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Posts com a Tag Londres 2012

quarta-feira, 27 de agosto de 2014 Imprensa, Olimpíadas, Paraolimpíadas | 23:45

Até 5 mil britânicos podem atuar como voluntários em 2016

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Voluntárias auxiliam turista no metrô de Londres, durante os Jogos de 2012

Voluntárias auxiliam turista no metrô de Londres, durante os Jogos de 2012

A notícia foi divulgada pelo site “Inside the Games”, que acompanha o dia a dia do movimento olímpico pelo mundo. Segundo reportagem do portal publicada esta semana, até cinco mil britânicos poderão reforçar o corpo de voluntários para as Olimpíadas e Paraolimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016. As inscrições serão abertas pelo comitê organizador dos Jogos nesta quinta-feira (28), que espera recrutar até 70 mil pessoas para atuar nos dois mega-eventos.

É extremamente comum ver estrangeiros, além dos habitantes do país-sede das Olimpíadas, atuando na área do voluntariado, nas mais diversas funções. Especificamente em duas delas eles acabam sendo fundamentais, atuando ao lado das delegações esportivas nas arenas de competição, e auxiliando no apoio aos jornalistas no Media Center (centro de imprensa escrita e online) e no IBC (onde trabalham os jornalistas das redes de televisão e rádio).

>>> Veja também: Saiba o que você precisa fazer para se tornar voluntário nos Jogos do Rio 2016

O sucesso do trabalho dos voluntários nas Olimpíadas de Londres 2012 e recentemente nos Jogos da Comunidade Britânica (os Commonwealth Games), realizados em Glasgow, na Escócia, servem como argumento que justifica a estimativa otimista. E tem que realmente ter muita vontade de trabalhar apenas para ajudar a fazer a festa olímpica carioca um sucesso, pois não será nada barato. Estima-se que cada britânico que pretender atuar como voluntário gastará, só de passagem, cerca de US$ 4.100 (mais de R$ 9 mil em valores de hoje).

Ainda assim, há quem acredite que um mini-exército britânico invadirá o Rio daqui a dois anos. “O voluntariado em grandes eventos esportivos é um exemplo de como transformar uma forma de trabalho em lazer sério. Para muitas pessoas, poder ficar com o uniforme e a credencial tem um valor inestimável. Não seria surpresa para mim se pelo menos cinco mil britânicos trabalharem nos Jogos de 2016”, diz Simon Shibli, professor da Sheffield Hallam University e que desenvolve estudos sobre voluntariado esportivo.

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quarta-feira, 30 de julho de 2014 Com a palavra, Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas, Paraolimpíadas | 21:01

Baia da Guanabara 2016: primeiras impressões…

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“Já fizemos dois treinos até agora, onde encontramos muitas garrafas e sacos plásticos. Ontem vimos um cachorro morto na água”

A declaração do velejador australiano Matthew Belcher, medalha de ouro na classe 470 nos Jogos Olímpicos de Londres 2012, para a Folha de S. Paulo desta quarta-feira, é sintomática. Uma das estrelas do evento-teste da vela para as Olimpíadas do Rio 2016, que começa na próxima sexta-feira (2) e vai até o dia 9 de agosto, Belcher mostrou, sem meias palavras, o cartão de visitas que os atletas do iatismo mundial terão pela frente não apenas nesta competição, como provavelmente daqui a dois anos.

Iatistas da classe RS:X treinam para o evento-teste na Baia de Guanabara, o primeiro dos Jogos de 2016

Iatistas da classe RS:X treinam para o evento-teste na Baia de Guanabara, o primeiro dos Jogos de 2016

Não se deve encarar com traços de menosprezo, precoceito ou mesmo insulto à soberania nacional as palavras de Belcher. Elas são retrato absoluto da realidade, ironicamente, de um dos mais belos cartões postais da próxima sede dos Jogos Olímpicos. O australiano falou apenas verdades, que por sinal já tinham sido ratificadas anteriormente pelo próprio treinador da equipe brasileira, o bicampeão olímpico (Atlanta 1996 e Atenas 2004) Torben Grael, em entrevista ao site Esporte Essencial, em abril de 2011: “É um pecado nós termos uma água tão suja numa baia tão bonita como essa. Vamos sediar os jogos olímpicos e acho que vai ser um vexame apresentar uma água desse jeito”.

Se há uma coisa que o Brasil já perdeu, independentemente do sucesso na organização dos Jogos de 2016, foi a questão da Baia de Guanabara. Isso é definitivo. Por incompetência dos poderes públicos (em todas as esferas!), perdeu-se a chance de conquistar ao final dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos um dos principais legados para a população do Rio de Janeiro, que seria a despoluição de 80% das águas da sede das competições de vela. Isso constava do plano original da candidatura carioca, em 2009. Se chegar a 15% na época das Olimpíadas, será muito.

>>> VEJA TAMBÉM: Com data provisória, federação de tiro com arco confirma evento-teste no Sambódromo para setembro de 2015

As competições irão acontecer, de uma forma ou outra. Como aliás já aconteceram nos Jogos Pan-Americanos de 2007. O que não diminui o tamanho do vexame. Por isso, um dos principais pontos a serem aproveitados no primeiro evento-teste das Olimpíadas do Rio será testar a funcionabilidade da raia de competição, mesmo com tanto lixo boiando nas proximidades dos atletas. Simplesmente lamentável.

Ao todo, serão 324 atletas de 34 países participando da Regata Internacional do Rio, que abre o calendário oficial de eventos-testes das Olimpíadas. Estarão competindo 23 medalhistas olímpicos, entre eles o próprio australiano Matthew Belcher; a espanhola Marina Alabau, na 49er FX; o holandês Dorian van Rijsselberge, na RS:X; o também australiano Nathan Outteridge, na classe 49er; e o sueco Max Salminen, na Star, classe que não faz parte do programa olímpico de 2016. Entre os brasileiros, destaca-se o bicampeão olímpico (Atlanta 1996 e Atenas 2004) Robert Scheidt, pela Laser.

Tomara que nenhum deles deixe de vencer sua prova por causa das maltratadas águas da Baia de Guanabara.

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quinta-feira, 24 de julho de 2014 Ciência do esporte, Olimpíadas, Seleção brasileira | 19:44

Trabalho psicológico do COB para 2016 precisa ser competente

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Nesta última quarta-feira, o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) chamou os jornalistas para uma entrevista coletiva, onde o tema principal foi falar sobre o planejamento da equipe brasileira que irá competir, na condição de anfitriã, nos Jogos Olímpicos de 2016,  no Rio.

O COB ficou preocupado com o efeito psicológico da Copa do Mundo em alguns jogadores da seleção,como Thiago Silva

O COB ficou preocupado com o efeito psicológico da Copa do Mundo em alguns jogadores da seleção brasileira, como Thiago Silva

Mas não irei, ao menos por enquanto, falar do tema que deu o chamado “lead” (expressão jornalística que define o assunto principal de um texto) da maioria absoluta das reportagens de sites e jornais que acompanhei, a respeito da (ousada, mas não impossível) meta de terminar na 10ª  colocação no quadro final de medalhas, com um total variando entre 27 e 30 pódios. Simplesmente porque é notícia velha, já anunciada pelo próprio COB durante as Olimpíadas de Londres, em 2012. Voltaremos, porém, a tratar disso em breve.

Por enquanto, prefiro me ater a outro assunto, igualmente comentado pelos dirigentes do COB na coletiva desta quarta: o apoio psicológico aos atletas brasileiros antese durante a competição.

Talvez as imagens ainda bastante vivas nas memórias de todos nós, da completa destruição  psicológica dos jogadores da seleção brasileira em várias partidas da última Copa do Mundo, especialmente a crise de choro do capitão da equipe Thiago Silva, antes da disputa de penaltis diante do Chile, tenha ligado o sinal de alerta na cartolagem e responsáveis pela área técnica do COB. Para um país que está a anos-luz de ter uma tradição multiesportiva, qualquer lágrima derramada fora de hora ou crise de ansiedade inesperada pode ser fatal para quem sonha ficar no top 10 do quadro de medalhas.

“Estamos trabalhando essa parte de preparação mental e emocional. Esse trabalho já vem ao longo de alguns anos. Em Londres 2012, trabalhamos com sete psicólogos dentro da equipe. Nesse momento, temos a área de psicologia e a área de coaching trabalhando com os atletas”, assegura Jorge Bichara, gerente geral de performance esportiva do COB, admitindo que os nervos em frangalhos do time de Felipão podem trazer ensinamentos aos atletas olímpicos brasileiros.

“A Copa do Mundo de futebol foi rica em experiências para todos nós. Estamos fazendo um estudo grande sobre como essa influência  aconteceu junto aos atletas, junto aos nosso treinadores, procurando potencializar o que aconteceu de positivo e neutralizar o que aconteceu de negativo”, teoriza Bichara.

De minha parte, só espero que o trabalho psicológico para 2016 seja muito melhor do que o de Londres 2012. Em várias oportunidades, ao conversar com atletas brasileiros eliminados de suas provas há dois anos, o que eu mais escutava eram as frases “senti a pressão”, “faltou preparo psicológico” ou “estava treinado, mas na hora não consegui fazer o combinado com o treinador”.

Pode até parecer desculpa de atleta para justificar a própria impossibilidade de superar alguém que é melhor tecnicamente, mas a verdade é que muitos atletas brasileiros simplesmente sucumbem diante de uma quadro de pressão excessiva. São raros aqueles que conseguem absorver toda aquela situação adversa e competir como se estivesse treinando. Foi o que fez Arthur Zanetti, ouro na ginástica artística, na prova das  argolas, com a tranquildade de um veterano.

E para comprovar que o peso do emocional não atinge somente os inexperientes, recordo aqui as palavras de Ana Luiza Ferrão, do tiro esportivo e com 38 anos em 2012, ao ficar na 38ª e última colocação da prova de pistola 25 metros. “É uma realidade totalmente diferente da qual eu estou acostumada. Aqui estão competindo medalhistas olímpicas, atletas que venceram competições internacionais importantes, isso tudo acaba pesando no final da sua prova”, disse para mim a major do exército.

Imagine cenas semelhantes ocorrendo daqui a dois anos, no Rio, com dezenas de atletas brasileiros que não estão acostumados aos holofotes da mídia, competindo em sua casa e sentindo-se obrigados a ajudar a “bater a meta”do COB e também do governo federal, porque não dizer, pois trata-se do grande caixa forte do esporte olímpico brasileiro nos últimos anos, com leis de incentivo e financiamento de projetos diversos.

Por isso, pense duas vezes antes de classificar como bobagem a história de apoio psicológico no esporte. O assunto é mais sério do que você imagina.

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domingo, 18 de maio de 2014 Imagens Olímpicas, Olimpíadas, Política esportiva | 13:04

Londres 2010 x Rio 2014: semelhanças e diferenças

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Um dos pontos abordados pela polêmica reportagem do diário londrino London Evening Standard no último dia 9, quando trouxe a informação de que o COI (Comitê Olímpico Internacional) estudava levar os Jogos de 2016 de volta a Londres, era a questão dos atrasos em várias obras de arenas esportivas do Rio de Janeiro para receber as Olimpíadas. Negada pelo próprio COI, a reportagem do jornal afirmava que a entidade mostrava temor pelo fato de apenas 10% da infraestrutura dos Jogos do Rio estaria pronta, faltando dois anos para o evento. Como comparação, o London Evenig Standard citava que Londres tinha a marca de 60% de obras finalizadas no mesmo período anterior às Olimpíadas de 2012.

Duas fotos abaixo retratam bem o momento do estágio de obras em Londres, em 2010, e no Rio, em 2014. É claro que apenas duas fotos não servem como parâmetro total de comparação – vale lembrar que a infraestrutura de transporte londrina ganha de goleada da que existe no Rio, e isso não é mostrado nas fotos. Da mesma forma, não é exibido o maior gargalo das Olimpíadas de 2016, o Complexo de Deodoro, que receberá nove modalidades e com licitações em andamento, mas cujas obras só deverão começar até o final do ano. Não foi à toa, portanto, a reclamação dos presidentes de federações internacionais e que motivaram uma espécie de intervenção do COI no comitê do Rio 2016.

De qualquer forma, a título de curiosidade, vale o registro: como estava o Parque Olímpico de Londres em 2010 e como está o Parque Olímpico do Rio de Janeiro, em 2014? Veja e tire suas conclusões.

Parque Olímpico de Londres – julho de 2010

 

Parte do Parque Olímpico de Londres, ainda em obras, há exatos dois anos antes das Olimpíadas

Parte do Parque Olímpico de Londres, ainda em obras, há exatos dois anos antes das Olimpíadas

Parque Olímpico do Rio de Janeiro – maio de 2014

 

Visão aéra do Parque Olímpico do Rio, em Jacarepaguá, feita em maio

Visão aéra do Parque Olímpico do Rio, em Jacarepaguá, em maio deste ano. Há muito o que fazer

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sábado, 10 de maio de 2014 Imprensa, Olimpíadas, Política esportiva | 16:47

Só medo de um vexame histórico impede COI de pensar em Plano B ou C para o Rio 2016

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Canteiro de obras do Parque Olímpico da Barra da Tijuca, em Jacarepagua: COI resolveu por a mão na massa de vez

Canteiro de obras do Parque Olímpico da Barra da Tijuca, em Jacarepaguá

Como tem se tornado rotina, a última sexta-feira (9) acabou marcada por mais uma notícia negativa a respeito dos Jogos Olímpicos de 2016, que ocorrerão no Rio de Janeiro. E a cacetada veio da imprensa inglesa, com a publicação de uma reportagem do jornal London Evening Standard mostrando que um dirigente do COI (Comitê Olímpico Internacional) teria feito contatos com representantes ligados ao governo de Londres para saber se a cidade teria condições de receber as Olimpíadas de 2016, por causa do grande atraso nas obras das principais arenas e instalações cariocas.

Na mesma reportagem, o tal dirigente do COI teria dito ao London Evening Standard que em Atenas 2004, a infraestrutura pronta a dois anos do evento alcançava a marca de 40%, contra 60% de Londres no mesmo período, antes dos Jogos de 2012. O Rio de Janeiro, de acordo com o jornal, está com somente 10% de sua infraestrutura do evento construída. Obviamente, a notícia foi desqualificada ontem mesmo pelo comitê do Rio 2016, que disse não comentar “uma obra de ficção”. O próprio COI tratou também de desmentir a informação, ao dizer à agência Reuters que “não há um pingo de verdade nisso”.

Particularmente, a menos que ocorra um desastre natural sem proporções na história deste país, ou que os próprios governantes brasileiros decidam abrir mão, não vejo como os Jogos de 2016 saiam do Rio de Janeiro, apesar de todos os atrasos que ocorreram até agora. Primeiro, pela questão do dano de imagem que isso traria, não apenas ao Brasil, mas ao próprio COI, é bom ficar claro. Pois caberia à entidade ficar com o ônus de ter escolhido como sede uma cidade sem competência para organizar um evento da magnitude como são as Olimpíadas.

Há ainda a questão política, essa sim de grande importância neste jogo de interesses. Após a intervenção declarada que o COI fez no Rio 2016 em abril, tem sido corriqueiro ataques e críticas de entidades internacionais e dirigentes à organização das próximas Olimpíadas, como os feitos por um vice-presidente do Comitê Olímpico, John Coates, que precisou se retratar depois. Como bem me disse ontem um jornalista amigo que mora em Londres, estratégia semelhante feita pela imprensa inglesa durante os preparativos para a Copa do Mundo deste ano.

Outro ponto que deixa a história do London Evening Standard – um jornal de distribuição gratuíta nos metrôs londrinos, com tiragem de dois milhões de exemplares – improvável é a questão logística. Boa parte das instalações de Londres 2012 era provisória, como os ginásios de handebol e basquete, além das arquibancadas móveis do parque aquático. Tudo isso não existe mais. O estádio olímpico está em obras, terá sua capacidade reduzida de 80 mil para 55 mil pessoas e passará a ser usado West Ham, além de abrigar o centro de treinamento da federação inglesa de atletismo. A própria Vila Olímpica já começou a ter seus apartamentos ocupados por moradores e o Parque Olímpico foi aberto à utilização pública.

Mas segundo afirmou uma outra jornalista amiga minha, que também reside em Londres, o diário britâncio não tem fama de inventar histórias e a manchete pode ter vindo com dois anos de atraso. Em 2012, segundo ela, a possibilidade de se manter os Jogos de 2016 em Londres, por causa da inoperância brasileira, era comentada com certa naturalidade entre alguns dirigentes locais.

Para aumentar a pressão sobre o Rio 2016, eis que surge no horizonte um “Plano C”. O  advogado paulista Alberto Murray, que foi membro da Assembleia do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) e é opositor declarado à gestão de Carlos Arthur Nuzman na entidade, publicou em seu blog que a China ofereceu-se ao COI para receber os Jogos, caso o Rio não tenha condições de cumprir as obrigações. Clique aqui para ver o post de Murray.

Com muitas fontes no Comitê Olímpico, por conta da convivência que teve com alguns integrantes no período em que seu avô, Sylvio de Magalhães Padilha, foi presidente do COB, Murray ouviu de seu interlocutor que a China teria condições, mesmo com apenas dois anos, de se preparar para o evento, graças ao dinheiro e à extrama disciplina existentes no país. Outro detalhe importante: a cidade de Nanjing receberá os Jogos Olímpicos da Juventude, em agosto deste ano, podendo usar parte desta infraestrutura para receber os Jogos de 2016.

Notícias furadas ou reclamações de cartolas à parte, o fato é que a pressão sobre as Olimpíadas do Rio está cada vez maior. Aos organizadores, a única alternativa é correr contra o relógio para deioxar tudo pronto a tempo, antes que alguém queira colocar os tais “Plano B” ou “C” em ação.

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quinta-feira, 24 de abril de 2014 Ídolos | 14:34

O mito Phelps está de volta. Isso é bom ou ruim?

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Michael Phelps comemora uma das medalhas de ouro obtidas nas Olimpíadas de Londres

Michael Phelps comemora uma das medalhas de ouro obtidas nas Olimpíadas de Londres

Menos de dois anos após ter decidido abandonar as piscinas, o americano Michael Phelps, um dos gênios do esporte mundial, retornou à natação nesta quinta-feira, competindo no Grand Prix de Mesa, no Arizona. O maior ganhador de medalhas olímpicas na história dos Jogos – foram 22, sendo 18 de ouro, divididas entre Atenas 2004, Pequim 2008 e Londres 2012 – nadou as eliminatórias dos 100 m borboleta e fez o melhor tempo da série, com 52s86, mais de três segundos acima do recorde mundial, que por acaso é dele mesmo.

Esta decisão de Phelps em dar um bico na aposentadoria é excelente para o torcedor brasileiro, que pode sonhar com a chance de ver o americano de perto daqui a dois anos, no Rio de Janeiro, durante as Olimpíadas de 2016, tentando ampliar seus recordes. Mas terá sido esta uma boa decisão para o próprio Phelps?

A tomar pelo exemplo das duas últimas grandes estrelas da natação que também tentaram retomar o caminho das glórias esportivas após um período de inatividade, pode ter sido uma fria. Tanto o americano Mark Spitz, estrela nos Jogos Olímpicos de Munique 1972, quanto o australiano Ian Thorpe, que foi “o cara” das Olimpíadas de Sydney 2000, fracassaram.

É verdade que a questão do tempo pesa a favor de Phelps nesta sessão nostalgia. Spitz tentou se classificar para as Olimpíadas de Barcelona 1992, ou seja, 20 anos depois de se aposentar. Thorpe fracassou na seletiva para os Jogos de Londres, 12 anos após ter brilhado na Austrália. O americano tem menos de dois anos longe das competições. O efeito certamente terá sido menos penoso.

A volta de Michael Phelps já deixou as estrelas da natação brasileira animados, como Cesar Cielo e Thiago Pereira, que projetam possíveis duelos com ele em 2016, pois o americano planeja nadar distâncias mais curtas e até mesmo provas de velocidade, especialidade de Cielo. Que a volta às piscinas não abale parte da vitoriosa imagem que Phelps construiu nos últimos dez anos.

 

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quarta-feira, 16 de abril de 2014 Isso é Brasil, Olimpíadas, Paraolimpíadas, Política esportiva | 18:41

Jogos de 2016 já estão R$ 5,4 bi mais caros que Londres 2012

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Imagem do projeto final do Parque Olímpico da Barra da Tijuca

Imagem do projeto final do Parque Olímpico da Barra da Tijuca para as Olimpíadas de 2016

Demorou, mas saiu! Depois de um atraso absurdo, que acabou culminando em uma intervenção do COI (Comitê Olímpico Internacional) na própria organização dos Jogos Olímpicos de 2016, finalmente nesta quarta-feira foram divulgados os custos totais das Olimpíadas do Rio de Janeiro. E a conta ficará salgada. Os governos Municipal, Estadual e Federal anunciaram o Plano de Políticas Públicas – Legado dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos do Rio 2016, que contém 27 projetos, dos quais 24 custarão R$ 24,1 bilhões.

Somado aos valores já anunciados no início do ano de R$ 7 bilhões, por parte do comitê organizador Rio 2016, e mais R$ 5,6 bilhões provenientes da Matriz de Responsabilidades, com obras ligadas diretamente ao evento, como a construção do Parque Olímpico, por exemplo, o custo total dos das Olimpíadas do Rio de Janeiro está em R$ 36,7 bilhões, por enquanto – o orçamento na construção das arenas olímpicas ainda pode mudar, especialmente no Complexo de Deodoro, cuja licitação ainda não saiu.

Só a título de comparação, vale citar aqui o custo total dos Jogos Olímpicos de Londres 2012: R$ 31,3 bilhões. São R$ 5,4 bilhões a menos do que o que será gasto no Brasil.

>>> E mais: COI fará um plano de ação para salvar o Rio 2016

É claro que os políticos e dirigentes responsáveis pela organização dos Jogos poderão argumentar que a maior parte do custo diz respeito à obras que não têm ligação direta com as Olimpíadas e que poderiam ser feita a qualquer momento. O sistema de transporte público de Londres, um dos mais amplos do mundo, consumiu muito menos dinheiro do que o Rio está gastando para facilitar o acesso do público às instalações olímpicas, por exemplo. Isso é indiscutível.

Mas vale lembrar ainda que o custo apresentado no dossiê de candidatura brasileira, em 2009, era de R$28,8 bilhões, cerca de 28% a menos

Custos divulgados, os dirigentes brasileiros precisam agora é arregaçar as mangas e tentar descontar o atraso vergonhoso na finalização das obras olímpicas. Chegou o momento de falar menos e trabalhar mais.

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quinta-feira, 13 de março de 2014 Imprensa, Isso é Brasil, Listas, Olimpíadas, Política esportiva | 14:45

Relembre outros vexames do Brasil a caminho do Rio 2016

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Os pagamentos de comissões a empresas ligadas a diretores da CBV (Confederação Brasileira de Vôlei), por intermediar contratos de patrocínio do Banco do Brasil, revelados em ótima série de reportagens do jornalista Lúcio de Castro, da ESPN Brasil, abalou não só o vôlei como o próprio universo olímpico brasileiro. O superintendente do COB (Comitê Olímpico Brasileiro), Marcus Vinícius Freire, disse à Folha de S. Paulo temer que o escândalo abale o desempenho da modalidade na preparação para as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. Nesta quinta-feira, o próprio presidente do COB, Carlos Nuzman, deu entrevista na qual declarou estar “preocupado com a situação da CBV“.

Mas para quem tem boa memória – e se há uma qualidade que modestamente reconheço ter é justamente essa – a bomba que caiu no colo do vôlei é só mais um dos vários vexames protagonizados por organizadores, políticos e cartolas de confederações, entre outros, na preparação do Brasil para a primeira edição dos Jogos Olímpicos na América do Sul. Relembre abaixo outros dez casos emblemáticos:

1) Roubo de dados secretos de Londres 2012 por integrantes do Rio 2016

Sebastian Coe discursa em seminário no Rio e minimiza caso de espionagem

Sebastian Coe discursa em seminário no Rio e minimiza caso de espionagem

Em setembro de 2012, um mês depois do encerramento das Olimpíadas de Londres, dirigentes britânicos divulgaram que integrantes do comitê do Rio 2016, que trabalhavam em conjunto para conhecer o funcionamento da organização dos Jogos, fizeram sem autorização cópias de documentos secretos. O fato culminou com a demissão de dez funcionários do órgão brasileiro.  Em novembro, durante um seminário no Rio, o ex-presidente do comitê de Londres, Sebastian Coe, mininizou o ocorrido. “Não demos muita importância ao tema

2) Descredenciamento do Ladetec

O Brasil tinha um único laboratório credenciado pela Wada (Agência Mundial Antidoping), o Ladetec, no Rio de Janeiro. Só que desde agosto do ano passado não tem mais. Por causa de inúmeros erros em procedimentos e resultados controversos, a Wada retirou as credenciais do Ladetec. Foi uma esculhambação sem proporções para o país, que criou até uma agência própria para ampliar o combate ao doping no país. A Wada diz esperar recredenciar o Ladetec novamente até o segundo semestre de 2015.

3) Demolição do Célio de Barros e do Júlio Delamare

O que restou do Célio de Barros, antes de ser poupado da destuição total pelo governador Sergio Cabral

O que restou do Célio de Barros, antes de ser poupado da destruição total

Um dos maiores crimes cometidos ao esporte olímpico brasileiro foi protagonizado pela prefeitura e governo do estado do Rio de Janeiro, quando por conta do acordo com o consórcio que administra o estádio do Maracanã, decidiu-se pela demolição do Estádio Célio de Barros (atletismo) e do Parque Aquático Júlio Delamare. Além de receberem competições nacionais, os dois equipamentos também atendiam à população da cidade e poderiam perfeitamente ser utilizados nas Olimpíadas de 2016, até para treinamento das equipes. E foi por enorme pressão popular, com direito a uma carta do campeão olímpico Joaquim Cruz, tanto o governador Sérgio Cabral quanto o prefeito Eduardo Paes recuaram e decidiram não derrubar definitivamente os dois estádios. O problema é que o Célio de Barros encontra-se sem condições de uso e não se sabe quando isso irá ocorrer.

4)  Atraso para a licitação do Complexo de Deodoro

Um dos pontos mais complicados na organização dos Jogos de 2016 tem sido o Complexo de Deodoro, que receberá uma quantidade considerável de modalidades olímpicas (esgrima, pentatlo moderno, hipismo, ciclismo BMX, ciclismo mountain bike, tiro esportivo e canoagem slalom). Eis que até agora não foi feita a licitação para as obras do local, o que motivou um relatório preocupante do TCU (Tribunal de Contas da União) e a expectativa é que as obras comecem obrigatoriamente este ano. O próprio Eduardo Paes admite que o complexo será entregue apenas em 2016.

5) As “broncas” do COI e os relatórios sigilosos

Outro mico que os organizadores de 2016 tiveram que enfrentar foi o vazamento de um relatório sigiloso feito pelo COI, após uma reportagem do jornal “O Estado de S. Paulo”, mostrando que a entidade estava extremamente preocupada em razão de atrasos nas obras das arenas, problemas na infraestrutura de transporte da cidade, déficit no número de quartos de hotel, falta de recursos de patrocinadores, entre vários pontos abordados. Ao iG, o COI não desmentiu a existência do documento, mas negou que houvesse alguma preocupação exagerada com os Jogos. Mas o novo presidente da entidade, Thomas Bach, já declarou: “O Rio de Janeiro não term mais tempo a perder”

6) Demora para o início de construção de diversas arenas

Além do já citado problema em Deodoro, também preocupa a situação das obras em estádios no Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, como a arena de handebol, que deverá ficar pronta apenas no segundo semestre de 2015, o novo centro aquático, que ainda não foi licitado e precisa estar pronto até o primeiro trimestre de 2016, e o novo velódromo, cujas obras começaram apenas neste ano.

7) Irregularidades em obras apontadas pelo TCU

Projeto final do Ladetec, laboratório que fará os exames antidoping nas Olimpíadas 2016

Projeto do Ladetec, laboratório que fará o antidoping nas Olimpíadas 2016

Em julho de 2013, o TCU publicou dois comunicados expressando extrema preocupação com a organização das Olimpíadas do Rio. Primeiro, detectando irregularidades irregularidades no orçamento e contrato das obras na reforma do Ladetec, que fará os exames antidoping durante os Jogos. A análise do TCU mostrou “quantitativos subestimados na planilha orçamentária em comparação com o projeto executivo, além de execução da obra em dois turnos ao invés de três, como previsto em contrato”. A outra reclamação era referente aos atrasos em Deodoro (mais uma vez!)

8) O velódromo de R$ 14 milhões que foi demolido

Um dos maiores exemplos de falta de planejamento e desorganização (para ficar apenas nisso) foi o caso do velódromo de R$ 14 milhões construído para os Jogos Pan-Americanos de 2007.  Erguido com madeira siberiana, tratada na Holanda, o equipamento teve sua “morte” decretada por diversos motivos, entre eles capacidade de público abaixo da exigida, quantidade inferior de boxes e vestiários e, o mais grave de tudo, inclinação inadequada da pista. Especialistas em arenas esportivas, porém, declaram em várias reportagens que seria possível adequar o velódromo às exigências. O novo tem orçamento previsto de R$ 118,8 milhões.

9) O campeão olímpico que não tinha condição decente para treinar

Único brasileiro campeão olímpico e mundial de ginástica artística, Arthur Zanetti fez parte de sua preparação para as duas competições em um ginásio indecente, para dizer o mínimo. Depois de falar até em deixar a seleção brasileira e se naturalizar por outro país, caso as condições de preparação não melhorassem, Zanetti foi recebido no Ministério do Esporte e teve a promessa de que a situação iria melhorar, inclusive a respeito da falta de estrutura na CBG (Confederação Brasileira de Ginástica)

10) A falta de solução para a Baia da Guanabara e Lagoa Rodrigo de Freitas

Peixes mortos atrapalharam seletiva de remo na Lagoa Rodrigo de Freitas

Peixes mortos atrapalharam seletiva de remo na Lagoa Rodrigo de Freitas

O campeão olímpico de vela  Torben Grael já cansou de declarar sobre sua preocupação com a situação da Baia da Guanabara, que será palco das provas da modalidade em 2016. Para Gral, o risco de um vexame é enorme. Recentemente, em uma etapa do Campeonato Brasileiro, a filha dele, Martine Grael, encontrou uma televisão boiando na água. Já na Lagoa Rodrigo de Freitas, futura sede das competições de remo, não é muito diferente. Em março de 2013, durante uma seletiva da seleção brasileira, milhares de peixes mortos ficaram próximos à área de competição, causando problemas para os competidores, entre eles a remadora Fabiana Beltrame, campeã mundial de 2011.

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sexta-feira, 7 de março de 2014 Ídolos, Imprensa, Jogos Sul-Americanos | 18:45

Thiago Pereira critica ausência das tevês do Brasil nos Jogos Sul-Americanos. Este é o país olímpico mesmo?

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Thiago Pereira criticou a ausência das tevês brasileiras nos Jogos Sul-Americanos

Thiago Pereira criticou a ausência das tevês brasileiras nos Jogos Sul-Americanos

Atualizado

O nadador brasileiro Thiago Pereira acertou em cheio naqueles pachecos que gostam de bater no peito e dizer que o Brasil está no caminho para se tornar um país olímpico, apenas por causa de algumas medalhas ou títulos esporádicos. O país pode até virar uma potência olímpica, mas isso ainda vai demorar alguns bons anos para acontecer. A começar, pela própria postura da maioria absoluta dos meios de comunicação brasileiros, que ainda vivem na era da monocultura esportiva (leia-se, futebol) e só se lembram dos esportes olímpicos a cada dois anos (leia-se Pan-Americanos e Olimpíadas).

Em seu site oficial, Thiago criticou o fato de nenhum canal de tevê ter mostrado interesse em transmitir os Jogos Sul-Americanos, que começaram nesta sexta-feira, em Santiago (CHI). Em especial, o nadador – vice-presidente da Comissão de Atletas do FINA (Federação Internacional de Natação) e integrante da Comissão de Atletas do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) – reclamou do fato da TV Record, que detém os direitos de transmissão do evento, não ter colocado os Jogos em sua grade de programação.

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Leia abaixo o texto de Thiago Pereira:

“Está cada vez mais difícil ser um atleta olímpico no Brasil. Sem visibilidade não temos retorno dos patrocinadores, algo que é inadmissível faltando dois anos e meio para uma Olimpíada em nossa casa. Nós precisamos ficar em evidência e o Sul-Americano é muito importante. Concordo que somos o País do futebol, é uma questão cultural, mas há espaço. Vejo tudo isso como uma falta de respeito aos atletas brasileiros”.

 “A Record diz que é a emissora do esporte olímpico brasileiro. Gostaria de saber o real motivo de não transmitirem as nossas provas, não só da natação, mas de todas as modalidades”.

Thiago Pereira, que foi medalha de prata nas Olimpíadas de Londres 2012, nos 400 m medley, além de dois bronzes no Mundial de Barcelona (200 e 400 m medley) cairá na piscina em Santiago neste sábado, na prova dos 100 m costa.

Procurada pelo blog a respeito do texto divulgado no site de Thiago Pereira, a TV Record, através de sua assessoria, disse que não iria se manifestar sobre o assunto.

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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014 Isso é Brasil, Seleção brasileira | 22:32

Erros acumulados de 25 anos explicam a crise do basquete

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Carlos Nunes deverá anunciar mudanças na CBB nesta quarta

Nunes deverá anunciar mudanças na CBB nesta quarta

Acuada pelas duras cobranças  da Fiba (Federação Internacional de Basquete) e Ministério do Esporte, atolada em dívidas e sem perspectivas a curto prazo, a CBB (Confederação Brasileira de Basquete) não teve outra alternativa a não ser capitular. Conforme relatou ao iG o secretário de alto rendimento do Ministério do Esporte, Ricardo Leyser, nesta quarta-feira o presidente da entidade que comanda o basquete brasileiro, Carlos Nunes, deverá anunciar profundas mudanças na gestão da modalidade. Um profissional de mercado para atuar na administração da CBB será apenas uma das novidades prometidas.

Porém, quem acompanhou o basquete brasileiro com um pouco mais de atenção nos últimos 25 anos, não deve ficar nada surpreso com tudo o que está acontecendo.

Em pouco mais de duas décadas, o que mais se viu foram gestões atrapalhadas na CBB, desde o períoodo em que Renato Brito Cunha foi o presidente, entre 1989 e 97, passando pelos 13 anos de mandato de Gerasime Boziks, o Grego, até desembocar no complicado período de Carlos Nunes, que está no poder desde 2009. Com raras exceções, marcadas por conquistas importantes e históricas – o título mundial de 1994, a medalha de prata em Atlanta 1996 da seleção feminina, além do bom quinto lugar da seleção masculina em Londres 2012 -, o basquete brasileiro vem sendo sinônimo de incompetência gerencial, dentro e fora das quadras.

Ou alguém já se esqueceu que a seleção masculina ficou 15 anos sem conseguir uma classificação olímpica? Ou sobre as inúmeras deserções em convocações no masculino, independentemente do técnico no comando? E a recusa de um jogador mediano, como o armador Nezinho, em entrar em quadra em pleno Pré-Olímpico de 2007, deixando o técnico Lula com cara de bobo? E ainda a recusa de uma jogadora talentosa, porém extremamente individualista como Iziane em voltar à quadra no Pré-Olímpico de 2008, peitando Paulo Bassul? E a máquina de moer técnicos na seleção que ocorreu na passagem de Hortência como diretora do basquete feminino?

Isso para falar apenas de ALGUNS dos problemas de quadra. Porque fora delas  vimos patrocinadores (de clubes e da seleção brasileira) fugirem para outras modalidades (vôlei e atletismo), dívidas se acumularem ao longo de anos e mesmo com uma quantidade de recursos públicos como nunca se viu, a CBB chegou a uma situação em que mal consegue se manter ativa. A Fiba deu o sinal de alerta – com um certo atraso, diga-se de passagem – no útimo final de semana, tendo o Ministério do Esporte como parceiro nas reclamações. O resultado disso foi o constrangedor encontro desta terça-feira, no qual até mesmo o ministro Aldo Rebelo participou.

Se quiser manter as chances de cumprir uma bela campanha e – porque não? – sonhar em subir ao pódio daqui a pouco mais de dois anos, nas Olimpíadas do Rio, é bom que Carlos Nunes tenha compreendido perfeitamente o que lhe foi passado em Brasília nesta terça-feira. Ou coloca sua entidade nos eixos ou entrará para a história da mesma forma que seus antecessores, como um dos responsáveis em manchar a história rica e vencedora do basquete brasileiro.

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