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Arquivo da Categoria Política esportiva

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013 Imagens Paraolímpicas, Olimpíadas, Paraolimpíadas, Política esportiva, Seleção brasileira | 18:15

Paraolimpíadas 2016 também entra em contagem regressiva

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Atletas paraolímpicos comemoram os 1000 dias para os Jogos de 2016: Alan Fonteles, Odair dos Santos, Daniel Dias, Susana Schnarndorf, Verônica Hipólito e Terezinha Guilhermina

Atletas comemoram os 1000 dias para os Jogos de 2016: Alan Fonteles, Odair dos Santos, Daniel Dias, Susana Schnarndorf, Verônica Hipólito e Terezinha Guilhermina

Um dia após a entrega dos prêmios dos melhores do ano, quando os nadadores Daniel Dias e Susana Schnardorf foram escolhidos pelo CPB (Comitê Paraolímpico Brasileiro) c0mo os melhores atletas de 2013, o esporte paraolímpico brasileiro voltou a festejar uma data especial nesta quinta-feira, quando atingiu-se a marca de 1.000 dias para o início das Paraolimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro.

O evento, que será realizado entre os dias 7 e 18 de setembro, bem na sequência das Olimpíadas, reunirá um total de 4.350 atletas representando 164 países, prometendo ser a maior edição da história das Paraolimpíadas. Segundo dados divulgados pelo comitê organizador, em 12 dias de disputa serão realizadas competições equivalentes a 23 campeonatos mundiais da modalidade. Um total de 25 mil voluntários deverão trabalhar durante os Jogos.

Na foto que ilustra o post, está aquela que pode ser considerada a nata do paradesporto brasileiro: Alan Fonteles (atletismo), Odair dos Santos (atletismo), Daniel Dias (natação), Susana Schnarndorf (natação), Verônica Hipólito (atletismo) e Terezinha Guilhermina (atletismo). Eles certamente serão garantia de várias medalhas de ouro daquia pouco menos de três anos.

Se em relação às Olimpíadas muito se questiona a ousada meta do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) de deixar o Brasil no top 10 do quadro geral de medalhas, no esporte paraolímpico a meta estimada (top 5) é perfeitamente possível. Só para lembrar, em Londres 2012 os atletas brasileiros conquistaram um total de 43 medalhas (21 de ouro), deixando o país no sétimo lugar no quadro geral de medalhas.

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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013 Ídolos, Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas, Política esportiva, Seleção brasileira | 23:24

Uma reflexão sobre o desabafo de Esquiva Falcão

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Crédito: Daniel Ramalho/AGIF/COB

Esquiva Falcão comemora a conquista da medalha de prata nas Olimpíadas de Londres

Nesta última terça-feira, o boxeador Esquiva Falcão convocou uma entrevista coletiva em São Paulo, onde falou sobre sua estreia no boxe profissional. Após assinar contrato com a empresa Top Rank, a mesma que gerencia a carreria do peso médio filipino Manny Pacquiao, um dos ídolos da modalidade, ele já se prepara para fazer sua estreia no profissionalismo, entre janeiro e fevereiro de 2014, em combate que deve ser realizado nos EUA ou China.

Entre tantas incertezas, só se sabe de uma coisa: ao optar por tornar-se profissional, Esquiva Falcão abriu mão automaticamente de disputar as Olimpíadas de 2016, no Rio. Em Londres 2012, ele foi prata entre os médios.

O detalhe importante na entrevista coletiva, registrada pelo companheiro Maurício Nadal, do iG Esporte, foi a mágoa que Falcão demonstrou das autoridades brasileiras. Ele mostrou-se inconformado com a demora na liberação do Bolsa Pódio, programa criado pelo Ministério do Esporte e que auxilia na preparação dos atletas brasileiros para os Jogos de 2016, podendo pagar até R$ 15 mil/mês, de acordo com a classificação do atleta. “Não sei porque demorou tanto, gostaria de saber essa resposta”, afirmou o boxeador, que ainda acusou o Ministério de privilegiar outras modalidades, como atletismo, vôlei, basquete e judô, chamando-as de “queridinhas”.

Bem, a resposta que o boxeador brasileiro queria veio menos de 24 horas depois. Em longa nota (que pode ser conferida aqui), publicada em seu site, o Ministério do Esporte rebateu todas as reclamações do boxeador. De forma resumida, disse que o Bolsa Pódio segue um cronograma administrativo, com planos esportivos que precisam ser aprovados antes da liberação de verbas, disse que não privilegia nenhuma modalidade e que todos os planos esportivos do boxe (desde julçho deste ano) precisaram ser refeitos.

Isto posto, cabem algumas reflexões sobre o assunto:

1) Esquiva Falcão tem razão em reclamar na demora da liberação do Bolsa Pódio. É BUROCRACIA DEMAIS. Uma vez, ao comentar sobre isso com um funcionário do Ministério, escutei a seguinte reclamação: “Se não criamos as regras, vocês [jornalistas] dizem que não fiscalizamos o uso do dinheiro público. Quando criamos, dizem que é burocracia”. Eu respondi que a fiscalização precisa existir, óbvio, mas os recursos deveriam chegar aos atletas de forma mais rápida. Lembrem-se, faltam menos de três anos para o Rio 2016…E o programa foi lançado em setembro de 2012, pela presidenta Dilma Rousseff;

2) O Ministério do Esporte tem razão em boa parte de suas justificativas. Burocracia à parte, se as regras existem, precisam ser cumpridas. E se outras confederações as cumprem, por que seria diferente com o boxe? A lei precisa ser igual para todos (por mais que eu discorde dos critérios e demora para a liberação dos recursos);

3) A CBBoxe (Confederação Brasileira de Boxe) precisa se organizar melhor. Boa parte dos erros apontados nos projetos esportivos foram cometidos pela entidade. Além disso, integrantes do Ministério do Esporte tentaram por um bom tempo promover a paz entre a entidade e a boxeadora Adriana Araújo, cortada da seleção feminina no começo do ano, após desentendimentos com o presidente Mauro José da Silva. Por enquanto, nada feito.

O resultado de toda essa confusão é um belo prejuízo nas chances de conquista de medalhas para o boxe brasileiro nos Jogos de 2016.

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sábado, 30 de novembro de 2013 Ídolos, Isso é Brasil, Política esportiva | 15:10

‘Atletas pelo Brasil’ lança portal e leilão online

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Movimento "Atletas pelo Brasil agora terá um portal na internet

Movimento “Atletas pelo Brasil agora terá um portal na internet

Após ter tido participação fundamental na maior conquista esportiva do país neste ano (em minha modesta opinião), a assinatura da Medida Provisória 620/2013 (que entre outras coisas limita a somente uma reeleição o mandato de dirigentes de entidades esportivas que recebem verbas públicas), o movimento “Atletas pelo Brasil” irá lançar um portal de internet com o objetivo de se tornar a principal referência do esporte brasileiro.

Na próxima terça-feira, a partir das 10h, a presidente da entidade, a ex-jogadora de vôlei Ana Moser participará de uma entrevista coletiva no Esporte Clube Pinheiros, para explicar como será o funcionamento do portal Esporte pelo Brasil, que reunirá informações sobre as modalidades esportivas, atletas, eventos e pesquisas.

O portal também pretende fazer um monitoramento de indicadores e políticas públicas de esporte realizados no Brasil, o “Cidade do Esporte”. E os primeiros números divulgados fazem parte de um estudo com as 12 cidades-sede da Copa do Mundo 2014.

Além disso, o evento também marcará o início do “Lance pelo Esporte – Leilão Online”, com o objetivo de arrecadar recursos financeiros para o “Atletas pelo Brasil”, comercializando peças autografadas e experiências ao lado de grandes ídolos do esporte brasileiro, como Paulo André, Raí e Cafu (futebol), Ana Moser e Ida (vôlei), Cesar Cielo, Thiago Pereira e Gustavo Borges (natação), Hortência, Paula e Oscar (basquete), Rubens Barrichello (automobilismo) e Lars e Torben Grael (vela).

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terça-feira, 26 de novembro de 2013 Isso é Brasil, Olimpíadas, Política esportiva | 13:18

Reativação do Célio de Barros esbarra na burocracia

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O que restou do Célio de Barros, antes de ser poupado da destuição total pelo governador Sergio Cabral

O que restou do Célio de Barros, antes de ser poupado da destuição total pelo governador Sergio Cabral

Salvo de virar um belo estacionamento para os “reis dos camarotes” do remodelado Maracanã, muito por causa do temor do governador Sérgio Cabral diante dos protestos de junho, o estádio de atletismo Célio de Barros ainda não sabe quando voltará à ativa. Na verdade, sua reconstrução esbarra na velha e boa burocracia da máquina pública.

Ao contrário do vizinho Parque Aquático Júlio Delamare, que também escapou de ser demolido e tornou-se uma das sedes dos esportes aquáticos para os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio – o local receberá as competições da fase preliminar do polo aquático -, o Célio de Barros servirá, no máximo, como pista auxiliar de treinamento para os atletas durante as Olimpíadas. Mas independentemente de virar ou não um equipamento olímpico, a CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) conta com sua completa reforma para utilizá-lo em competições nacionais ou internacionais.

Relembre: Foi a ‘reflexão’  de Sérgio Cabral ou as pesquisas eleitorais que salvaram o Célio de Barros?

“Será necessário reconstruir o Célio de Barros. Só não derrubaram a arquibancada”, afirmou ao blog o presidente da CBAt, José Antonio Martins Fernandes, o Toninho. Segundo ele, o cenário atual do mais tradicional estádio do atletismo brasileiro é desolador. A reconstrução do Célio de Barros, porém, depende da liberação de verbas. De acordo com o secretário de esportes do Rio, André Lazaroni, o custo da reforma seria de R$ 10 milhões. O governo carioca solicitou uma ajuda ao Ministério do Esporte, que mostrou interesse em ajudar na reforma.

A liberação desta verba, contudo, depende do envio do projeto da reforma do estádio por parte do governo do Rio, para as devidas análises de engenharia e orçamento. Só então os recursos para a reconstrução do Célio de Barros estarão disponíveis. O prazo inicial previsto para a obra é de seis meses.

Enquanto a burocracia não termina, o Célio de Barros fica ali, quietinho em seu canto, esperando voltar a funcionar. Sabe-se lá quando.

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terça-feira, 17 de setembro de 2013 Ídolos, Isso é Brasil, Política esportiva | 19:52

A maior vitória do esporte brasileiro. Só falta Dilma assinar

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Ex-atletas brasileiros se reúnem com o senador Renan Calheiros, presidente do Senado, antes da votação histórica desta terça-feira

Atenção para estes números:

– Coaracy Nunes, presidente da CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos) desde 1988;
– Ary Graça, ainda presidente da CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) desde 1995, embora afastado por conta de sua eleição para comandar a FIVB (Federação Internacional de Vôlei);
– Roberto Gesta de Melo, presidente da CBAt de 1987 até 2013, quando entregou o cargo para José Antonio Fernandes;
– Carlos Arthur Nuzman, presidente do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) desde 1996

A partir desta terça-feira, o esporte brasileiro não servirá mais de “capitanias hereditárias” de um seleto grupo de cartolas, como os citados acima.  Com a aprovação no Senado Federal da MP 620/2013,  de forma unânime, está limitada a apenas uma reeleição sem sair do cargo o mandato dos dirigentes de entidades esportivas que recebem verbas públicas. Na semana passada, a MP já havia sido aprovada na Câmara Federal.

Os exemplos acima foram apenas ilustrativos, mas a maioria esmagadora das entidades esportivas do Brasil, em todos os níveis, passam pela mesma situação vergonhosa, onde poucos detém o poder e não querem largar o osso.

Com a aprovação, falta apenas a sanção da presidenta Dilma Rousseff.

Trata-se da maior vitória do esporte brasileiro, não tenham dúvida disso. A democracia chegou às quadras, pistas, ginásios e campos e isso terá reflexo profundo no que irá se transformar o modelo esportivo do país nos próximos anos.

Vitória que só foi possível graças à mobilização do movimento “Atletas pelo Brasil”, que reuniu nomes de peso do esporte nacional, como Ana Moser (que preside a entidade), Raí, Gustavo Kuerten, Mauro Silva e Hortência, que estiveram acompanhando a votação.

O esporte do Brasil irá dormir bem mais leve e alegre neste histórico 17 de setembro.

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quarta-feira, 11 de setembro de 2013 Histórias do esporte, Ídolos, Isso é Brasil, Olimpíadas, Política esportiva | 20:02

Ainda sobre a indicação de Bernard para o COI…

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Reprodução de reportagem do Globo, de janeiro de 1992, quando Aurélio Miguel e Joaquim Mamede se entenderam, graças à ajuda de Bernard

Em relação ao post anterior, no qual comento (e critico) a indicação de Bernard Rajzman como membro efetivo do COI (Comitê Olímpico Internacional), ocorrida na última terça-feira, é necessário que se faça uma importante reparação.

Dizem que o maior inimigo de um jornalista é a mémória (ou a falta da mesma). Um grande amigo, Moacir Ciro Martins Júnior, com quem trabalhei emA Gazeta EsportivaDiário de S. Paulo (hoje atuando na assessoria de imprensa do vereador Aurélio Miguel na Câmara Municipal de São Paulo), leu o post a respeito da indicação de Bernard e fez uma correção a um dos fatos apontados no texto – a de que ele nunca lutou pelos interesses dos atletas.

Ciro me lembrou do papel fundamental exercido por Bernard em 1992, quando o então secretário nacional de esportes do governo Collor trabalhou para solucionar o impasse de um grupo de judocas brigado com o então presidente da CBJ, Joaquim Mamede. Entre os rebelados, estavam Aurélio Miguel e um desconhecido judoca de Santos, chamado Rogério Sampaio. Por conta de inúmeros desentendimentos com o cartola, que comandava a CBJ com mão de ferro, numa autêntica ditadura, Aurélio estava fora da seleção brasileira não defenderia seu título olímpico nos Jogos de Barcelona.

Mas foi graças  à participação de Bernard negociando uma paz entre os dois lados, que finalmente houve o acordo, no dia 17 de janeiro de 1992, como atesta a reprodução de reportagem do jornal O Globo que ilustra o post (clique na foto para ampliar). Foi, portanto, a atuação de Bernard como intermediário que permitiu o retorno dos judocas rebeldes – entre eles Rogério Sampaio, que seria campeão olímpico naquele ano.

Quem tem amigo, não morre pagão, valeu Moacir!

PS: O esquecimento meu neste episódio não modifica uma vírgula do que eu penso a respeito da indicação de Bernard para o COI, é bom deixar claro

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terça-feira, 10 de setembro de 2013 Ídolos, Olimpíadas, Política esportiva | 23:15

A polêmica escolha do novo membro do Brasil no COI

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Bernard posa ao lado de Jacques Rogge, após ser aprovado como membro do COI

Bom, pra início de conversa, a escolha do novo presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional), o alemão Thomas Bach, ocorrida nesta terça-feira, no encerramento da 125ª Assembleia Geral da entidade, seguiu um roteiro absolutamente óbvio e lógico.

Como já era previsto (inclusive pelo blogueiro Mãe Dinah), o advogado de 59 anos, campeão olímpico de esgrima por equipes nos Jogos de Montreal 1976, levou o pleito com extrema facilidade. Venceu as duas rodadas de votação no colégio eleitoral do COI com tranquilidade (43 na primeira e 49 na segunda), com 20 votos de vantagem sobre o segundo colocado, o porto-riquenho Richard Carrión. Assim como foi a escolha de Tóquio para sede dos Jogos de 2020, o COI optou por não inventar na sucessão do belga Jacques Rogge.

Mas uma outra eleição também movimentou os bastidores do Hotel Hilton, em Buenos Aires, nesta terça-feira. Foram escolhidos os nove novos membros do COI, entre eles o brasileiro Bernard Rajzman, chefe de missão do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) nos Jogos Olímpicos de Londres 2012. Desde o ano passado, com a passagem de Carlos Arthur Nuzman para membro honorário (por ter atingido o limite de 70 anos de idade), o país que será a sede das próximas Olimpíadas não tinha um representante com direito a voto na entidade que comanda o esporte olímpico mundial.

Tratava-se, portanto, de uma eleição muito importante para o esporte brasileiro. Mas não acredito que tenha sido a melhor escolha.

Explico: a despeito de seu brilhante passado como atleta, tendo sido um dos ícones da seleção masculina medalha de prata nas Olimpíadas de Los Angeles 1984, Bernard jamais foi um nome representativo do esporte olímpico brasileiro. Não há registros de declarações de Bernard saindo em defesa do atleta brasileiro, criticando a estrutura arcaica que comanda o esporte do país, onde o continuísmo da cartolagem impera (até agora, pois nesta terça a Câmara dos Deputados aprovou projeto que limita os mandatos dos dirigentes, mas isso será tema de outro post).

Além disso, para aqueles de memória curta, Bernard Rajzman integrou, como secretário nacional de Esportes (cargo que antecedeu o Ministério do Esporte) o malfadado governo de Fernando Collor, aquele mesmo que atolado por inúmeras denúncias de corrupção, foi defenestrado pelo Congresso Nacional.

E quando se imagina que no lugar de Bernard, poderiam ter sido indicados atletas do quilate de um Lars Grael, Magic Paula ou Ana Moser, todos com um histórico de luta por um esporte para todos no Brasil, aí mesmo que se tem a certeza de que não foi uma boa escolha do COI.

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sábado, 7 de setembro de 2013 Candidaturas, Olimpíadas, Política esportiva | 18:13

Tóquio 2020, uma escolha lógica e segura

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Jacques Rogge, exibe o cartaz mostrando a vitório de Tóquio para os Jogos de 2020

Minutos antes do presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional), Jacques Rogge, abrir o envelope e anunciar a cidade de Tóquio como a grande vencedora na disputa pela sede dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2020, escrevi no Twitter: “Só pelo clipe, Tóquio merecia vencer”.

Estava declaradamente torcendo pela candidatura japonesa (inclusive foi a minha aposta no post anterior), por vários motivos: por ser Tóquio uma cidade sensacional, com uma atmosfera única, por sua cultura e até mesmo por uma questão sentimental. Há dois anos, o país foi devastado por um tsunami monstuoso, exibido ao vivo pelos canais de notícia, na madrugada daquele fatídico 11 de março de 2011. Não há como ficar imune diante das cenas de destruição.

Ao analisar cada candidatura, não há como não ver vantagens na escolha de Tóquio. E foi uma barbada. Na primeira rodada de votação, quando Madri foi eliminada, a capital japonesa teve 42 vontos, contra 26 de Isatambul e Madri (no desempate, os turcos ganharam por 49 a 45). Na rodada final, foi um massacre: 60 votos a Tóquio e 36 para Istambul.

Tóquio já mostra há anos competência em organizar grandes competições. Há uma tremenda valorização da cultura esportiva no povo japonês. Inclusive já realizou a edição dos Jogos Olímpicos de 1964, apenas 19 anos depois de ter sido praticamente destruído durante a 2ª Guerra Mundial, inclusive com duas bombas atômicas caindo em seu território. O Japão já organizou também duas Olimpíadas de inverno, em Sapporo 1972 e Nagano 1998, uma Copa do Mundo (em parceria com a Coreia do Sul, em 2002) e várias edições do Mundial de clubes da Fifa.

A vitória de Tóquio sinaliza, por fim, sinaliza que o COI não quis apostar numa grande novidade, como o fez com o Rio para 2016. Entre escolher uma candidatura de um país com muito a fazer em sua infraestrutura e arenas, além de estar no meio do furacão de um caldeirão geopolítico, como é o caso de Istambul, os cartolas do COI preferiam apostar em quem já está sua estrutura de transportes pronta e um plano seguro em suas arenas esportivas.

Como brincaram nas redes sociais, alguém deveria dar uma ideia ao COI e deixar os Jogos de 2016 para os japoneses e os de 2020 para o Rio de Janeiro. Galhofa à parte, como duvidar de um povo que um mês depois de um terremoto e tsunami, já conseguia reconstruir suas estradas e cidades?

Parabéns, Tóquio!

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domingo, 1 de setembro de 2013 Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas, Paraolimpíadas, Política esportiva | 11:40

COI não desmente documentos secretos, mas nega ‘sinal vermelho’ para 2016

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Projeto da arena de Deodoro, um dos pontos críticos apontados no relatório secreto do COI

Como não poderia deixar de ser, repercutiu como uma bomba a divulgação, por meio de reportagem exclusiva do jornalista Jamil Chade, de “O Estado de S. Paulo”, publicada neste sábado, sobre a existência de um relatório sigiloso que circula no COI (Comitê Olímpico Internacional). O documento, segundo a reportagem, diz, com todas as letras, que os Jogos Olímpicos de 2016, marcados para o Rio, correm risco em razão de atrasos nas obras das arenas, problemas na infraestrutura de transporte da cidade, déficit no número de quartos de hotel, falta de recursos de patrocinadores, entre vários pontos abordados. Estaria, portanto, segundo o tal documento, ligado o sinal vermelho para o Rio 2016.

Se confirmada a existência de tal relatório – e não tenho a menor razão para duvidar disso, conhecendo a seriedade e competência de Jamil Chade –, será o maior golpe recebido pela organização das próximas Olimpíadas, faltando menos de três anos para o evento acontecer. A partir deste domingo, quando a comissão de coordenação do COI estiver reunida no Rio, o clima certamente não será de amenidades. A cobrança deverá ser forte e pesada em cima dos integrantes do Rio 2016.

Procurado pelo blog ainda no sábado, o COI tratou de botar panos quentes na polêmica. Neste domingo, Andrew Mitchell, porta-voz da entidade, não negou a existência de um “documento sigiloso” que trata dos problemas do Rio 2016, mas fez questão de tirar o peso das informações que estão contidas nele. “Produzimos uma série de documentos em nossas reuniões, que são usados para orientar as discussões. Estes documentos são produzidos com base em critérios diferentes e você não pode simplesmente somar as cores com as quais eles são classificados para dizer que há questões importantes em áreas específicas”, explicou Mitchell, por email.

O porta-voz disse ainda que a envergadura de um projeto como o da organização dos Jogos de 2016 permite diferentes estágios de avaliação do COI. “É padrão para as comissões organizadoras ter diferentes padrões de cor durante os preparativos, como forma de separar os estágios de determinados setores da organização dos Jogos. E neste caso, pode ocorrer que alguns pontos fiquem na condição ‘vermelho’ até o final do período de preparação, embora eles serão entregues de acordo com o que foi planejado”, afirmou Mitchell, lembrando que mais informações serão fornecidas durante entrevista coletiva desta segunda-feira com a presidente da comissão de coordenação, a marroquina Nawal El Moutawakel.

Por uma infeliz coincidência, tudo isso ocorreu na mesma semana em que o Rio de Janeiro teve seu único laboratório reconhecido pela Wada (agência mundial antidoping) descredenciado, após uma série de falhas, criando uma enorme dor de cabeça para os organizadores e o próprio governo brasileiro. Afinal, é no Ladetec que seriam realizados todos os exames de dopagem das Olimpíadas e Paraolimpíadas, algo em torne de seis mil análises, no mínimo. A batalha agora é que o recredenciamento ocorra a tempo dos Jogos.

É bom, portanto, que tanto o prefeito do Rio, Eduardo Paes – que acha que vai tudo bem com a organização das Olimpíadas – e Carlos Nuzman, presidente do Rio 2016, estejam preparados, pois o COI deverá ser bem mais contundente com as cobranças desta vez.

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quinta-feira, 29 de agosto de 2013 Isso é Brasil, Olimpíadas, Paraolimpíadas, Política esportiva | 12:15

COI confia em liberação do Ladetec para 2016. Por enquanto…

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Assim ficará o Ladetec ao final das obras de ampliação para os Jogos de 2016

A retirada da credencial do Ladetec, laboratório brasileiro que foi escolhido para realizar os exames de doping durante os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, anunciada na última terça-feira, foi um vexame para todos os envolvidos na organização dos mega-eventos.  Por mais que já se esperasse a rigorosa decisão da Wada por descredenciar o único laboratório do país em condições de fazer o controle de dopagem em grandes competições, trata-se de uma falha imperdoável. Mas mesmo com o futuro do Ladetec incerto, o COI (Comitê Olímpico Internacional) ainda diz confiar em contar com o Ladetec nas próximas Olimpíadas. Ao menos na versão oficial.

Em contato com o blog, o departamento de comunicação do COI divulgou a seguinte nota: “Os últimos acontecimentos em relação ao Ladetec não comprometem o programa anti-doping dos Jogos de 2016, da mesma forma que a integridade e a qualidade das análises das amostras não serão afetadas. Vamos trabalhar com o comitê Rio 2016, a universidade em questão [UFRJ, à qual pertence o Ladetec] e o governo brasileiro para que recredenciamento do laboratório ocorra antes do início das Olimpíadas de 2016”.

Mas, ao ser questionado sobre a possibilidade do recredenciamento demorar mais do que o previsto e não acontecer até o início dos Jogos, obrigando que os controles de dopagem tivessem que ocorrer fora do Brasil, as palavras do COI foram menos enfáticas. “Esta é uma questão hipotética. Neste momento, vamos concentrar nossos esforços para ajudar o laboratório do Rio a conseguir o seu recredenciamento na Wada”.

Se estes “esforços” irão envolver mais dinheiro público investido, não dá para saber. Mas é evidente que a punição da Wada causou um enorme desconforto nos corredores do COI.

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