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Posts com a Tag CBDA

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012 Isso é Brasil, Política esportiva | 18:50

Confederação de ginástica faz eleições. Ao menos aqui a oposição pode concorrer…

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Luciene Resende concorre à reeleição na CBG e terá oposição, por incrível que pareça

Neste sábado, a CBG (Confederação Brasileira de Ginástica) irá realizar as eleições para escolher seu novo presidente, para o ciclo 2013/16. No pleito, que acontecerá nas dependências do Hotel Mercure Aracaju Del Mar, em Aracaju (SE), estarão concorrendo a atual presidente da entidade, Maria Lucilene Resende, pela situação, e Marco Antônio Martins, pela oposição. Poderão votar todas as federações estaduais que tenham ao menos dois anos de filiação, que tenham sido representadas em pelo menos um evento oficial da CBG e que não estejam inadimplentes para com a entidade.

Sem entrar no mérito sobre qual chapa é favorita – sempre lembrando que foi justamente na gestão de Lucilene que a ginástica artística conquistou sua primeira medalha de ouro na história, com Arthur Zanetti, nas argolas, em Londres 2012 -, apenas o fato de termos uma disputa eleitoral já merece ser saudado com bastante veemência. Democracia não é uma palavra muito presente nos dicionários das confederações olímpicas brasileiras.

O exemplo mais recente ocorreu nos esportes aquáticos. Depois de uma dinastia de Coaracy Nunes que dura quase 25 anos, a CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos) viu crescer um movimento de pessoas descontentes, formado por nadadores, ex-nadadores e pessoas ligadas ao esporte, que criaram o “Muda CBDA”. A inicitiva, encabeçada por Julian Romero, irmão do nadador olímpico Rogério Romero, acabou sendo frustrada, pois a CBDA exigiu que para ser registrada, a chapa precisaria do apoio de ao menos cinco federações estaduais. Além disso, colocou como prazo final uma data que caiu em pleno feriado no Rio de Janeiro.

Pior mesmo só o exemplo da entidade máxima do esporte brasileiro. Em outubro, o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) realizou uma eleição que na prática foi uma verdadeira aclamação para o sexto mandato consecutivo de Carlos Arthur Nuzman. Isso porque o colégio eleitoral é formado justamente pelos presidentes de confederações, que por falta de coragem ou competência, não se preocupam em dar uma oportunidade para uma nova mentalidade, ou que pelo menos ocorra uma discussão real sobre os problemas que afetam o esporte do Brasil.

E não me consta que, diante dos resultados obtidos em Londres 2012, estejamos fazendo a lição de casa corretamente.

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quarta-feira, 14 de novembro de 2012 Isso é Brasil, Política esportiva | 19:13

'Burocracia' pode impedir registro de oposição na CBDA

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Uma “oportuna” questão burocrática pode impedir que finalmente prospere uma chapa de oposição aos quase 25 anos de dinastia de Coaracy Nunes à frente da CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos). O movimento “Muda CBDA”, criado pelo ex-nadador Julian Romero, irmão do nadador olímpico Rogério Romero, está articulando a inscrição de uma chapa para concorrer à próxima eleição da entidade, marcada para o dia 9 de março de 2013. Mas a tentativa pode morrer antes mesmo de ser concretizada.

Isso porque nesta quarta-feira, um comunicado no site oficial da CBDA informava que o expediente na sede da entidade estará fechado nesta quinta, dia 15, feriado nacional em comemoração à proclamação da República, bem como na sexta-feira, dia 16. Confira abaixo:

Reprodução de texto publicado no site da CBDA nesta quarta-feira

O problema é que pelo edital publicado pela entidade, o prazo para a inscrição de uma chapa de oposição termina, coincidentemente, no dia 16 de novembro. Ou seja, quando o administrativo da CBDA abrir seu expediente, na próxima segunda-feira, dia 19, nenhuma chapa poderá ser inscrita para concorrer com Coaracy Nunes.

Para poder inscrever uma chapa de oposição, o interessado precisa obter o apoio oficial de, pelo menos, cinco federações estaduais. Mas mesmo que Julian Romero consiga estes apoios, parece muito difícil que ele consiga registrar sua candidatura. Graças a uma manobra burocrática.

Exemplo de democracia, a gente vê por aí nos esportes olímpicos brasileiros.

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quinta-feira, 1 de novembro de 2012 Isso é Brasil, Política esportiva | 23:30

Eis que surge uma oposição na natação brasileira

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O logotipo do movimento "Muda CBDA"

Demorou, mas finalmente alguém criou coragem em tentar dar novos ares à natação do Brasil, após 24 anos de comando de Coaracy Nunes. Criado por Julian Aoki Romero, ex-nadador e irmão mais novo do atleta olímpico Rogério Romero, o movimento Muda CBDA surge com o objetivo de criar uma chapa de oposição na próxima eleição da CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos), que a princípio está marcada para março de 2013. Mas que ninguém se espante se Coaracy, com medo que o movimento oposicionista fique mais forte, resolva antecipar o pleito.

“Os atletas das 5 modalidades aquáticas estão reféns de uma gestão que se preocupa em atender muitos interesses privados, internos ou próximos da Confederação, além de gastar muito dinheiro – em sua grande maioria proveniente de leis de incentivo – sem dar qualquer satisfação àqueles que tornaram a CBDA naquilo que é hoje: uma instituição que lucra – e muito – na base dos pouquíssimos talentosos atletas que surgem anualmente e espontaneamente dentro de clubes, academias, escolas de natação, sustentados pelo apoio interminável de seus pais e de uma motivação incrível para superar as dificuldades de infra-estrutura diárias com que convivem”, disse Julian Romero, em carta publicada no blog de Alberto Murray.

O movimento “Muda CBDA” já conta com uma página no Facebook, bem como outra no Twitter. Um site está sendo construído, ainda sem data para ir ao ar.

Pelos resultados decepcionantes da natação brasileira nas Olimpíadas de Londres, não será surpresa se realmente surgir um nome com força o bastante para destronar Coaracy Nunes da presidência da CBDA.

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terça-feira, 18 de setembro de 2012 Com a palavra, Isso é Brasil, Olimpíadas | 17:15

Romário volta a bater em Nuzman, COB e pede voto aos atletas

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Romário bateu pesado na falta de alternância de poder do COB

“Os presidentes das Confederações de Atletismo e de Desporto Aquático, por exemplo, já estão há mais de 20 anos no poder. Muita cara de pau! E o presidente do COB, Carlos Nuzman, tá querendo se reeleger mais uma vez agora em outubro. Se conseguir, também chegará a duas décadas à frente do COB. E para quê?”

O ex-jogador e atual deputado federal Romário vem se notabilizando como um parlamentar que mostra, na tribuna, a mesma contundência que exibia na época em que brilhava nos gramados. Às vezes, exagera no tom e sai disparando a metralhadora, mesmo sem provas, como foi o episódio em que acusou o técnico da seleção brasileira, Mano Menezes, de fazer suas convocações atendendo a interesses de empresários.

Mesmo assim, na maioria das vezes a precisão das críticas de Romário são cirúrgicas e certeiras. Como no último texto publicado em seu site oficial, que foi ar ar nesta segunda-feira (17), no qual elogia a intenção do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, em vetar recursos públicos às confederações esportivas que não promovam a alternância de poder de seus presidentes. E fez questão de ressaltar que não concorda com a falta de troca de comando que ocorre no COB (Comitê Olímpico Brasileiro). “Soube que o Nuzman não recebe salário. Então por que tanto apego? O que eu sei é que o COB precisa mudar de cara e deixar de ser amador”, escreveu o Baixinho.

Romário também tocou em outro ponto que causa urticária nos cartolas: o voto direto soa atletas para escolher os presidentes de confederações. “Nada mais justo do que o próprio competidor que rala e representa o país lá fora possa ajudar a escolher os melhores administradores de suas confederações e do COB”, escreveu.

A meu ver, Romário acertou na mosca neste texto. Nuzman está no comando no COB desde 1996 (foi eleito em 95, mas assumiu de fato um ano depois). É inegável que promoveu melhoras na estrutura do esporte olímpico brasileiro, mas também não se pode negar que a entidade que comanda vem falhando no modelo de gestão atual, com recursos públicos que jamais existiram antes na história, mostrando resultados proporcionalmente abaixo do que deveriam ter alcançado.

Já passou da hora de uma mudança. Não só no COB, mas também em todas as confederações que eternizam seus dirigentes no poder.

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quarta-feira, 7 de março de 2012 Olimpíadas, Seleção brasileira | 09:17

Onde cabem 157, cabem 160…

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Nicolas Oliveira foi um dos nadadores que garantiu a vaga da equipe brasileira do revezamento 4 x 100 m, durante o Mundial de Xangai, em 2011

Nesta última terça-feira, a CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos) deu um jeitinho para aumentar ainda mais a delegação do Brasil que irá aos Jogos Olímpicos de Londres 2012. Por orientação da entidade, o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) passou a considerar em sua lista mais três atletas no revezamento 4 x 100 m livre, na condição de reservas. Agora, já são 160 os atletas brasileiros com lugar assegurado nas próximas Olimpíadas.

Veja também: Os atletas brasileiros classificados para os Jogos de Londres 2012

Desta forma, a natação brasileira já conta com 16 representantes (13 homens e três mulheres) classificados para os Jogos. Os nomes de todos os convocados só serão confirmados pela CBDA depois do Troféu Maria Lenk, que será realizado entre 30 de abril e 6 de maio, no Rio de Janeiro.

A equipe de revezamento do 4 x 100 m livre do Brasil assegurou sua classificação ao ficar em 9º lugar no Campeonato Mundial de Desportos Aquáticos, realizado em Xangai (China), em julho do ano passado, com o time formado na ocasião por Bruno Fratus, Nicolas Oliveira, Marcos Macedo e Marcelo Chierighini.

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sexta-feira, 2 de março de 2012 Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 22:57

Definição nos saltos ornamentais para 2012 vira um drama

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Para azar de Juliana Veloso, a Fina ainda não definiu todos os classificados para os Jogos Olímpicos de Londres 2012 nos saltos ornamentais

Pode durar até o próximo dia 30 de março a angústia de Juliana Veloso e Andressa Mendes para saberem se irão aos Jogos Olímpicos de Londres 2012, representando o Brasil na equipe de saltos ornamentais. É que esta é a data-limite para que a Fina (Federação Internacional de Natação) anuncie de forma oficial todos os 136 atletas classificados para as Olimpíadas.

Em comunicado divulgado nesta sexta-feira, a CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos) explicou que a Fina ainda aguarda uma confirmação dos países se eles utilizarão as cotas para os saltos ornamentais obtidas nas seguintes seletivas: Mundial de Xangai 2011; campeonatos continentais; e a recente Copa do Mundo da modalidade, realizada em Londres.

Leia também: Cesar Castro carimba vaga para Londres 2012 aos 44 do 2º tempo

Com isso, acabou indo para o espaço a antiga pretensão da entidade, que era de anunciar até este domingo todos os classificados nos saltos ornamentais. Agora, só depois que todas as federações nacionais se manifestarem, é que a Fina poderá saber quem herdará as vagas remanescentes.

Veja também: Confira as fotos da musa Juliana Veloso

Tudo isso só aumentou o drama para Juliana e Andressa, que na repescagem realizada na Copa do Mundo, terminaram em sexto lugar nas provas do trampolim 3m e plataforma 10 m, respectivamente. Outro brasileiro, Cassius Duran, também disputou a repescagem, mas como terminou em 13º lugar, tem chances remotíssimas de se classificar para as Olimpíadas.

A grande lição que fica desta classificação olímpica dos saltos ornamentais é que o regulamento criado pela Fina foi uma grande porcaria, confuso e cheio de critérios esdrúxulos. Agora, para Juliana Veloso e Andressa Mendes, só resta torcer.

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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012 Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 19:02

Já são 150 no avião. E contando…

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Hugo Parisi assegurou mais uma vaga para o Brasil nos Jogos de 2012

E o voo brasileiro com destino a Londres 2012 ficou um pouco mais cheio nesta sexta-feira, com a classificação de Hugo Parisi para as semifinais da prova da plataforma de 10 m dos saltos ornamentais, durante a Copa do Muno da modalidade, que está sendo realizada em Londres.  Com isso, já são 150 os brasileiros garantidos nas próximas Olimpíadas. Ainda é um número bem inferior aos 277 enviados aos Jogos de Pequim 2008, mas como algumas modalidades ainda terão pela frente disputas de Pré-Olímpicos e seletivas internacionais, este número deverá aumentar consideravelmente.

Confira todos os brasileiros classificados para as Olimpíadas de 2012

Parisi ainda não é o dono da vaga, ela pertence ao Brasil. A definção do nome ainda será anunciada futuramente pela CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos). Por sinal, vale uma correção de um post publicado dias atrás no blog, sobre a classificação de Cesar Castro, onde o blogueiro aqui, equivocadamente, cravou que o saltador já estava classificado para Londres, quando na verdade não é bem assim.

Veja também: O calendário pré-olímpico do Brasil em 2012

Possivelmente, tanto Parisi quanto Castro estarão em Londres, até por causa da diferença de nível técnico deles em relação a outros brasileiros nas mesmas provas. Mas se ocorrer alguma lesão ou problema de última hora, a CBDA tem como fazer a substituição deste atleta.

Caso venha a ter seu nome confirmado pela entidade que comando os esportes aquáticos do Brasil, Hugo Parisi participará pela terceira vez de uma edição de Jogos Olímpicos. Com 26 anos, Parisi nasceu em Brasília e integrou a delegação do Brasil nos Jogos de Atenas 2004 (32º na prova de plataforma 10 m) e em Pequim 2008 (foi o 19º na mesma prova). No Pan de Guadalajara, o saltador ficou em 6º lugar na plataforma 10 m e também em 6º na plataforma sincronizada 10 m.

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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012 Com a palavra, Ídolos, Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 07:00

O desabafo de Joanna Maranhão é um exemplo ao Brasil

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Joanna Maranhão pede ajuda da CBDA para prosseguir em sua preparação olímpica

O Brasil olímpico, no qual dirigentes adoram se perpetuar no poder, mas que ao mesmo tempo não conseguem dar ao país uma política decente de massificação esportiva, continua impecável em produzir exemplos negativos no tratamento aos seus atletas. E nem mesmo a proximidade da realização dos Jogos Olímpicos de Londres 2012 parece modificar esta situação. Felizmente, existem aqueles que sempre que podem, colocam o dedo na ferida.

A nadadora Joanna Maranhão é um destes raros exemplos de atletas contestadores e que brigam ferozmente por seus direitos. Suas entrevistas são sempre pontuadas por frases fortes, contundentes e que não repetem o discurso ensaiado e bem comportado da maioria de seus colegas. Neste último domingo, em sua conta no Twitter (@Jujuca1987), Joanna não escondeu sua revolta com um fato absolutamente surreal, ainda mais nestes tempos nos quais as confederações esportivas possuem várias formas (especialmente com dinheiro público) de arrecadação de recursos.

Veja também: O Mundial de Xangai e o ouro de tolo

A nadadora estava inconformada com a indefinição da CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos) em custear sua passagem para disputar o GP de Missouri (EUA), uma das mais fortes competições do calendário americano de natação e importante em sua preparação para as Olimpíadas. Desde o início do ano, Joanna viajou para a cidade americana de Jacksonville, para fazer uma preparação intensiva antes dos Jogos, mas contava que teria apoio da CBDA para disputar o GP de Missouri. Até agora, nada feito.

“Valor pra mudar meu trecho internacional: 990 reais. Motivo: competir o GP que faz parte da minha preparação olímpica. Quem tá pagando por isso: EU!”, escreveu a atleta, no Twitter. “Isso me entristece muito. Ainda bem que tenho Deus no coração e um sonho que me motiva a continuar, porque se fosse por nossos dirigentes, eu já teria desistido há muito tempo”.

São palavras fortes e sinceras, que não são encontradas facilmente no discurso-padrão e marqueteiro de 99% de nossos atletas. Alguns, por medo, outros por conivência e interesse.  Joanna Maranhão, felizmente, foge deste padrão, e “mete a boca”, como se diz no popular. Ao responder a um seguidor, que questionou a necessidade de sua reclamação pública, ela demonstrou ter consciência de que sua postura não agrada aos cartolas.

“Os atletas estão literalmente ‘nas mãos’ dos dirigentes. Eu mesma, em 2007, publiquei meu descontentamento e fui a única nadadora da equipe a não receber NENHUM apoio da confederação. Ou seja, paguei o preço por falar a verdade. Eu sozinha, infelizmente, não mudo nada. E a classe (nadadores) não é unida”, escreveu a nadadora.

Que Joanna Maranhão não seja novamente “punida” apenas por pedir algo que é seu direito (apoio para competir em busca da evolução de sua própria carreira). E que a CBDA tenha vergonha na cara e acabe com este absurdo de deixar uma atleta brasileira botar a boca no trombone por um valor irrísório, especialmente para uma entidade que ganha tanto dinheiro público de estatal e de lei de incentivos.

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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012 Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas | 16:24

Como é bom ser dirigente esportivo no Brasil

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Nuzman deverá emplacar outro mandato na presidência do COB

Sabe, chega um determinado momento da sua vida em que todo mundo precisa fazer uma reflexão. E este momento surgiu para mim exatamente nesta quarta-feira, quando cheguei à conclusão que estou perdendo tempo nesta vida de jornalista especializado em esportes. Este negócio de plantões de final de semana, feriados, decisões de campeonatos, olimpíadas, tudo isso aí não está com nada. Eu deveria mesmo ter seguida a carreira de cartola esportivo. De preferência, presidente de alguma federação ou confederação.

Foram bastante prestativas na ajuda para eu chegar a esta conclusão duas notícias que repercutiram nesta quarta: uma, publicada no UOL, dando conta que Carlos Arthur Nuzman, em recente reunião com presidentes de confederações, garantiu o apoio necessário para permanecer no comando do COB (Comitê Olímpico Brasileiro), pelo menos até 2016, quando serão realizados os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

A outra, que saiu na edição da Folha de S. Paulo, conta que o presidente da CBT (Confederação Brasileira de Tênis), Jorge Lacerda – cuja gestão está sendo alvo de investigação da Polícia Federal para apurar desvio de recursos públicos em suas contas, segundo a “Folha” – tentará alterar o estatuto da entidade para ficar à frente da entidade até depois dos Jogos de 2016.

Chega a ser tocante tamanho desprendimento e dedicação destas pessoas para ocupar cargos não remunerados e deixar de lado suas atividades profissionais. Além disso, sacrificar anos de convívio com amigos e familiares, tudo em prol do desenvolvimento do esporte, não é mesmo?

Com este nova reeleição, Nuzman completará mais de duas décadas, 21 anos para ser mais preciso, no comando do COB. Lacerda, caso seu pleito seja acatado pela Assembleia Geral da CBT, irá superar os dez anos à frente da entidade. Até mesmo o competente e vitorioso vôlei não tem no processo democrático um exemplo a ser destacado, pois Ary Graça preside a CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) desde 1995.

Claro que os dois não se comparam a outros campeões de longevidade no esporte brasileiro: Coaracy Nunes comanda a CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos) desde 1988, um ano a menos do que Roberto Gesta de Melo, que ocupa a presidência da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) desde 1987. Sem falar em Renato Pera, presidente da FPV (Federação Paulista de Vôlei) desde os tempos das corridas de biga de Ben-Hur.

Justiça seja feita, Gesta de Melo já anunciou publicamente que 2012 será seu último ano no comando da CBAt.

Para esta turma, coisas como democracia, alternância salutar no poder etc não passam de bobagens criadas por jornalistas que gostam de procurar chifre em cabeça de cavalo.

Como se vê nos exemplos acima, não tem profissão no Brasil que seja melhor do que cartola esportivo. Afinal, ninguém brigaria tanto para se manter no poder se a boquinha não fosse boa, não é mesmo?

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terça-feira, 10 de janeiro de 2012 Ídolos, Olimpíadas, Seleção brasileira, Vídeos | 15:28

Cesar Cielo e o ano da consagração

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Se existe algum atleta do Brasil que larga na frente na bolsa de apostas para ganhar uma medalha nas Olimpíadas de Londres 2012, este atende pelo nome de Cesar Cielo Filho. Ao completar 25 anos nesta terça-feira, Cielo aparece em todas as prévias como grande favorito a conquistar o bicampeonato olímpico nos 50 m livre. E olha que ele tem tudo para voltar com medalha nos 100 m livre também…

Ninguém brilhou tanto neste último ciclo olímpico quanto Cielo. Após o ouro em Pequim 2008, vieram os títulos e recordes mundiais nos 50 m livre, 100 m livre e 100 m borboleta e fez barba e cabelo nos Jogos Pan-Amnericanos de Guadalajara, em 2011.

Neste mesmo período olímpico, o nadador marcou um golaço e mostrou que é possível fazer uma preparação em alto nível sem precisar morar nos EUA, ao criar o PRO16, reunindo ao seu lados alguns dos melhores nadadores, técnicos e demais profissionais ligados à natação, cujo objetivo final é ganhar o maior número de medalhas possível nas Olimpíadas do Rio 2016.

Cielo passou também por um momento complicado em 2011, com o seu caso de doping por furosemida, que culminou na polêmica decisão da CAS (Corte Arbitral do Esporte) em confirmar somente a pena advertência dada pela CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos), às vésperas do Campeonato Mundial de Xangai (China). O fato despertou a revolta de vários nadadores, entre eles um de seus maiores rivais, o francês Alain Bernard.

Polêmicas à parte, o fato é que Cielo tem tudo para entrar de vez na história como um dos maiores atletas brasileiros da história. Quem sabe repetindo o que fez há quatro anos, lá em Pequim, como mostra o vídeo abaixo.

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