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Arquivo da Categoria Isso é Brasil

terça-feira, 29 de outubro de 2013 Isso é Brasil, Seleção brasileira | 08:46

E a corda arrebentou no lado mais fraco…

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O momento do erro na passagem do bastão entre Vanda Gomes (à frente) e Franciela Krasucki, em Moscou

O momento do erro na passagem do bastão entre Vanda Gomes (à frente) e Franciela Krasucki, em Moscou

No final, o culpado foi o mordomo…a breve analogia aos antigos filmes de mistério acaba caindo perfeitamente para ilustrar o final da crise que se instalou no atletismo brasileiro, desde que a equipe feminina do revezamento 4 x 100 m rasos falhou na final do Mundial de Moscou, no último mês de agosto, após o erro na passagem de bastão de Franciela Krasucki e Vanda Gomes.

O quarteto brasileiro vinha fazendo uma prova excelente e provavelmente ganharia uma medalha, a única do país na competição. Mas o erro aconteceu, o bastão caiu e o Brasil foi desclassificado. Logo após a prova, Vanda aproveitou o microfone do canal Sportv, que transmitiu o Mundial, para detonar a CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo), criticando a preparação da equipe e até mesmo as condições de hospedagem e alimentação, deixando as demais companheiras atônitas com o tom das críticas. Na chegada ao Brasil, diminuiu sensivelmente o tom do discurso. A CBAt não engoliu a retratação e levou o caso ao seu STJD. Resultado: a atleta será julgada, em data ainda a ser definida, e provavelmente pegará um gancho pesado.

O pior golpe, porém, foi sacramentado ontem, segunda-feira (28). No anúncio dos 19 atletas contemplados pelo Bolsa Pódio, programa do Ministério do Esporte que auxilia na preparação dos atletas para as Olimpíadas do Rio 2016, as integrantes do revezamento 4 x 100 m estavam lá: Ana Cláudia Lemos, Evelyn dos Santos, Franciela e Rosângela Santos. Só não estava o nome de Vanda Gomes. Vale ressaltar que os nomes dos atletas contemplados pelo programa são indicados pela confederação – no caso, a CBAt.

>>> Leia mais: Atleta que criticou Confederação de atletismo fica fora do Bolsa Pódio

Se a atleta merece ou não ser suspensa ou memso advertida por suas declarações, é uma outra discussão. Creio que o assunto merece até uma outra reflexão e passa pela questão do preparo psicológico no esporte de alto rendimento, que já foi abordado aqui no blog. Em relação a exclusão de Vanda Gomes no programa Bolsa Pódio, creio que a análise é outra.

A CBAt argumentou que para justificar a inclusão das atletas do revezamento no programa do Ministério do Esporte, usou como base o resultado da semifinal – quando Rosângela correu no lugar de Vanda e o time brasileiro bateu inclusive o recorde sul-americano. Porém, existem outros critérios: os finalistas em Mundiais seriam contemplados ou então os classificados entre os 20 primeiros do ranking mundial de determinada prova. Na lista anunciada nesta segunda, existem atletas que se enquadram em todos os casos.

>>>Relembre: As lições que o Mundial de Moscou deixa ao atletismo do Brasil

E se o revezamento feminino do Brasil ocupa hoje o quarto lugar no ranking mundial, Vanda Gomes teve sua parcela de contribuição. Isso não dá para negar.

O que fica claro, independentemente do resultado do julgamento da atleta, é que ela não deve mais ser convocada pela atual comissão técnica.  Não há mais clima para isso. O que não foi discutido ainda, ao menos de forma pública, é a pífia participação do Brasil no Mundial de Moscou. Isso também não pode ser deixado de lado.

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terça-feira, 22 de outubro de 2013 Imprensa, Isso é Brasil, Seleção brasileira | 14:14

Pressão do Ministério do Esporte sobre a Confederação de Ginástica já começou

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Seleção brasileira de ginástica artística fechou contrato de patrocício com a Adidas

Seleção brasileira de ginástica artística fechou contrato de patrocício com a Adidas

Conforme antecipado pelo blog na última sexta-feira, o recado enviado pelo Ministério do Esporte à CBG (Confederação Brasileira de Ginástica), cobrando uma melhor gestão da entidade para a modalidade, já se tornou uma pressão declarada. O secretário de Alto Rendimento no ministério, Ricardo Leyser, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo nesta terça-feira, disse que espera até o início de 2014 para ver mudanças radicais na administração da CBG.  Do contrário, mudará a forma de repasse das verbas do governo.

Se confirmado, será um golpe duríssimo na entidade que comanda a ginástica artística brasileira, que assim como todas as demais, recebem valores altíssimos em verbas públicas, seja pela Lei Agnelo/Piva (com as cerbas das loterias), seja pelos convênios assinados com o Ministério do Esporte. Só das loterias, a CBG deverá receber R$ 3,3 milhões em 2013. Uma das formas que o governo pode fazer para passar os recursos aos atletas seria via COB (Comitê Olímpico Brasileiro) ou por patrocínio direto.

A entidade, hoje com sede em Aracaju e comandada por Maria Luciene Resende , não pode reclamar de falta de recursos. Conta com patrocínio de R$ 8 milhões da CAixa Econômica Federal e fechou recentemente um contrato de fornecimento de material esportivo com a Adidas. Em compensação, não vem investindo corretamente na renovação – a ponto de ter tido apenas duas atletas femininas classificadas para o último Mundial da Antuérpia, uma delas a veterana Daniele Hypólito – e enfrentado vexames em campeonatos na base. Como no último Brasileiro júnior, onde não havia médico de plantão para atender um atleta que sofreu uma fratura.

Na linguaguem do futebol, a CBG está pendurada com dois cartões amarelos.

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sexta-feira, 18 de outubro de 2013 Isso é Brasil, Seleção brasileira | 18:13

Via Zanetti, Governo manda recado para Confederação de ginástica

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O secretário de Alto Rendimento, Ricardo Leyser, conversa com Arthur Zanetti

O secretário de Alto Rendimento, Ricardo Leyser, conversa com Arthur Zanetti: planos para 2016 e bronca na CBG

Nesta última quinta-feira, o ginasta campeão olímpico e mundial das argolas, Arthur Zanetti, visitou o Ministério do Esporte, onde encontrou-se com o secretário nacional de Alto Rendimento, Ricardo Leyser. Há cerca de dez dias, o técnico de Zanetti, Marcos Gotto, não poupou críticas à falta de estrutura para seu pupilo e os demais ginastas que treinam em São Caetano do Sul, sobre as condições dos equipamentos disponíveis e também sobre a falta de um centro de treinamento nacional para a ginástica artística brasileira (confira a reportagem do iG sobre o assunto).

Segundo o blog apurou, na época as declarações não foram bem recebidas por Leyser, que lembrava a interlocutores que o ginasta participa do programa Bolsa-Atleta e também será contemplado pelo programa Bolsa Pódio, para auxílio na preparação visando as Olimpíadas do Rio 2016, possivelmente no valor máximo mensal previsto de R$ 15 mil. Por conta desta irritação do secretário, esperava-se que no encontro o ginasta acabasse escutando algum tipo de repreensão endereçada ao seu treinador, mas isso não ocorreu.

“Houve uma boa conversa, o Zanetti deu opiniões a respeito dos projetos que estão sendo encaminhados, tanto para ele, que é uma das apostas do ministério para os Jogos do Rio, quanto para a ginástica artística. Em resumo, zeramos tudo e agora já estamos pensando em 2016”, afirmou um interlocutor, em conversa com o blog.

Mas o governo aproveitou o encontro para passar um recado claro à CBG (Confederação Brasileira de Ginástica). A entidade, que não tem competência para colocar um médico de plantão em um simples campeonato juvenil, ou que vê clubes privados, como o Náutico União, tendo projetos de importação de equipamentos de ponta aprovados, levou um pito de Leyser.

“Vamos conversar com a CBG para avaliar a situação e verificar medidas corretivas, mas entendo ser necessária uma ação conjunta e mais incisiva do Ministério, do Comitê Olímpico Brasileiro e da Caixa – patrocinadora da modalidade – para melhorar a gestão da confederação, sobretudo nas ações de preparação da seleção para os Jogos Olímpicos de 2016”, disse o secretário de Alto Rendimento.

Abre o olho, CBG…

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sábado, 5 de outubro de 2013 Ídolos, Isso é Brasil, Mundiais, Seleção brasileira | 14:48

O esporte do Brasil merece um campeão como Arthur Zanetti?

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Arthur Zanetti exibe a medalha de ouro conquistada no Mundial de Antuiérpia

Arthur Zanetti exibe a medalha de ouro conquistada no Mundial de Antuérpia

Post atualizado

Fenômeno é pouco para definir o paulista Arthur Zanetti, novo campeão mundial nas argolas, em título confirmado neste sábado, na cidade de Antuérpia, na Bélgica. Mesmo com uma pontuação ligeiramente menor do que a obtida no ouro nas Olimpíadas de Londres 2012 (15.800 neste sábado, contra 15.900 no ano passado), Zanetti conseguiu deixar para trás seu maior rival, o chinês Yang Liu, que o superou na prova de classificação. O brasileiro, com isso, igualou-se a Diego Hypólito (ouro no solo em Melbourne 2005 e Suttgart 2007) e Daiane dos Santos (ouro no solo em Anaheim 2003) como os campeões mundiais brasileiros na ginástica artística.

Zanetti, que já havia sido vice-campeão mundial nas argolas, em Tóquio 2011, também repetiu o feito de outros dois monstros do esporte brasileiro, igualmente campeões olímpicos e mundiais: Cesar Cielo, na natação (50 m livre), e Robert Scheidt, na vela (clase laser).

É ótimo para o esporte brasileiro poder contar com um atleta do nível de Arthur Zanetti, ainda mais com as Olimpíadas do Rio 2016 batendo na nossa porta.

A dúvida que martela a minha cabeça é se o esporte brasileiro merece um  fenômeno como Arthur Zanetti.

Há cerca de um mês, durante a disputa do Brasileiro juvenil de ginástica artística, realizado em Aracaju, um ginasta de São Bernardo do Campo (Leonardo Finatti), sofreu uma fratura exposta durante a coimpetição. Não havia médicos ou ambulância no local. Ele precisou ser socorrido pelos fisioterapuetas presentes, que fizeram uma tala e o levaram para um hospital.

Veja também: O desabafo de Zanetti é uma vergonha para o Brasil Olímpico

Aracaju é a sede da CBG (Confederação Brasileira de Ginástica). Apenas isso.

Alguém pode argumentar e dizer que se tratou de um caso isolado. Mas como uma de minhas poucas qualidades é a de ter uma boa memória, eu faço questão de recordar que o próprio Zanetti, há apenas sete meses, precisou abrir a boca para reclamar das condições vergonhosas que tinha para treinar. O iG Esporte esteve no ginásio de São Caetano e registrou as cenas. Clique aqui e reveja. É de envergonhar um país que vai receber as próximas Olimpíadas.

E as condições só melhorarm, através de uma intervenção do Ministério do Esporte, com a liberação de verbas para a compra de aparelhos, após o próprio Zanetti, talvez cansado de tantas promessas não cumpridas, desabafar em uma entrevista ao programa “Esporte Espetacular”, da Rede Globo, que não descataria apossibilidade de se naturalizar para competir por outro país, caso as condições de treinamento para ele não melhorassem.

Leia ainda: Dois tristes retratos do Brasil Olímpico

Se antes já considerava quase impossível que Zanetti cumprisse esta ameaça, após este título mundial acho impossível.

Mas é importante que tudo isso seja colocado neste momento de festa, de celebração e possivelmente muito oba-oba, para que não se perca o foco. A estrutura que está por trás dos poucos fenômenos brasileiros no esporte é ainda muito limitada, para não dizer inexistente.

Este título mundial é de Arthur Zanetti, e que nenhum oportunista tente tirar uma casquinha dele.

 

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quarta-feira, 2 de outubro de 2013 Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 09:55

Após crise, final feliz para o campeão mundial de canoagem

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Isaquias Queiroz exibe a medalha de ouro conquistada no Mundial de canoagem

Isaquias Queiroz exibe a medalha de ouro conquistada no Mundial de canoagem

Há uma semana, o baiano Isaquias Queiroz expôs em sua página no Facebook seu descontentamento por não ter recebido premiação por conta da inédita conquista do título  na categoria C1 500 m, do Mundial de Canoagem Velocidade, realizado em agosto, na cidade alemã de Duisburg. Após ter sido desmentido pela CBCa (Confederação Brasileira de Canoagem) e de estar ameaçado de receber uma punição pela entidade, Isaquias finalmente pode comemorar uma boa notícia.

Nesta terça-feira, o Ministério do Esporte confirmou ao blog que Isaquias Queiroz será contemplado com o teto máximo da Bolsa Pódio, programa de apoio criado pelo governo para ajudar na preparação dos principais atletas brasileiros com chance de conquistar medalhas nos Jogos Olímpicos do Rio 2016. O canoísta baiano receberá R$ 15 mil mensais, por sua performance no Mundial, onde além do ouro no C1 500 m (prova não olímpica), levou o bronze no C1 1.000 m.

Além de Isaquias, outros três canoístas serão contemplados com o Bolsa Pódio: Nivalter Santos de Jesus, Ronilson Matias Oliveira e Erlon de Souza Silva. Os valores destes atletas ainda não estão definidos, pois estão sendo feito um processo de revisão por conta da participação no Mundial. Os valores pagos no programa são de R$ 5 mil, R$ 8 mil, R$ 11 mil e R$ 15 mil.

Relembre: Esporte brasileiro ficará mais rico para evitar mico em 2016. Mas vai dar tempo?

Além da canoagem, o Ministério do Esporte definiu também a concessão do prograna de incentivo para mais dois atletas: Yane Marques, prata no Mundial de pentatlo moderno realizado em agosto, em Taiwan, e Guilherme Dias, bronze na categoria até 58 kg no Mundial de Taekwondo, realizado em Puebla (México), no mês de julho. Os dois receberão também o valor máximo do programa, R$ 15 mil mensais.

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quinta-feira, 26 de setembro de 2013 Isso é Brasil, Mundiais, Seleção brasileira | 19:07

Confederação de canoagem rebate campeão mundial e punição não está descartada

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A Confederação Brasileira de canoagem rebateu as acusações de Isaquias Queiroz

A Confederação Brasileira de canoagem rebateu as acusações de Isaquias Queiroz. Vem punição por aí?

Não demorou nem 24 horas para que a CBCa (Confederação Brasileira de Canoagem) negasse as pesadas críticas feitas por Isaquias Queiroz na última quarta-feira, menos de um mês depois de tornar-se o primeiro brasileiro  campeão mundial de canoagem de velocidade, ao faturar o ouro na categoria C1 500 m (prova não olímpica), além do bronze no C1 1.000 m. Nada mais lógico que viesse a resposta da entidade.

Em longo texto publicado no site oficial da entidade e reproduzido em reportagem do portal Ahe!, o presidente da CBCa, João Tomasini Scwertner, rebateu uma a uma as fortes pancadas desferidas por Isaquias em sua página no Facebook, negando, entre ouitras coisas, que havia promessa de pagamento por premiação em caso de título mundial e de algum tipo de preconceito com atletas de diferentes regiões do Brasil.

Preocupado em escolher as palavras e não colocar mais lenha na fogueira, Scwertner preferiu no comunicado exaltar a “estrutura nunca vista antes na Canoagem Brasileira oferecida” aos atletas e aos programas oficiais de remuneração aos quais os atletas têm acesso, como Bolsa-Atleta e o Bolsa-Pódio, voltado para as principais esperanças de medalha nas Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro.

Ausente do Brasil – está em viagem ao Leste europeu – João Tomasini Scwertner não pôde atender ao iG nesta quinta-feira para comentar as declarações de Isaquias Queiroz. Oficialmente, a entidade não tem nenhuma posição sobre a aplicação de alguma medida disciplinar no atleta. Mas pessoas próximas à entidade disseram que nenhuma hipótese está sendo descartada neste momento.

Em outras palavras, acho que dificilmente Isaquias Queiroz escapará de pelo menos receber uma multa. Punição que o próprio canoísta disse esperar, em seu post no Facebook.

Tanto o dirigente quanto o atleta deverão se encontrar a partir da próxima semana, no Centro de Treinamento de alto rendimento da CBCa, localizado em São Paulo.

Para não me acusarem de ficar em cima do muro: até prova em contrário, acredito nas palavras do atleta, a despeito do completo e longo comunicado da Confederação Brasileira de Canoagem. Ninguém sai batendo daquele jeito sem ter motivos. E os anos de estrada no jornalismo esportivo me ensinaram a receber com extremo cuidado estes comunicados oficiais…

 

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quarta-feira, 25 de setembro de 2013 Com a palavra, Isso é Brasil, Mundiais, Olimpíadas, Seleção brasileira | 18:16

O tratamento que o esporte do Brasil dá a um campeão mundial

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Isaquias Queiroz exibe a medalha de ouro conquistada no Mundial de canoagem

Isaquias Queiroz exibe a medalha de ouro conquistada no Mundial de canoagem. Esforço em vão?

“Agora tenho que assinar uns documentos da Confederação, pedem para dizer que tenho 2 remos que na verdade nunca chegou em minhas mãos, dedico minha vida inteira a canoagem e a Confederação nada faz por mim, tenho um documento em mãos que quando ganhei o mundial em 2011 meu ex-treinador ganhou 10 mil por medalha e naquela ocasião ganhei duas, na soma são 20mil reais e para mim o presidente me levou para comer no Mc Donald’s”

Passa o tempo, mas alguns hábitos vergonhosos ainda insistem em sobreviver no esporte brasileiro. O último exemplo foi mostrado em oportuna reportagem do portal de esportes olímpicos Ahe!, parceiro do iG Esporte, trazendo o desabafo do baiano Isaquias Queiroz, que no início deste mês de setembro tornou-se o primeiro brasileiro campeão mundial de canoagem, na categoria C1 500 m (prova não olímpica), em Duisburg, na Alemanha. Ele também faturou o bronze na prova C1 1.000 m. Trata-se, portanto, de uma esperança de medalha para as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro.

Na hora, foi aquela festa, a CBCa (Confederação Brasileira de Canoagem) estampou a notícia com destaque em seu site, o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) e Ministério do Esporte também tiraram suas respectivas casquinhas, exaltando que o feito foi obtido com a ajuda de recursos financeiros e técnicos das duas entidades (o que é verdade, diga-se de passagem).

O problema é que passado quase um mês da histórica conquista, o que Isaquias Queiroz ganhou além do que tapinhas nas costas? Nada, absolutamente nada.

>>> Veja também: As boas novas do esporte brasileiro não vieram apenas do judô

Além de demonstrar uma profunda decepção por não ter recebido qualquer recompensa pelo resultado histórico, ainda desabafou ao recordar uma esdrúxula punição de R$ 1.000,00 por ter aparecido em uma fotografia sem estar usando o uniforme oficial da CBCa. E fez uma denúncia mais grave, ao revelar que um atleta baiano, prata no Pan do Rio 2007, nada recebeu por sua conquista, ao contrário de outros atletas, do Sul do país, que teriam sido recompensados financeiramente pelas medalhas.

Sem falar na surreal história do McDonald’s…

O pior de tudo é que provavelmente Isaquias Queiroz será punido pela sua confederação, pelo desabafo feito via Facebook (situação que, por sinal, ele mesmo previu no próprio texto).

Um fato que precisa ficar muito claro é que a CBCa, assim como todas as confederações olímpicas, recebem verbas da lei Agnelo/Piva, que destina 2% do que é arrecado nas loterias brasileiras. Ou seja, elas têm a OBRIGAÇÃO de prestar contas de forma clara à população. Só a título de curiosidade, o presidente da Confederação, João Tomasini Schwertner, está no cargo desde 1989! Ele é um dos cartolas que terá vida curta no esporte nacional, com a aprovação da MP 620, que limita o mandato de dirigentes de entidades esportivas, aprovada tanto na Câmara Federal quanto no Senado, e que aguarda sanção da presidenta Dilma Rousseff.

>>> Leia também: A maior vitória do esporte brasileiro. Só falta Dilma assinar

Ainda há um longo caminho a ser percorrido para mudar a estrutura podre do esporte brasileiro, que em muitos casos continua tratando muito mal seus campões.

Com a palavra, COB e Ministério do Esporte.

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sexta-feira, 20 de setembro de 2013 Isso é Brasil, Vídeos | 19:07

Rúgbi usa Virada Esportiva para atrair as crianças

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Professo do projeto "Rugby Animal" orienta criança durante evento

Professo do projeto “Rugby Animal” orienta criança durante evento

Esporte integrante do programa olímpico dos Jogos do Rio, em 2016, na modalidade “sevens”, o rúgbi ainda trabalha para se tornar popular no Brasil, e para isso a ideia é conquistar os fãs desde cedo. Esta será a estratégia dos integrantes do projeto “RugbyAnimal” na Virada Esportiva, mega-evento poliesportivo na cidade de São Paulo, neste final de semana. O projeto foi idealizado para divulgar a modalidade junto às crianças até 14 anos, que terão a chance de descobrir o esporte com muita brincadeira e diversão. O “Rugby Animal” fará uma ação no Parque Villa Lobos, às 10h deste domingo.

“O rúgbi é um esporte que agrega valores na formação de uma pessoa. Apresentando o esporte para as crianças carentes, conseguimos gerar interesse nelas e a chance de interagir com outras crianças de classes mais privilegiadas”, afirma Renato Motta Pinheiro, diretor executivo da “Rugby Animal”.

A grande atração do evento será o “Animalômetro”, um circuito com atividades que simulam situações de jogo, estimulando as capacidades físicas básicas tais como corrida, salto e arremesso da bola. “O objetivo é apresentar o rúgbi para a criança de forma divertida, despertar o interesse dela pelo esporte e, se possível, direcioná-la para algum pólo de treinamento”, ressalta Pinheiro.

Veja o vídeo e conheça um pouco mais sobre o “Rugby Animal”

 

 

 

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terça-feira, 17 de setembro de 2013 Ídolos, Isso é Brasil, Política esportiva | 19:52

A maior vitória do esporte brasileiro. Só falta Dilma assinar

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Ex-atletas brasileiros se reúnem com o senador Renan Calheiros, presidente do Senado, antes da votação histórica desta terça-feira

Atenção para estes números:

– Coaracy Nunes, presidente da CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos) desde 1988;
– Ary Graça, ainda presidente da CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) desde 1995, embora afastado por conta de sua eleição para comandar a FIVB (Federação Internacional de Vôlei);
– Roberto Gesta de Melo, presidente da CBAt de 1987 até 2013, quando entregou o cargo para José Antonio Fernandes;
– Carlos Arthur Nuzman, presidente do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) desde 1996

A partir desta terça-feira, o esporte brasileiro não servirá mais de “capitanias hereditárias” de um seleto grupo de cartolas, como os citados acima.  Com a aprovação no Senado Federal da MP 620/2013,  de forma unânime, está limitada a apenas uma reeleição sem sair do cargo o mandato dos dirigentes de entidades esportivas que recebem verbas públicas. Na semana passada, a MP já havia sido aprovada na Câmara Federal.

Os exemplos acima foram apenas ilustrativos, mas a maioria esmagadora das entidades esportivas do Brasil, em todos os níveis, passam pela mesma situação vergonhosa, onde poucos detém o poder e não querem largar o osso.

Com a aprovação, falta apenas a sanção da presidenta Dilma Rousseff.

Trata-se da maior vitória do esporte brasileiro, não tenham dúvida disso. A democracia chegou às quadras, pistas, ginásios e campos e isso terá reflexo profundo no que irá se transformar o modelo esportivo do país nos próximos anos.

Vitória que só foi possível graças à mobilização do movimento “Atletas pelo Brasil”, que reuniu nomes de peso do esporte nacional, como Ana Moser (que preside a entidade), Raí, Gustavo Kuerten, Mauro Silva e Hortência, que estiveram acompanhando a votação.

O esporte do Brasil irá dormir bem mais leve e alegre neste histórico 17 de setembro.

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quarta-feira, 11 de setembro de 2013 Histórias do esporte, Ídolos, Isso é Brasil, Olimpíadas, Política esportiva | 20:02

Ainda sobre a indicação de Bernard para o COI…

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Reprodução de reportagem do Globo, de janeiro de 1992, quando Aurélio Miguel e Joaquim Mamede se entenderam, graças à ajuda de Bernard

Em relação ao post anterior, no qual comento (e critico) a indicação de Bernard Rajzman como membro efetivo do COI (Comitê Olímpico Internacional), ocorrida na última terça-feira, é necessário que se faça uma importante reparação.

Dizem que o maior inimigo de um jornalista é a mémória (ou a falta da mesma). Um grande amigo, Moacir Ciro Martins Júnior, com quem trabalhei emA Gazeta EsportivaDiário de S. Paulo (hoje atuando na assessoria de imprensa do vereador Aurélio Miguel na Câmara Municipal de São Paulo), leu o post a respeito da indicação de Bernard e fez uma correção a um dos fatos apontados no texto – a de que ele nunca lutou pelos interesses dos atletas.

Ciro me lembrou do papel fundamental exercido por Bernard em 1992, quando o então secretário nacional de esportes do governo Collor trabalhou para solucionar o impasse de um grupo de judocas brigado com o então presidente da CBJ, Joaquim Mamede. Entre os rebelados, estavam Aurélio Miguel e um desconhecido judoca de Santos, chamado Rogério Sampaio. Por conta de inúmeros desentendimentos com o cartola, que comandava a CBJ com mão de ferro, numa autêntica ditadura, Aurélio estava fora da seleção brasileira não defenderia seu título olímpico nos Jogos de Barcelona.

Mas foi graças  à participação de Bernard negociando uma paz entre os dois lados, que finalmente houve o acordo, no dia 17 de janeiro de 1992, como atesta a reprodução de reportagem do jornal O Globo que ilustra o post (clique na foto para ampliar). Foi, portanto, a atuação de Bernard como intermediário que permitiu o retorno dos judocas rebeldes – entre eles Rogério Sampaio, que seria campeão olímpico naquele ano.

Quem tem amigo, não morre pagão, valeu Moacir!

PS: O esquecimento meu neste episódio não modifica uma vírgula do que eu penso a respeito da indicação de Bernard para o COI, é bom deixar claro

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