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Arquivo da Categoria Seleção brasileira

quinta-feira, 27 de setembro de 2012 Mundiais, Seleção brasileira | 19:27

Brasileiras disputam Mundial de luta olímpica nesta sexta

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Joice Silva (à direita) participou das Olimpíadas de Londres, mas foi eliminada logo na estreia

Com a presença de duas atletas, uma delas que inclusive participou dos Jogos Olímpicos de Londres 2012, o Brasil disputa nesta sexta-feira o Campeonato Mundial feminino de luta olímpica, categoria livre. Na cidade de Strathcona, no Canadá, as brasileiras Joice Silva e Aline Ferreira competirão nas categorias 55 kg e 72 kg, respectivamente.

Joice Silva, que recentemente foi homenageada pela própria CBLA (Confederação Brasileira de Lutas Associadas), disputou os Jogos de Londres, quando foi eliminada logo em sua primeira luta pela russa Valeria Zholobova. Aline Ferreira, vice-campeã mundial junior em 2007, não conseguiu vaga no Pré-Olímpico Mundial de Helsinque. No Pan-Americano de Guadalajara, em 2011, ela ficou com a medalha de bronze em sua categoria.

Estava prevista ainda a participação de Camila Fama, na categoria 59 kg, mas ela acabou não sendo inscrita. O Sesi, clube por onde a atleta compete, não entrou em acordo com a CBLA e a lutadora não foi liberada para disputar o Mundial.

Os combates eliminatórios e de repescagem  começarão a partir das 16h (horário de Brasília). As finais nas duas categorias estão previstas para começar a partir das 22h. Embora não conte com as principais atletas da modalidade (exceção justamente à categoria dos 55 kg, de Joice Silva, que terá a campeã olímpica Saori Yoshida, do Japão), se as brasileiras chegarem entre as oito primeiras colocadas já será uma proeza.

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terça-feira, 25 de setembro de 2012 Histórias do esporte, Olimpíadas, Seleção brasileira | 23:29

Atletismo das Américas resgata parte de sua história

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O livro "Jogos Olímpicos Latino-Americanos", do argentino César Torres, resgata uma etapa esquecida no atletismo das Américas

Talvez a maioria das pessoas não saiba, mas há 90 anos, foi disputada no Rio de Janeiro, como parte da comemoração do Centenário da Independência do Brasil, em 1922, uma edição poliesportiva chamada “Jogos Olímpicos Latino-Americanos”. E embora tivesse sido uma competição de vida única, foi envolvida em torno de uma controvérsia: todos os resultados do torneio de atletismo foram anulados, por causa de um desentendimento entre as delegações.

Pois coube a um historiador argentino resgatar uma parte da história do atletismo das Américas. A história toda é contada no livro “Jogos Olímpicos Latino-Americanos”, de autoria de César Torres e que foi publicado pela CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo). O lançamento aconteceu na última segunda-feira (24).

O trabalho do historiador argentino demorou sete anos para ser concluído. A edição desta Olimpíada Latino-Americana contou com a participação de atletas do Argentina, Uruguai, Chile, México, além do Paraguai, que participou apenas do torneio de futebol. A maior parte das competições no Estádio das Laranjeiras, que pertence aso Fluminense e foi ampliado para receber a competição e também o Campeonato Sul-Americano de futebol, que ocorreu no mesmo ano.

Por conta de um desentendimento, a delegação do Chile exigiu que todos os resultados do torneio de atletismo fossem anulados. E não foi um torneio de nível fraco, é bom destacar. No evento de 1922, estava o chileno Manuel Plaza, ganhador de cinco medalhas de ouro, e que em 1928 conquistaria a prata na maratona olímpica em Amsterdã. Do Brasil, o grande destaque foi Willy Seewald, campeão do lançamento do dardo e que, em 1924, faria parte da primeira equipe olímpica do atletismo nacional, em Paris.

Antes do Campeonato Sul-Americano Sub 23, realizado no último final de semana, em São Paulo, os dirigentes da Consudatle (Confederação Sul-Americana de Atletismo) decidiram revalidar os resultados do evento de 22, dando uma importância ainda maior para o belo trabalho de César Torres, que mora há 16 anos nos EUA e leciona na Universidade do Estado de Nova York.

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segunda-feira, 24 de setembro de 2012 Ídolos, Olimpíadas, Seleção brasileira | 23:45

Robert Scheidt mostra que não perdeu a mão na Laser

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Robert Scheidt, de volta à classe Laser, segue na liderança no Campeonato Italiano

Atualizado

Se tem alguém de quem você sempre pode esperar alguma coisa, este é o velejador Robert Scheidt. Sem poder mais competir na Star, retirada do programa olímpico para os Jogos do Rio de Janeiro, em 2016, o maior medalhista brasileiro na história das Olimpíadas, cinco ao todo (duas de ouro, em Atlanta 1996 e Atenas 2004; duas de prata, em Sydney 2000 e Pequim 2008; e uma de bronze, em Londres 2012), Scheidt voltou às origens.

Em preparação para o Rio 2016, Scheidt voltou ao “porto seguro” e recomeçou a treinar na Laser, classe que havia abandonado em 2001 (com um breve retorno em 2004, quando foi ouro em Atenas). E não é que mesmo “enferrujado”, Scheidt continua exibindo a velha forma? Após três dias de competição, ele lidera o Campeonato Italiano, em Scarlino.

Definitivamente, Robert Scheidt é mesmo um fenômeno!

Atletismo

Neste domingo, foi encerrado em São Paulo o Campeonato Sul-Americano Sub 23 de atletismo, realizado na pista do Ibirapuera, com ampla vantagem da seleção brasileira, reforçada por atletas que disputaram as Olimpíadas de Londres. No total, o Brasil conquistou 51 medalhas (24 de ouro, 14 de prata e 13 de bronze) e 494 pontos (250 no masculino e 244 no feminino), superando a Argentina, que ficou na segunda colocação geral. Um dos destaques individuais da competição foi Geisa Arcanjo, do arremesso de peso, que levou o ouro com a marca de 18,43m. Em Londres, Geisa terminou na sétima posição, melhor colocação de uma brasileira na história olímpica desta prova.

Ginástica rítmica

O Brasil conseguiu um ótimo desempenho no Campeonato Sul-Americano de ginástica artística, que foi realizado no último final de semana em Cali. No total, a equipe brasileira conquistou 18 medalhas, sendo 13 de ouro, quatro de prata e uma de bronze, computados os resultados das equipes adulta, juvenil, infantil e pré-infantil.

Tiro esportivo

Roberto Schmits disputou a final da fossa olímpica na final da Copa do Mundo de tiro esportivo, realizado em Maribor, na Eslovênia. E embora tenha obtido sua vaga após ter ficado entre os oito melhores do mundo no ranking mundial, na final Schmits não foi tão bem, tendo terminado em 11º entre 14 competidores.

Ciclismo estrada

Ciclistas brasileiros competiram no Campeonato Mundial de ciclismo estrada, na cidade de Limburg, na Holanda, neste final de semana. No masculino, Rafael Andriato terminou apenas 49º lugar, após sofrer uma queda durante a prova. Já no feminino, Clemilda  Fernandes foi um pouco melhor: terminou na 36ª posição.

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quarta-feira, 19 de setembro de 2012 Olimpíadas, Seleção brasileira | 17:47

Geração 2016 defende o Brasil no Sul-Americano de atletismo

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Geisa Arcanjo será o grande destaque do Sul-Americano

Para quem gosta de esportes, mora em São Paulo e quer começar desde já a acompanhar de perto a preparação dos atletas brasileiros para as Olimpíadas de 2016, no Rio, uma boa pedida para este final de semana é o Campeonato Sul-Americano Sub 23 de atletismo, que será realizado no Conjunto Constâncio Vaz Guimarães, no Ibirapuera. E a seleção brasileira estará reforçada por cinco atletas que representaram o país nos Jogos Olímpicos de Londres 2012.

O principal destaque da equipe na competição será a arremessadora Geisa Arcanjo, que em Londres 2012 terminou na sétima colocação, com 19,02 m, resultado inédito para o atletismo do Brasil na história olímpica. Com 21 anos, completados nesta quarta-feira, ela é favorita para ficar com o título.

Também merece um olhar mais atento no torneio o velocista carioca Aldemir Gomes, que foi semifinalista em Londres nos 200 m rasos, quando inclusive acabou sendo elogiado pela lenda Usain Bolt. Ele lidera o ranking brasileiro dos 100 m, com 10s20 e está em segundo lugar nos 200 m (20s38).

Os demais “olímpicos” da equipe brasileira no Sul-Americano são Caio Bonfim, na marcha atlética 20 km; Jonathan Henrique Silva, no salto triplo; e Andressa Oliveira de Morais, no lançamento de disco.

Deverão participar do Sul-Americano Sub 23 atletas representando a Argentina, Bolívia, Chile e Uruguai, além de Panamá e Costa Rica como convidados da Confederação Sul-Americana. A prova que abrirá a competição, no sábado, será a marcha atlética masculina de  20 km.

A esperança é que desta geração possam sair talentos que consigam de fato resultados representativos para o Brasil, especialmente após a vexatória participação da modalidade nas Olimpíadas de Londres, quando passou em branco sem qualquer medalha pela primeira vez desde os Jogos de 1992, em Barcelona.

Veja aqui o programa completo de competições. A entrada para o público no Conjunto Constâncio Vaz Guimarães é livre.

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quarta-feira, 12 de setembro de 2012 Listas, Olimpíadas, Seleção brasileira | 19:29

Londres 2012 coloca Diogo Silva como 5º melhor do mundo

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Diogo Silva acerta um golpe no americano Terrence Jennings, na luta em que perdeu o bronze

A ótima participação nos Jogos Olímpicos de Londres 2012, quando perdeu em uma decisão polêmica sua semifinal para o iraniano Mohammad Motamed, foi lucrativa para o lutador brasileiro Diogo Silva, do taekwondo. Embora tivesse deixado as Olimpíadas de mãos abanando (Diogo também perdeu a disputa do bronze para o americano Terrence Jennings), ele aparece como o melhor classificado do Brasil no ranking mundial da modalidade.

Na lista divulgada pela WTF (Federação Mundial de Taekwondo), no começo do mês, Diogo ocupa o quinto lugar na categoria até 68 kg. Trata-se de um feito considerável, até por não ter conseguido medalhar em Londres e por estar a apenas 21 pontos do terceiro colocado, o jordaniano Mohammad Abu Libdeh, derrotado pelo próprio brasileiro nas quartas de final.

“Saiu o ranking mundial. Estou em 5º lugar. Há alguns anos sou o melhor brasileiro ranqueado. Obrigado a todos pelo apoio”, comemorou Diogo Silva em sua conta no Twitter. E tem mais que festejar mesmo…

Aliás, vala a pena conferir como estão outros brasileiros na lista recente da WTF (somente os melhores classificados por peso):

Feminino

Até 46 kg: Kátia Aranki (13º lugar)
Até 49 kg*: Fernanda Silva (25º)
Até 53 kg: Talisca dos Reis (19º)
Até 57 kg*: Rafaela Araújo (26º)
Até 62 kg: Júlia Santos (48º)
Até 67 kg*: Raphaella Galacho (31º)
Até 73 kg: Natália Falavigna (24º)
Acima de 73 kg: Natália Falavigna (20º)

Masculino

Até 54 kg: Michel Soares (35º)
Até 58 kg*: Márcio Wenceslau (10º)
Até 63 kg: Márcio Wenceslau (31º)
Até 68 kg*: Diogo Silva (5º)
Até 74 kg: Henrique Moura (23º)
Até 80 kg*: André Bilia (60º)
Até 87 kg: Guilherme Felix (23º)
Acima de 87 kg: Leonardo Santos (38º)

* Categorias que participam do programa dos Jogos Olímpicos. Existem ainda as categorias acima de 67 kg (feminino), onde compete a brasileira Natália Falavigna, e acima de 80 kg (masculino)

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terça-feira, 11 de setembro de 2012 Olimpíadas, Seleção brasileira | 19:29

Prêmio de Morten Soubak é um pouco do Brasil também

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Morten Soubak foi escolhido pelo segundo melhor técnico do handebol feminino do mundo

Não se pode levar muito a sério enquetes na internet. A princípio, elas servem apenas para dar uma amostragem do que pensa, num determinado momento, o internauta que frequenta determinado site. O maior exemplo foi quando, em 2000, a Fifa quis saber quem foi o melhor jogador do século e a galera escolheu Maradona, antigo desafeto da entidade. Como a Fifa queria premiar Pelé de qualquer maneira, o jeito foi dar ao craque argentino o prêmio de melhor jogador do século escolhido “pela internet”, enquanto o Rei do Futebol acabou sendo o escolhido pelo “colégio eleitoral” da casa…

Mas ressalvas à parte, foi muito importante a escolha do dinamarquês Morten Soubak como o segundo melhor técnico de handebol feminino do mundo, de acordo com pesquisa realizada pelo site da IHF (Federação Internacional de Handebol). E o motivo para se festejar o resultado é simples: a escolha de Soubak como um dos melhores técnicos do mundo reflete o excelente momento pela qual passa o handebol feminino do Brasil, que é dirigido pelo dinamarquês desde 2009.

Pois foi com o trabalho competente e sem estrelismo de Soubak que o Brasil, um país sem tradição alguma na modalidade, conquistou em menos de um ano os melhores resultados de sua história, que foram o quinto lugar no Mundial de 2011, realizado em São Paulo, e o sexto lugar nos Jogos Olímpicos de Londres, quando cumpriu uma campanha brilhante, parando apenas nas quartas de final, sendo eliminado pela Noruega, que foi a campeã olímpica.

O prêmio de Morten Soubak também é do handebol feminino brasileiro.

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Olimpíadas, Paraolimpíadas, Seleção brasileira | 08:30

De olho na preparação brasileira para 2016

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Imagem da disputa da Volta Paris-Bruxelas, realizada no último sábado

Com o encerramento das Paralimpíadas de Londres 2012 neste último domingo, marcados por uma excepcional participação brasileira, que bateu o recorde de medalhas de ouro conquistadas (21), chegou a hora de pensar na preparação olímpica para os Jogos do Rio de Janeiro, em 2016. Sim, não se deixe enganar: a conquista de um grande resultado nas próximas Olimpíadas começa cedo mesmo, quatro anos antes.

(Cá entre nós, alguns cartolas brasileiros parecem que ainda não entenderam como este coisa funciona. Basta analisar alguns dos pífios resultados obtidos em Londres para ter certeza disso…)

Portanto, o blog começará, a partir desta semana, a acompanhar com muita atenção a trajetória de atletas brasileiros das mais variadas modalidades, trazendo sempre um resumo de seus mais recentes resultados em competições nacionais e internacionais.

Ciclismo estrada

Na disputa da 92ª Volta Paris-Bruxelas, etapa válida pelo Circuito Mundial de ciclismo estrada, realizada no último sábado, o brasileiro Rafael Andriato terminou na 10ª posição. A prova, que teve um total de 216 km, foi vencida pelo belga Tom Boonen, terceiro no ranking mundial.

Andriato, de 24 anos e que ficou em 13º lugar no Pan de Guadalajara 2011, participou ainda neste último domingo do GP Fourmies, na França, mas sofreu uma queda na parte final da prova e terminou apenas em 42º lugar. Ele foi convocado para integrar a seleção brasileira que disputará o Mundial de ciclismo, entre 15 e 23 de setembro, na cidade de Limburg, na Holanda.

Ciclismo MTB

A seleção brasileira de ciclismo mountain bike (MTB) não conseguiu um bom resultado no Campeonato Mundial da modalidade, encerrado no último domingo, na cidade de Saalfelden, na Áustria. A melhor colocação foi de Henrique Avancini, que avançou para a fase de oitavas de final. Mas um problema na corrente de sua bicicleta, na segunda bateria, fez com que ele perdesse várias posições, terminando em 22º lugar. Luiz Cocuzzi foi eliminado na primeira fase do torneio.

Hipismo saltos

A amazona brasileira Karina Johannpeter terminou em sétimo lugar o Concurso de Saltos Internacional 4 estrelas realizado em Paderborn (Alemanha). Montando Urolux, Karina completou a prova internacional a 1,50 m, com o tempo de 44s96, sem faltas, no sábado. O vencedor foi o sueco Henrich Eckermann, 39º no ranking mundial da FEI (Federação Equestre Internacional), montando Allerdings.

Já no domingo, na prova com obstáculos a 1,55 m de altura, a brasileira, que ocupa apenas a 656ª posição no ranking, não foi bem, terminando somente na 27ª posição.

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quinta-feira, 6 de setembro de 2012 Imagens Paraolímpicas, Olimpíadas, Paraolimpíadas, Seleção brasileira | 19:52

Esporte sem frescura

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As imagens do brasileiro Yohansson Nascimento, sofrendo para completar a prova dos 100 m rasos, categoria T45, das Paralimpíadas de Londres 2012, nesta quinta-feira, por conta de uma lesão muscular, são aquelas que vão demorar para sair da mente dos torcedores. Yohansson foi se arrastando, aos prantos, até cruzar a linha de chegada em último lugar, para depois sair de cadeira de rodas e ser atendido no posto médico. Um show de raça e força de vontade.

Para alguns famosos atletas brasileiros que reclamam de tudo e mais um pouco, um verdadeiro tapa na cara!

Confira a sequência da prova de Yohanson Nascimento, nas fotos abaixo:

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segunda-feira, 3 de setembro de 2012 Isso é Brasil, Olimpíadas, Paraolimpíadas, Seleção brasileira | 15:57

Ainda sobre os números dos deficientes físicos brasileiros

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Alan Fonteles recebe a medalha de ouro nos 200 m, ao lado de Oscar Pistorius: sucesso brasileiro nas Paralimpíadas de Londres

Diante da repercussão do post anterior, em que analisava alguns dos motivos pelos quais o Brasil é uma verdadeira potência esportiva no esporte paralímpico, alguns leitores questionaram os números que apresentei, baseados no último censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que apontava que 24% da população do Brasil (ou mais de 45 milhões de pessoas) estão incluídas na categoria de deficientes físicos.

O problema está na própria forma que o IBGE fez esta classificação, contestada por entidades ligadas a movimentos ligados às pessoas com deficiência. Em contato com o CPB (Comitê Paralímpico Brasileiro), recebi do próprio presidente da entidade, Andrew Parsons, a informação que não existe um número oficial, em razão das várias maneiras de classificar a deficiência física de uma pessoa. Além disso, o critério do IBGE é abrangente demais, no qual pessoas com miopia elevada podem entrar nesta conta dos 24%.

Portanto, a CPB usa como número base dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), que aponta 10% da população do Brasil tendo algum tipo de deficiência física mais grave.

Ainda assim, são quase 20 milhões de pessoas, um número bastante expressivo e que também ajuda a explicar um pouco desta brilhante campanha brasileira nas Paralimpíadas de Londres.

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domingo, 2 de setembro de 2012 Isso é Brasil, Olimpíadas, Paraolimpíadas, Seleção brasileira | 15:41

Brasil, potência paralímpica

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Daniel Dias ganha sua segunda medalha de ouro nas Paralimpíadas de Londres, nos 200 m livre

Atualizado em 3/09

As Paralimpíadas de Londres 2012 chegaram neste domingo a seu quarto dia de competições. Ou seja, ainda mal completou-se uma semana de disputas esportivas e, ao menos até agora, o Brasil vai cumprindo com competência o objetivo traçado antes da abertura dos Jogos: ficar no top 10 do quadro geral de medalhas.

Enquanto este post é escrito, os brasileiros já conquistaram nada menos do que 13 medalhas, sete delas de ouro, quatro a mais do que o país obteve nos Jogos Olímpicos, encerrados no dia 12 de agosto.

Nos últimos dias, torcedores que nunca acompanharam ou que têm pouco conhecimento do universo esportivo paralímpico se emocionaram com cenas de superação e conquista de heróis nacionais desconhecidos, como Daniel Dias e André Brasil, na natação, Antônio Tenório ou Lúcia Teixeira, no judô, Terezinha Guilhermina e Alan Fonteles Cardoso, no atletismo, só para citar alguns deles.

Tudo isso faz com que uma conclusão pareça óbvia: o Brasil é uma potência nos esportes para deficientes físicos. Mas o que levaria a esta situação?

É claro que eu não teria a pretensão aqui de tentar cravar uma resposta definitiva a esta questão, mas um dado do Censo de 2010, divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) traz pistas que confirmam a tese. Segundo a pesquisa, o percentual de pessoas com deficiência física na população brasileira atualmente é de 24%, o que equivaleria a 45,6 milhões de pessoas.

Ou seja, o Brasil tem mais do que um Canadá em pessoas deficientes (a população canadense no último levamento, de 2010, é de pouco mais de 34 milhões de pessoas).

Em um país como o nosso, que a despeito de todos os benefícios alcançados pelo crescimento econômico nos últimos anos, ainda peca pela falta de oportunidades no mercado de trabalho para quem tem algum tipo de comprometimento físico, parece ser meio evidente que uma das saídas para as pessoas deficientes realizem sua inclusão social seja através do esporte.

Uma lição que todos os especialistas em esporte de alto rendimento sempre repetem é que da quantidade que se extraí a qualidade. Se em algumas modalidades para atletas sem deficiência falta “mão de obra”, nos esportes paralímpicos o potencial para o descobrimento de novos talentos no Brasil é enorme.  Não é à toa que a China, com sua população de mais de 1,3 bilhão de habitantes, já ganhou 71 medalhas em Londres 2012 até agora.

Se existe algo que o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) e o Ministério do Esporte precisam aprender com o CPB (Comitê Paralímpico Brasileiro) é como aproveitar o enorme potencial esportivo que o Brasil possuí. E para isso, não basta ficar somente no discurso vazio e cheio de palavras bonitas…

Atualização: como alguns leitores questionaram os números apresentados pelo censo do IBGE, publiquei outro post com novos números, que são levados em conta pelo próprio CPB e que você poderá conferir aqui.

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