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Arquivo da Categoria Imprensa

quinta-feira, 25 de outubro de 2012 Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas | 16:43

Mais uma trapalhada no caminho do Rio 2016

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Vista do Maracanãzinho, durante a final da Superliga feminina de vôlei. Reformas previstas deixarão ginásio incapacitado para receber as partidas de vôlei durante as Olimpíadas de 2016

Quando menos se espera, eis que aparece mais uma bela dor de cabeça aos envolvidos na organização das Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016. E por uma triste coincidência, esta também envolve a polêmica reforma no complexo esportivo do Maracanã, que implicará na demolição de dois equipamentos tradicionais na história do esporte brasileiro, o Estádio Célio de Barros e o Parque Aquático Júlio Delamare. Agora, se não ocorrer nenhuma alteração no edital de concessão do governo do Rio, o Ginásio do Maracanãzinho não atenderá às exigências de capacidade do COI (Comitê Olímpico Internacional) para os Jogos.

A notícia divulgada pelo jornal “O Globo” esta semana pegou inclusive os integrantes do Rio 2016 de surpresa. Isso porque segundo o estudo de viabilização feito pela empresa IMX, o ginásio (que passou por profundas reformas para receber o Pan-Americano de 2007) teria sua capacidade reduzida dos atuais 11.424 lugares para 9.914, transformando o Maracanãzinho em forma de arena e com acessos retráteis.

O único “probleminha” nesta brincadeira é que o COI exige uma capacidade mínima de 12 mil lugares para o ginásio que receber as partidas de vôlei nas próximas Olimpíadas. Obviamente ninguém se preocupou em ler o caderno de encargos dos Jogos antes de soltar o edital.

Imediatamente, o comitê organizador entrou em contato com o governo carioca e estão tentando fazer os ajustes que permitam atender tanto às exigências olímpicas quanto aos interesses da futura empresa que irá controlar o complexo do Maracanã pelos próximos 35 anos.

Na mesma semana em que decretou a morte do Célio de Barros e do Júlio Delamare, estão querendo inviabilizar o histórico Maracanãzinho para as Olimpíadas de 2016. E se bobearem, é isso mesmo que irá acontecer.

Triste semana para o esporte olímpico brasileiro.

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segunda-feira, 15 de outubro de 2012 Histórias do esporte, Ídolos, Imprensa, Olimpíadas, Pan-Americano, Seleção brasileira | 23:48

As belas lembranças de outubro no esporte brasileiro

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João Carlos de Oliveira bateu o recorde mundial no Pan de 1975

A memória sempre foi boa, mas é claro que às vezes falha. E a ajuda para estas recordações vieram em posts oportunos publicados pelas assessorias da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) e CBB (Confederação Brasileira de Basquete) nesta segunda-feira, mostrando  o quanto especial é o mês de outubro para o esporte olímpico brasileiro.

Primeiro, foi a CBAt, que lembrou o feito histórico alcançado por João Carlos de Oliveira, o João do Pulo, que em 15 de outubro de 1975, na Cidade do México, durante os Jogos Pan-Americanos, bateu no recorde mundial do salto triplo. A marca foi assombrosa: 17,89 m, transformando o então desconhecido sargento do Exército no João do Pulo, que ainda alcançaria duas medalhas de bronze olímpicas em Montreal 1976 e Moscou 1980.

O salto foi tão impressionante que o recorde demorou dez anos para ser batido, em 1985, quando João do Pulo já havia encerrado a carreira, após perder uma perna em um acidente automobilístico.

As outras imagens marcantes do mês de outubro para o esporte brasileiro vieram das quadras de basquete e vôlei. No dia 13 de outubro de 2002, um saque perfeito de Giovani deu à seleção masculina seu primeiro título mundial, ao vencer a Rússia por 3 a 2, na Argentina.

E foi num 14 de outubro, mas do distante ano de 1978, que a seleção brasileira masculina de basquete subiu pela última vez num pódio em um Campeonato Mundial, ao ficar em terceiro lugar no Mundial das Filipinas. No jogo decisivo, uma cesta incrível do ala Marcel de Souza, praticamente do meio da quadra, quando faltava somente um segundo para o final da partida, deu a vitória diante da Itália por 86 a 85 e a conquista da medalha de bronze.

A lembrança feita pela CBB, acompanhada por um histórico vídeo da Rede Globo, que transmitiu aquele jogo, na voz do locutor Luciano do Valle, trouxe para mim uma bela lembrança e a certeza que outubro é um mês especial para o esporte olímpico brasileiro.

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quinta-feira, 11 de outubro de 2012 Imprensa, Olimpíadas | 11:50

Farra espanhola destruiu apartamentos na Vila de Londres 2012

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Quarto da Vila Olímpica de Londres. Jogadores da Espanha destruíram um deles

O fato ocorreu há dois meses, mas só veio a público agora. Reportagem do jornal espanhol “El Pais” informou que jogadores da seleção espanhola masculina de basquete destruíram seus apartamentos na Vila Olímpica em Londres 2012, logo após ficarem com a medalha de prata, com a derrota para os EUA, por 107 a 100, no dia 12 de agosto.

Normalmente a Vila Olímpica é palco de muitas festas e baladas em todas as Olimpíadas. A goleira da seleção dos EUA de futebol, Hope Solo, confessou que houve uma festa de arromba após a conquista do ouro nos Jogos de Pequim. O supercampeão Usain Bolt postou no Twitter fotos dele acompanhado de lindas atletas loiras da Noruega, depois de sua vitória nos 100 m. E com os espanhóis da seleção de basquete, não foi diferente.

Segundo o “El País”, o estrago nos apartamentos da equipe de basquete foi descoberta pelo jornal inglês “The Guardian”, que obteve a revelação com um funcionário da empresa que cuida da venda dos imóveis da Vila Olímpica, que irá se transformar em um condomínio residencial. O chefe de missão espanhola pagou pelos prejuízos no momento em que tratava dos procedimentos de saída da delegação espanhola.

Segundo os ingleses, este foi o único incidente deste tipo ocorrido nas instalações do Parque Olímpico. Não se sabe quais atletas estiveram envolvidos nos atos de vandalismo, mas todos foram repreendidos pelo “excesso de alegria” nas comemorações após a participação olímpica da seleção masculina de basquete.

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terça-feira, 21 de agosto de 2012 Ídolos, Imprensa, Olimpíadas, Seleção brasileira | 23:18

Hora de reflexão, mas sem caça às bruxas

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Cesar Cielo cura sua ressaca olímpica vencendo nos 50 m livres do Troféu José Finkel

Bem, chega de ressaca olímpica, inclusive para este blogueiro, que volta à labuta nesta quarta-feira, após uma pausa para recarregar as baterias, zeradas com a extenuante maratona olímpica em Londres. Mas é inevitável que ainda se fale (por um bom tempo, presumo) sobre a recém-encerrada edição dos Jogos Olímpicos 2012, em especial comentando a participação brasileira.

Mesmo nesta semana de descanso, pude acompanhar um pouco da repercussão dos resultados obtidos pelos atletas do Brasil, seja nas redes sociais, reportagens de jornal, colunas, blogs de especialistas que respeito muito e de outros que aproveitaram a ocasião para dar uma de “gato mestre”, como dizem alguns amigos meus cariocas. E diante de tudo que ouvi e li, é necessário fazer uma boa peneira e realizar uma reflexão cuidadosa sobre este “decepcionante” desempenho brasileiro.

Em primeiro lugar, uma coisa precisa ficar bem clara em relação ao adjetivo que encerra o parágrafo acima. Com exceção de cartolas que querem tapar o sol com a peneira e de alguns pachecos mais animadinhos (inclusive dentro da imprensa), o Brasil fez exatamente o que dele se esperava, com uma bela surpresa aqui, um vexame ali. Mas a realidade olímpica brasileira é exatamente este 22º lugar no quadro geral de medalhas em Londres. Por isso, soa como piada o sonho do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) em ver o Brasil terminar no Top 10 nos Jogos do Rio 2016, faturando pelo menos 30 medalhas.

É estranho ver cobranças sobre alguns atletas e modalidades esportivas nas quais não deveriam jamais ter criado falsas expectativas. É o tal efeito Pan, tão nocivo por mascarar o real potencial que estes mesmo atletas terão pela frente, quando confrontados com a elite do esporte mundial. O atletismo e a natação, por exemplo, foram grandes decepções, mas dentro da delegação brasileira, raros eram os atletas com chances reais de conseguir algum grande resultado, A maioria absoluta fez o que estava dentro de sua possibilidade.

Muito mais importante, e isso tenho visto com frequência, é uma forte cobrança ao trabalho do COB, que nunca teve tanto dinheiro público (via Lei Agnelo/Piva) para distribuir às confederações nacionais em sua preparação olímpica, mas novamente não conseguiu fazer uma gestão correta desta trabalho e transformá-lo em um resultado proporcional ao que foi investido. Não se enganem: duas míseras medalhas a mais do que foi obtido quatro anos atrás, em Pequim 2008 (17 a 15), é um resultado pífio.

Por fim, vale um alerta sobre a tentação de se começar uma espécie de “caça às bruxas” em relação aos grandes fiascos brasileiros em Londres. Sim, ocorreram decepções: ainda está mal digerida a desistência de Fabiana Murer em tentar seu último salto e terminar eliminada na qualificação do salto com vara; Cesar Cielo ficou devendo, ao terminar em sexto lugar nos 100 m livre e com o bronze nos 50 m livre, prova na qual defendia o título olímpico de 2008; Leandro Guilheiro e Tiago Camilo, que apesar de favoritos nem chegaram ao pódio no judô;  as inesperadas derrotas no vôlei de praia, com os favoritos Alison/Emanuel e Juliana/Larissa levando prata e bronze, respectivamente; e o futebol, onde nem mesmo todo o talento de Neymar foi capaz de dar à seleção brasileira uma medalha de ouro que insiste em escapar.

Todos estes atletas merecem, é claro,  serem questionados pelo desempenho abaixo do esperado, mas nunca perdendo a perspectiva do que eles já fizeram e conquistaram em suas respectivas modalidades. Ou pode-se simplesmente jogar no lixo o título mundial de Fabiana Murer e Cielo, além das medalhas olímpicas de Guilheiro e Camilo?

Um país monoglota esportivo como o Brasil ainda precisa aprender muito sobre esportes olímpicos antes de sair por aí cobrando resultados sem qualquer parâmetro.

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terça-feira, 7 de agosto de 2012 Com a palavra, Imprensa, Olimpíadas, Pan-Americano, Seleção brasileira | 15:15

Até quando o brasileiro será iludido pelas glórias do Pan?

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Goleira Chana é consolada pela companheira Deonise, após a eliminação do Brasil no handebol feminino

“A gente fez um trabalho maravilhoso,  só que ainda ficamos nos detalhes. Falta de experiência em decisão também pesou. Por que decidir Pan-Americano ou Sul-Americano não tem comparação com jogo decisivo numa Olimpíada”



Declaração da pivô Dani Piedade, da seleção brasileira feminina de handebol, após a eliminação ocorrida nesta terça-feira para a Noruega, pelas quartas de final dos Jogos Olímpicos de Londres. A despeito da tristeza que a derrota causou, as palavras de Dani merecem uma profunda reflexão de todos nós, jornalistas e torcedores, que acompanham e curtem esportes olímpicos.

Nesta terça-feira, vimos dois brasileiros competindo no triatlo, Reinaldo Colucci e Diogo Sclebin, chegarem longe do pódio; no levantamento de peso, Fernando Reis não conseguiu repetir sua melhor marca e não passou das eliminatórias; na vela, Ricardo Winicki, o Bimba, encerrou sua participação em nono lugar, sem nunca ter chegado perto da zona de medalha.

O que eu quero com tudo isso não é colocar estes atletas no paredão e mandar o pelotão de fuzilamento abrir fogo. Eles certamente fizeram o que estava dentro do possível, para a condição deles.

O que merece ser analisado é que, para uma parcela absoluta do público que não acompanha o dia a dia das modalidades olímpicas, a impressão que fica é que, sempre no ano seguinte após uma disputa de Jogos Pan-Americanos, o Brasil chegará às Olimpíadas e conseguirá repetir o desempenho. Pode ter certeza que essa é a imagem que fica.

E a culpa é de quem? Bem, algumas vezes do próprio atleta, que inebriado pela conquista de uma competição continental de nível mais fraco, acaba criando ele mesmo falsas expectativas; outra parcela cabe à própria imprensa, que por necessidade de audiência ou para vender mais jornais, acaba “bombando” demais um evento sem as necessárias ponderações críticas.

Por fim, cabe ao COB (Comitê Olímpico Brasileiro), que também ajuda a criar esta onda de oba-oba, ao sempre levar suas estrelas para competir, em muitas modalidades, com atletas de equipes “B” dos EUA ou Canadá.

Por isso, antes de procurar a primeira rede social para xingar aquele atleta que deu “vexame”, pense duas vezes. Talvez você também seja um destes iludidos do Pan.

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quinta-feira, 2 de agosto de 2012 Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 10:45

Sonho do COB em ver Brasil como potência olímpica nos Jogos de 2016 ainda é utopia

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Ana Luiza Ferrão ficou em último na pistola 25 m em Londres. Será que a situação mudará em apenas quatro anos?

Eis que ao começar o dia e navegar pelos diversos portais de internet do Brasil, vejo que um dos assuntos mais comentados em relação aos Jogos Olímpicos de Londres 2012 tem a ver com um entrevero entre os jornalistas Galvão Bueno e Renato Maurício Prado, durante o programa “Conexão Sportv”, na última quarta-feira. Bem, respeitando todas as convicções editoriais de todos estes veículos, sinceramente acho que isso não passa de bobagem. Muito mais importante é analisar as palavras do superintendente do COB, Marcus Vinícius Freire, um dos entrevistados do programa.

O dirigente do COB disse durante o programa que vê o Brasil figurando no top 10 do quadro de medalhas dos Jogos do Rio, em 2016, com algo em torno de 30 medalhas. A aposta da entidade será obter estas medalhas em pelo menos nove modalidades:  vôlei, futebol, basquete, atletismo, judô, natação, vela, hipismo e o taekwondo. Além disso, ele aponta ser necessário fazer um trabalho intenso em outras modalidades que não tem tradição de medalha.

Na teoria, tudo muito bonito. A prática, contudo, mostra uma realidade completamente diferente.

Em primeiro lugar, o que vem sendo demonstrado aqui em Londres mostra que ainda há muito trabalho a ser feito. Mesmo em modalidades consideradas nobres aos olhos do COB, o Brasil tem patinado feio nesta primeira semana dos Jogos, vide os resultados do judô, que largou com duas medalhas e depois colecionou decepções (não estou computando Mayra Aguiar nesta lista). Resultados das seleções femininas de vôlei e basquete, além da natação, têm sido decepcionantes também, com as exceções de praxe (Cesar Cielo e Thiago Pereira).

Outro ponto que o dirigente do COB deveria ter ressaltado em sua entrevista: não se faz uma potência olímpica em quatro anos. Não existe uma política de massificação esportiva, mesmo com tanto dinheiro investido da Lei Agnelo Piva nos últimos ciclos olímpicos. Muito dinheiro mesmo.

O trabalho para 2016 tinha que ser iniciado, no mínimo, em Pequim 2008. Só assim não passaremos vexame em provas como tiro com  arco, tiro esportivo, ciclismo, sem falar em modalidades que nem conseguiram vaga para Londres, como ginástica rítimica e badminton, por exemplo.

Discurso sempre é bonito. Mas é preciso que esteja de acordo com a realidade, para que não se torne apenas um amontoado de palavras vazias.

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sábado, 21 de julho de 2012 Imprensa, Olimpíadas | 17:12

Próxima parada, Londres!

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Anéis olímpicos gigantes enfeitam a Tower Bridge. A festa olímpica já vai começar

Bom, o negócio é o seguinte: este blogueiro muda-se de mala e cuia para Londres, no final da noite deste sábado e a partir deste domingo, ao lado dos companheiros Rodrigo Farah, e de Pedro Carvalho (que já está em terras britânicas, acompanhando os passos da seleção brasileira de futebol), farão a cobertura do iG Esporte para as Olimpíadas de Londres 2012.

O foco total será na produção de notas e matérias sobre os atletas brasileiros e astros internacionais que irão brilhar em campos, piscinas, tatames  etc, ao longo das 17 dias de duração dos Jogos Olímpicos. Mas o blog não ficará esquecido e tentará mostrar um pouco do famoso “outro lado” das Olimpíadas, coisas que fujam da atenção do noticiário do dia.

Engraçado é que, pessoalmente, embora esta seja a terceira edição de Jogos Olímpicos que verei ao vivo (fora as outras cinco que trabalhei aqui no Brasil), a ansiedade tem sido igual à da primeira. E mesmo com promessa de metrô lotado, caos no trânsito, neurose sobre segurança, acho que os ingleses farão uma festa inesquecível.

Até Londres!

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terça-feira, 12 de junho de 2012 Ídolos, Imprensa, Olimpíadas, Vídeos | 07:45

O gigante cubano que esnobou US$ 1 milhão

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O jovem Teófilo Stevenson, aos 14 anos, quando começou sua carreira no boxe

O destino gosta de aprontar algumas travessuras. A última destas pegadinhas fora de hora veio no final da noite desta segunda-feira, com a notícia da morte do ex-boxeador cubano Teófilo Stevenson, que não resistiu a um infarto fulminante, aos 60 anos, em Havana.

Não há exagero algum quando dizem que Teófilo Stevenson foi o maior lutador amador de todos os tempos. Até porque ele era muito grande mesmo: 1,90 m e 95 kg, que assustavam qualquer adversário. Lembro-me que ter ficado impressionado ao ler sobre os feitos deste cubano fantástico nas páginas da revista “Placar”, em textos saborosos escritos por José Maria de Aquino e Michel Laurence, relatando as conquistas de Stevenson nos Jogos Olímpicos de Munique 1972, Montreal 1976 e Moscou 1980.

Foram três Olimpíadas e três medalhas de ouro nos pesos pesados. No total, ele precisou de 13 lutas e 13 vitórias quatro por nocaute) para escrever seu nome na história dos Jogos. E não foram poucos os que queriam ver um duelo que tinha tudo para ser a verdadeira luta do século: o combate entre o americano Muhammad Ali e o comunista Teófilo Stevenson.

Só que nem mesmo uma bolsa de US$ 1 milhão de dólares seduziu o gigante cubano, que não deu bola para a oferta milionária para enfrentar Ali. A “luta do século” jamais aconteceu e Stevenson preferiu continuar como herói em sua pequena ilha, tornando-se uma lenda do esporte olímpico cubano e mundial.

Abaixo, veja a luta que deu a Teófilo Stevenson sua terceira medalha de ouro, quando venceu o soviético Pyotr Zayev, por pontos:

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quinta-feira, 7 de junho de 2012 Com a palavra, Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas | 14:41

Primeiro puxão de orelhas na organização da Rio 2016

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A marroquina Nawal El Moutawakel e o presidente do COB e da Rio 2016, Carlos Nuzman, se cumprimentam no Rio, após nova visita de inspeção do COI

“Está ficando aparente que os prazos de entrega estão apertados e que o volume de trabalho a ser completado é considerável”

Declaração da marroquina Nawal El Moutawakel, presidente da Comissão de Coordenação do COI (Comitê Olímpico Internacional), em entrevista coletiva após a terceira visita de inspeção da entidade para acompanhar os preparativos dos Jogos Olímpicos de 2016, que serão realizados no Rio de Janeiro.

Foi o primeiro “puxão de orelhas” público que o comitê organizador da Rio-2016 levou do COI, que já dá sinais de preocupação com atrasos no início das obras no Parque Olímpico, em Jacarepaguá, e no Complexo Esportivo de Deodoro, conforme salientou reportagem desta quinta-feira do jornal “Folha de S. Paulo”.

Pior mesmo foi ver o desconforto do presidente do COB e também da Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, tentando relativizar as palavras de El Moutawakel a respeito destes atrasos.

A única dúvida é se outros “puxões de orelha” do COI virão pela frente.

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quarta-feira, 23 de maio de 2012 Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 11:53

Segredos e mentiras

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Leandro Vissotto se recupera de um cateterismo. Mas quase que ninguém ficou sabendo

Caiu como uma bomba entre os fãs do vôlei e do esporte olímpico brasileiro a notícia, nesta última terça-feira, que o oposto Leandro Vissoto, da seleção brasileira masculina, precisou passar por um cateterismo para tratar uma arritimia cardíaca, ocorrida durante uma partida pelo Campeonato Italiano. A cirurgia foi um sucesso e o jogador já está recuperado, concentrado no CT de Saquarema e treinando para recuperar a forma. Tudo normal, se não fosse um pequeno detalhe:  tanto o jogador quanto a própria CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) fizeram o possível para esconder a informação.

A notícia só não passou batida graças a uma reportagem do jornal “Folha de S. Paulo”, de autoria do repórter Danieel Brito, publicada na edição desta terça. Ao procurar Vissotto para repercutir a história, a repórter Aretha Martins, do iG, ouviu do oposto a justificativa do mistério. “Não queria burbuirinho”.

Ninguém é obrigado a sair por aí expondo sua vida particular, seus problemas ou dramas pessoais. Talvez essa seja a maior crítica que se faça a estes tempos nos quais Twitter e Facebook tomaram o lugar das velhas e boas relações humanas. Todo mundo acha que pode falar sobre tudo, a internet virou um baú virtual de críticas e lamentações, sem censura. Mas duas coisas não me parecem corretas neste caso.

Primeiro, o fato da assessoria da CBV mentir (ou omitir) neste caso, ao divulgar que o jogador não tinha viajado com o grupo para a primeira rodada da Liga Mundial para se recuperar de uma lesão. Caramba, o cara passa por um procedimento cirúrgico no coração e divulgam algo como se fossem dores na panturrilha? Não dá, não pode ser assim. Isso é o que eu chamo de desinformação, no mínimo.

Outra coisa é a postura do jogador. Ele é uma figura pública, quer goste ou não. Provavelmente é ídolo para muitas pessoas, que certamente ficaram preocupadas com a notícia e o risco que ele correu, tanto de vida quanto para o prosseguimento de sua carreira. Tem que dar satisfação, sim! De uma forma simples, através de comunicado, claro e sem rodeios, e ponto final.

Talvez o maior exemplo de como se lidar diante de uma situação dramática como essa tenha sido dada por Magic Johnson, então astro do Los Angeles lakers, da NBA, quando em 1991 descobriu ser portador do vírus HIV e reuniu a imprensa, em uma coletiva, para divulgar o fato e anunciar que estava abandonando as quadras.

Tudo feito às claras, de forma honesta e respeitando seu drama.

Não se defende o sensacionalismo em casos como este vivido por Leandro Vissotto. Somente se pede que a verdade, mais do que qualquer coisa, seja preservada.

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