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segunda-feira, 1 de agosto de 2011 Imprensa, Mundiais, Seleção brasileira | 23:34

O Mundial de Xangai e o ouro de tolo

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Fantasiado, Cesar Cielo exibe as duas medalhas de ouro conquistadas em Xangai

“Quarto colocado no quadro de medalhas, o Brasil deixa o Mundial de Esportes Aquáticos de Xangai com a melhor campanha de sua história, ao menos em termos qualitativos. As quatro medalhas de ouro colocaram o país atrás somente de Estados Unidos, China e Rússia. Mas, ao se analisar o desempenho dos atletas como um todo, o resultado é pior do que o apresentado há dois anos em Roma, quando os brasileiros terminaram na 13ª colocação geral….”

Começa assim, conforme parágrafo acima, a boa reportagem de Pedro Taveira, do iG Esporte, fazendo uma análise do desempenho da equipe do Brasil no Mundial de Esportes Aquáticos em Xangai, encerrados neste domingo e que você pode ler a íntegra aqui.

Uma análise que mostra, sem pachequismo, o real valor do desempenho brasileiro. Se é incontestável que o país nunca ganhou tantas medalhas de ouro numa mesma edição, é verdade também que diminuiu sensivelmente a participação de atletas brasileiros em finais.

Até mesmo em modalidades nas quais o Brasil não tem tradição alguma, como os saltos ornamentais, houve uma piora em Xangai em relação ao desempenho em Roma, há dois anos. E a reportagem também mostra que das quatro medalhas de ouro conquistadas, somente o de Cesar Cielo nos 50m livre representa uma vitória em prova que está no programa olímpico – e vamos reconhecer, o que vale mesmo, na natação e no atletismo, são os resultados em Olimpíadas.

Os ótimos títulos de Cielo nos 50m borboleta; Felipe França, nos 50m peito; e o de Ana Marcela Cunha, nos 25km da maratona aquática, são relativos à provas só disputadas em Mundiais. Por isso, muito cuidado antes de sair por aí batendo no peito e chamando o Brasil de nova força na natação. Com o dinheiro público que é investido na CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos), os resultados deveriam ser bem melhores.

Vale a leitura!

Veja também:

>>O feito de Cesar Cielo é incontestável. Dentro d’água

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>>O desabafo e o protesto

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sábado, 30 de julho de 2011 Ídolos, Mundiais, Olimpíadas, Seleção brasileira | 18:57

O feito de Cesar Cielo é incontestável. Dentro d'água

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Cesar Cielo exibe a medalha de ouro nos 50m livre do Mundial de Xangai

Se alguém ainda tinha alguma dúvida sobre o papel que o nadador Cesar Cielo irá desempenhar nos próximos anos no esporte brasileiro, teve como resposta a conquista espetacular neste sábado pela manhã do bicampeonato mundial nos 50m nado livre, do Mundial de Esportes Aquáticos em Xangai, na China.

Cielo ganhou a prova com autoridade, marcando o ótimo tempo de 21s52 – o segundo melhor do ano -,  deixando para trás o italiano Luca Dotto (segundo colocado) e o francês Alain Bernand (terceiro), justamente ele quem mais criticou o brasileiro no episódio de advertência no doping por furosemida, dado pela CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos) e ratificado pela CAS (Corte Arbitral do Esporte).

Não há ninguém na natação mundial mais rápido do que Cesar Cielo e o próprio brasileiro, deixando corretamente a modéstia de lado, colocou-se como um dos principais favoritos a conquistar o ouro nesta prova nas Olimpíadas de Londres, em 2012.

Dentro das piscinas, não há uma vírgula a se contestar das duas medalhas de ouro de Cesar Cielo (que neste mesmo Mundial de Xangai havia sido campeão mundial dos 50m borboleta). Mas fora d’água…

Sim, lá vem o mala falar (como fui definido outro dia por um tuiteiro) mal do Cielo. Não dele, especialmente, mas do que cercou sua participação neste Mundial de Xangai.

Num futuro distante, quando torcedores e jornalistas se debruçarem pelos arquivos digitais que certamente serão cada vez mais desenvolvidos, e resolverem pesquisar tudo o que cercou este mundial de esportes aquáticos, saberão que um grande ídolo brasileiro, que tinha testado positivo por doping meses antes – ocorrido por um descuido, é verdade – só pôde competir porque o tribunal definitivo de apelação esportiva da época tomou uma polêmica decisão de liberá-lo. Mesmo sabendo que casos idênticos, iguaizinhos ao dele foram julgados com muito mais rigor e que receberam penas de suspensão.

Por mais que isso irrite a pachecada (que não está restrita apenas ao futebol, mas em todas as modalidades esportivas nas quais o Brasil tem sucesso), a verdade é que Cesar Cielo sempre terá que conviver com esta espécie de asterisco em sua carreira.

Da mesma forma que a impecável seleção masculina de vôlei, que ganhou tudo e que deverá ganhar ainda mais no futuro, sempre será lembrada pelo jogo que entregou no Mundial da Itália, no ano passado, para a Bulgária, e assim, tirando proveito do regulamento estúpido, escapar de confrontos mais perigosos na fase seguinte.

E,  da mesma forma, o bravo Felipe França, campeão mundial dos 50m peito, será lembrado pelo movimento irregular que fez no finalzinho da prova em que garantiu a medalha de ouro.

Aos pachecos, lembro que esta minha análise não significa falta de respeito ou patriotismo em relação a Cesar Cielo. Primeiro porque patriotismo não tem nada a ver com esporte. E depois, considero Cielo um cara do bem, um atleta de personalidade e, acima de tudo, um gênio das piscinas.

Cielo pertence a uma casta rara de gênios esportivos nascidos no Brasil e que não jogam futebol, que inclui também Gustavo Kuerten, Maria Esther Bueno, Éder Jofre, Ayrton Senna, Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet, Joaquim Cruz, Adhemar Ferreira da Silva, João do Pulo, Giba, Oscar Schmidt, Wlamir Marques, Amaury Pasos, Robert Scheidt Torben Grael são alguns destes caras.

Mas se a Justiça tivesse o mesmo peso para todos, sem levar em conta títulos e medalhas, Cesar Cielo não deveria ter nadado em Xangai.

Veja também:

>>O desabafo e o protesto

>>As mudanças que virão a partir da absolvição de Cesar Cielo

>>O doping e a hipocrisia

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sexta-feira, 15 de julho de 2011 Isso é Brasil, Olimpíadas, Pan-Americano | 22:24

Rússia leva Mundial de Esportes Aquáticos que Brasil desejava

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Integrantes da delegação da cidade de Kazan comemoram a escolha para o Mundial de 2015

Nesta sexta-feira, a cidade de Kazan, na Rússia, foi escolhida como sede do Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos de 2015. Foi uma grande vitória para esta que é chamada de a “cidade dos esportes” russos, além de mostrar que o maior país da extinta União Soviética vive uma grande fase de conquistas de eventos esportivos: afinal, irá organizar ainda as Olimpíadas de Inverno de 2014, em Sochi, além da Copa do Mundo de 2018.

O que passou despercebido foi um “pequeno” detalhe: este deveria ser o Mundial organizado pelo Brasil!

Em 2010, ainda no clima da conquista do direito de organizar as Olimpíadas de 2016, o presidente da CBDA (Confederação Brasileira de Esportes Aquáticos), Coaracy Nunes, anunciou a intenção de colocar o Brasil como candidato a receber aquele Mundial. “Esta é a competição que nos faltava realizar e é mais um legado da incrível conquista dos Jogos Olímpicos de 2016” dizia Coaracy Nunes em 2010, todo pimpão, lançando a candidatura brasileira.

Eis que um ano depois, vem o presidente da própria Fina (Federação Internacional de Natação), o uruguaio Julio Maglione, e anuncia que o Brasil abriria mão de concorrer, pois o novo Parque Aquático, que será usado nos Jogos de 2016, não ficaria pronto a tempo. E pensar que Coaracy planejava usar este Mundial de 2015 como evento-teste para as Olimpíadas.

Bom, para um país que numa prova oficial vê o atraso de uma prova por conta de um bloco de largada que estava solto, como ocorreu no último Troféu Maria Lenk com o campeão olímpico e mundial Cesar Cielo, nada é surpreendente, certo?

Na mesma eleição, a cidade de Guadalajara, no México, foi escolhida para receber o Mundial de 2017. E provavelmente com as mesmas instalações dos próximos Jogos Pan-Americanos, marcados para outubro.

PS: É bom lembrar que os organizadores dos Jogos do Rio afirmaram que precisarão construir uma nova piscina para as provas de natação, apesar do Parque Aquático Maria Lenk, erguido para o Pan-2007, ser praticamente novo. Mas em Guadalajara isso não será necessário.

Veja também:

>>Guadalajara inaugura centro aquático para o Pan 2011

>>Natação faz aquecimento em alto estilo

>>Troféu Maria Lenk: E o bloco do Cielo estava fora do lugar…

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sábado, 9 de julho de 2011 Ídolos, Seleção brasileira | 20:15

Julgamento rápido pode trazer problemas para Cielo

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Antecipação do julgamento de Cesar Cielo pode afundar suas chances de defesa

A disposição de Cesar Cielo e por tabela da própria CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos) em antecipar o máximo que puder o julgamento do caso de doping por furosemida do nadador – e assim deixá-lo livre para competir no Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos em Xangai, no final deste mês, pode ter um resultado bem negativo. A análise equilibrada e embasada do advogado Alberto Murray em seu blog é bastante clara: produzir provas que ajudem Cielo em sua absolvição leva tempo. E ao tentar antecipar todo o processo, o campeão olímpico e mundial poderá acabar se dando mal.

Abaixo, o texto, na íntegra, do blog de Alberto Murray:

Pressa no julgamento é pior para a defesa de Cesar Cielo

O desejo de Cesar Cielo e da CBDA em apressar o julgamento do atleta é ruim para a sua defesa. Um laudo arbitral não sai assim em um estalar de dedos. O processo tem que ter o seu curso natural, para que todas as partes possam apresentar suas alegações, produzir todas as provas que desejar, prestar depoimentos, ouvir testemunhas, apresentar memoriais, de forma que os Árbitros possam formar a sua convicção.

Olhando a júrisprudência dominante do CAS em casos exatamente iguais, a tendência é que Cesar Cielo seja suspenso por dois anos. Se o nadador acredita que possui elementos suficientes para elaborar bem a sua defesa, precisará de tempo para a produção de suas provas. E em um caso como esse, isso leva tempo. O mero depoimento de Cielo alegando que não teve culpa e tampouco foi negligente porque houve contaminação cruzada, não servirá para convencer o Tribunal de que deve ser absolvido. Se de fato houve contaminação cruzada, essa uma prova que seu Advogado deverá produzir. A tal farmácia de manipulação da cidade natal do nadador nega a existência de contaminação. Não se poderia esperar outra coisa da farmácia. Se assumisse o erro ficaria desmoralizada e sujeita a uma ação de perdas e danos.

A defesa de Cielo precisa de tempo. O caso requer perícia técnica para comprovar contaminação (se é que ainda há algo a ser periciado). É necessário que os proprietários da tal farmácia e os profissionais que manusearam aquele lote de medicamentos prestem depoimentos. Se a defesa de Cielo, por exemplo, conseguir provar que ao mesmo tempo em que produzia as pílulas de cafeína do lote que foram parar no organismo do nadador, manuseava furosemida, aumentam as chances da produção da prova necessária para sustentar a tese da contaminação cruzada.

O tempo corre em favor da defesa de Cielo. Apressar o julgamento não é bom para ele. A não ser que haja uma grande marmelada, o que não acredito que acontecerá. O CAS tem sido, até o momento, uma Corte séria e confiável. Absolver Cielo sem uma prova contundente e irrefutável de que houve contaminação cruzada, seria uma novidade no CAS.

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Duas opiniões sobre o caso Cielo

O doping e a hipocrisia

Doping burro, o pior que existe

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sábado, 2 de julho de 2011 Ídolos, Isso é Brasil, Seleção brasileira | 08:34

O doping e a hipocrisia

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Cesar Cielo lê declaração à imprensa, na noite desta sexta-feira

Para início de conversa, não acho, sinceramente, que Cesar Cielo e seus três companheiros de seleção brasileira – Nicholas Santos, Henrique Barbosa e Vinicius Waked – tenham ingerido a substância furosemida, que apareceu em um exame antidoping realizados após o Troféu Maria Lenk, de forma proposital. Creio, sim, na versão apresentada pelo nadador campeão olímpico e mundial, que houve uma contaminação de suplementos alimentares que os quatros tomam normalmente.

Isto posto, permitam-me fazer a seguinte colocação: não tivesse o nome de Cesar Cielo na relação anunciada nesta sexta-feira pelo painel de doping da CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos) e posso assegurar, com toda certeza, que todos seriam punidos. Nem que fosse por uma pena mínima, de três meses.

Provavelmente os responsáveis pelo controle antidopagem do Brasil, entre eles o renomado médico Eduardo de Rose, membro fundador da Wada (Agência Mundial Antidoping),  rebateriam minha tese com uns 200 argumentos, usando dados técnicos, científicos, pegando pontos obscuros de regulamentos. Não importa. É tão evidente que existem dois pesos e duas medidas sempre que o assunto doping vem à tona que nenhum argumento médico me convencerá do contrário. O ídolo sempre é preservado, no mundo inteiro.

Embora, como disse na abertura do post, acredite na inocência dos quatro nadadores, algumas coisas ficaram mal contadas. Por exemplo, será que a tal farmácia de manipulação, que soube-se mais tarde ser a responsável pela contaminação nos suplementos alimentares dos nadadores, tem realmente condições para exercer tal função? Que farmácia é essa, cujo nome não foi divulgado? E quando se sabe que um dos envolvidos, Vinicius Waked, já tinha sido flagrado num exame em 2009 e pegou dois meses de gancho, dá pra acreditar piamente que só há santos nesta história?

O escândalo mais recente de doping do esporte brasileiro está pronto para entrar na mesma categoria do doping burro, tema já abordado no blog e que puniu recentemente a também nadadora Fabíola Molina. E para piorar o que já está ruim, ainda houve a econômica declaração de Cielo à imprensa, que sem permitir perguntas dos jornalistas, somente repetiu o que já havia sido divulgado em seu comunicado, no início da tarde. Tinha que ter dado entrevista, sim, senhor!

No fundo, o que me parece é que existe uma baita hipocrisia em relação ao doping. Já vimos casos assim no atletismo brasileiro e mesmo internacional, como foi com o próprio Carl Lewis, que admitiu ter competido dopado, mas jamais foi punido. Porém, a lei é sempre mais dura e rigorosa para uns do que para outros.

Ou se cumpre a lei, mesmo que seja de uma forma dolorida, ou então que se acabe com a hipocrisia. O que não dá é para a coisa continuar nesta toada, onde atletas, dirigentes e médicos querem nos chamar de idiotas sem a menor cerimônia.

Veja também:

>>Ben Johnson é um cara de pau!

>>Desculpa esfarrapada da CBC

>>Dois pesos e duas medidas

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terça-feira, 3 de maio de 2011 Ídolos, Isso é Brasil, Seleção brasileira | 12:12

Troféu Maria Lenk: E o bloco do Cielo estava fora do lugar…

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Cena inusitada nesta terça-feira, no primeiro dia de finais do Troféu Maria Lenk, o Campeonato Brasileiro absoluto de natação, que está sendo realizado no Conjunto Aquático Julio Delamare, no Rio. Momentos antes da largada da prova do revezamento 4 x 50m livre masculino, a última do programa, o presidente da CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos), Coaracy Nunes, entrou na área de competição e adiou a largada. Motivo: ele observou que o bloco de largada da raia 5 estava solto. Detalhe importante é que nesta raia estava preparado para largar o campeão olímpico e mundial Cesar Cielo.

Funcionário tenta arrumar correndo o bloco de largada de Cesar Cielo

O que se viu nos quase cinco minutos seguintes foi um corre-corre danado de funcionários da CBDA, tentando ajustar a base do bloco de largada, local onde o nadador apoia o pé antes de saltar na piscina. Enquanto isso, com cara de poucos amigos, Cielo, já vestido de agasalho para não perder o aquecimento, esperava sentando que o problema fosse resolvido.

Aparentemente, o mico dos organizadores não tirou a concentração de Cielo, que ajudou a equipe do Flamengo a ficar com a medalha de ouro na prova e ainda por cima fez o melhor tempo do ano na distância (21s73). Nem por isso, contudo, Cielo deixou de dar uma cornetada sobre o ocorrido, em entrevista após a prova. “É, uma coisa dessas sempre atrapalha a concentração. Amanhã [quarta] vamos tentar um tempo melhor.”

O Troféu Maria Lenk servirá como última seletiva para definir a equipe brasileira que vai ao Campeonato Mundial de Xangai (China), em julho. Seria de bom tom que todos os blocos do Julio Delamare estivessem devidamente ajustados antes de uma competição tão importante, né CBDA?

*Colaborou Francisco de Laurentis

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