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quinta-feira, 1 de janeiro de 2015 Listas, Mundiais, Pan-Americano, Pré-Olímpico | 12:00

O calendário 2015 do esporte olímpico

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Toronto 2015

A chegada de 2015 promete ser um prato cheio aos amantes dos esportes olímpicos. Afinal, este será o último ano antes da maior festa poliesportiva mundial, as Olimpíadas do Rio 2016. E o grande aquecimento, ao menos para o torcedor brasileiro, será em julho, com a realização dos Jogos Pan-Americanos em Toronto (Canadá), competição onde tradicionalmente o Brasil faz a festa em relação a conquista de medalhas.

Mas será um ano também de importantes campeonatos mundiais, como o de esportes aquáticos, em Kazan (Rússia) e de atletismo, em Pequim (China), onde boa parte da equipe olímpica brasileira nestas duas modalidades poderá ser definida. Ainda teremos mundiais de judô (Cazaquistão), ginástica artística (Escócia) e handebol (Dinamarca). Para completar, também será uma temporada na qual estão previstos vários eventos-testes para os Jogos do Rio.

Ou seja, tem atração para todos os gostos.

E o blogueiro aproveita também para desejar um Feliz 2015 aos leitores!

JANEIRO

10 e 11 – Circuito Masculino de rúgbi seven – Mar del Plata (ARG)
15/1 a 1º/2 – Campeonato Mundial masculino de handebol – Doha (QAT)
17 a 18 – Circuito Masculino de rúgbi seven – Viña del mar (CHI)
19/1 a 1º/2 – Aberto da Austrália de tênis
30/1 a 1º/2 – Grand Prix de luta olímpica – Paris (FRA)

FEVEREIRO

7 e 8 – Circuito Mundial feminino de rúgbi seven – São Paulo (BRA)
16 a 22 – Rio Open de tênis – Rio de Janeiro (BRA)
18 a 22 – Campeonato Mundial de ciclismo de pista – Saint-Quentin-en-Yvelines (FRA)
20 a 22 – Grand Prix de judô – Dusseldorf (ALE)
28/2 a 10/3 – Copa do Mundo de tiro esportivo (tiro ao prato) – Acapulco (MEX)

MARÇO

6 a 8 – Copa Davis de tênis – 1ª rodada
7 e 8 – Aberto Pan-Americano de judô – Santiago (CHI)
14 a 15 – Circuito Mundial de rúgbi seven – EUA
14 e 15 – Aberto Pan-Americano de judô – Montevidéu (URU)
19 a 29 – Copa do Mundo de tiro esportivo (tiro ao prato) – Al Ain (EAU)
21 e 22 – Aberto Pan-Americano de judô – Buenos Aires (ARG)
25 a 27 – Copa do Mundo de ginástica artística (1ª etapa) – Doha (QAT)
27 a 29 – Grand Prix de judô – Samsun (TUR)

ABRIL

3 a 5 – Copa do Mundo de ginástica artística (2ª etapa) – Ljubljana (ESL)
6 a 11 – Troféu Maria Lenk de natação – Rio de Janeiro (BRA)
8 a 16 – Copa do Mundo de tiro esportivo (carabina e pistola) – Changhow (KOR)
15 a 19 – Copa do Mundo de hipismo saltos (final) – Las Vegas (EUA)
18 e 19 – Circuito Mundial de rúgbi seven – Canadá
24 a 26 – Campeonato Pan-Americano de luta olímpica – Santiago (CHI)
24 a 26 – Campeonato Pan-Americano de judô – Edmonton (CAN)
24/4 a 4/5 – Copa do Mundo de tiro esportivo (tiro ao prato) – Lanarca (CHP)
26/4 a 3/5 – Campeonato Mundial de tênis de mesa – Suzhou (CHN)

MAIO

1º a 3 – Grand Prix de judô – Zagreb (CRO)
2 e 3 – Campeonato Mundial de revezamentos de atletismo – Nassau (BAH)
7 a 9 – Copa do Mundo de ginástica artística (4ª etapa) – Varna (BUL)
8 a 10 – Grand Slam de judô – Baku (AZE)
9 a 31 – Giro D’Italia de ciclismo estrada – vários locais
11 a 19 – Copa do Mundo de tiro esportivo (carabina e pistola) – Fort Benning (EUA)
16/5 A 19/7 – Liga Mundial masculina de vôlei – vários locais
21 a 24 – Copa do Mundo de ginástica artística (5ª etapa) – Anadia (POR)
24/5 a 7/6 – Torneio de tênis de Roland Garros – Paris (FRA)
26 a 31 – Grand Slam de vôlei de praia – Moscou (RUS)
26/5 a 2/6 – Copa do Mundo de tiro esportivo (carabina e pistola) – Munique (ALE)
31/5 a 8/6 – Campeonato Pan-Americano feminino de handebol – Cuba

JUNHO

5 a 7 – Campeonato Sul-Americano de atletismo – Assunção (PAR)
6/6 a 5/7 – Copa do Mundo de futebol feminino – Canadá
6 a 16/6 – Copa do Mundo de tiro esportivo (carabina, pistola e tiro ao prato) – Gabala (AZE)
12 a 14 – Grand Prix de judô – Miami (EUA)
16 a 21 – Grand Slam de vôlei de praia – São Petersburgo (RUS)
26/6 a 26/7 – Grand Prix feminino de vôlei – vários locais
26/6 a 5/7 – Campeonato Mundial de vôlei de praia – Holanda
28/6 a 6/7 – Campeonato Mundial de pentatlo moderno – Berlim (ALE)
29/6 a 5/7 – Torneio de tênis de Wimbledon – Londres (ING)
29/6 a 5/7 – Campeonato Mundial de vela (Nacra 17) – Aarhus (DIN)
29/6 a 8/7 – Campeonato Mundial de vela (Laser e Laser Radial) – Kingston (JAM)

JULHO

Data a confirmar – Aquece Rio 2016 de vôlei – Rio de Janeiro
7 a 26 – Jogos Pan-Americanos (cerimônia de abertura será dia 10) – Toronto (CAN)
4 a 26 – Tour de France de ciclismo estrada – França
13 a 19 – Campeonato Mundial de esgrima – Kazan (RUS)
16 a 23 – Campeonato Mundial de taekwondo – Chelyabinsk (RUS)
17 a 19 – Copa Davis de tênis – Quartas de final
17 a 19 – Grand Slam de judô – Tyumen (RUS)
21 a 26 – Grand Slam de vôlei de praia – Yokohama (JAP)
21 a 25 – Campeonato Mundial de ciclismo BMX – Heusden-Zolder (BEL)
24/7 a 9/8 – Mundial de esportes aquáticos (natação, nado sincronizado, saltos ornamentais, polo aquático e maratona) – Kazan (RUS)
26/7 a 2/8 – Campeonato Mundial de tiro com arco – Copenhague (DIN)

AGOSTO

Data a confirmar – Aquece Rio 2016 de vôlei de praia – Rio de Janeiro (BRA)
Data a confirmar – Aquece Rio 2016 de triatlo – Rio de Janeiro (BRA – Forte de Copacabana)
Data a confirmar – Aquece Rio 2016 de remo – Rio de Janeiro (BRA – Lagoa Rodrigo de Freitas)
Data a confirmar – Aquece Rio 2016 de ciclismo estrada – Rio de Janeiro (BRA – Parque do Flamengo)
Data a confirmar – Aquece Rio 2016 de maratona aquática – Rio de Janeiro (BRA – Forte de Copacabana)
1 e 2 – Aberto Pan-Americano de judô – Miami (EUA)
2 e 3 – Aquece Rio 2016 de hipismo CCE – Rio de Janeiro (BRA – Deodoro)
8 a 16 – Pré-Olímpico feminino de basquete – Edmonton (CAN)
9 – GP do Brasil de atletismo – Belém (BRA)
10 a 16 – Campeonato Mundial de badminton – Jacarta (IDN)
12 a 22 – Aquece Rio 2016 de vela – Rio de Janeiro (BRA – Marina da Glória)
14 a 16 – Evento-teste Rio 2016 de hipismo saltos – Rio de Janeiro (BRA)
17 a 22 – Troféu José Finkel de natação – São Paulo (BRA)
18 a 23 – Grand Slam de vôlei de praia – Long Beach (EUA)
19 a 23 – Campeonato Mundial de canoagem velocidade – Milão (ITA)
22/8 a 6/9 – Copa do Mundo feminina de vôlei – Japão
22/8 a 4/9 – Pré-Olímpico masculino de basquete – Monterrey (MEX)
22/8 a 13/9 – Vuelta a España – ciclismo estrada – Espanha
22 a 30 – Campeonato Mundial de atletismo – Pequim (CHN)
25 a 30 – Grand Slam de vôlei de praia – Polônia
25 a 30 – Tour do Rio de ciclismo estrada – Rio de Janeiro
25 a 30 – Campeonato Mundial de judô – Astana (CAZ)
31/8 a 6/9 – Campeonato Mundial de ciclismo mountain bike – Andorra (ESP)

SETEMBRO

Data a confirmar – Aquece Rio 2016 de canoagem velocidade – Rio de Janeiro (BRA – Lagoa Rodrigo de Freitas)
Data a confirmar – Aquece Rio 2016 de tiro com arco – Rio de Janeiro (BRA – Sambódromo)
7 a 13 – Campeonato Mundial de ginástica rítmica – Stuttgart (ALE)
7 a 13 – Campeonato Mundial de luta olímpica – Las Vegas (EUA)
8 a 23 – Copa do Mundo masculina de vôlei – Japão
9 a 18 – Campeonato Mundial de tiro esportivo (tiro ao prato) – Lonato (ITA)
16 a 20 – Campeonato Mundial de canoagem slalom – Eton Dorney (ING)
17 a 20 – Copa do Mundo de ginástica artística (6ª etapa) – Osijek (CRO)
18 a 20 – Copa Davis de tênis – Semifinais
19 a 27 – Campeonato Mundial de ciclismo estrada – Richmond (EUA)

OUTUBRO

Data a confirmar – Aquece Rio 2016 de ciclismo BMX – Rio de Janeiro (BRA – Deodoro)
Data a confirmar – Aquece Rio 2016 de ciclismo mountain bike – Rio de Janeiro (BRA – Deodoro)
1º a 4 – Finais do Circuito Mundial de vôlei de praia – EUA
5 a 13 – Campeonato Mundial masculino de boxe – Doha (QAT)
17 e 18 – Grand Slam de judô – Paris (FRA)
17 a 24 – Campeonato Mundial de vela (RS:X) – Al Musay (OMN)
24/10 a 1º/11 – Campeonato Mundial de ginástica artística – Glasgow (ESC)
31/10 e 1º/11 – Grand Prix de judô – Abu Dhabi (EAU)

NOVEMBRO

Data a confirmar – Aquece Rio 2016 de tênis de mesa – Rio de Janeiro (BRA – Riocentro)
Data a confirmar – Aquece Rio 2016 de polo aquático – Rio de Janeiro (BRA – Julio de Lamare)
Data a confirmar – Aquece Rio 2016 de hoquei na grama – Rio de Janeiro (BRA – Deodoro)
Data a confirmar – Aquece Rio 2016 de badminton – Rio de Janeiro (BRA – Riocentro)
Data a confirmar – Aquece Rio 2016 de canoagem slalom – Rio de Janeiro (BRA – Deodoro)
Data a confirmar – Aquece Rio 2016 de golfe – Rio de Janeiro (BRA – Campo Olímpico de Golfe)
15 a 22 – Finais da ATP de tênis – Londres (ING)
17 a 22 – Campeonato Mundial de vela (49er) – Buenos Aires (ARG)
20 a 30 – Campeonato Mundial de vela (Finn) – Wellington (NZL)
25 a 28 – Campeonato Mundial de ginástica trampolim – Odense (DIN)
26 a 29 – Grand Prix de judô – Jeju (KOR)
27 a 29 – Copa Davis de tênis (final)
28 e 29 – Circuito Mundial masculino de rúgbi seven – Dubai (EAU)

DEZEMBRO

Data a confirmar – Aquece Rio 2016 de boxe – Rio de Janeiro (BRA – Riocentro)
Data a confirmar – Aquece Rio 2016 de tênis – Rio de Janeiro (BRA – Centro Olímpico de Tênis)
4 a 6 – Grand Slam de judô – Tóquio (JAP)
5 e 6 – Circuito Mundial feminino de rúgbi seven – Dubai (EAU)
5 a 20 – Campeonato Mundial feminino de handebol – Dinamarca
3 a 7 – Campeonato Mundial de natação em piscina curta – Doha (CAT)

Fontes consultadas: jornais “Folha de S. Paulo” e “O Globo” e sites de federações esportivas internacionais

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segunda-feira, 15 de dezembro de 2014 Ídolos, Olimpíadas | 22:22

Reserve na agenda os dias para ver o tri de Bolt em 2016

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Usain Bolt comemora a conquista de sua segunda medalha de ouro nos 100 m rasos em Londres. E no Rio 2016, veremos o tri?

Bolt comemora a conquista de sua segunda medalha de ouro nos 100 m rasos, nas Olimpíadas de Londres. E veremos o tri em 2016?

O anúncio oficial do programa de competições do atletismo para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, ocorrido nesta segunda-feira por parte da Iaaf (Associação das Federações Internacionais de Atletismo) já começa a criar aquele clima de expectativa para o início dos Jogos. Afinal, o atletismo foi a primeira modalidade a divulgar oficialmente seu programa completo de provas. Aí o sujeito bate o olho naquela planilha (que pode ser acessada e baixada aqui) e já começa a imaginar as provas rolando no Engenhão (oremos para que esteja pronto até lá!). Sim, faltam menos de dois anos, amigo…

E uma rápida passada de olhos pelo programa de competições já é possível reservar o dinheiro do ingresso e as datas na agenda para ver alguns momentos que prometem ser especiais no atletismo das Olimpíadas do Rio, em especial para as grandes esperanças do Brasil na modalidade. Vamos a eles:

1) O possível tricampeonato olímpico de Usain Bolt

Sim, é claro que muita água irá rolar até os Jogos começarem, mas a menos que sofra alguma lesão ou que esteja muito mal fisicamente, dificilmente o jamaicano Usain Bolt encontrará adversários na pista do Engenhão. E desta forma, é quase certo que emplacará o tricampeonato nos 100 m, 200 m e revezamento 4 x 100 m rasos. A final dos 100 metros está marcado para 14/8/2016, um domingo, com largada às 22h25; os 200 metros terá sua final no dia 18/8 (quinta-feira), com largada às 22h30; e por fim, a final do revezamento 4 x 100 m está prevista para 19/8 (sexta-feira), às 22h35.

2) A grande chance de Duda

Bicampeão mundial indoor, os Jogos de 2016 serão a grande oportunidade para Mauro Vinícius da Silva, o Duda, tentar entrar para a história olímpica. Se chegar à final do salto em distância, Duda brigará por uma medalha no dia 13 de agosto (sábado), a partir das 23h07.

3) O voo de Thiago

Número um do Brasil e entre os top 10 do ranking mundial do salto com vara, Thiago Braz é uma das grandes apostas para o Brasil brigar por medalha em 2016. Caso avance à final, disputará sua final no dia 16 de agosto (sábado), a partir das 21h.

4) As meninas velozes do Brasil

Pouco antes do provável show jamaicano de Bolt e seus amigos na final do revezamento 4 x 100 m, será a vez do atletismo feminino do Brasil poder fazer um resultado histórico. A tomar pelos bons resultados dos últimos anos, provavelmente a equipe brasileira do revezamento 4 x 100 m estará na final olímpica. Se isso acontecer, a final começará às 22h15 do dia 19/8.

5) A última chance de Fabiana

Depois das varas perdidas em Pequim 2008  e do vento/apagão de Londres 2012, Fabiana Murer terá sua derradeira chance de conquistar uma medalha olímpica no salto com vara. Caso avance à final, ela saltará em busca de um lugar no pódio no dia 20 de agosto (sábado), a partir das 20h15.

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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014 Isso é Brasil, Jogos de Inverno, Mundiais, Olimpíadas | 23:04

Pacotão do dia: decisões históricas do COI, a natação brasileira e doping no atletismo

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O presidente do COI, Thomas Bach, fala durante a 127ª Assembleia Geral da entidade (Foto: Flickr/COI)

Thomas Bach discursa durante a 127ª Assembleia Geral do COI (Foto: Flickr/COI)

Segunda-feira agitada essa que já está quase no fim, para os esportes olímpicos. Em Monaco, o COI aprova de forma unânime as propostas para modernização das Olimpíadas; no Catar, a natação brasileira ainda comemora a campanha inédita no Mundial de piscina curta, que lhe deu o primeiro lugar no quadro geral de medalhas (pelo número de ouros); e por estas bandas, a triste notícia de maia uma atleta flagrada no doping. O post de hoje faz um balanço geral do dia olímpico.

A revolução do COI aprovada

Confesso que não esperava que fosse com tanta facilidade que o presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional), Thomas Bach, conseguisse emplacar as 40 propostas da chamada “Agenda 20 + 20”, cujo objetivo é o de modernizar e tornar mais viáveis (financeiramente falando) os Jogos Olímpicos. Pois todas passaram pelo crivo do COI por unanimidade.

Para mim, o que fica de mais relevante são justamente a decisão de baratear o processo de candidatura das cidades, para atrair novos interessados em receber os Jogos de Verão e Inverno, e a flexibilização do programa esportivo. Este segundo ponto permitiria, por exemplo, a quase certa inclusão do beisebol e softbol, bastante populares no Japão, no cardápio de competições das Olimpíadas de 2020. Já a possibilidade aberta para que outras cidades ou mesmo países possam sediar um evento olímpico de uma outra sede, tem como único objetivo evitar gastos milionários e elefantes brancos. Especula-se que nos Jogos de Inverno de Pyeongchang (Coreia do Sul), em 2018, as provas de bobslead e luge aconteceriam em Nakano (Japão), que tem uma pista permanente da modalidade, evitando-se gastar milhões de dólares com uma estrutura que depois mal seria utilizada.

A real importância da campanha da natação no Catar

Em primeiro lugar, sempre é bom vencer, não importa qual competição. faz bem para o ego do atleta, do treinador, do dirigente, da imprensa, do torcedor. Além disso, as vitórias sempre trazem consigo uma ótima oportunidade para balizar o trabalho dos vencedores com os dos adversários vencidos, mostrando onde está a evolução de um e em que ponto o derrotado precisa evoluir.

O Brasil jamais terminou um campeonato internacional de natação em primeiro lugar no quadro geral de medalhas e por isso que o feito do torneio encerrado em Doha (Catar), neste domingo, no Mundial de piscina curta (25 metros) precisa ser enaltecido. Afinal, foram dez medalhas (sete de ouro, uma de prata e duas de bronze). Enaltecido sim, mas com ressalvas!

A realidade da piscina curta em nada tem a ver com a da piscina convencional, de 50 metros, na distância olímpica. São mundos completamente diferentes, não se pode simplesmente pegar a realidade que vimos na semana que passou em Doha e transportar para a natação mundial. O Brasil não irá virar uma potência da natação porque ganhou o Mundial de piscina curta. O companheiro Marcelo Romano, que edita o ótimo blog Esporte Olímpico Brasileiro, lembrou bem: no Mundial de piscina curta de 2010, o Brasil terminou com três ouros, uma prata e quatro bronzes. Em Londres 2012, foram somente uma prata e um bronze.

É preciso destacar, porém, dois feitos enormes: a primeira medalha (e de ouro) da natação feminina do Brasil, com Etiene Medeiros, nos 50 m costa feminino, ainda com direito a um recorde mundial, e o renascimento de Felipe França, que depois de decepcionar nas Olimpíadas de 2012, mostrou que pode repetir a dose em 2016, nos Jogos do Rio, ao terminar o Mundial com cinco medalhas de ouro, duas em provas individuais, os 50 e 100 m peito, sua especialidade, e as demais em três revezamentos. Estes foram de fato os resultados mais significativos deste campeonato para o Brasil.

O triste doping de Vanda Gomes

Lamentável o desfecho que tomou conta da carreira da velocista Vanda Gomes. Depois do incrível erro cometido no Mundial de Atletismo de 2013, em Moscou, quando deixou cair o bastão na última passagem do revezamento 4 x 100 m rasos feminino, jogando no lixo uma chance quase certa de medalha para o Brasil, a carreira de Vanda entrou em um inferno astral sem fim. Logo depois da prova, ela sai falando cobras e lagartos, reclamando do técnico, da preparação, da falta de treinos, da comida…Deu a maior confusão e na chegada da delegação ao Brasil ela tentou desmentir o que disse diante das câmeras da TV, mas não deu certo. Acabou punida e afastada da seleção.

Pois em setembro, em um antidoping realizado fora de competição, ela testou positivo para a substância proibida Anastrozole (Hormônio e Modulador Metabólico – S4), que é um inibidor de aromatase, medicamento criado para o tratamento do câncer de mama, e utilizado, por atletas para inibir a transformação do hormônio sexual masculino, a testosterona, no hormônio feminino, o estrogênio. Em 11 de novembro ela foi informada do resultado positivo e na última sexta-feira a CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) informou que não aceitou suas justificativas. O caso foi encaminhado para o STJD da entidade, que provavelmente aplicará uma pena padrão de dois anos. Ou seja, jogou no lixo as chances que ainda tinha de participar das Olimpíadas de 2016. Lamentável.

 

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domingo, 7 de dezembro de 2014 Imprensa, Olimpíadas, Paraolimpíadas | 15:12

Conforme-se: você irá dormir muito pouco no Rio 2016

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O vôlei de praia nos Jogos de Londres também teve partidas disputadas tarde da noite

O vôlei de praia nos Jogos de Londres também teve partidas disputadas tarde da noite

A confirmação por parte do COI (Comitê Olímpico Internacional), na última sexta-feira, de que o vôlei de praia será o mais novo esporte com horários esdrúxulos no programa de provas dos Jogos Olímpicos do Rio 2016, só confirma uma tendência:  as próximas Olimpíadas serão apropriadas para os notívagos. Prepare-se para ter poucas horas de sono daqui a dois anos.

O comitê executivo do COI anunciou durante a reunião preliminar para a abertura da 127ª Assembleia Geral, em Monaco, que algumas partidas do torneio olímpico de vôlei de praia começarão após a meia-noite, horário do Rio de Janeiro. A natação já havia sido a primeira modalidade a confirmar que seu programa de provas teria um horário diferenciado, com as finais começando a partir das 22h (na prática, não terminando antes da 0h). O atletismo também terá finais realizadas em horários pouco usuais, com pelo menos 13 eventos definindo seus campeões no período da manhã, algo que não ocorria desde as Olimpíadas de 1988, em Seul.

Tudo isso tem apenas um motivo: interesse da televisão. A rede americana NBC, que pagou milhões de dólares pelos direitos de transmissão dos Jogos Olímpicos ao COI, bateu o pé e fez valer o seu direito de escolher que as modalidades esportivas que tenham mais audiência nos EUA sejam transmitidas no horário nobre. E neste caso, manda quem paga a conta. Azar dos atletas e dos torcedores, que terão que invadir a madrugada para acompanhar as competições.

VEJA TAMBÉM:

>>> Atletismo irá acordar cedo nos Jogos do Rio
>>> Natação no ritmo de ‘sessão coruja”para a Rio 2016

Como bem disse o porta-voz do COI, Mark Adams, não será a primeira vez que as Olimpíadas terá finais no final da noite. “O calendário tem que funcionar em todo o mundo, para dar melhor visibilidade aos Jogos”, disse Adams, lembrando que o planejamento final de competições ainda precisa ser aprovado oficialmente pelo COI, mas foi aceito nesta configuração.

Mas nem todo mundo parece estar feliz com essa decisão do Comitê Olímpico em atender aos interesses da TV americana. John Coates, vice-presidente do comitê olímpico australiano e vice-presidente do próprio COI, chegou a classificar em novembro como “demanda irracional” colocar os atletas para nadarem no final da noite.

Por questão de justiça, é bom dizer que nas Olimpíadas de Londres 2012 o vôlei de praia também terminava bem tarde. Só que no caso do Rio 2016, há um “pequeno” agravante. Como a programação reservará para começar à meia-noite as partidas mais importantes do dia, estas invariavelmente envolverão atletas dos EUA e do Brasil, as principais forças da modalidade. E restará ao torcedor, ao final de um jornada que certamente não acabará antes da 1h da madrugada do dia seguinte, contar com a eficiência do sistema de transporte público.

Em Londres, tudo funcionou perfeitamente. E no Rio, como será?

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quarta-feira, 19 de novembro de 2014 Olimpíadas | 21:45

Atletismo irá acordar cedo nos Jogos do Rio

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Sob a noite londrina, Usain Bolt comemora sua vitória na final dos 100 m em 2012. Será que em 2016 esta a cena será pela manhã? (Foto: Getty Images)

Sob a noite londrina, Usain Bolt comemora sua vitória na final dos 100 m em 2012. Será que em 2016 esta a cena será pela manhã? (Foto: Getty Images)

O privilégio da natação de ter horários inusitados para o programa esportivo dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, acaba de encontrar um forte concorrente. O outro esporte “top” das Olimpíadas, o atletismo, também entrou na onda e irá inovar em seu programa de provas. Segundo informou a Iaaf (Associação das Federações Internacionais de Atletismo), pelo menos 13 eventos terão as definições de seus campeões olímpicos ocorrendo no horário da manhã, quebrando uma rotina que já existia há seis Olimpíadas.

A última vez em que o atletismo olímpico teve suas finais realizadas no período da manhã foi nos Jogos de Seul, em 1988, atendendo a um pedido das televisões que tinham os direitos de transmissão, em razão do fuso horário asiático. E desta vez, mais uma vez a TV acabou sendo determinante para essa decisão da Iaaf. “Foi um pedido do comitê organizador dos Jogos e do setor que será o responsável pela transmissão dos eventos. Colocar algumas finais na parte da manhã irá assegurar que tenhamos o máximo de visibilidade para o atletismo em todos os fusos horários”, afirmou Paul Hardy, diretor de competições da entidade.

Veja também

>>> Natação no ritmo de “sessão coruja” para a Rio 2016

Ao todo, serão 13 as finais matutinas do atletismo em 2016: oito eventos de pista, no Estádio do Engenhão, e cinco eventos de rua (as duas maratonas e três provas de marcha atlética). Já está confirmado também que a primeira final na parte da manhã será a dos 10.000 m feminino, no dia 12 de agosto. A Iaaf pretende fazer com que ocorra uma divisão equilibrada de finais masculinas e femininas no período matutino e que dos dez dias de duração do torneio olímpico (de 12 a 21/8), em nove deles haverá a realização de finais matutinas.

 

 

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terça-feira, 21 de outubro de 2014 Almanaque, Histórias do esporte, Ídolos, Imagens Olímpicas, Olimpíadas, Vídeos | 14:46

Os 50 anos do bi inédito de Bikila na maratona

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O etíope Abebe Bikila cruza a linha de chegada da maratona nas Olimpíadas de Tóquio, em 64

O etíope Abebe Bikila cruza a linha de chegada da maratona nas Olimpíadas de Tóquio, em 64

O mês de outubro tem sido rico em efemérides olímpicas. E o mais bacana de revirar o baú é poder contar para uma geração mais nova parte da história de alguns dos maiores ídolos do esporte em todos os tempos. É o caso do fundista etíope Abebe Bikila, que no dia 21 de outubro de 1964 faturou o bicampeonato olímpico da maratona, feito inédito até então.

Bikila, para quem não sabe, entrou para a história do esporte olímpico ao conquistar de forma surpreendente a maratona nos Jogos de Roma 1960. E o mais surpreendente ainda, correndo descalço! Depois do ouro inesperado, Bikila, que era um cabo da guarda do imperador Haile Selassie, venceu três maratonas consecutivas em 1961, mas ficou mais de um ano parado e só voltou a competir em 1963. Seis meses antes das Olimpíadas de Tóquio, teve uma crise de apendicite e precisou ser operado. Ainda assim, confirmou que lutaria pelo bicampeonato.

E eis que naquele 21 de outubro, ele novamente largou sem estar entre os favoritos, desta vez usando tênis, por exigência dos organizadores. O calor infernal que fazia em Tóquio naquele dia, somado ao fato de a largada ter ocorrido às 13h, tornou a prova ainda mais difícil. Os competidores, um a um, iam sucumbindo ao longo dos 42,195 km do percurso.

Menos Abebe Bikila, que chegou com passadas firmes e estabelecendo a melhor marca do mundo para a maratona (2h12min11seg). O mais surreal para os japoneses que lotavam o Estádio Nacional de Tóquio foi vê-lo saltando e fazendo exercícios de alongamento, mostrando que teria condições de correr mais dez quilômetros se precisasse.

As imagens abaixo da maratona dos Jogos de 1964 mostram que Abebe Bikila, morto em 1973, foi um gênio do esporte olímpico.

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segunda-feira, 20 de outubro de 2014 Almanaque, Histórias do esporte, Imagens Olímpicas, Olimpíadas, Vídeos | 17:36

Um salto para a história do atletismo

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Dick Fosbury executa um de seus saltos na final do salto em altura das Olimpíadas de 1968

Dick Fosbury executa um de seus saltos na final do salto em altura das Olimpíadas de 68

Bela dica do amigo e jornalista Luís Augusto Simon, o popular Menon, colega de tantas outras redações esportivas por aí: neste 20 de outubro, completam-se exatos 46 anos de um salto que mudou a história do atletismo mundial.

A imagem acima registra o americano Dick Fosbury na prova do salto em altura, em que ele levou a medalha de ouro nas Olimpíadas da Cidade do México 1968. O detalhe importante é justamente a forma com que ele executou seu salto. O que parece natural aos olhos de hoje foi revolucionário em 20/10/1968. Ele foi o primeiro atleta a ganhar um ouro olímpico saltando de costas para o sarrafo, em um estilo que foi batizado com seu nome.

O normal, até então, era que o atleta projetasse o corpo de frente para o sarrafo, o que já era uma evolução dos primeiros saltos, no início do século 20, o chamado estilo “tesoura”.

A final do salto em altura dos Jogos de 1968 não foi especial somente pelo revolucionário salto de Fosbury. A disputa entre ele, seu compatriota Ed Caruthers e o soviético Valentin Gavrilov (justamente os três que dividiram o pódio) foi extremamente apertada, sendo que Fosbury só assegurou o ouro com a marca de 2,24 m na última tentativa, após Caruthers ter queimado seus três saltos. E pensar que o inventor do salto que é adotadop por todos os atuais atletas na atualidade nem era considerado o favorito, após ter ficado em terceiro lugar na seletiva americana.

Abaixo, um breve filme que mostra a evolução do estilo do salto em altura na história dos Jogos Olímpicos.

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quarta-feira, 15 de outubro de 2014 Almanaque, Histórias do esporte, Ídolos, Imagens Olímpicas, Olimpíadas, Seleção brasileira, Vídeos | 09:00

Aída dos Santos, a heroína sem medalha

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Aída dos Santos completa mais um de seus saltos na final do salto em altura

Aída dos Santos completa mais um de seus saltos na final do salto em altura em Tóquio 1964

Nesta quarta-feira completam-se 50 anos de uma das passagens mais emocionantes e também emblemáticas do esporte brasileiro. Foi num mesmo 15 de outubro que Aída dos Santos, uma atleta de origem pobre, nascida em um favela de Niterói (RJ), negra e dona de um talento impressionante, entrou para a história do olimpismo do Brasil ao conseguir nos Jogos de Tóquio 1964 um feito que nenhuma mulher do país jamais havia chegado perto, ao terminar em quarto lugar a prova final do salto em altura, e por muito pouco não ficou com uma medalha. Sob a ótica de hoje, na qual o esporte feminino brasileiro é cada vez mais forte, parece algo banal. Mas há 50 anos, o resultado de Aída foi gigantesco.

Um dos capítulos do livro “100 anos de Olimpíadas – de Atenas a Atlanta”, do jornalista Maurício Cardoso (editora Scritta), retrata bem como foi extremamente complicada a heróica participação de Aída do Santos nos Jogos de Tóquio. Única mulher na delegação, única representante no atletismo, ela não tinha técnico, médico, massagista, nada. Nem mesmo uniforme de competição recebeu dos dirigentes, tendo que utilizar um antigo de sua participação no Campeonato Sul-Americano. Para os treinos, usava um de seu clube, o Botafogo. Também não tinha sapatilha e treinava com um tênis comum. Em Tóquio, ficou sabendo que em um estande na Adidas na Vila Olímpica conseguia uma sapatilha de graça, mas só conseguiu um calçado para correr a prova dos 100 metros.

O desprezo e pouco caso com Aída dos Santos dentro da delegação brasileira era tanto que na manhã daquele 15 de outubro, quando deixava a Vila para se dirigir ao Estádio Nacional, onde seriam realizadas as eliminatórias do salto em altura, foi saudada desta maneira por um cartola [segundo a descrição do livro de Cardoso]: “Te esperamos para o almoço, Aída”, disse o dirigente, contando que a atleta não passaria para as 12 finalistas entre as 27 concorrentes.. Só que ele se enganou redondamente.

Aída não apenas se classificou como na final esteve na disputa por medalhas até o último momento. Salto a salto, a brasileira sem técnico, sem apoio e que competia machucada (ela havia se contundido nas eliminatórias) resistia bravamente. Quando alcançou a marca de 1,74 m, chegou a liderar a prova. Até que quando o sarrafo chegou a 1,76 m, ela queimou as três tentativas e foi eliminada. Iolanda Balas, da Romênia, acabou levando o ouro.

A linda história de Aída dos Santos está retratada em um belíssimo documentário lançado ás vésperas dos Jogos de Londres 2012, pelo projeto Memória do Esporte Olímpico Brasileiro. “Aída dos Santos – Uma Mulher de Garra”, levou a atleta de volta ao Estádio Nacional, quase cinco décadas depois daquele 15 de outubro. Para quem não viu, vale muito a pena.

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quinta-feira, 28 de agosto de 2014 Ídolos, Seleção brasileira | 23:47

Bi na Liga de Diamante rende R$ 179 mil a Fabiana Murer

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Fabiana Murer exibe o troféu  após conquistar o título da Liga de Diamante no salto com vara

Fabiana Murer exibe o troféu após conquistar o título da Liga de Diamante

A brilhante vitória de Fabiana Murer nesta quinta-feira, que conquistou o bicampeonato da Liga de Diamante na prova do salto com vara, em Zurique (SUI), foi um dos resultados mais importantes do atletismo brasileiro em 2014, ao lado de Mauro Vinícius da Silva, o Duda, que também faturou o bi no Mundial indoor (pista coberta) na prova do salto em distância, no mês de março, na Polônia.

Em primeiro lugar, a vitória da brasileira ocorreu na competição mais badalada do atletismo mundial e que reúne as principais estrelas da modalidade. Além disso, comprovou a boa fase de Fabiana na temporada, que levou o título com a ótima marca de 4,72 m, embora já tivesse alcançado os 4,80 m na etapa de Nova York, em junho. Se tudo isso não bastasse, Fabiana Murer ainda conseguiu deixar para trás a campeã olímpica de Londres 2012, a norte-americana Jennifer Suhr, que ficou em segundo na Liga.

E o bicampeonato em Zurique serviu para rechear um pouco mais o bolso da brasileira. As quatro vitórias (Nova York, Glasgow, Monaco e desta quinta) renderam um total de US$ 40 mil para Fabiana, que ainda recebeu um prêmio geral de US$ 40 mil pelo título. Ou seja, pouco mais de R$ 179 mil seguindo a cotação desta quinta-feira. Nada mal, hein?

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sábado, 9 de agosto de 2014 Isso é Brasil, Olimpíadas | 10:00

Na luta contra o doping no Brasil, uma boa e uma má notícia

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Equipamentos começam a ser instalados no novo prédio do Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem

Equipamentos começam a ser instalados no novo prédio do Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem

Bom, vamos começar pela boa notícia: devem terminar em setembro as obras de construção do novo prédio do Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem (LBCD), que está sendo erguido no Instituto de Química da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Será o primeiro passo para o Brasil ter de volta as credenciais da Wada (Associação Mundial de Controle de Dopagem), após perder o direito de realizar exames de controle antidoping no ano passado, graças a diversos erros de procedimento e diagnósticos equivocados.

Ter um laboratório credenciado pela Wada é uma das exigências do COI (Comitê Olímpico Internacional) para a organização das Olimpíadas e Paraolimpíadas de 2016. Por isso, para evitar o risco de não ter o laboratório pronto a tempo, o governo vem correndo contra o tempo para entregar a obra em setembro.

Desde o último mês de julho, parte dos equipamentos e mobiliários  já estão sendo instalados em uma das alas do prédio, para que a partir de setembro a Wada inicie o processo de recredenciamento. Desta forma, o laboratório estará operacional, embora impedido para realizar controles de dopagem, justamente para que tenha seu trabalho avaliado pela Wada. A previsão da liberação da credencial é para o final de 2015.

Agora, a má notícia…

Na última quarta-feira (6), comunicado em conjunto da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) e ABCD (Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem) divulgaram um resultado positivo para o exame antidoping do atleta Nelson Henrique Fernandes, durante a prova de arremesso do peso válida plo Grande Prêmio Caixa Sesi de atletismo, realizado no dia 7 de maio. O exame, realizado no laboratório de Montreal (afinal, o Brasil não tem no momento nenhum local aprovado pela Wada), confirmou a presença do estimulante Metilfenidato-S6, um estimulante.

Nelson Henrique Fernades (o terceiro a partir da esqueda) foi pego com uso de um estimulante

Nelson Henrique Fernades (o terceiro a partir da esqueda) foi pego por uso de um estimulante

Fernandes, atleta do Clube BM&F, ficou em quinto lugar na prova, foi comunicado do resultado no dia 18 de junho, tendo apresentado suas explicações à CBAt no dia 28. Após saber que as justificativas não foram aceitas, ele abriu mão da contraprova e está suspenso provisoriamente a partir de 4 de agosto. O atleta tem 14 dias para solicitar seu julgamento pelo STJD da entidade.

O mais triste de toda a história é que Nelson Henrique Fernandes, mineiro de Caxambu, mal acabou de completar 20 anos! Ou seja, o doping anda vencendo a guerra contra o esporte limpo de lavada, fazendo com que atletas cada vez mais jovens, talvez pressionados pela busca de resultados ou por pura falta de informação, optem por tomar substâncias ilícitas. Difícil acreditar que essa situação irá mudar um dia.

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