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Arquivo da Categoria Mundiais

segunda-feira, 25 de agosto de 2014 Mundiais, Seleção brasileira | 23:32

Tem Mundial para todos os gostos

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Sarah Menezes não lutou bem e foi eliminada logo em sua primeira luta no Mundial de judô

Sarah Menezes não lutou bem e foi eliminada logo em sua primeira luta no Mundial de judô, na Rússia

Além dos Jogos Equestres Mundiais, tratados no post anterior e que já definirão as primeiras vagas para as Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016, a semana promete ser agitada com a realização de Mundiais de outras modalidades olímpicas, tiodas com a participação de equipes brasileiras.

Em dois deles estão concentradas as principais esperanças de bons resultados e medalhas. O Mundial de judô, que começou nesta segunda-feira, em Chelyabinsk, na Rússia, é sem dúvida aquele onde o Brasil tem maiores chances de faturar uma ou mais medalhas de ouro. Principal aposta do COB (Comitê Olímpico do Brasil) para ajudar a alcançar a meta de 30 medalhas em 2016, o judô está no Mundial 2014 com equipe completa.

Mas na largada, nesta segunda, acabou decepcionando, com as eliminações da campeã olímpica Sarah Menezes (48 kg), derrotada pela francesa Amandine Buchard; do medalhista de bronze em Londres 2012, Felipe Kitadai (60 kg), que caiu diante do uzbeque Dyorbek Urozboev; e Eric Takabatake (60 kg), que parou nas oitavas diante do russo Beslan Mudranov. O Mundial vai até o próximo domingo.

O outro torneio que desperta a atenção dos esportes olímpicos é a Copa do Mundo masculina de basquete (nova denominação do Mundial), que será realizada na Espanha, a partir deste sábado (30). Depois do vexame de ter sido eliminado na Copa América e só assegurar sua participação via convite da Fiba (Federação Internacional de Basquete), a equipe brasileira chega ao torneio com sua força máxima, com todos os atletas que atuam na NBA, como Tiago Splitter, Anderson Varejão e Nenê Hilário, além de Marcelinho Huertas, que defende o Barcelona. Há quem aposte que o time do técnico argentino Rubén Magnano tem tudo para ficar entre os quatro primeiros.

Em outros dois Mundiais, já em andamento, o Brasil está apenas marcando presença, sem chance de medalhas. É o caso do remo, cuja competição que se realiza em Amsterdã (HOL)  tem somente um barco brasileiro (double skiff peso leve) classificado para as quartas de final. Os demais estão na repescagem, para as finais B e C.

Em Copenhague (DIN), começou nesta segunda-feira o Mundial de badminton, com cinco eliminações (três em simples masculina e femina e duas nas duplas mistas) logo de cara. Nesta terça (26), os brasileiros tentam evitar o adeus precoce na competição, com jogos em simples masculina e dupla masculina e feminina.

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domingo, 24 de agosto de 2014 Mundiais, Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 15:00

Normandia irá conhecer os primeiros classificados da Rio 2016

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A cerimônia de abertura dos Jogos Equestres Mundiais foi realizada no ´pultimo sábado, no Ornano Stadium

A cerimônia de abertura dos Jogos Equestres Mundiais foi realizada no sábado, no Ornano Stadium

A partir desta segunda-feira, na cidade de Caen, na Normandia (França), serão conhecidos os primeiros classificados para as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro, com o início das competições dos Jogos Equestres Mundiais, que na prática equivalem ao Campeonato Mundial de hipismo, que de um total de dez modalidades, contará com as três olímpicas em ação: saltos, adestramento e CCE (Conjunto Completo de Equitação).

Será justamente o adestramento que abrirá a disputa nesta segunda, com a competição prevista para terminar somente na sexta-feira (29). O Brasil, que tem vaga assegurada como país-sede dos Jogos, estará representado pelos cavaleiros João Victor Oliva (filho da ex-jogadora de basquete Hortência), Luiza Almeida, Manuel Tavares de Almeida e Pedro Tavares de Almeida.

Os três primeiros países colocados no Mundial, excluindo o Brasil, estarão classificados para as Olimpíadas.

Na quinta, dia 28, começarão as competições do CCE, que classificará para o Rio de Janeiro os seis melhores conjuntos, excluindo o Brasil, que já tem vaga assegurada. A equipe brasileira de CCE neste Mundial será formada por Gabriel Cury, Marcelo Tosi, Marcio Jorge e Ruy Fonseca.

>>> Veja ainda: Corrida para a Rio 2016 começa nesta sexta-feira

Por fim, a competição de saltos, cujo inicio oficial será em 2 de setembro (embora a prova de teste da pista seja em 31/8), que reservará vagas olímpicas para as cinco primeiras equipes classificadas no Mundial de Caen. Novamente nesta modalidade o Brasil já tem presença assegurada em 2016. A equipe brasileira que competirá na França contará com os cavaleiros Doda Miranda, Rodrigo Pessoa (campeão olímpico em Atenas 2004), Marlon Zanotelli, Pedro Veniss e Yuri Guerios.

 

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domingo, 10 de agosto de 2014 Mundiais, Olimpíadas, Seleção brasileira | 22:41

Final de semana traz saldo positivo para quatro modalidades

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Isaquias Queiroz exibe a medalha de ouro após conquistar o bicampeonato mundial de canoagem velocidade, na prova C1 500 m, em Moscou

Isaquias Queiroz exibe a medalha após faturar o bi mundial de canoagem velocidade, na C1 500 m

Pelo menos quatro modalidades olímpicas terminaram o domingo com o saldo mais do que positivo, já de olho na preparação para as Olimpíadas do Rio de Janeiro, daqui a dois anos, Vela, canoagem velocidade, maratona aquática e vôlei feminino obtiveram grandes resultados em suas respectivas competições neste fim de semana. Vamos ao balanço:

Vela

Só o fato de ter ocorrido sem maiores sobressaltos o evento-teste na Baia de Guanabara nesta semana já seria um feito a ser comemorado. Mas a vitória da dupla Martine Grael e Kahena Kunze, na classe 49er FX, confirmou a boa fase das brasileiras, que são líderes do ranking mundial da Isaf (Federação Internacional de Vela) e  já despontam como sérias candidatas a brigar por medalha em 2016. Os favoritos Robert Scheidt e Jorge Zarif, que ficaram em quatro lugar respectivamente nas classes Laser e Finn, deixam a competição com sentimento de decepção, especialmente para Zarif, que viu a medalha escapar por conta de uma quebra no leme.

Maratona aquática

Ao vencer em Lac Megantic (Canadá) mais uma etapa da Copa do Mundo de maratona aquática, a brasileira Ana Marcela Cunha assegurou matematicamente o título da competição em 2014. Foi sua terceira vitória no circuito e precisa apenas largar na próxima etapa, na China, para referendar a conquista. Para completar, ela ainda viu seu companheiro de seleção brasileira, Allan do Carmo, também vencer a prova masculina e ficar próximo do título.

Canoagem

As imagens do sábado, com o baiano Isaquias Queiroz dentro da água, a apenas dez metros antes de cruzar a linha de chegada e ganhar o título mundial da prova de C1 1.000 m de canoagem velocidade, em Moscou, vão ficar para a história. Um erro inexplicável do canoísta brasileiro, que acabou desclassificado. Só que 24 horas depois ele conseguiu mostrar uma força psicológica fora do comum e venceu neste domingo a final da C1 500 m. Foi o bicampeonato mundial do baiano nesta prova, que não é olímpica, mas Isaquias mostrou que com um pouco mais de trabalho mental para encarar os momentos de pressão, poderá ser uma bela surpresa em 2016. Ele ainda terminou a competição com uma outra medalha, o bronze na C2 200 m (outra prova não olímpica), ao lado de Erlon de Souza.

Vôlei

Não que chegue a ser uma grande surpresa a boa performance da seleção brasileira feminina de vôlei, atual bicampeã olímpica, mas é digno de registro a campanha que a equipe comandada pelo técnico José Roberto Guimarães vem cumprindo na edição deste ano do Grand Prix. Após duas semanas de disputa, as brasileiras seguem invictas na competição, feito que pôde ser acompanhado de perto pelo torcedor de São Paulo neste final de semana, com as vitórias sobre Rússia, Coreia do Sul e EUA no Ginásio do Ibirapuera.

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domingo, 8 de junho de 2014 Imprensa, Isso é Brasil, Mundiais | 00:07

Falta pouco para o mundo (e o blog) ver a bola rolar no Brasil

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Escultura em areia, na praia de Copacabana, no Rio, representando os craques Neymar (Brasil) e Messi (Argentina)

Escultura em areia, na praia de Copacabana, no Rio, representando os craques Neymar (Brasil) e Messi (Argentina)

Era um mês de junho, só que naquela oportunidade, a festa começou num dia 13. Lembro-me que rolava um feriado qualquer, pois estava de carro com meus pais fazendo um passeio e a Avenida Santo Amaro, uma das principais da Zona Sul de São Paulo, estava praticamente às moscas. Lembro-me também que meu pai já sintonizava o rádio do carro, em busca de preciosas informações e acelerava um pouco acima do normal, pois queria chegar logo em casa. O motivo: ver o jogo de abertura da Copa do Mundo de 1974, na Alemanha  Ocidental, entre Brasil e Iugoslávia.

Para um moleque de 10 anos e que não fazia outra coisa na vida que não fosse pensar em futebol, aquele foi um período inesquecível. Era a primeira Copa que eu iria acompanhar tendo a consciência plena da grandeza do evento. E vivi aquela Copa com uma intensidade que só um moleque de 10 anos apaixonado por futebol consegue fazer.

Lia todas as reportagens nas quais os enviados especiais do já extinto “Jornal da Tarde”, que meu pai comprava todos os dias, contavam as histórias lá da Alemanha; assistia a todas as partidas possíveis que a tevê transmitia (e que o horário da escola permitia); e preenchia, cuidadosamente, a tabela do Mundial, anotando resultados e pontos, além de bater ponto semanalmente na banca de jornais ao lado de casa, para comprar a “Placar”, com aquelas lindas fotos coloridas e seu precioso “Tabelão”, que me abastecia de informações para montar meus próprios campeonatos de futebol de botão.

Se todo este clima já bastaria para me fazer ficar apaixonado pela Copa do Mundo, o que dizer da sensação de ver aquela incrível Holanda e suas camisas laranjas (quem é que usava camisa laranja naquela época para jogar futebol?) derrubando quem tivesse pela frente, inclusive a própria seleção brasileira? Ou a Alemanha, dona da casa e que me impressionou logo em sua estreia, com um golaço de um barbudo bom de bola, autor de um golaço no Chile, Paul Breitner? E ver times exóticos que jamais imaginei que jogassem bola, como Hait, Austrália e Zaire (que deu uma bela força para o time do Zagallo avançar para a segunda fase)?

Costumo dizer que nenhum evento do mundo se compara em grandeza e beleza esportiva aos Jogos Olímpicos. Nenhum. Mas da mesma forma, não existe uma competição neste planeta que supere a Copa do Mundo em emoção e paixão. Por isso, será muito bacana, a despeito de todos os problemas nos atrasos das obras dos estádios e de infraestrutura em todas as sedes, ver uma Copa aqui em nosso país. Não se confunda, por favor, o senso crítico contra todos os problemas que envolveram esta confusa (des)organização brasileira com o espírito da Copa.

Por isso, para entrar de vez no clima do Mundial, o blog entra em ritmo de “férias forçadas”, voltando em edições extraordinárias sempre que necessário. Enquanto isso, aquele moleque que há muito deixou de ter 10 anos, realizará um sonho de infância: cobrir uma Copa do Mundo ao vivo e a cores. E em seu próprio país.

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sexta-feira, 23 de maio de 2014 Mundiais | 19:17

Na estreia do Mundial de revezamento de atletismo, Brasil pode ser uma das surpresas

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Revezamento feminino do Brasil tem boa chance de ganhar medalha no Mundial

Revezamento feminino do Brasil tem boa chance de ganhar medalha no Mundial nas Bahamas

Um novo evento no calendário pode reservar uma surpresa ao atletismo brasileiro neste final de semana. Em Paradise Island, nas Bahamas, será realizado neste sábado (24) e domingo (25) a primeira edição do Campeonato Mundial de revezamentos de atletismo, organizado pela Iaaf (Associação Internacional de Federações de Atletismo). Em dois dias, cerca de 500 atletas, representando 48 países, disputarão provas olímpicas – 4 x 100 m e 4 x 400 m – e também que não constam no programa dos Jogos, como o 4 x 200 m , 4 x 800 m e 4x 1.500 m. E tem ainda uma graninha boa em disputa: a Iaaf distribuirá US$ 1,4 milhão (cerca de R$ 3,1 milhões) aos campeões, além de assegurar vaga no Mundial de 2015, marcado para a China.

Mas por que o Brasil, que há anos não tem obtido resultados relevantes em provas individuais, surge como candidato a fazer uma boa campanha nas Bahamas? Simplesmente porque nos revezamentos, os brasileiros vem mostrando competência e colecionando bons resultados. E se vier uma medalha, são as mulheres as maiores candidatas.

Para refrescar a memória do leitor, no Mundial de atletismo de Moscou, no ano passado, a maior chance que o Brasil teve de conquistar uma medalha foi justamente na final do 4 x 100 m feminino. Mas um erro inacreditável na passagem do último bastão entre Franciela Krasucki e Vanda Gomes custou a eliminação da equipe brasileira. Ainda assim, o Brasil terminou a temporada entre as dez melhores equipes de 2013, graças ao recorde sul-americano cravado nas semifinais (42s29).

As eliminatórias nas Bahamas do 4 x 100 m feminino acontecerão a partir das 18h49min deste sábado, com a final marcada para começar às 21h42, sempre no horário de Brasília. O quarteto brasileiro na prova foi definido, com Vanusa Santos, Franciela Krasucki, Evelyn Santos e Rosângela Santos.

Outro revezamento no qual o Brasil aparece com chance de ao menos brigar por lugar na final é no 4 x 400 m masculino. Após terminar 2013 também entre os dez melhores do mundo e aparecer nesta temporada com o terceiro melhor tempo do ano (3min03s32), os brasileiros chegam confiantes em Paradise Island. O quarteto definido para a semifinal de sábado é formado por Pedro Burmann, Wagner Cardoso, Anderson Henriques e Hugo Balduíno. A final será no domingo.

O 1º Mundial de revezamento também contará com algumas estrelas do atletismo internacional, com destaque para os jamaicanos Yohan Blake (campeão mundial  e prata olímpico nos 100 m) e Shelly-Ann Frase-Pryce (campeã mundial e olímpica nos 100 m) , além do americano LaShaw Merrit, duas vezes campeão mundial nos 400 m.

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sábado, 8 de março de 2014 Almanaque, Ídolos, Listas, Mundiais, Seleção brasileira | 17:41

Duda, um bicampeão que gosta de fortes emoções

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Duda assegurou o bicampeonato mundial apenas no último salto

Duda assegurou o bicampeonato mundial apenas no último salto na Polônia

O paulista Mauro Vinícius da Silva, o Duda, que entrou para a história do atletismo do Brasil ao tornar-se neste sábado o primeiro bicampeão mundial indoor (pista coberta), na prova do salto em distância, em Sopot (Polônia), certamente deve apreciar aqueles passeios “com emoção”, que são feitos nas dunas de Natal e Fortaleza, com os carros descendo em alta velocidade, para desespero dos turistas. Brincadeira à parte, só isso explica o que esse rapaz fez no Campeonato Mundial de Sopot, na Polônia, tanta na qualificação quanto na final.

Veja também sobre o Mundial indoor

>>> De olho no Mundial, atletismo do Brasil larga bem em 2014

Na sexta-feira, ele passou no sufoco, ao cravar o salto de 8,02 m na terceira e última tentativa. Parecia estar sofrendo os efeitos das lesões que o atormentaram no ano passado e no início deste ano, como revelou ao iG Esporte. Quase ficou fora da final. E neste sábado, quando ocupava apenas o quinto lugar, partiu para o último salto tendo como melhor marca 8,06 m e cravou o incrível salto dse 8,28 m, superando o chinês Jinzhe Li, que liderava a prova até então e que tinha 8,23 m como melhor marca.

Duda, vai gostar de emoção forte assim lá em Sopot!

Confira abaixo todas as 15 medalhas do Brasil na história dos Mundiais indoor de atletismo:

Medalha de Ouro

José Luiz Barbosa (800 m) – 1min47s49 – Indianápolis 1987, Estados Unidos
Fabiana Murer (salto com vara) – 4,80 m – Doha 2010, Catar
Mauro Vinícius da Silva (salto em distância) – 8,23 m – Istambul 2012, Turquia
Mauro Vinícius da Silva (salto em distância) – 8,28 m – Sopot 2014, Polônia

 Medalha de Prata

José Luiz Barbosa (800 m) 1min45s55 – Budapeste 1989, Hungria
Jadel Gregório (salto triplo) 17,43 m – Budapeste 2004, Hungria
Jadel Gregório (salto triplo) 17,56 m – Moscou 2006, Rússia
Maurren Maggi (salto em distância) 6,89 m – Valência 2008, Espanha
Revezamento Masculino* (Medley) 3min16s11 – Toronto, Canadá

Medalha de Bronze

João Batista Eugênio da Silva (200 m) 21s19 – Paris 1985, França
Robson Caetano da Silva (200 m) 20.92 – Indianápolis 1987, Estados Unidos
Maurren Maggi (salto em distância) 6,70 m – Birmingham 2003, Grã-Bretanha
Osmar Barbosa dos Santos (800 m) 1min46s26 – Budapeste 2004, Hungria
Fabiana Murer (salto com vara) 4,70 m – Valência 2008, Espanha
Keila Costa (salto em distância) 6,63 m – Doha 2010, Catar

*Gilmar da Silva Santos (800 m), André Domingos da Silva (200 m), Sidnei Teles de Souza (200 m), Eronilde Nunes de Araújo (400 m)

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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014 Mundiais, Olimpíadas, Seleção brasileira | 22:11

O final feliz de Adriana Araújo e a arte de engolir sapos

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Mauro José da Silva, Adriana Araújo e Ricardo Leyser, secretário de alto rendimento do Ministério do Esporte: cachimbo da paz

Mauro José da Silva, Adriana Araújo e Ricardo Leyser, secretário de alto rendimento do Ministério do Esporte: cachimbo da paz no boxe olímpico do Brasil

A definição do retorno à seleção brasileira de Adriana Araújo, medalhista de bronze na categoria até 60 kg no boxe feminino das Olimpíadas de Londres 2012, não poderia vir em melhor hora para o Brasil. Ainda sem ter assimilado a decisão dos irmãos Esquiva e Yamaguchi Falcão em optarem pelo profissionalismo, a CBBoxe (Confederação Brasileira de Boxe) finalmente recebeu um alento.

Ao lado de Everton Lopes e Robson Conceição, Adriana passa a se tornar, agora com seu retorno assegurado à seleção, em mais uma esperança real de medalha para o Brasil nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016. Classificada em terceiro lugar no ranking mundial da Aiba (Associação Internacional de Boxe Amador), Adriana Araújo tem enorme potencial para repetir o pódio de Londres ou até mesmo ir mais além.

E pensando no tal plano Brasil Medalhas (que inspirou a criação do Bolsa Pódio), o  Ministério do Esporte não queria de forma alguma ver de fora da equipe nacional nas Olimpíadas um talento como o da lutadora baiana. A meta brasileira, não se esqueçam, é ousada: deixar o país no top 10 do quadro de medalhas em 2016, o que sginificaria terminar os Jogos com cerca de 30 medalhas. Em Londres 2012 foram 17 o total de medalhas brasileiras.

Se do ponto de vista técnico o “acordo de paz” entre Adriana Araújo e Mauro José da Silva, presidente da CBBoxe, foi excelente, fico curioso para saber o saldo que a reunião desta quarta (antecipada aqui no blog) irá causar nas partes envolvidas.

Tanto o dirigente quanto a boxeador baiana são conhecidos pelo gênio forte. O próprio iG registrou, em sua cobertura nas Olimpíadas de Londres, as fortes palavras ditas por Adriana em relação a Silva. “Essa medalha é para calar a boca dele. Ele tentou me tirar da seleção, disse que eu não me classificaria e que não tinha condições de estar aqui. Mas vim e conquistei a medalha de bronze. Ele precisa aprender a valorizar os atletas do Brasil”, disse a boxeadora, logo após ganhar a medalha de bronze olímpica.

Em abril de 2013, quando a saída de Adriana da seleção foi definida, Mauro José da Silva deu o troco na atleta e já tinha a resposta na ponta da língua para justificar o corte: indisciplina. “Ela queria ficar na Bahia, com o técnico dela, mas em janeiro apresentou-se 14 kg mais gorda. Já tínhamos permitido isso outras duas vezes e os resultados foram terríveis”, afirmou na época ao blog.

Nesta quarta-feira, como demonstra a foto feita pela secretaria de alto rendimento do ministério do esporte, que intermediou o acordo, o clima era de paz e amor. “Nunca tive problemas com a CBBoxe. Sempre tive boa relação com as pessoas que trabalham lá. Em minha trajetória na seleção, consegui ser campeã em vários torneios e, com isso, alcancei uma boa pontuação”, disse Adriana, esquecendo-se do que havia declarado menos de dois anos atrás.

Neste ano haverá o Mundial feminino de boxe e certamente Adriana Araújo, se estiver em forma, é candidata à medalha. Vamos aguardar para ver se os sapos que a baiana e o dirigente engoliram na definição deste acordo valeram a pena.

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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014 Mundiais, Seleção brasileira | 19:54

De olho no Mundial, atletismo do Brasil larga bem em 2014

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Carlos Chinin quebrou o recorde brasileiro e igualou a marca sul-americana no heptatlo indoor

Carlos Chinin quebrou o recorde brasileiro e igualou a marca sul-americana no heptatlo indoor

Principal competição da modalidade neste primeiro semestre, o Mundial indoor (pista coberta) de atletismo, que será realizado na cidade de Sopot (Polônia), de 7 a 9 de março, vem servindo como principal motivação para alguns atletas brasileiros conquistarem importantes resultados neste início de temporada 2014.

Ainda sem vaga assegurada no Mundial, Carlos Chinin bateu o recorde brasileiro e igualou o sul-americano no heptatlo – os homens que participam das provam combinadas disputam essa disciplina, enquanto as mulheres participam do pentatlo – durante o Meeting de Tallin, na Estônia. Chinin  alcançou a marca de 5.951 pontos após dois dias de disputa. As provas do heptatlo indoor são 60 m, 1.000 m, 60 m com barreiras, salto com vara, arremesso de peso, salto em altura e salto em distância. O resultado na Estônia serviu para colocar o brasileiro no sexto lugar do ranking da Iaaf (Associação das Federações Internacionais de Atletismo).

Em 2013, Chinin foi um dos poucos a se destacar na fraca campanha brasileira no Mundial de Moscou, ao terminar em sexto lugar no decatlo, quando alcançou a marca de 8.388 pontos, cinco abaixo de seu recorde sul-americano.

O outro ótimo resultado deste final de semana ocorreu no salto com vara, quando o jovem Thiago Braz, de apenas 20 anos, bateu o recorde sul-americano indoor nesta prova, ao marcar 5,72 m no Meeting de Malmöe, na Suécia. Ele superou por um centímetro o recorde anterior, do também brasileiro Augusto Dutra.

Se Chinin ainda busca classificação para a Polônia, Thiago Braz já aproveita as provas do circuito indoor como preparação. Ele é um dos nove atletas brasileiros já com índice assegurado para o Mundial. Além dele, também estão classificados Anderson Henriques (400 m), Augusto Dutra (salto com vara) e Mauro Vinícius da Silva, o Duda (salto em distância), no masculino; Ana Cláudia Lemos (60 m), Franciela Krasucki (60 m), Fabiana Murer (salto com vara), Keila Costa (salto triplo) e Geisa Arcanjo (arremesso de peso).

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sábado, 18 de janeiro de 2014 Isso é Brasil, Jogos Sul-Americanos, Mundiais, Olimpíadas, Seleção brasileira | 22:04

Mesmo sem estrelas do Mundial, handebol acerta ao trazer seleção para o Brasil

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A central Mayara estará na fase de treinamentos no final do mês, em São Bernardo do Campo

A central Mayara, campeã mundial em dezembro, na Sérvia, estará na fase de treinamentos no final do mês, em São Bernardo do Campo

O handebol feminino do Brasil começa 2014 disposto a surfar na onda das glórias do inédito título mundial, obtido em dezembro do ano passado, na Sérvia, e acerta na mosca na iniciativa. Para não deixar a modalidade cair no esquecimento do torcedor, a CBHb (Confederação Brasileira de Handebol) decidiu fazer uma fase de treinamentos a partir do próximo dia 26, em São Bernardo do Campo (SP). O período de treinamentos irá se encerrar com um amistoso contra a República Dominicana, no dia 2 de fevereiro, na mesma cidade. Apenas quatro das 16 jogadoras campeãs do mundo estarão presentes e nem o técnico dinamarquês Morten Soudbak estará presente, mas este é o menor dos problemas, pode ter certeza.

Esporte que ainda está longe de ser considerado popular no país, o handebol precisa aproveitar todas as oportunidades para conseguir reforçar sua marca. E fará isso justamente na cidade onde será inaugurado um centro de treinamento de alto rendimento, provavelmente ainda este ano. Além disso, aproveitará o período de treinos para observar novas jogadoras e iniciar a preparação para os Jogos Sul-Americanos de Santiago (CHI), em março.

Lembrem-se que o time campeão do mundo tem uma média de quase 27 anos, mas as principais jogadoras, como Alexandra Nascimento, Deonise e Dani Piedade, já passaram dos 30 anos. O processo de renovação precisa começar logo, de olho não nos Jogos de 2016, no Rio de Janeiro, mas em 2020, em Tóquio.

Por isso, se você vibrou e comemorou o título da seleção feminina diante da Sérvia, naquele histórico 22 de dezembro de 2013, pode aproveitar a oportunidade para prestigiar a nova geração do handebol do Brasil. As campeãs mundiais que estarão nesta fase de treinamento são Mayara, Amanda, Deborah Hannah e Elaine. O time será comandado pelo assistente técnico Alex Aprile.

Confira abaixo as convocadas para o período de treinos em São Bernardo do Campo:

Goleiras: Ariadne Tomaz Moreira (Metodista/São Bernardo-SP), Flávia Vidal (Santo André-SP) e Jéssica Silva de Oliveira (Supergasbras/UNC/Concórdia-SC).

Armadoras: Amanda de Andrade (Supergasbras/UNC/Concórdia-SC), Juliana Malta Varela de Araújo (MKS Zaglebie Lubin – Polônia), Patricia Batista da Silva (Toulon Saint-Cyr Var Handball-França) e Patricia Diane de Jesus (FADENP/São José dos Campos-SP).

Centrais: Deborah Hannah Pontes Nunes (Metodista/São Bernardo-SP), Isabella Ansolin (Supergasbras/UNC/Concórdia-SC), Mayara Fier de Moura, Patricia Matieli Machado (Liga Itapeviense de Handebol-SP).

Pontas: Agda Gonçalves Pereira (Supergasbras/UNC/Concórdia-SC), Célia Costa Coppi (Metodista/São Bernardo-SP), Daise de Oliveira Souza (Associação de Handebol de Umuarama-PR), Dayane Pires da Rocha (Esporte Clube Pinheiros-SP) e Fernanda Barbosa Vaz (Santo André-SP).

Pivôs: Elaine Gomes Barbosa (Associação Cultural e Esportiva Força Atlética-GO), Fernanda Rigo Marques (Associação de Handebol de Umuarama-PR), Regiane dos Santos Silva (Metodista/São Bernardo-SP) e Tamires Morena Lima de Araújo (Supergasbras/UNC/Concórdia-SC).

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sexta-feira, 3 de janeiro de 2014 Histórias do esporte, Ídolos, Isso é Brasil, Listas, Mundiais, Olimpíadas, Seleção brasileira | 19:03

Uma breve reflexão sobre números e medalhas

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Seleção feminina de handebol comemora a conquista do inédito título mundial na Sérvia

Seleção feminina de handebol comemora o inédito título mundial na Sérvia

Neste primeiro post de 2014, creio ser ainda ser necessário comentar sobre um fato que acabou passando batido por aqui no final do ano recém-encerrado: a campanha dos esportes olímpicos do Brasil em 2013, que cravaram o melhor desempenho do país no primeiro ano pós-olímpico desde 2000. Graças aos diversos mundiais que estiveram em disputa na última temporada, o Brasil conseguiu um total de 27 medalhas em modalidades presentes no programa olímpico, feito nunca antes alcançado. Antes disso, a melhor marca havia sido alcançada em 2005, um ano após as Olimpíadas de Atenas 2004, com 11 medalhas.

Destas 27 medalhas, oito delas foram de ouro, a última delas conquistada de forma brilhante pela seleção feminina de handebol, campeã mundial diante da Sérvia, em dezembro. Os demais ouros de 2013 vieram com César Cielo (natação – 50 m livre); Arthur Zanetti (ginástica artística – argolas); Rafaela Silva (judô – 57 kg); Jorge Zarif (vela – classe Finn); Robert Scheidt (vela – classe Laser); Poliana Okimoto (maratonas aquáticas – 10 km); e vôlei feminino (Grand Prix).

Diante do ótimo resultado, tanto o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) quanto o Ministério do Esporte – um dos principais financiadores do esporte olímpico nacional, através do Bolsa Atleta e Bolsa Pódio, entre outros convênios – trataram de enaltecer o feito, lembrando em comunicados à imprensa que o Brasil terminou 2013 no oitavo lugar em um hipotético quadro de medalhas envolvendo as competições olímpicas no ano passado. Coincidentemente, o resultado está dentro da meta estabelecida, tanto pelo COB como pelo Ministério, para as Olimpíadas de 2016, no Rio, quando se espera que o país termine os Jogos entre os dez primeiros.

>>> Leia ainda: O dia em que o handebol deixou de ser ‘pé de página’ no Brasil

Mas por uma questão de padronização, esse 8º lugar deveria ser tratado como um 10º lugar. Antes da minha justificativa, uma rápida historinha olímpica…

A extinta União Soviética fez sua estreia em Olimpíadas nos Jogos de Helsinque, em 1952. Em plena Guerra Fria com os Estados Unidos, os soviéticos queriam aproveitar sua primeira participação olímpica para também fazer propaganda do regime comunista. E em sua Vila Olímpica particular (a delegação não quis se misturar com os demais atletas) os dirigentes da URSS instalaram na entrada um quadro onde computava as medalhas que eram conquistadas por seus atletas, em comparação às dos americanos. Era o primeiro quadro de medalhas da história das Olimpíadas. A partir de então, a imprensa passou a publicar listas com o total de medalhas conquistadas a cada edição dos Jogos. Mas essa é uma classificação extra-oficial.

Se você procurar no site do COI (Comitê Olímpico Internacional), não irá encontrar qualquer quadro de medalhas, pois a entidade considera apenas os campeões olímpicos de cada prova. Não sou hipocritamente purista como os nobres membros do COI e considero natural que a imprensa crie uma forma de classificar os ganhadores de medalhas nos Jogos Olímpicos. Porém, é bom deixar claro que oficialmente essa classificação não existe.

>>> Veja também: Mundial de Barcelona coinsagra Cielo, Thiago e Poliana, mas também merece uma reflexão

Os quadros de medalha olímpicos têm em geral sua classificação feita pelo tipo de medalha conquistada: primeiro, ouro, depois a prata, em seguida o bronze e por fim o total de medalhas. Mas é claro que os critérios mudam de acordo com o gosto do freguês. Assim ocorreu com vários veículos de comunicação dos EUA, que começaram a fazer a classificação de seus quadros pelo total de medalhas de Pequim 2008, justamente quando os ouros chineses deixaram as conquistas americanas para trás. No final, a China teve 51 ouros (100 no total) e os EUA faturaram 36 ouros (e 110 no total).

Volto a reforçar: para o COI, essa classificação não tem a menor importância!

No quadro de medalhas olímpicas de 2013 do COB, o critério usado é pelo total de medalhas obtidas. Assim, Japão (dez ouros), Coréia do Sul e Hungria (nove ouros cada um) aparecem atrás do Brasil, que levando em conta a classificação habitualmente adotada pela mídia, ficaria atrás destes três países, mas ainda assim estaria à frente da Austrália ( sete ouros no ano passado), que no quadro original ficou à frente do Brasil.

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Como diz o título do post, o objetivo foi fazer com que uma pequena reflexão seja feita diante dos excelentes resultados obtidos pelos atletas brasileiros no ano que passou. Estamos no caminho certo, mas muito longe ainda de poder apontar o país como uma “potência olímpica”, como alguns mais fanáticos podem pensar.

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