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Posts com a Tag Cesar Cielo

terça-feira, 7 de maio de 2013 Olimpíadas, Pan-Americano, Seleção brasileira | 10:46

Confira os brasileiros que largaram bem para 2016

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Ana Claudia bateu o recorde sul-americano dos 100 m e está entre as dez mais rápidas do mundo

Atualizado

O início do ciclo olímpico para as Olimpíadas do Rio, em 2016, em um ano sem grandes competições poliesportivas previstas no calendário mundial, vem trazendo alguns bons resultados para o esporte brasileiro. A temporada mal começou, mas já ocorreram resultados significativos, colocando inclusive alguns destes atletas no topo do ranking mundial de algumas modalidades. Nomes consagrados, como o do campeão olímpico e mundial Cesar Cielo, já começam 2013 brilhando, mas pintam algumas boas surpresas.

Confira abaixo quem já brilhou nestes primeiros cinco meses do ciclo olímpico, que incluí as Olimpíadas do Rio 2016 e o Pan-Americano de Toronto 2015.

Atletismo

De olho na preparação para o Mundial de Moscou, em agosto, os brasileiros correm em busca de índice para garantir sua presença na competição. Mas é no feminino que os principais resultados estão surgindo. A cearense Ana Cláudia Lemos alcançou o índice com direito a um recorde sul-americano nos 100 m rasos, cravando 11s13 em uma prova no último sábado, em Campinas, superando seu próprio recorde, que era de 11s15.

Esta marca coloca Ana Cláudia entre as dez melhores do mundo na prova. Antes dela, a paulista Franciela Krasucki já havia começado a temporada de 2013 com tudo, igualando o próprio recorde anterior de Ana Cláudia, com 11s15.

Também classificada para Moscou, Keila Costa obteve um feito extra no salto triplo: a marca de 14m37 obtida em Campinas, neste último sábado, além de carimbar seu passaporte para o Mundial, significou a melhor marca do mundo neste ano na prova, até agora.

Entre os homens, o brasileiro Mahau Suguimati, nos 400 m com barreiras, cravou o quarto melhor tempo do ano (e também índice para o Mundial), em uma prova no Japão, na última sexta-feira, com 48s79.

Boxe

No final de abril, a seleção brasileira masculina participou do Torneio Feliks Stamm, um dois mais tradicionais no boxe amador, voltando para casa com três medalhas. O resultado mais importante foi a medalha de ouro obtida por Patrick Lourenço, na categoria 49 kg (peso mosca), derrotando na final o russo Vasilij Egorov.

Ginástica artística

No final de março, o campeão olímpico nas argolas em Londres, Arthur Zanetti, mostrou que continua em forma logo em sua primeira prova do ano, ao faturar a medalha de ouro na etapa de Doha (Catar) da Copa do Mundo de ginástica artística, obtendo a nota 15.700. Nas Olimpíadas, quando levou o ouro, marcou 15.900

Judô

A última atualização do ranking da FIJ (Federação Internacional de Judô), divulgada no dia 2, apresentou uma boa surpresa para o judô brasileiro: a primeira colocação de Victor Penalber  na categoria até 81 kg, superando por apenas 28 pontos o sul-coreano Kim Jae-Bum, atual campeão olímpico e mundial. Contribuiu para a escalada de Penalber no ranking a medalha de ouro obtida no recém-disputado campeonato pan-americano da categoria, realizado em San José, na Costa Rica.

No feminino, Sarah Menezes, campeã olímpica em Londres 2012 e também ouro no Pan de judô, lidera com folga a categoria até 48 kg, com 344 pontos de vantagem sobre a japonesa Haruna Asami.

Natação

Na corrida para garantir um lugar na delegação que disputará o Mundial de esportes aquáticos de Barcelona, entre 19 de julho e 4 de agosto, dois brasileiros brilharam neste início de temporada. O primeiro, uma barbada: após a frustração com o bronze nos 50 m livre em Londres 2012, César Cielo começou com tudo 2013, cravando o segundo melhor tempo do mundo durante a disputa do Troféu Maria Lenk, no final de abril. Com a marca de 21s58, Cielo ficou atrás apenas do francês Florent Manaudou, campeão olímpico nas últimas Olimpíadas, que tem 21s55 este ano.

No feminino, surge a grande novidade, com a incrível performance da jovem Graciele Hermann, de apenas 21 anos, que no mesmo Maria Lenk assegurou sua vaga na equipe que vai ao Mundial com o melhor tempo de sua vida. A marca de 25s10 corresponde ao 10º melhor tempo no ranking mundial da Fina (Federação Internacional de Natação).

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quarta-feira, 6 de março de 2013 Ídolos, Isso é Brasil, Olimpíadas | 11:40

A culpa pelos ginastas desempregados não é (só) do Flamengo

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Jade Barbosa, Diego e Daniele Hypólito falam sobre o fim da equipe de ginástica do Flamengo

Um drama recorrente no esporte brasileiro, a cena de ver atletas olímpicos de alto rendimento sem clube é sempre triste e revoltante. Quando isso ocorre em pleno ciclo olímpico para as Olimpíadas que serão organizadas no próprio país, no Rio de Janeiro, em 2016, o caso é ainda mais dramático. Não foi diferente, portanto, o sentimento que me tomou ao ver a revolta e perplexidade dos integrantes da equipe de ginástica do Flamengo, ao tomarem conhecimento da decisão do clube em acabar com o patrocínio da modalidade, ocorrido nesta terça-feira.

Além dos ginastas – entre eles algumas das estrelas da modalidade no Brasil, como os irmãos Diego e Daniele Hypólito, Jade Barbosa e Sérgio Sasaki – a equipe de judô também foi desativada. Seguiram o mesmo caminho da equipe de natação, cuja maior estrela era Cesar Cielo, fechada no final de 2012.

Os culpados por mais este crime no esporte olímpico brasileiro são vários, não se pode apontar o dedo apenas para um deles.

O primeiro culpado é o clube. É claro que o Flamengo tomou esta decisão pensando apenas na planilha de custos. Ninguém em seu juízo perfeito sairia fechando equipes olímpicas, com atletas de ponta e ídolos em suas modalidades, cujo retorno de imagem é sempre o maior possível. A decisão foi estritamente do ponto de vista de dinheiro.

O Flamengo é um clube com problemas financeiros históricos, fruto de gestões pífias e incompetentes. Mas o maior pecado dos dirigentes rubro-negros foi anunciar esta decisão EM MARÇO, com o segundo trimestre do ano em pleno andamento. Quando a natação acabou, em dezembro de 2012, já estava na cara que os demais esportes olímpicos teriam o mesmo fim. Agora, no primeiro ano do ciclo olímpico, estes atletas terão inúmeras dificuldades para encontrar um novo clube.

O segundo culpado é o governo, na figura do Ministério do Esporte. A falta de uma política esportiva ampla, que não seja preocupada apenas com grandes eventos ou programas de incentivo que muitas vezes demoram para alcançar o atleta, também é responsável pelo drama dos ginastas, judocas e nadadores flamenguistas.

Só para lembrar: no ano passado, com toda pompa, a presidenta Dilma Rousseff anunciou a criação do Bolsa Pódio, programa que promete repassar até R$ 1 bilhão até 2016 a atletas, treinadores, preparadores físicos etc. O valor individual pode chegar até a R$ 15 mil/mês, dependendo de cada atleta. Mas até agora, ficou só na promessa. Dizem que as inscrições serão abertas agora em março. Dizem…

Por fim, o terceiro culpado é o COB (Comitê Olímpico Brasileiro). Por mais que a entidade diga que não tem responsabilidade na gestão das modalidades  (tarefa que segundo ele pertence às confederações), o COB é quem comanda o esporte brasileiro. E desde 2003, passou a ter a chave do cofre, quando começou a receber os recursos da Lei Agnelo/Piva. Nunca o esporte do Brasil teve tanto dinheiro. Mas o COB falha ao não cobrar as entidades de uma forma mais contundente.

A única certeza é que entra tantos culpados, os atletas olímpicos desempregados do Flamengo são as grandes vítimas. Triste filme repetido tantas vezes.

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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012 Ídolos, Isso é Brasil | 20:23

O fim da natação do Flamengo e a montanha-russa do esporte brasileiro

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Cielo e as medalhas conquistadas no Pan 2011: lua-de-mel com o Flamengo

Às vezes, chego a ter a impressão que o esporte olímpico brasileiro vive em um universo paralelo, como alguns que frequentemente aparecem em filmes de ficção. Se por um lado, como mostrou a ótima reportagem de Aretha Martins e Luís Araújo publicada no iG Esporte nesta sexta-feira, pode-se constatar que as empresas perceberam a importância em investir nas modalidades olímpicas – ainda mais tendo como principal motivador a realização das Olimpíadas do Rio, em 2016 -, por outro fica evidente que ainda há uma grande distância da nossa realidade, antes de cartolas baterem no peito e chamarem este Brasil de “país olímpico”.

O maior exemplo disso apareceu neste último dia útil de 2012. Em entrevista coletiva, Alexandre Póvoa, novo vice-presidente de esportes olímpicos do Flamengo, anunciou em entrevista coletiva que o a diretoria recém-empossada do clube não iria renovar o contrato do campeão olímpico e mundial Cesar Cielo e também de outros seis nadadores. A extinção da equipe olímpica de natação foi justificada de duas formas: a modalidade não era auto-sustentável (ou seja, dava prejuízo aos anêmicos cofres do clube rubro-negro) e que por não treinar nas dependências do clube, não servia como exemplo para a base.

(Apenas para fazer um parênteses, esta última justificativa do senhor Póvoa é uma grande piada. Afinal, ele queria que um nadador do nível de Cesar Cielo treinasse em um local que nem possuí uma piscina em condições aceitáveis para um atleta de seu nível se preparar?)

E Cielo não foi o único nadador de alto nível do Brasil a ficar sem clube neste final de 2012. Há duas semanas, durante a entrega do Prêmio Brasil Olímpico, Thiago Pereira ficou sabendo que o Corinthians também não iria renovar o seu contrato de patrocínio.

É perfeitamente compreensível que um clube cuja principal modalidade seja o futebol – e Flamengo e Corinthians são fundamentalmente times de futebol – reveja números e repense os investimentos em outros esportes. Questiono o motivo oportunista que faz com que estes times decidam apoiar em um determinado momento e depois retirar esse apoio quando os objetivos marqueteiros foram atingidos. Isso sim deplorável e precisa ser combatido!

Cielo, Thiago e os demais nadadores certamente seguirão sua vida em 2013, uns no mesmo nível de antes, outros possivelmente ganhando menos. Talvez um ou outro enfrente uma dificuldade maior em recomeçar o trabalho para o próximo ciclo olímpico. Mas um fato não se pode questionar: enquanto viver nesta gangorra, alternando momentos de euforia e dinheiro farto com fases de grana curta, o esporte do Brasil continuará sobrevivendo de estrelas solitárias como Cielo, Thiago e outros, que brilham apenas por mérito próprio.

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terça-feira, 21 de agosto de 2012 Ídolos, Imprensa, Olimpíadas, Seleção brasileira | 23:18

Hora de reflexão, mas sem caça às bruxas

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Cesar Cielo cura sua ressaca olímpica vencendo nos 50 m livres do Troféu José Finkel

Bem, chega de ressaca olímpica, inclusive para este blogueiro, que volta à labuta nesta quarta-feira, após uma pausa para recarregar as baterias, zeradas com a extenuante maratona olímpica em Londres. Mas é inevitável que ainda se fale (por um bom tempo, presumo) sobre a recém-encerrada edição dos Jogos Olímpicos 2012, em especial comentando a participação brasileira.

Mesmo nesta semana de descanso, pude acompanhar um pouco da repercussão dos resultados obtidos pelos atletas do Brasil, seja nas redes sociais, reportagens de jornal, colunas, blogs de especialistas que respeito muito e de outros que aproveitaram a ocasião para dar uma de “gato mestre”, como dizem alguns amigos meus cariocas. E diante de tudo que ouvi e li, é necessário fazer uma boa peneira e realizar uma reflexão cuidadosa sobre este “decepcionante” desempenho brasileiro.

Em primeiro lugar, uma coisa precisa ficar bem clara em relação ao adjetivo que encerra o parágrafo acima. Com exceção de cartolas que querem tapar o sol com a peneira e de alguns pachecos mais animadinhos (inclusive dentro da imprensa), o Brasil fez exatamente o que dele se esperava, com uma bela surpresa aqui, um vexame ali. Mas a realidade olímpica brasileira é exatamente este 22º lugar no quadro geral de medalhas em Londres. Por isso, soa como piada o sonho do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) em ver o Brasil terminar no Top 10 nos Jogos do Rio 2016, faturando pelo menos 30 medalhas.

É estranho ver cobranças sobre alguns atletas e modalidades esportivas nas quais não deveriam jamais ter criado falsas expectativas. É o tal efeito Pan, tão nocivo por mascarar o real potencial que estes mesmo atletas terão pela frente, quando confrontados com a elite do esporte mundial. O atletismo e a natação, por exemplo, foram grandes decepções, mas dentro da delegação brasileira, raros eram os atletas com chances reais de conseguir algum grande resultado, A maioria absoluta fez o que estava dentro de sua possibilidade.

Muito mais importante, e isso tenho visto com frequência, é uma forte cobrança ao trabalho do COB, que nunca teve tanto dinheiro público (via Lei Agnelo/Piva) para distribuir às confederações nacionais em sua preparação olímpica, mas novamente não conseguiu fazer uma gestão correta desta trabalho e transformá-lo em um resultado proporcional ao que foi investido. Não se enganem: duas míseras medalhas a mais do que foi obtido quatro anos atrás, em Pequim 2008 (17 a 15), é um resultado pífio.

Por fim, vale um alerta sobre a tentação de se começar uma espécie de “caça às bruxas” em relação aos grandes fiascos brasileiros em Londres. Sim, ocorreram decepções: ainda está mal digerida a desistência de Fabiana Murer em tentar seu último salto e terminar eliminada na qualificação do salto com vara; Cesar Cielo ficou devendo, ao terminar em sexto lugar nos 100 m livre e com o bronze nos 50 m livre, prova na qual defendia o título olímpico de 2008; Leandro Guilheiro e Tiago Camilo, que apesar de favoritos nem chegaram ao pódio no judô;  as inesperadas derrotas no vôlei de praia, com os favoritos Alison/Emanuel e Juliana/Larissa levando prata e bronze, respectivamente; e o futebol, onde nem mesmo todo o talento de Neymar foi capaz de dar à seleção brasileira uma medalha de ouro que insiste em escapar.

Todos estes atletas merecem, é claro,  serem questionados pelo desempenho abaixo do esperado, mas nunca perdendo a perspectiva do que eles já fizeram e conquistaram em suas respectivas modalidades. Ou pode-se simplesmente jogar no lixo o título mundial de Fabiana Murer e Cielo, além das medalhas olímpicas de Guilheiro e Camilo?

Um país monoglota esportivo como o Brasil ainda precisa aprender muito sobre esportes olímpicos antes de sair por aí cobrando resultados sem qualquer parâmetro.

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sábado, 4 de agosto de 2012 Ídolos, Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 16:55

A diferença de postura que separa o campeão do atleta comum

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Faniana Murer tenta passar o sarrafo, na prova deste sábado pelo salto com vara nos Jogos de Londres

Ninguém gosta de perder. Eu mesmo odeio perder até quando jogo Playstation com meu filho. Imagine então o que sente um atleta que se prepara durante quatro anos, passa por uma série incalculável de sacrifícios e não consegue o resultado almejado. Com certeza, o sujeito vai ficar frustrado, irritado, injuriado. Em resumo, p…

Mesmo com todos estes atenuantes, é inacreditável ver a postura de alguns atletas brasileiros que estão competindo nas Olimpíadas de Londres. Por um questão de direitos de transmissão adquiridos, as televisões têm a preferência para realizar as entrevistas com os atletas que participam de uma prova, a chamada zona mista. Só depois, eles se encaminham à área destinada aos jornalistas de outros veículos.

E o que dizer quando um atleta, que ainda não ganhou nada na vida, simplesmente passa batido sem explicar os motivos pelo qual fracassou ou não conseguiu o  resultado que sonhava? Por que, no final, ele não está falando com com um ou outro repórter e sim com os próprios torcedores brasileiros.

A diferença de postura é evidente quando se compara o que ocorreu com Fabiana Murer e Rosângela Santos, duas das eliminadas do atletismo brasileiro neste sábado. O peso da derrota da Fabiana é incontavelmente maior do que o de Rosângela. Fabiana chegou a Londres cotada para brigar com a russa Elena Isinbaeva pela medalha de ouro no salto com vara, vinha com o status de campeã do mundo e voltará para casa como a atleta que foi prejudicada pelo vento. Mas ainda assim, ela não se escondeu, falou mais de meia hora com os jornalistas e, só depois, escondida de todos, caiu no choro com os integrantes da comissão técnica do Brasil.

E Rosângela Santos, que ainda está construindo sua história, tem como glória maior um ouro no Pan-Americano de Guadalajara nos 100 m, passou batido, só falando com a TV, após ser eliminada na semifinal dos 10o m, mesmo tendo feito o seu melhor tempo pessoal (11s17).

Na sexta-feira, o mesmo ocorreu na final dos 50 m nado livre. Favoritíssimo para o ouro, Cesar Cielo amargou o bronze, mas não se escondeu, falou com todos, mostrou postura de campeão. Em compensação, Bruno Fratus, que conseguiu um ótimo quarto lugar em sua primeira Olimpíada, passou mudo, ainda dando murros na porta. Só voltou por insistência da assessoria do COB, e com muita má vontade.

São estas atitudes  como estas que mostram a diferença entre um campeão e um atleta comum.

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quinta-feira, 2 de agosto de 2012 Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 10:45

Sonho do COB em ver Brasil como potência olímpica nos Jogos de 2016 ainda é utopia

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Ana Luiza Ferrão ficou em último na pistola 25 m em Londres. Será que a situação mudará em apenas quatro anos?

Eis que ao começar o dia e navegar pelos diversos portais de internet do Brasil, vejo que um dos assuntos mais comentados em relação aos Jogos Olímpicos de Londres 2012 tem a ver com um entrevero entre os jornalistas Galvão Bueno e Renato Maurício Prado, durante o programa “Conexão Sportv”, na última quarta-feira. Bem, respeitando todas as convicções editoriais de todos estes veículos, sinceramente acho que isso não passa de bobagem. Muito mais importante é analisar as palavras do superintendente do COB, Marcus Vinícius Freire, um dos entrevistados do programa.

O dirigente do COB disse durante o programa que vê o Brasil figurando no top 10 do quadro de medalhas dos Jogos do Rio, em 2016, com algo em torno de 30 medalhas. A aposta da entidade será obter estas medalhas em pelo menos nove modalidades:  vôlei, futebol, basquete, atletismo, judô, natação, vela, hipismo e o taekwondo. Além disso, ele aponta ser necessário fazer um trabalho intenso em outras modalidades que não tem tradição de medalha.

Na teoria, tudo muito bonito. A prática, contudo, mostra uma realidade completamente diferente.

Em primeiro lugar, o que vem sendo demonstrado aqui em Londres mostra que ainda há muito trabalho a ser feito. Mesmo em modalidades consideradas nobres aos olhos do COB, o Brasil tem patinado feio nesta primeira semana dos Jogos, vide os resultados do judô, que largou com duas medalhas e depois colecionou decepções (não estou computando Mayra Aguiar nesta lista). Resultados das seleções femininas de vôlei e basquete, além da natação, têm sido decepcionantes também, com as exceções de praxe (Cesar Cielo e Thiago Pereira).

Outro ponto que o dirigente do COB deveria ter ressaltado em sua entrevista: não se faz uma potência olímpica em quatro anos. Não existe uma política de massificação esportiva, mesmo com tanto dinheiro investido da Lei Agnelo Piva nos últimos ciclos olímpicos. Muito dinheiro mesmo.

O trabalho para 2016 tinha que ser iniciado, no mínimo, em Pequim 2008. Só assim não passaremos vexame em provas como tiro com  arco, tiro esportivo, ciclismo, sem falar em modalidades que nem conseguiram vaga para Londres, como ginástica rítimica e badminton, por exemplo.

Discurso sempre é bonito. Mas é preciso que esteja de acordo com a realidade, para que não se torne apenas um amontoado de palavras vazias.

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sexta-feira, 6 de julho de 2012 Olimpíadas, Seleção brasileira | 18:11

Internauta do iG esperava ver Maurren Maggi ou Cesar Cielo como porta-bandeira do Brasil em Londres

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De forma até surpreendente, Rodrigo Pessoa foi o escolhido para ser o porta-bandeira do Brasil

O anúncio feito nesta sexta-feira sobre a escolha de Rodrigo Pessoa como porta-bandeira do Brasil na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Londres 2012 foi uma dupla zebra.  Primeiro, pela antecedência com que o nome foi escolhido. Nas últimas edições das Olimpíadas, o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) acostumou-se a criar um clima de mistério sobre o atleta escolhido, deixando este anúncio para ocorrer quase sempre às vésperas da abertura.

A outra surpresa foi a própria escolha de Rodrigo Pessoa, apesar de seu passado de conquistas olímpicas, com destaque para a medalha de ouro nos saltos nas Olimpíadas de Atenas 2004. Ainda assim, o carisma do cavaleiro (nascido em Paris e que vive no exterior) é quase zero para os torcedores brasileiros.

Bem diferente do COB pensam os internautas do iG, que em recente enquete proposta aqui mesmo no blog apontaram dois outros fortes candidatos para serem os porta-bandeiras na festa que abrirá os Jogos de Londres.  A preferida do público, com 31,11% dos votos, foi Maurren Maggi, atual campeã olímpica do salto em distância. Depois dela, o atleta preferido entre os internautas foi o nadador Cesar Cielo, com 29,14% dos votos. Em Pequim 2008, ele foi medalha de ouro nos 50 m livre e bronze nos 100 m livre.

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sábado, 23 de junho de 2012 Olimpíadas, Seleção brasileira | 17:49

Desfile de abertura das Olimpíadas terá estrelas do esporte como porta-bandeiras. E no Brasil, quem será escolhido?

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Sharapova, Nadal, Aymar, Valentina e Djokovic: eles já foram escolhidos como porta-bandeiras

Rafael Nadal, Maria Sharapaova, Novak Djokovic, Luciana Aymar, Maria Espinoza, Valentina Vezzali.  O que todos estes esportistas têm em comum na montagem acima? Além de reunir algumas das maiores estrelas do esporte mundial na atualidade, a foto traz alguns dos porta-bandeiras escolhidos pelos respectivos comitês olímpicos nacionais para o desfile de abertura dos Jogos Olímpicos de Londres 2012.

Os astros do tênis mundial lideram a lista de escolhidos: Rafael Nadal, na Espanha; Novak Djokovic, pela Séria; e Maria Sharapova, na Rússia. Mas há espaço para outras modalidades, como no hóquei sobre grama, que terá Luciana Aymar como a porta-bandeira da Argentina. No México, Maria Espínoza, campeã olímpica no taekwondo, terá a honra de carregar a bandeira de seu país. A mesma coisa ocorrerá com Valentina Vezzali, italiana campeã olímpica na esgrima em Pequim 2008.

E o Brasil? Bem, já é famoso o charminho que o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) costuma criar para divulgar seu porta-bandeira, seja em Olimpíadas ou Pan-Americanos. Normalmente, a entidade divulga o nome do(a) escolhido(a) poucos dias antes do desfile. Para este ano, as apostas estão divididas entre Cesar Cielo, da natação, e Maurren Maggi, do atletismo, ambos campeões olímpicos em Pequim.

E para você, quem deveria carregar a bandeira do Brasil? Vote na enquete abaixo

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quinta-feira, 21 de junho de 2012 Olimpíadas | 23:27

E você, já curtiu Londres 2012 hoje?

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Página especial no Facebook reúne perfis de atletas que irão aos Jogos e também de modalidades

Que a força das redes sociais na internet é enorme, todo mundo já está careca de saber. Por isso, estava até demorando para que o Facebook colocasse no ar uma página especial voltada para o principal evento poliesportivo do ano, os Jogos Olímpicos de Londres 2012.  A página, segundo a própria direção da rede social, pretende ser um ponto de encontro entre fãs e ídolos.

Será possível ao internauta encontrar os links das páginas especiais de dezenas de atletas no próprio Facebook, além de páginas das federações internacionais das modalidades. Disponível em 22 idiomas, a página possui mais de 100 milhões de conexões. No Brasil, Neymar, Maurren Maggi e Cesar Cielo já fazem parte da comunidade.

Clique aqui para você também curtir a página especial de Londres 2012 no Facebook.

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quarta-feira, 25 de abril de 2012 Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 19:49

Cesar Cielo dá o troco em Bruno Fratus e volta a cravar o melhor tempo do mundo nos 50 m livre

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O brasileiro Cesar Cielo deu o troco em alto estilo e voltou a cravar o melhor tempo do ano nos 50 m livre, nesta quarta-feira, pelo Troféu Maria Lenk, no Rio de Janeiro. Cielo, que ficou em segundo lugar nas eliminatórias da manhã, cravou o tempo de 21s38, superando com facilidade a marca de Bruno Fratus (segundo colocado na prova), que mais cedo fez 21s70. A terceira posição ficou com o francês Fred Bousquet, que nadou a distância em 21s93.

Cesar Cielo comemora bastante a vitória na final dos 50 m livre, quando cravou o melhor tempo do ano na prova

Cielo comemorou a marca – a melhor de sua carreira sem utilização dos maiôs tecnológicos -, mas afirma que ainda pode melhorar muito para as Olimpíadas de Londres 2012. “A gente ainda tem muito a evoluir, especialmente quando chegar nas Olimpíadas, como na parte mental, por exemplo. Além disso, em Londres a adrenalina estará bem mais alta”, afirmou Cielo.

O brasileiro, campeão olímpico dos 50 m livre, também aproveitou para dar um recado ao australiano James Magnussen, que no final de março fez a melhor marca do ano nesta prova, durante as seletivas olímpícas, e provocou Cielo. “Cada um sabe o que faz, não estou preocupado com o que ele fala, mas espero que ele absorva bem este tempo que eu fiz”, cutucou Cielo.

Nos 50 m feminino, também havia expectativaque mais alguém conquistasse o índice olímpico, além da gaúcha Graciele Hermann, do Grêmio Náutico União, já classificada desde o ano passada. Mas nenhuma brasileira superou a marca estabelecida pela CBDA(25s20). A vitória ficou com a dinamarquesa Jeanette Ottesen, com 25s06. Graciele marcou 25s15, terminando em segundo lugar. Flávia Delaroli, que ainda não tem índice, ficou em terceiro, com 25s69.

Outras provas

Em outras provas das finais  desta noite, a brasileira Joanna Maranhão, representando o Flamengo, não conseguiu alcançar o índice dos 200 m medley, mas venceu a prova, com o tempo de 2min21s63, deixando para trás a espanhola Mireya Belmonte, também do Flamengo (2º lugar, com 2min14s66) e Manuella Lyryo, do Minas (3º, com 2min19s56). O índice olímpico nesta prova, exigido pela CBDA, é de 2min13s36.

Nos 200 m medley, deu a lógica: a dupla que já está classificada para os Jogos de Londres dominou os dois primeiros lugares da prova. Thiago Pereira, do Corinthians, ficou em primeiro, com 1min57s11 (tempo inclusive inferior ao que ele fez quando cravou o índice em 2011, 1min57s35), deixando Henrique Rodrigues em segundo, com 1min58s91. O tempo de Pereira foi também o segundo melhor do mundo na prova, superado somente por Michael Phelps, que nadou a distância em 1min56s32.

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