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Posts com a Tag Doping

sexta-feira, 6 de maio de 2011 Isso é Brasil | 13:43

Desculpa esfarrapada da CBC

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Totalmente sem fundamento a desculpa dada pela CBC (Confederação Brasileira de Ciclismo) ao jornal “Folha de S. Paulo” desta sexta-feira, sobre o caso do doping de oito ciclistas anunciado em comunicado da UCI (União de Ciclismo Internacional) e que não foi divulgado pela entidade brasileira.

Segundo reportagem da “Folha”, a CBC disse que não divulgou o nome dos ciclistas para preservá-los, seguindo padrão da UCI.

Só que isso é mentira.

O site oficial da UCI tem um link para a seção “antidoping”, onde se abre uma nova página e com um pouco de atenção, é possível encontrar a lista de sanções desde 2006 e são listados todos os ciclistas punidos por doping. Além disso, a atitude da CBC contraria as próprias normas da Wada (Agência Mundial Antidoping), que orienta que sejam divulgadas todas as punições.

O programa “Histórias do Esporte”, da “ESPN Brasil”, que irá ao ar no próximo dia 28, trará a história de um caso de doping coletivo que foi acobertado pela CBC. Leia mais aqui para entender o caso, uma grande vergonha para o esporte nacional.

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quarta-feira, 4 de maio de 2011 Isso é Brasil, Olimpíadas | 23:42

Doping volta a envergonhar o esporte brasileiro

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E o doping continua fazendo estragos na reputação esportiva do Brasil. Sede das Olimpíadas de 2016, no Rio, o país ainda se ressente do escândalo da equipe Rede de atletismo, em 2009, quando surge um novo caso, denunciado pelos ótimos repórteres Roberto Salim e Marcelo Gomes, do programa “Histórias do Esporte”, da “ESPN Brasil”. Os dois descobriram um megacaso de doping anunciado no ano passado pela UCI (União Internacional de Ciclismo), mas que estranhamente a CBC (Confederação Brasileira de Ciclismo) não fez a menor questão de divulgar.

O programa, que irá ao ar no próximo dia 28 de maio, revelará que foram flagrados no antidoping Herman Trezza de Paiva, Pedro Nicácio, João Paulo de Oliveira, Lucas Onesco. Jair Fernando dos Santos, Fábio Ribeiro Jr., Rogério dos Reis e Edson Marcos de Carvalho. A UCI chegou a soltar uma nota anunciando os resultados positivos, mas a CBC nada falou.

De acordo com a reportagem, os ciclistas estão cumprindo a punição normalmente, mas nada seria divulgado para não atrapalhar no contrato da CBC com o Banco do Brasil. E mais estarrecedor ainda é que um ex-ciclista, Anderson Echeverria, revela que havia até apoio de dirigentes e alguns treinadores para que os ciclistas usassem os medicamentos e assim conseguir os resultados.

Uma vergonha. O mínimo que se pode falar de tudo isso.

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sábado, 2 de abril de 2011 Isso é Brasil, Seleção brasileira | 14:49

O que acontece com o tribunal da CBAt?

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Maria Zeferia Baldaia: apesar do doping, recebeu apenas uma "advertência" da CBAt

Falta bom senso, para não dizer coisa pior, aos nobres juristas que comandam a CDN (Comissão Disciplinar Nacional), órgão de primeira instância da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo). Depois de surpreendentemente apenas advertir a revelação Geisa Arcanjo, campeã mundial juvenil do arremesso do peso em 2010, eis que repetiram a polêmica decisão nesta semana e “premiaram” a fundista Maria Zeferina Baldaia, campeã da São Silvestre de 2001, também com uma advertência.

Como tem sido padrão nestes casos, a atleta – que tem uma linda história de superação, por ter sido boia-fria durante uma parte de sua vida – alegou que usou um medicamento que continha a substância acetazolamida para tratar de um inchaço no joelho. Disse inclusive que tudo não passou de uma fatalidade. E talvez sensibilizados, os legisladores da CBAt lhe deram somente uma advertência.

Menos mal que também nesta última semana, o tribunal penalizou José Alessandro Bagio, corredor de marcha atlética, em dois anos de suspensão, por uso de anabolizante.

Não me consta que casos de doping combinem com a complacência dos tribunais e tem ficado evidente que a CBAt adota dois pesos e duas medidas nestas situações, como aliás já comentei em um post anterior. Até por conta do escândalo vergonhoso da equipe Rede, em 2009, quando vários atletas foram flagrados, a CBAt tinha a obrigação de ser implacável em sua decisão.

Doping é doping, não importa se de uma grande revelação ou de uma atleta que já caminha para o final de sua carreira. A punição é a maior arma ao combate ao doping.

E para provar que as decisões da CBAt são, pelo menos, contestáveis, a Anad (Agência Nacional Antidoping) recorreu da decisão do caso Geisa Arcanjo, exigindo uma pena mais dura.

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sábado, 26 de março de 2011 Isso é Brasil, Seleção brasileira | 07:38

Dois pesos e duas medidas

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Lourival do Nascimento Libaneo disputou em 15 de agosto de 2010 a prova “10 Milhas Garoto”, na cidade de Vila Velha, no Espírito Santo. Só que ele não competiu “limpo’, ou seja, estava dopado, tanto que foi flagrado pelo exame antidoping, pelo uso da substância Menfertamina.

Suspenso preventivamente pela CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo), Libaneo apresentou suas justificativas, que não foram aceitas pela entidade.  O atleta abriu mão do direito de fazer a análise da contraprova (Amostra B). Na última quinta-feira, foi julgado pela Comissão Disciplinar Nacional da CBAt e pegou dois anos de suspensão.

Geisa Arcanjo, no Mundial Juvenil de 2010, quando foi pega no doping

Agora, vejamos o caso de Geisa Arcanjo. A arremessadora de peso paulista, de apenas 18 anos, ganhou as manchetes duas vezes em 2010: a primeira, por ter conquistado uma inédita medalha ouro feminina para o Brasil no Mundial juvenil, realizado no Canadá; a segunda, por ter sido flagrada no exame antidoping, feito no dia da prova, pelo uso da substância Hidroclorotiazida.

Geisa perdeu a medalha de ouro e foi suspensa preventivamente. Só que ao contrário de Lourival Libaneo, teve um final feliz. Seu caso foi julgado dois dias antes pelo tribunal da CBAt e a atleta levou a pena mínima e recebeu apenas uma advertência. Sim, levou uma bela bronca e está liberada para competir, possivelmente até mesmo nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, em outubro.

O atletismo brasileiro vem sofrendo com os inúmeros casos de doping há anos. O seu pior momento foi em 2009, às vésperas do Mundial de Berlim, quando um escândalo envolvendo a equipe de velocistas da equipe Rede, de Bragança Paulista, que culminou com a suspensão de cinco atletas e a eliminação dos técnicos Jayme Netto e Inaldo Sena do esporte. Outros vários casos vem ocorrendo, boa parte em provas de rua, o que mostra que a entidade está muito longe de vencer a guerra contra o doping.

Aí, eis que surgem dois casos como os de Geisa e Lourival Libaneo, com decisões opostas. A CBAt usou critérios diferentes e fez uma grande lambança. Doping é doping! Não importa que a atleta utilizou uma substância para emagrecer e garantiu que não tinha a intenção de melhorar sua performance.

Como diz o advogado e blogueiro Alberto Murray, ex-integrante da assembleia geral do COB e do CAS (Corte Arbitral do Esporte), os dirigentes da CBAt preferiram passar a mão na cabeça de Geisa Arcanjo, ao invés de aplicar a punição devida (dois anos de gancho), e assim poupar um dos raros talentos que surgiram nos últimos anos.

Neste caso, a CBAt pisou na bola. E feio.

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