Publicidade

Arquivo da Categoria Seleção brasileira

domingo, 10 de junho de 2012 Olimpíadas, Seleção brasileira | 22:23

Números comprovam que Arthur Zanetti é candidato a medalha nas Olimpíadas de Londres

Compartilhe: Twitter

Arthur Zanetti celebra a vitória na Copa do Mundo de ginástica artística

Sem medo de ser taxado como pacheco (justo eu, né?), posso afirmar que o excepcional resultado do ginasta brasileiro Arthur Zanetti, na etapa da Copa do Mundo de ginástica artística realizada em Ghent, na Bélgica, o credencia como grande candidato a brigar por uma medalha na prova de argolas da ginástica artística, nas Olimpíadas de Londres.

A afirmação não é baseada em algum arroubo de nacionalismo fajuto ou mero chutometro. Com o resultado obtido na etapa deste domingo, pela Copa do Mundo, atingindo os 15.925 pontos, Zanetti ficou muito próximo do desempenho do chinês Yibing Chen, medalha de ouro nas Olimpíadas de Pequim 2008 e bicampeão mundial nas argolas.

Com exceção justamente da prova em que garantiu o título olímpico em 2008, com 16.600 pontos, Chen teve uma pontuação abaixo desta obtida pelo brasileiro nos Mundiais em que foi campeão mundial (2010 e 2011). A pontuação de Zanetti na Bélgica teria lhe garantido também o título do Mundial de 2009, realizado em Londres, vencido também por um chinês, só pra variar, Mingyong Yan, com 15.675 pontos.

É claro que quando os Jogos Olímpicos começarem, tudo isso pode virar somente estatística. Porém, é impossível não considerar o nome de Arthur Zanetti entre os candidatos a medalha nas argolas, um feito inédito para a ginástica brasileira.

Autor: Tags: , , , , ,

sábado, 9 de junho de 2012 Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 18:09

Com vaga em Londres, Geisa tenta recuperar o tempo perdido

Compartilhe: Twitter

Geisa Arcanjo levou o ouro no Ibero e também a vaga para Londres

Ao garantir neste sábado sua classificação para os Jogos de Londres 2012, com a medalha de ouro no arremesso de peso do Campeonato Ibero-Americano de atletismo, a brasileira Geisa Arcanjo conseguiu eliminar mais uma etapa na longa trajetória que tem feito para recuperar o tempo perdido por uma dolorida suspensão por doping.

Para quem não lembra, Geisa despontou como grande revelação do atletismo brasileiro, ao levar a medalha de ouro no Mundial juvenil de 201, no Canadá. Só que o exame antidoping transformou a vida da brasileira num inferno. Por conta daquilo que já apelidei por aqui de “doping burro“, Geisa foi flagrada por uso de uma substância proibida em um chá emagrecedor.

Punida com apenas uma advertência pelo STJD da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo),  Geisa até teve sorte, pois decisões diferentes com a mesma substância em outros casos já ocorreram. Praticamente perdeu um ano de sua carreira retomando a forma, mas conseguiu dar em parte a volta por cima ao carimbar seu passaporte para Londres no Ibero-Americano, com a bela marca de 18,84 m.

Agora é hora de esquecer o passado e pensar em recuperar o que ficou pra trás. Quem sabe em Londres…

Autor: Tags: , , , , ,

sexta-feira, 1 de junho de 2012 Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 20:57

E não é que tem #mimimi no esporte olímpico também?

Compartilhe: Twitter

Jéssica Yamada perdeu lugar na seleção de tênis de mesa para Gui Lin e até agora não entendeu o motivo

A semana que se encerra mostrou que no universo do esporte olímpico, as palavras “crise”, “polêmica” e “discussão” são mais comuns do que se imagina. E o tema que mais rendeu discussões em redes sociais voltas às modalidades olímpicas foi a convocação da chinesa naturalizada brasileira Gui Lin para integrar a seleção brasileira de tênis de mesa nas Olimpíadas de Londres 2012. O motivo de tanto #mimimi (expressão criada nas mesmas redes sociais para definir brigas e discussões às vezes sem sentido) foi a CBTM (Confederação Brasileira de Tênis de Mesa) ter deixado de lado Jéssica Yamada na convocação.

Entrevistada pelo repórter Henrique Munhos, do iG Esporte, Jéssica disse que não entendeu até agora o motivo de ter sido preterida por Gui Lin. O pai da mesa-tenista e também treinador, Marcos Yamada, ficou ainda mais indignado, chegando a dizer que a chinesa nada acrescentará à seleção em Londres. Mas os números não mostram exatamente isso, pois o ranking mundial divulgado nesta sexta-feira, Gui Lin aparece em 260º lugar, duas posições à frente de Jéssica. A CBTM não deu muita bola para o chororô de Jéssica Yamada.

Já o outro caso desta semana representa o genuíno #mimimi. Após ter apresentado um fraco desempenho em uma etapa da Copa do Mundo de remo, na Suíça, o remador Anderson Nocetti, único classificado entre os homens para Londres, foi cobrado via Facebook pelo próprio treinador da seleção brasileira, o francês José Oyarzabal, que cornetou alguns aspectos técnicos no desempenho do atleta.

A resposta veio rápida e certeira. “Com certeza posso melhorar, basta eu querer e ter um técnico presente me orientando pra isso, por mais experiência que eu tenha não consigo fazer isso sozinho”, afirmou Nocetti, também pela rede social. O remador, que vive em Florianópolis e já havia manifestado sua irritação por não ter condições de treinar ao lado dos demais integrantes da seleção, no Rio de Janeiro, teve pelo menos o consolo de sua discussão pública com o treinador ter tido um resultado prático: o Botafogo, clube pelo qual compete, irá bancar a estadia de Nocetti no Rio, para treinar com os integrantes da seleção.

Autor: Tags: , , , , ,

quinta-feira, 31 de maio de 2012 Olimpíadas, Seleção brasileira | 07:31

Handebol feminino teve a melhor 'mão' entre todos os sorteios

Compartilhe: Twitter

A seleção brasileira feminina de handebol comemorou seu grupo nas Olimpíadas

Ainda falta acontecer a definição dos grupos do torneio masculino de vôlei, mas uma coisa é certa: entre as seleções brasileiras que disputam os esportes coletivos nos Jogos Olímpicos de Londres 2012, ninguém se deu tão bem quanto as garotas do handebol, que escaparam do chamado “grupo da morte”, após o sorteio realizado nesta quarta-feira, evitando assim duelos contras as fortíssimas Noruega, França, Espanha e Dinamarca ainda na primeira fase da competição.

Duvida? Então é só relembrar o que já rolou entre os sorteios dos esportes coletivos…

Aparentemente, o futebol masculino encarou uma moleza. Mas o time de Mano Menezes terá pela frente um país africano (Egito) – e o Brasil sempre se complica com africanos em Olimpíadas – , um representante do Leste Europeu (Belarus), que costuma ser um rival difícil de ser batido, e conta somente com a Nova Zelândia como única baba genuína na chave.

No futebol feminino, fora Camarões, a pior colocada no ranking da Fifa entre as quatro integrantes da chave, o Brasil poderá ter problemas contra Grã-Bretanha (cuja base deve ser a Inglaterra, nona colocada na lista) e Nova Zelândia (24º colocado).

De volta aos Jogos Olímpicos depois de 16 anos, o basquete masculino também não encontrou nenhuma chave “mamão com açúcar”, assim podemos dizer. Terá a Espanha, atual vice-campeã olímpica, como única pedreira, mas não se pode dizer que a Austrália seja um rival fraco, pois tradicionalmente gosta de complicar o jogo para o time brasileiro, e terá um rival vindo do fortíssimo Pré-Olímpico mundial. Pode pintar, por exemplo, uma Grécia ou uma Lituânia da vida…

Em compensação, o grupo do basquete feminino foi uma autêntica roubada.  Para começar, terá a Rússia, uma das potências da modalidade; depois, terá a Austrália, três medalhas de prata olímpicas consecutivas (Sydney 2000, Atenas 2004 e Pequim 2008). E ainda virão duas equipes do Pré-Olímpico mundial, como algum time europeu chato (Rep. Tcheca) ou um asiático carne de pescoço (Japão ou Coreia do Sul).

Agora, pedreira mesmo vai encarar o vôlei feminino do Brasil. Diferentemente de outras modalidades, aqui as seleções foram divididas de acordo com critérios pelo ranking da FIVB (Federação Internacional de Vôlei). E foi por causa disso que sobrou para a seleção brasileira rivais como EUA (atuais vice-campeãs olímpicas), Sérvia (campeã europeia de 2011), China (bronze em Pequim 2008) e a surpresa Turquia, dirigida pelo  técnico brasileiro Marco Aurélio Motta.

Diante de tudo isso, a chave do handebol feminino do Brasil nas Olimpíadas é bem mais tranquila. Tem uma superpotência como a Rússia, é verdade, mas tem dois rivais fracos (Angola e Grã-Bretanha), um time “ganhável” (Croácia) e um jogo bem parelho (Montenegro).

Se a equipe comandada pelo técnico dinamarquês Morten Soubak conseguir manter a atual performance dos ultimos amistosos (e também contar com um pouquinho de sorte), terá enormes chances de brigar por uma inédita medalha para o handebol brasileiro.

Autor: Tags: , , , , , , ,

segunda-feira, 28 de maio de 2012 Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 19:35

Brasil também terá 'reforço externo' em Londres. Vale a pena?

Compartilhe: Twitter

A chinesa naturalizada brasileira Gui Lin, ao lado de seu 'mentor', Hugo Hoyama

E a notícia mais relevante do esporte olímpico do Brasil nesta segunda-feira foi a confirmação da primeira atleta naturalizada do tênis de mesa do Brasil na história dos Jogos Olímpicos. Gui Lin, de 18 anos, teve sua convocação anunciada pela CBTM (Confederação Brasileira de Tênis de Mesa) como uma das integrantes da delegação do país que estará em Londres, a partir de 27 de julho.

Agora, assim como já fizeram Argentina e República Dominicana em outras ocasiões, o Brasil também terá a sua “chinesa” na equipe. No caso de Gui Lin, o objetivo é mais ambicioso: conquistar uma medalha individual nas Olimpíadas do Rio, em 2016. A grande dúvida que pode surgir na cabeça de muita gente: será que esta estratégia vale a pena?

O caso de Gui Lin merece uma análise à parte, sem qualquer traço de preconceito. Traz alguma semelhança com o que ocorreu com a cubana naturalizada britânica Yamila Aldama, que aos 39 anos defenderá a Grã-Bretanha em sua terceira olimpíada por um país diferente, após morar mais de dez anos na ilha da Rainha. E ainda assim enfrentou algumas críticas da imprensa local, irritada com a enorme quantidade de atletas naturalizados, chamados jocosamente de “britânicos de plástico”.

Gui Lin está no Brasil desde os 12 anos,  quando veio participar de um programa de intercâmbio. Passou a treinar em São Bernardo do Campo, onde mora e compete, tendo sido “adotada” esportivamente por Hugo Hoyama. É considerada pelos dirigentes brasileiros da modalidade como dona de um talento excepcional. Daí o esforço da cartolagem em naturalizá-la e já integrá-la na equipe, ao menos da disputa por equipes.  Nesta caso, como o Brasil não tem atletas de nível competitivo, a presença de Gui Lin pode dar um “upgrade” no tênis de mesa do país.

E vale destacar outra coisa: Gui Lin não será a primeira atleta naturalizada que o Brasil já usou em Jogos Olímpicos. Fernando Meligeni, no tênis, e Sebastian Cuattrin, na canoagem, ambos argentinos de nascimento, estiveram representando as cores brasileiras em Olimpíadas. E Londres 2012 poderá marcar a presença do primeiro americano numa seleção masculina de basquete, Larry Taylor, já convocado pelo técnico Rubén Magnano (que por sinal é argentino…)

Autor: Tags: , , , , , , , , , ,

sábado, 26 de maio de 2012 Olimpíadas, Seleção brasileira | 14:55

No top 10, Yane Marques vai para Londres brigar por medalha

Compartilhe: Twitter

Yane Marques participa da prova de corrida, na final da Copa do Mundo de pentatlo moderno

Há pouco menos de um ano, em agosto de 2011, escrevi um post enaltecendo a boa fase vivida pela pernambucana Yane Marques, que na ocasião ocupava o terceiro lugar no ranking mundial da UIPM (União Internacional de Pentatlo Moderno). Um feito notável para quem disputa uma modalidade praticamente desconhecida no Brasil e que havia começado a praticar a modalidade somente oito anos antes.

Bem, passados nove meses, a atleta nascida em Afogados da Ingazeira mostra que não é fogo de palha, ao terminar neste sábado na terceira colocação da final da Copa do Mundo de pentatlo moderno, realizada na cidade de Chengdu, na China. Será a última competição da brasileira antes de participar dos Jogos Olímpicos de Londres 2012. Por sinal, Yane Marques é a única atleta do país classificada para as Olimpíadas na modalidade.

O brilhante resultado na China colocará a brasileira na sexta colocação do ranking mundial. Não é pouca coisa. Mesmo sabendo que algumas favoritas ao ouro em Londres não competiram na China, Yane Marques mostra justamente na fase final de sua preparação olímpica uma consistência de resultados notável.

Não é possível cravar que a brasileira voltará da Inglaterra com uma medalha na bagagem, mas é certeza afirmar que ela estará brigando por medalhas. Para um esporte praticamente fantasma no universo olímpico brasileiro, é um grande feito.

Autor: Tags: , , ,

quarta-feira, 23 de maio de 2012 Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 11:53

Segredos e mentiras

Compartilhe: Twitter

Leandro Vissotto se recupera de um cateterismo. Mas quase que ninguém ficou sabendo

Caiu como uma bomba entre os fãs do vôlei e do esporte olímpico brasileiro a notícia, nesta última terça-feira, que o oposto Leandro Vissoto, da seleção brasileira masculina, precisou passar por um cateterismo para tratar uma arritimia cardíaca, ocorrida durante uma partida pelo Campeonato Italiano. A cirurgia foi um sucesso e o jogador já está recuperado, concentrado no CT de Saquarema e treinando para recuperar a forma. Tudo normal, se não fosse um pequeno detalhe:  tanto o jogador quanto a própria CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) fizeram o possível para esconder a informação.

A notícia só não passou batida graças a uma reportagem do jornal “Folha de S. Paulo”, de autoria do repórter Danieel Brito, publicada na edição desta terça. Ao procurar Vissotto para repercutir a história, a repórter Aretha Martins, do iG, ouviu do oposto a justificativa do mistério. “Não queria burbuirinho”.

Ninguém é obrigado a sair por aí expondo sua vida particular, seus problemas ou dramas pessoais. Talvez essa seja a maior crítica que se faça a estes tempos nos quais Twitter e Facebook tomaram o lugar das velhas e boas relações humanas. Todo mundo acha que pode falar sobre tudo, a internet virou um baú virtual de críticas e lamentações, sem censura. Mas duas coisas não me parecem corretas neste caso.

Primeiro, o fato da assessoria da CBV mentir (ou omitir) neste caso, ao divulgar que o jogador não tinha viajado com o grupo para a primeira rodada da Liga Mundial para se recuperar de uma lesão. Caramba, o cara passa por um procedimento cirúrgico no coração e divulgam algo como se fossem dores na panturrilha? Não dá, não pode ser assim. Isso é o que eu chamo de desinformação, no mínimo.

Outra coisa é a postura do jogador. Ele é uma figura pública, quer goste ou não. Provavelmente é ídolo para muitas pessoas, que certamente ficaram preocupadas com a notícia e o risco que ele correu, tanto de vida quanto para o prosseguimento de sua carreira. Tem que dar satisfação, sim! De uma forma simples, através de comunicado, claro e sem rodeios, e ponto final.

Talvez o maior exemplo de como se lidar diante de uma situação dramática como essa tenha sido dada por Magic Johnson, então astro do Los Angeles lakers, da NBA, quando em 1991 descobriu ser portador do vírus HIV e reuniu a imprensa, em uma coletiva, para divulgar o fato e anunciar que estava abandonando as quadras.

Tudo feito às claras, de forma honesta e respeitando seu drama.

Não se defende o sensacionalismo em casos como este vivido por Leandro Vissotto. Somente se pede que a verdade, mais do que qualquer coisa, seja preservada.

Autor: Tags: , , , , , ,

domingo, 20 de maio de 2012 Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 13:31

Rio de Janeiro celebra novas vagas no atletismo

Compartilhe: Twitter

Rosângela Santos assegurou sua vaga para Londres nos 100 m rasos

Depois de uma prova gelada (literalmente) na última quarta-feira, quando os termômetros não passaram dos 16° durante o Grande Prêmio São Paulo, no Ibirapuera, eis que o domingo foi mais generoso com os atletas, no GP Brasil, realizado neste domingo, no Estádio do Engenhão, no Rio. E com agradáveis 23° de média de temperatura, vieram melhores resultados e, consequentemente, índices para os atletas brasileiros aos Jogos Olímpicos de Londres 2012.

Destaque maior para os dois índices “A” que foram assinalados. Primeiro, com Rosângela Santos, nos 100 m livre, que venceu a prova com 11s21, um centésimo abaixo do mínimo exigido pela CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo). A outra marca foi obtida por Ronald Julião, no lançamento de disco, que marcou 65,41m, novo recorde brasileiro. Ele já tinha o índice B, mas agora assegura definitivamente lugar na delegação do Brasil que vai a Londres.

Veja a relação dos atletas brasileiros já classsificados para os Jogos Olímpicos

Outros dois atletas também deixaram o Rio de Janeiro com marcas olímpicas, porém sem lugar garantido. Caso de Diego Gomes, segundo colocado nos 800 m rasos, com 1min45s62. Esta marca representa o índice B, com a qual somente um atleta se classifica. No caso desta prova, Diomar Noêmio de Souza tem exatamente o mesmo tempo. Se ninguém correr mais rápido até o dia 1º de julho (limite para obtenção de índices), a vaga ficará entre eles.

O outro índice B veio no lançamento de dardo feminino, após a vitória de Laila Ferrer e Silva, que ficou com o ouro no GP Brasil ao marcar 60,21m. Com dificilmente alguma outra atleta conseguirá superar esta marca até 1º de julho, ela deve carimbar seu passaporte às Olimpíadas 2012.

Autor: Tags: , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 17 de maio de 2012 Olimpíadas, Seleção brasileira | 19:17

A emoção de Maurren e o caráter de Fabiana

Compartilhe: Twitter

Ainda dá tempo para dois pitacos a respeito do Grande Prêmio São Paulo de atletismo, realizado na fria noite desta quarta-feira, na pista do Estádio Ícaro de Castro Melo, no Ibirapuera. Em primeiro lugar, é preciso ressaltar a belíssima prova realizada por Maurren Maggi, nossa colega colunista aqui deste iG, que cravou em começo de temporada simplesmente o terceiro melhor resultado de 2012 no salto em distância, com 6,85 m, atrás somente de dois saltos da americana Brittney Reese.

Maurren Maggi comemora sua vitória no salto em distância do GP São Paulo

Chorona assumida, ela não conteve as lágrimas com o resultado, que lhe dá boas perspectivas para as Olimpíadas de Londres 2012. A favorita absoluta ao ouro para mim é Reese, mas é bom ninguém descartar Maurren Maggi nesta prova. Até porque trata-se da atual campeã olímpica da prova. O resultado desta quarta-feira é uma prova disso.

Outro ponto que me chamou a atenção foi a prova de Fabiana Murer no salto com vara. O resultado decepcionante precisa ser encarado de duas formas: a segunda colocação, atrás da cubana Yarisley Silva, deixou todos que foram ao Ibirapuera frustrados, especialmente a própria Fabiana. Mas por ser sua primeira prova no ano, fica a impressão que a campeã mundial de Daegu 2011 ainda tem muito a evoluir.

Fabiana Murer lamenta mais um de seus saltos errados na prova desta quarta-feira

Mas o que me deixou mais satisfeito foi mesmo a postura de Fabiana Murer. O frio cortante que fez em São Paulo na última quarta-feira foi usado por vários atletas como justificativa para modestos resultados. Menos por Fabiana. “É claro que o frio atrapalha, mas o atleta tem que estar preparado para isso. A verdade é que eu saltei muito mal e ela foi muito bem na prova.”

Simples e direta. Sem frescura e com muita sinceridade. Quem dera mais atletas tivessem o caráter de Fabiana Murer.

Autor: Tags: , , , , ,

terça-feira, 15 de maio de 2012 Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 18:11

Boxe brasileiro vive momento histórico

Compartilhe: Twitter

Adriana Araújo (de azul) será a primeira brasileira a disputar o boxe feminino olímpico em Londres

Nenhuma modalidade merece tanto festejar um bom resultado nas Olimpíadas de Londres 2012 quanto o boxe. Relegado à condição de “primo pobre” dos esportes de combate, perdendo longe em prestígio para o judô no terreno olímpico – nem vou citar os badalados MMA/UFC no campo profissional atualmente, porque aí a derrota é ainda mais vexatória -, o boxe olímpico brasileiro passa por um momento especialmente feliz. E ainda por cima, resolveu fazer história no esporte brasileiro.

Primeiro, veio com a conquista de Everton Lopes, campeão mundial em 2011, na categoria até 64 kg (Meio Médio Ligeiro), o primeiro obtido por um boxeador amador do Brasil. Depois, veio a brilhante participação da equipe nacional no Pré-Olímpico das Américas, realizado no Rio de Janeiro, há uma semana. No torneio, o Brasil classificou quatro pugilistas, que ao lado dos que já estavam assegurados pelo Mundial, somam um total de sete boxeadores, recorde brasileiro na história olímpica da modalidade.

Nesta terça-feira, o feito histórico coube a uma mulher, Adriana Araújo, que ao avançar para as quartas de final do Mundial de Qinhuangdao, na China, tornou-se a primeira brasileira a participar do primeiro torneio olímpico feminino de boxe na história dos Jogos. Não é pouca coisa, especialmente por se tratar de uma categoria com poucas praticantes e onde o preconceito ainda é muito forte.

Não sei se estes bons resultados irão se traduzir em medalhas em Londres. Mas é inegável que o boxe olímpico brasileiro trilha um caminho certo e que tem tudo para se transformar em importantes vitórias nos próximos anos.

Autor: Tags: , , , , , ,

  1. Primeira
  2. 10
  3. 15
  4. 16
  5. 17
  6. 18
  7. 19
  8. 20
  9. 30
  10. Última