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Posts com a Tag Futebol

segunda-feira, 21 de março de 2011 Imprensa, Olimpíadas | 10:27

Jornal americano prevê cinco ouros para o Brasil em 2012

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Americano adora fazer uma prévia olímpica. A cada quatro anos, vende como água no deserto uma edição especial da conceituada revista esportiva “Sports Illustrated”, que traz uma previsão dos Jogos Olímpicos prestes a acontecer. Comparado com o que rola nas Olimpíadas de fato, o resultado é bastante razoável, com exceção de um ou outro erro mais bizarro.

Agora, foi a vez da versão online do jornal “USA Today” dar uma de Mãe Dinah. Quando faltam menos de  500 dias para o início das Olimpíadas de Londres, a publicação começou a soltar uma prévia mensal daquele que imagina que será o quadro final de medalhas da competição. Nele, além de mostrar que os EUA superarão a China por pouco na primeira colocação, mostra que o Brasil ganhará cinco ouros nos Jogos britânicos. Confira abaixo:

O número de medalhas de ouro, idênticos à campanha de Atenas-04, mostram algumas apostas bem possíveis, como as vitórias de uma dupla do vôlei de praia feminino; das seleções masculina e feminina de vôlei de quadra; e o triunfo de César Cielo nos 50m livre. A única previsão meio maluca feita pelo “USA Today” é Fabiana Murer superar a russa Ielena Isinbayeva e ficar com o ouro no salto com vara. Diante da qualidade da russa, nem o mais pacheco dos brasileiros irá ousar sonhar com este feito.

As demais previsões dos americanos em relação ao Brasil são bem conservadoras. O jornal acredita que o país terá um total de 15 medalhas. Serão cinco de prata, sendo duas no futebol (masculino e feminino); uma dupla no vôlei de praia feminino;  Leandro Guilheiro, no judô; e César Cielo, nos 100m livre. Virão ainda, de acordo com o “USA Today”, mais cinco medalhas de bronze, com uma dupla no vôlei de praia masculino; Luciano Correa e Thiago Camilo, no judô; uma dupla da classe Star, na vela; e com Thiago Pereira, nos 200m medley.

Vale esperar a próxima avaliação dos americanos e ver o que irá mudar em relação à esta primeira lista. E você, tem alguma aposta também? Manda aí pra gente ver.

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sexta-feira, 11 de março de 2011 Almanaque, Imprensa, Olimpíadas | 23:00

O Yoyogi venceu o terremoto

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Casas em chamas após o tsunami, na cidade de Natori, na província de Miyagi

Ninguém que tenha um mínimo de sensibilidade pode ter ficado alheio ao terrível terremoto, seguido de um tsunami, que abalou o Japão nesta sexta-feira, destruindo diversas cidades e matando centenas de pessoas. As imagens das ondas avançando sobre o território japonês impressionam, mesmo que você já as tenha visto duas, três vezes. Uma tragédia que certamente será difícil de esquecer nos próximos anos.

Eis que no meio desta tarde me veio à mente um pensamento que, à primeira vista pode parecer mesquinho diante da dimensão do desastre, mas que tem tudo a ver com este blog. “O que será que aconteceu com o Yoyogi?”, imaginava, tentando descobrir pela internet os efeitos do terremoto no Yoyogi National Gimnasium, um belíssimo ginásio construído para as Olimpíadas de Tóquio, em 1964, e que até hoje recebe as principais competições internacionais no país. No ano passado, por exemplo, recebeu a decisão do Mundial feminino de vôlei, quando o Brasil perdeu para a Rússia.

O Yoyogi National Gimnasium foi construído para as Olimpíadas de 64, em Tóquio

Conheci o Yoyogi quando estive em Tóquio, em 1997, como enviado especial do “Lance!”, para cobrir a Copa dos Campeões de vôlei e a disputa do Mundial de clubes entre Cruzeiro e Borussia Dotmund. Ao chegar ao Yoyogi Park, onde o ginásio está localizado, fiquei impressionado com sua estrutura e beleza. Mesmo sendo uma arena com mais de 40 anos de idade, é extremamente confortável para as mais de 13.200 pessoas que pode receber.

Além do design arrojado para a época, o Yoyogi ainda estava à frente de seu tempo no quesito de arena multiuso: debaixo da quadra de vôlei, estava a piscina olímpica para as provas de natação e de saltos ornamentais. Foi nesta mesma quadra que o Japão teve a honra de vencer o primeiro torneio olímpico da história, ao derrotar a poderosa URSS na decisão do ouro.

Ah, você quer saber o que aconteceu com o velho Yoyogi? Felizmente, mesmo quarentão, ele resistiu bem aos fortes tremores desta sexta-feira e já se programa para receber o Mundial de patinação no gelo, a partir do próximo dia 20. O show deve continuar, é o que dizem.

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quinta-feira, 10 de março de 2011 Olimpíadas | 10:12

Tem basquete na Grã-Bretanha, Arnaldo?

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A falta de tradição no basquete pode tirar a equipe da Grã-Bretanha dos Jogos

Bom, não me consta que o ex-árbitro de futebol Arnaldo César Coelho – lembrado no título deste post graças às inúmeras referências a ele feitas pelo personagem @oclebermachado no Twitter – seja um fã de basquete.  Na verdade, pelo que eu sei, o Arnaldo gosta mesmo é de vôlei de praia. Lembro dele assistindo pela TV e torcendo pra valer pelas duplas brasileiras durante os Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996, na sala de imprensa montada pelo patrocinador da seleção brasileira de futebol, em um hotel de luxo de Miami.

Mas depois de seis linhas de puras divagações, você deve estar se perguntando onde é que o basquete e a Grã-Bretanha entram em tudo isso.  É fácil explicar:  o país que organiza uma competição poliesportiva – Olimpíadas ou Jogos Pan-Americanos – tem vaga assegurada em todas as modalidades, individuais e coletivas. E se há uma coisa que a Grã-Bretanha não tem tradição alguma é no basquete. Pois neste domingo, o comitê central da Fiba (Federação Internacional de Basquete) decidirá, durante o congresso da entidade, em Lyon, se os britânicos terão ou não direito à vaga automática nos Jogos de Londres, em 2012.

Oficialmente, os dirigentes da Fiba fazem declarações politicamente corretas, elogiando o esforço dos britânicos – vale lembrar que Inglaterra, Escócia, Irlanda do Norte e País de Gales competem de forma unificada nos Jogos Olímpicos – e sua evolução no basquete europeu. Mas não seria uma surpresa se os cartolas decidirem que a Grã-Bretanha ainda não fez o suficiente no basquete mundial para garantir a vaga por antecipação, obrigando-a a disputar o qualificatório europeu.

O grande problema desta decisão “técnica” é que em quadra os britânicos teriam chances remotas de garantir classificação para as Olimpíadas organizadas por eles mesmos. E assim cria-se um impasse bem difícil de resolver. Já pensou não contar com o time da casa em uma competição badalada como o basquete?

Péssimo retrospecto

Enquanto os  dirigentes da Fiba vivem um belo dilema, que será solucionado em poucos dias, vale relembrar a única vez em que a Grã-Bretanha participou com sua equipe de basquete de uma edição de Jogos Olímpicos. Foi em 1948, quando a competição também teve Londres como sede. Não havia ainda o torneio feminino no programa olímpico e desta forma o vexame ficou restrito somente ao time masculino. Ao todo, os britânicos disputaram oito partidas, com o “incrível” retrospecto de uma vitória e sete derrotas, terminando a competição em 20º lugar.

O único triunfo ocorreu no “clássico” contra a Irlanda, derrotada no torneio consolação por 46 a 21.  Como curiosidade, vale lembrar ainda que o Brasil enfrentou a Grã-Bretanha na primeira fase e atropelou os donos da casa: 76 a 11.

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sexta-feira, 4 de março de 2011 Olimpíadas | 11:06

Confira os preços dos ingressos para Londres-12

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Para quem pretende assistir ao vivo os Jogos Olímpicos de Londres, no ano que vem, é bom começar a guardar o dinheiro no banco. Os preços dos ingressos colocados à venda estão longe de serem considerados “populares”, especialmente nas provas decisivas e onde haverá disputa de medalha.

Os organizadores estabeleceram como “padrão” cobrar cerca de R$ 53 como valor para todos os bilhetes mais baratos. Muitos destes, contudo, são localizados nos piores locais das arenas olímpicas e em alguns casos, válidos para provas de fases classificatórias.

Já nos eventos nobres, a coisa pega. A começar pela cerimônia de abertura dos Jogos, normalmente o evento mais caro em todas as Olimpíadas. Embora seja possível comprar o ingresso mais barato por cerca de R$ 54 (e que deverão se esgotar rapidamente), os ingressos mais caros chegarão a custar mais de R$ 5 mil.

Nas competições, a coisa não muda muito. Nas provas badaladas, como a final dos 100m rasos – e que teoricamente deverá contar com a presença do recordista mundial Usain Bolt -, o ingresso mais caro custará mais de R$ 1.900. Na final dos 50m livre da natação, onde todos os brasileiros esperam ver Cesar Cielo brigando pelo bicampeonato olímpico, o ingresso mais caro passará dos R$ 1.200.

Já a final do futebol olímpico, em seu torneio masculino, está longe de ter o ingresso mais caro da programação olímpica em Londres: custará R$ 496.

Confira abaixo a tabela de preços dos ingressos (em valores de hoje) para as Olimpíadas de Londres-12:

Evento Valores (mais barato e mais caro)
Atletismo R$ 53,72 a R$ 1.946,91 (final dos 100m rasos)
Badminton R$ 53,72 a R$ 402,90 (disputa de medalha)
Basquete R$ 53,72 a R$ 1.141,55 (final do torneio masculino)
Boxe R$ 53,72 a R$ 1.060,97 (final dos pesos pesados)
Canoagem slalom R$ 53,72 a R$ 402,90 (disputa de medalha)
Canoagem velocidade R$ 53,72 a R$ 255,17 (disputa de medalha)
Cerimônia de Abertura R$ 54,04 a R$ 5.404,23
Cerimônia de Encerramento R$ 54,04 a R$ 4029,00
Ciclismo BMX R$ 53,72 a R$ 335,75 (disputa de medalha)
Ciclismo Estrada R$ 53,72 a R$ 161,16 (prova única)
Ciclismo Mountain Bike R$ 53,72 a R$ 120,87 (prova única)
Ciclismo Pista R$ 53,72 a R$ 872,95 (disputa de medalhas)
Esgrima R$ 52,72 a R$ 255,17 (disputa de medalha)
Futebol R$ 53,72 a R$ 496,91 (final do torneio masculino)
Ginástica Artística R$ 53,72 a R$ 1.208,70 (finais por aparelho)
Ginástica de Trampolim R$ 53,72 a R$ 496,91 (prova única)
Ginástica Rítmica R$ 53,72 a R$ 470,05 (finais individuais e por equipe)
Handebol R$ 53,72 a R$ 335,75 (finais masculina e feminina)
Hipismo Adestramento R$ 53,72 a R$ 738,65 (final individual)
Hipismo CCE R$ 53,72 a R$ 402,90 (final individual e por equipe)
Hipismo Saltos R$ 53,72 a R$ 738,65 (final individual)
Hóquei na Grama R$ 53,72 a R$ 402,90 (finais masculina e feminina)
Iatismo R$ 53,72 a R$ 147,73 (disputa de medalha)
Judô R$ 53,72 a R$ 335,75 (disputa de medalha)
Levantamento de Peso R$ 53,72 a R$ 470,05 (disputa de medalha)
Luta Greco-Romana R$ 53,72 a R$ 255,17 (disputa de medalha)
Luta Livre R$ 53,72 a R$ 255,17 (disputa de medalha)
Maratona Aquática R$ 53,72 a R$ 161,16 (prova única)
Nado sincronizado R$ 53,72 a R$ 473,00 (final do dueto)
Natação R$ 53,72 a R$ 1.208,70 (final dos 50m livre)
Pentatlo Moderno R$ 53,72 a R$ 201,45 (disputa de medalha)
Pólo Aquático R$ 53,72 a R$ 496,91 (final do torneio masculino)
Remo R$ 53,72 a 402,90 (disputa de medalha)
Saltos ornamentais R$ 53,72 a R$ 1.208,70 (disputa de medalhas)
Taekwondo R$ 53,72 a R$ 255,17 (disputa de medalha)
Tênis R$ 80,58 a R$ 604,35 (final do torneio masculino)
Tênis de Mesa R$ 53,72 a R$ 335,75 (disputa de medalha)
Tiro com arco R$ 53,72 a R$ 255,17 (disputa de medalha)
Tiro Esportivo R$ 53,72 a R$ 107,44 (disputa de medalha)
Triatlo R$ 53,72 a R$ 161,16 (prova única)
Vôlei R$ 53,72 a R$ 496,91 (final do torneio masculino)
Vôlei de praia R$ 53,72 a R$ 1.208,70 (disputa de medalha)



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terça-feira, 1 de março de 2011 Listas, Olimpíadas | 10:20

Os brasileiros já classificados para as Olimpíadas de 2012

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logo_Olimpíadas_Londres Bem, para começar, vamos a uma seção fixa do blog: mostrar os  atletas e os   respectivos esportes brasileiros já classificados para as Olimpíadas de Londres, em 2012. Já tem gente com passaporte carimbado, quando faltam exatamente 514 dias para o início dos Jogos. Sempre que algum atleta ou equipe brasileira obtiver seu respectivo índice, a lista será atualizada.

Confira agora quem já está classificado:

Total de atletas brasileiros garantidos para Londres-12: 43

Hipismo
Modalidade saltos – Equipe (5 atletas)
Data e local em que garantiu a vaga: 6/10/2010, ao ficar em quarto lugar durante o Mundial de Kentucky (EUA)

Futebol
Modalidade feminino (18 atletas)
Data e local em que garantiu a vaga: 21/11/2010, ao vencer o Chile na decisão do Campeonato Sul-Americano do Equador

Modalidade masculino (18 atletas)
Data e local em que garantiu a vaga: 13/02/2011, ao vencer o Uruguai na rodada final do Campeonato Sul-Americano do Peru

Tiro esportivo
Modalidade Pistola 25m feminino – Ana Luiza Mello
Data e local em que garantiu a vaga: 20/11/2010, ao conquistar a medalha de ouro no Campeonato das Américas, no Rio de Janeiro

Modalidade Fossa Olímpica Double – Felipe Fuzaro
Data e local em que garantiu a vaga: 24/11/2010, ao conquistar a medalha dse ouro no Campeonato das Américas, no Rio de Janeiro

Felipe Fuzaro, que obteve a vaga para os Jogos de Londres-12 na fossa olímpica double

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Ídolos, Imprensa, Olimpíadas, Pan-Americano, Sem categoria | 10:00

Paixão e necessidade

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Getty Images

Joaquim Cruz comemora a conquista da medalha de ouro dos 800m nas Olimpíadas de Los Angeles, em 1984

Vamos ser sinceros: quem entra numa faculdade de jornalismo com a intenção de fazer carreira na área de esportes, quer saber mesmo é de trabalhar com futebol! Bom, admito que isso pode ter mudado um pouquinho nos últimos anos, graças às conquistas da seleção masculina de vôlei, de Guga e de Cesar Cielo. Mas no já distante fevereiro de 1983, quando comecei meu curso de jornalismo na Faculdade Cásper Líbero, todos os meus colegas só queriam saber mesmo era de cobrir um bom jogo de futebol.

Mas o destino, sempre ele, se encarrega de mostrar novos caminhos quando você menos espera. Logo no segundo ano, eis que surgiu uma oportunidade para fazer um estágio, junto com mais três amigos, na Rádio Gazeta, na equipe chefiada pelo grande loucutor Pedro Luís (já falecido), e que tinha como narrador principal Paulo Soares, hoje na ESPN Brasil. Eles iriam colocar no ar um programa chamado “Operação Esporte”,  sobre esportes olímpicos (ou esportes amadores, como se falava na época).

Como em 84 seriam realizadas as Olimpíadas de Los Angeles, a rádio queria tentar atrair um novo público. E no mesmo ano em que o meio-fundista Joaquim Cruz emocionou o Brasil inteiro ao ganhar a medalha de ouro nos 800m rasos, a necessidade de entrar na área fez com que um foca descobrisse que há vida além do futebol.

Desde então, os esportes olímpicos tiveram uma importância fundamental em minha carreira. E o mais bacana foi perceber que estas modalidades estão ganhando um espaço cada vez maior na mídia brasileira, desmistificando um pouco o antigo conceito de “monocultura esportiva” na imprensa deste país. Ainda há muito para fazer, é verdade, mas este espaço que começa a ser ocupado neste terça-feira, aqui no iG Esporte, é mais um passo para divulgar, comentar, criticar e falar sobre as mais variadas modalidades esportivas.

Assunto é o que não irá faltar, ainda mais com os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara marcados para este ano, diversos pré-olímpicos e eventos qualificatórios para as Olimpíadas de Londres 2012 e a preparação do Rio de Janeiro para 2016, quando precisaremos ficar de olhos abertos, fiscalizando direitinho a aplicação do dinheiro público na organização da competição. Portanto, a casa é de vocês, entrem e fiquem à vontade.

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