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Posts com a Tag COI

sábado, 15 de novembro de 2014 Imprensa, Jogos de Inverno, Olimpíadas | 09:00

COI deve anunciar pacotão das Olimpíadas nesta terça

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Thomas Bach deve anunciar importantes mudanças no movimento olímpico na próxima terça-feira

Thomas Bach deve anunciar mudanças para as próximas Olimpíadas nesta terça-feira

Ao que tudo indica, a próxima terça-feira tem tudo para ser um dia que entrará na história do movimento olímpico. Conforme o blog já havia antecipado no final de outubro, neste dia 18 de novembro o presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional), Thomas Bach, deverá anunciar um “pacotão” de medidas que visam modernizar e até mesmo salvar as Olimpíadas de se tornarem um grande mico para a entidade.  O dirigente deverá anunciar pelo menos 40 recomendações em cerimônia prevista para ocorrer no Museu Olímpico, em Lausane (SUI), que se aprovadas na Assembleia Geral do COI, em dezembro, representarão as mais significativas mudanças nas Olimpíadas em décadas.

Segundo informa a agência Reuters, Bach pretende sugerir principalmente mudanças que alcancem o processo de candidaturas das cidades para receberem os Jogos Olímpicos, atualmente com custos cada vez mais elevados. A ideia do COI seria tornar o processo mais barato e mais adaptável às necessidades das cidades. Ainda causa preocupação entre os cartolas olímpicos a desistência praticamente em massa das cidades interessadas em concorrer à sede das Olimpíadas de inverno de 2022. Das seis que iniciaram a corrida eleitoral, apenas Pequim, na China, e Almaty, no Cazaquistão, seguem na disputa. Há 40 anos o COI não via tão poucos interessados em sediar uma de suas edições dos Jogos, seja de inverno ou de verão.

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“Com relação ao processo de candidatura, o propósito das recomendações é tornar o procedimento em um convite para discussões e parcerias com o COI em vez de apenas ser uma candidatura a uma concorrência”, disse Bach a jornalistas, dias atrás. Ele também pretende que as mudanças facilitem a entrada de novos esportes no programa esportivo, uma medida que para o COI poderá ser vital para atrair novos torcedores (e de quebra aumentando o mercado consumidor para seus diversos patrocinadores). Por isso, uma das propostas é a da implantação de um canal de TV do próprio COI, no qual a entidade poderia “apresentar sua experiência olímpica” anualmente e não a cada edição dos Jogos.

Nenhuma das mudanças que serão votadas na próxima Assembleia Geral do COI, em Montecarlo, no mês de dezembro, serão aplicadas aos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. Em compensação, mudanças poderão ocorrer nas Olimpíadas de 2020, na cidade de Tóquio, entre elas a entrada de novas modalidades que sejam populares entre os japoneses, como o beisebol e o softbol.

 

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sábado, 25 de outubro de 2014 Imprensa, Mundiais, Olimpíadas, Seleção brasileira | 15:41

Especialista italiano prevê Brasil fora do top 10 na Rio 2016

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Atualizado
São apenas projeções estatísticas e ainda faltam pouco menos de dois anos para os Jogos Olímpicos do Rio 2016, vale ressaltar. Mas foi divulgado neste sábado uma projeção de resultados para as próximas Olimpíadas e o Brasil não aparece no top 10 do quadro de medalhas, meta traçada tanto pelo COB (Comitê Olímpico do Brasil) quanto pelo Ministério do Esporte para o desempenho da equipe brasileira nas próximas Olimpíadas. Segundo reportagem publicada pelo site Inside the Games, especializado no movimento olímpico, o país anfitrião deverá encerrar sua participação na 17ª colocação, com cinco medalhas de ouro, de um total de 23.

A mesma projeção tinha sido publicada um dia antes em outro site especializado em assuntos olímpicos, o Around the Rings. O estudo utiliza como critério a classificação final pelo número de medalhas de ouro, enquanto COB e Ministério levam em consideração o número total de medalhas conquistadas. Nesta classificação, o Brasil atingiria a meta, terminando em 10º lugar.

Só a título de informação, para o COI (Comitê Olímpico Internacional) não existe um quadro oficial de medalhas em Olimpíadas, cuja contabilidade foi criada como mais uma das armas de propaganda da Guerra Fria entre Estados Unidos e União Soviética, a partir do momento em que as duas nações passaram a se enfrentar, nos Jogos de 1952, em Helsinque. Desde então, a mídia também vem contabilizando a classificação por medalhas ao longo da história dos Jogos, sendo que o critério de classificação (por ouro ou pelo total) varia de acordo com o interesse de que quem a está divulgando.

A projeção publicada neste sábado foi feita pelo italiano Luciano Barra, ex-diretor esportivo do comitê olímpico italiano e que foi o diretor-executivo do comitê organizador dos Jogos Olímpicos de inverno de Turim 2006. Nos últimos anos, Barra tem acertado suas previsões, baseadas nos desempenhos dos atletas e equipes em Campeonatos Mundiais durante o ciclo olímpico. Foi o que ocorreu nas Olimpíadas de Pequim 2008, quando projetou que a Grã-Bretanha terminaria com um total de 48 medalhas (foram 47 no final dos Jogos) e que os EUA teria o maior número de medalhas no total. Em compensação, ele errou em relação sobre quem teria mais medalhas de ouro em 2008 e 2012, trocando as posições finais dos americanos e da China – Barra apostava que EUA teria o maior número de ouros em 2008 e os chineses fariam o mesmo em 2012.

>>> Veja ainda: Uma breve reflexão sobre números e medalhas

O atual estudo do italiano contempla a análise de 155 eventos mundiais realizados este ano e 121 no ano passado. Não estão incluídos neste estudo o futebol feminino, os cinco eventos de tênis (esporte que não tem um campeonato mundial) e as duas novas modalidades integrantes do programa esportivo para 2016, o golfe e o rúgbi sevens, que não tiveram mundiais realizados em 2013 e 2014.

Em relação ao resultado previsto para o Brasil, vale recordar que os feitos esportivos de 2013 dariam ao país, de acordo com levantamento feito pelo COB, 27 medalhas em modalidades presentes no programa olímpico, que deixariam o país em oitavo lugar em uma hipotética Olimpíada. Foi o melhor desempenho brasileiro em um primeiro ano de ciclo olímpico. Este ano, com o fiasco da seleção de futebol na Copa do Mundo, o fraco desempenho no Mundial de vela e a apagada participação no Mundial de judô contribuíram para a colocação obtida no estudo do ex-dirigente olímpico italiano.

Pela atual projeção de Barra, os Estados Unidos terminarão os Jogos de 2016 como o líder do quadro de medalhas, com 88 no total, sendo 35 de ouro, Seria um resultado bem abaixo do que ocorreu em 2012, quando os americanos tiveram um total de 104 medalhas. De acordo com o italiano, este será o top 10 para as Olimpíadas da Rio 2016, pelo número de ouros:

1) EUA  – 35
2) China  – 32
3) Rússia – 28
4) França – 19
5) Alemanha – 18
6) Grã-Bretanha – 12
7) Austrália – 9
8) Japão – 9 (desempate pelo número de medalhas de prata)
9) Coreia do Sul  – 9 (desempate pelo número de medalhas de prata)
10) Nova Zelândia – 8

Agora, a classificação do italiano, usando o critério do total de medalhas:

1) EUA – 88
2) Rússia – 88 (desempate pelo número de medalhas de ouro)
3) China – 80
4) Alemanha – 52
5) França – 46
6) Grã-Bretanha – 37
7) Austrália – 36
8) Japão – 33
9) Holanda – 23
10) Brasil – 23 (desempate pelo número de medalhas de ouro)

Na minha opinião, isso tudo é uma grande bobagem. O que vale é o resultado em quadra, na pista, na piscina, no tatame. Uma posição no quadro de medalhas não representa a realidade olímpica de um país, embora seja um bom indicativo. Da mesma maneira, não será em quatro anos que o Brasil irá se transformar em uma potência olímpica, mesmo que termine entre os dez melhores na classificação final de medalhas de 2016.

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quinta-feira, 23 de outubro de 2014 Candidaturas, Jogos de Inverno, Olimpíadas | 17:58

COI sinaliza mudanças para modernizar as Olimpíadas

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O alemão Thomaz Bach, presidente do COI, duiscursa durante o encerramento das Olimpíadas da Juventude, em Nanquim (CHN)

O alemão Thomas Bach, presidente do COI, discursa durante o encerramento das Olimpíadas da Juventude, em Nanquim (CHN)

Há quase um mês, este blog publicou um post trazendo declaração do presidente da CBBS (Confederação Brasileira de Beisebol e Softbol), Jorge Otsuka, sobre o seu otimismo a respeito da volta das duas modalidades ao programa esportivo olímpico já nos Jogos de 2020, em Tóquio. “Em dezembro haverá uma assembleia do COI e é quase certo que será confirmado o retorno do beisebol e softbol. Os organizadores dos Jogos de 2020 estão muito confiantes quanto a isso”, disse Otsuka no dia 30 de setembro.

A tomar como base o que disse o próprio presidente do COI, o alemão Thomas Bach, em entrevista coletiva nesta quinta-feira, eu diria que o dirigente brasileiro já pode começar o planejamento para voltar às Olimpíadas. O presidente do COI anunciou algumas das decisões do comitê executivo do Comitê Olímpico Internacional, que serão levadas à votação na próxima Assembleia Geral do COI, marcadas para os dias 8 e 9 de dezembro. E entre várias recomendações, estão as de mudar o processo de candidaturas das cidades para receberem os mega-eventos olímpicos e o de flexibilizar o programa esportivo.

A sinalização do COI é clara: realizar mudanças profundas e relevantes para modernizar e salvar os Jogos Olímpicos, pensando no futuro.

A recente desistência de Oslo para brigar pela sede das Olimpíadas de Inverno de 2022, deixando somente duas cidades (Almaty, no Cazaquistão, e Pequim, na China) na disputa, fato que não ocorria há 40 anos nas corridas eleitorais olímpicas, acendeu o sinal de alerta no COI. Outras cidades já tinham pulado fora do barco para 2022, Está cada vez mais caro e complicado para uma cidade ser candidata e depois organizar uma edição de Jogos Olímpicos, seja de verão ou inverno. As exigências e cadrnos de encargo são enormes, os custos estão cada vez mais proibitivos,  até por conta da necessidade de segurança extrema e de fornecer a melhor tecnologia possível ao evento. Virou uma brincadeira muito cara e antes que ninguém queira mais brincar, o COI pretender criar opções para candidaturas mais baratas.

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A flexibilização no programa esportivo também tem a ver com um processo de modernização que Bach pretende impor aos próximos Jogos Olímpicos. Algo a ver com a experiência que vem ocorrendo nos Jogos da Juventude, cujo programa esportivo conta até com provas mistas e também de modalidades que não são olímpicas hoje em dia, como o wushu (kung-fu), escalada esportiva e até no basquete 3 x 3.

A luta olímpica, que no ano passado chegou a ser excluída do programa olímpico e depois recolocada em setembro,  após a escolho de Tóquio como sede dos Jogos de verão de 2020, precisou assumir um compromisso de modernizar suas regras e aumentar o número de categorias femininas. Se a flexibilização do programa esportivo for mesmo aprovada em dezembro, é certo que o beisebol (e por tabela o softbol) retornarão nas Olimpíadas de Tóquio, tal a popularidade da modalidade entre os japoneses.

Até mesmo a criação de um canal próprio de TV do COI, para melhor divulgar seus eventos e ideais olímpicos, estará na pauta da próxima Assembleia Geral. Tudo isso caminha na mesma direção de tornar a cara da entidade moderna e antenada com os tempos atuais, com presença cada vez mais constante do COI em redes sociais como YouTube, Flickr, Instagram, Twitter e Facebook.

Enfim, o aviso dado por Thomas Bach nesta quinta-feira foi claro: virão mudanças por aí, embora não seja possível prever qual o resultado delas para o futuro do movimento olímpico.

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quarta-feira, 22 de outubro de 2014 Olimpíadas | 18:50

Uma pátria para chamar de minha

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Nos Jogos do Rio 2016, a judoca do Kosovo Majlinda Kelmendi poderá finalmente comemorar suas vitórias representando seu próprio país

Nos Jogos do Rio 2016, a judoca do Kosovo Majlinda Kelmendi poderá finalmente comemorar suas vitórias representando seu próprio país

Demorou, mas o COI (Comitê Olímpico Internacional) anunciou nesta quarta-feira, em decisão provisória que ainda deverá ser referendada na próxima Assembleia Geral da entidade, que reconhecerá a existência oficial do comitê olímpico de Kosovo. Na prática, isso significa que a nação e seus atletas poderão participar de qualquer evento organizado pelo COI, sejam Olimpíadas de verão, inverno e Jogos Olímpicos da Juventude, a partir de agora. Portanto, veremos a bandeira de Kosovo içada na praça das  nações da Vila Olímpica dois Jogos do Rio 2016, daqui a menos de dois anos.

O nome mais representativo do esporte de Kosovo é de uma estrela do judô internacional, Majlinda Kelmendi, bicampeã mundial na categoria até 52 kg e que inclusive participou das Olimpíadas de Londres 2012, quando competiu sob a bandeira da Albânia, sua outra nacionalidade.

O comitê olímpico do Kosovo existe desde 1992 e é reconhecido por 30 federações esportivas internacionais, 13 das quais em modalidades olímpicas. Em seis destas modalidades (tênis de mesa, tiro com arco, judô, vela, levantamento de peso e pentatlo moderno), o Kosovo tem integrantes nas respectivas federações internacionais. As outras sete modalidades olímpicas que reconhecem Kosovo como nação independente são luta olímpica, boxe, curling, taekwondo, ginástica (artística, rítmica e de trampolim), esqui e handebol.

O Kosovo fazia parte do território da Sérvia mas obteve sua independência em 2008, sendo reconhecida pela ONU (Organização das Nações Unidas) e por 108 dos 193 países da entidade.

A Assembleia Geral que confirmará de vez a entrada de Kosovo na chamada “família olímpica” ocorrerá em dezembro, em Monaco. Apesar da demora no reconhecimento esportivo, foi bem o COI nessa decisão.

 

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sexta-feira, 17 de outubro de 2014 Olimpíadas, Paraolimpíadas, Vídeos | 15:40

Veja a evolução das obras no Parque da Barra para 2016

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Obras nas três Arenas Cariocas, localizadas no Parque Olímpico da Barra, que receberão competições de oito modalidades em 2016

Obras nas três Arenas Cariocas, localizadas no Parque Olímpico da Barra, que receberão competições de oito modalidades em 2016

Com cerca de 40% das obras concluídas, segundo dados divulgados no início de outubro pela EOM (Empresa Olímpica Municipal), o Parque Olímpico da Barra da Tijuca, principal local de competições dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos do Rio 2016, continua com seus trabalhos em ritmo intenso.

A última visita da comissão de avaliação do COI (Comitê Olímpico Internacional) rendeu inclusive elogios justamente de quem, meses antes, havia demonstrado extrema preocupação com os atrasos nos trabalhos – a ponto de a própria entidade realizar uma “intervenção disfarçada”, ao colocar um dirigente para acompanhar ainda mais de perto o ritmo dos trabalhos.

>>> Veja também: Estádio de tênis para o Rio 2016 começa a tomar forma

Segundo a EOM, já foram instalados no Parque Olímpico mais de 10,5 quilômetros de redes de drenagem, 5,3 quilômetros em redes de esgoto, 8,3 quilômetros de redes de água, 5,0 quilômetros de redes de incêndio, 5,0 quilômetros de rede de iluminação pública, 9,9 quilômetros de rede de média tensão e 21,9 quilômetros de redes de telecomunicações.

Veja o vídeo que mostra a evolução das obras no Parque Olímpico:

 

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sexta-feira, 3 de outubro de 2014 Jogos de Inverno, Olimpíadas | 22:45

O bom senso da Noruega e a ira do COI

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Fogos de artifício enfeitam o céu de Sochi, durante a cerimônia de abertura dos Jogos de Inverno deste ano

Fogos de artifício enfeitam o céu de Sochi, durante a abertura dos Jogos de Inverno deste ano

Não fosse a Suíça um país conhecido por sua famosa postura de neutralidade em conflitos internacionais, já se estaria  iniciando a partir de Lausanne, na sede do COI (Comitê Olímpico Internacional), um movimento para invadir a Noruega. O motivo que vem despertando tanta revolta nos corredores da entidade que comanda o esporte olímpico mundial foi a decisão da capital norueguesa Oslo em abrir mão da candidatura para receber os Jogos de Inverno de 2022.

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A desistência foi confirmada nesta última quarta-feira (1º), após o parlamento norueguês negar as garantias econômicas necessárias para prosseguir na corrida olímpica. Os políticos também contavam com uma pesquisa que apontava 55 % de contrariedade da população de Oslo para receber o mega-evento. Com isso, somente duas cidades seguem na briga pela sede olímpica: Almaty, no Cazaquistão, e Pequim, na China.

Só para refrescar a memória, Cracóvia (Polônia), Estocolmo (Suécia) e Lviv (Ucrânia) já tinha também pulado do barco olímpico para 2022 bem antes. Há muitos anos – mais precisamente desde 1974, quando Moscou e Los Angeles brigaram sozinhas pela condição de receber as Olimpíadas de verão de 1980 – que o COI não via tamanha falta de concorrência para escolher as sedes de seus Jogos.

O motivo é muito simples: a brincadeira ficou cara demais!

Os custos dos Jogos de Sochi 2014 foram assustadores, nada menos do que US$ 51 bilhões. Por mais que o COI argumente que a maior parte deste investimento tenha sido em infra-estrutura que a cidade teria que gastar de qualquer maneira, os números das planilhas de gastos olímpicos dos países-sedes nos últimos anos só aumentam. E para evitar que esse sonho olímpico se transformasse num pesadelo de dívidas, a Noruega decidiu abrir mão da candidatura.

O COI não perdoou a desistência. “Esta é uma oportunidade perdida para a cidade de Oslo e para todo o povo da Noruega que são conhecidos em todo o mundo por ser grandes fãs de esportes de inverno. E é sobretudo uma oportunidade perdida para os atletas noruegueses que não serão capaz de alcançar novos patamares olímpicos em seu país natal”, disse a entidade, em comunicado.

Mas é bem capaz que a decisão dos políticos noruegueses também tenha sido estimulada por uma “pequena” lista de exigências do COI, caso Oslo fosse a escolhida, em um documento de 7.000 páginas, revelado pelo jornal VG. Algumas são surreais:

1) Os principais dirigentes do COI deverão ser recebidos pelo rei da Noruega, em recepção paga pelo governo antes da cerimônia de abertura dos Jogos;

2) O presidente do COI, Thomaz Bach, deverá ser recebido em cerimônia na pista do aeroporto e que os principais membros do COI passem pela alfândega em um portão especial;

3) Uma pista especial nas estradas e ruas deverá ser reservada para que os membros do COI possam se deslocar de carro em Oslo durante os Jogos Olímpicos;

4) Todos os dirigentes do COI deverão receber um telefone celular da marca Samsung (patrocinadora do COI), com uma assinatura de uma companhia telefônica norueguesa;

5) Os organizadores deverão assumir as despesas de carros e motoristas para todos os integrantes do comitê executivo do COI durante o período dos Jogos.

Sorto do povo norueguês que o bom senso ainda prevalece entre algumas de suas lideranças políticas…

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quinta-feira, 2 de outubro de 2014 Olimpíadas, Política esportiva | 19:37

Uma análise sobre a visita da comissão do COI

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Comssão do COI concede entrevista coletiva após o final de mais uma visita de avaliação dos Jogos de 2016

Comssão do COI concede entrevista ao final de nova visita de avaliação dos Jogos de 2016

Encerrada na última quarta-feira (1º), a sétima visita da comissão de coordenação do COI (Comitê Olímpico Internacional) ao Rio de Janeiro, para acompanhar os preparativos da cidade para as Olimpíadas de 2016, deixou algumas impressões bastante claras. Pode-se analisar a passagem dos dirigentes do COI sob as óticas do “copo meio cheio” e do “copo meio vazio”. Vamos à elas:

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1)  Copo meio cheio
– Depois de colocar os organizadores e governo brasileiros na parede por conta dos atrasos em obras e definição da Matriz de Responsabilidades – promovendo praticamente uma espécie de intervenção no comitê organizador – o COI teceu vários elogios à preparação dos Jogos do Rio. Em comparação ao que houve na visita do final de março, a marroquina Nawal El Moutawakel, presidente da comissão, foi clara: “Podemos ver que as obras principais estão progredindo a toda velocidade, em particular a construção das instalações, sobre as quais temos recebido relatórios de desenvolvimento bastante sólidos”.

Os dirigentes também demonstraram satisfação com  o lançamento do programa de vendas de ingressos, lançamento da mascote olímpica (ainda em outubro) e o calendário de eventos-testes.

2) Copo meio vazio – A comissão do COI continua com um pé atrás em relação ao apertado calendário de obras. El Moutawakel escolheu bem as palavras, mas “embora o cronograma continue apertado, a equipe do Rio demonstrou claramente que a situação está sob controle, e que vem obtendo um bom progresso. Também foram discutidos seus esforços contínuos para reforçar o diálogo com as Federações Internacionais para o desenvolvimento das instalações”.

Eles alertaram ainda para a questão do “alto número de hotéis que devem ser construídos antes dos Jogos, porém, a Comissão recebeu informações muito claras e animadoras de que os 68 novos hotéis em construção estão em andamento”. Vale lembrar que na questão de hotelaria, os organizadores contavam com a revitalização do tradicional Hotel Glória por parte do empresário Eike Batista, que no entanto, com os conhecidos problemas enfrentados em seus negócios, acabou não ocorrendo.

Como vem sendo a postura do blog em relação às obras olímpicas para 2016, repete-se aqui um mantra já adotado em outras ocasiões: para a Rio 2016, a hora é de trabalhar e não de festejar, mesmo que sejam os sinceros elogios dos dirigentes do COI.

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terça-feira, 30 de setembro de 2014 Imprensa, Olimpíadas | 19:47

Beisebol se anima e sonha com volta em Tóquio 2020

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Jogadores da Coreia do Sul comemoram a vitória sobre China Taipei na final dos Jogos Asiáticos: beisebol confia na volta às Olimpíadas

Jogadores da Coreia do Sul comemoram a vitória sobre China Taipei na final dos Jogos Asiáticos: beisebol confia na volta às Olimpíadas

A frustração de ter sido rejeitado pelos integrantes da Assembleia Geral do COI (Comitê Olímpico Internacional) no ano passado, na eleição que escolheu a luta olímpica como o 28º esporte do programa olímpico dos Jogos de 2020 já foi superada pelos dirigentes do beisebol. Ao lado do softbol (versão feminina do esporte), as duas modalidades apostam que a realidade tem tudo para ser diferente nos próximos meses e elas estarão sim integrando o programa das Olimpíadas de Tóquio.

Segundo informou o site “Inside the Games” nesta terça-feira, o otimismo dos dirigentes para reverter a situação e voltar a fazer parte da chamada “família olímpica” veio por conta da boa imagem deixada pelos torneios das duas modalidades nos Jogos Asiáticos, que estão acontecendo em Incheon, na Coreia do Sul. A decisão da medalha de ouro no beisebol, na qual a seleção sul-coreana derrotou China Taipei por 6 a 3, diante das arquibancadas lotadas do Munhak Stadium, também animou os cartolas do beisebol.

Os dirigentes também argumentam a seu favor a própria sinalização dada pelo COI no final do ano passado, quando a entidade apontou para um caminho de maior flexibilização do programa olímpico, especialmente nos casos de esportes muito populares no país anfitrião, e no caso do Japão, beisebol e softbol teriam lugar garantido.

Em conversa com o blog, o presidente da CBBS (Confederação Brasileira de Beisebol e Softbol), Jorge Otsuka, até arrisca uma data para que o retorno das duas modalidades ao programa olímpico seja ratificada. “Em dezembro haverá uma assembleia do COI e é quase certo que será confirmado o retorno do beisebol e softbol. Os organizadores dos Jogos de 202o estão muito confiantes quanto a isso”, disse o dirigente brasileiro. A última vez em que as duas modalidades participaram do programa olímpico foi nos Jogos de Pequim 2008.

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domingo, 7 de setembro de 2014 Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 16:40

Um tiro certeiro na monocultura esportiva

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O maior legado (diria até obrigação) da conquista do direito de organizar os Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro é tentar por um fim na monocultura esportiva Brasil. Mas infelizmente não será em sete anos que isso se resolverá, não importa que queiram nos empurrar goela abaixo que somos ou estamos no caminho de nos tornar uma potência esportiva. Isso é trabalho para as próximas décadas, onde os resultados obtidos pelas equipes brasileiras nas próximas Olimpíadas poderão sim ter grande influência em uma mudança de postura – mas acima de tudo, é um trabalho de formiguinha, de longo prazo.

Com apenas 16 anos, Marcus Vinícius D'Almeida faturou de forma inédita a medalha de prata da  Copa do Mundo de tiro com arco

Com apenas 16 anos, Marcus Vinícius D’Almeida faturou de forma inédita a medalha de prata da Copa do Mundo de tiro com arco neste domingo

Enquanto isso, por culpa de décadas de atraso na implantação de uma política esportiva (que só nos últimos anos, na esteira da vitória na eleição do COI de 2009, vem mudando de forma gradativa), por ignorância de grande parte do público e por completo desinteresse dos principais veículos de mídia do país, o esporte do Brasil resume-se, em 90% dos casos, ao futebol. Vez ou outra fala-se do vitorioso voleibol de seleções, exaltam-se conquistas de ídolos consagrados como Cesar Cielo ou Guga, ou comemoram-se conquistas isoladas, como o emocionante título mundial feminino de handebol em 2013. Mas a verdade é que o Brasil só vira “olímpico” de fato a cada quatro anos.

Infelizmente essa é a dura realidade, doa a quem doer. Porém, isso está mudando aos poucos.

Uma pequena prova disso ocorreu na manhã deste domingo, 7 de setembro. Uma modalidade nanica no Brasil, praticamente ignorada pelo grande público, o tiro com arco viveu algumas horas de protagonismo, aos menos na timeline esportiva das redes sociais, graças a um garoto de 16 anos, nascido no Rio de Janeiro e que nem terminou ainda o ensino médio. De forma inédita, Marcus Vinícius D’Almeida chegou à final da Copa do Mundo de tiro com arco, em Lausanne (SUI), perdendo a medalha de ouro apenas no chamado “shoot-off” (flecha desempate), após a igualdade em cinco sets com o americano Brady Ellison. medalha de prata por equipes nos Jogos Olímpicos de Londres 2012.

O pódio em Lausanne, com Marcus Vinícius, o americano Ellison e o holandês Van der Ven, que levou o bronze

O pódio da final da Copa do Mundo em Lausanne, com Marcus Vinícius, o americano Ellison e o holandês Van der Ven, que levou o bronze

O feito de Marcus Vinícius é espetacular, primeiro pela pouca idade (16 anos) e também pelo fato de ter chegado à final da Copa do Mundo como o mais novo arqueiro da história a atingir este feito e na condição de nono colocado no ranking mundial da Fita (Federação Internacional de Tiro com Arco). O leitor do iG Esporte pôde conhecer um pouco mais de história do jovem prodígio brasileiro no mês de agosto, pouco antes de iniciar sua participação nas Olimpíadas da Juventude, em Nanquim (CHN), onde também terminou com a medalha de prata.

Não irei cravar aqui que Marcus Vinícius D’Almeida será medalha em 2016. Jornalista não é vidente. Fica claro, porém, que o garoto é um atleta a ser colocado no radar para ser acompanhado detalhadamente nos próximos anos. Assim como outros grandes talentos de modalidades ignoradas pelo público e mídia, como é o caso de Isaquias Queiroz, bicampeão mundial da canoagem velocidade C1 500m (modalidade não olímpica).

Se por causa de atletas como eles o Brasil parar um pouco de viver essa irritante monocultura esportiva, esse será o grande legado que os Jogos Olímpicos de 2016 deixarão para este país.

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sábado, 16 de agosto de 2014 Olimpíadas, Seleção brasileira | 07:00

Saiba mais sobre as Olimpíadas da Juventude 2014 de Nanquim

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Começa nesta sábado, com a cerimônia de abertura marcada para as 9 horas (horário de Brasília), a segunda edição dos Jogos Olímpicos da Juventude, na cidade de Nanquim, na China. Evento voltado para atletas entre 15 e 18 anos, a competição organizada pelo COI (Comitê Olímpíco Internacional) teve sua primeira edição realizada quatro anos atrás, na cidade de Cingapura.

O objetivo é dar a primeira experiência olímpica aos atletas, ainda adolescentes, e transmitir conceitos ligados ao olimpismo, além de um programa de educação e cultura a todos os participantes. Ao todo, serão cerca de 3.500 atletas participantes, representando 204 nações.

Serão 12 dias de disputas esportivas (na abertura, dia 16, e no encerramento, dia 28, não serão realizadas competições), com 222 eventos de 28 modalidades. Além da presença do rúgbi e golfe, que passarão a integrar om programa olímpico em 2016, no Rio, os Jogos da Juventuide contam com eventos inéditos, como o basquete 3 x 3.

O Brasil disputará os Jogos com uma jovem delegação de promessas, entre eles Marcus Vinicius D’Almeida, 16 anos, nono colocado do ranking mundial do tiro com arco. Ao todo, o COB (Comitê Olímpico do Brasil) enviou uma delegação de 97 atletas em 24 modalidades, a segunda maior dos Jogos, perdendo apenas para a China, dona da casa.

Conheça abaixo todas as arenas e sedes dos eventos esportivos das Olimpíadas de Nanquim:

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