a medalha de bronze nas Olimpíadas de Londres, em 2012, a última obtida pelo Brasil nos Jogos. E para quem achou que tinha sido obra do acaso, eis que agora ela emplaca o vice-campeonato mundial.

Graças a Yane Marques, o pentatlo moderno vai deixando aos poucos a condição de primo pobre no esporte olímpico brasileiro.

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quarta-feira, 14 de agosto de 2013 Ídolos, Isso é Brasil, Mundiais, Olimpíadas, Seleção brasileira | 23:48

O fiasco brasileiro no Mundial de atletismo e a miopia dos críticos

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Fabiana Murer falha em mais uma das tentativas no Mundial de Moscou

Um grande amigo meu, o jornalista Rodrigo Borges, companheiro de outras redações e atualmente no site da “ESPN” e um dos editores do ótimo “Esporte Fino” – listado entre os favoritos deste blog do lado direito da página – tem uma expressão que eu considero definitiva para analisar o comportamento de uma parcela razoável do torcedor que acompanha esportes por aqui: “Brasileiro não gosta de esporte, brasileiro gosta de quem vence”, diz o sábio Rodrigo, do alto de sua habitual ranhetice.

Concordo 100% com ele e vou mais além, desenvolvendo a tese no que diz respeito a esportes olímpicos: brasileiro acompanha as modalidades poliesportivas com a mentalidade de um torcedor de futebol. A maioria absoluta mal entende as regras de determinados esportes, coisa que fica evidente em grandes eventos, como Olimpíadas, Pan-Americanos e mundiais.

Nesta última terça-feira, Fabiana Murer, uma das principais esperanças de medalha do Brasil no Mundial de atletismo de Moscou, falhou em sua tentativa de manter o título no salto com vara. Até começou bem sua participação na final, passando sem problemas nos dois primeiros saltos, mas não conseguiu aproveitar as três chances em 4m75, comentou alguns erros na técnica do salto (admitidos por ela mesma) e acabou eliminada, terminando em quinto lugar.

Decepção? De certo modo sim, tendo como base o fato de que defendia seu título e que tinha como melhor resultado 4m85, o mesmo salto que lhe deu o ouro em Daegu, dois anos atrás. Mas vamos combinar que ela foi superada por atletas que hoje estão num patamar acima dela, como a americana Jennifer Suhr, a cubana Yarisley Silva e, principalmente, a russa Yelena Isinbayeva, a rainha do salto com vara e que voltou à velha forma justamente diante de sua torcida.

Mas o que deveria ser encarado como um resultado normal diante das limitações da brasileira – é provável que seu auge tenha sido a temporada de 2011 – serviu como combustível para que nas redes sociais as velhas piadinhas e comentários debochados voltassem à tona. Como se a conta pela vexatória eliminação nas Olimpíadas de Londres 2012 ainda não tivesse sido paga.

>>> Veja também: Fabiana Murer e a intolerância dos pachecos

O problema é que o brasileiro, em sua grande maioria, observa o esporte olímpico sob a ótica do futebol, ignorando que não é possível fazer analogias ludopédicas em provas de atletismo, natação ou handebol, por exemplo.

A miopia é tanta que não percebem que Fabiana Murer vinha de um ano complicado. Além de ter se contundido no início da temporada indoor (pista coberta), ela não voltou bem e esteve instável em diversas competições importantes. Sua melhor marca em 2013 foi 4m73, no Troféu Brasil, em São Paulo – menos, portanto, da altura necessária para que ela tivesse prosseguido na prova nesta terça-feira, no lindo Estádio Luzhniki.

Essa miopia dos corneteiros, citada acima, os impede de perceber que o problema é muito maior. O atletismo brasileiro passa por uma crise sem precedentes, a despeito de ter mais de R$ 30 milhões anuais entre patrocínio e verbas das loterias. É muito dinheiro. A nova administração, a cargo de José Antonio Fernandes, que assumiu este ano após quase três décadas do “reinado” de Roberto Gesta de Melo, avisou que tinha pouca expectativa neste Mundial de Moscou. O plano era o de “chegar ao maior número de finais possíveis”, o que é lamentável. E para 2016, o cenário não será muito diferente. Enquanto isso, jogam-se todas as fichas e esperanças em um punhado de atletas,  que diante de tanta pressão e expectativa, muitas vezes acabam sucumbindo.

>>> E ainda: Após fiasco em Londres, Brasil traça meta modesta para Mundial de Moscou

Ainda faltam quatro dias para o encerramento do Mundial. Espero queimar a língua, mas dificilmente o Brasil sairá de Moscou com medalhas. Só que a conta não pode ser colocada apenas nas costas de atletas. Quem comandou e quem comanda a CBAt, quem dirige o esporte brasileiro (COB) e  quem mandou transformar o Célio de Barros em estacionamento, todos esses têm sua parcela de culpa também.

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segunda-feira, 5 de agosto de 2013 Ídolos, Isso é Brasil, Mundiais, Seleção brasileira | 14:10

Mundial de Barcelona consagra Cielo, Thiago e Poliana, mas também merece uma reflexão

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Com um pequeno atraso – em razão de problemas técnicos enfrentados nos blogs do iG Esporte neste final de semana – , é necessário que se faça uma breve análise a respeito da belíssima participação do Brasil no Mundial de esportes aquáticos, encerrado neste domingo em Barcelona. Se por um lado foi uma campanha para se tirar o chapéu, embalada pelos ouros de Cesar Cielo nos 50 m livre e borboleta e o de Poliana Okimoto na maratona aquática, por outro é preciso que se faça uma ponderação equilibrada e sem arroubos patrióticos sobre os resultados alcançados.

Cielo comemora a medalha de ouro nos 50 m livre, garantindo o tricampeonato mundial

Primeiro, os pontos positivos que se podem extrair de Barcelona 2013. O Mundial espanhol serviu para consagrar a figura de Cesar Cielo como o maior nadador brasileiro de todos os tempos. Dificilmente haverá um outro velocista como ele nos próximos 20 anos, imagino. Sua superação ao se tornar o primeiro tricampeão mundial da história nos 50 m livre e bi mundial nos 50 m borboleta, depois da frustração com o bronze nas Olimpíadas de Londres, é coisa de outro mundo.  Sem esquecer que precisou também encarar cirurgia nos dois joelhos e uma mudança radical em sua preparação, abandonando o projeto P.R.O. 16 e voltando a treinar nos EUA com um técnico desconhecido, Scott Goodrich, seu ex-companheiro de treinos em Auburn.

O feito de Poliana Okimoto também foi notável. Depois do drama que viveu em Londres, quando passou mal em plena disputa da prova dos 10 km da maratona aquática, ela superou os seus fantasmas e deu a volta por cima ao conquistar o ouro em Barcelona de forma emocionante. Assim como foram as medalhas de bronze de Thiago Pereira, nos 200 e 400 m medley (prova que por sinal ele disse que não nadaria). Até Londres 2012, Thiago tinha que conviver com o estigma de só brilhar em Jogos Pan-Americanos (que lhe rendeu o incômodo apelido de “Mr. Pan, por sinal). Após a prata olímpica e as duas medalhas no Mundial, o nadador de Volta Redonda zerou esta fase de piadinhas maldosas em sua carreira.

Em termos de resultados, a participação brasileira em Barcelona foi exemplar. Até este Mundial, o país havia faturado 12 medalhas desde a primeira edição, em 1973. Só neste ano, foram dez, incluindo nesta conta a maratona aquática, a grata surpresa desta campanha. Houve também uma evolução em relação ao Mundial anterior, realizado em Xangai, na China: desta vez, o Brasil conseguiu marcar presença em 12 finais, o dobro de provas de 2011 (6).

>>> Leia também: Cesar Cielo e a arte de se reinventar

É neste ponto que uma ponderação precisa ser feita. A boa campanha da natação do Brasil nesta primeira grande competição do próximo ciclo olímpico mostrou que se houve evolução em comparação com o Mundial anterior, é preciso lembrar que no Mundial de 2009, em Roma, os brasileiros chegaram a 18 finais. Além disso, ganhou menos ouros do que na China: em 2011, foram quatro medalhas douradas, com duas de Cielo nas mesmas provas, Ana Marcela Cunha ganhando os 25 km da maratona aquática e Felipe França ganhando os 50 m peito.

>>> Veja ainda: Confira as medalhas do Brasil nos Mundiais de esportes aquáticos

Outro ponto preocupante é a falta de renovação. Mais uma vez, os bons resultados vieram com nomes já consagrados e conhecidos, dos quais já se esperava um bom resultado. A nova geração ainda ficou devendo, o que não deixa de ser preocupante tendo como objetivo as Olimpíadas de 2016, daqui a exatos três anos.

Da mesma forma, é necessário ligar o sinal amarelo quando se analisa as demais modalidades que disputaram o Mundial (polo aquático, saltos ornamentais e nado sincronizado), todas com resultados pífios ou pouco representativos. Para estes, o relógio começa a correr rápido demais em direção às Olimpíadas do Rio de Janeiro, sem perspectivas de grandes resultados.

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segunda-feira, 29 de julho de 2013 Ídolos, Mundiais, Seleção brasileira | 23:06

Cesar Cielo e a arte de se reinventar

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Cesar Cielo comemora a conquista da medalha de ouro nos 50 m borboleta

Existem alguns fenômenos no esporte brasileiro que por mais brilhantes que sejam, estão sempre nos surpreendendo. Nesta segunda-feira, Cesar Cielo, o maior nadador que já apareceu neste país, mais uma vez mostrou que não carrega todos os adjetivos em torno de seu nome à toa. A conquista da medalha de ouro nos 50 m borboleta pelo nadador brasileiro, no Mundial de esportes aquáticos em Barcelona, foi monstruosa, para dizer o mínimo.

Em uma prova que não faz parte do programa olímpico, é bom ressaltar – na qual o nadador mal tem tempo de tirar a cabeça da água para respirar -, Cielo ficou praticamente metade da piscina na segunda posição. Mas numa distância ínfima de outro brasileiro, Nicholas Santos, campeão mundial nesta distância em piscina curta (25 m) e tendo ainda a concorrência pesada do francês Frederick Bousquet e do americano Eugene Godsoe.

>>> Veja também: As medalhas do Brasil nos mundiais de esportes aquáticos

Difícil dizer, mas se fosse um simples mortal, Cielo teria ficado para trás nos metros finais da prova. Seria quase impossível buscar uma reação. Nicholas Santos, que foi para Barcelona apenas para disputar os 50 m borboleta, chegou ao seu limite, liderou boa parte da prova, mas terminou somente em quarto lugar. Cielo não faz parte do rol dos meros mortais, temos que admitir.

Ao ganhar o bicampeonato mundial na prova por QUATRO CENTÉSIMOS de vantagem (o tempo final do brasileiro foi de 23s01 contra 23s05 de Godsoe), Cesar Cielo mostrou também que sabe como poucos a arte de se reinventar. Velocista por natureza, ele abriu mão de nadar os 100 m livre para participar apenas dos 50 m (livre e borboleta). Nem participar do revezamento 4 x 100 m livre ele participou. Parte disso em razão de ter passar por uma cirurgia de joelho no ano passado, parte também pela decepção que carregou com o bronze olímpico em Londres 2012 nos 50 m livre.

>>> Leia também: Um ouro para lavar a alma de Poliana

A reinvenção de Cielo passa também pela própria reformulação em sua preparação. Frustrado com seu próprio desempenho nas últimas Olimpíadas, resolveu deixar o projeto P.R.O. 16, criado por ele mesmo, sob orientação de Alberto Silva, o Albertinho, e passou a treinar com o desconhecido americano Scott Goodrich, em fevereiro deste ano. Uma aposta arriscada, mas com Cielo, agora dono de cinco medalhas de ouro em Mundiais, nada pode ser descartado. E vem aí os 50 m livre…

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terça-feira, 23 de julho de 2013 Ídolos, Mundiais, Seleção brasileira | 14:08

Um ouro para lavar a alma de Poliana

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Poliana Okimoto festeja sua vitória na proava de 10 km da maratona aquática do Mundial de Barcelona

Simplesmente histórico o resultado alcançado pela natação feminina do Brasil nesta terça-feira, com as medalhas obtidas por Poliana Okimoto (ouro) e Ana Marcela Cunha (prata) na prova de 10 km da maratona aquática no Mundial de esportes aquáticos de Barcelona. Nunca as mulheres brasileiras conseguiram ocupar os dois principais lugares no pódio de uma competição internacional de grande porte. E numa prova que faz parte do programa olímpico, é bom lembrar. Sem contar que as duas já tinham obtido prata e bronze, respectivamente, na prova de 5 km, no sábado. Um feito notável que estamos testemunhando em águas espanholas, portanto.

Mas quero fazer uma referência especial ao título de Poliana Okimoto. Acredito que ninguém mais na delegação do Brasil que está em Barcelona mereça tanto essa medalha do que ela. O drama passado por Poliana em Londres, durante as Olimpíadas de 2012, foi assustador. O relato que ela fez ao programa “Histórias do Esporte”, da ESPN Brasil, no ano passado, foi assustador, relatando que praticamente desmaiou em plena raia do Hyde Park, quando decidiu abandonar a prova, chegou a ter hipotermia, além de ter ocorrido uma demora no atendimento dos paramédicos londrinos.

LEIA MAIS SOBRE O MUNDIAL DE ESPORTES AQUÁTICOS

>>> O Mundial de esportes aquáticos em números
>>> As medalhas do Brasil nos mundiais de esportes aquáticos
>>> Conheça as medalhas do Mundial de Barcelona

Por tudo isso, perfeitamente normal a crise de choro de Poliana Okimoto ao falar com os jornalistas após a chegada, quando desabafou e lembrou que muitos quiseram “aposentá-la” após os Jogos Olímpicos.  “Esse ouro nos 10 quilômetros é um recomeço”, disse Poliana. Na verdade, esta medalha de ouro lavou sua alma.

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segunda-feira, 8 de julho de 2013 Seleção brasileira | 09:07

Os voos de Thiago que podem fazer o atletismo do Brasil reagir

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Thiago Braz exibe a marca de 5,83m no salto com vara, obtida no Sul-Americano de Cartagena (Col), novo recorde continental da prova

Os (raros) leitores deste blog devem ter percebido uma ausência de atualizações nos últimos dez dias. Bem, em primeiro lugar, o período coincidiu com a reta final da cobertura intensa que o iG Esporte realizou na Copa das Confederações, quando não havia tempo para se pensar em mais nada que não fosse em futebol. Somando a isso, este blogueiro, que não é de ferro, tirou alguns dias de férias assim que a turma do Felipão levantou o caneco no Maracanã, para recarregar as baterias.

Mas enquanto a velha rotina do blog não é retomada de forma total, não posso deixar passar batido um momento de esperança vivido pelo atletismo do Brasil. Depois de uma participação ridícula nas Olimpíadas de Londres 2012, quando pela primeira vez em 20 anos deixou uma edição dos Jogos sem conquistar uma medalha, a modalidade vive um momento de boas perspectivas, numa prova onde nunca teve tradição: o salto com vara.

>>> Veja também: O calendário 2013 do esporte olímpico

Desde o surgimento de Fabiana Murer, atual campeã mundial da prova, o Brasil passou a ter no salto com vara mais uma possibilidade de bons resultados em competições internacionais. Mas até então, restrito apenas às mulheres. A atual temporada, preparatória para o Mundial de Moscou, de 10 a 18 de agosto, mostrou que os homens brasileiros também sabem saltar.

Dois pupilos treinados por Elson Miranda – marido e técnico de Fabiana Murer – protagonizaram uma série de excelentes resultados nas últimas semanas. O primeiro a se destacar foi Augusto Dutra, de 22 anos (completará 23 no próximo dia 16), que quebrou o recorde sul-americano indoor e ao ar livre em um espaço de apenas quatro meses (5, 71 m e 5,82 m, respectivamente).

>>> Leia ainda: Confira os brasileiros que largaram bem para 2016

Além disso, Dutra ainda obteve uma medalha de bronze em uma etapa da forte Liga de Diamante, organizada pela Iaaf (Federação das Associações Internacionais de Atletismo), em Lausanne (Suíça), ficando logo atrás do alemão Raphael Holzdeppe, medalha de bronze em Londres e que teve a mesma marca do brasileiro (5,62 m), porém obtida num número menor de tentativas.

Só que Augusto Dutra, já garantido na equipe brasileira que irá ao Mundial de Moscou, terá um “rival” doméstico para superar. Com apenas 19 anos, o paulista Thiago Braz, também treinado por Elson Miranda, assombrou a todos ao bater o recorde sul-americano de Dutra em Cartagena (Col), durante a disputa do campeonato continental, na última quinta-feira.

A marca de 5,83 m obtida por Braz – que campeão mundial juvenil no ano passado, em Barcelona – representa a 12ª melhor da temporada. E não é de hoje que o garoto vem impressionando. Há dois anos, o ucraniano Vitaly Petrov, consultor de salto com vara da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo), e que foi técnico dos fenômenos Serguei Bubka e Elana Isinbayeva, disse durante uma clínica no Brasil que Thiago Braz tem todos os recursos necessários para um dia saltar acima dos 6 metros.

Que os voos de Thiago Braz e de Augusto Dutra ajudem a curar o atletismo da ressaca de medalhas que a modalidade passou em Londres.

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