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terça-feira, 31 de dezembro de 2013 Jogos Sul-Americanos, Listas, Mundiais, Olimpíadas | 15:20

O calendário 2014 do esporte olímpico

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Sochi 2014

O ano de 2014, que já está quase aí batendo na nossa porta, tem como principal destaque esportivo a disputa da Copa do Mundo de futebol, no Brasil. Mas terá muito esporte olímpico também, com direito a eventos muito importantes.

A principal competição será daqui a pouco, em fevereiro, com a realização dos Jogos Olímpicos de inverno em Sochi, na Rússia, a partir de 7 de fevereiro. O ano de 2014 também terá os Jogos Olímpicos da Juventude, em Nanjing (China) e os Jogos Sul-Americanos, em Santiago (Chile), ambos eventos importantes na preparação dos atletas para as Olimpíadas de 2016.

E também será o ano dos Mundiais de basquete, na Espanha (masculino) e Turquia (feminino); de vôlei, na Polônia (masculino) e Itália (feminino); e o Mundial de atletismo em pista coberta, na cidade de Sopot (Polônia).

Não vai faltar evento para o fã dos esportes olímpicos neste novo ano.

E o blogueiro aproveita também para desejar um Feliz 2014 aos leitores!

JANEIRO

3 a 5 – Semana Internacional de vela – Rio de Janeiro (BRA)
10 a 18 – Liga Mundial masculina de hóquei na grama (final) – Nova Déli (IND)
25/1 a 1º/2 – Semana Olímpica de vela – Miami (EUA)
13 a 26 – Aberto da Austrália de tênis 31/1 a 2/2 – Copa Davis de tênis (1ª rodada)

FEVEREIRO

7 a 23 – Jogos Olímpicos de inverno – Sochi (RUS)
26/2 a 2/3 – Campeonato Mundial de ciclismo de pista – Cali (COL)

MARÇO

7 a 9 – Campeonato Mundial indoor de atletismo – Sopot (POL)
7 a 18 – Jogos Sul-Americanos – Santiago (CHI)
13 a 17 – Campeonato Sul-Americano de nado sincronizado – Santiago (CHI)
29 – Mundial de Meia Maratona de atletismo – Copenhague (DIN)
29/3 a 5/4 – Semana Olímpica de vela – Palma (ESP)

ABRIL

1 a 6 – Campeonato Latino-Americano de tênis de mesa – Santo Domingo (DOM)
4 a 6 – Copa Davis de tênis (4ª de final)
19 a 26 – Semana Olímpica de vela – Hyères (FRA)
24 a 26 – Campeonato Pan-Americano de judô – Guaiaquil (EQU)
26/4 a 3/5 – Campeonato Mundial de tênis de mesa – Suzhou (CHN)

MAIO

9/5 a 1º/6 – Giro d’Italia de ciclismo estrada – Itália
24 a 25 – Campeonato Mundial de revezamentos de atletismo – Nassau (BAH)
23/5 A 20/7 – Liga Mundial masculina de vôlei – vários locais
25/5 a 8/6 – Torneio de tênis de Roland Garros – Paris (FRA)
26/5 a 2/6 – Campeonato Pan-Americano de levantamento de peso – Santo Domingo (DOM)
31/5 a 15/6 – Copa do Mundo masculina e feminina de hóquei na grama – Hague (HOL)

JUNHO

12/6 a 13/7 – Copa do Mundo de futebol – Brasil
23/6 a 6/7 – Torneio de tênis de Wimbledon – Londres (ING)

JULHO

5 a 27 – Tour de France de ciclismo estrada – França
16 a 23 – Campeonato Mundial de esgrima – Kazan (RUS)
23 a 27 – Campeonato Mundial de ciclismo BMX – Roterdã (HOL)
23/7 a 3/8 – Jogos da Comunidade Britânica – Glasgow (ESC)

AGOSTO

1º a 3 – Campeonato Ibero-Americano de atletismo – São Paulo (BRA)
1º a 24 – Grand Prix feminino de vôlei – vários locais
3 a 9 – Evento-teste para as Olimpíadas do Rio 2016 – Rio de Janeiro (BRA)
16 a 28 – Jogos Olímpicos da Juventude – Nanjing (CHN)
21 a 25 – Pan-Pacific de natação – Gold Coast (AUS)
23/8 a 7/9 – Jogos Equestres Mundiais – Normandia (FRA)
23/8 a 14/9 – Vuelta a España – ciclismo estrada – Espanha
23 a 31 – Campeonato Mundial de remo – Amsterdã (HOL)
25 a 31 – Campeonato Mundial de judô – Chelyabinsk (RUS)
25/8 a 7/9 – Aberto dos EUA de tênis – Nova York (EUA)
30/8 a 14/9 – Copa do Mundo masculina de basquete – Espanha

SETEMBRO

1º a 9 – Campeonato Mundial de pentatlo moderno – Varsóvia (POL)
3 a 21 – Campeonato Mundial masculino de vôlei – Polônia
8 a 14 – Campeonato Mundial de luta olímpica – Tashkent (UZB)
8 a 21 – Campeonato Mundial de vela – Santander (ESP)
12 a 14 – Copa Davis de tênis (semifinais)
17 a 21 – Campeonato Mundial de canoagem slalom – Maryland (EUA)
21 a 28 – Campeonato Mundial de ciclismo estrada – Espanha
21 a 28 – Campeonato Mundial de ginástica rítmica – Izmir (TUR)
23/9 a 12/10 – Campeonato Mundial feminino de vôlei – Itália
27/9 a 5/10 – Campeonato Mundial feminino de basquete – Turquia

OUTUBRO

Data a definir – Campeonato Mundial de boxe – Local a definir

NOVEMBRO

4 a 16 – Campeonato Mundial de levantamento de peso – Almaty (KAZ)
9 a 16 – Finais da ATP de tênis – Londres (ING)
21 a 23 – Copa Davis de tênis (final)

DEZEMBRO

3 a 7 – Campeonato Mundial de natação em piscina curta – Doha (CAT)

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segunda-feira, 23 de dezembro de 2013 Imprensa, Isso é Brasil, Mundiais, Olimpíadas, Seleção brasileira | 20:23

Após a festa, o handebol precisa olhar para o futuro

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O técnico dinamarquês Morten Soubak está bem preocupado com o futuro do handebol brasileiro

O dinamarquês Morten Soubak (esq.) está bem preocupado com o futuro do handebol brasileiro

Passada a emoção da conquista histórica e a primeira leva de homenagens (mais do que merecidas, diga-se de passagem), é necessário que o handebol brasileiro tenha a tranquilidade necessária para avaliar o resultado efetivo da conquista do título mundial feminino neste domingo, na Sérvia. E nada melhor do que iniciar essa reflexão tomando como base uma declaração do competente e consciente dinamarquês Morten Soubak, treinador da equipe brasileira, publicada pelo portal AHE! nesta segunda-feira.

“Do jeito que está, não vai mudar nada. Estamos totalmente dependentes das meninas que estão na Europa. Não é por causa do que é feito no Brasil que estamos aqui. Nem um pouco. Se o Brasil daqui a três anos produzir cinco, oito jogadoras, beleza. Mas eu quero ver o Brasil produzir um time inteiro que vá para a seleção adulta”

Fala com muita propriedade o dinamarquês, que dirige a seleção feminina desde 2009, mas que chegou para trabalhar no Brasil em 2001. Ou seja, com 12 anos “de casa”, ele sabe muito bem como a banda toca por aqui. Se hoje exaltamos (com justiça) os feitos das heroínas do handebol, é bom não esquecer que boa parte deles devem-se ao importante intercâmbio que quase a totalidade das jogadoras (13 das 16 convocadas) adquiriram atuando na Europa. A própria presença de Soubak é fruto deste intercâmbio vitorioso.

Por aqui, os jogos das ligas nacionais (masculina e feminina) são vistos por uma minoria (familiares e amigos), com pouquíssima exposição nos canais de esporte e nos jornais e sites esportivos. Será que isso vai mudar com este título mundial?

A outra parte da declaração de Soubak também merece ser analisada com cuidado. A média de idade da seleção campeã mundial não é elevada demais, 26,3 anos. Mas as principais jogadoras da seleção estão longe de serem consideradas novatas: a capitã Fabiana, a Dara, tem 32 anos; Alexandra, a melhor do mundo em 2012, também tem 32; Dani Piedade está com 34 anos; a goleira Mayssa Pessoa está com 29; Deonise completou 30 anos. A melhor do Mundial, a armadora Duda Amorim, tem 27, mesma idade da central Mayara.

Ou seja, se não fizer um trabalho urgente de renovação, essa geração vitoriosa que emocionou o Brasil no último domingo certamente viverá seu canto do cisne nas Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro.

Que as pessoas que comandam o handebol brasileiro estejam cientes de que a hora de olhar para o futuro da modalidade, é agora.

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domingo, 22 de dezembro de 2013 Mundiais, Seleção brasileira | 17:55

O dia em que o handebol deixou de ser ‘pé de página’ no Brasil

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Jogadoras do Brasil comemoram o momento em que a capitã Dara recebe a taça de campeão do mundo

Jogadoras do Brasil comemoram o momento em que a capitã Dara recebe a taça de campeão do mundo

Atualizado

22 de dezembro de 2013

Guarde bem esta data, pois foi neste dia que o handebol do Brasil deixou a condição de “primo pobre”, “recreação escolar” ou mesmo nota de pé de página, como se costuma falar no jargão jornalístico nas redações. Ao conquistar de maneira emocionante o Campeonato Mundial feminino, ao derrotar na decisão a Sérvia por 22 a 20, que jogava em casa e embalada por 20 mil torcedores, a seleção brasileira, literalmente, entrou para a história.

E não foi uma conquista ao acaso. O Brasil terminou o Mundial invicto, com nove vitórias ao longo da competição. Nesta caminhada vitoriosa, precisou superar um jogo emocionante contra a Hungria, nas quartas de final, com direito a duas prorrogações, e bateu a Dinamarca na semifinal, país com muito mais tradição neste esporte e que já foi tricampeão olímpico. Sem falar que derrotou duas vezes as sérvias, donas da casa.

Também não se pode falar que o handebol é um esporte sem apoio no Brasil. A maioria absoluta da seleção feminina atua no handebol europeu, em particular no clube Hypo, da Áustria, em parceria com a CBHb (Confederação Brasileira de Handebol), que banca parte dos salários das atletas. Há também diversos convênios firmados com o Ministério do Esporte, visando a preparação para as Olimpíadas do Rio, em 2016. Apenas para as preparações de Londres 2012 e Rio 2016, a seleção feminina teve R$ 5,4 milhões, além dos patrocínios do Banco do Brasil e Correios. Tudo somado, chega-se a R$ 9, 4 milhões.

Como não se faz campeão sem ídolos, neste Mundial o Brasil teve a melhor jogadora do torneio (a armadora Duda Amorim) e a segunda artilheira da competição, Alexandra Nascimento, com 54 gols, sem contar que a goleira Babi fez parte da seleção do Mundial, embora a reserva Mayssa Pessoa também tivesse uma atuação brilhante.

Um time que teve até uma jogadora que precisou superar a incerteza se voltaria a jogar, como foi o caso de Dani Piedade, que sofreu um AVC no ano passado mas que conseguiu se recuperar e ser um dos destaques do time.

Tudo isso sob o comando com competência por um dinamarquês “com alma de baiano”, como o próprio técnico Morten Soubak se define, ele que é casado com uma brasileira e que dirige a seleção desde 2009.

Uma medalha que veio com dois anos de atraso, depois de ficar em quinto lugar no Mundial de São Paulo, e ainda ficar no “quase” em Londres 2012, quando a seleção foi eliminada nas quartas de final das Olimpíadas pela Noruega, que seria medalha de ouro.

Depois deste 22/12/2013, o handebol no Brasil nunca mais será pé de página. Pode apostar.

 

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sábado, 21 de dezembro de 2013 Mundiais, Seleção brasileira | 22:18

Números mostram que equilíbrio marcará a final Brasil x Sérvia

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A brasileira Alexandra Nascimento já marcou 48 gols no Mundial de handebol

A brasileira Alexandra Nascimento já marcou 48 gols no Mundial de handebol

Embora uma vitória da seleção brasileira neste domingo diante da Sérvia,  na final do Mundial feminino de handebol, não possa ser considerada uma zebra, os números acumulados pelas duas seleções ao longo do torneio deixam evidente que o equilíbrio irá marcar o duelo no ginásio de Belgrado.

O que é possível analisar nestes números é que enquanto a seleção brasileira tem uma vocação e eficiência ofensiva maior, além de apresentar um volume de jogo mais forte, as sérvias se arriscam menos, porém com uma eficência quase igual a do Brasil e tem uma defesa mais forte. Ou seja, equilíbrio total.

Vamos aos números dos dois finalistas:

Total de gols marcados

Brasil – 231
Sérvia – 220

Total de defesas

Brasil – 78
Sérvia – 94

Bolas perdidas

Brasil – 28
Sérvia – 38

Bolas na trave

Brasil – 29
Sérvia – 19

Bloqueios

Brasil – 20
Sérvia – 16

Artilharia

Brasil: Alexandra – 48 gols
Sérvia: Andrea Lekic – 42 gols

Eficiência de ataque

Brasil – 48%
Sérvia – 47%

Goleiras

Brasil: Babi – 74 defesas (43% de eficiência) e Mayssa – 48 defesas (38% de eficiência)
Sérvia: Risovic – 43 defesas (45% de eficiência) e Tomasevic – 88 defesas (42% de eficiência)

 

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sexta-feira, 20 de dezembro de 2013 Mundiais, Seleção brasileira | 20:50

Aviso aos navegantes: o Brasil não é zebra na final do Mundial de handebol

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Jogadoras da seleção feminina de handebol comemoram a histórica vitória sobre a Dinamarca

Jogadoras da seleção feminina de handebol comemoram a histórica vitória sobre a Dinamarca

Atualizado

Após alguns minutos da (mais uma) vitória épica da seleção brasileira feminina de handebol sobre a Dinamarca, por 27 a 21, garantindo a vaga para uma inédita final no Campeonato Mundial da Sérvia, é possível fazer algumas análises com um pouco mais de tranquilidade:

1) Exceto por alguns minutos no segundo tempo, quando as dinamarquesas chegaram a diminuir a diferença para apenas três gols, em nenhum momento o Brasil correu um risco real de perder a partida. As jogadoras comandadas pelo técnico Morten Soudbak tiveram domínio total do jogo;

2) Se a defesa foi o ponto fraco na dramática vitória sobre a Hungria nas quartas de final, desta vez a marcação brasileira soube anular com competência os ataques das rivais e sem apelar tanta para as faltas em que a jogadora precisava ficar dois minutos afastada de quadra;

3) Mais uma vez, a goleira Babi foi o ponto alto da seleção, realizando defesas sensacionais ao longo da partida. Aliás, goleira não é problema nesta seleção até agora, pois a reserva Mayssa também fechou o gol nas vezes em que foi utilizada;

4) O Brasil chega à decisão do Mundial com o a única equipe invicta da competição, com oito vitórias em oito jogos. A Sérvia, adversária das brasileiras na decisão, perdeu somente um jogo – justamente para o Brasil, na primeira fase do torneio, por 25 a 23;

5) A fanática torcida pode ser a grande arma da Sérvia na decisão. Nesta sexta-feira, com as arquibancadas lotadas, o time atropelou a Polônia por 24 a 18;

6) Para que ninguém fale em golpe de sorte, vale lembrar que o Brasil derrotou uma seleção que já foi três vezes campeã olímpica;

7) Nas 21 edições anteriores dos Mundiais femininos de handebol, apenas duas vezes um país não europeu esteve entre os três primeiros – Coreia do Sul, ouro em 1995 e bronze em 2003. O Brasil é o segundo a entrar neste seleto grupo.

8) Uma modalidade sem badalação da grande mídia no país, sem o mesmo apoio financeiro e a estrutura do vôlei, por exemplo, chega à decisão em igualdade de condições com seu oponente. A seleção feminina de handebol não será zebra na final deste domingo.

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quarta-feira, 18 de dezembro de 2013 Mundiais, Seleção brasileira | 19:15

O papel histórico que o handebol feminino terá no esporte brasileiro após o Mundial da Sérvia

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Jogadoras da seleção feminina do Brasil de handebol comemoram a vitória sobre a Hungria, após duas prorrogações

Jogadoras da seleção feminina do Brasil de handebol comemoram a vitória sobre a Hungria, após duas prorrogações, nas quartas de final do Mundial da Sérvia

A foto acima representa um dos momentos mais marcantes (e foram vários) do esporte brasileiro em 2013. No primeiro ano do ciclo olímpico para as Olimpíadas do Rio 2016, a seleção feminina de handebol pode ser responsável pela 27ª medalha obtida por atletas do país em campeonatos mundiais ou torneios equivalentes após a classificação da equipe para a semifinal do Mundial da Sérvia, após derrotar a Hungria em uma partida dramática, por 33 a 31, após duas prorrogações. Seu adversário será a Dinamarca, que eliminou a Alemanha por 31 a 28.

Para se ter uma ideia da dimensão do feito da equipe comandada pelo dinamarquês Morten Soubak (doce ironia), foi a primeira vez que uma equipe de esportes coletivos olímpicos alcança a condição de estar entre as quatro primeiras do mundo, fora vôlei e basquete. O futebol, apesar de fazer parte do programa olímpico, não entra nessa conta, afinal, as Copas do Mundo não tem absolutamente nada a ver com o universo olímpico, a começar pelos atletas que a disputam.

O estágio em que a seleção feminina de handebol se encopntra é de um país em franca evolução. Isso em uma modalidade que embora tenha tradicionalmente muitos adeptos na fase escolar, não consegue criar uma liga nacional forte e representativa. A maior prova disso é que praticamente a seleção inteira joga em clubes da Europa, divididas pela Áustria, Rússia, França, Dinamarca e Hungria. É inegável que a experiência internacional e o sério trabalho de Morten resultou em uma equipe que tem chances reais de sair da Sérvia com uma medalha (leia mais aqui). Sempre é oportuno lembrar que nas Olimpíadas de Londres esta mesma seleção ficou em um honroso sexto lugar, eliminada apenas pela Noruega, que seria a campeã olímpica

Como o time masculino não está no mesmo nível (a seleção sequer classificou-para as Olimpíadas de Londres 2012), esta seleção terá um papel fundamental na história do handebol brasileiro. Algo no nível do que o time feminino representou para o futebol dos Estados Unidos. Esta quinta-feira foi histórica para o esporte do Brasil.

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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013 Mundiais, Seleção brasileira | 23:09

Com novo status, handebol feminino estreia no Mundial com chance real de medalha

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Morten Soubak orienta as jogadoras da seleção durante o treino. Ele acha possível ganhar uma medalha na Sérvia

Morten Soubak orienta as jogadoras da seleção durante treino. Ele acha possível ganhar uma medalha na Sérvia

Esqueça as épocas de vacas magras, de mero figurante em competições internacionais. Neste sábado, o handebol feminino do Brasil inicia sua participação no 21º Campeonato Mundial feminino, que foi aberto nesta sexta-feira na Sérvia (vitória da equipe da casa sobre o Japão por 28 a 26) com chances bastante reais de conseguir uma inédita medalha. A partida de estreia será contra a Argélia, válida pelo Grupo B, a partir das 15h (horário de Brasília), na cidade de Nis, com transmissão do canal Esporte Interativo.

Não se trata de uma previsão excessivamente otimista. A seleção feminina de handebol vem sendo a mais grata surpresa entre os esportes olímpicos coletivos do Brasil, com uma evolução inegável. O primeiro sinal veio na belíssima participação no Mundial de 2011, realizado em São Paulo, quando a equipe ficou em quinto lugar.

 >>> Relembre: O premiado começo de ano do esporte olímpico do Brasil

Depois, para provar que não havia sido obra do acaso, a seleção terminou em sexto lugar os Jogos Olímpicos de Londres 2012, fazendo uma campanha excepcional, com a equipe sendo eliminada apenas pela Noruega, que viria a ficar com a medalha de ouro. No começo desta ano, ainda teve eleito a pontaAlexandra Nascimento escolhida como a melhor jogadora do mundo pela própria IHF (Federação Internacional de Handebol).

Desta vez, as brasileiras não escondem a ambição de chegar ainda mais longe. Em entrevista ao blog, o técnico dinamarquês Morten Soubak falou da expectativa em relação à participação brasileira e avisa: o Brasil chega para levar uma medalha.

É possível repetir o desempenho no Mundial de 2011, quando o Brasil ficou em 5º lugar, ou diante do que a equipe mostrou em Londres, já se pode pensar em uma colocação melhor? 

Morten Soubak – Sempre pensamos em uma colocação melhor. Temos feito um bom trabalho e conquistado bions resultados. Estamos evoluindo bastante e nossa meta é ganhar uma medalha. Sabemos da qualidade das outras equipes, mas acreditamos que é possível ganharmos uma medalha.

O desempenho nos Jogos Olímpicos já trouxe algum reflexo em termos de maior respeito dos adversários pela equipe do Brasil?
Sim, hoje somos uma equipe conhecida e até apontada como uma das favoritas. Os adversários já estudam mais o nosso jogo e isso nos obriga a ter ainda mais cuidado. É muito gratificante.

O fato de ter sido eleita a melhor do mundo torna a Alexandra sua principal jogadora nesta equipe?
Não considero assim. Somos um grupo muito unido e todas tem um papel muito importante para a equipe.

Faça uma breve análise dos adversários do Brasil na primeira fase e, em sua opinião, quem é o favorito para ficar com o título?

Não sabemos muito sobre a Argélia, mas por ser a nossa estreia temos quer estar muito atentos. O primeiro adversário sempre somos nós mesmos. Japão e China têm um estilo diferente de jogo, são sempre muito velozes. A Sérvia tem a vanatagem de jogar em casa e também é uma equipe muito forte. A Dinamarca tem grande tradição no handebol e chega com jogadoras jovens que estão se saindo muito bem na seleção, então sabemos que será uma primeira fase bem difícil, mas estamos preparados.

Jogadoras que não foram chamadas para este Mundial, como a goleira Chana, poderão voltar a ter chance com você em novas convocações?
Acredito que sim. Hoje, temos muitas jogadoras brasileiras de qualidade, mas infelizmente é preciso fechar um grupo de apenas 16. Ela é uma excelente goleira, assim como outras brasileiras que atuam no país e na Europa. Todas têm chance de fazer parte da equipe.

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quarta-feira, 23 de outubro de 2013 Mundiais, Seleção brasileira | 18:30

Boxe brasileiro faz história no Azerbaijão

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O brasileiro Robson Conceição (de azul) acerta golpe no indiano

O brasileiro Robson Conceição (de azul) acerta golpe no indiano Vikah Malik. Agora, ele tenta vaga na final

Nesta quarta-feira, o boxe amador do Brasil conquistou um feito que pode ser classificado como notável. Em apenas um dia, a modalidade assegurou duas medalhas na disputa do Campeonato Mundial da modalidade, que está sendo realizado na cidade de Almaty, no Cazaquistão. Tal feito foi alcançado graças às vitórias de Everton Lopes sobre o lituano Evaldas Petrauskas, na categoria 64 kg (meio médio ligeiro), e a de Robson Conceição sobre o indiano Vikash Malik, na categoria 60 kg (leves).

Isso já iguala, em total de medalhas, a ótima participação brasileira no Mundial de 2011, no Azerbaijão, quando o mesmo Everton Lopes conquistou uma inédita medalha de ouro, e Esquiva Falcão ficou com o bronze na categoria 75 kg,  na qual ganharia a medalha de prata nas Olimpíadas de Londres, no ano seguinte. E pensar que até então, o Brasil tinha uma solitária medalha, um bronze conquistado por Hamilton Ribeiro, no Mundial de Reno (EUA), em 1986.

>>> Relembre:  Ouro inédito no boxe mostra que há vida além do COB

Sempre é válido lembrar que o boxe olímpico do Brasil integra o projeto Esporte e Cidadania, da Petrobras, que investe em cinco modalidades menos “badaladas”, como taekwondo, esgrima, levantamento de peso e remo, além do próprio boxe, desde 2011. O programa da estatal injetará, até 2016, R$ 256 milhões para ajudar na formação de novos atletas e preparação das respectivas equipes aos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

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segunda-feira, 14 de outubro de 2013 Imagens Olímpicas, Mundiais, Olimpíadas, Seleção brasileira | 22:49

Boxe amador de volta às origens

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Preste bem atenção na seguinte sequência de fotos colocadas abaixo:

Muhhammad Ali, então chamado de Cassius Clay, golpeia o soviético Gennadiy Shatov , na final dos meio pesados das Olimpíadas de Roma

O americano Muhhammad Ali, então chamado de Cassius Clay, golpeia o soviético Gennadiy Shatov , na final dos meio pesados das Olimpíadas de Roma

Esquiva Falcão (vermelho) golpeia o japonês Ryota Murata, na decisão da medalha de bronze dos médios, nas Olimpíadas de Londres 2012

Esquiva Falcão (vermelho) golpeia o japonês Ryota Murata, na decisão da medalha de ouro dos médios, nas Olimpíadas de Londres 2012

O venezuelano Eduard Salas (vermelho) golpeia Ricardo Blandon, da Nicarágua, no Mundial de Almaty, no Cazaquistão

O venezuelano Eduard Salas (vermelho) acerta Ricardo Blandon, da Nicarágua, na primeira rodada do Mundial de boxe amador de Almaty, no Cazaquistão

As fotos acima representam o passado e o futuro do boxe olímpico, que viu começar nesta segunda-feira em Almaty, no Cazaquistão, a disputa do Campeonato Mundial masculino. E iniciou com uma verdadeira viagem ao pasaado. Esta será a primeira competição na qual estarão valendo as novas regras na modalidade, sendo a mais importante delas o fim do uso do capacete de proteção aos pugilistas. A mesma regra estará em vigor na disputa das Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro.

Vista como uma tentativa da Aiba (Associação Internacional de Boxe Amador) em tentar aproximar a modalidade das disputas entre profissionais – e para quem perde constantemente seus talentos, que deixam o amadorismo em busca do sonho de ganhar bolsas milionárias – a ausência do protetor de cabeça já causou polêmica antes mesmo da abertura do Mundial.

Veja também: Sem Yamaguchi, seleção irá desfalcada ao Mundial de boxe

Se a entidade sonha em tentar tornar os combates mais parecidos do que no profissionalismo (inclusive a contagem de pontos, de 0 a 10, será idêntica), há quem veja um aumento desnecessário no risco aos pugilistas. O COI já manifestou esta preocupação, de forma discreta, e terá um representante acompanhando a competição  no Cazaquistão.

Mas é bom sempre lembrar do passado e ver que não é exatamente algo inédito no boxe olímpico o não uso do capacete protetor. A primeira foto do post mostra um então jovem americano chamado Cassius Clay ganhando sua medalha de ouro nos Jogos de Roma 1960 sem o uso do tal capacete. O equipamento passou a ser obrigatório apenas nos anos 80.

Leia ainda: Relembre como o gênio Muhhamad Ali ganhou o ouro olímpico

Ah, só para não deixar passar batido: no primeiro dia de disputa do Mundial, o Brasil ganhou e perdeu. Na categoria 52 kg, Julião Neto foi eliminado pelo alemão Hamza Touba, enquanto que na categoria 91 kg Juan Nogueira  derrotou o estoniano  Ainar Karlson.

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quinta-feira, 10 de outubro de 2013 Mundiais, Seleção brasileira | 08:00

Brasil recebe equipamento inédito para a ginástica artística. Pena que chegou depois do Mundial

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Novo aparelho de solo, de última geração, adquirido pelo Grêmio Náutico União

Novo aparelho de solo, de última geração, adquirido pelo Grêmio Náutico União

Após encerrar sua participação no Mundial de ginástica artística, que terminou no último domingo em Antuérpia, o brasileiro Diego Hypólito comentou a diferença que sentiu nos equipamentos que estavam à disposição na competição, em especial o solo. Pois um equipamento idêntico ao utilizado na Bélgica chegou ao Brasil esta semana. Mas com um “pequeno” atraso, não é?

O Grêmio Náutico União, de Porto Alegre, recebeu nesta última segunda-feira uma série de equipamentos de última geração para a ginástica artística, fruto de um convênio firmado com o Ministério do Esporte, no valor de R$ 3,2 milhões.

Entre o lote, composto por argolas, cavalo com alça, barras assimétricas etc (além de equipamentos para esgrima, remo e natação também), está um aparelho para solo da marca Moscow. Fabricado na Alemanha, o equipamento (que teve modelo idêntico usado no Mundial) é composto por molas de uma qualidade especial e que fazem toda a diferença para o ginasta. “O Diego comentou que é uma mudança brusca no treino. Acho que até eu vou voltar a treinar”, disse o ex-atleta olímpico Mosiah Rodrigues, comentarista do Sportv durante o Mundial e que treinou no clube gaúcho.

Veja também: O esporte do Brasil merece um campeão como Arthur Zanetti?

É excelente que um clube brasileiro tenha condições, mesmo com a ajuda do Ministério do Esporte, para adquirir equipamentos de primeira linha no esporte mundial. Isso já contribuí no treinamento e preparação de seus atletas de alto rendimento, além de ajudar a fomentar o esporte nas categorias de base. Mas cá entre nós, é lamentável que apenas atletas de um clube tenham à disposição condições dew trabalho tão favoráveis.

Será que o tão famoso “legado olímpico” que tanto ficam alardeando será permitir que as confederações esportivas brasileiras tenham centros de treinamento decentes e com equipamentos de última geração?

Quem viver, verá.

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