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Posts com a Tag Atletismo

quinta-feira, 17 de maio de 2012 Olimpíadas, Seleção brasileira | 19:17

A emoção de Maurren e o caráter de Fabiana

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Ainda dá tempo para dois pitacos a respeito do Grande Prêmio São Paulo de atletismo, realizado na fria noite desta quarta-feira, na pista do Estádio Ícaro de Castro Melo, no Ibirapuera. Em primeiro lugar, é preciso ressaltar a belíssima prova realizada por Maurren Maggi, nossa colega colunista aqui deste iG, que cravou em começo de temporada simplesmente o terceiro melhor resultado de 2012 no salto em distância, com 6,85 m, atrás somente de dois saltos da americana Brittney Reese.

Maurren Maggi comemora sua vitória no salto em distância do GP São Paulo

Chorona assumida, ela não conteve as lágrimas com o resultado, que lhe dá boas perspectivas para as Olimpíadas de Londres 2012. A favorita absoluta ao ouro para mim é Reese, mas é bom ninguém descartar Maurren Maggi nesta prova. Até porque trata-se da atual campeã olímpica da prova. O resultado desta quarta-feira é uma prova disso.

Outro ponto que me chamou a atenção foi a prova de Fabiana Murer no salto com vara. O resultado decepcionante precisa ser encarado de duas formas: a segunda colocação, atrás da cubana Yarisley Silva, deixou todos que foram ao Ibirapuera frustrados, especialmente a própria Fabiana. Mas por ser sua primeira prova no ano, fica a impressão que a campeã mundial de Daegu 2011 ainda tem muito a evoluir.

Fabiana Murer lamenta mais um de seus saltos errados na prova desta quarta-feira

Mas o que me deixou mais satisfeito foi mesmo a postura de Fabiana Murer. O frio cortante que fez em São Paulo na última quarta-feira foi usado por vários atletas como justificativa para modestos resultados. Menos por Fabiana. “É claro que o frio atrapalha, mas o atleta tem que estar preparado para isso. A verdade é que eu saltei muito mal e ela foi muito bem na prova.”

Simples e direta. Sem frescura e com muita sinceridade. Quem dera mais atletas tivessem o caráter de Fabiana Murer.

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quarta-feira, 2 de maio de 2012 Imprensa, Isso é Brasil | 17:57

É proibido ter oposição no COB?

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Carlos Arthur Nuzman completará 21 anos à frente da presidência do COB em 2016

Nesta última segunda-feira, o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) emitiu um comunicado anunciando que somente uma chapa fora inscrita para concorrer às eleições da entidade, que ocorrerão em data a ser definida, no último trimestre deste ano. Por uma incrível coincidência, a chapa é encabeçada pelo atual presidente da entidade, Carlos Arthur Nuzman, e terá como vice André Richer, atual ocupante do cargo.

Como é chapa única, Nuzman vencerá o pleito e completará nada menos do que 21 anos no comando do COB em 2016, ano em que se encerrará o próximo mandato.

O que me deixa com um caminhão de pulgas atrás da orelha é o fato de não existir oposição no COB. Nunca. Sempre as eleições são por aclamação, lembrando que a unanimidade, parafraseando Nelson Rodrigues, nem sempre é sinônimo de inteligência.

Só que desta vez houve quem se colocasse contra à gestão Nuzman: segundo informou o advogado e blogueiro Alberto Murray Neto, ex-membro da Assembleia Geral do COB e eterno opositor do dirigente, o presidente da CBDG (Confederação Brasileira de Desportos de Gelo), Eric Maleson, registrou sua candidatura à presidência do COB, dentro do prazo legal, na própria segunda-feira (30/4). Candidatura essa que foi rejeitada, por não atender aos requisitos regimentais da entidade, como por exemplo, o de não contar com o apoio de pelo menos dez confederações.

Além dele, um outro presidente de confederação também não assinou o documento de apoio a Nuzman: Alaor Azevedo, da CBTM (Confederação Brasileira de Tênis de Mesa), que em janeiro chegou a ser apontado como nome de consenso para diminuir o descontentamento de algumas confederações com a atual gestão do COB.

Só dois dirigentes manifestaram oposição aberta a Carlos Arthur Nuzman, contra 28 que apoiam declaradamente nova reeleição do dirigente.

Será que é proibido ter oposição lá no COB? Afinal, até em grêmio estudantil o continuísmo não é considerado como algo positivo. A alternância no poder é sempre saudável. A linha que separa o excessivo apego ao poder da ditadura é tênue demais.

Até compreendo que o atual grupo que comanda o COB queira continuar no poder. Faz parte do jogo político. E para ter apoio da maioria absoluta do colégio eleitoral, é provável que coisas positivas estejam sendo feitas. Ao menos na visão destes cartolas que apoiam este continuísmo.

O que não dá pra aceitar é que Nuzman queira empalar MAIS UM MANDATO. Vinte e um anos é tempo demais. Nem Roberto Gesta de Melo irá continuar na presidência da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) ao final deste ano, cargo que ocupava desde 1987. Coloque alguém de seu grupo, o que já significaria uma nova cabeça no comando da entidade. Mas ele não quer sair da cadeira de forma alguma. Sabe como é, tem os Jogos do Rio, em 2016 (onde ele também ocupa o cargo de presidente do comitê organziador, é bom lembrar).

O Brasil vem sendo considerado exemplo de evolução em vários setores, como melhor qualidade de vida, aumento no nível de emprego para as camadas mais baixas da população, melhoria nos índices sociais, Mas ainda tem muito a aprender a transformar a vida política de suas entidades esportivas numa autêntica democracia.

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quarta-feira, 25 de abril de 2012 Olimpíadas, Seleção brasileira | 16:58

Atletismo trabalha de olho em 2016

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Jovens talentos do atletismo brasileiros farão treinamento de alto nível, de olho nos Jogos do Rio 2016

Só se fala nas Olimpíadas de Londres 2012, em atletas garantindo índice, expectativa de medalhas etc. Até aí, nenhuma novidade. Mas já há quem, corretamente, comece a fazer um trabalho de olho no próximo ciclo olímpico, que justamente tem como objetivo os Jogos do Rio, em 2016. Este é o caso do atletismo. Com apoio da Farj (Federação de Atletismo do Rio de Janeiro), foi criado o Powerade Team, reunindo dez jovens promessas do atletismo, que nos próximos quatro anos receberão treinamento de alto nível, projetando um grande desempenho nas próximas Olimpídas. O projeto é uma parceria da Coca-Cola Brasil e da Evolution Sports Development.

Os atletas, que têm idade variando entre 16 e 20 anos, foram escolhidos com base em seus resultados recentes e no ranking brasileiro. A intenção do programa é que eles comecem a viver uma “experiência olímpica”, treinando também com ex-atletas de alto nível, além de se hospedarem no Crystal Palace, centro de treinamento da delegação do Brasil em Londres.

A equipe é formada por atletas de saltos e de velocidade. O time de velocistas é formado por Andrei Martins de Freitas (16 anos), nos 100 e 200 m; Dandadeuá Brites (18), dos 400 m e 400 m com barreira; Kelvin Tharsis de Oliveira (16), dos 400 m e 400 m com barreira; Renato Oliveira dos Santos Junior (16), 100 e 200 m rasos; e e Thamiris Cristina Nogueira Vianna (16), 100 e 200 m rasos. Todos são treinados por Cezar Coradassi.

Os atletas de saltos, treinados por Liliana Lohmann, são Luis Felipe Toreti (17 anos), salto em distância e triplo; Tulio dos Santos (18), salto triplo; Maria Izabel Barbosa (20), salto com vara; Kerinde Brites (18), octatlo; e Tamara Alexandrino de Souza (18), no heptatlo.

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domingo, 22 de abril de 2012 Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 21:49

Delegação brasileira em Londres ganha mais três integrantes

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Guilherme Toldo superou colombiano na final e garantiu vaga olímpica no florete

Após um sábado produtivo, com direito a dois atletas classificados para os Jogos Olímpicos de Londres 2012, o domingo terminou com um saldo ainda mais positivo: com mais três vagas asseguradas, a delegação brasileira nas Olimpíadas chega a 175 atletas.

A primeira vaga veio no tiro com arco, que teve neste final de semana a disputa do Pré-Olímpico das Américas, em Medellín (Colômbia). Com a classificação de Gustavo Trainini e Bernardo Oliveira para as semifinais, o Brasil automaticamente assegurou uma das três vagas em disputa no masculino. Agora, caberá à CBTArco (Confederação Brasileira de Tiro com Arco) definir o nome que representará a modalidade em Londres.

O segundo classificado do dia garantiu sua presença nas Olimpíadas pela primeira vez. O jovem Guilherme Toldo, de somente 19 anos, venceu o Pré-Olímpico de Santiago (Chile), batendo na final do florete o colombiano Patrick Roa por 15 a 7.

Por fim, o atletismo assegurou mais uma vaga, agora nos 800 m, graças à vitória de Diomar Noêmio de Souza em uma prova em Porto Alegre (RS). Mas sua presença em Londres ainda não está 100% garantida, pois ele só superou o índice B exigido pela CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo), com 1min45s62.

Apenas um atleta com índice B vai aos Jogos, e Souza teve nos últimos dois anos marcas inferiores a seus principais rivais no Brasil. Com índice A, podem se classificar até três atletas por prova. Obviamente o índice A leva vantagem sobre o B na hora de definir a equipe.

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Olimpíadas, Pré-Olímpico | 13:19

Sábado trouxe mais duas vagas olímpicas ao Brasil

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Ronald Julião assegurou sua vaga nas Olimpíadas de Londres 2012 em torneio nos EUA

A delegação do Brasil para os Jogos Olímpicos de Londres 2012 recebeu o reforço de mais dois atletas neste sábado, mais especificamente no atletismo e na esgrima. O primeiro a assegurar sua classificação foi Athos Schwantes, que na prova de espada, durante o Pré-Olímpico de Santiago, no Chile, eliminou o argentino José Dominguez nas semifinais e assegurou sua classificação. Ele é o segundo representante da esgrima em Londres, juntando-se a Renze Agresta, no sabre, classificado no mês de março em razão do ranking mundial.

O outra atleta com passaporte carimbado foi Ronald Juilão, que competindo em um torneio em Long Beach, nos Estados Unidos, cravou a marca de 63,01 m no lançamento de disco, superando em apenas um centímetro o índice exigido pela CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) e garantindo seu lugar nos Jogos Olímpicos. Esta será a primeira vez que Julião disputará as Olimpíadas.

Por enquanto, já são 172 atletas classificados para Londres 2012, mas este número pode aumentar ainda neste domingo, dependendo dos resultados do Pré-Olímpico de esgrima, que ainda prossegue no Chile, além do Pré-Olímpico do Tiro com Arco, que está acontecendo em Medellín (Col). Ambos com atletas brasileiros na disputa.

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sábado, 7 de abril de 2012 Almanaque, Olimpíadas, Seleção brasileira, Vídeos | 23:46

Vaga olímpica de Keila Costa veio antes do esperado

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Keila Costa assegurou sua vaga para os Jogos de Londres neste sábado, no salto triplo

A pista de atletismo do Conjunto Constâncio Vaz Guimarães, no Ibirapuera, anda mesmo dando sorte aos atletas brasileiros que buscam um lugar nos Jogos Olímpicos de Londres 2012. Na semana passada, Jonathan Henrique Silva assegurou sua classificação no salto triplo, vencendo a prova do Torneio FPA Juvenil e Adulto. Eis que neste sábado, em outra edição do Torneio FPA, mais um brasileiro garantiu sua vaga. A pernambucana Keila Costa obteve o índice no salto triplo, ao cravar a marca de 14,20m, cinco centímetros acima do índice exigido pela CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo).

Confira quem são os brasileiros já classificados para os Jogos Olímpicos de Londres

Vale ressaltar que a marca de Keila Costa superou o índice solicitado pela CBAt, como também o índice B da Iaaf (Associação Internacional das Federações de Atletismo), que é de 14,10 m. A atleta buscará alcançar o índice A da entidade, que é de 14,30 m, nas próximas competições.

Aos 29 anos, Keila Costa, que conquistou duas medalhas de prata no Pan-Americano do Rio – no salto triplo e no salto em distância -, além de uma medalha de bronze no salto em distância no Mundial de Doha, em 2010, estará indo para sua terceira campanha olímpica. Em Atenas 2004, não passou das eliminatórias do salto em distância, mas em Pequim 2008, conseguiu ir à final da mesma prova, quando terminou em 11º lugar. A pernambucana detém o recorde sul-americano do salto triplo, com 14,57 m.

Desta vez, o passaporte foi carimbado antes da hora. A própria Keila admitiu, após cravar o salto que lhe deu o índice, que esperava garantir a classificação ainda um pouco mais adiante, ainda neste semestre, em um torneio previsto para o Chile. Mas já que a classificação veio antes disso, irá aproveitar para aprimorar sua preparação e buscar um resultado inédito em Londres.

Confira como foi o salto que assegurou Keila Costa nas Olimpíadas de Londres 2012:

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domingo, 1 de abril de 2012 Olimpíadas, Seleção brasileira | 12:18

Jonathan comemora vaga no triplo e vice-liderança no ranking

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O mineiro Jonathan Henrique Silva garantiu índice olímpico no salto triplo para as Olimpíadas

O mês de março terminou com mais um brasileiro cravando índice para as Olimpíadas de Londres 2012. Neste sábado (31), o mineiro Jonathan Henrique Silva, de apenas 20 anos, obteve vaga nos Jogos no salto triplo, ao vencer a prova do Torneio FPA Juvenil e Adulto, realizado na pista do Conjunto Constâncio Vaz Guimarães, no Ibirapuera. Ele saltou 17,39 m, 19 cm acima do índice exigido, e assegurou sua vaga no voo para Londres.

O resultado foi ainda mais excepcional pelo fato de Jonathan ter superado com sobras sua melhor marca até então no salto triplo, que era 16,70 m. Além disso, o resultado do mineiro o coloca no segundo lugar do ranking mundial do salto triplo da Iaaf (Associação Internacional das Federações de Atletismo), atrás somente do cubano Osviel Hernandez, que tem 17,49 m.

Veja também: A cubana apaixonada e a estranha geografia olímpica

Nelio Moura, treinador de saltos em distância e triplo da seleção brasileira, acredita que Jonathan tenha potencial para chegar a uma final olímpica, precisando, para isso, fazer ao menos 17,10 m e quem sabe, brigar por medalha. Se isso ocorrer, o jovem mineiro estará confirmando a tradição brasileira nesta prova, repetindo feitos de Adhemar ferreira da Silva, Nelson Prudêncio e João Carlos de Oliveira, o João do Pulo.

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quarta-feira, 28 de março de 2012 Olimpíadas, Seleção brasileira | 23:35

Brasileiros farão aclimatação em dez países antes de Londres

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Foto com ilustração da piscina do Crystal Palace, que será o CT brasileiro em Londres

Nesta quarta-feira, o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) detalhou os planos da preparação do Brasil para as Olimpíadas de Londres 2012. Plano bastante minucioso e repleto de detalhes, pelo que foi visto na apresentação do superintendente executivo da entidade, Marcus Vinícius Freire. O cartola, por sinal, fez questão de não criar expectativa para resultados extraordinários em Londres, dizendo inclusive que espera um número total de medalhas idêntico ao de Pequim 2008 (15 no total).

Mas a principal novidade na apresentação do dirigente foi a confirmação dos locais de aclimatação de algumas modalidades, antes da abertura oficial dos jogos, dia 27 de julho. No total, os atletas brasileiros passarão por 10 países antes de entrarem na Vila Olímpica de Londres.

Confira abaixo o local de aclimatação de algumas modalidades, já definido pelo COB (lembrando que em Londres, a delegação brasileira contará com um centro de treinamento exclusivo, em Crystal Palace):

  • Judô e boxe – Sheffield (Inglaterra)
  • Ginástica artística feminina – Ipswich (Inglaterra)
  • Ginástica artística masculina – Ghent (Bélgica)
  • Basquete – EUA (cidade a definir) e Europa (país a definir)
  • Handebol feminino – Holanda (cidade a definir)
  • Atletismo/saltos verticais – Fórnia (Itália); saltos horizontais – Madri (Espanha)
  • Triatlo – Portugal (cidade a definir)
  • Pentatlo moderno – Itália (cidade a definir)
  • Tiro esportivo – França (cidade a definir)
  • Taekwondo – Croácia (cidade a definir)
  • Vôlei masculino – França (cidade a definir)
  • Tênis de mesa – França (cidade a definir)
  • Hipismo adestramento – Alemanha (cidade a definir)
  • Hipismo saltos – Bélgica (cidade a definir)
  • Esgrima – Itália (cidade a definir)
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domingo, 18 de março de 2012 Histórias do esporte, Ídolos, Olimpíadas, Pré-Olímpico | 14:21

O feito de Pistorius e a história que se repete em Londres

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O húngaro Karoly Takacs, duas vezes campeão olímpico, mesmo tendo uma mão amputada

Ainda na sequência do notável feito obtido neste sábado pelo sul-africano Oscar Pistorius – que obteve índice nos 400 m para disputar as Olimpíadas de Londres 2012 – vale destacar uma incrível coincidência que só o esporte é capaz de nos proporcionar.

Pistorius, que foi o primeiro atleta biamputado a disputar o Campeonato Mundial de Atletismo, em Daegu (Coreia do Sul), no ano passado, ainda depende de uma confirmação da federação sul-africana de atletismo para ter sua participação confirmada em Londres. Mesmo sendo um feito impressionante caso sua participação seja confirmada, Oscar Pistorius não será o primeiro atleta com deficiência física a disputar uma edição de Jogos Olímpicos.

Coincidentemente, a mesma Londres assistiu, na edição das Olimpíadas de 1948, um atleta hoje chamado de paralímpico disputar os Jogos. O húngaro Karoly Takacs, primeiro bicampeão olímpico na modalidade tiro rápido 25 metros, perdeu a mão direita, que foi decepada após a explosão de uma granada, durante a 2ª Guerra Mundial, quando integrava o exército húngaro.

Takacs, que era sargento, fez parte da equipe de seu país que foi campeã mundial em 1938. Pouco tempo depois, ocorreu o acidente. Imaginava-se que ele abandonaria o esporte, mas aconteceu justamente o contrário. Dedicou-se a aprender a atirar com a mão direita e o fez tão bem que, dez anos depois, integrou a equipe húngara de tiro em Londres. E saiu de lá com uma medalha de ouro. Feito repetido nos Jogos de Helsinque, em 1952.

O sargento húngaro que só tinha uma mão ainda disputou os Jogos de Melbourne, em 1956, mas saiu de lá sem medalhas. Isso não importa. O fato é que tanto Pistorius e suas pernas de fibra de carbono, quanto Takacs que ganhou dois ouros com apenas uma mão, merecem entrar na história dos heróis olímpicos.

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quarta-feira, 14 de março de 2012 Histórias do esporte, Olimpíadas | 17:58

A cubana apaixonada e a estranha geografia olímpica

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A agora britânica Yamile Aldama comemora seu título no Mundial Indoor

A última segunda-feira foi especial para Yamile Aldama. Um dia antes, ela havia se tornando campeã mundial indoor no salto triplo, em Istambul (Turquia). Mas a atleta de 39 anos recebeu uma notícia ainda melhor fora das pistas, ao saber que o COI (Comitê Olímpico Internacional) concedeu a permissão para que ela possa competir sob a cidadania britânica. Assim, a cubana de nascimento representará o país-sede nas próximos Jogos Olímpicos de Londres 2012.

Num primeiro momento, me pareceu mais um daqueles casos famosos de atletas naturalizados por países sem tradição ou talentos em algumas modalidades, criando uma espécie de geografia à parte do esporte olímpico. Casos como os dos chineses do tênis de mesa competindo pela Argentina ou República Dominicana em Olimpíadas e Pan-Americanos. Ou então de quenianos ou outros fundistas africanos representando países sem tradição nestas provas do atletismo. E esta impressão só aumentou quando soube que Aldama já havia disputado uma edição de Jogos Olímpicos sob a bandeira do Sudão!

Mas graças ao amigo e colega Luís Augusto Simon, o Menon, repórter especial da “Revista ESPN” e conhecedor profundo de assuntos ligados à Cuba, pude saber que a história de Aldama é completamente diferente destes “atletas de aluguel” ou “britânicos de plástico”, como a imprensa inglesa tem se referido de maneira jocosa aos atletas de nacionalidades diferentes que vem se naturalizando, com o único objetivo de reforçar a equipe britânica em Londres.

Acompanhe as Olimpíadas 2012 no iG Esporte

Com Aldama, a história foi diferente. Promissora atleta de Cuba – ela havia sido campeã pan-americana em Winnipeg e quarta colocada em Sydney 2000 no salto triplo -, ela tinha uma vida confortável para os padrões cubanos, tendo recebido uma casa do governo pelo ouro no Pan. Só que conheceu um escocês chamado Andrew Dodds, que estudava espanhol em Havana. Apaixonada e grávida do namorado, Aldama decidiu se mudar para a Inglaterra, mas o processo burocrático foi lento e ela precisou esperar o filho nascer em Cuba para então tentar a sorte no novo país.

O que poderia ser um conto de fadas tornou-se um pesadelo, quando em 2002 seu marido foi preso por porte de drogas e condenado a 15 anos de prisão. Para piorar, ela teve seu processo de naturalização barrado pela Justiça britânica. Em 2003, ela era número um do ranking mundial, mas como já havia aberto mão da nacionalidade cubana, não poderia competir, pois efetivamente não pertencia a nenhum país. Foi então que os dirigentes do Sudão a procuraram e ela pôde competir pelo país africano nas Olimpíadas de Atenas 2004.

Após o marido ter sido solto da prisão, em 2009, Aldama teve finalmente liberado seu passaporte britânico. E com isso o velho desejo de poder competir pela Grã-Bretanha voltou com força total. Em uma reunião com os dirigentes do comitê olímpico britânico, a saltadora explicou que já morava há dez anos em Londres, que seus dois filhos eram britânicos e que seu maior desejo era poder representar o país nas pistas.

Aos 39 anos, sob uma terceira bandeira diferente, Yamile Aldama participará dos Jogos Olímpicos. Mas nem de longe ela pode ser chamada de “atleta de aluguel”.

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