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Posts com a Tag Doping

sábado, 9 de julho de 2011 Ídolos, Seleção brasileira | 20:15

Julgamento rápido pode trazer problemas para Cielo

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Antecipação do julgamento de Cesar Cielo pode afundar suas chances de defesa

A disposição de Cesar Cielo e por tabela da própria CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos) em antecipar o máximo que puder o julgamento do caso de doping por furosemida do nadador – e assim deixá-lo livre para competir no Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos em Xangai, no final deste mês, pode ter um resultado bem negativo. A análise equilibrada e embasada do advogado Alberto Murray em seu blog é bastante clara: produzir provas que ajudem Cielo em sua absolvição leva tempo. E ao tentar antecipar todo o processo, o campeão olímpico e mundial poderá acabar se dando mal.

Abaixo, o texto, na íntegra, do blog de Alberto Murray:

Pressa no julgamento é pior para a defesa de Cesar Cielo

O desejo de Cesar Cielo e da CBDA em apressar o julgamento do atleta é ruim para a sua defesa. Um laudo arbitral não sai assim em um estalar de dedos. O processo tem que ter o seu curso natural, para que todas as partes possam apresentar suas alegações, produzir todas as provas que desejar, prestar depoimentos, ouvir testemunhas, apresentar memoriais, de forma que os Árbitros possam formar a sua convicção.

Olhando a júrisprudência dominante do CAS em casos exatamente iguais, a tendência é que Cesar Cielo seja suspenso por dois anos. Se o nadador acredita que possui elementos suficientes para elaborar bem a sua defesa, precisará de tempo para a produção de suas provas. E em um caso como esse, isso leva tempo. O mero depoimento de Cielo alegando que não teve culpa e tampouco foi negligente porque houve contaminação cruzada, não servirá para convencer o Tribunal de que deve ser absolvido. Se de fato houve contaminação cruzada, essa uma prova que seu Advogado deverá produzir. A tal farmácia de manipulação da cidade natal do nadador nega a existência de contaminação. Não se poderia esperar outra coisa da farmácia. Se assumisse o erro ficaria desmoralizada e sujeita a uma ação de perdas e danos.

A defesa de Cielo precisa de tempo. O caso requer perícia técnica para comprovar contaminação (se é que ainda há algo a ser periciado). É necessário que os proprietários da tal farmácia e os profissionais que manusearam aquele lote de medicamentos prestem depoimentos. Se a defesa de Cielo, por exemplo, conseguir provar que ao mesmo tempo em que produzia as pílulas de cafeína do lote que foram parar no organismo do nadador, manuseava furosemida, aumentam as chances da produção da prova necessária para sustentar a tese da contaminação cruzada.

O tempo corre em favor da defesa de Cielo. Apressar o julgamento não é bom para ele. A não ser que haja uma grande marmelada, o que não acredito que acontecerá. O CAS tem sido, até o momento, uma Corte séria e confiável. Absolver Cielo sem uma prova contundente e irrefutável de que houve contaminação cruzada, seria uma novidade no CAS.

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Doping burro, o pior que existe

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sexta-feira, 8 de julho de 2011 Ídolos, Olimpíadas, Seleção brasileira | 19:50

Fica esperto, Cielo!

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Cielo corre o risco de ficar fora de Londres-2012

É bom que o nadador brasileiro Cesar Cielo fica de olhos bem abertos. Ao contrário do que previa o médico Eduardo de Rose, presidente do Painel Antidoping da CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos), a Fina (Federação Internacional de Natação) resolveu ir fundo no caso do doping por furosemida. A entidade não só não concordou com a decisão de sua filiada brasileira, em dar somente uma advertência a Cielo e os nadadores Nicholas Santos, Henrique Barbosa e Vinícius Waked, como foi além: nesta sexta-feira, a CAS (Corte Arbitral do Esporte) informou que a Fina solicitou uma punição maior pra os brasileiros. A pena máxima nestes casos é de dois anos, mas a sanção pode ser reduzida se for comprovado que os atletas não foram culpados. A Fina deve pedir um gancho de seis meses para Cielo e seus amigos.

Na prática, se o campeão olímpico dos 50m livre e mundial dos 50m e 100m livre for condenado a uma pena nestes termos – e existe jurisprudência pra isso -, significará simplesmente que ele não poderá competir nas Olimpíadas de Londres, de acordo com regulamento do COI (Comitê Olímpico Internacional). Pelo COI, qualquer atleta suspenso por doping por seis ou mais meses fica fora da edição subsequente dos Jogos Olímpicos.

Por tudo isso, é bom que Cielo – que ainda mantém um silêncio absoluto desde a declaração à imprensa na semana passada – contrate uma boa equipe de advogados e estruture muito bem sua defesa. A CAS não costuma ser muito “boazinha” em suas decisões e o histórico de condenações é maior que o de absolvições.

O drama de Cielo ainda está longe de terminar.

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terça-feira, 5 de julho de 2011 Ídolos, Imprensa, Seleção brasileira | 22:42

Voto de confiança para Cielo

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O treinador australiano Brett Hawke confia totalmente em Cesar Cielo

Importantes as opiniões dadas ao repórter Pedro Taveira, do iG Esporte nesta terça-feira pelo técnico australiano Brett Hawke, que foi o responsável pelo treinamento do nadador brasileiro Cesar Cielo durante quatro anos e com ele esteve ao seu lado em suas maiores conquistas: a medalha de ouro nos 50m livre, nas Olimpíadas de Pequim-08, e nos títulos mundiais dos 50 e 100m livre, em 2009, na cidade de Roma.

Sem pensar duas vezes, Hawke cravou que acredita piamente na inocência de Cielo, que testou positivo para a substância furosemida, ao lado de outros três nadadores (Nicholas Santos e Henrique Barbosa, do Flamengo, e Vinícius Waked, do Minas). “Cesar não é drogado. Ele é o legítimo campeão mundial e olímpico”, disse Hawke, de forma categórica ao iG, tanto por telefone como por e-mail.

Mas ao mesmo tempo que demonstrou sua total confiança no nadador brasileiro, o treinador australiano, que hoje comanda a seleção universitária americana, soltou uma frase que vai contra a opção do ex-pupilo em tomar suplementos alimentares, que seriam os responsáveis pelo doping de Cielo e dos demais nadadores. “Nós não recomendamos para os atletas tomar qualquer suplemento”, referindo-se à orientação dada aos seus atletas.

Se o tal suplemento alimentar for mesmo o único responsável pelo inoportuno exame positivo, seria bom que Cesar Cielo resolvesse bater um papinho com seu ex-treinador para evitar futuras dores de cabeça em sua carreira.

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Cesar Cielo começa 2011 com tudo

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segunda-feira, 4 de julho de 2011 Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 23:52

Leandrinho também pede dispensa. Vai bem o basquete brasileiro para o Pré-Olímpico, hein?

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Leandrinho Barbosa também pediu dispensa. Será que pede também se o Brasil for a Londres?

O argentino Ruben Magnano, treinador da seleção brasileira masculina de basquete, deve estar coçando a cabeça nesta fria noite paulistana. Não deve ser nada fácil para um treinador saber que irá para o Pré-Olímpico de Mar del Plata, a partir de 30 de agosto, em busca de uma das duas vagas para os Jogos de Londres-12, com mais um desfalque considerável. Primeiro, Nenê Hilário, e nesta segunda-feira foi a vez de Leandrinho Barbosa mandar um e-mail para explicar que também não irá à Argentina.

Acho engraçado quando estes jogadores alegam “motivos pessoais” para resolverem não disputar determinada competição pela seleção nacional. O problema é que no basquete brasileiro isso vem se repetindo com uma frequência irritante.

Leandrinho tem suas razões? Sei lá. O cara não fala, manda comunicado. Cheio de palavras vazias, adjetivos inúteis e justificativas que não explicam nada.

Tempos esquisitos estes que vivemos, em que ninguém tem coragem de falar cara a cara, responder perguntas, tem “aquilo roxo” para dizer realmente o que pensa. O nosso caro Cesar Cielo, um dos grandes atletas do Brasil, preferiu fazer uma declaração ao invés de responder perguntas dos jornalistas a respeito do ainda mal-explicado caso de doping.

Só gostaria de saber uma coisa: será que se o Brasil conseguir sua vaga no Pré-Olímpico de Mar del Plata, Nenê e Leandrinho irão pedir dispensa das Olimpíadas de Londres, no ano que vem?

Com certeza não!

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>>Nenê fora do Pré-Olímpico. E agora, Magnano?

>>Era uma vez o basquete do Brasil…

>>O calendário pré-olímpico do basquete

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sábado, 2 de julho de 2011 Com a palavra, Ídolos, Isso é Brasil, Seleção brasileira | 23:52

Duas opiniões sobre o caso Cielo

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“À primeira vista, a sanção da federação brasileira parece bem leve. Vamos esperar a posição da Federação Internacional sobre o caso”

Nadador francês Alain Bernard, em comunicado oficial neste sábado, ao comentar a punição de advertência a Cesar Cielo e outros três nadadores pela presença da substância furosemida

“Não é legal. Com certeza vai manchar um pouco a carreira dele e dos outros envolvidos”

Ex-nadador brasileiro Ricardo Prado, medalha de prata nos 400m medley nas Olimpíadas de Los Angeles-84, em entrevista à ESPN Brasil, na última sexta-feira.

Duas opiniões bastante respeitáveis. E vocês, o que acham?

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Ídolos, Isso é Brasil, Seleção brasileira | 08:34

O doping e a hipocrisia

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Cesar Cielo lê declaração à imprensa, na noite desta sexta-feira

Para início de conversa, não acho, sinceramente, que Cesar Cielo e seus três companheiros de seleção brasileira – Nicholas Santos, Henrique Barbosa e Vinicius Waked – tenham ingerido a substância furosemida, que apareceu em um exame antidoping realizados após o Troféu Maria Lenk, de forma proposital. Creio, sim, na versão apresentada pelo nadador campeão olímpico e mundial, que houve uma contaminação de suplementos alimentares que os quatros tomam normalmente.

Isto posto, permitam-me fazer a seguinte colocação: não tivesse o nome de Cesar Cielo na relação anunciada nesta sexta-feira pelo painel de doping da CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos) e posso assegurar, com toda certeza, que todos seriam punidos. Nem que fosse por uma pena mínima, de três meses.

Provavelmente os responsáveis pelo controle antidopagem do Brasil, entre eles o renomado médico Eduardo de Rose, membro fundador da Wada (Agência Mundial Antidoping),  rebateriam minha tese com uns 200 argumentos, usando dados técnicos, científicos, pegando pontos obscuros de regulamentos. Não importa. É tão evidente que existem dois pesos e duas medidas sempre que o assunto doping vem à tona que nenhum argumento médico me convencerá do contrário. O ídolo sempre é preservado, no mundo inteiro.

Embora, como disse na abertura do post, acredite na inocência dos quatro nadadores, algumas coisas ficaram mal contadas. Por exemplo, será que a tal farmácia de manipulação, que soube-se mais tarde ser a responsável pela contaminação nos suplementos alimentares dos nadadores, tem realmente condições para exercer tal função? Que farmácia é essa, cujo nome não foi divulgado? E quando se sabe que um dos envolvidos, Vinicius Waked, já tinha sido flagrado num exame em 2009 e pegou dois meses de gancho, dá pra acreditar piamente que só há santos nesta história?

O escândalo mais recente de doping do esporte brasileiro está pronto para entrar na mesma categoria do doping burro, tema já abordado no blog e que puniu recentemente a também nadadora Fabíola Molina. E para piorar o que já está ruim, ainda houve a econômica declaração de Cielo à imprensa, que sem permitir perguntas dos jornalistas, somente repetiu o que já havia sido divulgado em seu comunicado, no início da tarde. Tinha que ter dado entrevista, sim, senhor!

No fundo, o que me parece é que existe uma baita hipocrisia em relação ao doping. Já vimos casos assim no atletismo brasileiro e mesmo internacional, como foi com o próprio Carl Lewis, que admitiu ter competido dopado, mas jamais foi punido. Porém, a lei é sempre mais dura e rigorosa para uns do que para outros.

Ou se cumpre a lei, mesmo que seja de uma forma dolorida, ou então que se acabe com a hipocrisia. O que não dá é para a coisa continuar nesta toada, onde atletas, dirigentes e médicos querem nos chamar de idiotas sem a menor cerimônia.

Veja também:

>>Ben Johnson é um cara de pau!

>>Desculpa esfarrapada da CBC

>>Dois pesos e duas medidas

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segunda-feira, 27 de junho de 2011 Almanaque, Olimpíadas | 19:31

Ben Johnson é um cara de pau!

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Bem Johson posa com a medalha dos 100m rasos em Seul-88. Ficou com ele por pouco tempo

Patética, para dizer o mínimo, a entrevista de Ben Johnson ao programa “Esporte Espetacular”, da “TV Globo”, no último domingo. Bem, não pela entrevista em si, um golaço feito pela equipe do programa. Trata-se de um personagem importantíssimo na história do esporte e que, só por decidir dar uma entrevista, já é um baita feito.

O que defino como patética são as palavras de Ben Johnson. É o cúmulo que o o canadense venha, quase 23 anos depois, acusar o empresário de Carl Lewis de ter sido o responsável pelo resultado positivo em seu exame antidoping realizado após sua vitória nos 100m rasos. As acusações estão em seu recém-lançado livro “Ben Johnson: from Seoul to Soul”.

Não dá para descartar que tenha ocorrido uma “batizada” na cerveja oferecida ao canadense pelo empresário de Carl Lewis. Mas por que ele demorou tanto tempo para revelar ter recebido a bebida de uma pessoa ligada ao staff de Lewis? Tudo isso parece uma bela forma para Johnson faturar em publicidade para a divulgação de seu livro. Sinceramente, pra mim trata-se de uma bela cascata.

Tive a oportunidade de ver Ben Johnson correndo aqui no Ibirapuera, no GP de Atletismo de São Paulo, em 1992, se não me engano. A entrevista coletiva foi concorridíssima, realizada num hotel no centro da capital paulista. Johnson, como era de se esperar, estava arredio aos jornalistas e respondia as perguntas apenas de maneira protocolar. Até que um colega, do já extinto jornal “Notícias Populares”, sacou a melhor pergunta da entrevista: em razão dos efeitos colaterais pelo uso de anabolizantes, ele quis saber se Ben Johnson tinha algum problema de disfunção sexual.

A resposta nada simpática do canadense: “Pergunte para sua irmã!”

E a coletiva terminou.

PS: e no Twitter, fico sabendo às 22h20 desta segunda-feira, que o repórter em questão era Eduardo Tironi, colega do Lance! Fica aqui o devido crédito a quem conseguiu tirar Ben Johnson do sério de uma forma muito bem-humorada

Veja também:

>>O velho “Ibira”, de cara nova

>>Doping volta a envergonhar o esporte brasileiro

>>Conselho de especialista

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terça-feira, 21 de junho de 2011 Olimpíadas, Seleção brasileira | 23:26

Doping burro, o pior que existe

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Fabíola Molina no Pan de 2007: vaga para 2012 ficou bem mais complicada após o doping

Possivelmente a pior coisa que existe no universo do esporte seja o doping. Sim, porque o sujeito que se dopa não passa de um trapaceiro das pistas, quadras e piscinas, uma pessoa que por causa da própria incompetência utiliza substâncias químicas proibidas para superar os rivais que são superiores a ele. Por isso que as punições precisam ser rigorosas aos atletas que se dopam.

Só que existe talvez uma forma ainda pior de doping, ao menos para mim. É aquele doping onde o cidadão não a intenção de prejudicar ninguém, mas por uma baita burrada, acaba fazendo como vítima apenas ele mesmo. Seja por inocência, vaidade ou burrice. Em todas estas opções, a dor e frustração são enormes. É o caso do doping da nadadora Fabíola Molina, anunciado hoje pela CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos).

Em entrevista à “ESPN Brasil”, o marido de Fabíola, o também nadador Diogo Yabe, justificou que o doping da mulher ocorreu por causa de uma amostra grátis de um suplemento alimentar, que continha a substância Metilhexanamina, um estimulante. O que me deixa perplexo é que isso aconteceu com uma nadadora de 36 anos, ou seja , não se trata de nenhuma garotinha!!!

O currículo disciplinar impecável de Fabíola, aliado ao fato de que a competição em que o doping ocorreu – a prova Tentativa de Índice para o Mundial – não valia medalha, contribuíram para a pena até leve que ela recebeu da CBDA, de dois meses. O castigo maior, contudo, foi ser excluída da equipe que vai disputar o Mundial de Esportes Aquáticos, em Xangai (China), em julho, e principalmente a anulação do índice para as Olimpíadas de Londres, no ano que vem.

Exemplos de burradas como a de Fabíola Molina andam sobrando no esporte brasileiro. Os casos mais famosos e recentes são o da jogadora de vôlei Jaqueline, que em 2007 recebeu nove meses de suspensão por ter tomado um chá para combater celulite que continha substância proibida; e da ginasta Daiane dos Santos, que em 2009 foi flagrada em um teste fora de competição por causa de um diurético, também usado para emagrecimento.

Punidos pelo descuido, estes atletas sofrem até mais do que aqueles que tomaram substâncias com o intuito de melhorar seu desempenho. No caso de Fabíola Molina, esta bobagem pode ter lhe custado a última chance de ir às Olimpíadas. Uma pena.

Veja também:

>>Daiane volta para iniciar o caminho do adeus

>>Doping volta a envergonhar o esporte brasileiro

>>Dois pesos e duas medidas

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sábado, 4 de junho de 2011 Ídolos, Olimpíadas, Seleção brasileira | 20:44

Daiane volta para iniciar o caminho do adeus

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Daiane dos Santos exibe o collant da seleção brasiliera

Uma bela notícia para o esporte olímpico brasileiro o retorno às competições da ginasta Daiane dos Santos, que após três anos afastada voltou a competir neste sábado, durante o Troféu Brasil de ginástica artística, realizado em Brasília. Além disso, mostrou um pouco de seu inegável talento, conseguindo cravar o tradicional Duplo Twist Carpado e obtendo a nota mais alta na apresentação do solo. Por fim, ainda recebeu da CBG (Confederação Brasileira de Ginástica) a confirmação que está de volta à seleção brasileira. Mas que ninguém se engane: Daiane está voltando para preparar o adeus.

Aos 27 anos, Daiane vive os últimos momentos de uma carreira brilhante. Ninguém tem duas finais olímpicas no currículo à toa (Atenas-04 e Pequim-08), sem esquecer um título mundial no solo. Mas a ginástica artística costuma ser impiedosa com quem tenta desafiar os limites do tempo. E Daiane já chegou a este limite faz tempo.

E se não bastasse ter passado por uma cirurgia no joelho, Daiane dos Santos ainda amargou uma suspensão por doping (estranhamento ignorado no texto divulgado pela assessoria de imprensa do Pinheiros), por ter tomado um chá para emagrecimento que continha uma substância proibida. Uma bobagem tremenda, ainda mais para uma atleta experiente como ela.

Que Daiane dos Santos tenha amadurecido nestes três longos anos longe das competições, aprendido com os erros, como este estúpido de seu doping. E para todos nós, vamos tratar de aproveitar os últimos momentos de um destes raros talentos que os deuses do esporte vez por outra colocam no Brasil. E quem sabe não vê-la fazer uma despedida em alto estilo, brigando por uma medalha nas Olimpíadas de Londres, em 2012.

Veja também:

Um exemplo de desperdício na ginástica artística

O adeus de um herói da era pré-Phelps

Os brasileiros já classificados para Londres-12

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sexta-feira, 6 de maio de 2011 Imprensa, Isso é Brasil | 21:29

E a CBC se manifesta…

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Nesta sexta-feira, em nota divulgada por sua assessoria de imprensa, a CBC (Confederação Brasileira de Ciclismo) resolveu se manifestar a respeito do escândalo de doping de oito ciclistas, que teria sido acobertado pela entidade, de acordo com reportagem que será exibida pelo programa “Histórias do Esporte”, da ESPN Brasil, no próximo dia 28 de maio.

Abaixo, a posição oficial da CBC a respeito do caso:

Nota de esclarecimento

A Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC) foi surpreendida nos últimos dois dias com matérias veiculadas por parte da imprensa com afirmações inverídicas sobre a postura da entidade frente a casos de doping. De forma absolutamente irresponsável, as reportagens ousaram dizer, sem ao menos nos consultar oficialmente ou acessar o nosso site, que a CBC estaria escondendo e engavetando casos de doping de atletas brasileiros.

Inicialmente é preciso registrar que todas, isso mesmo, TODAS as decisões ou atos processuais relativos a matéria disciplinar, inclusive de doping, estão publicadas aonde deveriam estar, ou seja no link do STJD na página da CBC na internet: http://www.cbc.esp.br/stjd/editais.html

Como se denota, com um simples click, o interessado poderia acessar informações sobre os órgãos da Justiça Desportiva (STJD e Comissão Disciplinar) e Comissão Antidoping da CBC, instâncias desportivas compostas por renomados juristas em Direito Desportivo ou profissionais de nomeada em Medicina do Esporte. Em outras palavras, a totalidade dos casos de atletas brasileiros com controle positivo em provas internacionais realizadas no Brasil e enviadas pela UCI através de processo regular de coleta e controle de doping, ou já foram julgados pela Comissão Nacional Antidoping da CBC e as decisões estão publicadas (inclusive de alguns atletas citados nas matérias que repita-se, encontra-se no nosso site), ou estão em tramitação, ou simplesmente a CBC não recebeu qualquer comunicado oficial da UCI a respeito. Já os casos de controle positivo de atletas brasileiros em provas fora do Brasil são julgados diretamente pelas entidades internacionais, não cabendo a CBC julgar ou divulgar as decisões.

Além disso, outra informação veiculada seria a de que atletas punidos estariam competindo normalmente. Trata-se de outro equívoco, pois apesar de não poder impedir a participação de atletas irregulares, devendo relatar o feito ao STJD, a CBC não tem nenhuma notícia de atuação de atletas em cumprimento de qualquer suspensão em provas da CBC.

A política da CBC em matéria de doping e infrações em geral, diga-se, é de cumprimento irrestrito da legislação desportiva nacional e internacional, em especial ao Código Mundial Antidoping, Regulamentos UCI e Código Brasileiro de Justiça Desportiva. Nesse contexto, em absoluto respeito a normas de divulgação pública e confidencialidade previstas na codificação mundial, e harmonizadas com o ordenamento jurídico brasileiro que garante o sagrado direito a ampla defesa, estamos autorizados a divulgar informações sobre processos de dopagem somente após a notificação dos atletas envolvidos comunicando de sua suspensão “provisória”. E ainda respeitado o prazo para exercerem o direito de solicitação da amostra “B” e defesa prévia, seguidos de intimação para julgamento pela Comissão Antidoping da CBC, cujas decisões são submetidas a homologação da União Ciclística Internacional. Mesmo porque vale registrar que a sanção provisória imposta pela UCI pode ser descontada / comutada em caso de condenação definitiva, ou mesmo dependendo das circunstâncias especiais, substâncias especificadas ou involuntariedade, as penas podem ser parcial ou totalmente suspensas ou canceladas. Tais peculiaridades jurídicas são altamente relevantes para serem pura e simplesmente ignoradas e de forma açodada e precipitada, como anotado de forma mendaz nas matérias jornalísticas em referência, poderem ser divulgadas com muita antecedência aos julgamentos.

Em suma, a única verdade que deveria ser amplamente divulgada e estampada pela mídia é a de que a CBC não tolera, omite, engaveta ou esconde casos de doping. Muito pelo contrário, apenas para se ter uma idéia, nos últimos três anos investimos R$ 278.400,00 tão-somente para viabilizar a realização de 181 exames de controle de dopagem, montante que daria por si só para realizar vários eventos de ciclismo no nosso país. No entanto, conseguimos nesses anos quase que triplicar a chancela de pontuação internacional nos eventos existentes ou para novas competições do nosso calendário, e para tanto foi necessário a adequação de exigências da UCI, inclusive em matéria de doping. E se fosse para “esconder ou engavetar”, certamente os resultados e penas aplicadas não seriam as que estão divulgadas no site da CBC, que novamente convidamos a visita de quem tenha interesse.

A CBC é uma instituição séria, conduzida por pessoas sérias, mas que infelizmente não foi tratada com a seriedade necessária por determinados profissionais da mídia, que na ansiedade por holofotes, palcos ou furos de reportagens, descuidaram de premissas básicas da ética jornalística, qual seja de ouvir o outro lado, ou simplesmente apertar o botão do mouse para se informar para não “desinformar a sociedade”.

Finalmente, ressaltamos que a CBC se reserva o direito de adotar as medidas judiciais necessárias contra aqueles que de forma irresponsável e equivocada mentiram em troca de audiência às custas da dignidade e moralidade da CBC, seus dirigentes e colaboradores.

Londrina, 6 de maio de 2011
Paulo M. Schmitt
vice-presidente no exercício da Presidência da Confederação Brasileira de Ciclismo


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