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Arquivo da Categoria Seleção brasileira

sábado, 10 de setembro de 2011 Listas, Olimpíadas, Seleção brasileira | 21:29

Os brasileiros classificados para Londres 2012

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Marcelinho Huertas vibra coma vitória e a vaga do Brasil em Londres 2012

Atualizado em 10/09/2011

Ao derrotar a República Dominicana por 83 a 76, no Pré-Olímpico de Mar del Plata, a seleção brasileira masculina de basquete quebrou um jejum de 16 anos e garantiu sua classificação para os Jogos Olímpicos de Londres 2012. A última vez que o basquete brasileiro participou das Olimpíadas foi nos Jogos de Atlanta, em 1996.

Total de atletas brasileiros garantidos para Londres 2012: 64

Basquete

Modalidade masculino (12 atletas)
Data e local em que garantiu a vaga: 10/09/2011, com a vitória da seleção brasileira sobre a república Dominicana, por 83 a 76, nas semifinais do Torneio Pré-Olimpico de Mar del Plata

Ciclismo

Modalidade Estrada (1 atleta)
Data e local em que garantiu a vaga: 8/05/2011, com a vitória de Gregolry Panizo no Campeonato Pan-Americano de ciclismo, em Antioquia (Colômbia)

Futebol

Modalidade feminino (18 atletas)
Data e local em que garantiu a vaga: 21/11/2010, ao vencer o Chile na decisão do Campeonato Sul-Americano do Equador

Modalidade masculino (18 atletas)
Data e local em que garantiu a vaga: 13/02/2011, ao vencer o Uruguai na rodada final do Campeonato Sul-Americano do Peru

Hipismo

Modalidade saltos – Equipe (5 atletas)
Data e local em que garantiu a vaga: 6/10/2010, ao ficar em quarto lugar durante o Mundial de Kentucky (EUA)

Judô

Sarah Menezes – categoria Ligeiro (até 48 kg)
Data e local em que garantiu a vaga: 23/08/2011, ao ficar com a medalha de bronze no Mundial de Paris

Leandro Cunha – categoria Meio-leve (até 66 kg)
Data e local em que garantiu a vaga: 23/08/2011, ao ficar com a medalha de prata no Mundial de Paris

Maratona aquática

Prova dos 10km feminino (1 atleta)
Data e local em que garantiu a vaga: 19/07/2011, com o sexto lugar de Poliana Okimoto no Mundial de Esportes Aquáticos em Xangai (China)

Natação

Revezamento 4 x100m livre (4 atletas)
Data e local em que garantiu a vaga: 24/07/2011, com o 9º lugar da equipe masculina, formada por Bruno Fratus, Nicolas Oliveira, Marcos Macedo e Marcelo Chierighini, no Mundial de Esportes Aquáticos em Xangai (China)

Taekwondo

Diogo Silva – categoria até 68kg
Data e local em que garantiu a vaga: 1º/07/2011, ao ficar com a medalha de bronze no Pré-Olímpico de Baku, no Azerbaijão

Tiro esportivo

Modalidade Pistola 25m feminino – Ana Luiza Mello
Data e local em que garantiu a vaga: 20/11/2010, ao conquistar a medalha de ouro no Campeonato das Américas, no Rio de Janeiro

Modalidade Fossa Olímpica Double – Felipe Fuzaro
Data e local em que garantiu a vaga: 24/11/2010, ao conquistar a medalha de ouro no Campeonato das Américas, no Rio de Janeiro

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Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 21:08

Um sonho que demorou 5.858 dias para se realizar

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Tiago Splitter se emociona ao comemor a vaga olímpico com Marcelinho Huertas

Quem gosta de basquete, em especial do basquete do Brasil, viu muita coisa acontecer por aqui desde o dia 27 de agosto de 1995. Por exemplo:

1) O  fim de carreira de um dos maiores cestinhas do basquete mundial chamado Oscar Schmidt;

2) A chegada ao poder na CBB (Confederação Brasileira de Basquete) de Gerasime Boziks, o Grego, talvez uma das maiores tragédias para a história do basquete nacional;

3) Vimos uma Liga Independente ser criada, por causa da incompetência da CBB, e depois fracassar em sua tentativa de emplacar no cenário nacional;

4) Tivemos o vexame de ver um Campeonato Nacional não terminar também por incompetência dos dirigentes;

5) Incontáveis e sofridas derrotas em Campeonatos Mundiais e Torneios Pré-Olímpicos;

6) Vimos até um jogador a se recusar a entrar em quadra num Pré-Olímpico, Nezinho, em Las Vegas-2007;

7) Vimos inúmeros pedidos de dispensa de jogadores renomados, como Nenê e Leandrinho, e de outros menos badalados, pelas mais variadas justificativas;

Vimos, por fim, o basquete masculino do Brasil tornar-se motivo de chacota e piada de torcedores e até mesmo entre seus fãs.

Neste sábado, 5.858 dias depois daquele 27 de agosto de 1995, quando derrotou o Canadá e se classificou para as Olimpíadas de Atlanta-96, o basquete masculino do Brasil voltou aos Jogos Olímpicos.

Até que enfim!

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Mundiais, Olimpíadas, Seleção brasileira | 15:04

Vaga olímpica de Yane Marques ficará para o Pan 2011

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Yane Marques participa da prova de evento combinado tiro/corrida

Ainda não foi desta vez que a brasileira Yane Marques, terceira melhor do mundo no pentatlo moderno, conseguiu garantir seu lugar nos Jogos Olímpicos de Londres, no ano que vem. Neste sábado, ele disputou a final do Mundial da modalidade – composta pela disputa de provas de hipismo, natação, esgrima e o evento combinado tiro/corrida – em Moscou (RUS), terminando na sétima colocação. Como apenas as três primeiras colocadas se classificaram para as Olimpíadas, Yane ficou sem carimbar seu passaporte já neste sábado.

Agora, a atleta pernambucana tentará assegurar sua classificação olímpica nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, a partir de 14 de outubro, quando Yane defenderá seu título, após ter conquistado a medalha de ouro no Pan do Rio, em 2007.

A campeã mundial no pentatlo feminino foi a ucraniana Victoria Tereshuk, seguida da húngara Sarotta Kovacs (prata) e a lituana Laura Asadauskaite (bronze. Na sétima posição, Yane somou 5.364 pontos em sua participação no Mundial, assim divididos em cada modalidade: 856 na esgrima (11º lugar); 1.204 na natação (6º); 1.160 no hipismo (12º); e 2.144 no evento combinado (23º).

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sexta-feira, 9 de setembro de 2011 Isso é Brasil, Paraolimpíadas, Seleção brasileira | 15:57

Doping no Brasil ataca até no esporte paraolímpico

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Estava até estranhando a falta de notícias sobre doping no esporte brasileiro. Eis que o CPB (Comitê Paraolímpico Brasileiro) anuncia nesta sexta-feira o caso de teste positivo de Sandro Alves da Silva, do levantamento de peso, que no último dia 28 de maio foi flagrado no exame antidoping com a substância Metilhexanoamina, durante a etapa regional do Circuito Loterias Caixa Brasil de halterofilismo, em Brasília.

O Tribunal Disciplinar do CPB já anunciou que o atleta está suspenso por seis meses a partir da data do exame positivo e que todos os resultados obtidos por Sandro Alves da Silva desde então estarão anulados.

É mais um caso de doping no esporte brasileiro. E o pior, justamente numa categoria de atletas que carrega uma imagem altamente positiva para o grande público, em razão da força de superação exibida por todos eles nas competições.

Com certeza, um caso como este não contribuí em nada para a boa imagem do esporte paraolímpico brasileiro.

PS: para efeito de registro, vale relembrar aqui os principais casos de doping do esporte brasileiro em 2011, sendo o mais rumoroso deles o do nadador Cesar Cielo, que acabou absolvido pea CAS (Corte Arbitral do Esporte) e pôde competir no Mundial de Xangai, onde conquistou duas medalhas de ouro

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quarta-feira, 7 de setembro de 2011 Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 23:28

Comemorar sim, revanchismo não!

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O pivô Rafael Hettsheimeir, o grande destaque da histórica vitória do Brasil sobre a Argentina

Muito difícil, para os basqueteiros de plantão, conter a alegria pela incrível vitória da seleção brasileira masculina nesta quarta-feira, sobre a Argentina, pela Torneio Pré-Olímpico de Mar del Plata. O triunfo desta noite, por 73 a 71, representou o fim de um verdadeiro martírio que já durava 16 anos de sofridas derrotas para os argentinos em competições de alto nível.

A última delas tive o prazer de acompanhar ao vivo, na primeira fase do Pré-Olímpico de 1995, também na Argentina. É verdade que o Brasil andou batendo vez ou outra a Argentina desde então, mas foram vitórias obtidas em torneios de menor expressão e com as duas equipes desfalcadas de seus principais talentos. Pra valer, em jogo decente, fazia 16 anos que os argentinos só deitavam e rolavam sobre os brasileiros.

Isto posto, duas coisas precisam ficar claras:

1)  Que os jogadores e torcedores curtam muita esta vitória, mas que tenham em mente uma coisa: de nada terá adiantado este triunfo histórico, se no sábado, na semifinal do Pré-Olímpico, o Brasil voltar a ter um de seus habituais apagões e perder para um adversário que será definido na rodada desta quinta-feira. O jogo que vale vaga para as Olimpíadas de Londres 2012 é no sábado;

2) Na verdadeira catarse coletiva que virou o Twitter após a vitória do Brasil, pude pescar diversas mensagens – algumas até de gente graúda do esporte brasileiro – detonando de forma irônica o armador Leandrinho Barbosa e o pivô Nenê Hilário, os dois jogadores que pediram dispensa de defender a seleção no Pré-Olímpico. Mesmo incomodado com a decisão dos dois, eu desconheço os bastidores que os  levaram a tomar tal atitude.

O próprio Arthur Barbosa, irmão de Leandrinho, escreveu para este blog relatando uma história bem diferente do que contou a CBB (Confederação Brasileira de Basquete) no episódio da dispensa do atual armador do Flamengo e do Toronto Raptors. Por isso, acho prudente que todos contenham o tom de revanchismo e deixem o tempo cuidar de ajeitar as coisas. Até porque ninguém pode abrir mão, em sã consciência, de um pivô como Nenê, se o sujeito estiver a fim de jogar, não é mesmo?

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Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 08:16

Acredite: os argentinos já foram fregueses no basquete

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Jogadores da Argentina comemoram o título olímpico de 2004, em Atenas

Em 1990, boa parte dos leitores deste blog ainda tomava leite na mamadeira e usava fraldas quando foi realizado o Campeonato Mundial masculino de basquete na Argentina. Incrível como 21 anos podem fazer a diferença em em algumas coisas. Pois foram estas duas décadas que transformaram o basquete da Argentina, que naquele 1990 terminou em um modesto oitavo lugar (duas vitórias em oito jogos), numa das potências atuais da modalidade.

Ao mesmo tempo, estes 21 anos deixaram a seleção brasileira masculina – que se não vivia mais a época de ouro dos anos 60, ao menos se classificava para as Olimpíadas – viver a maior de resultados de sua história. O mais irônico de tudo isso é que a Argentina sempre foi uma freguesa de caderneta do basquete brasileiro. E tudo isso começou a mudar justamente a partir de 1990.

O maior clássico da modalidade na América Sul, que acontecerá nesta quarta-feira, em Mar del Plata, pelo Pré-Olímpico das Américas, mais uma vez trará uma velha questão à tona: por que estes caras são melhores do que nós  hoje em dia?

A primeira resposta, óbvia, de que a atual geração argentina tem mais talentosa do que a brasileira, é simplista demais. Não que não seja verdadeira, é claro. Mas se Ginobili, Scola e Cia são superiores a Splitter, Giovannonni, Alex etc, o segredo deste sucesso não se encontra apenas dentro da quadra.

Para começar, naquele mesmo ano de 1990 a Argentina criou sua liga nacional, que tem atualmente 16 clubes, disputada em turno, returno e playoffs.  Com direito a duas divisões de acesso. O Brasil só foi ter uma liga decente em 2009, com a criação do NBB (Novo Basquete Brasil), que ainda não sinaliza a criação de uma divisão de acesso nos moldes que existem em várias partes do planeta.

Além de contar com uma estrutura interna de suas competições melhor que o existe por aqui, a Argentina ainda conta com forte e amplo trabalho de descoberto de novos talentos, espalhado por todo o país. Aqui, por mais que a CBB (Confederação Brasileira de Basquete) divulgue clínicas e mais clínicas para buscar novos jogadores, os resultados ainda são muito modestos. O resultado se vê nos campeonatos continentais de base, onde os meninos da Argentina derrotam os do Brasil invariavelmente, com uma ou outra conquista brasileira isolada.

E por fim, talvez o mais importante, a filosofia de jogo. O basquete argentino atual consegue aliar com quase perfeição o talento individsual com uma incrível disciplina tática, num conceito tático onde não se dá espaço para erros tolos. Já o Brasil caminha para tentar mudar aquele velho estilo da correria sem sentido e o eterno aremesso de 3 pontos, consagrado na era do último grande craque brasileiro, Oscar Schmidt. E para mudar tudo isso,  foi beber exatamente na fonte do rival, ao trazer o técnico argentino Rúben Magnano, responsável pelo título olímpico da seleção argentina em 2004, nos Jogos de Atenas.

É claro que Magnano não teve tempo de mudar 21 anos de erros e falta de planejamento que ocorreram no basquete do Brasil. Nem sei se ele conseguirá fazer o Brasil ter sucesso em sua tentativa de voltar às Olimpíadas de Londres ainda neste Pré-Olímpico. Mas me parece que sob o seu comando, além de contar com todos os seus melhores jogadores (sem as já famosas abstenções de Nenê e Leandrinho), será o único caminho para que o Brasil volte a encarar a Argentina, se não como freguesa, ao menos como um rival que é possível ser batido.

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terça-feira, 6 de setembro de 2011 Mundiais, Olimpíadas, Seleção brasileira | 11:37

De olho em Londres 2012, mundiais agitam esporte olímpico

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Yane Marques, melhor atleta brasilera no pentatlo moderno, disputará o Mundial em Moscou a partir da próxima sexta-feira

O calendário de mundiais envolvendo esportes olímpicos para o Brasil não se encerrou no último domingo, com o final do Mundial de atletismo, em Daegu (Coreia do Sul) e do Mundial de remo, em Bled (Eslovênia), que reservaram dois momentos de festa para o Brasil, com os ouros de  Fabiana Murer no salto com vara e de Fabiana Beltrame, no single skiff light. Para outras três modalidades, esta será a semana mais importante no ano. E o que é mais importante: todos valendo vaga nas Olimpíadas de 2012.

Começou nesta última segunda-feira, em Belgrado (Sérvia), o Mundial de tiro esportivo, modalidade tiro rápido, com encerramento previsto somente no próximo dia 14. O Brasil está representado com uma delegação de oito atletas: Eduardo Correa (fossa olímpica), José Pedro Costa (fossa olímpica), Filipe Fuzaro (fossa double), Luiz Fernando Graça (fossa double), Guilherme Maurina (fossa olímpica), Lamberto Ramenzoni (fossa olímpica), Janice Teixeira (fossa olímpica) e Wilson Jun Zocolote (skeet). O campeão mundial de cada prova em Belgrado garantirá vaga nas Olimpíadas de Londres, no ano que vem. Destes, somente Filipe Fuzaro já garantiu classificação para Londres, por ter conquistado o Campeonato das Américas em 2010.

Outro evento que também poderá dar vaga nas próximas Olimpíadas começa nesta quinta-feira: será o Mundial de pentatlo moderno, que será realizado em Moscou (Rússia). A semifinal individual feminina será na própria quinta (8), enquanto que a semifinal individual masculina acontecerá no dia seguinte. As decisões dos títulos individuais estão marcadas para sábado (feminino) e domingo (masculino). No dia 12 está prevista a prova mista; em seguida (13) será a vez do revezamento feminino e por fim, no dia 14, será a vez do revezamento masculino.

A seleção brasileira em Moscou será formada por Felipe Nascimento, Luis Magno, Wagner Romão, William Muinhos, Priscila Oliveira e Yane Marques, a melhor brasileira classificada no ranking mundial (3º lugar). Estarão em jogo neste Mundial seis vagas para Londres 2012 (três no masculino e três no feminino).

Por fim, começa na próxima segunda-feira (12), em Istambul (Turquia) o Campeonato Mundial de luta olímpica. A equipe brasileira embarca nesta quinta-feira, com uma delegação composta por dez atletas, que irão competir nas modalidades de luta livre, greco-romana e luta feminina. Além de brigar por um título mundial, os brasileiros estão de olho em vagas para Londres 2012. E as chances de classificação são bastante razoáveis, pois estarão classificados os seis primeiros colocados em cada categoria.

A equipe brasileira que competirá na Turquia é a seguinte: greco-romana – Diego Romanelli (até 60 kg) e Marcelo Gomes (até 84 kg); livre masculino – Daniel Malvino (até 74 kg), Adrian Jaoude (até 84 kg), Diego Rodrigues (até 96 kg) e Antoine Jaoude (até 120 kg); livre feminino – Joice Silva (até 55 kg), Camila Fama (até 59 kg), Dailane Gomes (até 63 kg) e Aline Ferreira (até 72 kg).

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terça-feira, 30 de agosto de 2011 Ídolos, Imprensa, Mundiais, Seleção brasileira | 13:39

Ouro de Fabiana Murer começou a ser desenhado em 2009

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Fabiana Murer exibe a bandeira brasileira para comemorar o inédito título mundial no salto com vara

A brilhante conquista de Fabiana Murer nesta terça-feira, ao ficar com a medalha de ouro no salto com vara do Campeonato Mundial de atletismo em Daegu – a primeira de um atleta brasileiro, homem ou mulher, na história da competição – começou a ser construída, na verdade, há dois anos, antes do Mundial de Berlim, em 2009.

Numa entrevista com a atleta e que foi tema da coluna Diário Esportivo, que eu assinava no “Diário de S. Paulo”, Fabiana Murer já planejava que para ficar com a medalha de ouro em um Mundial, algo na época considerado um feito quase impossível, diante de uma russa Elena Isinbayeva até então imbatível, precisaria saltar pelo menos 4m80. Na época, esse era o recorde sul-americano, que pertencia a ela mesma (hoje a marca é justamente de 4m85, o salto que lhe rendeu o ouro).

“A partir desta marca, é possível pensar em lutar por medalha. Não é possível assegurar que vou ganhar saltando isso, mas fico na briga” disse Murer, na coluna publicada no “Diário”, em 6 de março de 2009.

E pensar que pouco mais de dois anos depois, ela superou sua própria expectativa para entrar na história do atletismo brasileiro. Mais bacana ainda foi o fato de ter sido a conquista de uma atleta do bem, que passa longe dos choros histéricos ou atitudes marqueteiras de olho na opinião publica.

Se alguém mereceria esta medalha, esse alguém era Fabiana Murer.

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segunda-feira, 29 de agosto de 2011 Histórias do esporte, Imprensa, Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 23:51

O foca, o fumante e o sufoco

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O basquete masculino brasileiro começa nesta terça-feira, em Mar Del Plata (Argentina), mas uma tentativa de retornar aos Jogos Olímpicos, com a disputa do Torneio Pré-Olímpico. E esta estreia, diante da Venezuela, me faz vir à mente duas edições do Pré-Olímpico que acompanhei pessoalmente, em 1984, no Ginásio do Ibirapuera, e o de 1995, na mesma Argentina, só que nas cidades de Tucuman e Neuquén.

Em 84, o Brasil foi escolhido para receber a sede da competição eliminatória para os Jogos Olímpicos de Los Angeles. Ainda estava na faculdade, mas trabalhava como estagiário na “Rádio Gazeta”, em São Paulo, quando foi escalado para participar da cobertura do evento. Era a minha primeira cobertura fora da redação e estava naturalmente empolgado.

Na verdade, empolgado até demais. Após uma das partidas em que o Brasil não tinha jogado bem, apesar de ter vencido o jogo. Então, eis que o foca aqui (jargão jornalístico para jornalista inexperiente) chegou todo afobado no primeiro jogador que apareceu pela frente para repercutir a atuação ruim da seleção. Não me lembro mais como foi a pergunta, só sei que o então pivô Marquinhos (o entrevistado) me passou tamanha descompostura (sem ofender, é bom dizer) que confesso ter ficado com vergonha e não usei a gravação.

Onze anos depois e bem mais experiente, eis que outro Pré-Olímpico surgiu em minha vida. Escalado pelo “Diário Popular” (hoje “Diário de S. Paulo), fui acompanhar a campanha brasileira em Tucuman e Neuquén, na Argentina. Em 1995, estavam de volta à seleção os veteranos afastados no Mundial de 1994, quando o Brasil deu um vexame e ficou em 11º no Mundial do Canadá. Entre os que voltavam à equipe, ninguém menos do que Oscar Schmidt, ainda em plena forma, além do técnico Ary Vidal, refazendo a parceria que rendeu à seleção o título do Pan-Americano de 1987, em Indianápolis

Oscar Schmidt foi fundamental na campanha do Pré-Olímpico de 95

Mas nem mesmo com Oscar estava sendo capaz de colocar a seleção nos eixos. Na fase final do torneio, em Neuquén, um dia após uma derrota para o Canadá, o Brasil estava praticamente eliminado dos Jogos Olímpicos de Atlanta. No dia seguinte, ao lado de outros jornalistas brasileiros, cheguei ao ginásio para acompanhar a partida entre Uruguai e Cuba, pela última rodada. Os uruguaios vinham fazendo uma ótima campanha e se batessem os cubanos (que não tinha mais chance de classificação e só cumpria tabela), ficariam com a mão na vaga e já eliminariam o Brasil.

Eis que chegamos à tribuna de imprensa, no local destinado aos jornalistas brasileiros e quem estava na tribuna? Ary Vidal. Ele disse que não conseguiria esperar o resultado no hotel e decidiu chegar antes da delegação. E começamos a ver algo que parecia impossível: o Uruguai jogando sua pior partida no torneio, enquanto que Cuba acertava todas as bolas.  A cada cesta de Cuba, Vidal acendia freneticamente um cigarro atrás do outro (sim, em 1995 ainda se podia fumar nos ginásios, ao menos em Neuquén).

Só sei que Cuba venceu por 20 pontos de vantagem (109 a 89), justamente o resultado que eliminaria o Uruguai e classificava o Brasil para as semifinais, para alívio de Ary Vidal, que praticamente consumiu todo o seu maço de cigarros.

Que o Brasil tenha sorte neste Pré-Olímpico de Mar Del Plata.

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quarta-feira, 24 de agosto de 2011 Imprensa, Mundiais, Olimpíadas, Seleção brasileira | 23:33

A prata de Rafaela Silva e o blogueiro "Mãe Dinah"

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Rafaela Silva no pódio do Mundial de Judô, em Paris, com sua medalha de prata

A brilhante conquista da judoca Rafael Silva, que nesta quarta-feira conquistou a medalha de prata na categoria leve (até 57 kg), no Mundial de Judô, que está sendo realizado em Paris (FRA), acabou servindo de gancho para que eu desenterrasse um post publicado em meu antigo blog, o “Blog do Laguna“, atualmente desativado desde que este “Espírito Olímpico” entrou no ar. Em 20 de fevereiro deste ano, escrevi um post justamente sobre Rafaela, que havia vencido a etapa de Dusseldorf (ALE), válida pela Copa do Mundo. E o blogueiro até se meteu a fazer um exercício de futurologia.

Da Cidade de Deus para Londres?



Dona do melhor resultado do judô brasileiro no Grand Prix de Dusseldorf (Ale), neste último sábado, a jovem carioca Rafaela Silva, campeã na categoria 57kg, foi revelada pelo Instituto Reação, fundado pelo medalhista olímpico Flavio Canto. Localizado na favela de Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, o Instituto Reação representou uma mudança radical na vida de Rafaela. Até os oito anos, ela era muito brigona e seu pai viu no judô uma forma da garota ocupar sue tempo livre.

Campeã mundial junior de 2008, já havia sido campeã da etapa de Madri da Copa do Mundo de 2009. Aos 18 anos, ocupa a 26ª posição no ranking mundial, sem computar o resultado da etapa deste sábado, quando bateu a italiana Giulia Quintavalle, campeã olímpica de Pequim/08, nas semifinais, e a japonesa Kaori Matsumoto, líder do ranking mundial e atual campeã do mundo, na decisão.

Sei não, tá com cara que a Cidade de Deus terá uma representante em Londres, hein?

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