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Arquivo da Categoria Imprensa

quarta-feira, 2 de maio de 2012 Imprensa, Isso é Brasil | 17:57

É proibido ter oposição no COB?

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Carlos Arthur Nuzman completará 21 anos à frente da presidência do COB em 2016

Nesta última segunda-feira, o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) emitiu um comunicado anunciando que somente uma chapa fora inscrita para concorrer às eleições da entidade, que ocorrerão em data a ser definida, no último trimestre deste ano. Por uma incrível coincidência, a chapa é encabeçada pelo atual presidente da entidade, Carlos Arthur Nuzman, e terá como vice André Richer, atual ocupante do cargo.

Como é chapa única, Nuzman vencerá o pleito e completará nada menos do que 21 anos no comando do COB em 2016, ano em que se encerrará o próximo mandato.

O que me deixa com um caminhão de pulgas atrás da orelha é o fato de não existir oposição no COB. Nunca. Sempre as eleições são por aclamação, lembrando que a unanimidade, parafraseando Nelson Rodrigues, nem sempre é sinônimo de inteligência.

Só que desta vez houve quem se colocasse contra à gestão Nuzman: segundo informou o advogado e blogueiro Alberto Murray Neto, ex-membro da Assembleia Geral do COB e eterno opositor do dirigente, o presidente da CBDG (Confederação Brasileira de Desportos de Gelo), Eric Maleson, registrou sua candidatura à presidência do COB, dentro do prazo legal, na própria segunda-feira (30/4). Candidatura essa que foi rejeitada, por não atender aos requisitos regimentais da entidade, como por exemplo, o de não contar com o apoio de pelo menos dez confederações.

Além dele, um outro presidente de confederação também não assinou o documento de apoio a Nuzman: Alaor Azevedo, da CBTM (Confederação Brasileira de Tênis de Mesa), que em janeiro chegou a ser apontado como nome de consenso para diminuir o descontentamento de algumas confederações com a atual gestão do COB.

Só dois dirigentes manifestaram oposição aberta a Carlos Arthur Nuzman, contra 28 que apoiam declaradamente nova reeleição do dirigente.

Será que é proibido ter oposição lá no COB? Afinal, até em grêmio estudantil o continuísmo não é considerado como algo positivo. A alternância no poder é sempre saudável. A linha que separa o excessivo apego ao poder da ditadura é tênue demais.

Até compreendo que o atual grupo que comanda o COB queira continuar no poder. Faz parte do jogo político. E para ter apoio da maioria absoluta do colégio eleitoral, é provável que coisas positivas estejam sendo feitas. Ao menos na visão destes cartolas que apoiam este continuísmo.

O que não dá pra aceitar é que Nuzman queira empalar MAIS UM MANDATO. Vinte e um anos é tempo demais. Nem Roberto Gesta de Melo irá continuar na presidência da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) ao final deste ano, cargo que ocupava desde 1987. Coloque alguém de seu grupo, o que já significaria uma nova cabeça no comando da entidade. Mas ele não quer sair da cadeira de forma alguma. Sabe como é, tem os Jogos do Rio, em 2016 (onde ele também ocupa o cargo de presidente do comitê organziador, é bom lembrar).

O Brasil vem sendo considerado exemplo de evolução em vários setores, como melhor qualidade de vida, aumento no nível de emprego para as camadas mais baixas da população, melhoria nos índices sociais, Mas ainda tem muito a aprender a transformar a vida política de suas entidades esportivas numa autêntica democracia.

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quarta-feira, 18 de abril de 2012 Imprensa, Olimpíadas, Sem categoria | 23:31

E o relógio está correndo…

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Soldados britânicos fazem formação especial para marcar os 100 dias do início das Olimpíadas 2012

Bem, em primeiro lugar uma breve explicação: o blogueiro não perdeu a senha de acesso ao blog ou mesmo foi abduzido por ETs. Longe disso. A verdade é que os últimos dias foram de intenso trabalho lá no iG Esporte, acertando os mais variados detalhes para a cobertura que o portal irá realizar nas Olimpíadas de Londres 2012.

E uma destas tarefas você pode conferir aqui, com um mega-albúm reunindo 100 fotos que podem convencer qualquer um a acompanhar de perto os Jogos Olímpicos, a partir de 27 de julho.

Mas não poderia deixar passar em branco a data que marca os 100 dias para a abertura das Olimpídas. Abaixo, um texto que escrevi, a convite do blogueiro Regys Silva, que edita o ótimo Surto Olímpico, a respeito da data centenária.

Contagem regressiva

Jornalista adora uma efeméride. Sempre ajuda na busca por uma pauta mais sacada, especialmente quando a criatividade anda naquela fase brava, Se for efeméride com número redondo, então, é um prato cheio. Mas esta quarta-feira, dia 18 de abril, traz algo bem mais empolgante do que uma simples data festiva. A partir de hoje, o relógio começa a acelerar sua contagem regressiva, pois faltam apenas cem dias para o início dos Jogos Olímpicos de Londres.

Para os que curtem e acompanham os esportes olímpicos, é bacana demais saber que só faltam pouco mais de três meses para que o Estádio Olímpico de Londres receba as delegações para o desfile de abertura, no dia 27 de julho. E pensar que há sete anos a capital Londrina estava em festa, ao derrotar a rival Paris e ganhar o direito de sediar a 30ª Olimpíada da Era Moderna.

Serão Jogos Olímpicos especiais por diversos aspectos. Primeiro, pelo fato de Londres tornar-se a primeira cidade a receber três vezes uma edição das Olimpíadas – repetindo a honra de ter organizado o evento em 1908 e 1948, o primeiro do pós Segunda Guerra Mundial. Depois, pelo fato de podermos acompanhar se deu certo a experiência londrina em recuperar uma área degradada da cidade, em Stratford, situada na região leste de Londres. Será que a “Olimpíada verde”, como os organizadores estão prometendo, vai realmente acontecer?

Também traz uma enorme expectativa para os próximos cem dias aguardar a performance de verdadeiros super-heróis olímpicos. Em poucas edições das Olimpíadas tantos astros, em modalidades diferentes, competiram ao mesmo tempo, vivendo o ponto mais alto de suas carreiras. Então, prepare-se para acompanhar momentos inesquecíveis protagonizados por Michael Phelps, Usain Bolt, Kobe Bryant, Asafa Powel, e de estrelas brasileiras como César Cielo, Robert Scheidt, Neymar, Fabiana Murer, Marta, as seleções masculina e feminina de vôlei. Isso sem falar das grandes surpresas olímpicas, que sempre aparecem, para o lado positivo e negativo.

Portanto, caro(a) internauta olímpico(a), o relógio vai correr ainda mais rápido a partir desta quarta-feira. E quando você menos perceber, 27 de julho estará aí pertinho. Vai por mim.

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sexta-feira, 13 de abril de 2012 Imprensa, Olimpíadas | 16:25

Organizadores de Londres 2012 convidam Keith Moon para tocar na cerimônia de encerramento

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O baterista Keith Moon, morto em 1978, foi chamado para tocar no encerramento das Olimpíadas de Londres

Depois de receberem um belo “não” do grupo punk Sex Pistols, os organizadores dos Jogos Olímpicos de Londres 2012 já começa a mostrar um certo desespero para definir a atração que irá tocar na cerimônia de encerramento do evento, que ocorrerá no dia 12 de agosto. A  maior prova disso foi o convite feito para que Keith Moon, ex-baterista do The Who, tocasse na cerimônia. O problema é que Moon morreu em 1978, vítima de uma overdose.

Veja também: Banda Sex Pistols se recusa a tocar no encerramento das Olimpíadas de 2012

O mico gigantesco protagonizado pelos organizadores dos Jogos foi revelado pelo jornal inglês “Sunday Times”, que entrevistou o empresário da banda, Bill Curbishley. Ele preferiu levar o caso na gozação e deu até algumas dicas para que os integrantes do comitê organizador localizassem Moon.  “Mandei um email dizendo que Keith agora reside no crematório Golders Green. Se eles tiverem uma mesa redonda, alguns copos e velas, poderemos contatá-lo”, disse o empresário do The Who.

Acompanhe as Olimpíadas 2012 no iG Esporte

Keith Moon morreu em 1978, aos 32 anos de idade, após sofrer uma overdose acidental de comprimidos. O convite dos organizadores dos Jogos de Londres era para que ele participasse do “Simphony of Rock”, celebração da cultura pop britânica que fará parte da cerimônia de encerramento das Olimpíadas.

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quarta-feira, 4 de abril de 2012 Imprensa, Olimpíadas, Seleção brasileira | 23:39

Tiago Camilo e Luciano Corrêa vão a Londres. Foi justo?

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Tiago Camilo terá seu nome confirmado pela CBJ na equipe que vai a Londres

No jargão jornalístico, “furar a concorrência” é o ponto alto de um dia de trabalho, quando você consegue uma informação exclusiva e importante. Pois imagino que para o competente colega Rodrigo Farah, do iG, esta quarta-feira tenha sido um destes dias marcantes, graças ao “furo” que ele publicou, contando que a seleção brasileira de judô nas Olimpíadas de Londres 2012 está fechada, com a definição das duas dúvidas que restavam, que eram as presenças de Tiago Camilo (peso médio) e Luciano Corrêa (meio pesado).

A CBJ (Confederação Brasileira de Judô) só deverá oficializar a lista dos convocados no final de maio, quando será fechado o ranking mundial da IJF (Federação Internacional de Judô). Pela classificação da entidade, seriam os titulares da seleção Hugo Pessanha (médio) e Leonardo Leite (meio pesado), que no entanto terão pontos obtidos em 2011 descartados, a exemplo do que ocorre no ranking da ATP (Associação dos Tenistas Profissionais).

Bem, neste ponto eu quero convidar o(a) amigo(a) que acompanha este blog a fazer uma reflexão: a despeito de toda a qualidade e competência indiscutíveis de Camilo e Corrêa, será que foi o critério mais justo usar o ranking da IJF?  Não seria mais justo levar Pessanha e Leite?

Como disse, não estou colocando aqui em questão a competência e até a maior experiência dos dois judocas selecionados. Até porque Tiago Camilo tem simplesmente duas medalhas olímpicas (prata em Sydney 2000 e bronze em Pequim 2008), enquanto Luciano Corrêa foi ouro no Mundial de judô de 2007, no Rio. Mas até pela posição do ranking, os dois preteridos passam por uma fase melhor.

Se o ranking da IJF acaba premiando a regularidade, fico pensando se não deveria ser levado em conta o momento que cada judoca está vivendo. E vale lembrar que não há um consenso 100%  entre os atletas brasileiros que este seja o melhor critério para definir a equipe olímpica. Outros países (a China por exemplo) não utilizam o ranking da IJF para definir sua seleção.

De qualquer forma, polêmico ou não, o critério de escolha da CBJ para definir a equipe que irá a Londres 2012 é pelo menos 1.000.000 de vezes melhor do que existia na época em que esta modalidade foi comandada por Joaquim Mamede, talvez o maior ditador que já existiu no esporte brasileiro. Os mais novos talvez não saibam, mas Mamede, que comandava a CBJ com mão de ferro, era capaz de deixar de fora um atleta mais talentoso, por pura picuinha pessoal. Aurélio Miguel que o diga.

Portanto, mesmo sendo um critério discutível, é inegável que o judô brasileiro esteja enviado a Londres uma equipe muito forte, talvez a melhor de todos os tempos, com potencial para voltar ao Brasil carregada de medalhas.

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domingo, 11 de março de 2012 Almanaque, Ídolos, Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas, Pan-Americano | 23:23

Magic Paula para a presidência do COB!

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Magic Paula foi uma das duas maiores jogadoras do basquete feminino brasileiro, ao lado de Hortência

Este domingo, 11 de março, representou uma data histórica para o esporte brasileiro. Foi neste domingo que Maria Paula Gonçalves da Silva, a Magic Paula, completou 50 anos de idade. Uma das duas maiores jogadoras do basquete feminino brasileiro, ao lado da Rainha Hortência (além de uma das melhores do mundo em todos os tempos), Paula teve participação fundamental em três momentos marcantes nas quadras: a medalha de ouro no Pan-Americano de Havana 1991; o título mundial na Austrália, em 1994; e a medalha de prata nas Olimpíadas de Atlanta 1996.

Mas Paula continua brilhando longe do basquete. Diretora do Instituto Passe de Mágica, comanda o Projeto Petrobras, que apoia cinco modalidades (remo, taekwondo, boxe, esgrima e levantamento de peso) com investimentos que chegam direto aos atletas destas entidades, sem passar pelo COB (Comitê Olímpico Brasileiro), custeando períodos de treinamento e participação em competições internacionais.

Veja também: A estranha “meritocracia” do COB

Se tudo isso já não bastasse, Paula continua mostrando as mesmas opiniões fortes e sem papas na língua, como fazia nos tempos de jogadora. E a experiência de gestora esportiva – comandou durante um bom tempo o Centro Olímpico de São Paulo – serviu para tornar as colocações de Magic Paula cada vez mais cirúrgicas, apontando sem medo e com fortes argumentos para os problemas na estrutura ainda problemática no esporte brasileiro.

Como fez em uma recente entrevista à revista Isto É, publicada no final de fevereiro: “Existem feudos no esporte brasileiro. A gente não admite que tenha gente fazendo um trabalho melhor do que o nosso. No esporte, a gente tem de ser mais humilde. Falta humildade de a gente sentar junto e construir. Mas, quando alguém propõe algo, pensa-se que se quer fazer ingerência, que se quer tomar o poder. A vaidade é algo muito presente na política esportiva. E o dirigente não sai (da confederação) e também não prepara ninguém para substituí-lo. A vaidade e a falta de união fazem a gente caminhar a passos bem lentos.”

É claro que a proposta do título deste post jamais irá se concretizar, até porque o estatuto do COB, como forma de se proteger de candidatos “indesejáveis”, permite apenas que membros da entidade possam concorrer à presidência. Ou seja, democracia zero. Ainda assim, não custa imaginar o quanto seria bom que o esporte brasileiro fosse comandado por gente da qualidade de  Paula, Lars Grael, Ana Moser…

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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012 Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas | 18:38

Comitê do Rio 2016 precisa abrir o olho!

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Luiz Fernando Corrêa ocupava o cargo de diretor de segurança dos Jogos Olímpicos do Rio 2016

E caiu a primeira vítima suspeita de corrupção ligada aos Jogos Olímpicos de 2016, que serão realizados no Rio de Janeiro. Nesta sexta-feira, o diretor de segurança das Olimpíadas cariocas, Luiz Fernando Corrêa, anunciou seu pedido de demissão do Rio 2016, o comitê organizador dos Jogos. O motivo foram as denúncias feitas pelo jornal “Folha de S. Paulo”, que divulgou o processo que corre na Justiça Federal por improbidade administrativa de Corrêa.

O diretor executivo comercial do comitê, Flavio Pestana, também pediu demissão nesta sexta-feira, mas oficialmente sua saída ocorreu por motivos pessoais.

Com a velha desculpa de que “pretende buscar seus direitos na Justiça e reparação de sua imagem”, o ex-delegado da Polícia Federal decidiu se afastar do cargo. Na verdade, ele foi pressionado a se demitir e evitar um dano maior à imagem das próximas Olimpíadas.

Vale lembrar que o processo ao qual Corrêa é acusado remete a problemas ocorridos durante os Jogos Pan-Americanos de 2007, também realizados no Rio, quando há indícios de que vários equipamentos foram comprados por valores bem acima do mercado.

Os mesmos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro que tiveram seu orçamento original quadruplicado e cujas contas não foram aprovadas até hoje pelo TCU (Tribunal de Contas da União). Os mesmos Jogos Pan-Americanos do Rio que não deixaram praticamente nenhum legado para a população da cidade, com a desculpa que o maior legado foi a conquista da sede olímpica de 2016.

Faltando exatos quatro anos para a realizada da primeira edição dos Jogos Olímpicos na América do Sul, é bom mesmo que a cúpula do Rio 2016 se preocupe em limpar a casa de pessoas sem condições morais de ocuparem estes cargos.  Mas que esta fiscalização continue permanente nestes próximos quatro anos.

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sábado, 11 de fevereiro de 2012 Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 18:36

Potência olímpica precisa de mecenas?

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Daniel Paiola ganhou bronze no Pan 2011 e ainda briga para ir às Olimpíadas

Por mais que números e resultados recentes apontem um evidente crescimento, o esporte olímpico brasileiro ainda vive momentos do mais puro (e nem sempre saudoso) amadorismo. Este é o sentimento que fica após ler a ótima reportagem publicada na edição deste sábado da “Folha de S. Paulo”, de autoria de Marcel Merguizo, que conta sobre o misterioso mecenas que pagou do próprio bolso dívidas contraídas pela CBBd (Confederação Brasileira de Badminton).

Veja também: E o Brasil, acredite, já é considerado uma “potência esportiva”

Graças a este “empréstimo”,  foram quitadas dívidas da entidade com a BWF (Federação Mundial de Badminton) e desta maneira atletas brasileiros estão autorizados a disputar competições internacionais. Entre os ameaçados de não competir por causa do calote da CBBd, atualmente sob intervenção por graves problemas administrativos, estava Daniel Paiola, medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara 2011 e que tem maiores chances de conseguir uma vaga para as Olimpíadas de Londres 2012.

É vergonhoso que situações como essa ainda ocorram nesta agora abonado esporte brasileiro, que recebe gordas verbas de leis de incentivo federais e que pode arrecadar  também através de projetos de renúncias fiscais. A situação é tão bizarra que as entidades não podem usar as verbas da Lei Agnelo/Piva para quitar multas. Enquanto isso, passam por vexames como o de depender da ajuda de endinheirados amantes do esporte para poder mandar seus atletas ao exterior.

Antes dos pachecos baterem no peito para encherem a bola do Brasil, sil sil olímpico, é melhor arrumarmos direito a nossa casa.  Com a palavra, COB, Ministério do Esporte e afins.

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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012 Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas | 16:24

Como é bom ser dirigente esportivo no Brasil

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Nuzman deverá emplacar outro mandato na presidência do COB

Sabe, chega um determinado momento da sua vida em que todo mundo precisa fazer uma reflexão. E este momento surgiu para mim exatamente nesta quarta-feira, quando cheguei à conclusão que estou perdendo tempo nesta vida de jornalista especializado em esportes. Este negócio de plantões de final de semana, feriados, decisões de campeonatos, olimpíadas, tudo isso aí não está com nada. Eu deveria mesmo ter seguida a carreira de cartola esportivo. De preferência, presidente de alguma federação ou confederação.

Foram bastante prestativas na ajuda para eu chegar a esta conclusão duas notícias que repercutiram nesta quarta: uma, publicada no UOL, dando conta que Carlos Arthur Nuzman, em recente reunião com presidentes de confederações, garantiu o apoio necessário para permanecer no comando do COB (Comitê Olímpico Brasileiro), pelo menos até 2016, quando serão realizados os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

A outra, que saiu na edição da Folha de S. Paulo, conta que o presidente da CBT (Confederação Brasileira de Tênis), Jorge Lacerda – cuja gestão está sendo alvo de investigação da Polícia Federal para apurar desvio de recursos públicos em suas contas, segundo a “Folha” – tentará alterar o estatuto da entidade para ficar à frente da entidade até depois dos Jogos de 2016.

Chega a ser tocante tamanho desprendimento e dedicação destas pessoas para ocupar cargos não remunerados e deixar de lado suas atividades profissionais. Além disso, sacrificar anos de convívio com amigos e familiares, tudo em prol do desenvolvimento do esporte, não é mesmo?

Com este nova reeleição, Nuzman completará mais de duas décadas, 21 anos para ser mais preciso, no comando do COB. Lacerda, caso seu pleito seja acatado pela Assembleia Geral da CBT, irá superar os dez anos à frente da entidade. Até mesmo o competente e vitorioso vôlei não tem no processo democrático um exemplo a ser destacado, pois Ary Graça preside a CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) desde 1995.

Claro que os dois não se comparam a outros campeões de longevidade no esporte brasileiro: Coaracy Nunes comanda a CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos) desde 1988, um ano a menos do que Roberto Gesta de Melo, que ocupa a presidência da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) desde 1987. Sem falar em Renato Pera, presidente da FPV (Federação Paulista de Vôlei) desde os tempos das corridas de biga de Ben-Hur.

Justiça seja feita, Gesta de Melo já anunciou publicamente que 2012 será seu último ano no comando da CBAt.

Para esta turma, coisas como democracia, alternância salutar no poder etc não passam de bobagens criadas por jornalistas que gostam de procurar chifre em cabeça de cavalo.

Como se vê nos exemplos acima, não tem profissão no Brasil que seja melhor do que cartola esportivo. Afinal, ninguém brigaria tanto para se manter no poder se a boquinha não fosse boa, não é mesmo?

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terça-feira, 17 de janeiro de 2012 Almanaque, Histórias do esporte, Ídolos, Imprensa, Olimpíadas, Vídeos | 10:37

Relembre como o gênio Muhammad Ali ganhou o ouro olímpico

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Muhammad Ali, então chamado Cassius Clay, no ponto mais alto do pódio em Roma 1960

Maior nome do boxe em todos os tempos, Muhammad Ali, que completa 70 anos nesta terça-feira e cuja brilhante carreira foi relembrada no iG Esporte – onde você pode conferir as grandes frases ditas por Ali, momentos marcantes de sua carreira e imagens de suas principais lutas – também teve seu nome marcado na história dos Jogos Olímpicos.

Para início de conversa, Ali sagrou-se campeão olímpico dos Jogos de Roma 1960 ainda com seu nome de batismo, Cassius Marcellus Clay Jr (ele só adotaria o nome de Muhammad Ali após se converter ao islamismo, em 1964). A outra curiosidade é que Ali não foi campeão atuando como peso pesado, onde imortalizou seu nome na história do boxe. Ele lutou em Roma na categoria meio pesado (com limite de peso até 81 kg).

A campanha olímpica de Ali foi absoluta e sem contestação. Disputou quatro lutas, vencendo três delas por decisão unânime dos jurados e em uma delas obrigou o árbitro a interromper o combate, tamanho o castigo que o jovem americano, então com 18 anos, impunha a seu adversário.

Eis a campanha de Cassius Clay/Muhammad Ali nos Jogos de Roma 1960, na categoria meio pesado:

Primeira rodada

Classificado automaticamente

Segunda rodada

Cassius Clay (EUA) venceu Yvon Becot (BEL) por decisão do árbitro no 2º assalto

Quartas de final

Cassius Clay (EUA) venceu Gennadiy Shatkov (URSS), 5:0

Semifinal

Cassius Clay (EUA) venceu Anthony Madigan (AUS), 5:0

Final

Cassius Clay (EUA) venceu Zbigniew Pietrzykowski (POL), 5:0

Confira as imagens da luta final em que Cassius Clay garantiu sua medalha de ouro em 1960:

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domingo, 15 de janeiro de 2012 Imprensa, Listas, Olimpíadas, Seleção brasileira | 13:13

Brasil continua bem em prévia de jornal americano para 2012

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A seleção feminina de vôlei ficará com a prata em Londres, segundo o "USA Today"

Mesmo com uma medalha de ouro a menos em relação à ultima classificação, o provável desempenho do Brasil nas Olimpíadas de Londres 2012, de acordo com o site do jornal americano “USA Today”, tem tudo para ser o melhor da história olímpica do país.

De acordo com a publicação, na última atualização de seu ranking, a delegação brasileira conquistará seu maior número de medalhas olímpicas (18) e o maior número de ouros (7) em toda a sua participação olímpica, que começou nos Jogos de 1920, em Antuérpia, na Bélgica. Em relação à classificação anterior, há um ouro a menos, que seria da seleção feminina de vôlei, que na atual prévia deverá ficar com a medalha de prata.

Vale lembrar que as atuais campeãs olímpicas ainda não estão classificadas para os Jogos de Londres 2012 e brigarão pela vaga no Pré-Olímpico sul-americano, que será realizado em São Carlos (SP), no mês de maio. E a prévia do ‘USA Today’, feita com base nos resultados em eventos prévios dos Jogos de 2012, não contemplou os resultados da seleção feminina de ginástica artística no Pré-Olímpico de Londres, nem no Masters de judô, que teve os brasileiros Rafael Silva e Mayra Aguiar conquistando a medalha de ouro.

Confira abaixo os prováveis ganhadores de medalha do Brasil em Londres 2012, de acordo com o “USA Today”:

A atual prévia colocaria o Brasil em um hipótético 13º lugar no quadro geral de medalhas, encostado na Coreia do Sul, que ocupa a 10ª posição, com um ouro a mais. A primeira colocação seria dos EUA, de acordo com a previsão, com 41 ouros, cinco a mais do que a China, que por sua vez teria duas medalhas a mais no total que os americanos.

Confira abaixo os dez primeiros colocados no quadro de medalhas de Londres 2012, de acordo com o “USA Today”, e a respectiva colocação do Brasil:

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  1. Primeira
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  3. 5
  4. 6
  5. 7
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  7. Última