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terça-feira, 6 de agosto de 2013 Isso é Brasil, Olimpíadas, Paraolimpíadas, Política esportiva | 13:58

Três anos para o Rio 2016. Temos motivos para festejar?

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Integrantes do Comitê Rio 2016 comemoram a data de três anos para o início dos Jogos

Nesta última segunda-feira, passou meio despercebida uma efeméride importante:  atingiu-se a marca de exatos três anos para o início dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, que terá sua abertura oficial ocorrendo em 5 de agosto de 2016. No dia 22 do mesmo mês, haverá a abertura dos Jogos Paraolímpicos. Ou seja, o relógio anda correndo rápido demais para os organizadores. Só que uma sensação incômoda de que muita coisa ainda está para ser feita é permanente. Será que temos momentos para festejar?

>>> Veja também: TCU aponta irregularidades em obras para os Jogos de 2016

Se duvida disso, acompanhe:

1) Como festejar os três anos para 2016 se simplesmente o orçamento final do evento ainda não foi anunciado pelo comitê Rio 2016? Inicialmente, previa-se um custo de R$ 7 bilhões, mas essa conta é da época do dossiê de candidatura. O que devemos esperar até o final deste ano?

2) Como festejar se  o TCU (Tribunal de Contas da União) aponta indícios de sobrepreço (no popular, superfaturamento) nas planilhas orçamentárias da reforma do Ladetec, o laboratório que será responsável por todos os exames antidoping dos Jogos de 2016?

3) Como festejar se o mesmo TCU divulgou relatório demonstrando extrema preocupação com os atrasos “injustificáveis”, nas palavras do órgão fiscalizador, do início das obras do Complexo de Deodoro e que nem foram licitadas ainda? Lá serão realizadas competições de tiro, canoagem, hóquei sobre grama, ciclismo e pentatlo moderno. Os atrasos, segundo o TCU, podem afetar até mesmo a realização de eventos-testes para 2016.

4) Como encontrar motivos para fazer festa se o Ginásio do Maracanãzinho está ameaçado de não receber os jogos de vôlei, por conta da suspensão da demolição do estádio de atletismo Célio de Barros e do Parque Aquático Júlio Delamare, segundo revelou o jornal Lance! nesta terça-feira? A suspensão, extremamente positiva para o esporte brasileiro, irá atrapalhar exigências do COI (Comitê Olímpico Internacional), que pede a instalação de quadras de aquecimento ao lado ginásio.

E para que ninguém pense que se tratam apenas de críticas vazias. O ex-nadador russo Alexander Popov, membro do COI, disse em Barcelona, durante a disputa do último Mundial de esportes aquáticos, em entrevista ao Lance!, que o sinal vermelho está ligado para o Rio. “A principal preocupação é sobre quando as pessoas começarão a fazer alguma coisa”.

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quarta-feira, 31 de julho de 2013 Isso é Brasil, Olimpíadas, Paraolimpíadas | 18:33

TCU indica irregularidades em obras para os Jogos de 2016

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Imagem do projeto final do Ladetec, laboratório no Rio de Janeiro que realizará todos os exames antidoping das Olimpíadas e Paraolimpíadas de 2016

Muito se fala sobre gastos excessivos e problemas para a Copa do Mundo de 2014, mas tem gente de olho aberto na organização dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. O TCU (Tribunal de Contas da União) publicou em seu site dois comunicados que expressam de forma preocuopante como as coisas estão caminhando na organização das próximas Olimpíadas.

Em uma das notas à imprensa, a fiscalização do TCU identificou encontrou irregularidades no orçamento e contrato das obras na reforma do Ladetec, laboratório oficial que será usado durante o evento e que fará todos os controles antidopagem das Olimpíadas e Paraolimpíadas. Entre os problemas encontrados, a análise do TCU mostrou “quantitativos subestimados na planilha orçamentária em comparação com o projeto executivo, além de execução da obra em dois turnos ao invés de três, como previsto em contrato”. Segundo o TCU, a diferença nestes quantitativos permitiria a solicitação de aditivos no contrato, o que poderia ocasionar sobrepreço (em bom português, superfaturamento).

>>> Veja também: Parque Olímpico 2016, presente e futuro

Para o relator do processo, ministro Raimundo Carneiro, a isso chama-se de “jogo de planilha”, que diminui o desconto global obtido inicialmente na licitação da obra.

A outra reclamação do TCU tem como alvo as obras no Complexo Esportivo de Deodoro, que abrigará as modalidades de hipismo, tiro, esgrima, pentatlo moderno, canoagem, ciclismo e hóquei sobre grama. Para o órgão fiscalizador, os atrasos nas obras são injustificáveis.

>>> Leia também: Rio 2016 já tem prejuízo acumulado de R$ 149 milhões

Se os prazos iniciais forem mantidos, de acordo com a análise do TCU, algumas destas obras terão conclusão posterior a da realização dos eventos-testes previstos pelo COI (Comitê Olímpico Internacional). Para o ministro Raimundo Carneiro, “os riscos potenciais identificados nas atividades de implantação do complexo esportivo são deveras danosos à administração, podendo levar a práticas emergenciais que resultam em majoração dos gastos públicos, a fim de concluir as obras no prazo necessário”.

>>> E mais: A “cidade olímpica” e o choro de Monica

Para quem quiser mais detalhes sobre o processo, basta clicar aqui.

Com a palavra, o Comitê Rio 2016…

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quarta-feira, 5 de junho de 2013 Olimpíadas, Política esportiva | 09:46

Clima político não desanima turcos de olho em 2020

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Getty Images

Diversos protestos continuaram agitando Istambul nesta terça-feira

A onda de protestos na Turquia, que começou na última sexta-feira, com manifestantes pedindo a renúncia do premiê Recep Tayyip Erdogan, pode trazer como efeito colateral um prejuízo esportivo ao país. No dia 7 de  setembro, será escolhida a sede das Olimpíadas de 2020, na Assembleia Geral do COI (Comitê Olímpico Internacional), marcado para a cidade de Buenos Aires. E entre os candidatos, está Istambul, a principal cidade da Turquia.

Ao lado de Tóquio, Istambul aparece como uma das fortes candidatas a vencer o pleito de setembro – Madri, capital da Espanha, aparece como a terceira força na disputa. A briga entre as cidades japonesa e turca vem se acirrando nos últimos tempos. Segundo o site especializado no movimento olímpico Gamebids.com, que tem uma classificação própria para avaliar as candidaturas das cidades, o “Bidindex“, Tóquio passa por um período de “alta”, graças ao crescente apoio da população japonesa, enquanto Istambul vive uma fase de “baixa”. A avaliação foi feita após a reunião do comitê executivo do COI, em São Petersburgo, na semana passada.

Estas análises, contudo, não estão levando em consideração o aspecto político pelo qual passa a Turquia. E foi justamente pensando nas consequências que os fortes protestos terão junto ao conservador colégio eleitoral do COI que os integrantes da candidatura de Istambul trataram de se apressar e divulgar um comunicado para dizer que os turcos continuam unidos em torno do sonho olímpico.

“Apesar destes últimos acontecimentos, todos os setores da Turquia permanecer unidos em nosso sonho de sediar primeira olímpica da nossa nação e Paraolímpicos em 2020”, diz um trecho do comunicado. O comitê de candidatura de Istambul anunciou ainda que acompanha as manifestações “com muito cuidado e que por enquanto elas estão voltadas para um espírito coletivo de comunidade”. Até mesmo um dos candidatos à presidência do COI, o suíço Denis Oswald, presidente da IRF (Federação Internacional de Remo), deu uma declaração, dizendo que não acha que o processo político na Turquia irá afetar a decisão da Assembleia do COI.

A candidatura de Istambul para receber os Jogos de 2020 – que tem o orçamento previsto de US$ 19,2 bilhões, o mais alto entre as três cidades postulantes – tem como ponto forte em sua campanha reforçar que as Olimpíadas, caso sejam disputadas lá, ocorrerão pela primeira vez em dois continentes, Europa e Ásia.

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sábado, 1 de junho de 2013 Histórias do esporte, Imagens Olímpicas, Olimpíadas | 18:34

Aproveite o feriado em SP e e conheça um pouco das Olimpíadas

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Em abril, havia postado aqui sobre a abertura da exposição “Jogos Olímpicos: Esporte, Cultura e Arte”, na galeria do Sesi, em São Paulo, com peças que fazem parte do acervo do COI (Comitê Olímpico Internacional). Bem, desde então não havia encontrado uma brecha na agenda para ver a mostra. De folga neste feriado, aproveitei para pegar os filhos e me mandar para o Sesi e ver de perto sobre aquilo que tinha escrito. E não me arrependi.

Para quem gosta de acompanhar o movimento olímpico, é uma viagem no tempo. Confesso que não tinha muita expectativa em relação à exposição, mesmo com as fotos de divulgação. Porém, ao vivo a história é completamente diferente. Os que estão começando a aprender agora sobre as Olimpíadas, como era o caso dos meus filhos, ou aos que já acompanham os Jogos há anos , a exposição agrada do início ao fim.

Peças raras, como uma bengala usada pelo Barão de Coubertin, primeiro presidente do COI e criador dos Jogos Olímpicos da Era Moderna, fazem parte do acervo. Também estão lá todas as tochas olímpicas utilizadas desde Berlim 1936, chegando até a última edição das Olimpíadas, em Londres 2012.

Uniformes ou equipamentos usados por atletas consagrados e campeões olímpicos também estão na mostra, como uma das luvas (autografada) que o boxeador Sugar Ray Leonard utilizou para ganhar o ouro nos Jogos de Montreal, em 1976. A arma usada por Guilherme Paraense para ganhar a primeira medalha dourada do Brasil em Olimpíadas, em Antuérpia 1920, também está lá, assim como o quimono da brava Sarah Menezes, primeiro ouro no judô feminino, em Londres 2012. Há ainda um setor interativo, que faz a alegria das crianças, brincando com algumas marcas históricas nos Jogos.

A exposição vai até o próximo dia 30 de junho, no Centro Cultural FIESP Ruth Cardoso, na sede do Sesi, em São Paulo (Av. Paulista, 1313, São Paulo). Se puder, não perca. É uma pequena aula sobre Olimpíadas.

Os horários são os seguintes:

Segunda-feira, das 11h às 20h
Terça a sábado, das 10h às 20h
Domingo, das 10h às 19h
Entrada gratuita

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quarta-feira, 29 de maio de 2013 Olimpíadas, Política esportiva | 13:53

Luta, squash e beisebol/softbol: qual deles vai sobreviver nas Olimpíadas?

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Comunidade da luta olímpica continua em campanha pela permanência da modalidade

E o COI (Comitê Olímpico Internacional) decidiu nesta quarta-feira a pré-lista dos três esportes que continuam brigando pela vaga final no programa olímpico dos Jogos de 2020. Na reunião do comitê executivo da entidade, realizada em São Petersburgo (RUS), decidiu-se que a luta olímpica, o squash e o beisebol/softbol permanecem na briga pela vaga do 26º esporte. Foram eliminados caratê, escalada esportiva, wakeboard, esportes sobre patins e wushu. A decisão final sairá na Assembleia Geral do COI, em setembro, em Buenos Aires.

A decisão do COI não pode ser considerada uma surpresa. Já na semana passada, uma pesquisa no site Gamebids, especializado na cobertura do movimento olímpico, apontava para a definição destas três modalidades na pré-lista. Comentava-se nos bastidores que a recusa da MLB (Major League Baseball) em liberar seus milionários atletas para as Olimpíadas pudesse pesar contra a modalidade, mas o lobby das emissoras de TV dos EUA, que pagam milhões ao COI pelos direitos de transmissão e que têm grande interesse na volta dos dois esportes, pesou na escolha.

Pessoalmente, fiquei feliz com a decisão. Embora ainda seja uma pré-lista e muita água irá rolar debaixo desta ponte até setembro (politicamente falando), será um absurdo de proporções tsunâmicas que a luta, esporte base das Olimpíadas desde os Jogos da Grécia Antiga, fosse excluída na reunião desta quarta-feira.

E como não fico em cima do muro, minha torcida é pela manutenção da luta olímpica na eleição do COI, em setembro.

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quinta-feira, 23 de maio de 2013 Olimpíadas, Política esportiva | 23:45

COI define pré-lista de esportes para entrar nos Jogos de 2020 na próxima quarta-feira

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Comitê executivo do COI deve escolher três esportes que continuarão na briga pela última vaga no programa olímpico dos Jogos de 2020

O mistério para saber quais modalidades continuam na briga por um lugar no programa olímpico para os Jogos de 2020, ainda sem sede escolhida, terminará na próxima quarta-feira. Durante reunião do comitê executivo do COI (Comitê Olímpico Internacional), realizada em São Petesburgo (Rússia), serão selecionadas os esportes que continuarão na briga para ficar com a última vaga entre os core sports (modalidades principais). Estima-se que o COI divulgará uma lista com três esportes. O anúncio será feito às 12h30 desta quarta-feira (horário de Brasília).

A grande expectativa é saber se a luta olímpica, um dos esportes mais tradicionais na história dos Jogos, permanecerá no programa de competição. A FILA (Federação Internacional de Lutas Associadas) tem feito um lobby muito forte na comunidade olímpica por sua aprovação. Mas a briga está sendo muito acirrada. Segunda pesquisa do site “Gamebids“, que acompanha o dia-a-dia do movimento olímpico, a luta ocupa a terceira posição na preferência dos internautas, atrás do squash (1º) e beisebol/sofbol (2º).

Ainda concorrem para a eleição definitiva da última vaga no programa olímpico – que ocorrerá em setembro, durante a Assembleia Geral do COI, em Buenos Aires – o caratê, a escalada esportiva, esporte sobre patins, wakeboard e o wushu (variação do kung-fu).

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quarta-feira, 1 de maio de 2013 Olimpíadas, Política esportiva | 14:55

Maio será decisivo para sobrevivência da luta nas Olimpíadas

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Imagem que ilustra página no Facebook, criado pelo comitê americano de lutas, em defesa da permanência da modalidade no programa olímpico

Começa o mês mais importante na briga da luta para se manter como modalidade fixa do programa dos Jogos Olímpicos. Após a surpreendente recomendação em fevereiro do COI (Comitê Olímpico Internacional) para que a luta (e suas respectivas categorias olímpica e greco-romana) deixasse de integrar o programa olímpico a partir de 2020, uma intensa campanha de mobilização e lobby para que a modalidade seja escolhida entre outras sete. A decisão final sairá na assembleia geral do COI, marcada para setembro, em Buenos Aires.

Antes disso, porém, o primeiro obstáculo será passar por uma triagem, em uma reunião do comitê executivo do COI em São Petesburgo (RUS), no dia 27 de maio. Lá, sairá uma lista final com três ou quatro finalistas para a definição da assembleia em setembro. Além da luta, tentam assegurar um lugar como core sport (modalidade principal) do programa olímpico o beisebol/softbol, squash, caratê, esporte sobre patins, escalada esportiva, wakeboard e wushu, uma variação do kung fu.

De acordo com Pedro Gama Filho, presidente da CBLA (Confederação Brasileira de Lutas Associadas) e membro da comissão da FILA (Federação Internacional de Lutas Associadas) que trabalha pela manutenção da modalidade nas Olimpíadas, ainda haverá uma reunião da entidade, dia 18, em Moscou, para determinar as últimas estratégias antes do encontro com os integrantes do COI. Dentro da FILA, o otimismo é grande e o dirigente aposta que a briga pela vaga do 26º esporte no programa dos Jogos de 2020 ficará entre a luta, o beisebol/softbol e o caratê.

A luta faz parte do programa olímpico desde a primeira edição dos Jogos, em Atenas 1896. Ficou fora somente nos Jogos de Paris 1900.  Além disso, foi uma das modalidades fundamentais durante os Jogos da Grécia Antiga.

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segunda-feira, 15 de abril de 2013 Imagens Olímpicas, Olimpíadas | 17:13

Exposição traz o clima olímpico para São Paulo

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A partir desta terça-feira, a cidade de São Paulo sentirá um pouco do clima olímpico. Duas exposições na galeria de arte do Sesi-SP, localizada no Centro Cultural FIESP, na Avenida Paulista, serão abertas ao público nesta terça (dia 16), tendo como temática os Jogos Olímpicos.

Uma delas será  a mostra “Jogos Olímpicos: Esporte, Cultura e Arte”, que reúne cerca de 300 peças que fazem parte do acervo do COI (Comitê Olímpico Internacional), como réplicas das medalhas de todas as Olimpíadas, alguns dos principais mascotes e objetos de ídolos do esporte brasileiro, como as sapatilhas usadas por Adhemar Ferreira da Silva para conquistar o ouro nos Jogos de Helsinque 1952.

A outra é uma exposição fotográfica chamada “Olhar a toda prova”, que retrata de forma artística atletas olímpicos e paraolímpicos. Fotógrafos de publicidade, fotojornalismo e conceituais integram a mostra, como Claudio Edinger, Jonne Roriz, Marlene Bergamo e Renan Cepeda. A mostra reúne 48 imagens de atletas incentivados pelo Sesi.

A mostra ficará aberta ao público (com entrada gratuita) até o dia 30 de junho. Às segundas, funcionará das 11h às 20h; de terça a sábado, das 10h às 20h; e domingos, das 10h às 19h.

A galeria de arte do Sesi-SP fica na Avenida Paulista, 1.313, em frente à estação Trianon-Masp do Metrô – São Paulo

Veja algumas das imagens que estarão nas duas exposições do Centro Cultural FIESP:

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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013 Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas | 14:36

Novidade na (des)organização do Rio 2016: esportes sem teto

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Imagem da provável arena provisória para os saltos ornamentais de 2016, no Forte de Copacabana

A recente visita da comissão de coordenação do COI (Comitê Olímpico Internacional) para as Olimpíadas de 2016,  que se encerra nesta quarta-feira, no Rio, ganhou de presente uma desagradável notícia: cinco modalidades que serão disputadas nas próximas Olimpíadas ainda estão com seus locais de competição indefinidos. A 1.262 dias para a abertura dos Jogos, estes esportes estão, literalmente, sem teto.

Reportagem desta quarta-feira do jornal Folha de S. Paulo mostra que o Rio 2016 ainda não sabe onde ocorrerão as disputas do basquete, esgrima, hóquei na grama, rúgbi e saltos ornamentais. Este último, por exemplo, tem como sugestão proposta pelo comitê organizador ser disputado em uma arena provisória, montada no Forte de Copacabana. Isso porque a Fina (Federação Internacional de Natação) solicitou que o complexo do Maria Lenk – aquele que custou R$ 85 milhões na época de sua construção, no Pan 2007, para ter “padrão olímpico” – receba somente os jogos do polo aquático.

Detalhe importante: o valor desta arena provisória não foi orçado ainda…

O basquete, segundo o Rio 2016, precisaria ter alguns de seus jogos marcados na arena que será construída no Parque Olímpico transferidos para o ginásio do Complexo de Deodoro, a 19 km de distância. Só que esta mudança atrapalharia a disputa da esgrima, que precisaria ser acomodado de acordo com o calendário.

O hóquei na grama está num impasse. Originalmente, a disputa ocorreria em Deodoro, mas a federação internacional da modalidade quer que seja realizado no Parque Olímpico, para ter mais visibilidade, pedido negado pelos organizadores. Ou seja, impasse à vista. Pior ainda está o rúgbi seven, modalidade que estreia no programa olímpico em 2016. Inicialmente, as partidas aconteceriam em São Januário, mas o local foi vetado por não apresentar garantias financeiras para as reformas. O Rio 2016 ofereceu o estádio do Bangu, em Moça Bonita. Os dirigentes ainda não se manifestaram a respeito.

E sempre vale recordar que há ainda uma bela indefinição a respeito do local de construção do campo de golfe. O atraso no início das obras envolve inclusive uma complicada disputa judicial.

O tal cartão amarelo que o Jacques Rogge disse não esperar dar ao Rio 2016, pelo jeito, poderá ser mostrado mais cedo do que se imagina.

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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013 Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas | 19:47

Rio 2016 será cobrado por atraso nas obras do golfe

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O campo de golfe de 2016 será construído na Barra da Tijuca, na reserva de Marapendi

Começou nesta segunda-feira a quarta visita da comissão de coordenação do COI (Comitê Olímpico Internacional) para as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. Até a próxima quarta-feira, os integrantes do CoCom (sigla do órgão em inglês) discutirão com os integrantes do comitê organizador brasileiro, o Rio 2016, o andamento dos preparativos para os Jogos. Mas haverá na pauta um tema que deverá ser tratado e será bastante espinhoso: explicações para o atraso nas obras do campo de golfe, modalidade que volta ao programa olímpico justamente no Rio de Janeiro.

Segundo o site “Around the Rings”, portal que acompanha de perto tudo o que acontece no movimento olímpico, as indefinições para o começo da obra já estão preocupando tanto o COI quanto a IGF (Federação Internacional de Golfe).  “Estamos muito preocupados com o atraso na construção do campo de golfe para os Jogos. O tempo é curto para que se construa um campo dentro dos padrões adequados”, disse ao site Antony Scanlon, diretor-executivo da IGF. Sacanlon disse ainda que o COI já está ciente dos temores da entidade e que a sua entidade espera que a comissão do COI cobre uma explicação dos organizadores brasileiros.

Não será uma tarefa fácil conseguir algum prazo mais exato para que as obras saiam do papel. O campo de golfe de 2016 será construído em uma área na reserva de Marapendi, na Barra da Tijuca, em um terreno onde existe uma longa disputa judicial. A Elmway Participações alega ser dona do local, mas a prefeitura diz que o terreno pertence ao empresário Pasquale Mauro.

Em outubro do ano passado, a empresa conseguiu uma liminar para impedir o início das obras antes que uma decisão definitiva do caso seja conhecida.

O “estranho” no caso é que o Rio já possuí dois campos aptos para receber competições internacionais, o Itanhangá Golf Club e o Gávea Golf Club, mas ambos foram vetados por não terem instalações de nível olímpico e que também que haveria um alto custo para realizar as adaptações necessárias.

E para refrescar a memória de todos:  semana passada, o presidente do COI, Jacques Rogge, disse que espera não ter que fazer com o Rio o mesmo que recomentou ao ex-presidente da entidade, Juan Antonio Samaranch, ao dar um “cartão amarelo” para os organizadores de Atenas 2004 em razão do atraso das obras.

Vamos aguardar…

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