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quinta-feira, 23 de maio de 2013 Olimpíadas, Política esportiva | 23:45

COI define pré-lista de esportes para entrar nos Jogos de 2020 na próxima quarta-feira

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Comitê executivo do COI deve escolher três esportes que continuarão na briga pela última vaga no programa olímpico dos Jogos de 2020

O mistério para saber quais modalidades continuam na briga por um lugar no programa olímpico para os Jogos de 2020, ainda sem sede escolhida, terminará na próxima quarta-feira. Durante reunião do comitê executivo do COI (Comitê Olímpico Internacional), realizada em São Petesburgo (Rússia), serão selecionadas os esportes que continuarão na briga para ficar com a última vaga entre os core sports (modalidades principais). Estima-se que o COI divulgará uma lista com três esportes. O anúncio será feito às 12h30 desta quarta-feira (horário de Brasília).

A grande expectativa é saber se a luta olímpica, um dos esportes mais tradicionais na história dos Jogos, permanecerá no programa de competição. A FILA (Federação Internacional de Lutas Associadas) tem feito um lobby muito forte na comunidade olímpica por sua aprovação. Mas a briga está sendo muito acirrada. Segunda pesquisa do site “Gamebids“, que acompanha o dia-a-dia do movimento olímpico, a luta ocupa a terceira posição na preferência dos internautas, atrás do squash (1º) e beisebol/sofbol (2º).

Ainda concorrem para a eleição definitiva da última vaga no programa olímpico – que ocorrerá em setembro, durante a Assembleia Geral do COI, em Buenos Aires – o caratê, a escalada esportiva, esporte sobre patins, wakeboard e o wushu (variação do kung-fu).

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sexta-feira, 10 de maio de 2013 Isso é Brasil, Olimpíadas, Política esportiva | 16:53

Rio 2016 já tem prejuízo acumulado de R$ 149 milhões

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Visão geral de como ficará a Vila Olímpica durante os Jogos de 2016, no Rio de Janeiro

Preocupante, para dizer o mínimo, os números demonstrados no balanço financeiro de 2012 do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos do Rio 2016. O diretor geral do Rio 2016, Sidney Levy, apresentou o resultado do último exercício fiscal da entidade organizadora das próximas Olimpíadas, que teve um déficit de R$ 90.637.209,00 em 2012. No acumulado de 2011 e 2012, o prejuízo  chega a R$ 149.773.968,00.

Chama a atenção no balanço o aumento no item “Despesos com pessoal”, que saltou de R$ 43,6 milhões em 2011 para R$ 76,8 milhões no ano passado. Também aumentou os valores gastos com eventos: R$ 58,5 milhões, contra R$ 2,9 milhões gastos em 2011. Em 2012, foram realizados inúmeros eventos promocionais para 2016, inclusive em Londres, durante os últimos Jogos Olímpicos, como por exemplo a participação do Brasil na cerimônia de encerramento.

O que serve de sinal de alerta em relação aos números apresentados pelo pessoal do Rio 2016 é que o orçamento final para a realização das Olimpíadas e Paraolimpíadas ainda não foi divulgado. Segundo o Portal da Transparência, os gastos estimados para a organização dos dois eventos passa dos R$ 12,5 bilhões. Mas uma revisão final está sendo feita e prometida para ser anunciada em julho. E os gastos com instalações esportivas, tomando como base a experiência com os estádios da Copa do Mundo de 2014,  pode elevar ainda mais o tamanho do prejuízo.

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quarta-feira, 1 de maio de 2013 Olimpíadas, Política esportiva | 14:55

Maio será decisivo para sobrevivência da luta nas Olimpíadas

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Imagem que ilustra página no Facebook, criado pelo comitê americano de lutas, em defesa da permanência da modalidade no programa olímpico

Começa o mês mais importante na briga da luta para se manter como modalidade fixa do programa dos Jogos Olímpicos. Após a surpreendente recomendação em fevereiro do COI (Comitê Olímpico Internacional) para que a luta (e suas respectivas categorias olímpica e greco-romana) deixasse de integrar o programa olímpico a partir de 2020, uma intensa campanha de mobilização e lobby para que a modalidade seja escolhida entre outras sete. A decisão final sairá na assembleia geral do COI, marcada para setembro, em Buenos Aires.

Antes disso, porém, o primeiro obstáculo será passar por uma triagem, em uma reunião do comitê executivo do COI em São Petesburgo (RUS), no dia 27 de maio. Lá, sairá uma lista final com três ou quatro finalistas para a definição da assembleia em setembro. Além da luta, tentam assegurar um lugar como core sport (modalidade principal) do programa olímpico o beisebol/softbol, squash, caratê, esporte sobre patins, escalada esportiva, wakeboard e wushu, uma variação do kung fu.

De acordo com Pedro Gama Filho, presidente da CBLA (Confederação Brasileira de Lutas Associadas) e membro da comissão da FILA (Federação Internacional de Lutas Associadas) que trabalha pela manutenção da modalidade nas Olimpíadas, ainda haverá uma reunião da entidade, dia 18, em Moscou, para determinar as últimas estratégias antes do encontro com os integrantes do COI. Dentro da FILA, o otimismo é grande e o dirigente aposta que a briga pela vaga do 26º esporte no programa dos Jogos de 2020 ficará entre a luta, o beisebol/softbol e o caratê.

A luta faz parte do programa olímpico desde a primeira edição dos Jogos, em Atenas 1896. Ficou fora somente nos Jogos de Paris 1900.  Além disso, foi uma das modalidades fundamentais durante os Jogos da Grécia Antiga.

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quinta-feira, 4 de abril de 2013 Imprensa, Isso é Brasil, Política esportiva | 11:10

Briga entre Coaracy e Nuzman deve terminar em pizza

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Nuzman foi duramente atacado por Coaracy. Mas calma, logo ficarão de bem

A edição desta última quarta-feira da “Folha de S. Paulo”, em reportagem assinada por Fábio Seixas, trouxe uma informação surpreendente para quem acompanha os bastidores do esporte olímpico brasileiro. Revoltado com o fechamento do Parque Aquático Júlio Delamare, por causa das obras da reforma do estádio do Maracanã, o presidente da CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos), Coaracy Nunes, criticou, de forma dura e surpreendente, Carlos Nuzman, presidente do COB (Comitê Olímpico Brasileiro). “O COB não ajudou em nada. O Nuzman não ajudou em nada. Eu tinha a maior admiração por ele, mas agora isso mudou”, disse Coaracy à “Folha”.

À primeira vista, as palavras do dirigente, reeleito recentemente por conta de um pleito polêmico, no qual impediu a presença da chapa de oposição encabeçada por Julian Romero por meio da Justiça, soam quase como revolucionárias. Não se trata de qualquer federação de fundo de quintal a peitar o COB, mas sim a CBDA, que vem colecionando medalhas olímpicas nas cinco das últimas seis edições dos Jogos. Mas ao menos para duas pessoas que acompanham o movimento olímpico brasileiro, a briga não será tão duradoura assim.

“Será muito difícil de haver um rompimento entre essas duas figuras da cartolagem desportiva. Um depende do outro, queiram ou não. É uma “simbiose do mal”. Quando um precisar do outro de novo, veremos sorrisos e abraços. Lembrando que o atual contrato CBDA x Correios termina em 2014. Se não renovar, a CBDA vai depender de quem, já que não criou mais nada para se auto-sustentar financeiramente?”, disse Julian Romero, criador do movimento “Muda, CBDA”, que lançou a frustrada chapa na última eleição da entidade.

E Romero ainda lembrou que a CBDA – cuja sede também fica no Júlio Delamare – nem pode ser acusada de ter sido pega de surpresa com o fechamento do complexo. “O COB não tem muito o que fazer nesse caso. Já se sabia há seis anos que o Brasil iria sedia a Copa do Mundo. Há dois anos começou o burburinho quando disseram que o Delamare iria fechar. Há um ano fizeram protesto, que na verdade só adiou. E hoje estão todos indignados, mas na hora que o governo brasileiro assinou o contrato com a FIFA para sediar a Copa, todos imaginaram a festa, os jogos, as seleções, os estádios e as maravilhas. Mas passada a Copa, teremos uma ótima piscina a menos e uma promessa política de que outra piscina será construída”, comentou.

Leia também: COB realiza eleição inútil

Para o advogado Alberto Murray, ex-membro da Assembleia Geral do COB e opositor declarado da gestão de Nuzman frente à entidade, o corporativismo entre os cartolas pode fazer com que a briga termine mais rápido do que se pode imaginar. “O Coaracy sempre teve ambições maiores. Quando eu ainda frequentava o COB, falava-se que se o Nuzman desse brecha, ele, Coaracy, tentaria assumir a entidade. Para aplacar essa ânsia, o Nuzman sempre deu ao Coaracy tudo o que ele pediu. Agora, talvez vendo que este deve ser o último mandato do Coaracy, e sabendo que ele está enfraquecido, é possível que o Nuzman tenha virado as costas. E o Coaracy revoltou-se. Mas acho que eles se acertam. Esse é um meio corporativista. Um tem o outro na mão”

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sexta-feira, 8 de março de 2013 Jogos Sul-Americanos, Olimpíadas, Pan-Americano, Política esportiva | 19:27

O papel de Hugo Chavez no esporte da Venezuela

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O campeão olímpico Ruben Limardo, ouro na esgrima, cumprimenta Hugo Chavez no retorno da delegação da Venezuela de Londres

É indiscutível a importância do presidente venezuelano Hugo Chavez, que morreu última terça-feira, vítima de um câncer, na história da América Latina. Concorde-se ou não com sua ideologia política, é inegável a melhora na qualidade de vida da população carente venezuelana. Basta ver as fotos mostrando a multidão que acompanhou seu funeral e velório para se ter uma ideia de sua popularidade.

Mas Chavez também teve um papel fundamental na evolução do esporte olímpico da Venezuela. É visível o crescimento do país a partir do momento em que ele chegou ao poder, em 2002.  Com forte apoio estatal, especialmente em modalidades individuais, a Venezuela passou a deixar de ser conhecida apenas como o “país do beisebol” e começou a se destacar em outras modalidades. Ainda de forma tímida, é verdade, mas algo que não pode passar incógnito.

Para os Jogos de Londres 2012, por exemplo, o país investiu em sua preparação olímpica, segundo dados do Ministério do Esporte venezuelano, R$ 709 milhões, mais do que o Brasil investiu para a competição. Mesmo não mostrando o mesmo desempenho brasileiro em terras britânicas (foram 17 medalhas no total e três de ouro), a Venezuela conseguiu acabar com um jejum de 44 anos e conquistar sua segunda medalha de ouro na história, com Rubén Limardo, na esgrima. O outro ouro veio com Francisco Rodriguez, no boxe, nos Jogos da Cidade do México 1968.

Em outras competições poliesportivas, como Pan-Americanos e Sul-Americanos, o crescimento da Venezuela foi constante no período Chavez. Veja os números abaixo:

Jogos Sul-Americanos

Medalhas antes de Chavez assumir
Cuenca 1998 – 126 (50 ouro/ 47 prata/ 29 bronze)

Medalhas após Chavez assumir
Brasil 2002 – 231 (97 ouro/ 70 prata/ 64 bronze)
Buenos Aires 2006 – 278 (96 ouro/ 85 prata/ 97 bronze)
Medellín 2010 – 263 (89 ouro/ 77 prata/ 97 bronze)
No geral: 1191 (443 ouro/ 370 prata/ 378 bronze)

Jogos Pan-Americanos

Medalhas no último Pan antes de Chavez assumir
Winnipeg 1999 – 40 (7 ouro/ 16 prata/ 17 bronze) – 8º no geral

Medalhas após Chavez assumir
Santo Domingo 2003 – 64 (16 ouro/ 21 prata/ 27 bronze)
Rio de Janeiro 2007 – 70 (12 ouro/ 23 prata/ 35 bronze)
Guadalajara 2011 – 72 (12 ouro/ 27 prata/ 33 bronze)
No geral: 524 (85 ouro/ 182 prata/ 257 bronze)

Olimpíadas

Medalhas antes de Chavez assumir
Los Angeles 1984 – 3 (3 bronze)

Medalhas após Chavez assumir
Atenas 2004 – 2 (2 bronze)
Pequim 2008 – 1 (1 bronze)
Londres 2012 – 1 (1 ouro)
No geral: 12 (2 ouro/ 2 prata/8 bronze)

Mas o maior feito do período em que Hugo Chavez comandou a Venezuela não está propriamente no esporte de competição. Desde o ano passado, uma nova lei passou a assegurar o direito ao esporte na Constituição do país. Segundo esta lei, toda empresa com um  determinado faturamento tem que destinar 1% de seu lucro a um fundo de desenvolvimento do esporte. Além disso, torna obrigatória a realização das aulas de educação física nas escolas e estipula a eleição direta pelos dirigentes esportivos pelos próprios atletas.

Apenas para ficar neste último item, dá para ver que o Brasil esportivo tem o que aprender com a Venezuela de Hugo Chavez.

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quinta-feira, 7 de março de 2013 Isso é Brasil, Política esportiva | 18:38

Novo recurso é negado e Coaracy será reeleito na CBDA

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A Justiça assegurou uma eleição sem oposição e Coaracy Nunes continua no poder

A data oficial, de acordo com o estatuto, prevê que no próximo sábado, 9 de março, será realizada a próxima eleição na CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos). Mas na prática, podemos dizer que nesta quinta, dia 7/3, Coaracy Nunes foi reeleito para mais um (!!!) mandato à frente da entidade, cargo que ocupa desde 1988. A decisão da Justiça Estadual do Rio de Janeiro em negar recurso que permitiria que Julian Romero, criador do movimento “Muda, CBDA” pudesse concorrer como chapa de oposição.

O ex-nadador olímpico e advogado de Romero, Eduardo Fischer, publicou uma carta aberta para informar o resultado do recurso e manifestar seu desapontamento com a decisão.

“Depois de fornecermos vastos argumentos sobre a possível e evidente ilegalidade do estatuto da CBDA, um despacho de míseras 2 (duas) linhas, sem aprofundar-se no cerne da questão, é, no mínimo, desrespeitoso. Teremos que seguir descontentes com os ‘mandos e desmandos’ autoritários e ditatoriais do Sr. Coaracy por mais um período eletivo. Ao final desse, serão de quase 3 décadas!

Um tiro de canhão na democracia!

Ao menos eu e meus companheiros do MUDA CBDA, em especial o Sr. Julian Aoki Romero, poderemos dormir com a consciência tranqüila, sabendo que fizemos tudo que estava ao nosso alcance para que existisse uma oposição ao Sr. Nunes Filho.

Mas não pensem que nós desistimos! NÃO! Isso NUNCA! JAMAIS!

Continuaremos nossa batalha em prol do desporto aquático brasileiro, na luta contra as ações e omissões que fogem da moralidade, legalidade, ética e bons costumes.”

Antes de se preocupar em ser um “país olímpico”, o Brasil deveria, por obrigação, se tornar um “país democrático” em suas entidades esportivas. Algo que infelizmente está MUITO DISTANTE de se tornar realidade.

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sexta-feira, 1 de março de 2013 Isso é Brasil, Política esportiva | 16:30

Justiça nega liminar e eleição na CBDA não deve ter oposição

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O logotipo do movimento "Muda CBDA"

A menos que ocorra uma reviravolta jurídica, a próxima eleição da CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquático) deverá referendar o nome de Coaracy Nunes para mais um período à frente da entidade. O pedido de mandado de segurança feito pelo ex-nadador e advogado Eduardo Fischer, em favor de Julian Aoki Romero, fundador do movimento “Muda, CBDA”, foi negado pelo juiz da 8ª Vara da Justiça Federal da Subseção Judiciária do Rio de Janeiro.

Veja também:  Confederação de ginástica faz eleições. Ao menos aqui a oposição pode recorrer

Dessa forma, Coaracy, que concorre pela situação, será reeleito em 9 de março, data do pleito, para mais um mandato, praticamente por aclamação. Em contato com o blog, Fischer, ex-nadador olímpico, disse que pretende recorrer. “Eu ainda não vi o despacho do Juiz e seus argumentos. Esse documento não se encontra disponível no site e ainda não foi publicado em diário oficial. Pretendemos recorrer sim, mas o tempo conspira contra nós. Antes de agravar para o TRF, precisamos saber o conteúdo do despacho do juiz negando a liminar”, explicou.

Coaracy Nunes está no comando da CBDA desde 1988. E sem deixar a oposição concorrer, ficará mais quatro anos no poder. Deve ser muito bom ser dirigente esportivo no Brasil

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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013 Isso é Brasil, Política esportiva | 17:00

Democracia à força na CBDA

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Após quase 30 anos no poder, Coaracy Nunes terá oposição na próxima eleição da CBDA

E precisou que um mandado de segurança tenha dado entrada no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro para que um mínimo de senso democrático exista na próxima eleição da CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos),  marcada para o próximo dia 9 de março. Assim, por força da Justiça, Coaracy Nunes, que comanda a entidade desde 1988, terá um concorrente no pleito.

O mandado de segurança que visa assegurar uma eleição de verdade e não somente uma aclamação foi feito pelo ex-nadador olímpico e agora advogado, Eduardo Fischer, em favor de Julian Aoki Romero, fundador do movimento “Muda, CBDA”, criado no final do ano passado justamente para buscar uma alternativa no comando dos esportes aquáticos brasileiros.

“Nunca, desde a entrada do atual presidente da CBDA, houve uma chapa de oposição. Isso é, escancaradamente, antidemocrático”, disse Fisher, em carta aberta a nadadores e à imprensa. A entidade já havia barrado a iniciativa de Julian Romero (irmão do ex-nadador olímpico Rogério Romero) em registrar uma chapa de oposição, alegando que o grupo não havia cumprido alguns trâmites burocráticos, como registrar a candidatura em data que não havia expediente na CBDA, bem como obter o apoio de pelo menos cinco federações estaduais.

“E também, como se ainda não bastasse, a própria chapa da situação, a qual faz parte o Sr. Coaracy, também não apresentou ou publicou sua candidatura com as ‘cinco indicações’, e nem por isso sua candidatura foi impugnada”, escreveu Fischer, no texto do mandado de segurança.

Não existe a menor chance que a chapa de Julian Romero vença esta eleição, especialmente por conta da dependência das federações estaduais do (muito) dinheiro que a CBDA tem, em razão do milionário contrato com os Correios. Mas já é um alento a possibilidade de existir um movimento que queria, ao menos, apresentar uma alternativa ao que  se apresenta aí há quase 30 anos.

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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012 Isso é Brasil, Olimpíadas, Política esportiva | 17:04

Os tortuosos e injustos critérios do COB

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Os irmãos Yamaguchi e Esquiva Falcão beijam as medalhas conquistadas em Londres. Mas será que estão dando o devido valor a elas?

Complicado, para dizer o mínimo, entender os critérios adotados pelo COB (Comitê Olímpico Brasileiro) para a distribuição das verbas da Lei Agnelo/Piva para 2013, ano que marcará a abertura do novo ciclo olímpico, visando os Jogos Olímpicos do Rio 2016. E antes que meus amigos da assessoria de imprensa do COB (sim, acreditem, tenho amigos por lá) mandem e-mail cornetando o post, quero avisar que entendi perfeitamente quais os tais critérios adotados pela entidade no repasse dos quase R$ 68 milhões, fora o valor pertinente ao Fundo Olímpico. Tudo somado, serão quase R$ 90 milhões para serem utilizados pelo esporte olímpico nacional. Uma beleza.

Só que entender os critérios não significa necessariamente aceitá-los e considerá-los justos. Muito pelo contrário.

É incrível que a cada ano, quando chega o momento do COB divulgar a fatia que  cada uma das 29 confederações olímpicas do Brasil (o futebol, comandado pela CBF, não entra na divisão), o sentimento que me vem à mente é que tudo poderia ser feito de uma forma diferente. E que alguém está saindo perdendo dinheiro, injustamente.

Para 2013, a boa notícia é que o repasse de verbas para as entidades esportivas brasileiras irá aumentar. Contra os R$ 60,9 milhões que foram repassados este ano, serão R$ 67,4 milhões em 2013. O bicho começa a pegar quando você observa detalhadamente a lista, com os respectivos valores com o qual cada confederação foi agraciada. Aí que as distorções ficam mais evidentes.

Não consigo aceitar, por exemplo, que a ginástica artística, que obteve um feito histórico nos Jogos de Londres 2012, com a inédita medalha de ouro de Arthur Zanetti nas argolas, não tenha entrado na faixa máxima dos repasses, que é de R$ 3, 5 milhões. Em 2013, serão R$ 3,3 milhões. É pouco? Claro que não! Mas que raios a ginástica brasileira precisa fazer para alcançar o teto dos repasses e igualar-se aos primos mais ricos do esporte brasileiro, como vôlei e desportos aquáticos?

Igualmente inacreditável é ver que o boxe brasileiro, depois de acabar com um jejum de 44 anos sem medalhas sair de Londres com três (uma de prata e duas de bronze) terá um repasse de R$ 2,6 milhões, menos do que o hipismo, que passou sem brilho algum nos Jogos Olímpicos, mas que foi agraciado com R$ 3,3 milhões, a segunda faixa na lista do COB. Estranho, né?

E como esquecer a incrível medalha de bronze obtida por Yane Marques no pentatlo moderno, esporte sem qualquer tradição no Brasil? Só que o feito de Yane ajudou a dar para seu esporte R$ 1,7 milhão, muito menos do que os R$ 2,6 milhões do ciclismo para o próximo ano. E que ninguém me venha com os estúpidos argumentos que são várias as modalidades envolvidas (estrada, pista, mountain bike). Se a tal meritocracia, que os cartolas do COB tanto gostam de apregoar, existisse de fato, quem deveria ser premiado: o aluno que faz a lição de casa certinha e passa de ano com louvor, ou aquele que fica de recuperação?

Como recordar é viver, escrevi há quase um ano sobre o mesmo tema, também estranhando os critérios de distribuição de verbas feita pelo COB. Como se vê, nada mudou.

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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012 Isso é Brasil, Política esportiva | 18:50

Confederação de ginástica faz eleições. Ao menos aqui a oposição pode concorrer…

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Luciene Resende concorre à reeleição na CBG e terá oposição, por incrível que pareça

Neste sábado, a CBG (Confederação Brasileira de Ginástica) irá realizar as eleições para escolher seu novo presidente, para o ciclo 2013/16. No pleito, que acontecerá nas dependências do Hotel Mercure Aracaju Del Mar, em Aracaju (SE), estarão concorrendo a atual presidente da entidade, Maria Lucilene Resende, pela situação, e Marco Antônio Martins, pela oposição. Poderão votar todas as federações estaduais que tenham ao menos dois anos de filiação, que tenham sido representadas em pelo menos um evento oficial da CBG e que não estejam inadimplentes para com a entidade.

Sem entrar no mérito sobre qual chapa é favorita – sempre lembrando que foi justamente na gestão de Lucilene que a ginástica artística conquistou sua primeira medalha de ouro na história, com Arthur Zanetti, nas argolas, em Londres 2012 -, apenas o fato de termos uma disputa eleitoral já merece ser saudado com bastante veemência. Democracia não é uma palavra muito presente nos dicionários das confederações olímpicas brasileiras.

O exemplo mais recente ocorreu nos esportes aquáticos. Depois de uma dinastia de Coaracy Nunes que dura quase 25 anos, a CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos) viu crescer um movimento de pessoas descontentes, formado por nadadores, ex-nadadores e pessoas ligadas ao esporte, que criaram o “Muda CBDA”. A inicitiva, encabeçada por Julian Romero, irmão do nadador olímpico Rogério Romero, acabou sendo frustrada, pois a CBDA exigiu que para ser registrada, a chapa precisaria do apoio de ao menos cinco federações estaduais. Além disso, colocou como prazo final uma data que caiu em pleno feriado no Rio de Janeiro.

Pior mesmo só o exemplo da entidade máxima do esporte brasileiro. Em outubro, o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) realizou uma eleição que na prática foi uma verdadeira aclamação para o sexto mandato consecutivo de Carlos Arthur Nuzman. Isso porque o colégio eleitoral é formado justamente pelos presidentes de confederações, que por falta de coragem ou competência, não se preocupam em dar uma oportunidade para uma nova mentalidade, ou que pelo menos ocorra uma discussão real sobre os problemas que afetam o esporte do Brasil.

E não me consta que, diante dos resultados obtidos em Londres 2012, estejamos fazendo a lição de casa corretamente.

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