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Arquivo da Categoria Seleção brasileira

quarta-feira, 24 de abril de 2013 Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 17:05

Boxe feminino brasileiro vive clima de guerra

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Adriana Araújo conquistou em Londres a primeira medalha para o boxe feminino do Brasil

O boxe brasileiro viveu um momento mágico nos Jogos Olímpicos de Londres 2012, quando quebrou um jejum de 44 anos sem medalhas. Foram três pódios (uma de prata e duas de bronze), um deles justamente na estreia da categoria feminina. Mesmo depois de tudo isso, a modalidade passa por uma crise. E pelo visto, uma crise que dificilmente se resolverá facilmente.

O clima de guerra está armado no feminino, por conta da dispensa das três integrantes da equipe que foi a Londres, entre elas Adriana Araújo, dona da medalha de bronze na categoria até 60 kg. As outras que não foram incluídas na equipe que inicia um novo ciclo olímpico foram Roseli Feitosa (até 75kg) e Erika Matos (até 51 kg). Elas alegam que não tinham sido informadas e que ficaram sabendo quando viram que o pagamento do contrato de patrocínio da Petrobras não havia caído na conta. A CBBoxe (Confederação Brasileira de Boxe) contesta a informação.

Na verdade, o maior foco da crise está entre Adriana e a CBBoxe. Logo após ter garantido sua medalha de bronze, Adriana saiu disparando contra a entidade, em especial contra o presidente Mauro Silva. “Essa medalha é para calar a boca dele. Ele tentou me tirar da seleção, disse que eu não me classificaria e que não tinha condições de estar aqui. Mas vim e conquistei a medalha de bronze. Ele precisa aprender a valorizar os atletas do Brasil”, disse Adriana após a derrota na semifinal olímpica contra Sofya Ochigava (RUS), quando garantiu o bronze.

Segundo Silva, o problema do corte de Adriana foi sua falta de comprometimento e resistência em treinar em São Paulo. “Ela queria ficar na Bahia, com o técnico dela, mas em janeiro apresentou-se 14 kg mais gorda. Já tínhamos permitido isso outras duas vezes e os resultados foram terríveis”, disse o dirigente, através de sua assessoria de imprensa, em contato com o blog. As dispensas de Roseli e Erika ocorreram por deficiência técnica.

A confederação também nega que as atletas tenham sido pegas de surpresa com o corte. Segundo a assessoria de imprensa, após elas se apresentarem com o restante da equipe, em janeiro, foram avaliadas pela comissão técnica e dispensadas para voltar para casa, onde teriam que aguardar uma nova convocação, que não aconteceu. O vencimento do contrato de patrocínio delas ocorreu em abril e até então, receberam normalmente os salários.

No ano passado, logo após as críticas feitas por Adriana Araújo ainda em Londres, o iG ouviu outras pessoas ligadas ao boxe, entre eles o medalhista olímpico Servílio de Oliveira, que contestavam métodos e atitudes de Mauro Silva. Outro que critica o presidente da CBBoxe é Luiz Dórea, treinador de Adriana na Bahia e que também orienta Junior Cigano.

O pior é ver que o clima entre as duas partes não parece que irá se calmar tão facilmente assim. E o maior perdedor de tudo isso é o boxe brasileiro, que fica sem uma de suas melhores lutadoras, ao menos por enquanto.

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quarta-feira, 17 de abril de 2013 Olimpíadas, Seleção brasileira | 22:19

As herdeiras de Yane no pentatlo moderno

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Priscila Oliveira garantiu lugar na final da etapa da China da Copa do Mundo de pentatlo moderno, que será realizada nesta sexta-feira

Uma das medalhas mais festejadas pelo Brasil nos Jogos Olímpicos de Londres 2012 foi o bronze da pernambucana Yane Marques, no quase desconhecido (ao menos por estes lados) pentatlo moderno. O fato de ter sido a última medalha brasileira conquistada em Londres certamente contribuiu para a enorme repercussão do feito da brava Yane. É óbvio que o Brasil não se tornou a pátria do pentatlo, bem longe disso. Mas já é possível ver que estão começando a aparecer frutos daquele bronze.

Nesta quarta-feira, em Chengdu, na China, uma pernambucana assegurou vaga na final da etapa da Copa do Mundo de pentatlo moderno. Mas não foi a medalhista olímpica Yane Marques e sim Priscila Oliveira. Aos 24 anos, ela terminou a etapa de qualificação em 24º na classificação geral, assegurando um lugar entre as 36 finalistas. A final feminina será na sexta-feira. Outra brasileira que disputou a etapa foi Larissa Lellys, que ficou em 54º na classificação geral e não avançou para a final.

O mais bacana que não foi a primeira vez que Priscila (59ª do ranking mundial) conseguiu um resultado significativo em competições internacionais do pentatlo moderno. Na etapa do Rio de Janeiro da Copa do Mundo, disputada em março, ela ficou em 11º lugar na final, deixando para trás inclusive a própria Yane Marques, atual nº 2 do ranking mundial e que terminou em 13º. Ela não participou da etapa da China.

O pentatlo moderno ainda está engatinhando no Brasil, mas a histórica conquista de Londres 2012 já começa a gerar as herdeiras de Yane.

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quarta-feira, 10 de abril de 2013 Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 21:40

O Brasil olímpico que o ministro Aldo não conhece

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Na última segunda-feira, no programa “Roda Viva”, da TV Cultura, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, deu exemplos claros sobre o quanto sua pasta desconhece os reais problemas do esporte brasileiro. Obviamente que o maior foco dos jornalistas que estavam na bancada para entrevistar o ministro era a organização da Copa do Mundo do ano que vem, cujos estádios ainda sofrem com inúmeros atrasos em suas obras.

Mas Aldo Rebelo também pouco saber sobre a realidade do esporte olímpico brasileiro. Ao ser indagado sobre a falta de uma política esportiva pública, voltada para o esporte de base, em contrapartida com a obsessão do governo sobre o desempenho nas Olimpíadas do Rio 2016, Aldo saiu em defesa do governo. Disse que está em andamento um investimento no esporte escolar, na qual há um programa para construir 5 mil quadras em escolas, além de aprovar a construção de 300 centros de iniciação do esporte, com espaço para a prática de judô, ginástica e esgrima.

Veja a partir da faixa dos 5min:

O negrito na palavra esgrima, no parágrafo acima, apenas reforça que o ministro Aldo Rebelo – a quem considero uma pessoa honesta e digna, porém totalmente fora de sintonia com o cargo que ocupa – não conhece totalmente a realidade do esporte olímpico do Brasil. Reportagem publicada nesta quarta-feira pelo iG Esporte mostrou as condições pelas quais a gaúcha Gabriela Cecchini, de somente 15 anos, conquistou um feito histórico, a segunda medalha brasileira em Mundiais de esgrima.

Sem nenhum apoio da CBE (Confederação Brasileira de Esgrima), Gabriela – além de outros 20 atletas da equipe brasileira que participa do Mundial da Croácia para cadetes e juvenis – precisou contar com a ajuda financeira dos pais ou de seus clubes (no caso de Gabriela, o Náutico União-RS) para disputar a competição.

Gabriela Cecchini comemora a vitória sobre a alemã Leandra Behr durante o Mundial 

O que é pior: trata-se de uma prática comum nas categorias de base da esgrima (e na maioria absoluta das modalidades olímpicas brasileiras), pois a CBE argumenta ter recursos, provenientes da Lei Agnelo/Piva e do próprio Ministério do Esporte, apenas para bancar os atletas de alto rendimento. Mesmo Gabriela sendo considerada pelo técnico da seleção, o ex-atleta olímpico Regis Trois, como um diamante bruto da esgrima brasileira. Para evoluir, segundo ele, ela precisa de mais experiência e, principalmente, apoio.

LEIA TAMBÉM: Revelação da esgrima tem resultado histórico sem ajuda da Confederação

Não serão as cinco mil quadras que o governo promete construir (se é que serão construídas de fato) que irão evitar que jovens talentos como Gabriela Cecchini precisem recorrer ao velho “paitrocínio” para tentar seguir uma carreira no esporte.

Enquanto não se criar uma política esportiva pública VERDADEIRA, jamais qualquer autoridade poderá chamar o Brasil de país olímpico.

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domingo, 31 de março de 2013 Ídolos, Isso é Brasil, Seleção brasileira | 12:28

A pior derrota de Hortência

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Hortência não ocupa mais a direção do basquete feminino na CBB

Poucas pessoas na história do basquete mundial tiveram uma carreira tão vitoriosa quanto Hortência Marcari. Maior cestinha do Brasil, campeã mundial em 1994, vice-campeã olímpica em Atlanta 1996, campeã pan-americana em Havana 1991, campeã mundial de clubes, integrante do Hall da Fama do basquete em Springfield. Um currículo brilhante. Mas todos estes feitos dentro de uma quadra de basquete não se repetiram quando Hortência passou a atuar como dirigente.

Sua gestão como diretora de basquete feminino na CBB (Confederação Brasileira de basquete), nos primeiros quatro anos do mandato de Carlos Nunes, foi uma sucessão de equívocos. E com uma característica marcante: a frequente troca de treinadores. Paulo Bassul, Carlos Colinas, Ênio Vecchi e Luiz Cláudio Tarallo foram os técnicos da era Hortência na CBB.

E pelo menos dois deles (Bassul e Vecchi) caíram por causa da aposta da dirigente numa jogadora:  Iziane Marques, a ala de algum talento e gênio intempestivo, que um dia recusou-se a entrar em quadra pela seleção por ter ficado no banco (pré-olímpico de Madri, em 2008), sob o comando de Bassul. O irônico é que faltando menos de uma semana para o início das Olimpíadas de Londres 2012, quando a seleção feminina fazia série de amistosos na França, Hortência foi obrigada a cortar Iziane, sua principal jogadora, por indisciplina. Ela levou um namorado para o quarto do hotel onde a equipe estava concentrada.

A notícia que saiu na última semana, dando conta que Hortência foi “rebaixada” na entidade, passando a ocupar agora uma protocolar “diretoria de assuntos institucionais” (Vanderley Mazzuchini acumulará a direção do masculino e feminino), significa sua maior derrota no basquete. E não estranharei se nas próximas semanas, Hortência anunciar sua saída da entidade.

Seria mais justo e digno com a história daquela que já foi chamada de “Rainha do basquete”, se a CBB, ao invés do “rebaixamento”, demitisse Hortência. Sem dramas ou mágoas. Vida que segue.

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terça-feira, 12 de março de 2013 Ídolos, Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas, Pan-Americano, Seleção brasileira | 17:41

Um herói cinquentão que orgulha o Brasil

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Getty Images

Joaquim Cruz comemora a conquista do ouro dos 800m nas Olimpíadas de Los Angeles, em 1984

Quando este blog nasceu, há pouco mais de dois anos (mais precisamente dois anos e 11 dias), a foto que ilustrava o post era justamente a do cidadão que nesta terça-feira completa 50 anos. Graças à uma oportuna lembrança do companheiro Luís Araújo, aqui do iG Esporte, a efeméride não passou em branco, registrando desta forma o aniversário de Joaquim Cruz, o único brasileiro campeão olímpico no atletismo em uma prova de pista.

Joaquim Cruz assombrou o mundo ao derrotar os favoritos britânicos Sebastian Coe e Steve Ovett e faturar o ouro em Los Angeles 1984. Só isso já seria o bastante para que ele fosse reverenciado em todas as praças esportivas deste país pela eternidade. Um garoto pobre, nascido em Taguatinga, cidade sem tradição alguma em atletismo, derrubando dois monstros sagrados das provas de meio fundo. Mas eis que Cruz foi para Seul 1988 e se não fosse um erro estratégico seu e de seu compatriota Zequinha Barbosa, acabou perdendo o ouro para o queniano Paul Ereng. Ainda assim, ganhou uma medalha de prata.

Duas medalhas olímpicas. Ainda assim, Joaquim Cruz nunca recebeu a devida consideração aqui no Brasil, em minha opinião. Pelo contrário, foi taxado maldosamente de “bichado” por algumas pessoas. Na verdade, ele sofreu com diversas contusões no calcanhar de aquiles e também por alergias, que o tiraram de ação em inúmeras provas. Não fosse isso, talvez Cruz tivesse um currículo ainda mais brilhante.

Na dúvida, basta consultar a lista das melhores marcas de todos os tempos nos 800 m no site da Iaaf (Federação das Associações Internacionais de Atletismo) e verá o nome de Joaquim Cruz com o 13º melhor tempo da história, 1min41s77, obtido no meeting de Colônia, em 1984, quando ficou a míseros quatro centésimos do então recorde mundial de Sebastian Coe.

Entrevistei Joaquim Cruz algumas vezes ao longo de minha carreira. Sempre rendeu ótimos papos. Embora meio arredio, nunca se furtou em dar sua opinião sobre as precárias condições do atletismo brasileiro ou mesmo sobre temas mais delicados. Em Seul, por exemplo, ele deixou claro que estranhava a performance assombrosa de Florence Griffth-Joyner, que naquelas Olimpíadas ganhou o ouro nos 100 e 200 m e ainda bateu o recorde mundial nas duas provas. Nas entrelinhas, Cruz achava que Florence obteve seus feitos graças ao doping. Pressionado pela repercussão de sua entrevista, acabou recuando. Apenas dez anos depois, em 98, a velocista americana morreu de ataque cardíaco, com somente 39 anos, sob circunstâncias nunca esclarecidas. Apenas coincidência ou o brasileiro sabia do que falava?

Pude ainda acompanhar o último grande feito de Joaquim Cruz nas pistas. Sem expectativa, ele chegou para disputar os Jogos Pan-Americanos de Mar del Plata, em 1995. Como de costume, estava retornando após uma temporada em que ficou boa parte afastado cuidando de suas lesões. Inscrito para a prova dos 1.500 m, Cruz largou bem, mas não conseguiu se distanciar dos adversários. Apenas nos últimos 200 m que ele conseguiu dar uma arrancada decisiva, conquistando a medalha de ouro com direito a recorde pan-americano e emocionando a todos que estavam no estádio.

Com toda esta história, Joaquim Cruz deveria ser figura obrigatória em qualquer projeto que envolvesse a organização das Olimpíadas do Rio, em 2016, ou mesmo na preparação das seleções brasileiras de atletismo. Por incrível que pareça, isso nunca aconteceu. Hoje, Joaquim Cruz trabalha na formação de novos atletas do atletismo para o comitê olímpico americano. Sorte deles, azar o nosso.

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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013 Histórias do esporte, Ídolos, Olimpíadas, Pan-Americano, Seleção brasileira | 20:45

Ary Ventura Vidal…

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Ary Vidal, que morreu nesta segunda-feira, já vinha sofrendo com problemas de saúde há algum tempo

Ainda estava tentando assimilar o soco no estômago deste domingo, após a tragédia de Santa Maria que causou a morte de mais de 230 jovens, quando abro a internet e me deparo com a notícia da morte de Ary Vidal, um dos maiores treinadores que o basquete brasileiro já conheceu. Ele estava com 77 anos e já vinha doente há algum tempo, tendo sofrido um AVC  anos atrás e mais recentemente um infarto e insuficiência renal. Ele será sepultado nesta terça-feira, no Rio de Janeiro.

Seria até redundante tentar explicar em algumas linhas deste post a importância de Ary Vidal para o basquete brasileiro. Com uma precoce carreira de treinador, iniciada em 1959, comandou as principais equipes do país, sempre introduzindo nelas um traço que o perseguiu ao longo da carreira: o gosto pelo jogo ofensivo, intenso.

Característica essa que foi marcante na maior conquista de sua carreira e uma das principais do próprio basquete masculino nacional, com a medalha de ouro no Pan-Americano de Indianápolis, em 1987. Na ocasião, a seleção brasileira causou a primeira e única derrota de uma equipe dos EUA (que só tinha um tal de David Robinson no elenco) em seu próprio território, vencendo a final por 120 a 115. E o grande segredo desta vitória o próprio Ary se orgulhava em contar: estimular os chutes da linha de três pontos de Oscar e Marcel, os especialistas neste fundamento.

“Quando a Fiba introduziu a linha de três pontos, eu virei para o Oscar e o Marcel e disse que se conseguíssemos saber tirar proveito disso, teríamos uma arma imbatível. E estava certo”, disse Ary certa vez, em uma das várias oportunidades em que tive a honra de entrevistá-lo.

Críticos diziam que Ary Vidal era apenas um “bom motivador” de elencos repletos de craques e medalhões. Ouvi isso de alguns dirigentes. Pura inveja, na minha opinião. Ou como justificar que um mero “motivador” exiba um aproveitamento de mais de 74% de vitórias no comando da seleção (92 vitórias e 29 derrotas)? E como explicar aos invejosos o feito histórico de Ary Vidal, ao transformar um time sem estrelas, como o Corinthians de Santa Cruz do Sul (RS), em campeão brasileiro, na temporada de 1994?

E vale lembrar que com Ary Vidal, o Brasil subiu ao pódio pela última vez na história dos Mundiais de basquete, em 1978, nas Filipinas. E antes do argentino Rubén Magnano dirigir o Brasil em Londres 2012, foi Vidal quem estava à frente da seleção masculina em sua última participação em Olimpíadas, em Atlanta 1996, ao classificar a equipe durante o Pré-Olímpico de Neuquén (Arg), em 95.

Aliás, é deste torneio que guardo uma das lembranças mais marcantes de Ary Vidal, um homem que era extremamente inteligente, bom de papo, adorava falar com os jornalistas e, talvez por conta de tudo isso, bastante vaidoso. O Brasil fazia uma campanha irregular e chegou à última rodada da segunda fase ameaçado de eliminação. Para isso, bastava o Uruguai bater Cuba, na preliminar de Brasil x Porto Rico.

A turma de jornalistas brasileiros estava posicionada para acompanhar a partida, meio ressabiada, já prevendo o pior. Eis que vimos Ary na tribuna de imprensa, sentado ao nosso lado. Ele disse que não conseguiria esperar o resultado no hotel e decidiu chegar antes da delegação. Ainda assim, esbanjava confiança:  “Cuba vai vencer”, disse, mostrando um otimismo até um pouco excessivo, pela situação dramática do time. Mas ele não perdeu a pose, muito pelo contrário.

Só sei que durante o jogo, ele fumou pelo menos uns cinco cigarros, um atrás do outro, sem dizer uma palavra. No final, o inacreditável: Cuba, que até então era o saco de pancadas, venceu os uruguaios por 20 pontos de diferença, assegurando a passagem do Brasil para as semifinais. Aí, Ary Vidal se virou para o grupo de jornalistas, e todo pimpão, nos desafiou: “Eu não disse que Cuba iria ganhar?”, dando uma piscada marota.

Sim, Ary Ventura Vidal vai fazer muita falta…

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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012 Ídolos, Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 18:18

Prêmio do COB precisa ser repensado

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Sheilla e Arthur Zanetti foram eleitos os melhores atletas de 2012, segundo o COB

Nada, absolutamente nada contra a ponteira Sheilla Castro, que teve papel fundamental na conquista do bicampeonato olímpico pela seleção feminina de vôlei em Londres 2012. Aliás, a companheira Aretha Martins, em seu Mundo do Vôlei, analisou de forma bem completa o excelente ano que a jogadora teve. Mas considerei absolutamente injusto que ela tenha superado a judoca Sarah Manezes e a pentatleta Yane Marques na escolha do Prêmio Brasil Olímpico, promovido pelo COB (Comitê Olímpico Brasileiro), divulgado nesta terça-feira.

Em primeiro lugar, a entidade teria que repensar a própria metodologia do prêmio, onde além de submeter a jornalistas especializados  a escolha dos indicados, submete os atletas a uma votação popular, pela internet. Aí começa o primeiro problema. Não há como negar que no universo olímpico, o vôlei tem muito mais popularidade que o judô, a começar pela exposição que o esporte tem na mídia (TV fechada e aberta). Depois, a própria exposição que Sheilla teve no período pós-Londres, com direito a ensaio sensual na revista VIP. E pra completar, o ouro do vôlei veio no penúltimo dia dos Jogos, enquanto que o de Sarah surgiu logo no primeiro dia de competição. O que fica mais vivo na memória do torcedor comum?

Por fim, vejo um desequilíbrio comparar o feito de Sheilla, obtido em um esporte coletivo e numa equipe acostumada com vitórias e pódios internacionais, em relação a Sarah Menezes. A judoca, que fez parte de sua preparação em Teresina (PI), nem sequer era apontada como favorita ao ouro em sua categoria (48 kg).

Muitos argumentaram ontem, nas redes sociais, que Yane Marques, do pentatlo moderno, que levou o bronze nos Jogos de Londres, também mereceria o prêmio. Sem dúvida que sim, seu feito foi igualmente notável, ainda mais por se tratar de um esporte ainda mais desconhecido e por Yane ter encontrado muito mais dificuldades em sua preparação.  Mas aí vejo que o critério do resultado em si serve como desempate.

Por fim, uma questão polêmica: será que vale a pena distribuir os prêmios para os melhores atletas por cada modalidade? Afinal, em alguns esportes, com exceção do pai, mãe, marido, esposa, namorada(o), ninguém faz a menor ideia de quem é o escolhido. Soa como uma premiação política, apenas para agradar aos presidentes das confederações.

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terça-feira, 18 de dezembro de 2012 Isso é Brasil, Listas, Seleção brasileira | 19:35

As meninas superpoderosas do tatame

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Integrantes da equipe feminina de judô do Brasil comemoram mais um bom resultado em 2012

Acho que poucos devem discordar que 2012 foi um ano histórico para o judô feminino brasileiro. Claro que a inédita medalha de ouro obtida por Sarah Menezes (categoria até 48 kg) nas Olimpíadas de Londres 2012 teve muito a ver com isso. Mas não se deve esquecer do bronze de Mayra Aguiar (70 kg) e e quinto lugar de Maria Suellen (acima de 100 kg), que também merecem ser destacados. Tudo isso e  mais os ótimos resultados obtidos em etapas de Copa do Mundo e Grand Prix renderam ao judô feminino do Brasil a condição de segundo do  mundo em 2012.

A posição das meninas superpoderosas do judô do Brasil veio com o anúncio feito pela FIJ (Federação Internacional de Judô), após a divulgação do último ranking mundial da modalidade. E o Brasil aparece atrás apenas do Japão, potência no judô internacional, e superando outros países com tradição, como China e Alemanha, por exemplo.

O judô feminino brasileiro teve também em 2012 atletas entre as três primeiras do ranking em quatro das sete categorias. Além da turma que brilhou em Londres, também colecionaram ótimos resultados na temporada Érika Miranda (segunda nos 52 kg) e Maria Portela (terceira nos 70 kg).

Quer mais uma prova da evolução das judocas brasucas: nesta mesma classificação, mas no masculino, o Brasil aparece em quarto lugar.

Vai longe o tempo em que lutar judô era somente coisa de homem. As brasileiras mostraram em 2012 que também são muito boas de briga. Basta agora não desperdiçar a boa fase e manter o pique até os Jogos Olímpicos do Rio, em 2016.

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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012 Mundiais, Seleção brasileira | 13:47

Mundial só serve para testar nova geração da natação do Brasil

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Guilherme Roth é um dos integrantes da nova geração do Brasil no Mundial da Turquia

Com o início nesta quarta-feira do Campeonato Mundial de piscina curta (25 m), que está sendo realizado em Istambul (Turquia), certamente veremos uma cena que se tornou comum nesta competição: vários nadadores brasileiros subindo ao pódio. E com o final de ano se aproximando e a consequente falta de eventos importantes nos esportes olímpicos, não será surpresa vermos os feitos da turma brasuca serem exaltados por torcedores e até mesmo na imprensa. Exaltados com um certo exagero, diga-se de passagem.

O grande mérito deste Mundial, e que felizmente foi percebido pelos coordenadores técnicos da CBDA (Confederação Brasileira de Esportes Aquáticos), é utilizá-lo como um grande laboratório para colocar atletas sem grande experiência internacional em ação num grande evento. Apenas isso! É o que está sendo feito na Turquia, acertadamente, onde a seleção brasileira é formada por alguns veteranos e muitos integrantes da nova geração, já de olho nas Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro.

Não faz sentido ficar batendo bumbo para uma competição desfalcada de grandes astros da natação mundial, só por faturar uma dezena de medalhas. E olhe que estão em Istambul feras como o americano Ryan Lochte, o francês Florent Manaudou e a italiana Federica Pellegrini. Mas vamos falar a verdade, eles estão competindo já com a cabeça em 2013, pois o objetivo de todos eram as Olimpíadas de Londres 2012.

E não é apenas este blogueiro que pensa desta forma. O ex-nadador olímpico Rogério Romero (que também foi colunista do iG durante os Jogos de Londres)  também acha que há uma supervalorização do Mundial de piscina curta. Confira a opinião de Romero, que conversou com o Espírito Olímpico:

“Acredito que o Mundial de piscina curta surgiu de uma demanda para a natação ter mais campeonatos importantes todo ano. Assim, ao contrario de 93 para cá, quando surgiu a primeira edição de curta, temos mundial todo ano, além das demais competições, como Copa do Mundo, Pan, Europeu, Pan Pacifico e Olimpíadas. Para mim, acabou banalizando um pouco o status de campeão mundial e as grandes estrelas tiveram que priorizar alguns picos na temporada. Como os Jogos Olímpicos continuam sendo a referencia neste esporte, aqueles que tem como objetivo uma boa participação neles, acabam desprezando os eventos em piscina semi-olímpica.

Concordo que é uma oportunidade para novos talentos despontarem, não apenas no Brasil, mas no mundo. Recentemente li que as provas de 50 m não olímpicas (ou seja, fora o livre) não servirão mais para compor a seleção. Isso também vai de encontro à estratégia de priorizar eventos olímpicos. Nada mais acertado, porém demorado e feito depois da pressão de alguns técnicos.”

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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012 Isso é Brasil, Paraolimpíadas, Seleção brasileira | 20:22

Escolha o melhor atleta paraolímpico brasileiro de 2012

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Grande nome individual nas Paraolimpíadas de Londres 2012, o nadador Daniel Dias é favorito ao prêmio de melhor atleta do Brasil em 2012

A exemplo do que o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) está fazendo, com a disputa do Prêmio Brasil Olímpico, o CPB (Comitê Paraolímpico Brasileiro) também vai escolher os melhores atletas de 2012. A entrega da segunda edição do Prêmio Paraolímpicos será realizada no próximo dia 19, em cerimônia que acontecerá na Marina da Glória.

Na ocasião, serão homenageados os 22 atletas que tiveram o maior destaque individual, além de serem revelados os nomes dos Melhores do Ano (masculino e feminino), escolhidos pelo voto popular.  A eleição está ocorrendo no site do CPB.

No feminino, concorrem Lúcia Teixeira (Judô), Shirlene Coelho (Atletismo) e Terezinha Guilhermina (Atletismo). No masculino, a disputa está entre Alan Fonteles (Atletismo), Daniel Dias (Natação) e Dirceu Pinto (Bocha). A votação ficará aberta no site e redes sociais do CPB (Twitter, Facebook e YouTube) até a meia-noite do dia 18.

Vale lembrar que até 2010, o prêmio dos melhores do ano no esporte paraolímpico era realizado junto com a cerimônia de premiação do COB. Com o aumento no número de categorias, a entrega passou a ser feita pelo CPB.

Vota lá então, pô!

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