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Arquivo da Categoria Seleção brasileira

sábado, 16 de agosto de 2014 Olimpíadas, Seleção brasileira | 07:00

Saiba mais sobre as Olimpíadas da Juventude 2014 de Nanquim

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Começa nesta sábado, com a cerimônia de abertura marcada para as 9 horas (horário de Brasília), a segunda edição dos Jogos Olímpicos da Juventude, na cidade de Nanquim, na China. Evento voltado para atletas entre 15 e 18 anos, a competição organizada pelo COI (Comitê Olímpíco Internacional) teve sua primeira edição realizada quatro anos atrás, na cidade de Cingapura.

O objetivo é dar a primeira experiência olímpica aos atletas, ainda adolescentes, e transmitir conceitos ligados ao olimpismo, além de um programa de educação e cultura a todos os participantes. Ao todo, serão cerca de 3.500 atletas participantes, representando 204 nações.

Serão 12 dias de disputas esportivas (na abertura, dia 16, e no encerramento, dia 28, não serão realizadas competições), com 222 eventos de 28 modalidades. Além da presença do rúgbi e golfe, que passarão a integrar om programa olímpico em 2016, no Rio, os Jogos da Juventuide contam com eventos inéditos, como o basquete 3 x 3.

O Brasil disputará os Jogos com uma jovem delegação de promessas, entre eles Marcus Vinicius D’Almeida, 16 anos, nono colocado do ranking mundial do tiro com arco. Ao todo, o COB (Comitê Olímpico do Brasil) enviou uma delegação de 97 atletas em 24 modalidades, a segunda maior dos Jogos, perdendo apenas para a China, dona da casa.

Conheça abaixo todas as arenas e sedes dos eventos esportivos das Olimpíadas de Nanquim:

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domingo, 10 de agosto de 2014 Mundiais, Olimpíadas, Seleção brasileira | 22:41

Final de semana traz saldo positivo para quatro modalidades

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Isaquias Queiroz exibe a medalha de ouro após conquistar o bicampeonato mundial de canoagem velocidade, na prova C1 500 m, em Moscou

Isaquias Queiroz exibe a medalha após faturar o bi mundial de canoagem velocidade, na C1 500 m

Pelo menos quatro modalidades olímpicas terminaram o domingo com o saldo mais do que positivo, já de olho na preparação para as Olimpíadas do Rio de Janeiro, daqui a dois anos, Vela, canoagem velocidade, maratona aquática e vôlei feminino obtiveram grandes resultados em suas respectivas competições neste fim de semana. Vamos ao balanço:

Vela

Só o fato de ter ocorrido sem maiores sobressaltos o evento-teste na Baia de Guanabara nesta semana já seria um feito a ser comemorado. Mas a vitória da dupla Martine Grael e Kahena Kunze, na classe 49er FX, confirmou a boa fase das brasileiras, que são líderes do ranking mundial da Isaf (Federação Internacional de Vela) e  já despontam como sérias candidatas a brigar por medalha em 2016. Os favoritos Robert Scheidt e Jorge Zarif, que ficaram em quatro lugar respectivamente nas classes Laser e Finn, deixam a competição com sentimento de decepção, especialmente para Zarif, que viu a medalha escapar por conta de uma quebra no leme.

Maratona aquática

Ao vencer em Lac Megantic (Canadá) mais uma etapa da Copa do Mundo de maratona aquática, a brasileira Ana Marcela Cunha assegurou matematicamente o título da competição em 2014. Foi sua terceira vitória no circuito e precisa apenas largar na próxima etapa, na China, para referendar a conquista. Para completar, ela ainda viu seu companheiro de seleção brasileira, Allan do Carmo, também vencer a prova masculina e ficar próximo do título.

Canoagem

As imagens do sábado, com o baiano Isaquias Queiroz dentro da água, a apenas dez metros antes de cruzar a linha de chegada e ganhar o título mundial da prova de C1 1.000 m de canoagem velocidade, em Moscou, vão ficar para a história. Um erro inexplicável do canoísta brasileiro, que acabou desclassificado. Só que 24 horas depois ele conseguiu mostrar uma força psicológica fora do comum e venceu neste domingo a final da C1 500 m. Foi o bicampeonato mundial do baiano nesta prova, que não é olímpica, mas Isaquias mostrou que com um pouco mais de trabalho mental para encarar os momentos de pressão, poderá ser uma bela surpresa em 2016. Ele ainda terminou a competição com uma outra medalha, o bronze na C2 200 m (outra prova não olímpica), ao lado de Erlon de Souza.

Vôlei

Não que chegue a ser uma grande surpresa a boa performance da seleção brasileira feminina de vôlei, atual bicampeã olímpica, mas é digno de registro a campanha que a equipe comandada pelo técnico José Roberto Guimarães vem cumprindo na edição deste ano do Grand Prix. Após duas semanas de disputa, as brasileiras seguem invictas na competição, feito que pôde ser acompanhado de perto pelo torcedor de São Paulo neste final de semana, com as vitórias sobre Rússia, Coreia do Sul e EUA no Ginásio do Ibirapuera.

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quarta-feira, 6 de agosto de 2014 Histórias do esporte, Ídolos, Imprensa, Olimpíadas, Seleção brasileira, Vídeos | 09:00

Joaquim, um herói brasileiro

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Joaquim Cruz comemora a histórica vitória nos 800 m nos Jogos de Los Angeles, há exatos 30 anos

Joaquim Cruz comemora a histórica vitória nos 800 m nos Jogos de Los Angeles, há exatos 30 anos

Fosse o Brasil um país que tivesse de fato uma cultura olímpica enraizada na população e soubesse preservar de forma decente a memória do esporte, este 6 de agosto seria saudado com amplas reportagens nas páginas de jornais, TVs e sites especializados. E ainda seria pouco.

A correria dos tempos atuais, que reserva uma relevância cada vez menor à informação que realmente importa e onde ídolos de barro são criados a cada hora, provavelmente não permitirá que sejam prestadas as justas homenagens ao atleta que marcou para sempre na história do esporte brasileiro a data de 6 de agosto. Porque o feito de Joaquim Cruz, o único atleta deste país campeão olímpico em provas de pistas do atletismo, merece ser lembrado eternamente.

Felizmente, nem todos deixaram passaram a data de 30 anos da conquista da medalha de ouro nos 800 m, nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em branco. O programa Esporte Espetacular, da TV Globo, exibiu no último domingo, uma linda homenagem, em reportagem de autoria de Cesar Augusto. Foi emocionante ver o choro do próprio Joaquim ao entrar no Memorial Coliseum pela primeira vez desde aquela tarde inesquecível de 1984. Material de primeira qualidade e que ainda por cima trouxe de volta a narração do igualmente genial Osmar Santos.

Vale especialmente para as gerações mais novas, que não sabem ou fazem ideia do feito de Joaquim Cruz, então um garoto de 21 anos, nascido em Taguatinga (DF) e que desbancou um monstro das pistas chamado Sebastian Coe. De uma forma inteligente, controlando a prova o tempo todo, ficando sempre em segundo lugar, na cola do queniano Edwin Koech, durante 600 metros, para então fazer uma disparada incrível nos últimos 200m, em uma arrancada que vista ainda hoje é impressionante, deixando Coe, que levou a prata, no chinelo . O tempo de 1min43s00 tornou-se recorde olímpico.

Joaquim Cruz ainda conquistaria uma outra medalha olímpica – prata nos 800 m em Seul 1988 -, mas seu lugar na história do esporte brasileiro já estaria assegurado com a fenomenal vitória em Los Angeles. Hoje, se passar por qualquer rua em nossas grandes cidades, poucos serão os que o reconhecerão ou lhe darão o devido mérito. Para esses, eu deixo abaixo as imagens de um verdadeiro herói olímpico brasileiro.

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segunda-feira, 28 de julho de 2014 Olimpíadas, Política esportiva, Seleção brasileira | 18:30

Meta do Brasil precisa ser a de não virar a ‘Grécia de 2020’

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O judoca Ilias Iliadis, uma das seis medalhas de ouro da Grécia em 2004; Brasil precisa se organizar para nã repetir o exemplo greego em 2020

O judoca Ilias Iliadis, uma das seis medalhas da Grécia em 2004; Brasil precisa se cuidar para não repetir o exemplo greego em 2020

No post anterior, tratei de passagem do tema principal da entrevista coletiva promovida pelo COB (Comitê Olímpico Brasileiro), na última quarta-feira (23), sobre o planejamento da entidade visando os Jogos Olímpicos do Rio, em 2016. E os dirigentes voltaram a reafirmar a meta já anunciada ao final das Olimpíadas de Londres, em 2012, na qual vislumbram deixar o Brasil entre os dez primeiros do quadro final de medalhas, somando entre 27 e 30 pódios.

Considero esta uma meta muito ousada, especialmente para um país que somente agora parece estar começando a construir uma cultura poliesportiva (mas só começando!) e que em Londres 2012 alcançou seu melhor desempenho olímpico, com um total de 17 medalhas (apenas três de ouro).

Parte deste otimismo da cartolagem do COB  e do governo federal – principal mecenas do esporte brasileiro na última década, graças a leis de incentivo e financiamento de projetos esportivos – tem muito a ver com o ótimo resultado de diversas modalidades olímpicas na temporada de 2013, que viu a realização de vários campeonatos mundiais ou competições de primeiro nível renderem 27 medalhas.

Foi a melhor largada do Brasil em um ciclo olímpico, que compreende o período que vai do primeiro ano após uma olimpíada até a realização da edição seguinte. Que há uma evolução, isso é inegável, só tendo muita má vontade para não admitir isso. Mas bom senso não pode se confundido com pachequismo: parece-me improvável que os principais rivais do Brasil a um lugar no top 10 das medalhas em 2016 não irão evoluir tecnicamente nos próximos dois anos. É preciso aguardar um pouco mais antes de sair festejando.

Mas vamos fazer um exercício de imaginação otimista e admitir que, sim, o Brasil conseguirá alcançar a tal meta de 27-30 medalhas e ficar no top 10 ao final de 2016. Com isso resolveremos todos os problemas do esporte brasileiro? De forma alguma! A minha maior preocupação não é com o resultado do Brasil ao final do Rio 2016, mas sim com Tóquio 2020!

O maior desafio do COB e do ministério do Esporte será transformar os resultados esportivos positivos que serão obtidos daqui a dois anos em algo que se possa transformar num legado palpável para as próximas Olimpíadas. Sim, porque o próprio governo deverá tirar o pé nos investimentos oficiais após 2016 e caberá ao Comitê Olímpico Brasileiro o papel fundamental de não deixar a peteca cair.

O que o Brasil não pode, na verdade, é se transformar na “Grécia de 2020”. O país-sede dos Jogos de Atenas 2004 não é referência negativa apenas em relação à forma desorganizada que recebeu a competição, mas também do total despreparo em relação ao que faria com seus atletas quatro anos depois.

O levantamento abaixo reúne os quatro países que não estão entre os gigantes olímpicos, como EUA, Rússia, China e Alemanha, mas que organizaram edições dos Jogos nos últimos 26 anos: Coréia do Sul (Seul 1988), Espanha (Barcelona 1992), Austrália (Sydney 2000) e Grécia (Atenas 2004).

Os dados reúnem os desempenhos destes países em três edições (anterior, posterior e a dos próprios Jogos) olímpicas. Se por um lado fica claro ser quase impossível ao Brasil alcançar o padrão australiano em Tóquio 2020, me parece que com um mínimo de organização passará longe de ser transformar em uma nova Grécia. Confira:

Coreia do Sul

Los Angeles 1984
Colocação final e total de medalhas: 10º lugar, com 19 (6 Ouro/ 6 Prata/ 7 Bronze)

Seul 1988
Colocação final e total de medalhas: 4º lugar, com 33 (12 O/ 10 P/ 11B)

Barcelona 1992
Colocação final e total de medalhas: 7º lugar, com 29 (12 O/ 5 P/ 12B)

Espanha

Seul 1988
Colocação final e total de medalhas: 25º lugar, com 4 (1 O/ 1 P/ 2B)

Barcelona 1992
Colocação final e total de medalhas: 6º lugar, com 22 (13 O/ 7 P/ 2B)

Atlanta 1996
Colocação final e total de medalhas: 13º lugar, com 17 (5 O/ 6 P/ 6B)

Austrália

Atlanta 1996
Colocação final e total de medalhas: 7º lugar, com 34 (9 O/ 9 P/ 23 B)

Sydney 2000
Colocação final e total de medalhas: 4º lugar, com 58 (16 O/ 25 P/ 17 B)

Atenas 2004
Colocação final e total de medalhas: 4º lugar, com 50 (17 O/ 16 P/ 17 B)

Grécia

Sydney 2000
Colocação final e total de medalhas: 17º lugar, com 13 (4 O/ 6 P/ 3 B)

Atenas 2004
Colocação final e total de medalhas: 15º lugar, com 16 (6 O/ 6 P/ 4 B)

Pequim 2008
Colocação final e total de medalhas: 58º lugar, com 4 ( 2 P/ 2 B)

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quinta-feira, 24 de julho de 2014 Ciência do esporte, Olimpíadas, Seleção brasileira | 19:44

Trabalho psicológico do COB para 2016 precisa ser competente

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Nesta última quarta-feira, o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) chamou os jornalistas para uma entrevista coletiva, onde o tema principal foi falar sobre o planejamento da equipe brasileira que irá competir, na condição de anfitriã, nos Jogos Olímpicos de 2016,  no Rio.

O COB ficou preocupado com o efeito psicológico da Copa do Mundo em alguns jogadores da seleção,como Thiago Silva

O COB ficou preocupado com o efeito psicológico da Copa do Mundo em alguns jogadores da seleção brasileira, como Thiago Silva

Mas não irei, ao menos por enquanto, falar do tema que deu o chamado “lead” (expressão jornalística que define o assunto principal de um texto) da maioria absoluta das reportagens de sites e jornais que acompanhei, a respeito da (ousada, mas não impossível) meta de terminar na 10ª  colocação no quadro final de medalhas, com um total variando entre 27 e 30 pódios. Simplesmente porque é notícia velha, já anunciada pelo próprio COB durante as Olimpíadas de Londres, em 2012. Voltaremos, porém, a tratar disso em breve.

Por enquanto, prefiro me ater a outro assunto, igualmente comentado pelos dirigentes do COB na coletiva desta quarta: o apoio psicológico aos atletas brasileiros antese durante a competição.

Talvez as imagens ainda bastante vivas nas memórias de todos nós, da completa destruição  psicológica dos jogadores da seleção brasileira em várias partidas da última Copa do Mundo, especialmente a crise de choro do capitão da equipe Thiago Silva, antes da disputa de penaltis diante do Chile, tenha ligado o sinal de alerta na cartolagem e responsáveis pela área técnica do COB. Para um país que está a anos-luz de ter uma tradição multiesportiva, qualquer lágrima derramada fora de hora ou crise de ansiedade inesperada pode ser fatal para quem sonha ficar no top 10 do quadro de medalhas.

“Estamos trabalhando essa parte de preparação mental e emocional. Esse trabalho já vem ao longo de alguns anos. Em Londres 2012, trabalhamos com sete psicólogos dentro da equipe. Nesse momento, temos a área de psicologia e a área de coaching trabalhando com os atletas”, assegura Jorge Bichara, gerente geral de performance esportiva do COB, admitindo que os nervos em frangalhos do time de Felipão podem trazer ensinamentos aos atletas olímpicos brasileiros.

“A Copa do Mundo de futebol foi rica em experiências para todos nós. Estamos fazendo um estudo grande sobre como essa influência  aconteceu junto aos atletas, junto aos nosso treinadores, procurando potencializar o que aconteceu de positivo e neutralizar o que aconteceu de negativo”, teoriza Bichara.

De minha parte, só espero que o trabalho psicológico para 2016 seja muito melhor do que o de Londres 2012. Em várias oportunidades, ao conversar com atletas brasileiros eliminados de suas provas há dois anos, o que eu mais escutava eram as frases “senti a pressão”, “faltou preparo psicológico” ou “estava treinado, mas na hora não consegui fazer o combinado com o treinador”.

Pode até parecer desculpa de atleta para justificar a própria impossibilidade de superar alguém que é melhor tecnicamente, mas a verdade é que muitos atletas brasileiros simplesmente sucumbem diante de uma quadro de pressão excessiva. São raros aqueles que conseguem absorver toda aquela situação adversa e competir como se estivesse treinando. Foi o que fez Arthur Zanetti, ouro na ginástica artística, na prova das  argolas, com a tranquildade de um veterano.

E para comprovar que o peso do emocional não atinge somente os inexperientes, recordo aqui as palavras de Ana Luiza Ferrão, do tiro esportivo e com 38 anos em 2012, ao ficar na 38ª e última colocação da prova de pistola 25 metros. “É uma realidade totalmente diferente da qual eu estou acostumada. Aqui estão competindo medalhistas olímpicas, atletas que venceram competições internacionais importantes, isso tudo acaba pesando no final da sua prova”, disse para mim a major do exército.

Imagine cenas semelhantes ocorrendo daqui a dois anos, no Rio, com dezenas de atletas brasileiros que não estão acostumados aos holofotes da mídia, competindo em sua casa e sentindo-se obrigados a ajudar a “bater a meta”do COB e também do governo federal, porque não dizer, pois trata-se do grande caixa forte do esporte olímpico brasileiro nos últimos anos, com leis de incentivo e financiamento de projetos diversos.

Por isso, pense duas vezes antes de classificar como bobagem a história de apoio psicológico no esporte. O assunto é mais sério do que você imagina.

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segunda-feira, 17 de março de 2014 Ídolos, Isso é Brasil, Jogos de Inverno, Olimpíadas, Política esportiva, Seleção brasileira | 21:56

Laís Souza merecia mais do que uma ‘vaquinha virtual’

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Laís Souza se preparava para competir pelo Brasil quando sofreu o acidente

Laís Souza se preparava para competir pelo Brasil quando sofreu o acidente antes dos Jogos de Sochi

Neste último domingo, tão logo foi exibida no programa Esporte Espetacular, da TV Globo, uma reportagem sobre o lançamento de uma campanha de arrecadação de recursos pela internet para a atleta Laís Souza – que se recupera de grave acidente de esqui enquanto se preparava para os Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi – enviei um email para a assessoria de imprensa do COB (Comitê Olímpico Brasileiro). Afinal, segundo a reportagem, a entidade era a responsável pela criação da campanha.

À tarde, a assessoria do COB respondeu todas as perguntas, com bastante agilidade, diga-se de passagem. Mas como eu ainda tinha algumas dúvidas, fiz novos questionamentos nesta segunda-feira, que foram devidamente esclarecidos.

Tudo bem que no início da noite de hoje, a entidade soltou uma nota oficial contendo exatamente todos os pontos que eu havia levantado, mas isso é outra história…

Para conhecer o conteúdo completo da nota oficial do COB, clique aqui.

Em relação a todo este caso, que tem como pano de fundo a dramática batalha de uma jovem atleta de 25 anos para voltar a recuperar os movimentos das pernas e braços, creio que algumas considerações merecem ser feitas.

Louve-se que o COB esteja pagando todas as despesas do tratamento de Laís Souza no Jackson Memorial Hospital, em Miami, embora, segundo a entidade, não fosse sua obrigação, pois a então esquiadora ainda não fazia parte de uma delegação olímpica brasileira de fato; compreende-se a intenção do COB em arrecadar fundos para ajudar Laís a se autofinanciar em um futuro próximo, para que possa estudar e trabalhar; por fim, nada mais natural a preocupação da entidade em adquirir equipamentos que a atleta precisará para sua nova rotina, como cadeira de rodas especial, equipamento para comunicação sem digitação e adaptação de sua residência.

O problema é que pega mal, muito mal, uma entidade com os recursos que possuí o COB apelar para uma campanha de arrecadação pela internet para cobrir todas estas despesas. Muito mal mesmo. Ainda mais em um período de escândalos no esporte olímpico brasileiro.

Não levanto aqui a bandeira do assistencialismo populista. Mas é que não dá para aceitar que com os recursos que estão à disposição atualmente, especialmente oriundos da Lei Agnelo/Piva, o COB não consiga destinar uma parte para custear não apenas o caro tratamento, mas esta importante fase de adaptação que Laís terá pela frente nos próximos anos. E que mais breve que do que possamos imaginar, ela esteja de volta à rotina, independentemente de sua condição física.

O fato é que Laís Souza merecia dos dirigentes brasileiros muito mais de uma ‘vaquinha virtual’.

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quinta-feira, 13 de março de 2014 Ídolos, Jogos de Inverno, Seleção brasileira | 23:50

A imagem do dia

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Laís Souza, ao lado dos médicos e fisioterapeutas, no hospítal da Universidade de Miami

Laís Souza, ao lado dos médicos e fisioterapeutas, no hospítal da Universidade de Miami, onde se recupera do acidente de janeiro

Tocante a imagem que já foi exibida à exaustão pelos principais portais, telejornais e redes sociais, mostrando a primeira foto da atleta Laís Souza no Jackson Memorial Hospital, da Universidade de Miami (EUA), onde se recupera do gravíssimo acidente sofrido enquanto esquiava, no final de janeiro. A ex-ginasta, que iniciava uma carreira nos esportes de inverno, aguardava a realocação de vagas para poder participar das Olimpíadas de Sochi.

Ao lado dos médicos que acompanham sua recuperação (entre eles o brasileiro Anonio Marttos Jr) e fisioterapeutas, Laís impressiona pelo semblante tranquilo e também confiante, apesar da gravidade de seu quadro, no qual não apresenta movimentos nos membros inferiores e apenas move os ombros.  Esse drama todo, porém, parece não desanimá-la.

>>> Relembre: O dia em que um 20º lugar valeu mais do que um 1º

“Primeiramente gostaria de agradecer a torcida e o carinho de todos que estão rezando por mim. Estou me sentindo melhor e preparada para encarar o que vem pela frente. Continuem torcendo. Beijos”, afirmou Lais, em comunicado divulgado pelo COB.

A coragem de Laís Souza é um exemplo a todos.

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sábado, 8 de março de 2014 Almanaque, Ídolos, Listas, Mundiais, Seleção brasileira | 17:41

Duda, um bicampeão que gosta de fortes emoções

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Duda assegurou o bicampeonato mundial apenas no último salto

Duda assegurou o bicampeonato mundial apenas no último salto na Polônia

O paulista Mauro Vinícius da Silva, o Duda, que entrou para a história do atletismo do Brasil ao tornar-se neste sábado o primeiro bicampeão mundial indoor (pista coberta), na prova do salto em distância, em Sopot (Polônia), certamente deve apreciar aqueles passeios “com emoção”, que são feitos nas dunas de Natal e Fortaleza, com os carros descendo em alta velocidade, para desespero dos turistas. Brincadeira à parte, só isso explica o que esse rapaz fez no Campeonato Mundial de Sopot, na Polônia, tanta na qualificação quanto na final.

Veja também sobre o Mundial indoor

>>> De olho no Mundial, atletismo do Brasil larga bem em 2014

Na sexta-feira, ele passou no sufoco, ao cravar o salto de 8,02 m na terceira e última tentativa. Parecia estar sofrendo os efeitos das lesões que o atormentaram no ano passado e no início deste ano, como revelou ao iG Esporte. Quase ficou fora da final. E neste sábado, quando ocupava apenas o quinto lugar, partiu para o último salto tendo como melhor marca 8,06 m e cravou o incrível salto dse 8,28 m, superando o chinês Jinzhe Li, que liderava a prova até então e que tinha 8,23 m como melhor marca.

Duda, vai gostar de emoção forte assim lá em Sopot!

Confira abaixo todas as 15 medalhas do Brasil na história dos Mundiais indoor de atletismo:

Medalha de Ouro

José Luiz Barbosa (800 m) – 1min47s49 – Indianápolis 1987, Estados Unidos
Fabiana Murer (salto com vara) – 4,80 m – Doha 2010, Catar
Mauro Vinícius da Silva (salto em distância) – 8,23 m – Istambul 2012, Turquia
Mauro Vinícius da Silva (salto em distância) – 8,28 m – Sopot 2014, Polônia

 Medalha de Prata

José Luiz Barbosa (800 m) 1min45s55 – Budapeste 1989, Hungria
Jadel Gregório (salto triplo) 17,43 m – Budapeste 2004, Hungria
Jadel Gregório (salto triplo) 17,56 m – Moscou 2006, Rússia
Maurren Maggi (salto em distância) 6,89 m – Valência 2008, Espanha
Revezamento Masculino* (Medley) 3min16s11 – Toronto, Canadá

Medalha de Bronze

João Batista Eugênio da Silva (200 m) 21s19 – Paris 1985, França
Robson Caetano da Silva (200 m) 20.92 – Indianápolis 1987, Estados Unidos
Maurren Maggi (salto em distância) 6,70 m – Birmingham 2003, Grã-Bretanha
Osmar Barbosa dos Santos (800 m) 1min46s26 – Budapeste 2004, Hungria
Fabiana Murer (salto com vara) 4,70 m – Valência 2008, Espanha
Keila Costa (salto em distância) 6,63 m – Doha 2010, Catar

*Gilmar da Silva Santos (800 m), André Domingos da Silva (200 m), Sidnei Teles de Souza (200 m), Eronilde Nunes de Araújo (400 m)

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quarta-feira, 5 de março de 2014 Jogos Sul-Americanos, Pan-Americano, Seleção brasileira | 19:32

Jogos Sul-Americanos valem muito para 12 esportes

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Jogos Sul-AmericanosPara muitos, os Jogos Sul-Americanos, que começam oficialmente nesta sexta-feira em Santiago, no Chile, tem pouca ou quase nenhuma serventia. Para o COB (Comitê Olímpico Brasileiro), não é bem assim. A competição servirá de primeiro teste que a entidade pretende dar a alguns atletas sem rodagem internacional em competições poliesportivas, bem como mostrar a força de algumas modalidades, que enviarão à capital chilena algumas de suas principais estrelas.

Mas para algumas modalidades, estes Jogos Sul-Americanos valem bastante. Será em Santiago que ocorrerá a definição de vagas para o evento esportivo mais importante das Américas, o Pan-Americano de 2015, que será realizado em Toronto. Estarão em jogo no Chile vagas para os torneios de boliche, caratê, esqui aquático (modalidades exclusivas do Pan), além de ser classificatório para esportes olímpicos como o handebol, hipismo (saltos e adestramento), judô, luta olímpica, pentatlo moderno, hóquei na grama, rúgbi e triatlo.

No handebol feminino, por exemplo, o Brasil terá 11 jogadoras que foram campeãs mundiais na Sérvia no final de 2013, enquanto que Yane Marques, medalhista de bronze em Londres 2012 no penatlo, também marcará presença no Chile.

Na natação, haverá uma motivação extra além da briga pelas medalhas: os Jogos Sul-Americanos servirão de primeira oportunidade para os integrantes da delegação brasileira conseguirem o índice para a disputa do Pan-Pacífico, principal competição do calendário 2014 na natação. Thiago Pereira, medalhista no Mundial 2013 e em Londres 2012, já avisou que pretende cravar o índice nos 200 m medley, sua prova favorita, ainda em Santiago.

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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014 Jogos Sul-Americanos, Seleção brasileira | 10:00

COB usará Jogos Sul-Americanos para fazer experiências

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Jogos Sul-AmericanosCompetição de segundo escalão entre os esportes olímpicos, os Jogos Sul-Americanos de 2014, que terão como sede a cidade de Santiago (CHI), a partir do próximo dia 7 de março, servirão como uma espécie de laboratório para o COB (Comitê Olímpico Brasileiro). Em pleno ciclo olímpico para os Jogos do Rio 2016, a entidade usará o evento para dar mais rodagem a jovens atletas que nunca tiveram experiência em um competição de nível poliesportivo internacional. Ao mesmo tempo, levará algumas de suas estrelas, que poderão ajudar a ampliar o número de medalhas ao final da competição. Nas duas últimas edições (2006 e 2010), o Brasil ficou na segunda colocação no quadro geral de medalhas.

Segundo Jorge Bichara, gerente geral de performance esportiva do COB, para algumas modalidades os Jogos Sul-Americanos são uma competição interassante do ponto de vista esportivo. “Esportes que tenham a questão do tempo como parâmetro para avaliar a performance poderão aproveitar melhor sua participação nesta competição”, afirmou. Há até modalidades que terão os Sul-Americanos como seletiva para o Pan-Americano de Toronto 2015. É o caso do pentatlo moderno, que terá a presença da medalhista olímpica em Londres 2012, Yane Marques.

Também demonstraram a intenção de levar equipes completas o boxe e o taekwondo, segundo Bichara. Já o atletismo e a natação deverão enviar equipes mistas, alternando novatos com atletas consagrados. No caso do atletismo, várioas atletas da seleção principal irão a Santiago, como Mauro Vinícius da Silva, o Duda, Ana Cláudia Lemos e Fabiana Murer, campeã mundial do salto com vara. O handebol feminino, por exemplo, contará com a presença de várias atletas que foram campeãs mundiais em dezembro, na Sérvia.

Alguns esportes, contudo, disseram não aos Jogos. É o caso do basquete, que abriu mão de mandar equipes para disputar os torneios masculino e feminino, alegando que não teria como desfalcar os clubes participantes das respectivas ligas nacionais.

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