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quarta-feira, 24 de agosto de 2011 Imprensa, Mundiais, Olimpíadas, Seleção brasileira | 23:33

A prata de Rafaela Silva e o blogueiro "Mãe Dinah"

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Rafaela Silva no pódio do Mundial de Judô, em Paris, com sua medalha de prata

A brilhante conquista da judoca Rafael Silva, que nesta quarta-feira conquistou a medalha de prata na categoria leve (até 57 kg), no Mundial de Judô, que está sendo realizado em Paris (FRA), acabou servindo de gancho para que eu desenterrasse um post publicado em meu antigo blog, o “Blog do Laguna“, atualmente desativado desde que este “Espírito Olímpico” entrou no ar. Em 20 de fevereiro deste ano, escrevi um post justamente sobre Rafaela, que havia vencido a etapa de Dusseldorf (ALE), válida pela Copa do Mundo. E o blogueiro até se meteu a fazer um exercício de futurologia.

Da Cidade de Deus para Londres?



Dona do melhor resultado do judô brasileiro no Grand Prix de Dusseldorf (Ale), neste último sábado, a jovem carioca Rafaela Silva, campeã na categoria 57kg, foi revelada pelo Instituto Reação, fundado pelo medalhista olímpico Flavio Canto. Localizado na favela de Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, o Instituto Reação representou uma mudança radical na vida de Rafaela. Até os oito anos, ela era muito brigona e seu pai viu no judô uma forma da garota ocupar sue tempo livre.

Campeã mundial junior de 2008, já havia sido campeã da etapa de Madri da Copa do Mundo de 2009. Aos 18 anos, ocupa a 26ª posição no ranking mundial, sem computar o resultado da etapa deste sábado, quando bateu a italiana Giulia Quintavalle, campeã olímpica de Pequim/08, nas semifinais, e a japonesa Kaori Matsumoto, líder do ranking mundial e atual campeã do mundo, na decisão.

Sei não, tá com cara que a Cidade de Deus terá uma representante em Londres, hein?

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sábado, 20 de agosto de 2011 Ídolos, Mundiais, Musas | 21:19

Croata dançarina busca o tri no Mundial de atletismo

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Nesta semana, a atleta croata Blanka Vlasic, depois de ameaçar desistir, confirmou sua participação no Campeonato Mundial de Atletismo, que começa no próximo sábado na cidade de Daegu, na Coreia do Sul, buscando o tricampeonato mundial no salto em altura. Um dos maiores nome da modalidade, Blanka ainda não está totalmente recuperada de uma lesão muscular na perna esquerda. Mas disse que mesmo sem estar 100%, não conseguiria ver a competição de sua casa, em Split, na Croácia.

Os fãs também festejaram a decisão da musa croata. Além da oportunidade de tentar vê-la repetir os feitos dos Mundiais de Osaka 92007) e Berlim (2009), haverá uma torcida enorme para saber qual a dança que Blanka irá fazer em caso de vitória, exatamente como fez nos Mundiais anteriores.

Uma dancinha bem sexy, diga-se de passagem, como você pode conferir nos vídeos abaixo:

Primeiro, a “dança” após o primeiro título mundial, em Osaka:

Depois, a “dancinha” feita no bi, em Berlim:

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quarta-feira, 3 de agosto de 2011 Ídolos, Isso é Brasil, Mundiais, Seleção brasileira | 20:19

O inoportuno silêncio de Cesar Cielo

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Cesar Cielo chega a Guarulhos e despista a imprensa, ao lado do pai e de seguranças

Tudo bem que encarar uma viagem de Xangai para São Paulo não é uma daquelas tarefas mais agradáveis. São pelo menos 26 horas atravessando o mundo. Desta forma, é perfeitamente compreensível que Cesar Cielo não estivesse muito a fim de encarar os jornalistas em seu desembarque a São Paulo nesta qiuarta-feira à noite, ao chegar da China, onde disputou o Mundial de Esportes Aquáticos e voltou para casa com duas medalhas de ouro. Pois é, nem sempre pode-se fazer tudo o que a lógica manda.

Por tudo que envolveu sua participação neste mundial, pelo fato de ele ter apenas dado uma declaração no dia do anúncio do doping; ter embarcado um dia antes para Xangai e assim fugir dos jornalistas; e por causa da polêmica absolvição aplicada pela CAS (Corte Arbitral do Esporte), que na verdade repetiu a pena de advertência aplicada pela CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos), Cielo tinha que ter falado com os jornalistas, sim!

Cesar Cielo já é o maior nadador da história do Brasil. Mas precisa demonstrar esta mesma grandeza diante de assuntos mais espinhosos e pouco agradáveis. Queira ou não, este caso de doping e a polêmica liberação para que ele competisse em Xangai irá acompanhá-lo em toda a carreira. Que ele saiba administrar melhor esta situação incômoda e mostrar a grandeza dos grandes campões. Na boa e na ruim.

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segunda-feira, 1 de agosto de 2011 Imprensa, Mundiais, Seleção brasileira | 23:34

O Mundial de Xangai e o ouro de tolo

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Fantasiado, Cesar Cielo exibe as duas medalhas de ouro conquistadas em Xangai

“Quarto colocado no quadro de medalhas, o Brasil deixa o Mundial de Esportes Aquáticos de Xangai com a melhor campanha de sua história, ao menos em termos qualitativos. As quatro medalhas de ouro colocaram o país atrás somente de Estados Unidos, China e Rússia. Mas, ao se analisar o desempenho dos atletas como um todo, o resultado é pior do que o apresentado há dois anos em Roma, quando os brasileiros terminaram na 13ª colocação geral….”

Começa assim, conforme parágrafo acima, a boa reportagem de Pedro Taveira, do iG Esporte, fazendo uma análise do desempenho da equipe do Brasil no Mundial de Esportes Aquáticos em Xangai, encerrados neste domingo e que você pode ler a íntegra aqui.

Uma análise que mostra, sem pachequismo, o real valor do desempenho brasileiro. Se é incontestável que o país nunca ganhou tantas medalhas de ouro numa mesma edição, é verdade também que diminuiu sensivelmente a participação de atletas brasileiros em finais.

Até mesmo em modalidades nas quais o Brasil não tem tradição alguma, como os saltos ornamentais, houve uma piora em Xangai em relação ao desempenho em Roma, há dois anos. E a reportagem também mostra que das quatro medalhas de ouro conquistadas, somente o de Cesar Cielo nos 50m livre representa uma vitória em prova que está no programa olímpico – e vamos reconhecer, o que vale mesmo, na natação e no atletismo, são os resultados em Olimpíadas.

Os ótimos títulos de Cielo nos 50m borboleta; Felipe França, nos 50m peito; e o de Ana Marcela Cunha, nos 25km da maratona aquática, são relativos à provas só disputadas em Mundiais. Por isso, muito cuidado antes de sair por aí batendo no peito e chamando o Brasil de nova força na natação. Com o dinheiro público que é investido na CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos), os resultados deveriam ser bem melhores.

Vale a leitura!

Veja também:

>>O feito de Cesar Cielo é incontestável. Dentro d’água

>>Atenção dividida?

>>O desabafo e o protesto

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sábado, 30 de julho de 2011 Ídolos, Mundiais, Olimpíadas, Seleção brasileira | 18:57

O feito de Cesar Cielo é incontestável. Dentro d'água

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Cesar Cielo exibe a medalha de ouro nos 50m livre do Mundial de Xangai

Se alguém ainda tinha alguma dúvida sobre o papel que o nadador Cesar Cielo irá desempenhar nos próximos anos no esporte brasileiro, teve como resposta a conquista espetacular neste sábado pela manhã do bicampeonato mundial nos 50m nado livre, do Mundial de Esportes Aquáticos em Xangai, na China.

Cielo ganhou a prova com autoridade, marcando o ótimo tempo de 21s52 – o segundo melhor do ano -,  deixando para trás o italiano Luca Dotto (segundo colocado) e o francês Alain Bernand (terceiro), justamente ele quem mais criticou o brasileiro no episódio de advertência no doping por furosemida, dado pela CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos) e ratificado pela CAS (Corte Arbitral do Esporte).

Não há ninguém na natação mundial mais rápido do que Cesar Cielo e o próprio brasileiro, deixando corretamente a modéstia de lado, colocou-se como um dos principais favoritos a conquistar o ouro nesta prova nas Olimpíadas de Londres, em 2012.

Dentro das piscinas, não há uma vírgula a se contestar das duas medalhas de ouro de Cesar Cielo (que neste mesmo Mundial de Xangai havia sido campeão mundial dos 50m borboleta). Mas fora d’água…

Sim, lá vem o mala falar (como fui definido outro dia por um tuiteiro) mal do Cielo. Não dele, especialmente, mas do que cercou sua participação neste Mundial de Xangai.

Num futuro distante, quando torcedores e jornalistas se debruçarem pelos arquivos digitais que certamente serão cada vez mais desenvolvidos, e resolverem pesquisar tudo o que cercou este mundial de esportes aquáticos, saberão que um grande ídolo brasileiro, que tinha testado positivo por doping meses antes – ocorrido por um descuido, é verdade – só pôde competir porque o tribunal definitivo de apelação esportiva da época tomou uma polêmica decisão de liberá-lo. Mesmo sabendo que casos idênticos, iguaizinhos ao dele foram julgados com muito mais rigor e que receberam penas de suspensão.

Por mais que isso irrite a pachecada (que não está restrita apenas ao futebol, mas em todas as modalidades esportivas nas quais o Brasil tem sucesso), a verdade é que Cesar Cielo sempre terá que conviver com esta espécie de asterisco em sua carreira.

Da mesma forma que a impecável seleção masculina de vôlei, que ganhou tudo e que deverá ganhar ainda mais no futuro, sempre será lembrada pelo jogo que entregou no Mundial da Itália, no ano passado, para a Bulgária, e assim, tirando proveito do regulamento estúpido, escapar de confrontos mais perigosos na fase seguinte.

E,  da mesma forma, o bravo Felipe França, campeão mundial dos 50m peito, será lembrado pelo movimento irregular que fez no finalzinho da prova em que garantiu a medalha de ouro.

Aos pachecos, lembro que esta minha análise não significa falta de respeito ou patriotismo em relação a Cesar Cielo. Primeiro porque patriotismo não tem nada a ver com esporte. E depois, considero Cielo um cara do bem, um atleta de personalidade e, acima de tudo, um gênio das piscinas.

Cielo pertence a uma casta rara de gênios esportivos nascidos no Brasil e que não jogam futebol, que inclui também Gustavo Kuerten, Maria Esther Bueno, Éder Jofre, Ayrton Senna, Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet, Joaquim Cruz, Adhemar Ferreira da Silva, João do Pulo, Giba, Oscar Schmidt, Wlamir Marques, Amaury Pasos, Robert Scheidt Torben Grael são alguns destes caras.

Mas se a Justiça tivesse o mesmo peso para todos, sem levar em conta títulos e medalhas, Cesar Cielo não deveria ter nadado em Xangai.

Veja também:

>>O desabafo e o protesto

>>As mudanças que virão a partir da absolvição de Cesar Cielo

>>O doping e a hipocrisia

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