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Posts com a Tag Copa 2014

terça-feira, 15 de janeiro de 2013 Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas | 23:36

'Arrependimento' de Armstrong, Célio de Barros, CBDA e até estádio para pentatlo. E 2013 começa no pique total

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Lance Armstrong dá entrevista para Oprah Winfrey e admite o uso de doping: nenhuma surpresa

A surrada frase “ano novo, vida nova”, está sendo levada na íntegra no universo dos esportes olímpicos, tanto no Brasil quanto no mundo. Uma breve análise das principais notícias que dominaram o noticiário nestes primeiros 15 dias de 2013 mostram que a temporada começou agitada e com algumas informações surpreendentes. Vamos a elas:

  • Após passar meses em um silêncio constrangedor, enquanto era acusado por autoridades americanas no combate do doping e também por ex-companheiros de ter obtido todos os seus grandes títulos de forma ilícita, eis que o ciclista americano Lance Armstrong resolveu sair da toca e em entrevista à consagrada apresentadora Oprah Winfrey, admitiu – oh, que surpresa! – ter usado substâncias proibidas em sua carreira. Um “arrependimento” de araque, pois por trás da confissão em rede nacional, estaria o interesse de Armstrong em evitar o banimento no esporte. A entrevista irá ao ar nesta quinta-feira, na TV americana.

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  • Em um levantamento inédito no esporte olímpico do Brasil, o movimento “Muda, CBDA”, comandado por Julian Aoki Romero, teve acesso a todos os contratos firmados entre a CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos) e os Correios desde 1993. E mostrou que em 20 anos, a estatal depositou na entidade que comanda a natação brasileira, dirigida a quase 25 anos por Coaracy Nunes, a “bagatela” de R$ 158 milhões, que renderam neste período oito medalhas olímpicas, uma delas de ouro. A despeito da importância destas conquistas (e todas foram muito importantes), é de se questionar se com tanto dinheiro investido por tantos anos, não deveríamos ter resultados como os de uma Austrália nas piscinas, por exemplo…

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  • O atletismo do Rio de Janeiro prosseguiu em sua cruzada quixotesca em defesa do moribundo Estádio Célio de Barros, que faz parte do Complexo do Maracanã, e está com os dias contados, aguardando a demolição, pois seu espaço será utilizado como parte do estacionamento para carros da arena que receberá a final da Copa do Mundo de 2014. Definitivamente uma batalha já perdida e um duro golpe no atletismo de base do Brasil.

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  • A UIPM (União Internacional de Pentatlo Moderno) anunciou em seu site que a instalação que receberá as provas da modalidade nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, deverá ser a primeira a receber, no mesmo local, as cinco provas que compõe o programa do pentatlo moderno, ou seja, natação, hipismo, esgrima e o evento combinado tiro e corrida. A construção de um único estádio para o pentatlo moderno, explica a nota no site da UIPM, ainda está em discussão, mas se de fato for aprovada, significará um aumento (mais um!) no orçamento final dos Jogos, com a construção de um estádio (no bairro de Deodoro) para uma modalidade que não reúne 1.000 praticantes no Brasil. Vale lembrar que em Londres 2012 as provas do pentatlo moderno aproveitaram instalações usadas em outras modalidades dos Jogos.

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Agitações olímpicas à parte, este blogueiro irá dar uma recarregada nas baterias e sair de férias por alguns dias, voltando a atualizar este espaço no começo de fevereiro. Ou em edição extraordinária, caso algum fato mereça uma pausa no descanso. Até a volta!

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terça-feira, 11 de dezembro de 2012 Isso é Brasil, Olimpíadas, Vídeos | 13:44

Movimento faz hino para defender Célio de Barros de demolição

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A já anunciada demolição do Estádio de Atletismo Célio de Barros, além do Parque Aquático Júlio Delamare, ambos localizados no Complexo do Maracanã, despertou a criação de um movimento formado por atletas, técnico, árbitros e dirigentes, que tentam impedir que uma das instalações mais importantes do esporte olímpico brasileiro vá ao chão.

E este movimento acaba de lançar um hino para alertar a população do verdadeiro crime que será cometido. A música “Bota Abaixo”, de autoria de Cláudio da Matta, professor de educação física e ex-recordista brasileiro do salto em altura nos anos 80. Confira abaixo:

Considerado uma espécie de “templo” do atletismo do Rio de Janeiro, o Célio de Barros já abrigou algumas das competições mais importantes da modalidade, como Troféu Brasil, Campeonatos Sul-Americanos e etapas do Grand Prix. Até a construção do Engenhão, para o Pan de 2007, qualquer competição de atletismo no Rio ocorria lá.

Na letra de Cláudio da Matta, há uma verdadeira súplica ao empresário Eike Batista (não citado nominalmente), dono do consórcio que deverá herdar a administração do Maracanã, para não derrubar o Célio de Barros. O projeto de reforma do estádio para a Copa do Mundo de 2014, prevê a demolição do Célio de Barros, do Júlio Delamare, do Museu do Índio e da Escola Modelo Arthur Friedenreich, para a construção de um estacionamento!!!

Vale lembrar que a autorização para a demolição foi dada pelo governador Sérgio Cabral, com anuência do prefeito Eduardo Paes, o mesmo que dizia que isso nunca aconteceria. Nada como um dia após o outro. E “Bota abaixo”…

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quinta-feira, 25 de outubro de 2012 Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas | 16:43

Mais uma trapalhada no caminho do Rio 2016

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Vista do Maracanãzinho, durante a final da Superliga feminina de vôlei. Reformas previstas deixarão ginásio incapacitado para receber as partidas de vôlei durante as Olimpíadas de 2016

Quando menos se espera, eis que aparece mais uma bela dor de cabeça aos envolvidos na organização das Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016. E por uma triste coincidência, esta também envolve a polêmica reforma no complexo esportivo do Maracanã, que implicará na demolição de dois equipamentos tradicionais na história do esporte brasileiro, o Estádio Célio de Barros e o Parque Aquático Júlio Delamare. Agora, se não ocorrer nenhuma alteração no edital de concessão do governo do Rio, o Ginásio do Maracanãzinho não atenderá às exigências de capacidade do COI (Comitê Olímpico Internacional) para os Jogos.

A notícia divulgada pelo jornal “O Globo” esta semana pegou inclusive os integrantes do Rio 2016 de surpresa. Isso porque segundo o estudo de viabilização feito pela empresa IMX, o ginásio (que passou por profundas reformas para receber o Pan-Americano de 2007) teria sua capacidade reduzida dos atuais 11.424 lugares para 9.914, transformando o Maracanãzinho em forma de arena e com acessos retráteis.

O único “probleminha” nesta brincadeira é que o COI exige uma capacidade mínima de 12 mil lugares para o ginásio que receber as partidas de vôlei nas próximas Olimpíadas. Obviamente ninguém se preocupou em ler o caderno de encargos dos Jogos antes de soltar o edital.

Imediatamente, o comitê organizador entrou em contato com o governo carioca e estão tentando fazer os ajustes que permitam atender tanto às exigências olímpicas quanto aos interesses da futura empresa que irá controlar o complexo do Maracanã pelos próximos 35 anos.

Na mesma semana em que decretou a morte do Célio de Barros e do Júlio Delamare, estão querendo inviabilizar o histórico Maracanãzinho para as Olimpíadas de 2016. E se bobearem, é isso mesmo que irá acontecer.

Triste semana para o esporte olímpico brasileiro.

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terça-feira, 23 de outubro de 2012 Isso é Brasil, Olimpíadas | 23:07

Está para acontecer mais um duro golpe no esporte do Brasil

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Prefeito Eduardo Paes imita gesto de Usain Bolt, em visita do astro jamaicano ao Rio

O prefeito Eduardo Paes, do Rio de Janeiro, recentemente reeleito para mais um mandato, que adora sair bem nas fotografias (vide o vasto e sempre presente material que sua atenta assessoria envia às redações), bem que poderia deixar o marketing um pouco de lado e tentar evitar um verdadeiro assassinato à história do esporte olímpico brasileiro: a demolição do conjunto esportivo localizado ao lado do Estádio do Maracanã, formado pelo Parque Aquático Júlio Delamare e o Estádio de atletismo Célio de Barros.

Por causa das reformas exigidas pela Fifa no Maracanã, visando a Copa do Mundo de 2014 (e que consumirão quase R$ 1 bilhão), tanto o conjunto aquático quanto o estádio de atletismo precisarão ser demolidos, para que a empresa que vencer o edital de concessão possa criar  uma estrutura mais rentável, com a instalação de lojas, restaurantes temáticos etc.

A velha desculpa, já usada no “estupro” ao Autódromo de Jacarepaguá na época do Pan 2007, é que as duas instalações passarão a funcionar em outro bairro do Rio de Janeiro.

Desculpem a expressão popular, mas isso é pura cascata!

Assim como o novo terreno do autódromo, que seria na região de Deodoro, jamais saiu do papel, podem ter certeza que atletas e nadadores que utilizam a estrutura do complexo poliesportivo do Maracanã, inaugurado na década de 70, ficarão na mão. A CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) já emitiu uma nota oficial protestando contra a decisão e exigindo a construção de um novo local primeiro.

O histórico Ginásio do Maracanãzinho só sobreviveu porque foi modernizado para o Pan 2007 e já está programado para receber os jogos de vôlei nos Jogos de 2016. Do contrário…

Por isso, caro prefeito Eduardo Paes, antes de ficar posando para fotos engraçadinhas ao lado de estrelas do esporte como Usain Bolt, seria bom ouvir as comunidades do atletismo e da natação. Como pelo jeito a demolição do Célio de Barros e do Júlio Delamare é inevitável, firme um compromisso público, registrado em cartório, que serão realmente construídos um novo estádio de atletismo e um de natação. Que tudo isso não vire conversa de político.

Que tal, senhor prefeito? Topa o desafio?

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terça-feira, 13 de setembro de 2011 Isso é Brasil, Olimpíadas | 22:58

Um raio-X do esporte no Brasil

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Excelente a pesquisa feita pela Delloite, empresa de consultoria internacional, divulgada no começo deste mês de setembro, chamada “Muito além do futebol – Estudo sobre esportes no Brasil”.  O objetivo era o de traçar um mapa sobre o interesse dos brasileiros em esportes, tendo em vista a realização dos Jogos Olímpicos de Londres 2012, da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016, que serão realizadas no Rio de Janeiro. E alguns resultados desta pesquisa foram bem interessantes:

  • A principal conclusão é que o rúgbi foi apontado pelos entrevistados como o esporte que mais irá crescer no Brasil nos próximos anos;
  • As artes marciais ficaram em segundo lugar na opção de modalide esportiva que mais irá crescer nos próximos anos;
  • Os esportes coletivos aparecem como os preferidos pela maioria dos entrevistados na pesquisa;
  • Apesar de ser um país tropical, o Brasil possuí um grande interesse em acompanhar esportes de inverno, como curling (!), hóquei no gelo e esqui;
  • Golfe, hipismo e tênis foram apontados como esportes de elite (88%, 84% e 46%, respectivamente);
  • O beisebol e o golfe foram apontados como os esportes menos admirados pelos entrevistados;
  • O vôlei aparece como o segundo esporte na preferência do brasileiro, com 46%. O basquete aparece em quinto lugar (16%);
  • Na lista dos esportes que mais irá crescer no Brasil nos próximos anos, o basquete aparece em último lugar na preferência dos entrevistados, ao lado do futebol americano, com somente 4% nas respostas

Para conhecer outros dados interessantes desta pesquisa, clique na apresentação abaixo:

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terça-feira, 24 de maio de 2011 Com a palavra, Isso é Brasil, Olimpíadas, Pré-Olímpico | 21:36

Competência do Japão assegurou a Copa do Mundo de vôlei

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O Yoyogi National Stadium, durante a Copa do Mundo de vôlei de 2007

“Sempre tivemos confiança no povo japonês e na família do vôlei japonês para superar as dificuldades causadas pelos desastres naturais e pela lamentável radiação nuclear”


Trecho do comunicado da FIVB (Federação Internacional de Vôlei), assinado pelo presidente da entidade, Jizhong Wei, confirmando a realização da Copa do Mundo de vôlei no Japão, entre os dias 4 de novembro e 4 de dezembro deste ano, em evento que será classificatório para as Olimpíadas de Londres de 2012.

Uma grande prova de confiança da FIVB na capacidade de organização japonesa em poder receber mais uma vez a competição, repetindo o que já faz desde 1977. Isso para um país devastado por um terremoto, seguido de um tsunami, além de sofrer um desastre nuclear.

Trata-se de um tapa na cara dos dirigentes brasileiros, que não conseguem erguer suas arenas ou ginásios para a Copa do Mundo de 2014 ou para as Olimpíadas de 2016 sem a sombra de superfaturamentos ou desorganização habitual destas bandas.

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segunda-feira, 16 de maio de 2011 Isso é Brasil, Pan-Americano | 22:43

E as confusões envolvendo o Pan-2007 não acabam…

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Cerimônia de abertura do Pan 2007. Evento ainda é alvo de ações na Justiça

Incrível como não se coloca um fim às polêmicas envolvendo os Jogos Pan-Americanos do Rio, em 2007. Ainda bem que tem gente que não deixa que se esqueçam os absurdos com o dinheiro público cometidos naquele Pan. E vem aí uma Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos de 2016. Olho aberto, gente!

MPF processa ex-ministro por aluguel superfaturado da Vila do Pan

Agnelo Queiroz, Co-Rio, construtora e dirigentes da Caixa e do COB são réus

Da asssessoria de comunicação social da Procuradoria da República no Rio de Janeiro

O Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro moveu ação contra o ex-ministro do Esporte, Agnelo Queiroz (atual governador do DF) e o vice-presidente do Comitê Organizador do Jogos Rio-2007 (Co-Rio) e Comitê Olímpico Brasileiro (COB), André Gustavo Richer, e outros quatro réus por superfaturamento no aluguel antecipado da Vila do Pan por dez meses. Também respondem à ação civil pública e de improbidade administrativa o ex-presidente da Caixa, Jorge Eduardo Mattoso, o ex-secretário de Esporte de Alto Rendimento, André Almeida Cunha Arantes, o Co-Rio e a construtora Agenco (em nome da coligada Pan 2007 S.A.).

Na ação, o MPF relata que o custo do aluguel de 1.490 apartamentos da Vila do Pan cresceu 62% sobre o orçamento inicial (de R$15,4 milhões, pelo valor de mercado, para R$ 25 milhões), como demonstra relatório do Tribunal de Contas da União (TCU). Os réus estão sujeitos às penas fixadas na lei de improbidade administrativa: ressarcimento do dano, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos, pagamento de multa e proibição de contratar temporariamente com o poder público.

A ação, proposta pelo procurador da República Édson Abdon Filho, tramita na 21ª Vara Federal do Rio de Janeiro (processo 0006132-212011.4.02.5101). Queiroz, Arantes, Richer e o Co-Rio cometeram improbidade ao se omitirem na fiscalização do uso de verbas públicas e Mattoso não tinha justificativa legal para permitir o pagamento de R$ 25 milhões à Pan 2007, beneficiada por enriquecimento ilítico.

“Não se pode aceitar que um ex-ministro e um ex-secretário nacional validem o custo de um objeto, que foi estipulado por empresa coligada da beneficiária do repasse, sem, ao menos, verificarem outras avaliações, mais condizentes com os reais valores de mercado. E quando essa avaliação é corroborada pelo ex-presidente da Caixa, contrariando um laudo de análise de engenharia feito por servidores da própria empresa pública federal da qual ele é o chefe, fica clara a intenção de lesar os cofres públicos em benefício de terceiro”, afirma o procurador da República Edson Abdon Filho.

De acordo com a Caixa, o aluguel mensal foi fixado entre R$1.100 (apto. de 41m2) e R$ 3.300 (147m2). Um laudo do próprio banco, citado no relatório do TCU, alerta, porém, que “todas as metodologias utilizadas, a da Caixa, do Cofeci, da Ademi/RJ e a de remuneração de capitais sinalizam um valor de aluguel médio inferior ao efetivamente pago mediante o Convênio”. O TCU assinala ainda que foi de 82% a maior taxa de ocupação, ocorrida entre 3 de julho e 21 de agosto.

Veja também:

Déficit do Pan 2011 já supera os R$ 114 milhões

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Odepa faz reunião de olho em atraso nas obras do Pan-11

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sábado, 14 de maio de 2011 Pan-Americano | 19:22

Déficit do Pan 2011 já supera os R$ 114 milhões

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Segundo Carlos Garín, os organizadores do Pan estão tentando cortar as despesas

Há exatos cinco meses para a abertura dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, que começarão em 14 de outubro, uma coisa já é possível saber sobre o evento: haverá um belo prejuízo aos organizadores ao final da competição poliesportiva das Américas. Embora assegure que não existe nenhum risco do evento não ocorrer, o diretor geral do Copag (Comitê Organizador do Pan), Carlos Andrade Garín, admite que será complicado as contas não saírem do vermelho. Até agora, a organização dos Jogos calcula um défict equivalente a US$ 70 milhões (R$ 114,5 milhões)

“O Governo tem avalizado os Jogos e o que faltar terão que nos dar. Já não estamos pensando em quanto dinheiro falta, mas de quanto precisamos, e estamos tentando diminuir as despesas”, afirmou Garín. Vale lembrar que o tamanho do rombo deveria ser maior, se não fosse patrocínios e acordos comerciais assinados nos últimos meses.

O que me chamou a atenção no discurso do cartola mexicano é a desfaçatez com que ele diz claramente que o governo terá que completar o orçamento para a realização do Pan. Ficou claro que este é um discurso-padrão de todo responsável pela organização de um mega evento esportivo, seja os Jogos Pan-Americanos, Copa do Mundo ou Olimpíadas.

Inclusive, estamos presenciando exemplos disso em nosso próprio quintal, com o gasto desenfreado que os governos estaduais e municipais estão fazendo para erguer estádios para a Copa do Mundo de 2014. O estádio do Corinthians, por exemplo, custará mais de R$ 1 bilhão para poder receber a abertura do Mundial. É claro que a conta não irá fechar e o governo federal terá que abrir os cofres. Da mesma forma que aconteceu no Pan do Rio, em 2007 e certamente ocorrerá nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016.

Não existe responsabilidade ao se organizar um evento deste nível, em qualquer parte do mundo.  Mas isso não serve de desculpa e sim de triste constatação. E quando esta desorganização afeta diretamente o nosso bolso, a tristeza se transforma em revolta.

Veja também:

Organizadores fazem acordo para salvar o Pan

Abre o olho, Guadalajara!

Cartolas livram (por enquanto) a cara do Pan de Guadalajara

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