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Arquivo da Categoria Seleção brasileira

sábado, 21 de dezembro de 2013 Mundiais, Seleção brasileira | 22:18

Números mostram que equilíbrio marcará a final Brasil x Sérvia

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A brasileira Alexandra Nascimento já marcou 48 gols no Mundial de handebol

A brasileira Alexandra Nascimento já marcou 48 gols no Mundial de handebol

Embora uma vitória da seleção brasileira neste domingo diante da Sérvia,  na final do Mundial feminino de handebol, não possa ser considerada uma zebra, os números acumulados pelas duas seleções ao longo do torneio deixam evidente que o equilíbrio irá marcar o duelo no ginásio de Belgrado.

O que é possível analisar nestes números é que enquanto a seleção brasileira tem uma vocação e eficiência ofensiva maior, além de apresentar um volume de jogo mais forte, as sérvias se arriscam menos, porém com uma eficência quase igual a do Brasil e tem uma defesa mais forte. Ou seja, equilíbrio total.

Vamos aos números dos dois finalistas:

Total de gols marcados

Brasil – 231
Sérvia – 220

Total de defesas

Brasil – 78
Sérvia – 94

Bolas perdidas

Brasil – 28
Sérvia – 38

Bolas na trave

Brasil – 29
Sérvia – 19

Bloqueios

Brasil – 20
Sérvia – 16

Artilharia

Brasil: Alexandra – 48 gols
Sérvia: Andrea Lekic – 42 gols

Eficiência de ataque

Brasil – 48%
Sérvia – 47%

Goleiras

Brasil: Babi – 74 defesas (43% de eficiência) e Mayssa – 48 defesas (38% de eficiência)
Sérvia: Risovic – 43 defesas (45% de eficiência) e Tomasevic – 88 defesas (42% de eficiência)

 

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sexta-feira, 20 de dezembro de 2013 Mundiais, Seleção brasileira | 20:50

Aviso aos navegantes: o Brasil não é zebra na final do Mundial de handebol

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Jogadoras da seleção feminina de handebol comemoram a histórica vitória sobre a Dinamarca

Jogadoras da seleção feminina de handebol comemoram a histórica vitória sobre a Dinamarca

Atualizado

Após alguns minutos da (mais uma) vitória épica da seleção brasileira feminina de handebol sobre a Dinamarca, por 27 a 21, garantindo a vaga para uma inédita final no Campeonato Mundial da Sérvia, é possível fazer algumas análises com um pouco mais de tranquilidade:

1) Exceto por alguns minutos no segundo tempo, quando as dinamarquesas chegaram a diminuir a diferença para apenas três gols, em nenhum momento o Brasil correu um risco real de perder a partida. As jogadoras comandadas pelo técnico Morten Soudbak tiveram domínio total do jogo;

2) Se a defesa foi o ponto fraco na dramática vitória sobre a Hungria nas quartas de final, desta vez a marcação brasileira soube anular com competência os ataques das rivais e sem apelar tanta para as faltas em que a jogadora precisava ficar dois minutos afastada de quadra;

3) Mais uma vez, a goleira Babi foi o ponto alto da seleção, realizando defesas sensacionais ao longo da partida. Aliás, goleira não é problema nesta seleção até agora, pois a reserva Mayssa também fechou o gol nas vezes em que foi utilizada;

4) O Brasil chega à decisão do Mundial com o a única equipe invicta da competição, com oito vitórias em oito jogos. A Sérvia, adversária das brasileiras na decisão, perdeu somente um jogo – justamente para o Brasil, na primeira fase do torneio, por 25 a 23;

5) A fanática torcida pode ser a grande arma da Sérvia na decisão. Nesta sexta-feira, com as arquibancadas lotadas, o time atropelou a Polônia por 24 a 18;

6) Para que ninguém fale em golpe de sorte, vale lembrar que o Brasil derrotou uma seleção que já foi três vezes campeã olímpica;

7) Nas 21 edições anteriores dos Mundiais femininos de handebol, apenas duas vezes um país não europeu esteve entre os três primeiros – Coreia do Sul, ouro em 1995 e bronze em 2003. O Brasil é o segundo a entrar neste seleto grupo.

8) Uma modalidade sem badalação da grande mídia no país, sem o mesmo apoio financeiro e a estrutura do vôlei, por exemplo, chega à decisão em igualdade de condições com seu oponente. A seleção feminina de handebol não será zebra na final deste domingo.

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quarta-feira, 18 de dezembro de 2013 Mundiais, Seleção brasileira | 19:15

O papel histórico que o handebol feminino terá no esporte brasileiro após o Mundial da Sérvia

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Jogadoras da seleção feminina do Brasil de handebol comemoram a vitória sobre a Hungria, após duas prorrogações

Jogadoras da seleção feminina do Brasil de handebol comemoram a vitória sobre a Hungria, após duas prorrogações, nas quartas de final do Mundial da Sérvia

A foto acima representa um dos momentos mais marcantes (e foram vários) do esporte brasileiro em 2013. No primeiro ano do ciclo olímpico para as Olimpíadas do Rio 2016, a seleção feminina de handebol pode ser responsável pela 27ª medalha obtida por atletas do país em campeonatos mundiais ou torneios equivalentes após a classificação da equipe para a semifinal do Mundial da Sérvia, após derrotar a Hungria em uma partida dramática, por 33 a 31, após duas prorrogações. Seu adversário será a Dinamarca, que eliminou a Alemanha por 31 a 28.

Para se ter uma ideia da dimensão do feito da equipe comandada pelo dinamarquês Morten Soubak (doce ironia), foi a primeira vez que uma equipe de esportes coletivos olímpicos alcança a condição de estar entre as quatro primeiras do mundo, fora vôlei e basquete. O futebol, apesar de fazer parte do programa olímpico, não entra nessa conta, afinal, as Copas do Mundo não tem absolutamente nada a ver com o universo olímpico, a começar pelos atletas que a disputam.

O estágio em que a seleção feminina de handebol se encopntra é de um país em franca evolução. Isso em uma modalidade que embora tenha tradicionalmente muitos adeptos na fase escolar, não consegue criar uma liga nacional forte e representativa. A maior prova disso é que praticamente a seleção inteira joga em clubes da Europa, divididas pela Áustria, Rússia, França, Dinamarca e Hungria. É inegável que a experiência internacional e o sério trabalho de Morten resultou em uma equipe que tem chances reais de sair da Sérvia com uma medalha (leia mais aqui). Sempre é oportuno lembrar que nas Olimpíadas de Londres esta mesma seleção ficou em um honroso sexto lugar, eliminada apenas pela Noruega, que seria a campeã olímpica

Como o time masculino não está no mesmo nível (a seleção sequer classificou-para as Olimpíadas de Londres 2012), esta seleção terá um papel fundamental na história do handebol brasileiro. Algo no nível do que o time feminino representou para o futebol dos Estados Unidos. Esta quinta-feira foi histórica para o esporte do Brasil.

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Ídolos, Isso é Brasil, Seleção brasileira | 14:03

As redes sociais invadiram o esporte. Para o bem e para o mal

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Poliana Okimoto e Jorge Zarif exibem os prêmios de melhores do ano

Poliana Okimoto e Jorge Zarif exibem os prêmios de melhores do ano

Em 2000, na pré-história da internet, a Fifa realizou uma eleição em seu site para incentivar a participação dos internautas em seu site, perguntando qual havia sido o maior jogador do século 20. Eis que a entidade acabou sendo pega de surpresa com o resultado da enquete, que apontou o argentino Diego Maradona – notório desafeto dos dirigentes da Fifa – como o eleito, e não Pelé, que era quem os cartolas queriam eleger. Para não jogar a credibilidade de seu site na lata do lixo, usaram uma esperta solução: Maradona ficou com o título de jogador escolhido pela internet, enquanto Pelé foi eleito após a votação de um juri especializado.

Puxo esse caso da memória para comentar o resultado da eleição do Prêmio Brasil Olímpico, que escolhe os melhores atletas do esporte do país, e cuja festa foi realizada nesta terça-feira, em São Paulo. Embora normalmente seja uma premiação sem surpresas, o evento de ontem causou um certo alvoroço ao ver o jovem velejador Jorge Zarif, que foi campeão mundial da classe Finn este ano, desbancar os favoritíssimos Cesar Cielo (natação) e Arthur Zanetti (ginástica artística), igualmente campeões do mundo em 2013. O que me deixou mais estarrecido, porém, foi a declaração de Zarif admitindo ter feito um pesado lobby entre colegas de faculdade, familiares, amigos e seguidores em suas redes sociais, para que votassem nele.

Nada contra quem faça campanha em causa própria. Se Zanetti ou Cielo não se preocuparam com isso, Zarif não tem nada a ver com isso. E  que fique claro, não há neste texto qualquer crítica ou tentativa de desmerecer o brilhante feito do velejador, o primeiro brasileiro campeão mundial da Finn desde 1972. Mas não consigo engolir uma eleição que não aponte Cielo ou Zanetti como melhor atleta olímpico do Brasil em 2013. Por isso, é de se questionar a validade do uso do voto pela internet para se apontar o melhor atleta do Brasil, como foi o caso.

Lembro também outra polêmica participação do “amigo internauta” neste mesmo Brasil Olímpico, quando a judoca Sarah Menezes – que havia sido bicampeã mundial junior na época – foi eleita a melhor atleta do ano, desbancando Poliana Okimoto (com justiça eleita campeã de 2013) e Natalia Falavigna, do taekwondo. Na época, o governo do Piauí fez um pesado lobby atrás de votos para Sarah, que levou o prêmio na ocasião. Mas será que merecia na época?

Não dá para ignorar a importância das redes sociais no esporte mundial, em particular no esporte olímpico. Hoje, o COI tem um canal dedicado exclusivamente às redes sociais, um aplicativo chamado “Olympic Athletes Hub”, onde o fã pode acompanhar simplesmente tudo sobre seu ídolo.É bacana, vale a pena conferir.

Usada com sabedoria, as redes sociais podem ajudar muito na divulgação dos esportes olímpicos. O contrário, contudom pode ter um efeito nocivo.

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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013 Imagens Paraolímpicas, Olimpíadas, Paraolimpíadas, Política esportiva, Seleção brasileira | 18:15

Paraolimpíadas 2016 também entra em contagem regressiva

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Atletas paraolímpicos comemoram os 1000 dias para os Jogos de 2016: Alan Fonteles, Odair dos Santos, Daniel Dias, Susana Schnarndorf, Verônica Hipólito e Terezinha Guilhermina

Atletas comemoram os 1000 dias para os Jogos de 2016: Alan Fonteles, Odair dos Santos, Daniel Dias, Susana Schnarndorf, Verônica Hipólito e Terezinha Guilhermina

Um dia após a entrega dos prêmios dos melhores do ano, quando os nadadores Daniel Dias e Susana Schnardorf foram escolhidos pelo CPB (Comitê Paraolímpico Brasileiro) c0mo os melhores atletas de 2013, o esporte paraolímpico brasileiro voltou a festejar uma data especial nesta quinta-feira, quando atingiu-se a marca de 1.000 dias para o início das Paraolimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro.

O evento, que será realizado entre os dias 7 e 18 de setembro, bem na sequência das Olimpíadas, reunirá um total de 4.350 atletas representando 164 países, prometendo ser a maior edição da história das Paraolimpíadas. Segundo dados divulgados pelo comitê organizador, em 12 dias de disputa serão realizadas competições equivalentes a 23 campeonatos mundiais da modalidade. Um total de 25 mil voluntários deverão trabalhar durante os Jogos.

Na foto que ilustra o post, está aquela que pode ser considerada a nata do paradesporto brasileiro: Alan Fonteles (atletismo), Odair dos Santos (atletismo), Daniel Dias (natação), Susana Schnarndorf (natação), Verônica Hipólito (atletismo) e Terezinha Guilhermina (atletismo). Eles certamente serão garantia de várias medalhas de ouro daquia pouco menos de três anos.

Se em relação às Olimpíadas muito se questiona a ousada meta do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) de deixar o Brasil no top 10 do quadro geral de medalhas, no esporte paraolímpico a meta estimada (top 5) é perfeitamente possível. Só para lembrar, em Londres 2012 os atletas brasileiros conquistaram um total de 43 medalhas (21 de ouro), deixando o país no sétimo lugar no quadro geral de medalhas.

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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013 Mundiais, Seleção brasileira | 23:09

Com novo status, handebol feminino estreia no Mundial com chance real de medalha

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Morten Soubak orienta as jogadoras da seleção durante o treino. Ele acha possível ganhar uma medalha na Sérvia

Morten Soubak orienta as jogadoras da seleção durante treino. Ele acha possível ganhar uma medalha na Sérvia

Esqueça as épocas de vacas magras, de mero figurante em competições internacionais. Neste sábado, o handebol feminino do Brasil inicia sua participação no 21º Campeonato Mundial feminino, que foi aberto nesta sexta-feira na Sérvia (vitória da equipe da casa sobre o Japão por 28 a 26) com chances bastante reais de conseguir uma inédita medalha. A partida de estreia será contra a Argélia, válida pelo Grupo B, a partir das 15h (horário de Brasília), na cidade de Nis, com transmissão do canal Esporte Interativo.

Não se trata de uma previsão excessivamente otimista. A seleção feminina de handebol vem sendo a mais grata surpresa entre os esportes olímpicos coletivos do Brasil, com uma evolução inegável. O primeiro sinal veio na belíssima participação no Mundial de 2011, realizado em São Paulo, quando a equipe ficou em quinto lugar.

 >>> Relembre: O premiado começo de ano do esporte olímpico do Brasil

Depois, para provar que não havia sido obra do acaso, a seleção terminou em sexto lugar os Jogos Olímpicos de Londres 2012, fazendo uma campanha excepcional, com a equipe sendo eliminada apenas pela Noruega, que viria a ficar com a medalha de ouro. No começo desta ano, ainda teve eleito a pontaAlexandra Nascimento escolhida como a melhor jogadora do mundo pela própria IHF (Federação Internacional de Handebol).

Desta vez, as brasileiras não escondem a ambição de chegar ainda mais longe. Em entrevista ao blog, o técnico dinamarquês Morten Soubak falou da expectativa em relação à participação brasileira e avisa: o Brasil chega para levar uma medalha.

É possível repetir o desempenho no Mundial de 2011, quando o Brasil ficou em 5º lugar, ou diante do que a equipe mostrou em Londres, já se pode pensar em uma colocação melhor? 

Morten Soubak – Sempre pensamos em uma colocação melhor. Temos feito um bom trabalho e conquistado bions resultados. Estamos evoluindo bastante e nossa meta é ganhar uma medalha. Sabemos da qualidade das outras equipes, mas acreditamos que é possível ganharmos uma medalha.

O desempenho nos Jogos Olímpicos já trouxe algum reflexo em termos de maior respeito dos adversários pela equipe do Brasil?
Sim, hoje somos uma equipe conhecida e até apontada como uma das favoritas. Os adversários já estudam mais o nosso jogo e isso nos obriga a ter ainda mais cuidado. É muito gratificante.

O fato de ter sido eleita a melhor do mundo torna a Alexandra sua principal jogadora nesta equipe?
Não considero assim. Somos um grupo muito unido e todas tem um papel muito importante para a equipe.

Faça uma breve análise dos adversários do Brasil na primeira fase e, em sua opinião, quem é o favorito para ficar com o título?

Não sabemos muito sobre a Argélia, mas por ser a nossa estreia temos quer estar muito atentos. O primeiro adversário sempre somos nós mesmos. Japão e China têm um estilo diferente de jogo, são sempre muito velozes. A Sérvia tem a vanatagem de jogar em casa e também é uma equipe muito forte. A Dinamarca tem grande tradição no handebol e chega com jogadoras jovens que estão se saindo muito bem na seleção, então sabemos que será uma primeira fase bem difícil, mas estamos preparados.

Jogadoras que não foram chamadas para este Mundial, como a goleira Chana, poderão voltar a ter chance com você em novas convocações?
Acredito que sim. Hoje, temos muitas jogadoras brasileiras de qualidade, mas infelizmente é preciso fechar um grupo de apenas 16. Ela é uma excelente goleira, assim como outras brasileiras que atuam no país e na Europa. Todas têm chance de fazer parte da equipe.

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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013 Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 17:19

Crise põe em risco projeto olímpico da Petrobras

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A remadora brasileira Fabiana Beltrame comemora no pódio, ao lado da filha, a medalha de ouro no Mundial de 2011, na Eslovênia

A remadora Fabiana Beltrame comemora, ao lado da filha, a medalha de ouro no Mundial de 2011, na Eslovênia

Quem acompanha este blog com alguma atenção certamente já leu posts com referência ao Projeto Petrobras de apoio ao esporte olímpico brasileiro, lançado em 2011. A ideia era fantástica: até 2016, data das Olimpíadas do Rio de Janeiro, a empresa de capital misto iria investir R$ 256 milhões em cinco modalidades pouco desenvolvidas no universo esportivo do Brasil: boxe, esgrima, levantamento de peso, remo e taekwondo. O objetivo final seria o de colocar o maior número de atletas em condições de brigar por medalhas nos próximos Jogos Olímpicos.

E logo no primeiro ano, dois excelentes resultados: as medalhas de ouro conquistadas por Fabiana Beltrame, no Mundial de remo, e a de Everton Lopes, no Mundial de boxe. Duas conquistas inéditas para o esporte olímpico brasileiro, que só reforçavam que o caminho do projeto estava certo. Ainda por cima, quem quem estava por trás na coordenação era Maria Paula Gonçalves, a Magic Paula, uma das maiores jogadoras da história do basquete brasileiro e mundial.

No comando do Instituto Passe de Mágica, ela se encarregava da distribuição direta dos recursos para os atletas destas cinco modalidades, seja para competições ou períodos de treinamento, sem que o dinheiro tivesse que passar pelos dirigentes. Um verdadeiro sentimento de independência financeira, pois a maioria absoluta das confederações dependia quase que exclusivamente na época de recursos oriundos da Lei Agnelo/Piva, com dinheiro das loterias, que é distribuída pelo COB (Comitê Olímpico Brasileiro).

Mas eis que esse projeto, que representava uma ajuda importantíssima e estes primos pobres do esporte brasileiro, está ameaçado de ver seu investimento diminuir drasticamente. Reportagem do jornal Folha de S. Paulo desta quarta-feira destacou que a Petrobras estuda diminuir a verba do projeto para 2014 de forma drástica. Inclusive tanto Paula quanto as cinco confederações envolvidas já teriam sido informadas. Na delegação brasileira que competiu nas Olimpíadas de Londres 2012, 21 atletas eram contemplados com verbas do programa.

>>> Relembre: Ouro inédito no boxe mostra que há vida além do COB

Procurada pelo blog, a Petrobras, em nota, negou que haverá corte no patrocínio às cinco modalidades em relação aos valores pagos neste ano, que chegam a um total de R$ 8,2 milhões. Ainda segundo a gerência de comunicação da empresa, o planejamento técnico das confederações para 2014 foi recebido pela companhia e pelo Instituto Passe de Mágica no último dia 29 de novembro. “Somente após esta etapa serão definidos os valores dos patrocínios, que podem, inclusive, ser maiores que os valores contratados em 2013”, concluí a nota.

O que a nota não explica é como que o mesmo investimento deste ano (R$ 8,2 milhões) , previsto para 2014, não pode ser considerado menor do que tudo o que foi investido nos três primeiros anos, cerca de R$ 40 milhões. E mais: ainda segundo a Folha, a própria Paula deu um número diferente da Petrobras contratado em 2013, que seria de R$ 15 milhões. E uma rápida passagem pelo noticiário econômico já mostra que a situação da Petrobras está longe de ser a mais confortável, com redução de 15% do lucro em comparação com 2012 e queda nas ações após o reajuste no preço dos combustíveis.

Pelo visto, os primos pobres do esporte olímpico brasileiro voltarão aos temos de menos fartura, justamente na fase decisiva da preparação para os Jogos Olímpicos de 2016.

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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013 Ídolos, Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas, Política esportiva, Seleção brasileira | 23:24

Uma reflexão sobre o desabafo de Esquiva Falcão

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Crédito: Daniel Ramalho/AGIF/COB

Esquiva Falcão comemora a conquista da medalha de prata nas Olimpíadas de Londres

Nesta última terça-feira, o boxeador Esquiva Falcão convocou uma entrevista coletiva em São Paulo, onde falou sobre sua estreia no boxe profissional. Após assinar contrato com a empresa Top Rank, a mesma que gerencia a carreria do peso médio filipino Manny Pacquiao, um dos ídolos da modalidade, ele já se prepara para fazer sua estreia no profissionalismo, entre janeiro e fevereiro de 2014, em combate que deve ser realizado nos EUA ou China.

Entre tantas incertezas, só se sabe de uma coisa: ao optar por tornar-se profissional, Esquiva Falcão abriu mão automaticamente de disputar as Olimpíadas de 2016, no Rio. Em Londres 2012, ele foi prata entre os médios.

O detalhe importante na entrevista coletiva, registrada pelo companheiro Maurício Nadal, do iG Esporte, foi a mágoa que Falcão demonstrou das autoridades brasileiras. Ele mostrou-se inconformado com a demora na liberação do Bolsa Pódio, programa criado pelo Ministério do Esporte e que auxilia na preparação dos atletas brasileiros para os Jogos de 2016, podendo pagar até R$ 15 mil/mês, de acordo com a classificação do atleta. “Não sei porque demorou tanto, gostaria de saber essa resposta”, afirmou o boxeador, que ainda acusou o Ministério de privilegiar outras modalidades, como atletismo, vôlei, basquete e judô, chamando-as de “queridinhas”.

Bem, a resposta que o boxeador brasileiro queria veio menos de 24 horas depois. Em longa nota (que pode ser conferida aqui), publicada em seu site, o Ministério do Esporte rebateu todas as reclamações do boxeador. De forma resumida, disse que o Bolsa Pódio segue um cronograma administrativo, com planos esportivos que precisam ser aprovados antes da liberação de verbas, disse que não privilegia nenhuma modalidade e que todos os planos esportivos do boxe (desde julçho deste ano) precisaram ser refeitos.

Isto posto, cabem algumas reflexões sobre o assunto:

1) Esquiva Falcão tem razão em reclamar na demora da liberação do Bolsa Pódio. É BUROCRACIA DEMAIS. Uma vez, ao comentar sobre isso com um funcionário do Ministério, escutei a seguinte reclamação: “Se não criamos as regras, vocês [jornalistas] dizem que não fiscalizamos o uso do dinheiro público. Quando criamos, dizem que é burocracia”. Eu respondi que a fiscalização precisa existir, óbvio, mas os recursos deveriam chegar aos atletas de forma mais rápida. Lembrem-se, faltam menos de três anos para o Rio 2016…E o programa foi lançado em setembro de 2012, pela presidenta Dilma Rousseff;

2) O Ministério do Esporte tem razão em boa parte de suas justificativas. Burocracia à parte, se as regras existem, precisam ser cumpridas. E se outras confederações as cumprem, por que seria diferente com o boxe? A lei precisa ser igual para todos (por mais que eu discorde dos critérios e demora para a liberação dos recursos);

3) A CBBoxe (Confederação Brasileira de Boxe) precisa se organizar melhor. Boa parte dos erros apontados nos projetos esportivos foram cometidos pela entidade. Além disso, integrantes do Ministério do Esporte tentaram por um bom tempo promover a paz entre a entidade e a boxeadora Adriana Araújo, cortada da seleção feminina no começo do ano, após desentendimentos com o presidente Mauro José da Silva. Por enquanto, nada feito.

O resultado de toda essa confusão é um belo prejuízo nas chances de conquista de medalhas para o boxe brasileiro nos Jogos de 2016.

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terça-feira, 19 de novembro de 2013 Ciência do esporte, Seleção brasileira | 14:18

Atletismo brasileiro fará mapeamento genético de 500 atletas

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José Antônio Fernandes, presidente da CBAt (esq.) e Antonio Carlos Gomes, superintendente de Alto Rendimento

José Antônio Fernandes, presidente da CBAt (esq.) e Antonio Carlos Gomes, superintendente de Alto Rendimento da entidade

Entre as diversas decisões tomadas no Fórum Técnico de Alto Rendimento de atletismo, realizado no último final de semana, em São Paulo, uma está voltada para a área de ciência esportiva, campo ainda pouco explorado no esporte do Brasil: a CBAT (Confederação Brasileira de Atletismo), em parceria com o Incor (SP), irá realizar um mapeamento genético de 500 atletas do país, tanto da elite quanto da base da modalidade. Segundo a entidade, nunca foi feita uma análise como essa reunindo tantos atletas de uma mesma modalidade.

“Nossa intenção é saber qual é o modelo biológico do nosso atleta. Precisamos saber quem são estes caras”, diz Antonio Carlos Gomes, superintendente de Alto Rendimento da CBAt. A idéia é começar as análises a partir de fevereiro de 2014.

“Poderemos, a partir deste estudo, saber as características específicas de nossos velocistas, fundistas, arremessadores e saltadores, fazendo comparações entre os atletas de primeira linha com os que estão na nossa base”, afirmou Gomes.

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sexta-feira, 15 de novembro de 2013 Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 14:37

Esquiva também se torna profissional e abre crise no boxe

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Crédito: Daniel Ramalho/AGIF/COB

Esquiva Falcão comemora a conquista da medalha de prata nas Olimpíadas de Londres

Pelo jeito, não há Bolsa Pódio que sossegue o boxe olímpico brasileiro. Nesta sexta-feira, a seleção brasileira da modalidade sofreu mais um duro golpe, com a decisão de Esquiva Falcão em se tornar lutador profissional. Ele assinou contrato com a empresa Top Rank, a mesma que gerencia a carreira do peso médio filipino Manny Pacquiao, um dos maiores boxeadores da atualidade e que já foi campeão mundial em seis categorias diferentes. Há a possibilidade de Esquiva fazer sua estreia (provavelmente na categoria peso médio) já no começo de 2014.

A profissionalização de Esquiva, medalha de prata nas Olimpíadas de Londres 2012, é a terceira grande baixa na equipe olímpica do Brasil, que já perdeu outro representante da família Falcão, Yamaguchi, bronze em Londres e que também se profissionalizou, e Adriana Araújo, essa excluída da seleção feminina por problemas de relacionamento com Mauro José da Silva, presidente da CBBoxe (Confederação Brasileira de Boxe).

Simplesmente os três medalhistas do boxe do Brasil nas últimas Olimpíadas não disputarão os Jogos de 2016, no Rio de Janeiro. Não se trata de uma infeliz coincidência.

>>> VEJA TAMBÉM: Ministério do Esporte tenta acordo de paz entre CBBoxe e Adriana Araújo

O mais irônico é que Esquiva Falcão acabou de ganhar medalha (bronze) no último Campeonato Mundial e  estava incluído na relação dos três atletas que receberiam o Bolsa Pódio do Ministério do Esporte (ao lado de Everton Lopes e Robenilson de Jesus) a partir de 2014. Yamaguchi também fazia parte da lista, assim como Adriana também, se ainda estivesse na seleção. Se o caminho da profissionalização no boxe precisa ser encarado até com certa naturalidade entre os amadores, a saída dos principais boxeadores brasileiros da seleção merece ser vista com alguma atenção.

Seria bom que a CBBoxe sobre tudo isso, em pleno início de ciclo olímpico para os Jogos do Rio de Janeiro, para tentar proteger seus melhores talentos da tentação (mais do justa) de passarem a competir como profissionais. Ou então resolver seus problemas internos rapidamente.

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