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Posts com a Tag Doping

terça-feira, 9 de agosto de 2011 Isso é Brasil, Seleção brasileira | 23:29

Mais um caso de doping no Brasil termina em "advertência"

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A arremessadora Geisa Arcanjo, no Mundial Juvenil de 2010, quando foi pega no doping

Cada vez mais eu fico sem entender os critérios nos julgamentos de casos de dopingo no Brasil. Quer dizer, na verdade eu entendo, mas é que é duro de engolir certas decisões. A arremessadora Geisa Arcanjo teve julgado nesta terça-feira, em Manaus (AM), o recurso da Anad (Agência Nacional Antidoping), que não concordou com a decisão de advertência aplicada à atleta no primeiro julgamento, em março deste ano.

No ano passado, Geisa testou positivo para a substância Hidroclorotiazida, justamente na prova em que ganhou a medalha de ouro no Campeonato Mundial Juvenil do Canadá, em julho de 2010. A atleta estava sem competir há um ano, desde o resultado do exame.

Em março último, Geisa recebeu somente uma advertência. E na sessão desta terça-feira, o plenário do Tribunal resolveu, por unanimidade, manter a advertência. Mais um caso de advertência em doping, pior ainda que o de Cesar Cielo e de outros três nadadores, que ainda puderam convencer a CAS (Corte Arbitral do Esporte) que houve uma manipulação cruzada em um suplemento alimentar. Desta vez, nem isso!

Os nobres membros do STJD (Supremo Tribunal de Justiça Desportiva), em sua decisão unânime, entenderam que a substância Hidroclorotiazida, presente num chá verde emagrecedor (mais um caso explícito de “doping burro”), “não trouxe ganho de rendimento para a atleta”, acompanhando o voto da relatora Maria Auxiliadora dos Santos Benigno.

Para o leigo, que não conhece ou tem os detalhes jurídicos do processo, parece tratar-se de mais uma decisão onde a importância do atleta foi decisiva no julgamento. Cada vez mais fica a certeza, para mim, que a legislação mundial a respeito do doping precisa mudar, para evitar que casos parecidos tenham decisões absurdamente opostas.

Que Geisa Arcanjo aprenda bem a lição e possa, a partir deste episódio que atrasou sua carreira em pelo menos um ano, conseguir brilhantes resultados nas competições nacionais e internacionais.

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quarta-feira, 3 de agosto de 2011 Ídolos, Isso é Brasil, Mundiais, Seleção brasileira | 20:19

O inoportuno silêncio de Cesar Cielo

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Cesar Cielo chega a Guarulhos e despista a imprensa, ao lado do pai e de seguranças

Tudo bem que encarar uma viagem de Xangai para São Paulo não é uma daquelas tarefas mais agradáveis. São pelo menos 26 horas atravessando o mundo. Desta forma, é perfeitamente compreensível que Cesar Cielo não estivesse muito a fim de encarar os jornalistas em seu desembarque a São Paulo nesta qiuarta-feira à noite, ao chegar da China, onde disputou o Mundial de Esportes Aquáticos e voltou para casa com duas medalhas de ouro. Pois é, nem sempre pode-se fazer tudo o que a lógica manda.

Por tudo que envolveu sua participação neste mundial, pelo fato de ele ter apenas dado uma declaração no dia do anúncio do doping; ter embarcado um dia antes para Xangai e assim fugir dos jornalistas; e por causa da polêmica absolvição aplicada pela CAS (Corte Arbitral do Esporte), que na verdade repetiu a pena de advertência aplicada pela CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos), Cielo tinha que ter falado com os jornalistas, sim!

Cesar Cielo já é o maior nadador da história do Brasil. Mas precisa demonstrar esta mesma grandeza diante de assuntos mais espinhosos e pouco agradáveis. Queira ou não, este caso de doping e a polêmica liberação para que ele competisse em Xangai irá acompanhá-lo em toda a carreira. Que ele saiba administrar melhor esta situação incômoda e mostrar a grandeza dos grandes campões. Na boa e na ruim.

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sábado, 30 de julho de 2011 Ídolos, Mundiais, Olimpíadas, Seleção brasileira | 18:57

O feito de Cesar Cielo é incontestável. Dentro d'água

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Cesar Cielo exibe a medalha de ouro nos 50m livre do Mundial de Xangai

Se alguém ainda tinha alguma dúvida sobre o papel que o nadador Cesar Cielo irá desempenhar nos próximos anos no esporte brasileiro, teve como resposta a conquista espetacular neste sábado pela manhã do bicampeonato mundial nos 50m nado livre, do Mundial de Esportes Aquáticos em Xangai, na China.

Cielo ganhou a prova com autoridade, marcando o ótimo tempo de 21s52 – o segundo melhor do ano -,  deixando para trás o italiano Luca Dotto (segundo colocado) e o francês Alain Bernand (terceiro), justamente ele quem mais criticou o brasileiro no episódio de advertência no doping por furosemida, dado pela CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos) e ratificado pela CAS (Corte Arbitral do Esporte).

Não há ninguém na natação mundial mais rápido do que Cesar Cielo e o próprio brasileiro, deixando corretamente a modéstia de lado, colocou-se como um dos principais favoritos a conquistar o ouro nesta prova nas Olimpíadas de Londres, em 2012.

Dentro das piscinas, não há uma vírgula a se contestar das duas medalhas de ouro de Cesar Cielo (que neste mesmo Mundial de Xangai havia sido campeão mundial dos 50m borboleta). Mas fora d’água…

Sim, lá vem o mala falar (como fui definido outro dia por um tuiteiro) mal do Cielo. Não dele, especialmente, mas do que cercou sua participação neste Mundial de Xangai.

Num futuro distante, quando torcedores e jornalistas se debruçarem pelos arquivos digitais que certamente serão cada vez mais desenvolvidos, e resolverem pesquisar tudo o que cercou este mundial de esportes aquáticos, saberão que um grande ídolo brasileiro, que tinha testado positivo por doping meses antes – ocorrido por um descuido, é verdade – só pôde competir porque o tribunal definitivo de apelação esportiva da época tomou uma polêmica decisão de liberá-lo. Mesmo sabendo que casos idênticos, iguaizinhos ao dele foram julgados com muito mais rigor e que receberam penas de suspensão.

Por mais que isso irrite a pachecada (que não está restrita apenas ao futebol, mas em todas as modalidades esportivas nas quais o Brasil tem sucesso), a verdade é que Cesar Cielo sempre terá que conviver com esta espécie de asterisco em sua carreira.

Da mesma forma que a impecável seleção masculina de vôlei, que ganhou tudo e que deverá ganhar ainda mais no futuro, sempre será lembrada pelo jogo que entregou no Mundial da Itália, no ano passado, para a Bulgária, e assim, tirando proveito do regulamento estúpido, escapar de confrontos mais perigosos na fase seguinte.

E,  da mesma forma, o bravo Felipe França, campeão mundial dos 50m peito, será lembrado pelo movimento irregular que fez no finalzinho da prova em que garantiu a medalha de ouro.

Aos pachecos, lembro que esta minha análise não significa falta de respeito ou patriotismo em relação a Cesar Cielo. Primeiro porque patriotismo não tem nada a ver com esporte. E depois, considero Cielo um cara do bem, um atleta de personalidade e, acima de tudo, um gênio das piscinas.

Cielo pertence a uma casta rara de gênios esportivos nascidos no Brasil e que não jogam futebol, que inclui também Gustavo Kuerten, Maria Esther Bueno, Éder Jofre, Ayrton Senna, Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet, Joaquim Cruz, Adhemar Ferreira da Silva, João do Pulo, Giba, Oscar Schmidt, Wlamir Marques, Amaury Pasos, Robert Scheidt Torben Grael são alguns destes caras.

Mas se a Justiça tivesse o mesmo peso para todos, sem levar em conta títulos e medalhas, Cesar Cielo não deveria ter nadado em Xangai.

Veja também:

>>O desabafo e o protesto

>>As mudanças que virão a partir da absolvição de Cesar Cielo

>>O doping e a hipocrisia

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sexta-feira, 29 de julho de 2011 Com a palavra, Ídolos, Isso é Brasil, Seleção brasileira | 23:36

A justificativa da CAS

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“Os fundamentos mencionados não foram questionados pela Fina, o que certifica que a furosemida não teve por objetivo melhorar o desempenho dos atletas ou mascarar o uso de alguma outra substância capaz de melhorar o desempenho”

Trecho do laudo final produzido pelos juízes da CAS (Corte Arbitral do Esporte) em relação ao julgamento dos nadadores brasileiros Cesar Cielo, Henrique Barbosa, Nicholas Santos e Vinicius Waked no caso de doping por furosemida, flagrados em exame realizado no último Troféu Maria Lenk, no Rio de Janeiro, em maio. Os três primeiros receberam apenas uma advertância, enquanto Waked, por ter sido punido por doping anteriormente, levou um ano de suspensão.

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segunda-feira, 25 de julho de 2011 Com a palavra, Ídolos, Isso é Brasil, Seleção brasileira | 23:45

O desabafo e o protesto

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Cesar Cielo exibe a medalha de ouro nos 50m borbolata do Mundial de Xangai

“Depois dessa, nada me derruba mais”

Cesar Cielo, logo depois de conquistar a medalha de ouro nos 50m borboleta do Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos, em Xangai (China), referindo-se ao drama que passou após o caso de doping por furosemida, onde recebeu somente uma advertência pela CAS (Corte Arbitral do Esporte)

O nadador queniano Janson Dunford não gostou do ouro de Cielo

O nadador queniano Janson Dunford, que ficou em sétimo lugar na final dos 50m borboleta, expressou publicamente seu desapontamento pela presença do brasileiro na prova.

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sexta-feira, 22 de julho de 2011 Ídolos, Isso é Brasil, Seleção brasileira | 19:50

Uma nova visão sobre o caso Cielo

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Bastante interessante a análise feita pelo advogado Alberto Murray Neto, publicada em seu blog e reproduzida abaixo. Como ex-árbitro do CAS (Corte Arbitral do Esporte), Murray conhece a fundo o funcionamento do órgão e fez uma reflexão que merece uma atenção: se Cesar Cielo, Henrique Barbosa e Nicholas Santos foram absolvidos, por que punir apenas Vinicius Wakerd? Afinal, se não houve punição (os três foram liberados), e Vinícius tomou a mesma substância que eles, qual o motivo de somente ele ter sido suspenso?

Leiam e analisem:

Três absolvições e uma condenação

Por Alberto Murray Neto

Os quatro nadadores do Brasil ingeriram, involuntariamente, furosemida. Todos compraram o suplemento alimentar da mesma farmácia, em Santa Bárbara d’Oeste, no interior de São Paulo. Pela mesma razão, os quatro atletas foram a julgamento relâmpago na Corte Arbitral do Esporte. Os árbitros entenderam que, de fato, o consumo de furosemida foi involuntário e que não houve negligência. Ou seja, a farmácia de manipulação errou e contaminou os comprimidos que eles tomaram. Pois bem, se o CAS julgou que a furosemida encontrada nos atletas não foi culpa deles, todos, igualmente, são inocentes. Então por que três deles foram absolvidos e um recebeu um ano de suspensão? Ah, porque ele é reincidente! Ora, se desta vez ele, segundo o CAS, não cometeu delito algum, ele não é reincidente de nada. Sem delito, não há pena. Portanto juridicamente injusta e incongruente a suspensão de Wacked (mera advertência não é pena. Se o Tribunal os tivesse julgado culpados, teriam sido suspensos).

Outro ponto importante: Em sendo culpado a farmácia de manipulação, os quatro atletas têm uma baita ação de dano moral contra ela. Vamos ver se eles processarão a farmácia. Eu certamente processaria. O fato foi gravíssimo e abalou a imagem deles. Merecem ressarcimento. Serão curiosos os desdobramentos do caso daqui por diante.

Veja também:

>> Julgamento rápido pode trazer problemas para Cielo

>>Fica esperto, Cielo!

>>O doping e a hipocrisia

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quinta-feira, 21 de julho de 2011 Ídolos, Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 20:32

As mudanças que virão a partir da absolvição de Cesar Cielo

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Cesar Cielo agora está livre para brigar pelo bicampeonato mundial em Xangai

Passadas várias horas da notícia da absolvição do campeão olímpico e mundial Cesar Cielo – na verdade, a manutenção da pena de advertência que havia sido aplicada pela CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos) – e dos também nadadores Henrique Barbosa e Nicholas Santos, já é possível fazer uma análise mais fria sobre o episódio que abalou as estruturas do esporte olímpico do Brasil nas últimas semanas.

Uma coisa parece clara para mim: continuo com a certeza absoluta que se não tivesse um currículo brilhante, onde constam uma medalha de ouro nas Olimpíadas de Pequim-08 e dois títulos mundiais obtidos em 2009, na cidade de Roma, Cesar Cielo estaria arrumando as malas para voltar da China para o Brasil, trazendo na bagagem uma suspensão, nem que fosse relativamente leve, algo como os três meses que pediu a Fina (Federação Internacional de Natação), em seu recurso à CAS (Corte Arbitral do Esporte).

Nem mesmo o fato de Henrique Barbosa e Nicholas Santos, que nem se comparam em termos de conquistas a Cielo, terem sido absolvidos também modifica esta minha linha de pensamento. É claro que por terem ingerido o mesmo suplemento alimentar indicado por Cielo, e com a argumentação de contaminação cruzada ter sido aceita na CAS, eles teriam que escapar do gancho também. O único que não tinha salvação era Vinícius Waked, que por ter sido condenado anteriormente, foi considerado reincidente e acabou condenado por um ano.

Caberá a Cielo, agora aliviado por manter o sonho de brigar pelo bicampeonato mundial em Xangai e olímpico em Londres, no ano que vem, mostrar maturidade e sangue frio. Maturidade para encarar os jornalistas sem qualquer tom de revanchismo, por conta das inúmeras reportagens que foram publicadas até agora, questionando o caso de doping. Como ele se manteve absolutamente em silêncio após a divulgação do exame positivo, não sei sinceramente como irá reagir às inevitáveis perguntas que os jornalistas do mundo inteiro certamente lhe farão em Xangai.

O sangue-frio citado no parágrafo acima tem a ver com a reação que o resultado do julgamento irá despertar nos rivais. Ainda logo depois da divulgação do doping, o francês Alain Bernard disse que achava que pena havia sido bem leve. Depois, o canadense Brent Hayden usou de ironia para pedir uma punição maior ao brasileiro. Cielo precisará saber conviver com olhares atravessados e comentários às escondidas dos rivais das piscinas. E ter que superar tudo isso para continuar em busca de seus grandes resultados.

Por fim, a última mudança que deverá acompanhar o desfecho do caso Cielo: a partir de agora, será bem complicado para a CAS querer aplicar uma pena de suspensão para casos idênticos ao de Cielo e seus colegas. Por exemplo, o que ocorreu com Daynara de Paula, que também teve doping por furosemida em virtude de uma contaminação cruzada. Exatamente como Cesar Cielo. Só que ela foi acusada de negligente, ficou meio ano afastada das piscinas e nem poderá sonhar com uma participação nas Olimpíadas de Londres.

Nestes casos, a diferença que faz uma medalha de ouro olímpica é fundamental e, por que não dizer, cruel com os mortais.

Veja também:

>>Doping vai ganhando  de goleada no esporte brasileiro

>>E Cielo falou. Para os franceses…

>>O doping e a hipocrisia

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sexta-feira, 15 de julho de 2011 Com a palavra, Isso é Brasil, Seleção brasileira | 23:53

Fabíola Molina e a (falta de) lógica militar

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A nadadora Fabíola Molina, mesma suspensa por doping, disputará os Jogos Mundiais Militares no Rio

“Não vai ter problema junto a FINA, eles me deram o OK para competir. O caso vai ser julgado após o Mundial de Xangai, já que as pessoas responsáveis estão todas na China”



Fabíola Molina, experiente nadadora brasileira, que está suspensa por doping pelos próximos dois meses, pelo uso de um suplemento alimentar que continha a substância Metilhexanamina, um estimulante. Mesmo punida, ela recebeu aval da Fina (Federação Internacional de Natação) para representar o Exército brasileiro nos Jogos Mundiais Militares, que começam neste sábado, no Rio de Janeiro.

Só me espanta que os comandantes do Exército do Brasil, tão zelosos em manter a disciplina na caserna, tenham aceitado receber em seus quadros uma atleta que, mesmo por conta de um “doping burro”, esteja suspensa das atividades em sua modalidade.

Ou será que o pragmatismo de poder contar com uma medalha certa para o Brasil – afinal, Fabíola Molina é uma nadadora de alto nível – acabou falando mais alto?

Veja também:

>>Doping burro, o pior que existe

>>Julgamento rápido pode trazer problemas para Cielo

>>O doping e a hipocrisia

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quarta-feira, 13 de julho de 2011 Ídolos, Isso é Brasil, Olimpíadas | 21:38

Doping vai ganhando de goleada no esporte brasileiro

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Pedro Solberg teve um resultado positivo para esteroide. Mas ele diz que é inocente

Para um país que quer ostentar o status de “olímpico” nos próximos anos – de olho, obviamente, na organização das Olimpíadas do Rio, em 2016, as últimas semanas não estão sendo nada agradáveis ao Brasil. Se não bastasse o mega escândalo envolvendo o campeão olímpico e mundial Cesar Cielo, eis que surgiu nesta quarta-feira mais um caso: Pedro Solberg, do vôlei de praia, flagrado em um exame no Rio de Janeiro realizado pela Wada (Agência Mundial Antidoping), cujo resultado apontou a presença de um esteroide.

Em comunicado divulgado em seu site oficial, a CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) confirmou o resultado positivo e disse que esperava que o assunto seja resolvido da melhor maneira. O atleta está suspenso preventivamente. Mais tarde, o próprio Solberg alegou que não tomou nada ilegal.

É impressionante, para não dizer patético, a forma com que o doping vai ganhando de goleada no esporte brasileiro. Não que o Brasil tenha a obrigação de resolver um verdadeiro câncer que atinge o esporte mundial que é o doping, mas convenhamos que a quantidade de casos positivos por aqui nos últimos tempos é preocupante.

Exemplos temos de sobra: o escândalo da equipe de velocistas de atletismo da extinta equipe rede; o doping por um diurético ingerido por Daiane dos Santos, na ginástica; o “doping burro” de Fabíola Molina, na natação; as denúncias da “ESPN Brasil” sobre o ciclismo brasileiro; fora o caso Cielo.

Tudo isso em menos de dois anos!

E o anúncio de um novo caso, agora envolvendo o vitorioso vôlei de praia, só aumenta a diferença no placar a favor do doping. Sinceramente, este não é o “Brasil olímpico” que sonhamos, não é mesmo?

Veja também:

>> O doping e a hipocrisia

>> Doping burro, o pior que existe

>> O que acontece com o tribunal da CBAt?

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terça-feira, 12 de julho de 2011 Com a palavra, Ídolos, Seleção brasileira | 22:12

E Cielo falou. Para os franceses…

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“Espero que a decisão seja a mesma que a CBDA tomou. Mas só a advertência já é difícil de digerir porque eu não fiz nada”



Para o "L'Equipe", Cielo disse que é inocente

Nadador brasileiro Cesar Cielo, em declaração dada ao jornal francês “L’Equipe” nesta terça-feira, já em Macau (China), onde se encontra para a disputa do Mundial de Esportes Aquaticos, marcado para a cidade de Xangau e cujas provas de natação começarão no próximo dia 24.

Só lamento que Cielo tenha falado com os colegas franceses e não com a imprensa brasileira, a qual driblou no embarque para Macau, voando um dia antes, para não ter que falar sobre o incômodo caso de doping por furosemida, detecado no exame realizado no Troféu Maria Lenk. Além de Cielo, testaram positivo para a mesma substância Henrique Barbosa, Nicholas Santos e Vinícius Waked. Os quatro alegam inocência e dizem que tiveram um suplemento alimentar contaminado em uma farmácia de manipulação em Santa Bárbara D’Oeste.

Mas uma hora Cielo terá que falar aos brasileiros. Torço para que nesta ocasião, esteja festejando uma absolvição no caso, que será levado à CAS (Corte Arbitral do Esporte).

Mas, convenhamos, a coisa está difícil.

Veja também:

>> Julgamento rápido pode trazer problemas para Cielo

>> Duas opiniões sobre o caso Cielo

>> O doping e a hipocrisia

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