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Arquivo da Categoria Olimpíadas

segunda-feira, 4 de julho de 2011 Isso é Brasil, Musas, Olimpíadas, Pan-Americano | 18:38

As "gêmeas do nado sincronizado" são atletas ou VIPs?

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As gêmeas do nado sincronizado, ao lado do presidente do Vasco, Roberto Dinamite

Sim, reconheço: serei implicante agora. Mas é que algumas coisas no universo do esporte brasileiro me incomodam profundamente. Uma destas coisas é a presença sempre constante na mídia das gêmeas Bia e Bianca Feres, mais conhecidas no mundo do esporte brasileiro como as gêmeas do nado sincronizado. Só que o local onde menos você vê notícias referentes às duas atletas não são em reportagens ligadas ao nado sincronizado.

Bia e Bianca ficaram famosas na época do Pan do Rio, em 2007, preenchendo um vazia deixado por outras gêmeas, Isabela e Carolina de Moraes, que chegaram a disputar os Jogos Olímpicos de Sydney-00 e Atenas-04. A grande diferença é que Isabela e Carolina faziam o dueto, enquanto Bia e Bianca disputam por equipe, ou seja, não são as protagonistas. Além disso, as duas primeiras gêmeas chegaram a disputar uma final olímpica (em Atenas). Já Bia e Bianca foram bronze no Pan de 2007.

Por causa de sua beleza estonteante, as duas começaram a ser chamadas para estrelas campanhas publicitárias, tiveram um programa na MTV, fizeram ensaios sensual para a revista “VIP”, e mais recentemente, transformaram-se numa espécie de mascotes do Vasco da Gama. Estiveram em Curitiba, na decisão da Copa do Brasil, e nesta segunda-feira marcaram presença no lançamento do novo uniforme do clube vascaíno.

Nada contra esta exposição. Cada um sabe onde aperta o calo. Mas me parece que as duas belas gatinhas ainda não sabem se querem continuar investindo na carreira esportiva, onde as doses de sacrifício são cavalares – e os resultados difíceis de conquistar -, ou vão preferir pelo caminho mais agradável do mundo das celebridades.

Por que enquanto continuarem com um pé em cada canoa, as duas não estarão ajudando a divulgar o nado sincronizado. Mas sim trabalhando em causa própria.

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sexta-feira, 1 de julho de 2011 Listas, Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 13:23

Os brasileiros classificados para Londres 2012

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Diogo Silva protesta contra a desorganização do taekwondo do Brasil, nos Jogos de Atenas, em 2004

Ao se tornar o primeiro representante do taekwondo do Brasil classificado para as Olimpíadas de Londres, em 2012, Diogo Silva alcançou nesta sexta-feira um outro feito notável: tornou-se o primeiro brasileiro a obter vaga olímpica em um pré-olímpico mundial. A atual seletiva está acontecendo em Baku, no Azerbaijão. Ele tornou-se o 45º atleta brasileiro garantido nos Jogos do ano que vem.

Diogo Silva ficou famoso por fazer um protesto contra a desorganização de seu esporte no Brasil, ao perder a decisão da medalha de bronze nos Jogos de Atenas-04. Na ocasião, ele usou uma luva preta dos Panteras Negras, movimento de militantes negros americanos na década de 60. Ele não conseguiu se classificar para as Olimpíadas de Pequim, em 2008.

Total de atletas brasileiros garantidos para Londres-12: 45

Ciclismo
Modalidade Estrada (1 atleta)
Data e local em que garantiu a vaga: 8/05/2011, com a vitória de Gregolry Panizo no Campeonato Pan-Americano de ciclismo, em Antioquia (Colômbia)

Hipismo
Modalidade saltos – Equipe (5 atletas)
Data e local em que garantiu a vaga: 6/10/2010, ao ficar em quarto lugar durante o Mundial de Kentucky (EUA)

Futebol
Modalidade feminino (18 atletas)
Data e local em que garantiu a vaga: 21/11/2010, ao vencer o Chile na decisão do Campeonato Sul-Americano do Equador

Modalidade masculino (18 atletas)
Data e local em que garantiu a vaga: 13/02/2011, ao vencer o Uruguai na rodada final do Campeonato Sul-Americano do Peru

Taekwondo
Diogo Silva – categoria até 68kg
Data e local em que garantiu a vaga: 1º/07/2011, ao ficar com a medalha de bronze no Pré-Olímpico de Baku, no Azerbaijão

Tiro esportivo
Modalidade Pistola 25m feminino – Ana Luiza Mello
Data e local em que garantiu a vaga: 20/11/2010, ao conquistar a medalha de ouro no Campeonato das Américas, no Rio de Janeiro

Modalidade Fossa Olímpica Double – Felipe Fuzaro
Data e local em que garantiu a vaga: 24/11/2010, ao conquistar a medalha de ouro no Campeonato das Américas, no Rio de Janeiro

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quinta-feira, 30 de junho de 2011 Ídolos, Isso é Brasil, Olimpíadas, Pan-Americano, Seleção brasileira | 22:47

O drama de Laís Souza

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Laís de Souza, durante as Olimpíadas de 2008. Ginasta terá que ser operada novamente

Se por um lado os fãs da ginástica artística comemoraram, com toda razão, o bom retorno de Daiane dos Santos às competições no último final de semana, no Meeting Internacional de Natal, têm por outro lado motivos de sobra para se preocuparem. A paulista Laís Souza será obrigada a passar por uma nova cirurgia nos próximos dias, desta vez no joelho direito. Será a sétima cirurgia a qual Laís, de apenas 22 anos, precisará ser submetida.

Com isso, terminaram de vez as chances de Laís, que integrou a seleção brasileira de ginástica artística no Pan do Rio-2007 e nas Olimpíadas de Pequim-08, de sonhar com uma chance de ir ao Pan de Guadalajara, em outubro, ou mesmo aos Jogos de Londres, no ano que vem. Isso porque o processo de recuperação deverá demorar de dez meses a um ano.

Não é de hoje que Laís de Souza vem padecendo com contusões. Ela mesmo admitiu que competiu em Pequim “baleada”, pela falta de melhor cuidado do departamento médico da CBG (Confederação Brasileira de Ginástica) na época. Assim como a própria Daiane dos Santos e Jade Barbosa, que competiu com uma contusão gravíssima no pulso, que quase abreviou sua carreira.

Só resta torcer para que Laís Souza consiga se recuperar de mais uma cirurgia e consiga recuperar o tempo perdido. Mas a verdade é que não será fácil.

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quarta-feira, 29 de junho de 2011 Pan-Americano, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 16:30

Seleção masculina de basquete pega grupo chato no Pan 2011

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Sorteio dos grupos dos torneios de basquete do Pan ocorreram nesta segunda

Chatinho, para dizer o mínimo, o grupo que a seleção brasileira masculina de basquete caiu nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, que começam no dia 14 de outubro.  O Brasil, atual tricampeão pan-americano (ganhou em Winnipeg-99, Santo Domingo-03 e Rio-07) ficou na chave B, ao lado de EUA, República Dominicana e Uruguai. O grupo A contará com Argentina, Canadá, México e Porto Rico. O sorteio das chaves foi realizado na última segunda-feira.

O grande dilema é que ainda não se sabe com quais jogadores as seleções participarão do Pan. Vale lembrar que o evento ocorrerá pouco tempo depois do Pré-Olímpico das Américas, em Mar del Plata. Mas mesmo que leve parte do grupo que disputará o classificatório, sem dúvida terá problemas para cravar o tetra pan-americano no México. Isso porque qualquer time americano que vá ao torneio sempre dá trabalho, assim como a República Dominicana, essa sim que deverá enviar sua equipe principal. O Uruguai, mesmo com um basquete decadente, também gosta de complicar.

No feminino, o Brasil pegou indiscutivelmente um grupo mais fácil que o masculino. Na chave B, a seleção terá como primeiras adversárias Canadá (a mais complicada), Colômbia e Jamaica. Em 2007, o Brasil ficou com a medalha de prata no torneio feminino.

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segunda-feira, 27 de junho de 2011 Almanaque, Olimpíadas | 19:31

Ben Johnson é um cara de pau!

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Bem Johson posa com a medalha dos 100m rasos em Seul-88. Ficou com ele por pouco tempo

Patética, para dizer o mínimo, a entrevista de Ben Johnson ao programa “Esporte Espetacular”, da “TV Globo”, no último domingo. Bem, não pela entrevista em si, um golaço feito pela equipe do programa. Trata-se de um personagem importantíssimo na história do esporte e que, só por decidir dar uma entrevista, já é um baita feito.

O que defino como patética são as palavras de Ben Johnson. É o cúmulo que o o canadense venha, quase 23 anos depois, acusar o empresário de Carl Lewis de ter sido o responsável pelo resultado positivo em seu exame antidoping realizado após sua vitória nos 100m rasos. As acusações estão em seu recém-lançado livro “Ben Johnson: from Seoul to Soul”.

Não dá para descartar que tenha ocorrido uma “batizada” na cerveja oferecida ao canadense pelo empresário de Carl Lewis. Mas por que ele demorou tanto tempo para revelar ter recebido a bebida de uma pessoa ligada ao staff de Lewis? Tudo isso parece uma bela forma para Johnson faturar em publicidade para a divulgação de seu livro. Sinceramente, pra mim trata-se de uma bela cascata.

Tive a oportunidade de ver Ben Johnson correndo aqui no Ibirapuera, no GP de Atletismo de São Paulo, em 1992, se não me engano. A entrevista coletiva foi concorridíssima, realizada num hotel no centro da capital paulista. Johnson, como era de se esperar, estava arredio aos jornalistas e respondia as perguntas apenas de maneira protocolar. Até que um colega, do já extinto jornal “Notícias Populares”, sacou a melhor pergunta da entrevista: em razão dos efeitos colaterais pelo uso de anabolizantes, ele quis saber se Ben Johnson tinha algum problema de disfunção sexual.

A resposta nada simpática do canadense: “Pergunte para sua irmã!”

E a coletiva terminou.

PS: e no Twitter, fico sabendo às 22h20 desta segunda-feira, que o repórter em questão era Eduardo Tironi, colega do Lance! Fica aqui o devido crédito a quem conseguiu tirar Ben Johnson do sério de uma forma muito bem-humorada

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sexta-feira, 24 de junho de 2011 Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 23:37

Nenê fora do Pré-Olímpico de basquete. E agora, Magnano?

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Nenê alegou "motivos pessoais" para não disputar o Pré-Olímpico de Mar del Plata

Se já não bastasse carregar o peso de estar sem participar das Olimpíadas desde os Jogos de Atlanta, em 1996, o basquete masculino brasileiro ganhou nesta sexta-feira um problema a mais para tentar carimbar sua classificação às Olimpíadas de Londres: o pivô Nenê Hilário pediu dispensa e não participará do Pré-Olímpico de Mar de Plata, na Argentina, a partir do dia 30 de agosto.

Trata-se de um belo desfalque já garantido para o argentino Rubén Magnano, treinador da seleção brasileira. Já não poderia contar com Anderson Varejão (contundido) e as presenças de Nenê, Leandrinho e Thiago Splitter estavam ameaçadas por causa do risco de locaute da NBA. Isso obrigaria a CBB (Confederação Brasileira de Basquete) a pagar os seguros dos jogadores, que seria complicado, em razão dos altos valores.

Pior é que foi o próprio Nenê quem pediu dispensa, alegando motivos particulares – o nascimento de seu filho bem na época de disputa do Pré-Olímpico.

Assim, aos poucos uma competição que aparentava ser bem favorável ao Brasil – duas vagas em disputa e os EUA não participam do Pré-Olímpico, por já estarem classificados -, vai adquirindo ares de drama. E cujo final todos conhecem há 12 anos: ver as Olimpíadas do sofá da sala.

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quarta-feira, 22 de junho de 2011 Olimpíadas | 21:55

Cariocas são os que mais compram ingressos para Londres-12

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O mais recente balanço divulgado pela Tamoyo Turismo, agência oficial que detém o direito de venda de ingressos no Brasil para as Olimpíadas de Londres-12, trouxe um dado interessante: os torcedores do Rio de Janeiro são, disparados, os mais interessados em comprar bilhetes para o principal evento poliesportivo mundial.

Dos cerca de 10 mil ingressos comercializados até agora no Brasil, 6.079 foram comprados por torcedores cariocas. Em segundo lugar, bem atrás, aparece o estado de São Paulo como o que tem o maior número de bilhetes vendidos: 1.839. Confira a tabela abaixo:

Estado Ingressos vendidos
Rio de Janeiro 6.079
São Paulo 1.839
Distrito Federal 296
Minas Gerais 279
Rio Grande do Sul 145
Pernambuco 124
Santa Catarina 121
Paraná 102
Bahia 98
Ceará 84
Pará 64
Amazonas 55
Espírito Santo 52
Goiás 40
Paraíba 25
Tocantins 19
Rio Grande do Norte 2
Total 9.424

Outro dado interessante diz respeito às modalidades mais procuradas pelos torcedores brasileiros. Numa repetição do balanço anterior, divulgado em abril, o vôlei continua sendo o campeão na preferência dos brasileiros, com 1.563 ingressos vendidos. Na sequência, entre os mais vendidos, aparecem o vôlei de praia (1.042 ingressos), futebol (914), atletismo (904) e judô (477) são as modalidades que completam a lista das cinco mais procuradas.

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terça-feira, 21 de junho de 2011 Olimpíadas, Seleção brasileira | 23:26

Doping burro, o pior que existe

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Fabíola Molina no Pan de 2007: vaga para 2012 ficou bem mais complicada após o doping

Possivelmente a pior coisa que existe no universo do esporte seja o doping. Sim, porque o sujeito que se dopa não passa de um trapaceiro das pistas, quadras e piscinas, uma pessoa que por causa da própria incompetência utiliza substâncias químicas proibidas para superar os rivais que são superiores a ele. Por isso que as punições precisam ser rigorosas aos atletas que se dopam.

Só que existe talvez uma forma ainda pior de doping, ao menos para mim. É aquele doping onde o cidadão não a intenção de prejudicar ninguém, mas por uma baita burrada, acaba fazendo como vítima apenas ele mesmo. Seja por inocência, vaidade ou burrice. Em todas estas opções, a dor e frustração são enormes. É o caso do doping da nadadora Fabíola Molina, anunciado hoje pela CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos).

Em entrevista à “ESPN Brasil”, o marido de Fabíola, o também nadador Diogo Yabe, justificou que o doping da mulher ocorreu por causa de uma amostra grátis de um suplemento alimentar, que continha a substância Metilhexanamina, um estimulante. O que me deixa perplexo é que isso aconteceu com uma nadadora de 36 anos, ou seja , não se trata de nenhuma garotinha!!!

O currículo disciplinar impecável de Fabíola, aliado ao fato de que a competição em que o doping ocorreu – a prova Tentativa de Índice para o Mundial – não valia medalha, contribuíram para a pena até leve que ela recebeu da CBDA, de dois meses. O castigo maior, contudo, foi ser excluída da equipe que vai disputar o Mundial de Esportes Aquáticos, em Xangai (China), em julho, e principalmente a anulação do índice para as Olimpíadas de Londres, no ano que vem.

Exemplos de burradas como a de Fabíola Molina andam sobrando no esporte brasileiro. Os casos mais famosos e recentes são o da jogadora de vôlei Jaqueline, que em 2007 recebeu nove meses de suspensão por ter tomado um chá para combater celulite que continha substância proibida; e da ginasta Daiane dos Santos, que em 2009 foi flagrada em um teste fora de competição por causa de um diurético, também usado para emagrecimento.

Punidos pelo descuido, estes atletas sofrem até mais do que aqueles que tomaram substâncias com o intuito de melhorar seu desempenho. No caso de Fabíola Molina, esta bobagem pode ter lhe custado a última chance de ir às Olimpíadas. Uma pena.

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sexta-feira, 17 de junho de 2011 Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 18:46

Era uma vez o basquete do Brasil…

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O americano Larry (à esq) e Nezinho: futuros companheiros de seleção?

Antes de mais nada, devo informar que não tenho absolutamente nada contra o distinto armador americano Larry Tayler, titular do Bauru no último campeonato do NBB (Novo Basquete Brasil) e um dos destaques da competição. Mas é duro aceitar que este jogador, que no máximo integraria a seleção C dos EUA (e estou sendo benevolente) integre uma lista de convocados da seleção brasileira masculina de basquete para a disputa do Pré-Olímpico de Mar del Plata, em setembro.

Não é xenofobismo, racismo ou qualquer outro “ismo”. Mas será mesmo que o Brasil precisa esperar pela naturalização de um jogador nota 6,5, no máximo? Se fosse tão bom assim, ele não estaria jogando na própria NBA ou nas ligas de acesso? Ou até mesmo no forte basquete europeu, que está anos-luz à frente do Brasil em termos de organização, estrutura e condições financeiras?

No mais, a opção em tentar emplacar Larry Taylor na seleção brasileira, uma decisão polêmica e sem sentido do técnico argentino Rubén Magnano – com anuência da direção da CBB (Confederação Brasileira de Basquete) – só comprova que o basquete brasileiro continua mais perdido que cachorro em dia de mudança! Lamentável…

Prefiro assinar embaixo da opinião do ex-ala Marcel, medalha de bronze no Mundial de 1978 e medalha de ouro no Pan-Americano de Indianápolis, em 1987, ao iG Esporte: ““Acontecem tantas coisas no basquete brasileiro que eu não me surpreendo com mais nada. Não é possível que não haja um jogador brasileiro para ser chamado. Se o Larry fosse tão bom assim, Bauru já tinha sido campeão, pois armador ganha campeonato”.

Cesta de três pontos de Marcel!

PS: o companheiro José Antônio Lima, um dos editores do ótimo blog “Esporte Fino”, fez um post tratando sobre este mesmo tema e discorda 100% em relação a este blogueiro. Vale a leitura!

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quinta-feira, 16 de junho de 2011 Almanaque, Imprensa, Olimpíadas | 23:17

Olimpíadas e política, uma mistura que não dá certo

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O primeiro grande boicote da história das Olimpíadas ocorreu nos Jogos de Moscou, em 1980

Um belo mico diplomático ameaça a tranquilidade dos organizadores dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. Eis o diagnóstico da informação publicada nesta quarta-feira pelo jornal inglês “The Times”, após revelar que o filho do ditador líbio Muammar Kadafi, que preside o comitê olímpico de seu país, receberá centenas de ingressos para acompanhar as Olimpíadas do ano que vem. O problema é que a Líbia está sofrendo sanções da ONU (Organização das Nações Unidas) e o próprio Kadafi está proibido de sair de seu país, devido a uma ordem de prisão internacional. Uma bela confusão, em resumo.

Pelo regulamento do COI (Comitê Olímpico Internacional), os organizadores dos Jogos de Londres são obrigados a dar ingressos a um país que faz parte da entidade, mas se pudesse não dar…Na verdade, a política nunca combina com o esporte, eis uma verdade incontestável. Quando o assunto são as Olimpíadas, isso adquire uma repercussão ainda maior. Abaixo, alguns exemplos de quando assuntos políticos interferiram na história dos Jogos:

Berlim-1936: Na Alemanha nazista de Hitler, o primeiro grande exemplo de mico político. Os alemães já davam sinais do que fariam ao mundo alguns anos depois e usaram os Jogos para fazer apologia da doutrina da superioridade da raça ariana. Hitler e sua turma só não contavam que um negro americano chamado Jesse Owens acabasse com seus planos, conquistando quatro medalhas de ouro nas barbas do ditador nazista.

Cidade do México-1968: Os EUA sofriam com as críticas da opinião pública de seu país por conta da participação na Guerra do Vietnã. Além disso, o movimento negro lutava duramente contra a discriminação nos EUA, o que só piorou com o assassinato do líder Martin Luther King, meses antes dos Jogos mexicanos. Eis que no pódio dos 200m rasos, os velocistas americanos Tommie Smith e John Carlos realizaram a saudação do movimento Black Power no pódio. Após a premiação, foram mandados de volta para casa.

Montreal-1976: Por causa de divergências políticas, sempre houve uma ou outra desistência de países participando das Olimpíadas. A União Soviética, por exemplo, só foi participar pela primeira vez nos Jogos de 1952, em Helsinque. Mas a primeira vez em que a política fez um estrago nos Jogos Olímpicos foi nos Jogos de Montreal, no Canadá. Por causa de uma excursão de um time neozelandês à África do Sul, que vivias o regime do apartheid, o Congo pediu ao COI que excluísse a Nova Zelândia dos Jogos. Como o pedido não foi atendido, no dia da cerimônia de abertura 16 nações africanas, além de Guiana e Iraque se retiraram da competição.

Moscou-1980: Foi nas Olimpíadas organizadas pela então União Soviética, em 1980, que houve a maior derrota do esporte para a política . Liderados pelos EUA, um grupo de 69 países decidiu boicotar as Olimpíadas de Moscou, em represália à invasão soviética ao Afeganistão.

Los Angeles-1984: O troco veio quatro anos depois, quando a União Soviética comandou um boicote de 14 países do bloco socialista e mais Irã e Líbia aos Jogos organizados pelos EUA. Novamente o esporte perdeu para a política.

Seul-1988: Por estar tecnicamente em guerra com a Coreia do Sul (o tratado de paz nunca foi assinado),  a Coreia do Norte não compareceu às Olimpíadas de Seul. Ao lado dela, também aderiram ao mini-boicote Cuba (uma ausência importante), Etiópia e Nicarágua (que não fez lá muita falta).

Veja também:

Que moleza para o COI, hein?

O adeus de um herói da era pré-Phelps

Sorteio decidirá o destino de ingressos para Londres-12

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