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Posts com a Tag Londres 2012

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014 Mundiais, Olimpíadas, Seleção brasileira | 22:11

O final feliz de Adriana Araújo e a arte de engolir sapos

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Mauro José da Silva, Adriana Araújo e Ricardo Leyser, secretário de alto rendimento do Ministério do Esporte: cachimbo da paz

Mauro José da Silva, Adriana Araújo e Ricardo Leyser, secretário de alto rendimento do Ministério do Esporte: cachimbo da paz no boxe olímpico do Brasil

A definição do retorno à seleção brasileira de Adriana Araújo, medalhista de bronze na categoria até 60 kg no boxe feminino das Olimpíadas de Londres 2012, não poderia vir em melhor hora para o Brasil. Ainda sem ter assimilado a decisão dos irmãos Esquiva e Yamaguchi Falcão em optarem pelo profissionalismo, a CBBoxe (Confederação Brasileira de Boxe) finalmente recebeu um alento.

Ao lado de Everton Lopes e Robson Conceição, Adriana passa a se tornar, agora com seu retorno assegurado à seleção, em mais uma esperança real de medalha para o Brasil nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016. Classificada em terceiro lugar no ranking mundial da Aiba (Associação Internacional de Boxe Amador), Adriana Araújo tem enorme potencial para repetir o pódio de Londres ou até mesmo ir mais além.

E pensando no tal plano Brasil Medalhas (que inspirou a criação do Bolsa Pódio), o  Ministério do Esporte não queria de forma alguma ver de fora da equipe nacional nas Olimpíadas um talento como o da lutadora baiana. A meta brasileira, não se esqueçam, é ousada: deixar o país no top 10 do quadro de medalhas em 2016, o que sginificaria terminar os Jogos com cerca de 30 medalhas. Em Londres 2012 foram 17 o total de medalhas brasileiras.

Se do ponto de vista técnico o “acordo de paz” entre Adriana Araújo e Mauro José da Silva, presidente da CBBoxe, foi excelente, fico curioso para saber o saldo que a reunião desta quarta (antecipada aqui no blog) irá causar nas partes envolvidas.

Tanto o dirigente quanto a boxeador baiana são conhecidos pelo gênio forte. O próprio iG registrou, em sua cobertura nas Olimpíadas de Londres, as fortes palavras ditas por Adriana em relação a Silva. “Essa medalha é para calar a boca dele. Ele tentou me tirar da seleção, disse que eu não me classificaria e que não tinha condições de estar aqui. Mas vim e conquistei a medalha de bronze. Ele precisa aprender a valorizar os atletas do Brasil”, disse a boxeadora, logo após ganhar a medalha de bronze olímpica.

Em abril de 2013, quando a saída de Adriana da seleção foi definida, Mauro José da Silva deu o troco na atleta e já tinha a resposta na ponta da língua para justificar o corte: indisciplina. “Ela queria ficar na Bahia, com o técnico dela, mas em janeiro apresentou-se 14 kg mais gorda. Já tínhamos permitido isso outras duas vezes e os resultados foram terríveis”, afirmou na época ao blog.

Nesta quarta-feira, como demonstra a foto feita pela secretaria de alto rendimento do ministério do esporte, que intermediou o acordo, o clima era de paz e amor. “Nunca tive problemas com a CBBoxe. Sempre tive boa relação com as pessoas que trabalham lá. Em minha trajetória na seleção, consegui ser campeã em vários torneios e, com isso, alcancei uma boa pontuação”, disse Adriana, esquecendo-se do que havia declarado menos de dois anos atrás.

Neste ano haverá o Mundial feminino de boxe e certamente Adriana Araújo, se estiver em forma, é candidata à medalha. Vamos aguardar para ver se os sapos que a baiana e o dirigente engoliram na definição deste acordo valeram a pena.

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terça-feira, 18 de fevereiro de 2014 Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 22:42

Novela entre CBBoxe e Adriana Araújo tem novo capítulo

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Adiana Araújo comemora vitória em luta que lhe garantiu o bronze em Londres

Adiana Araújo comemora vitória em luta que lhe garantiu o bronze em Londres

Será nesta quarta-feira, na sede do Ministério do Esporte, em Brasília, a reunião em que poderá ser sacramentada a paz entre a CBBoxe e a lutadora Adriana Araújo, primeira brasileira a conquistar uma medalha (bronze na categoria até 60 kg) no boxe feminino olímpico, em Londres 2012. Desde o ano passado, o Ministério tenta articular um acerto entre a entidade e Adriana, que entraram em rota de colisão ainda nas Olimpíadas.

Mesmo tendo conquistado um resultado inédito e histórico, Adriana Araújo não economizou nas críticas ao presidente da CBBoxe, Mauro José da Silva, acusando-o de ter tentado tirá-la da seleção feminina antes do Pré-Olímpico. Em abril do ano passado, a lutadora foi excluída da equipe feminina, sob alegação de estar acima do peso e demonstrar indisciplina com os treinadores.

SAIBA MAIS SOBRE O BOXE OLÍMPICO DO BRASIL

>>> Boxe feminino brasileiro vive clima de guerra
>>> Ministério do Esporte tenta acordo de paz entre CBBoxe e Adriana Araújo
>>> Esquiva também se torna profissional e abre crise no boxe

A reunião desta quarta-feira, que deverá começar por volta das 15h, no gabinete do secretário de alto rendimento do Ministério, Ricardo Leyser, será a terceira desde que a crise começou. Desta vez, parece que Adriana Araújo está disposta a ceder em algumas posições que antes pareciam irredutíveis. Ela, por exemplo, exigia treinar em Salvador, sob o comando de Luiz Carlos Dórea, e não treinar com o restante da equipe, em São Paulo.

Resta saber se o presidente da CBBoxe também irá recuar de sua decisão de não mais aceitar Adriana na seleção. Para o ministério, a presença da lutadora é importante no projeto brasileiro de conquistar o maior número de medalhas possíveis nos Jogos Olímpicos do Rio 2016 e terminar no top 10 do quadro de medalhas.

Importante lembrar que mesmo fora da seleção brasileira feminina há quase um ano, Adriana Araújo ainda é a terceira colocada no ranking mundial da Aiba (Associação Internacional de Boxe Amador) na categoria até 60 kg.

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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014 Imagens Olímpicas, Jogos de Inverno, Olimpíadas, Vídeos | 14:37

Empresa faz homenagem às mães dos atletas de Sochi 2014

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A exemplo do que já tinha feito antes dos Jogos de Londres 2012, a P&G acaba de lançar uma campanha publicitária para as Olimpíadas de inverno, que serão realizadas em Sochi, na Rússia, a partir do próximo dia 7 de fevereiro. E novamente a empresa (uma das patrocinadoras oficiais do evento) teve as mães como o foco do comercial. O filme retrata a ajuda que estas mães deram aos atletas, desde bebês, passando por todo o processo de aprendizado que eles tiveram ao longo da carreira, com muitas quedas e machucados, culminando com a vitória em Sochi.

Assim como o comercial de 2012, o resultado foi emocionante. Vejam:

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Jogos de Inverno, Olimpíadas | 00:24

A um mês da abertura, Sochi 2014 já tem seu primeiro recorde

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O Centro de Imprensa em Sochi já está pronto para receber os mais de oito mil jornalistas que irão cobrir os Jogs de Inverno

O Centro de Imprensa em Sochi já está pronto para receber os mais de oito mil jornalistas que irão cobrir os Jogs de Inverno

Nesta quarta-feira, a contagem regressiva para as Olimpíadas de Inverno em Sochi, na Rússia, atingiu a marca de 30 dias. Daqui a um mês, no dia 7 de fevereiro, ocorrerá a cerimônia de abertura no Fisht Olympic Stadium, dando a largada para a festa que só irá acabar no dia 23 do próximo mês.

Mas o que os tensos Jogos russos – que serão disputados sob o fantasma do terror, que já protagonizou dois atentados terroristas na cidade de Volgogrado – já garantiram um recorde que dificilmente será batido. A Rússia de Vladimir Putin irá organizar a mais cara competição olímpica na história do COI (Comitê Olímpico Internacional), incluindo aí os Jogos Olímpicos de verão.

Sochi 2014 custará US$ 51 bilhões (cerca de R$ 122 bilhões), deixando para trás até as Olimpíadas de Pequim 2008, que com seus ginásios e estádios impressionantes custou R$ 44 bilhões. Vale lembrar que Londres 2012 teve um custo final de US$ 14 bilhões (R$ 33,5 bilhões).

A pergunta que não quer calar: quem é que vai pagar esta conta? E os russos ainda terão uma Copa do Mundo pela frente, daqui a quatro anos. Parece até um certo país sul-americano…

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quarta-feira, 18 de dezembro de 2013 Mundiais, Seleção brasileira | 19:15

O papel histórico que o handebol feminino terá no esporte brasileiro após o Mundial da Sérvia

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Jogadoras da seleção feminina do Brasil de handebol comemoram a vitória sobre a Hungria, após duas prorrogações

Jogadoras da seleção feminina do Brasil de handebol comemoram a vitória sobre a Hungria, após duas prorrogações, nas quartas de final do Mundial da Sérvia

A foto acima representa um dos momentos mais marcantes (e foram vários) do esporte brasileiro em 2013. No primeiro ano do ciclo olímpico para as Olimpíadas do Rio 2016, a seleção feminina de handebol pode ser responsável pela 27ª medalha obtida por atletas do país em campeonatos mundiais ou torneios equivalentes após a classificação da equipe para a semifinal do Mundial da Sérvia, após derrotar a Hungria em uma partida dramática, por 33 a 31, após duas prorrogações. Seu adversário será a Dinamarca, que eliminou a Alemanha por 31 a 28.

Para se ter uma ideia da dimensão do feito da equipe comandada pelo dinamarquês Morten Soubak (doce ironia), foi a primeira vez que uma equipe de esportes coletivos olímpicos alcança a condição de estar entre as quatro primeiras do mundo, fora vôlei e basquete. O futebol, apesar de fazer parte do programa olímpico, não entra nessa conta, afinal, as Copas do Mundo não tem absolutamente nada a ver com o universo olímpico, a começar pelos atletas que a disputam.

O estágio em que a seleção feminina de handebol se encopntra é de um país em franca evolução. Isso em uma modalidade que embora tenha tradicionalmente muitos adeptos na fase escolar, não consegue criar uma liga nacional forte e representativa. A maior prova disso é que praticamente a seleção inteira joga em clubes da Europa, divididas pela Áustria, Rússia, França, Dinamarca e Hungria. É inegável que a experiência internacional e o sério trabalho de Morten resultou em uma equipe que tem chances reais de sair da Sérvia com uma medalha (leia mais aqui). Sempre é oportuno lembrar que nas Olimpíadas de Londres esta mesma seleção ficou em um honroso sexto lugar, eliminada apenas pela Noruega, que seria a campeã olímpica

Como o time masculino não está no mesmo nível (a seleção sequer classificou-para as Olimpíadas de Londres 2012), esta seleção terá um papel fundamental na história do handebol brasileiro. Algo no nível do que o time feminino representou para o futebol dos Estados Unidos. Esta quinta-feira foi histórica para o esporte do Brasil.

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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013 Imagens Paraolímpicas, Olimpíadas, Paraolimpíadas, Política esportiva, Seleção brasileira | 18:15

Paraolimpíadas 2016 também entra em contagem regressiva

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Atletas paraolímpicos comemoram os 1000 dias para os Jogos de 2016: Alan Fonteles, Odair dos Santos, Daniel Dias, Susana Schnarndorf, Verônica Hipólito e Terezinha Guilhermina

Atletas comemoram os 1000 dias para os Jogos de 2016: Alan Fonteles, Odair dos Santos, Daniel Dias, Susana Schnarndorf, Verônica Hipólito e Terezinha Guilhermina

Um dia após a entrega dos prêmios dos melhores do ano, quando os nadadores Daniel Dias e Susana Schnardorf foram escolhidos pelo CPB (Comitê Paraolímpico Brasileiro) c0mo os melhores atletas de 2013, o esporte paraolímpico brasileiro voltou a festejar uma data especial nesta quinta-feira, quando atingiu-se a marca de 1.000 dias para o início das Paraolimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro.

O evento, que será realizado entre os dias 7 e 18 de setembro, bem na sequência das Olimpíadas, reunirá um total de 4.350 atletas representando 164 países, prometendo ser a maior edição da história das Paraolimpíadas. Segundo dados divulgados pelo comitê organizador, em 12 dias de disputa serão realizadas competições equivalentes a 23 campeonatos mundiais da modalidade. Um total de 25 mil voluntários deverão trabalhar durante os Jogos.

Na foto que ilustra o post, está aquela que pode ser considerada a nata do paradesporto brasileiro: Alan Fonteles (atletismo), Odair dos Santos (atletismo), Daniel Dias (natação), Susana Schnarndorf (natação), Verônica Hipólito (atletismo) e Terezinha Guilhermina (atletismo). Eles certamente serão garantia de várias medalhas de ouro daquia pouco menos de três anos.

Se em relação às Olimpíadas muito se questiona a ousada meta do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) de deixar o Brasil no top 10 do quadro geral de medalhas, no esporte paraolímpico a meta estimada (top 5) é perfeitamente possível. Só para lembrar, em Londres 2012 os atletas brasileiros conquistaram um total de 43 medalhas (21 de ouro), deixando o país no sétimo lugar no quadro geral de medalhas.

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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013 Mundiais, Seleção brasileira | 23:09

Com novo status, handebol feminino estreia no Mundial com chance real de medalha

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Morten Soubak orienta as jogadoras da seleção durante o treino. Ele acha possível ganhar uma medalha na Sérvia

Morten Soubak orienta as jogadoras da seleção durante treino. Ele acha possível ganhar uma medalha na Sérvia

Esqueça as épocas de vacas magras, de mero figurante em competições internacionais. Neste sábado, o handebol feminino do Brasil inicia sua participação no 21º Campeonato Mundial feminino, que foi aberto nesta sexta-feira na Sérvia (vitória da equipe da casa sobre o Japão por 28 a 26) com chances bastante reais de conseguir uma inédita medalha. A partida de estreia será contra a Argélia, válida pelo Grupo B, a partir das 15h (horário de Brasília), na cidade de Nis, com transmissão do canal Esporte Interativo.

Não se trata de uma previsão excessivamente otimista. A seleção feminina de handebol vem sendo a mais grata surpresa entre os esportes olímpicos coletivos do Brasil, com uma evolução inegável. O primeiro sinal veio na belíssima participação no Mundial de 2011, realizado em São Paulo, quando a equipe ficou em quinto lugar.

 >>> Relembre: O premiado começo de ano do esporte olímpico do Brasil

Depois, para provar que não havia sido obra do acaso, a seleção terminou em sexto lugar os Jogos Olímpicos de Londres 2012, fazendo uma campanha excepcional, com a equipe sendo eliminada apenas pela Noruega, que viria a ficar com a medalha de ouro. No começo desta ano, ainda teve eleito a pontaAlexandra Nascimento escolhida como a melhor jogadora do mundo pela própria IHF (Federação Internacional de Handebol).

Desta vez, as brasileiras não escondem a ambição de chegar ainda mais longe. Em entrevista ao blog, o técnico dinamarquês Morten Soubak falou da expectativa em relação à participação brasileira e avisa: o Brasil chega para levar uma medalha.

É possível repetir o desempenho no Mundial de 2011, quando o Brasil ficou em 5º lugar, ou diante do que a equipe mostrou em Londres, já se pode pensar em uma colocação melhor? 

Morten Soubak – Sempre pensamos em uma colocação melhor. Temos feito um bom trabalho e conquistado bions resultados. Estamos evoluindo bastante e nossa meta é ganhar uma medalha. Sabemos da qualidade das outras equipes, mas acreditamos que é possível ganharmos uma medalha.

O desempenho nos Jogos Olímpicos já trouxe algum reflexo em termos de maior respeito dos adversários pela equipe do Brasil?
Sim, hoje somos uma equipe conhecida e até apontada como uma das favoritas. Os adversários já estudam mais o nosso jogo e isso nos obriga a ter ainda mais cuidado. É muito gratificante.

O fato de ter sido eleita a melhor do mundo torna a Alexandra sua principal jogadora nesta equipe?
Não considero assim. Somos um grupo muito unido e todas tem um papel muito importante para a equipe.

Faça uma breve análise dos adversários do Brasil na primeira fase e, em sua opinião, quem é o favorito para ficar com o título?

Não sabemos muito sobre a Argélia, mas por ser a nossa estreia temos quer estar muito atentos. O primeiro adversário sempre somos nós mesmos. Japão e China têm um estilo diferente de jogo, são sempre muito velozes. A Sérvia tem a vanatagem de jogar em casa e também é uma equipe muito forte. A Dinamarca tem grande tradição no handebol e chega com jogadoras jovens que estão se saindo muito bem na seleção, então sabemos que será uma primeira fase bem difícil, mas estamos preparados.

Jogadoras que não foram chamadas para este Mundial, como a goleira Chana, poderão voltar a ter chance com você em novas convocações?
Acredito que sim. Hoje, temos muitas jogadoras brasileiras de qualidade, mas infelizmente é preciso fechar um grupo de apenas 16. Ela é uma excelente goleira, assim como outras brasileiras que atuam no país e na Europa. Todas têm chance de fazer parte da equipe.

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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013 Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 17:19

Crise põe em risco projeto olímpico da Petrobras

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A remadora brasileira Fabiana Beltrame comemora no pódio, ao lado da filha, a medalha de ouro no Mundial de 2011, na Eslovênia

A remadora Fabiana Beltrame comemora, ao lado da filha, a medalha de ouro no Mundial de 2011, na Eslovênia

Quem acompanha este blog com alguma atenção certamente já leu posts com referência ao Projeto Petrobras de apoio ao esporte olímpico brasileiro, lançado em 2011. A ideia era fantástica: até 2016, data das Olimpíadas do Rio de Janeiro, a empresa de capital misto iria investir R$ 256 milhões em cinco modalidades pouco desenvolvidas no universo esportivo do Brasil: boxe, esgrima, levantamento de peso, remo e taekwondo. O objetivo final seria o de colocar o maior número de atletas em condições de brigar por medalhas nos próximos Jogos Olímpicos.

E logo no primeiro ano, dois excelentes resultados: as medalhas de ouro conquistadas por Fabiana Beltrame, no Mundial de remo, e a de Everton Lopes, no Mundial de boxe. Duas conquistas inéditas para o esporte olímpico brasileiro, que só reforçavam que o caminho do projeto estava certo. Ainda por cima, quem quem estava por trás na coordenação era Maria Paula Gonçalves, a Magic Paula, uma das maiores jogadoras da história do basquete brasileiro e mundial.

No comando do Instituto Passe de Mágica, ela se encarregava da distribuição direta dos recursos para os atletas destas cinco modalidades, seja para competições ou períodos de treinamento, sem que o dinheiro tivesse que passar pelos dirigentes. Um verdadeiro sentimento de independência financeira, pois a maioria absoluta das confederações dependia quase que exclusivamente na época de recursos oriundos da Lei Agnelo/Piva, com dinheiro das loterias, que é distribuída pelo COB (Comitê Olímpico Brasileiro).

Mas eis que esse projeto, que representava uma ajuda importantíssima e estes primos pobres do esporte brasileiro, está ameaçado de ver seu investimento diminuir drasticamente. Reportagem do jornal Folha de S. Paulo desta quarta-feira destacou que a Petrobras estuda diminuir a verba do projeto para 2014 de forma drástica. Inclusive tanto Paula quanto as cinco confederações envolvidas já teriam sido informadas. Na delegação brasileira que competiu nas Olimpíadas de Londres 2012, 21 atletas eram contemplados com verbas do programa.

>>> Relembre: Ouro inédito no boxe mostra que há vida além do COB

Procurada pelo blog, a Petrobras, em nota, negou que haverá corte no patrocínio às cinco modalidades em relação aos valores pagos neste ano, que chegam a um total de R$ 8,2 milhões. Ainda segundo a gerência de comunicação da empresa, o planejamento técnico das confederações para 2014 foi recebido pela companhia e pelo Instituto Passe de Mágica no último dia 29 de novembro. “Somente após esta etapa serão definidos os valores dos patrocínios, que podem, inclusive, ser maiores que os valores contratados em 2013”, concluí a nota.

O que a nota não explica é como que o mesmo investimento deste ano (R$ 8,2 milhões) , previsto para 2014, não pode ser considerado menor do que tudo o que foi investido nos três primeiros anos, cerca de R$ 40 milhões. E mais: ainda segundo a Folha, a própria Paula deu um número diferente da Petrobras contratado em 2013, que seria de R$ 15 milhões. E uma rápida passagem pelo noticiário econômico já mostra que a situação da Petrobras está longe de ser a mais confortável, com redução de 15% do lucro em comparação com 2012 e queda nas ações após o reajuste no preço dos combustíveis.

Pelo visto, os primos pobres do esporte olímpico brasileiro voltarão aos temos de menos fartura, justamente na fase decisiva da preparação para os Jogos Olímpicos de 2016.

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sexta-feira, 15 de novembro de 2013 Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 14:37

Esquiva também se torna profissional e abre crise no boxe

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Crédito: Daniel Ramalho/AGIF/COB

Esquiva Falcão comemora a conquista da medalha de prata nas Olimpíadas de Londres

Pelo jeito, não há Bolsa Pódio que sossegue o boxe olímpico brasileiro. Nesta sexta-feira, a seleção brasileira da modalidade sofreu mais um duro golpe, com a decisão de Esquiva Falcão em se tornar lutador profissional. Ele assinou contrato com a empresa Top Rank, a mesma que gerencia a carreira do peso médio filipino Manny Pacquiao, um dos maiores boxeadores da atualidade e que já foi campeão mundial em seis categorias diferentes. Há a possibilidade de Esquiva fazer sua estreia (provavelmente na categoria peso médio) já no começo de 2014.

A profissionalização de Esquiva, medalha de prata nas Olimpíadas de Londres 2012, é a terceira grande baixa na equipe olímpica do Brasil, que já perdeu outro representante da família Falcão, Yamaguchi, bronze em Londres e que também se profissionalizou, e Adriana Araújo, essa excluída da seleção feminina por problemas de relacionamento com Mauro José da Silva, presidente da CBBoxe (Confederação Brasileira de Boxe).

Simplesmente os três medalhistas do boxe do Brasil nas últimas Olimpíadas não disputarão os Jogos de 2016, no Rio de Janeiro. Não se trata de uma infeliz coincidência.

>>> VEJA TAMBÉM: Ministério do Esporte tenta acordo de paz entre CBBoxe e Adriana Araújo

O mais irônico é que Esquiva Falcão acabou de ganhar medalha (bronze) no último Campeonato Mundial e  estava incluído na relação dos três atletas que receberiam o Bolsa Pódio do Ministério do Esporte (ao lado de Everton Lopes e Robenilson de Jesus) a partir de 2014. Yamaguchi também fazia parte da lista, assim como Adriana também, se ainda estivesse na seleção. Se o caminho da profissionalização no boxe precisa ser encarado até com certa naturalidade entre os amadores, a saída dos principais boxeadores brasileiros da seleção merece ser vista com alguma atenção.

Seria bom que a CBBoxe sobre tudo isso, em pleno início de ciclo olímpico para os Jogos do Rio de Janeiro, para tentar proteger seus melhores talentos da tentação (mais do justa) de passarem a competir como profissionais. Ou então resolver seus problemas internos rapidamente.

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sábado, 9 de novembro de 2013 Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas, Paraolimpíadas | 15:39

A 1.000 dias da abertura, Rio 2016 precisa de mais trabalho e menos festa

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Número 1.000 formado no Estádio Mangueirão, em Belém (PA),  por atletas que disputam os Jogos Escolares da Juventude

Número 1.000. referente aos dias que faltam parao Rio 2016, no Estádio Mangueirão, em Belém (PA), formado por atletas que disputam os Jogos Escolares da Juventude

Todo mundo adora uma efeméride. Se for com data redonda, então, aí é que a festa fica completa. Isto posto, é natural todo o barulho que está sendo feito neste sábado, quando faltam exatos 1.000 dias para a abertura das Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016. Mas, a despeito da bonita foto comemorativa divulgada pelo comitê organizador dos Jogos (só não entendi direito o fato de ter sido feita no Mangueirão, em Belém, e não no Maracanã, por exemplo), o momento atual pede mais trabalho e menos festa.

Como bem lembrado por ótima reportagem do jornal Folha de S. Paulo neste sábado, o orçamento final dos Jogos de 2016 ainda não foi definido! Orçados em R$ 28 bilhões quando a candidatura brasileira venceu a eleição, em 2009, ele ainda não teve seus números definitivos anunciados. Só como comparação, os organizadores das Olimpíadas de Londres 2012 anunciaram o orçamento definitivo (R$ 37 bilhões) em 2007, dois anos antes do tal prazo dos 1.000 dias.

O Rio 2016 precisa ainda no tempo que resta para a abertura oficial acelerar (e muito) obras importantes. O ponto mais delicado nesta operação olímpico é o Complexo de Deodoro, que receberá uma quantidade significativa de m0dalidades, como esgrima, pentatlo moderno, hipismo (saltos, CCE e adestramento), ciclismo BMX e mountain bike, tiro esportivo e canoagem slalom. A licitação das obras nem foi feita ainda e a inauguração será somente no primeiro semestre de 2016.

E no próprio Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, há importantes instalações cujas obras nem saíram do papel, como a arena de handebol (que está em fase de licitação), que deve ficar pronta apenas no segundo semestre de 2015, e o centro aquático (com licitação prevista para ocorrer em 2014), que precisa estar erguido até o primeiro trimestre de 2016.

É muita coisa pra pouco tempo, convenhamos.

Isso tudo só torna as tolas bravatas de Eduardo Paes, ao dizer que o Rio deixará Barcelona 1992 no chinelo, ainda mais patéticas.

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