Publicidade

Arquivo da Categoria Imprensa

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013 Ídolos, Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas, Política esportiva, Seleção brasileira | 23:24

Uma reflexão sobre o desabafo de Esquiva Falcão

Compartilhe: Twitter
Crédito: Daniel Ramalho/AGIF/COB

Esquiva Falcão comemora a conquista da medalha de prata nas Olimpíadas de Londres

Nesta última terça-feira, o boxeador Esquiva Falcão convocou uma entrevista coletiva em São Paulo, onde falou sobre sua estreia no boxe profissional. Após assinar contrato com a empresa Top Rank, a mesma que gerencia a carreria do peso médio filipino Manny Pacquiao, um dos ídolos da modalidade, ele já se prepara para fazer sua estreia no profissionalismo, entre janeiro e fevereiro de 2014, em combate que deve ser realizado nos EUA ou China.

Entre tantas incertezas, só se sabe de uma coisa: ao optar por tornar-se profissional, Esquiva Falcão abriu mão automaticamente de disputar as Olimpíadas de 2016, no Rio. Em Londres 2012, ele foi prata entre os médios.

O detalhe importante na entrevista coletiva, registrada pelo companheiro Maurício Nadal, do iG Esporte, foi a mágoa que Falcão demonstrou das autoridades brasileiras. Ele mostrou-se inconformado com a demora na liberação do Bolsa Pódio, programa criado pelo Ministério do Esporte e que auxilia na preparação dos atletas brasileiros para os Jogos de 2016, podendo pagar até R$ 15 mil/mês, de acordo com a classificação do atleta. “Não sei porque demorou tanto, gostaria de saber essa resposta”, afirmou o boxeador, que ainda acusou o Ministério de privilegiar outras modalidades, como atletismo, vôlei, basquete e judô, chamando-as de “queridinhas”.

Bem, a resposta que o boxeador brasileiro queria veio menos de 24 horas depois. Em longa nota (que pode ser conferida aqui), publicada em seu site, o Ministério do Esporte rebateu todas as reclamações do boxeador. De forma resumida, disse que o Bolsa Pódio segue um cronograma administrativo, com planos esportivos que precisam ser aprovados antes da liberação de verbas, disse que não privilegia nenhuma modalidade e que todos os planos esportivos do boxe (desde julçho deste ano) precisaram ser refeitos.

Isto posto, cabem algumas reflexões sobre o assunto:

1) Esquiva Falcão tem razão em reclamar na demora da liberação do Bolsa Pódio. É BUROCRACIA DEMAIS. Uma vez, ao comentar sobre isso com um funcionário do Ministério, escutei a seguinte reclamação: “Se não criamos as regras, vocês [jornalistas] dizem que não fiscalizamos o uso do dinheiro público. Quando criamos, dizem que é burocracia”. Eu respondi que a fiscalização precisa existir, óbvio, mas os recursos deveriam chegar aos atletas de forma mais rápida. Lembrem-se, faltam menos de três anos para o Rio 2016…E o programa foi lançado em setembro de 2012, pela presidenta Dilma Rousseff;

2) O Ministério do Esporte tem razão em boa parte de suas justificativas. Burocracia à parte, se as regras existem, precisam ser cumpridas. E se outras confederações as cumprem, por que seria diferente com o boxe? A lei precisa ser igual para todos (por mais que eu discorde dos critérios e demora para a liberação dos recursos);

3) A CBBoxe (Confederação Brasileira de Boxe) precisa se organizar melhor. Boa parte dos erros apontados nos projetos esportivos foram cometidos pela entidade. Além disso, integrantes do Ministério do Esporte tentaram por um bom tempo promover a paz entre a entidade e a boxeadora Adriana Araújo, cortada da seleção feminina no começo do ano, após desentendimentos com o presidente Mauro José da Silva. Por enquanto, nada feito.

O resultado de toda essa confusão é um belo prejuízo nas chances de conquista de medalhas para o boxe brasileiro nos Jogos de 2016.

Autor: Tags: , , , , , ,

sábado, 9 de novembro de 2013 Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas, Paraolimpíadas | 15:39

A 1.000 dias da abertura, Rio 2016 precisa de mais trabalho e menos festa

Compartilhe: Twitter
Número 1.000 formado no Estádio Mangueirão, em Belém (PA),  por atletas que disputam os Jogos Escolares da Juventude

Número 1.000. referente aos dias que faltam parao Rio 2016, no Estádio Mangueirão, em Belém (PA), formado por atletas que disputam os Jogos Escolares da Juventude

Todo mundo adora uma efeméride. Se for com data redonda, então, aí é que a festa fica completa. Isto posto, é natural todo o barulho que está sendo feito neste sábado, quando faltam exatos 1.000 dias para a abertura das Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016. Mas, a despeito da bonita foto comemorativa divulgada pelo comitê organizador dos Jogos (só não entendi direito o fato de ter sido feita no Mangueirão, em Belém, e não no Maracanã, por exemplo), o momento atual pede mais trabalho e menos festa.

Como bem lembrado por ótima reportagem do jornal Folha de S. Paulo neste sábado, o orçamento final dos Jogos de 2016 ainda não foi definido! Orçados em R$ 28 bilhões quando a candidatura brasileira venceu a eleição, em 2009, ele ainda não teve seus números definitivos anunciados. Só como comparação, os organizadores das Olimpíadas de Londres 2012 anunciaram o orçamento definitivo (R$ 37 bilhões) em 2007, dois anos antes do tal prazo dos 1.000 dias.

O Rio 2016 precisa ainda no tempo que resta para a abertura oficial acelerar (e muito) obras importantes. O ponto mais delicado nesta operação olímpico é o Complexo de Deodoro, que receberá uma quantidade significativa de m0dalidades, como esgrima, pentatlo moderno, hipismo (saltos, CCE e adestramento), ciclismo BMX e mountain bike, tiro esportivo e canoagem slalom. A licitação das obras nem foi feita ainda e a inauguração será somente no primeiro semestre de 2016.

E no próprio Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, há importantes instalações cujas obras nem saíram do papel, como a arena de handebol (que está em fase de licitação), que deve ficar pronta apenas no segundo semestre de 2015, e o centro aquático (com licitação prevista para ocorrer em 2014), que precisa estar erguido até o primeiro trimestre de 2016.

É muita coisa pra pouco tempo, convenhamos.

Isso tudo só torna as tolas bravatas de Eduardo Paes, ao dizer que o Rio deixará Barcelona 1992 no chinelo, ainda mais patéticas.

Autor: Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 29 de outubro de 2013 Ídolos, Imprensa, Olimpíadas, Seleção brasileira | 18:49

Nós é que agradecemos, Joaquim!

Compartilhe: Twitter
Joaquim Cruz comemora a histórica vitória nos 800 m nos Jogos de Los Angeles

Joaquim Cruz comemora a histórica vitória nos 800 m nos Jogos de Los Angeles

Imagine o que significa para quem passou praticamente sua carreira toda acompanhando, lendo, escrevendo etc, por todos os cantos, o que rola no mundo do esporte olímpico, abrir a caixa de comentários do blog e se deparar com a seguinte mensagem:

“Marcelo,

Como tem passado? Este e-mail é só para lhe agradecer pela lembrança.

Grande abraço,

Joaquim Cruz”

Um dos maiores atletas da história do esporte brasileiro, único campeão olímpico em provas de pistas no atletismo, em Los Angeles 1984, Joaquim Cruz estava respondendo, de forma muito educada, um post que eu havia escrito no já distante 12 de março deste ano, quando ele completou 50 anos. Na ocasião, o companheiro Luís Araújo, aqui do iG, teve a sacada de ficar atento à data e fizemos também uma reportagem, relembrando os grandes momentos da carreira deste herói olímpico brasileiro. Nada demais, vamos admitir, apenas uma forma que encontramos de não deixar passar a efeméride em branco.

É claro que Joaquim Cruz não precisava responder coisa alguma. É claro que quando alguém resolve seguir a carreira de jornalista, não tem que ficar esperando o reconhecimento alheio algum. Muito pelo contrário, é mais fácil você levar pauladas e críticas dos entrevistados do que elogios. E isso está absolutamente dentro do normal.

Daí o espanto, mesmo para alguém com tantos anos de estrada, receber uma mensagem como essa.

Como também espanta a reação de um internauta, logo depois de eu ter comentado o fato no Twitter, perguntando quem era Joaquim Cruz. Se de cara fiquei incrédulo com a pergunta, depois de um tempo consegui refletir um pouco melhor e ver que se trata de uma situação absolutamente normal. Em um país como o Brasil, onde a monocultura esportiva do futebol impera há mais de um século, não se pode estranhar que alguém não faça ideia da importância de Joaquim Cruz na história do esporte nacional.

Por tudo isso, nós é que te agradecemos, Joaquim Cruz!

 

Autor: Tags: , , , ,

terça-feira, 22 de outubro de 2013 Imprensa, Isso é Brasil, Seleção brasileira | 14:14

Pressão do Ministério do Esporte sobre a Confederação de Ginástica já começou

Compartilhe: Twitter
Seleção brasileira de ginástica artística fechou contrato de patrocício com a Adidas

Seleção brasileira de ginástica artística fechou contrato de patrocício com a Adidas

Conforme antecipado pelo blog na última sexta-feira, o recado enviado pelo Ministério do Esporte à CBG (Confederação Brasileira de Ginástica), cobrando uma melhor gestão da entidade para a modalidade, já se tornou uma pressão declarada. O secretário de Alto Rendimento no ministério, Ricardo Leyser, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo nesta terça-feira, disse que espera até o início de 2014 para ver mudanças radicais na administração da CBG.  Do contrário, mudará a forma de repasse das verbas do governo.

Se confirmado, será um golpe duríssimo na entidade que comanda a ginástica artística brasileira, que assim como todas as demais, recebem valores altíssimos em verbas públicas, seja pela Lei Agnelo/Piva (com as cerbas das loterias), seja pelos convênios assinados com o Ministério do Esporte. Só das loterias, a CBG deverá receber R$ 3,3 milhões em 2013. Uma das formas que o governo pode fazer para passar os recursos aos atletas seria via COB (Comitê Olímpico Brasileiro) ou por patrocínio direto.

A entidade, hoje com sede em Aracaju e comandada por Maria Luciene Resende , não pode reclamar de falta de recursos. Conta com patrocínio de R$ 8 milhões da CAixa Econômica Federal e fechou recentemente um contrato de fornecimento de material esportivo com a Adidas. Em compensação, não vem investindo corretamente na renovação – a ponto de ter tido apenas duas atletas femininas classificadas para o último Mundial da Antuérpia, uma delas a veterana Daniele Hypólito – e enfrentado vexames em campeonatos na base. Como no último Brasileiro júnior, onde não havia médico de plantão para atender um atleta que sofreu uma fratura.

Na linguaguem do futebol, a CBG está pendurada com dois cartões amarelos.

Autor: Tags: , , , , , , , ,

segunda-feira, 9 de setembro de 2013 Candidaturas, Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas | 15:33

COI admite que falta de patrocinadores preocupa para 2016

Compartilhe: Twitter

Gerhard Heiberg é diretor de marketing do COI

Aos poucos começam a ficar mais claros os motivos para o surgimento do tal “documento sigiloso”  que estaria circulando dentro do COI (Comitê Olímpico Internacional), demonstrando preocupação com a organização das Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro.  Nesta segunda-feira, em entrevista à agência AP em Buenos Aires, onde acontece a Assembleia Geral do COI, o diretor de marketing da entidade, Gerhard Heiberg, afirmou que os organizadores dos Jogos do Rio enfrentam dificuldades na captação de patrocínios que ajudem a bancar o evento.

Para Heiberg, houve uma mudança nos rumos da economia brasileira, que passa por um momento de desaceleração, tornando as empresas privadas menos dispostas a investir como patrocinadoras do evento. Coincidentemente, no começo de agosto, em um evento que marcou os três anos para o início dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos, o diretor de operações do Rio 2016, Leonardo Gryner, falou que haveria um aporte de US$ 700 milhões (R$ cerca de 1,4 bi) de recursos públicos para equilibrar o orçamento dos Jogos.

Logo em seguida o prefeito do Rio, Eduardo Paes, interrompeu o discurso de Gryner para dizer que a ideia é não repassar este valor.  “Nossa intenção é que o comitê organizador custeie toda sua operação e não precise de dinheiro público”, disse Paes na ocasião, causando um certo clima de constrangimento na cerimônia.

Por mais que o próprio COI tenha dito que o tal “relatório secreto” é um documento padrão em organização de grandes eventos, a verdade é que existe uma preocupação dos prazos para os Jogos de 2016. Alguns esportes ainda não sabem como e onde disputarão as Olimpíadas, além de atrasos em licitação de obras importantes, como o do complexo de Deodoro, sede prevista para as disputas do pentatlo moderno, hipismo, tiro esportivo, canoagem e hóquei sobre grama.

Até mesmo Jacques Rogge, que nesta terça-feira deixará a presidência do COI, deixou o seu recado. “Muitas obras de infraestrutura deveriam ser aceleradas. Os prazos estão apertados e têm que ser respeitados. Mas estamos otimistas”, afirmou.

Enquanto isso, Carlos Arthur Nuzman, presidente do Rio 2016 e também do COB (Comitê Olímpico Brasileiro), ao ser questionado durante uma sabatina por integrantes do COI sobre os problemas de transporte público do Rio de Janeiro, tranquilizou-os dizendo que “quase todos os taxistas da cidade sabem falar inglês”.

Então tá, né?

Autor: Tags: , , , , , , ,

domingo, 1 de setembro de 2013 Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas, Paraolimpíadas, Política esportiva | 11:40

COI não desmente documentos secretos, mas nega ‘sinal vermelho’ para 2016

Compartilhe: Twitter

Projeto da arena de Deodoro, um dos pontos críticos apontados no relatório secreto do COI

Como não poderia deixar de ser, repercutiu como uma bomba a divulgação, por meio de reportagem exclusiva do jornalista Jamil Chade, de “O Estado de S. Paulo”, publicada neste sábado, sobre a existência de um relatório sigiloso que circula no COI (Comitê Olímpico Internacional). O documento, segundo a reportagem, diz, com todas as letras, que os Jogos Olímpicos de 2016, marcados para o Rio, correm risco em razão de atrasos nas obras das arenas, problemas na infraestrutura de transporte da cidade, déficit no número de quartos de hotel, falta de recursos de patrocinadores, entre vários pontos abordados. Estaria, portanto, segundo o tal documento, ligado o sinal vermelho para o Rio 2016.

Se confirmada a existência de tal relatório – e não tenho a menor razão para duvidar disso, conhecendo a seriedade e competência de Jamil Chade –, será o maior golpe recebido pela organização das próximas Olimpíadas, faltando menos de três anos para o evento acontecer. A partir deste domingo, quando a comissão de coordenação do COI estiver reunida no Rio, o clima certamente não será de amenidades. A cobrança deverá ser forte e pesada em cima dos integrantes do Rio 2016.

Procurado pelo blog ainda no sábado, o COI tratou de botar panos quentes na polêmica. Neste domingo, Andrew Mitchell, porta-voz da entidade, não negou a existência de um “documento sigiloso” que trata dos problemas do Rio 2016, mas fez questão de tirar o peso das informações que estão contidas nele. “Produzimos uma série de documentos em nossas reuniões, que são usados para orientar as discussões. Estes documentos são produzidos com base em critérios diferentes e você não pode simplesmente somar as cores com as quais eles são classificados para dizer que há questões importantes em áreas específicas”, explicou Mitchell, por email.

O porta-voz disse ainda que a envergadura de um projeto como o da organização dos Jogos de 2016 permite diferentes estágios de avaliação do COI. “É padrão para as comissões organizadoras ter diferentes padrões de cor durante os preparativos, como forma de separar os estágios de determinados setores da organização dos Jogos. E neste caso, pode ocorrer que alguns pontos fiquem na condição ‘vermelho’ até o final do período de preparação, embora eles serão entregues de acordo com o que foi planejado”, afirmou Mitchell, lembrando que mais informações serão fornecidas durante entrevista coletiva desta segunda-feira com a presidente da comissão de coordenação, a marroquina Nawal El Moutawakel.

Por uma infeliz coincidência, tudo isso ocorreu na mesma semana em que o Rio de Janeiro teve seu único laboratório reconhecido pela Wada (agência mundial antidoping) descredenciado, após uma série de falhas, criando uma enorme dor de cabeça para os organizadores e o próprio governo brasileiro. Afinal, é no Ladetec que seriam realizados todos os exames de dopagem das Olimpíadas e Paraolimpíadas, algo em torne de seis mil análises, no mínimo. A batalha agora é que o recredenciamento ocorra a tempo dos Jogos.

É bom, portanto, que tanto o prefeito do Rio, Eduardo Paes – que acha que vai tudo bem com a organização das Olimpíadas – e Carlos Nuzman, presidente do Rio 2016, estejam preparados, pois o COI deverá ser bem mais contundente com as cobranças desta vez.

Autor: Tags: , , , , ,

quinta-feira, 22 de agosto de 2013 Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas, Paraolimpíadas, Política esportiva | 22:33

Situação do Ladetec é mais grave do que se imagina

Compartilhe: Twitter

Marco Aurélio Klein, diretor-executivo da ABCD

Bastante esclarecedora a entrevista de Marco Aurélio Klein, diretor-executivo da ABCD (Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem) ao iG Esporte nesta quinta-feira, a respeito a situação do Ladetec, único laboratório brasileiro credenciado pela Wada (sigla em inglês para agência mundial antidoping) para atuar nas Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. Mas embora tenha tido cuidado ao escolher as palavras durante a conversa que tivemos, Klein não escondeu que está extremamente preocupado com a suspensão aplicada pela Wada, aplicada no último dia 8, e que corre o risco de se prolongar ainda mais.

O grande temor dele é que na reunião do conselho executivo da Wada, que será em setembro, na cidade de Buenos Aires, durante a reunião do COI (Comitê Olímpico Internacional), seja revogada a licença de funcionamento do Ladetec. Se isso acontecer, todo o processo de credenciamento do terá que ser feito novamente, comprometendo o trabalho na Copa do Mundo do ano que vem, e toda a preparação para atuação nas Olimpíadas e Paraolimpíadas de 2016.

Veja também: Suspensão do Ladetec é uma desmoralização para o combate ao doping no Brasil

Klein tenta manter o otimimo, mas ao longo da entrevista citou diversas vezes que o governo brasileiro está fazendo todos os esfoços para evitar uma punição mais rigorosa. Ou seja, há o temor de que a Wada seja rigorosa na reunião de seu conselho executivo.

A sucessão de problemas que o Ladetec enfrentou nos últimos tempos – com destaque para os exames com erros feitos em Pedro Solberg, do vôlei de praia, e Natália, da seleção feminina de vôlei, deram ainda mais subsídios para os técnicos da Wada suspenderem o laboratório brasileiro. Uma revogação de sua credencial seria a cereja no bolo e um belo golpe no problemático combate ao doping no país que receberá as próximas Olimpíadas. Em outras palavras, um completo vexame.

Autor: Tags: , , , , , , ,

terça-feira, 20 de agosto de 2013 Com a palavra, Histórias do esporte, Ídolos, Imprensa, Isso é Brasil, Mundiais, Seleção brasileira | 23:54

O arrependimento de Vanda e a fragilidade do atleta brasileiro

Compartilhe: Twitter

“O que eu quis dizer quando falei comer mal e dormir mal é que quando você sai do conforto da sua casa, você está comendo mal e dormindo mal. Não me lembro de ter dito que a CBAt não nos deu comida ou pouso”

Vanda amenizou o tom das críticas no Brasil

A frase da velocista Vanda Gomes, menos de 48 horas depois de soltar o verbo, ao tentar justificar a eliminação da equipe brasileira na final do revezamento 4 x 100 feminino, durante o Mundial de atletismo de Moscou, não deve surpreender ninguém. Depois de acusar com todas as letras, aos microfones do canal Sportv, que a preparação foi deficitária, que as atletas tiveram problemas com alimentação, hospedagem etc, Vanda decidiu recuar.

Na verdade, naquele momento ela nada mais estava do que tentando encontrar uma explicação para aquela cena inacreditável: a queda do bastão na última passagem, em uma prova que tinha tudo para terminar com as brasileiras no pódio na Rússia.

Não é de hoje que atletas brasileiros acabam falando mais do que devem e depois, diante da pressão externa, acabam voltando atrás. O atletismo é mestre em ter situações como essa. Lembro-me bem de Joaquim Cruz, ao dar uma entrevista na qual deixava claro que suspeitava da condição da americana Florence Griffth-Joyner, já falecida, nas Olimpíadas de Seul 1988. Cruz acreditava que as incríveis marcas dela nos 100 e 200 m eram frutos de doping. A repercussão de suas palavras – o brasileiro foi campeão olímpico nos 800m em Los Angeles 1984 e prata na Coreia do Sul na mesma prova – foi tamanha que Cruz precisou se retratar, dizendo que fora mal interpretado.

Veja também: As lições do Mundial de Moscou ao atletismo do Brasil

É natural que Vanda Gomes esteja frustrada, irritada e até envergonhada com  o erro que pode ter custado uma medalha para o Brasil. Mas não se pode cravar que o erro foi apenas dela. Era uma prova em equipe, afinal. E nem ninguém pode eximir a comissão técnica da  CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) de algum tipo de culpa também.

E mais: O fiasco brasileiro no Mundial de atletismo e a miopia dos críticos

Acho que todos têm sua parcela de responsabilidade neste caso e na  fraca participação brasileira em Moscou, de modo geral. E a maior prova do equívoco da atleta foi que o discurso das outras integrantes da equipe não seguiu na mesma linha. Para piorar, a CBAt pretende puni-la de forma severa pelas declarações.

O que fica evidente é que falta preparo psicológico a muitos atletas em competições de alto nível. Mais do que simples “frescura”, um trabalho sério de psicologia esportiva mostra-se cada vez mais necessário, para qualquer equipe. No caso do esporte brasileiro, carente em tentas coisas, isso pode fazer a diferença entre um bastão no chão e uma medlaha no peito.

Autor: Tags: , , , , , , , , ,

domingo, 21 de abril de 2013 Ídolos, Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas | 20:43

O desabafo de Zanetti é uma vergonha para o Brasil olímpico

Compartilhe: Twitter

Arthur Zanetti, o 1º brasileiro campeão olímpico na ginástica. Brasileiro por quanto tempo?

Muita atenção para a reprodução abaixo dos seguintes posts do Twitter neste domingo, repercutindo reportagem do programa “Esporte Espetacular”, da Rede Globo, sobre o ginasta campeão olímpico Arthur Zanetti:

 

 

 

Acima estão representadas opiniões de importantes atletas do movimento olímpico brasileiro. Um deles, o ex-jogador Nalbert, campeão olímpico e mundial com a seleção brasileira masculina de vôlei. Portanto, são opiniões de respeito.

Todos revoltados (e com razão) após a exibição da reportagem com o ginasta brasileiro Arthur Zanetti, ouro nas argolas nas Olimpíadas de Londres 2012, mostrando as condições precárias que ele tem para se preparar, em São Caetano do Sul. Um ginásio com equipamentos velhos, sem alojamento para descansar entre os treinos e precisando recorrer a marmitas para almoçar. Um campeão olímpico se submete a isso, é bom deixar claro.

Veja também: O Brasil olímpico que o ministro Aldo não conhece

O leitor do iG Esporte nem se surpreende com as imagens exibidas, pois no dia 15 de março, reportagem do companheiro Maurício Nadal já trazia cenas constrangedoras a respeito das condições de trabalho de Zanetti.

A surpresa no desabafo do ginasta ao Esporte Espetacular foi a possibilidade aberta por ele mesmo de não mais competir como brasileiro. “Eu já coloquei na minha cabeça que se surgir uma oportunidade legal, não só para mim, mas para o grupo de profissionais que vão me ajudar, eu pensaria, sim, em competir por outro país”.

É simplesmente impossível apenas imaginar essa possibilidade. Pior é ver o jogo de empurra-empurra entre todas as entidades responsáveis pela situação vexatória a qual Zanetti está passando: CBG (Confederação Brasileira de Ginástica), COB (Comitê Olímpico Brasileiro), Ministério do Esporte, todos procurando justificar o injustificável.

Sinceramente, não acho que Arthur Zanetti colocará em prática essa ameaça, que nem é inédita, especialmente na ginástica (outros atletas já competiram em Jogos Olímpicos por nacionalidades diferentes). Mas se esse absurdo acontecer, a fatura dessa conta precisará ser dividida entre as seguintes pessoas: Carlos Nuzman, Aldo Rebelo, CBG, COB, Ministério do Esporte.

A culpa será toda de vocês.

Autor: Tags: , , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 10 de abril de 2013 Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 21:40

O Brasil olímpico que o ministro Aldo não conhece

Compartilhe: Twitter

Na última segunda-feira, no programa “Roda Viva”, da TV Cultura, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, deu exemplos claros sobre o quanto sua pasta desconhece os reais problemas do esporte brasileiro. Obviamente que o maior foco dos jornalistas que estavam na bancada para entrevistar o ministro era a organização da Copa do Mundo do ano que vem, cujos estádios ainda sofrem com inúmeros atrasos em suas obras.

Mas Aldo Rebelo também pouco saber sobre a realidade do esporte olímpico brasileiro. Ao ser indagado sobre a falta de uma política esportiva pública, voltada para o esporte de base, em contrapartida com a obsessão do governo sobre o desempenho nas Olimpíadas do Rio 2016, Aldo saiu em defesa do governo. Disse que está em andamento um investimento no esporte escolar, na qual há um programa para construir 5 mil quadras em escolas, além de aprovar a construção de 300 centros de iniciação do esporte, com espaço para a prática de judô, ginástica e esgrima.

Veja a partir da faixa dos 5min:

O negrito na palavra esgrima, no parágrafo acima, apenas reforça que o ministro Aldo Rebelo – a quem considero uma pessoa honesta e digna, porém totalmente fora de sintonia com o cargo que ocupa – não conhece totalmente a realidade do esporte olímpico do Brasil. Reportagem publicada nesta quarta-feira pelo iG Esporte mostrou as condições pelas quais a gaúcha Gabriela Cecchini, de somente 15 anos, conquistou um feito histórico, a segunda medalha brasileira em Mundiais de esgrima.

Sem nenhum apoio da CBE (Confederação Brasileira de Esgrima), Gabriela – além de outros 20 atletas da equipe brasileira que participa do Mundial da Croácia para cadetes e juvenis – precisou contar com a ajuda financeira dos pais ou de seus clubes (no caso de Gabriela, o Náutico União-RS) para disputar a competição.

Gabriela Cecchini comemora a vitória sobre a alemã Leandra Behr durante o Mundial 

O que é pior: trata-se de uma prática comum nas categorias de base da esgrima (e na maioria absoluta das modalidades olímpicas brasileiras), pois a CBE argumenta ter recursos, provenientes da Lei Agnelo/Piva e do próprio Ministério do Esporte, apenas para bancar os atletas de alto rendimento. Mesmo Gabriela sendo considerada pelo técnico da seleção, o ex-atleta olímpico Regis Trois, como um diamante bruto da esgrima brasileira. Para evoluir, segundo ele, ela precisa de mais experiência e, principalmente, apoio.

LEIA TAMBÉM: Revelação da esgrima tem resultado histórico sem ajuda da Confederação

Não serão as cinco mil quadras que o governo promete construir (se é que serão construídas de fato) que irão evitar que jovens talentos como Gabriela Cecchini precisem recorrer ao velho “paitrocínio” para tentar seguir uma carreira no esporte.

Enquanto não se criar uma política esportiva pública VERDADEIRA, jamais qualquer autoridade poderá chamar o Brasil de país olímpico.

Autor: Tags: , , , , , , , , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. 4
  6. 5
  7. Última