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terça-feira, 5 de agosto de 2014 Olimpíadas, Paraolimpíadas | 09:37

O espírito da Copa bastará para fazer da Rio 2016 um sucesso?

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A exatos dois anos da abertura das Olimpíadas do Rio 2016, muitas incertezas ainda cercam a organização do mega-evento

A exatos dois anos da abertura das Olimpíadas do Rio 2016, muitas incertezas ainda cercam a organização do mega-evento

Há exatos 23 dias, o encerramento da Copa do Mundo trouxe ao torcedor brasileiro um sentimento de satisfação com o sucesso, ao menos nos gramados e arquibancadas, na organização de um evento em que muitos apostavam num fracasso retumbante. Se é inegável que o Mundial de futebol trouxe uma onda de otimismo, engana-se redondamente quem achar que somente com o “espírito da Copa” será possível ao Brasil ser aprovado com louvor em seu novo desafio: organizar com brilhantismo os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Nesta terça-feira, 5 de agosto, faltam exatamente dois anos para a abertura do mega evento.

E o adjetivo “mega” já serve para explicar que não há termos de comparação entre o Mundial da Fifa e o maior evento poliesportivo do planeta, sob responsabilidade do COI (Comitê Olímpico Internacional). Primeiro, porque são na prática 28 Copas do Mundo, referentes às modalidades esportivas que compõe o programa olímpico, acontecendo simultaneamente, todos eles com suas características e necessidades específicas, o que já torna a tarefa muito mais complicada.

>>>Londres 2012 x Rio 2014: semelhanças e diferenças

Além disso, enquanto 32 seleções disputaram a Copa do Mundo 2014, mais de 200 países (foram 204 em Londres 2012) mandam representantes para os Jogos Olímpicos, que ficam reunidos na mesma cidade, enquanto 12 cidades-sedes receberam as partidas do Mundial. Questões como logística e eficiência nos transportes são condição número 1 para o sucesso dos Jogos.

E como complicação pouca é bobagem, não se pode esquecer que a cidade carioca receberá ainda a edição dos Jogos Paraolímpicos, a partir de 7 de setembro de 2016, com 23 modalidades e com a obrigação de dar acessibilidade a atletas, técnico, dirigentes e torcedores.

>>>Rio 2016 divulga calendário para eventos-testes

Com tudo isso, o desafio do Rio de Janeiro, a primeira cidade da América do Sul a receber as Olimpíadas, já seria gigantesco, se não contasse com o desagradável (para dizer o mínimo) habito brasileiro de atropelar prazos e menosprezar cronogramas, correndo no final para cumprir todas as obras. Foi assim na Copa e será assim nos Jogos Olímpicos.

Como bem apontou o jornal Folha de S. Paulo em sua edição do último domingo, o Rio ainda precisa concluir 76% das obras nas arenas que receberão os atletas olímpicos daqui a dois anos. É muita coisa para ser feita com prazos apertados. Lembrem-se de que o Rio de Janeiro foi indicada pelo COI para organizar os Jogos de 2016 há praticamente sete anos, em outubro de 2009.

Com dados da APO (Autoridade Pública Olímpica) e Rio Transparente, é possível saber que pelo menos 15 obras e reformas de arenas dos Jogos nem saíram do papel. E foi apenas no início de julho que o Complexo Esportivo de Deodoro, sede de 11 modalidades olímpicas e paraolímpicas daqui a dois anos, viu os primeiros tratores iniciarem obras de construção e reforma nas arenas previstas para o local.

Não foi à toa, portanto, que o COI fez uma espécie de intervenção na organização dos Jogos, em abril, alarmado com os incontáveis atrasos e descompasso entre os poderes municipal, estadual e federal, em relação aos custos dos Jogos, estimados hoje em R$ 37,6 bilhões, entre gastos de construção e reformas de instalações esportivas, mobilidade e legado urbano, além de custos de organização. O discurso do COI, após entrar para valer na organização da Rio 2016, agora é de otimismo, porém sempre alertando para a questão dos prazos.

>>>Aleluia: as obras de Deodoro começaram!

Nestes próximos dois anos, ao contrário do que ocorreu com a Copa do Mundo, será preciso ainda engajar a população para um evento poliesportivo, com modalidades esportivas que 90% dos torcedores jamais viram na vida. Este talvez fosse o maior legado que as Olimpíadas do Rio poderiam trazer ao país, a semente para acabar com a monocultura esportiva do futebol, mas infelizmente isso não irá acontecer, ao menos a curto prazo, por culpa exclusiva do Brasil.

Por conta disso tudo, é importante para os dirigentes e políticos não perderem o foco com manifestações exageradas de otimismo e manter as mangas arregaçadas. Já população e imprensa, mais do que nunca, precisam manter o alerta ligado na cobrança de prazos e fiscalização dos custos.

A Copa do Mundo, a “Copa das Copas”, traz saudades a todos, mas a realidade nos Jogos Olímpicos é completamente diferente. Ainda há muita coisa a ser feita pelo Brasil e o Rio se quiserem tornar a festa olímpica de 2016 uma festa igualmente inesquecível.

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segunda-feira, 7 de julho de 2014 Candidaturas, Jogos de Inverno, Olimpíadas | 13:23

Será que acabou o glamour olímpico?

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Nesta segunda-feira, o COI (Comitê Olímpico Internacional) anunciou em sua sede, na cidade suíça de Lausanne, as cidades que são candidatas a organizar as Olimpíadas de Inverno de 2022. E comprovando uma tese levantada pelo próprio blog no final de maio, parece que o glamour de organizar uma edição dos Jogos Olímpicos está bem longe de outros tempos. Somente TRÊS cidades irão concorrer na disputa, que definirá a vencedora no dia 31 de julho de 2015, durante a sessão da Assembleia Geral do COI, em Kuala Lumpur, na Malásia.

Integrantes das candidaturas de Pequim, Oslo e Almaty, após o anúncio para a corrida aos Jogos de Inverno de 2022

Integrantes das candidaturas de Pequim (China), Oslo (Noruega) e Almaty (Cazaquistão), após o anúncio para a corrida aos Jogos de Inverno de 2022

Estão na briga as cidades de Oslo (Noruega), Almaty (Cazaquistão) e Pequim (China), que acabaram sobrevivendo a uma lista inicial de seis candidatos para receber os Jogos de 2022. Em janeiro, Estocolmo decidiu retirar a candidatura, após o governo da Suécia não ter aprovado as garantias financeiras para organizar o evento. Depois, um referendo popular optou por dizer não ao sonho de Cracóvia, na Polônia, em receber o evento. Por fim, na última semana, foi a vez de Lviv, na Ucrânia, abrir mão de concorrer aos Jogos, em razão dos diversos problemas políticos e sociais pelos quais passam o país.

E mesmo entre as sobreviventes há quem veja de forma negativa a possibilidade de receber um mega-evento como as Olimpíadas de Inverno. Pesquisa realizada pela comissão de avaliação do COI disse que 36% da população de Oslo e de cidades próximas apoiam a candidatura, enquanto 50% se mostram contrários à possibilidade da cidade ser escolhida. Só a título de comparação, o índice de apoio às candidaturas de Pequim e |Almaty são, respectivamente, 77% e 66%.

Pelo visto, a conversa do tal “legado”, aliado ao fato dos custos altíssimos para organizar os Jogos, não anda comovendo os países mais desenvolvidos, restando somente ao chamado “bloco emergente mundial” embarcar na aventura olímpica. Custe (muito) o que custar.

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sexta-feira, 30 de maio de 2014 Olimpíadas | 09:32

Corrida para a Rio 2016 começa nesta sexta-feira

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logo2016

Atualizado

Esta sexta-feira, 30 de maio, será um dia importante no calendário esportivo para os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. Na prática, a partir deste dia está aberta a corrida oficial na classificação de diversas modalidades para as próximas Olimpíadas. Os critérios de qualificação olímpica foram definidos na última Assembleia do COI (Comitê Olímpico Internacional), realizada em Sochi, durantes os Jogos de Inverno, em fevereiro deste ano.

Na prática, cinco modalidades esportivas (atletismo, ginástica artística, ginástica rítmica, trampolim acrobático e futebol) ainda não divulgaram seus critérios de classificação, mas as demais já sabem quantas vagas estão em disputa e até quando os atletas terão tempo para garanti-las. Nesta sexta, por exemplo, começará a contar o período válido do ranking mundial do judô, que classificará 386 atletas para os Jogos Olímpicos.

Veja abaixo a tabela com as modalidades que já definiram seus critérios de classificação olímpica e o número de vagas em disputa:

Modalidade              Período de classificação               Total de vagas

Badminton                   4/5/2015 a 1/5/2016                       172 (86 masc. e 86 fem)
Basquete                      14/09/2014 a 11/7/2016               24 seleções (12 masc. e 12 fem)
Boxe                             03/2015 a 06/2016                             286 (250 masc. e 36 fem)
Canoagem slalom              07/2015 a 10/7/2016                       82 (61 masc. e 21 fem)
Canoagem velocidade      19/8/2015 a 10/7/2016             248 (158 masc., 88 fem e 2 a definir)
Ciclismo BMX                    31/5/2014 a 31/5/2016             48 (32 masc. e 16 fem)
Ciclismo estrada             2015 a 15/6/2016                            211 (144 masc. e 67 fem)
Ciclismo MTB                 05/2014 a 25/05/2016                  80 (50 masc. e 30 fem)
Ciclismo pista                 15/7/2014 a 28/2/2016                 189 (99 masc e 90 fem)
Esgrima            3/4/2015 a 24/4/2016        212 (102 masc. e 102 fem + 8 vagas Brasil a definir)
Golfe                              14/7/2014 a 11/7/2016                   120 (60 masc. e 60 fem)
Handebol                       7/12/2014 a 10/4/2016                    24 seleções (12 masc. e 12 fem)
Hipismo adestramento        24/8/2014 a 20/6/2016               60 (masc. e fem)
Hipismo CCE                        27/8/2014 a 20/6/2016               65 (masc. e fem)
Hipismo saltos               31/8/2014 a 20/6/2016                     75 (masc. e fem)
Hóquei sobre grama       18/9/2014 a 12/2015                  24 seleções (12 masc. e 12 fem,)
Judô                                30/5/2014 a 29/5/2016                    386 (221 masc + 145 fem + 20 a definir)
Levantamento de peso    4/9/2014 a 19/6/2016            260 (156 masc e 104 fem)
Luta Olímpica               7/9/2015 a 8/5/2016               344 (228 masc, 108 fem + 8 a definir)
Maratona aquática        24/7/2015 a 05/2016             50 (25 masc. e 25 fem)
Nado sincronizado        2015 a 04/2016                          104 (fem)
Natação                        1º/3/2015 a 31/5/2016               900 (máximo de 26 masc. e 26 fem por país)
Pentatlo moderno            12/6/2015 a 1º/6/2016            72 (36 masc. e 36 fem)
Polo Aquático               06/2015 a 04/2016                       20 seleções (12 masc e 8 fem)
Remo                               30/8/2015 a 25/5/2016                     550 (331 masc. e 219 fem)
Rúgbi                         1º/10/2014 a 31/12/2015                  24 seleções (12 masc. e 12 fem)
Saltos ornamentais     24/7/2015 a 15/6/2016              136 (68 masc. e 68 fem)
Taekwondo                 2015 a 04/2016                                  128 (64 masc e 64 fem)
Tênis                           até 6/6/2016                                           172 (86 masc. e 86 fem)
Tênis de mesa               1º/7/2015 a 24/4/2016              172 (86 masc. e 86 fem)
Tiro com arco                 26/7/2015 a 11/7/2016           128 (64 masc. e 64 fem)
Tiro esportivo               1º/8/2014 a 31/3/2016            390 (219 masc, 147 fem + 24 a definir)
Triatlo                           05/2015 a 05/2016                       110 (55 masc. e 55 fem)
Vela                              1º/8/2014 a 1º/6/2016                380 (217 masc. e 163 fem)
Vôlei                           21/8/2015 a 06/2016                       24 seleções (12 masc. e 12 fem)
Vôlei de praia          1º/7/2014 a 17/7/2016             96 duplas (48 masc. e 48 fem)

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domingo, 18 de maio de 2014 Imagens Olímpicas, Olimpíadas, Política esportiva | 13:04

Londres 2010 x Rio 2014: semelhanças e diferenças

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Um dos pontos abordados pela polêmica reportagem do diário londrino London Evening Standard no último dia 9, quando trouxe a informação de que o COI (Comitê Olímpico Internacional) estudava levar os Jogos de 2016 de volta a Londres, era a questão dos atrasos em várias obras de arenas esportivas do Rio de Janeiro para receber as Olimpíadas. Negada pelo próprio COI, a reportagem do jornal afirmava que a entidade mostrava temor pelo fato de apenas 10% da infraestrutura dos Jogos do Rio estaria pronta, faltando dois anos para o evento. Como comparação, o London Evenig Standard citava que Londres tinha a marca de 60% de obras finalizadas no mesmo período anterior às Olimpíadas de 2012.

Duas fotos abaixo retratam bem o momento do estágio de obras em Londres, em 2010, e no Rio, em 2014. É claro que apenas duas fotos não servem como parâmetro total de comparação – vale lembrar que a infraestrutura de transporte londrina ganha de goleada da que existe no Rio, e isso não é mostrado nas fotos. Da mesma forma, não é exibido o maior gargalo das Olimpíadas de 2016, o Complexo de Deodoro, que receberá nove modalidades e com licitações em andamento, mas cujas obras só deverão começar até o final do ano. Não foi à toa, portanto, a reclamação dos presidentes de federações internacionais e que motivaram uma espécie de intervenção do COI no comitê do Rio 2016.

De qualquer forma, a título de curiosidade, vale o registro: como estava o Parque Olímpico de Londres em 2010 e como está o Parque Olímpico do Rio de Janeiro, em 2014? Veja e tire suas conclusões.

Parque Olímpico de Londres – julho de 2010

 

Parte do Parque Olímpico de Londres, ainda em obras, há exatos dois anos antes das Olimpíadas

Parte do Parque Olímpico de Londres, ainda em obras, há exatos dois anos antes das Olimpíadas

Parque Olímpico do Rio de Janeiro – maio de 2014

 

Visão aéra do Parque Olímpico do Rio, em Jacarepaguá, feita em maio

Visão aéra do Parque Olímpico do Rio, em Jacarepaguá, em maio deste ano. Há muito o que fazer

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sábado, 10 de maio de 2014 Imprensa, Olimpíadas, Política esportiva | 16:47

Só medo de um vexame histórico impede COI de pensar em Plano B ou C para o Rio 2016

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Canteiro de obras do Parque Olímpico da Barra da Tijuca, em Jacarepagua: COI resolveu por a mão na massa de vez

Canteiro de obras do Parque Olímpico da Barra da Tijuca, em Jacarepaguá

Como tem se tornado rotina, a última sexta-feira (9) acabou marcada por mais uma notícia negativa a respeito dos Jogos Olímpicos de 2016, que ocorrerão no Rio de Janeiro. E a cacetada veio da imprensa inglesa, com a publicação de uma reportagem do jornal London Evening Standard mostrando que um dirigente do COI (Comitê Olímpico Internacional) teria feito contatos com representantes ligados ao governo de Londres para saber se a cidade teria condições de receber as Olimpíadas de 2016, por causa do grande atraso nas obras das principais arenas e instalações cariocas.

Na mesma reportagem, o tal dirigente do COI teria dito ao London Evening Standard que em Atenas 2004, a infraestrutura pronta a dois anos do evento alcançava a marca de 40%, contra 60% de Londres no mesmo período, antes dos Jogos de 2012. O Rio de Janeiro, de acordo com o jornal, está com somente 10% de sua infraestrutura do evento construída. Obviamente, a notícia foi desqualificada ontem mesmo pelo comitê do Rio 2016, que disse não comentar “uma obra de ficção”. O próprio COI tratou também de desmentir a informação, ao dizer à agência Reuters que “não há um pingo de verdade nisso”.

Particularmente, a menos que ocorra um desastre natural sem proporções na história deste país, ou que os próprios governantes brasileiros decidam abrir mão, não vejo como os Jogos de 2016 saiam do Rio de Janeiro, apesar de todos os atrasos que ocorreram até agora. Primeiro, pela questão do dano de imagem que isso traria, não apenas ao Brasil, mas ao próprio COI, é bom ficar claro. Pois caberia à entidade ficar com o ônus de ter escolhido como sede uma cidade sem competência para organizar um evento da magnitude como são as Olimpíadas.

Há ainda a questão política, essa sim de grande importância neste jogo de interesses. Após a intervenção declarada que o COI fez no Rio 2016 em abril, tem sido corriqueiro ataques e críticas de entidades internacionais e dirigentes à organização das próximas Olimpíadas, como os feitos por um vice-presidente do Comitê Olímpico, John Coates, que precisou se retratar depois. Como bem me disse ontem um jornalista amigo que mora em Londres, estratégia semelhante feita pela imprensa inglesa durante os preparativos para a Copa do Mundo deste ano.

Outro ponto que deixa a história do London Evening Standard – um jornal de distribuição gratuíta nos metrôs londrinos, com tiragem de dois milhões de exemplares – improvável é a questão logística. Boa parte das instalações de Londres 2012 era provisória, como os ginásios de handebol e basquete, além das arquibancadas móveis do parque aquático. Tudo isso não existe mais. O estádio olímpico está em obras, terá sua capacidade reduzida de 80 mil para 55 mil pessoas e passará a ser usado West Ham, além de abrigar o centro de treinamento da federação inglesa de atletismo. A própria Vila Olímpica já começou a ter seus apartamentos ocupados por moradores e o Parque Olímpico foi aberto à utilização pública.

Mas segundo afirmou uma outra jornalista amiga minha, que também reside em Londres, o diário britâncio não tem fama de inventar histórias e a manchete pode ter vindo com dois anos de atraso. Em 2012, segundo ela, a possibilidade de se manter os Jogos de 2016 em Londres, por causa da inoperância brasileira, era comentada com certa naturalidade entre alguns dirigentes locais.

Para aumentar a pressão sobre o Rio 2016, eis que surge no horizonte um “Plano C”. O  advogado paulista Alberto Murray, que foi membro da Assembleia do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) e é opositor declarado à gestão de Carlos Arthur Nuzman na entidade, publicou em seu blog que a China ofereceu-se ao COI para receber os Jogos, caso o Rio não tenha condições de cumprir as obrigações. Clique aqui para ver o post de Murray.

Com muitas fontes no Comitê Olímpico, por conta da convivência que teve com alguns integrantes no período em que seu avô, Sylvio de Magalhães Padilha, foi presidente do COB, Murray ouviu de seu interlocutor que a China teria condições, mesmo com apenas dois anos, de se preparar para o evento, graças ao dinheiro e à extrama disciplina existentes no país. Outro detalhe importante: a cidade de Nanjing receberá os Jogos Olímpicos da Juventude, em agosto deste ano, podendo usar parte desta infraestrutura para receber os Jogos de 2016.

Notícias furadas ou reclamações de cartolas à parte, o fato é que a pressão sobre as Olimpíadas do Rio está cada vez maior. Aos organizadores, a única alternativa é correr contra o relógio para deioxar tudo pronto a tempo, antes que alguém queira colocar os tais “Plano B” ou “C” em ação.

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terça-feira, 29 de abril de 2014 Com a palavra, Isso é Brasil, Olimpíadas, Política esportiva | 23:25

Rio 2016 e as verdades que incomodam

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“Acho que a situação é pior do que em Atenas [em 2004]. Nós ficamos muito preocupados. Eles não estão prontos em muitas, muitas formas. Nós temos de fazer (esse evento) acontecer e essa é a decisão do COI. Não podemos simplesmente ignorar essa situação”



Vamos combinar uma coisa: ninguém pode dizer que está surpreso com o nível das críticas de integrantes do COI (Comitê Olímpico Internacional) em relação à organização das Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. Desde que a entidade internacional decretou que haveria a necessidade de colocar um homem de sua confiança no cangote dos integrantes do comitê organizador – e por tabela nos governos municipal e estadual do Rio de Janeiro, bem como no governo federal – já deveria ser encarada com naturalidade a saraivada de críticas que irão aparecer aqui e ali.

John Coates criticou de forma incisiva a organização do rio 2016. Disse alguma mentira?

John Coates criticou de forma incisiva a organização do rio 2016. Disse alguma mentira?

A frase que abre este post é do australiano John  Coates, vice-presidente do COI, presidente do comitê olímpico australiano (AOC, na sigla em inglês) e integrante da comissão de avaliação da organização do Rio 2016. Ele fez as declarações durante um fórum olímpico em Sydney, nesta terça-feira, e publicadas no site do AOC.

E antes que o sentimento patriótico/pacheco comece a aflorar nos dedos de algum internauta, já me adianto a dizer que Mr. Coates está longe de ser um aventureiro ou interessado em avacalhar com a imagem do Brasil perante a comunidade esportiva mundial. Primeiro, por ser um homem extramente experiente no esporte. pois há 40 anos participa da organização de Jogos Olímpicos. Além disso, ele foi o presidente do comitê organizador dos Jogos de Sydney 2000, um dos mais eficientes e elogiados da história.

E convenhamos, Coates disse alguma mentira?

Coates simplesmente repetiu o que o seu chefe, o alemão Thomaz Bach, presidente do COI, já havia dito há 20 dias: a situação para o Rio 2016 é crítica. Quando alguém da importância do dirigente australiano diz que está pior do que em Atenas 2004, é sinal de que a intervenção chegou até com atraso. “O COI formou uma força-tarefa especial para tentar acelerar os preparativos, mas a situação é crítica. O COI adotou uma postura de ‘mãos na massa’, o que é sem precedentes, mas não há plano B. Nós estamos indo para o Rio”, disse Coates.

O que me causa espanto, porém, é que certas verdades ainda incomodem o ego das pessoas ligadas à organização das Olimpíadas do Rio. No começo da tarde, o comitê organizador soltou uma nota oficial na qual, de maneira bem sutil, criticou a cornetada do dirigente australiano. Mas será que eles estão em condições de rebater alguma coisa? Mais trabalho e menos papo, minha gente!

Confira abaixo a íntegra do comunicado do Rio 2016

“Já passamos da hora em que discussões genéricas sobre o progresso da preparação possam contribuir com a evolução da jornada rumo aos Jogos. É tempo de focarmos mais no trabalho e no engajamento. Os anúncios recentes do orçamento para os projetos de infraestrutura e legado, além do lançamento da licitação para as obras do Parque Olímpico de Deodoro são iniciativas cruciais e inequívocos sinais de avanço. O trabalho em conjunto com as três esfera do governo, federal, estadual e municipal, está funcionando. O suporte do Comitê Olímpico Internacional também.

Temos uma missão histórica: organizar os primeiros Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Brasil e da América do Sul. Vamos cumpri-la. Em 2016 o Rio organizará Jogos excelentes que serão entregues absolutamente dentro do prazo e dos orçamentos já anunciados”.

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quarta-feira, 16 de abril de 2014 Isso é Brasil, Olimpíadas, Paraolimpíadas, Política esportiva | 18:41

Jogos de 2016 já estão R$ 5,4 bi mais caros que Londres 2012

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Imagem do projeto final do Parque Olímpico da Barra da Tijuca

Imagem do projeto final do Parque Olímpico da Barra da Tijuca para as Olimpíadas de 2016

Demorou, mas saiu! Depois de um atraso absurdo, que acabou culminando em uma intervenção do COI (Comitê Olímpico Internacional) na própria organização dos Jogos Olímpicos de 2016, finalmente nesta quarta-feira foram divulgados os custos totais das Olimpíadas do Rio de Janeiro. E a conta ficará salgada. Os governos Municipal, Estadual e Federal anunciaram o Plano de Políticas Públicas – Legado dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos do Rio 2016, que contém 27 projetos, dos quais 24 custarão R$ 24,1 bilhões.

Somado aos valores já anunciados no início do ano de R$ 7 bilhões, por parte do comitê organizador Rio 2016, e mais R$ 5,6 bilhões provenientes da Matriz de Responsabilidades, com obras ligadas diretamente ao evento, como a construção do Parque Olímpico, por exemplo, o custo total dos das Olimpíadas do Rio de Janeiro está em R$ 36,7 bilhões, por enquanto – o orçamento na construção das arenas olímpicas ainda pode mudar, especialmente no Complexo de Deodoro, cuja licitação ainda não saiu.

Só a título de comparação, vale citar aqui o custo total dos Jogos Olímpicos de Londres 2012: R$ 31,3 bilhões. São R$ 5,4 bilhões a menos do que o que será gasto no Brasil.

>>> E mais: COI fará um plano de ação para salvar o Rio 2016

É claro que os políticos e dirigentes responsáveis pela organização dos Jogos poderão argumentar que a maior parte do custo diz respeito à obras que não têm ligação direta com as Olimpíadas e que poderiam ser feita a qualquer momento. O sistema de transporte público de Londres, um dos mais amplos do mundo, consumiu muito menos dinheiro do que o Rio está gastando para facilitar o acesso do público às instalações olímpicas, por exemplo. Isso é indiscutível.

Mas vale lembrar ainda que o custo apresentado no dossiê de candidatura brasileira, em 2009, era de R$28,8 bilhões, cerca de 28% a menos

Custos divulgados, os dirigentes brasileiros precisam agora é arregaçar as mangas e tentar descontar o atraso vergonhoso na finalização das obras olímpicas. Chegou o momento de falar menos e trabalhar mais.

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sexta-feira, 11 de abril de 2014 Isso é Brasil, Olimpíadas, Política esportiva | 12:56

Ainda há tempo para salvar as Olimpíadas de 2016. Já a imagem do Brasil, não

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Canteiro de obras do Parque Olímpico da Barra da Tijuca, em Jacarepagua: COI resolveu por a mão na massa de vez

Canteiro de obras do Parque Olímpico da Barra da Tijuca, em imagem de abril: COI resolveu por a mão na massa de vez

Antes de mais nada, é importante esclarecer que este blogueiro não defende partido A, B ou C. Ou seja, as críticas deste post dizem respeito apenas à maneira desastrada como os governantes deste país lidam e maltratam o esporte brasileiro e com tudo o que o cerca.

A atitude tomada pelo COI (Comitê Olímpico Internacional) nesta quinta-feira, dia 10, quando decretou uma intervenção na organização das Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro, significa, em poucas e duras palavras, no maior vexame do Brasil desde que foi eleito para receber o mega evento, no já distante 2009.

Nunca, veja bem, nunca na história dos Jogos Olímpicos o COI precisou entrar em cena desta forma para assegurar que sua maior e mais badalada competição pudesse ser realizada. Nem Atenas e os conturbados Jogos de 2004 viveram algo semelhante.

>>> Relembre: Eduardo Paes diz que Rio 2016 deixará Barcelona “no chinelo”

O que o COI colocou perante à comunidade esportiva internacional foi a incompetência e falta de maturidade de dirigentes e políticos brasileiros para administrar e organizar um evento da magnitude dos Jogos Olímpicos.

Fique claro também que esta análise não está contaminadas pelo famoso “Complexo de Vira-Latas” – argumento frequente daqueles que estão sempre vendo uma teoria da conspiração atrás de tudo -, mas apenas constata o quanto ainda somos despreparados para encarar uma tarefa complexa, extremamente cara e que precisa ser tocada desprovida de vaidades.

Por tudo isso, é de causar espanto as palavras do diretor-geral do Rio 2016, Sidney Levy, em entrevista à Folha de S. Paulo desta última quinta, quando disse que as federações internacionais que reclamam dos atrasos às vezes exageram em suas solicitações. Como assim? É só dar uma rápida olhada no Complexo Esportivo de Deodoro, que receberá 11 modalidades esportivas e cuja licitação das obras nem foi aprovada? E o que dizer da não divulgação da Matriz de Responsabilidade, que estipula as obrigações de cada um dos seus signatários (leia-se poderes Federal, Estadual e Municipal) para com a organização e realização dos Jogos, a pouco mais de dois anos para a abertura do evento?

Embora com palavras amáveis, o recado passado nesta quinta-feira por Thomas Bach, presidente do COI,  a Carlos Arthur Nuzman, presidente do Rio 2016, Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro, e até mesmo à presidente Dilma Roussef foi simples e direto: estamos assumindo para evitar um fiasco!

Não acredito em risco de mudança de sede. Os Jogos Olímpicos de 2016 acontecerão no Rio de Janeiro, sem dúvida. Mas ocorrerão com tudo feito às pressas e o sob vigilância constante do COI, com medo de novos atrasos. Se ainda há como salvar as Olimpíadas de um fracasso retumbante, o mesmo não se pode dizer da imagem do Brasil como organizador de um grande evento esportivo, irremediavelmente destruída depois deste 10 de abril.

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quarta-feira, 9 de abril de 2014 Isso é Brasil, Olimpíadas, Política esportiva | 15:05

COI fará um plano de ação para salvar o Rio 2016

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A situação dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, marcados para 2016, atingiu um ponto crítico para a cúpula do COI (Comitê Olímpico Internacional). Depois de um dos integrantes da entidade, o italiano Francesco Ritti Bicci, ter declarado na terça-feira, em uma reunião de dirigentes esportivos na Turquia, que já seria o momento de pensar em um plano B para as próximas Olimpíadas, o próprio COI resolveu agir.

Carlos Nuzman, Nawal El Moutawakel, Gilbert Felli e Eduardo Paes visitam as obras do Parque Olímpico da Barra da Tijuca: na última visita de inspeção do COI, em março

Carlos Nuzman, Nawal El Moutawakel, Gilbert Felli e Eduardo Paes visitam as obras do Parque Olímpico da Barra da Tijuca, na última visita de inspeção do COI, em março

De acordo com a assessoria de imprensa do COI, em contato com o blog, diversas reuniões foram feitas nesta quarta-feira para buscar soluções em relação aos incontáveis atrasos nas obras de arenas e de infraestrutura para o Rio 2016. Para piorar, desde a última quinta-feira (3), uma greve no canteiro de obras do Parque Olímpico paralisa o andamento daquilo que já está muito atrasado.

Segundo o COI, foi definido um plano de ação para ajudar na organização dos Jogos, cujos princípios gerais constam o monitoramento e geração de relatórios de todos os andamentos da organização do evento, entre outros detalhes. “O COI tem delineado a sua preocupação com os atrasos há algum tempo e declarou em várias ocasiões que o tempo está se esgotando. No entanto, acreditamos que o Rio 2016 ainda pode entregar uma boa edição dos Jogos, se ações apropriadas forem tomadas imediatamente”, disse o COI em contato com o blog.

Os dirigentes da entidade estão em contato com os integrantes do comitê organizador do Rio 2016, “para informa-los deste plano de ação”. Na prática, convenhamos, o que está acontecendo é uma intervenção do COI para salvar as Olimpíadas do Rio!

E o maior sinal de que a situação é grave está no fato de que o próprio presidente do COI, Thomas Bach, dar uma entrevista coletiva nesta quinta-feira, a partir das 11h (horário de Brasília), na sede da entidade, na Suíça, para dar mais detalhes sobre o tal “plano de ação”. E o próprio dirigente demonstrou mais uma vez sua preocupação com o sucesso dos próximos Jogos Olímpicos nesta quarta-feira. “É tempo de agir. Compartilho das mesmas preocupações que eles. Faremos de tudo para que estas Olimpíadas sejam um sucesso”, afirmou Bach.

Como diria um amigo meu, o gato está subindo no telhado do Rio 2016 sem a menor cerimônia.

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terça-feira, 1 de abril de 2014 Olimpíadas, Política esportiva | 14:25

Saída de Maria Silvia Bastos ocorre após nova bronca do COI

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Maria Silvia Bastos estava no comando da EOM desde agosto de 2011

Maria Silvia Bastos estava no comando da EOM desde agosto de 2011

O anúncio feito nesta terça-feira da saída de Maria Silvia Bastos da presidência da EOM (Empresa Olímpica Municipal) representa um duro golpe na organização dos Jogos Olímpicos do Rio 2016. A EOM é a empresa responsável simplesmente pela coordenação e execução de todos os projetos e atividades municipais relativas às Olimpíadas e Paraolimpíadas do Rio, e a saída de Maria Silvia ocorre coincidentemente dez dias depois da última visita de avaliação do COI (Comitê Olímpico Internacional) à cidade-sede.

Como se sabe, novamente os integrantes da comissão do COI deixaram o Brasil extremamente preocupados com os atrasos em diversas obras de arenas esportivas e de mobilidade urbana, além da indefinição da matriz de responsabilidade dos três poderes (municipal, estadual e federal), que deveria ter sido fechada em reunião na última semana, em Brasília, com a presença da própria presidente Dilma Rousseff. O encontro ficou agendado para ocorrer ainda esta semana.

Maria Silvia ocupava um cargo importantíssimo na engrenagem da organização dos Jogos do Rio. Ela alegou razões pessoais para deixar o cargo, que ocupava desde 2011 e será agora ocupado por Joaquim Monteiro de Carvalho, que já trabalhava na prefeitura do Rio, como chefe-executivo do Imagem Rio.

Maria Silvia Bastos foi a segunda baixa importante na organização do Rio 2016. Em agosto do ano passado, Marcio Fortes já havia pedido demissão da presidência da APO (Autoridade Pública Olímpica), cargo que é ocupado agora pelo general Fernando Azevedo e Silva.

 

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