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Arquivo da Categoria Histórias do esporte

terça-feira, 3 de janeiro de 2012 Almanaque, Histórias do esporte, Imprensa, Olimpíadas | 22:11

Darth Vader olímpico

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Antes de brigar com os Jedis, Darth Vader deu uma canja nas Olimpíadas

E a notícia olímpica mais importante do dia estava ali, perdidinha, na página  8 do caderno Ilustrada da “Folha de S. Paulo”: o inglês Bob Anderson, de 89 anos, morreu nas primeiras horas do último domingo, primeiro dia de 2012. Mas quem é Bob Anderson, deve estar perguntando o(a) caro(a) internauta? E que raios a foto do Darth Vader, personagem-símbolo da saga “Star Wars” está fazendo num blog de esportes olímpicos?

Bob Anderson (à dir.) disputou os Jogos de 1952

Bem, Bob Anderson era simplesmente um dos melhores treinadores de esgrima para atores de Hollywood e, além disso, foi ele o dublês das cenas de lutas com o sabre de luz que Vader travou com Obi-Wan Kenobi e Luke Skywalker na série.

Além disso, Anderson tinha uma forte ligação com o esporte. Ele foi atleta olímpico, tendo disputado os Jogos Olímpicos de Helsinque-52, integrando a equipe da Grã-Bretanha. Na ocasião, os poderes da Força (o campo de energia criado  por todos os seres vivos, no universo de Star Wars) fizeram falta para Anderson e seus companheiros: os britânicos não passaram de um modesto quinto lugar nos Jogos de 52, empatados com Bélgica, Áustria e Polônia.

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sábado, 12 de novembro de 2011 Almanaque, Histórias do esporte, Ídolos, Olimpíadas, Vídeos | 22:25

O dia em que Nadia Comaneci treinou no Flamengo

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Este sábado marca uma data especial para os fãs da ginástica artística e aos que apreciam os grandes ídolos do esporte mundial. Há exatamente 50 anos, nascia em Onesti, na Romênia, aquela que iria mudar os conceitos da ginástica, a romena Nadia Comaneci. Muito já se falou sobre os feitos de Comaneci no esporte, especialmente nos Jogos Olímpicos de Montreal 1976, quando assombrou o mundo ao conquistar a primeira nota 10 da história da modalidade. Aqui mesmo no blog este tema foi tratado, no aniversário de 35 anos da mística nota máxima obtida em Montreal.

O que eu confesso que não sabia era, ao fazer uma pesquisa de imagens históricas sobre Nadia Comaneci era me deparar com o trecho de um vídeo amador, com imagens longe de serem perfeitas, da ginasta fazendo um treino no Flamengo, em 1983. Na época, ela já estava aposentada das competições, após ter conquistado nove medalhas olímpicas (cinco delas de ouro). Não se pode ver a Nadia Comaneci que encantou o mundo nos Jogos Olímpicos, mas aqueles que presenciaram este treino podem se orgulhar de ter visto uma lenda do esporte bem de perto.

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terça-feira, 1 de novembro de 2011 Histórias do esporte, Isso é Brasil | 22:19

Nem Cásper Líbero iria engolir a desculpa para a mudança no percurso da São Silvestre

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Marilson dos Santos cruza a linha de chegada da São Silvestre de 2010 e comemora sua terceira vitória. A partir deste ano, nunca mais veremos esta cena na Paulista

Demorou, mas a direção da Fundação Cásper Líbero, uma das organizadoras da Corrida Internacional de São Silvestre, emitiu um comunicado oficial nesta terça-feira para justificar o verdadeiro absurdo que foi a mudança no percurso da prova pedestre mais importante do Brasil, realizada desde 1924. Mas cá entre nós, seria melhor que não tivesse dito nada.

Segundo Julio Deodoro, diretor geral da São Silvestre, o maior problema foi conciliar a chegada da prova, que há anos ocorre na Avenida Paulista e agora será em frente ao Obelisco do Ibirapuera, com a festa do Reveillón da Paulista. “Os eventos na Paulista chegaram ao seu limite de capacidade física, é impossível manter a chegada da Corrida na Paulista junto com o inicio do Reveillón e manter todos os serviços ativos como hidratação, devolução de chip, entrega de lanches e medalhas e área de apoio a equipes”, explicou Deodoro.

Pior ainda foi o trecho do comunicado em que se tenta justificar o local da chegada e que resultará no maior estupro que a tradição esportiva brasileira sofreu nos últimos anos. “…Os atletas cruzarão a Avenida Paulista pela Avenida Brigadeiro Luiz Antônio e finalizarão o percurso em frente ao Mausoléu dos Revolucionários de 1932, local onde se encontram depositados os restos mortais de Cásper Libero e onde haverá, a partir deste ano, um evento em homenagem ao idealizador da Corrida Internacional de São Silvestre.”

Na boa, nem o coitado do Cásper Líbero engoliria uma cascata dessas…

Como já escrevi em um post, há exatos dois meses, as tradições no Brasil são jogadas no lixo sem a menor cerimônia. Mas que mal tem em mudar a chegada da prova mais tradicional do Brasil, e uma das mais importantes do mundo, se o objetivo é aumentar ainda mais o faturamento nas inscrições e não mexer no local da festa meia-boca de fim de ano da emissora de TV que transmite a própria prova, não é mesmo?

Ah, para quem não concorda com este verdadeiro assassinato às tradições da Corrida de São Silvestre, neste feriado de Finados, um grupo de corredores que estão se mobilizando na internet e em redes sociais contra a mudança do local da chegada da prova fará um treino-protesto saindo e chegando na Paulista, no percurso antigo, a partir das 7 horas da manhã.

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quinta-feira, 1 de setembro de 2011 Histórias do esporte, Imprensa, Isso é Brasil | 23:24

O que fizeram com a São Silvestre?

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Largada da Corrida de São Silvestre, na Paulista, ainda em sua versão noturna, em 1978

É de se espantar como nestes dias atuais, tradições são jogadas no lixo sem a menor cerimônia. Vale cada vez mais o pragmatismo do que a preocupação em preservar certos hábitos.  Fiquei muito surpreso ao receber a notícia de que decidiram mudar o local da chegada da Corrida Internacional de São Silvestre, a prova de atletismo mais tradicional do Brasil e que fecha o calendário esportivo do país, em pleno 31 de dezembro, às vésperas do Ano Novo.

O argumento da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), que divulgou a mudança da Avenida Paulista para o Obelisco do Parque do Ibirapuera, foi facilitar a vida das pessoas que chegam para participar da festa de Réveillon, organizada pela prefeitura de São Paulo na mesma avenida. Uma festa pra lá de meia boca, diga-se de passagem, onde apesar da pretensão de realizar uma queima de fogos para rivalizar com a festa da praia de Copacabana, no Rio, não chega nem aos pés. Sem contar a breguice das atrações musicais!

Mas o assunto aqui é esporte, e esportivamente falando, a São Silvestre perde demais em sua tradição e charme com tal mudança. Durante minha infância e adolescência, cansei de acompanhar com meu bisavô a chegada do novo ano com os olhos grudados na transmissão da TV Gazeta, vendo a vitória de astros das provas de fundo como o português Carlos Lopes, o colombiano Victor Mora e também dos brasileiros José João da Silva e João da Mata. Já como jornalista, trabalhei em uma das últimas edições da São Silvestre noturna, em 1987, vencida pelo equatoriano Rolando Vera.

O primeiro bico na tradição veio em 89, quando por imposição da Globo, que transmite o evento até hoje, a corrida passou a ser disputa pela manhã. Se perdeu grande parte de seu charme, a Corrida de São Silvestre caminhava para se tornar uma  referência no atletismo mundial, ao padronizar seu percurso em 15 quilômetros e integrar o calendário de corridas de rua da IAAF (Associação das Federações Internacionais de Atletismo).

Com um aumento crescente no número de interessados em participar, a São Silvestre não tinha mais como se expandir. Eis que viu a oportunidade de faturar bem mais com as inscrições, pois mudando o local da chegada, não atrapalha o começo da festa do Réveillon e pode receber mais corredores. Simples, né?

Creio que o coitado do Cásper Líbero, jornalista que criou o jornal “A Gazeta Esportiva” e também a própria São Silvestre, deve estar se revirando no túmulo nesta hora.

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segunda-feira, 29 de agosto de 2011 Histórias do esporte, Imprensa, Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 23:51

O foca, o fumante e o sufoco

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O basquete masculino brasileiro começa nesta terça-feira, em Mar Del Plata (Argentina), mas uma tentativa de retornar aos Jogos Olímpicos, com a disputa do Torneio Pré-Olímpico. E esta estreia, diante da Venezuela, me faz vir à mente duas edições do Pré-Olímpico que acompanhei pessoalmente, em 1984, no Ginásio do Ibirapuera, e o de 1995, na mesma Argentina, só que nas cidades de Tucuman e Neuquén.

Em 84, o Brasil foi escolhido para receber a sede da competição eliminatória para os Jogos Olímpicos de Los Angeles. Ainda estava na faculdade, mas trabalhava como estagiário na “Rádio Gazeta”, em São Paulo, quando foi escalado para participar da cobertura do evento. Era a minha primeira cobertura fora da redação e estava naturalmente empolgado.

Na verdade, empolgado até demais. Após uma das partidas em que o Brasil não tinha jogado bem, apesar de ter vencido o jogo. Então, eis que o foca aqui (jargão jornalístico para jornalista inexperiente) chegou todo afobado no primeiro jogador que apareceu pela frente para repercutir a atuação ruim da seleção. Não me lembro mais como foi a pergunta, só sei que o então pivô Marquinhos (o entrevistado) me passou tamanha descompostura (sem ofender, é bom dizer) que confesso ter ficado com vergonha e não usei a gravação.

Onze anos depois e bem mais experiente, eis que outro Pré-Olímpico surgiu em minha vida. Escalado pelo “Diário Popular” (hoje “Diário de S. Paulo), fui acompanhar a campanha brasileira em Tucuman e Neuquén, na Argentina. Em 1995, estavam de volta à seleção os veteranos afastados no Mundial de 1994, quando o Brasil deu um vexame e ficou em 11º no Mundial do Canadá. Entre os que voltavam à equipe, ninguém menos do que Oscar Schmidt, ainda em plena forma, além do técnico Ary Vidal, refazendo a parceria que rendeu à seleção o título do Pan-Americano de 1987, em Indianápolis

Oscar Schmidt foi fundamental na campanha do Pré-Olímpico de 95

Mas nem mesmo com Oscar estava sendo capaz de colocar a seleção nos eixos. Na fase final do torneio, em Neuquén, um dia após uma derrota para o Canadá, o Brasil estava praticamente eliminado dos Jogos Olímpicos de Atlanta. No dia seguinte, ao lado de outros jornalistas brasileiros, cheguei ao ginásio para acompanhar a partida entre Uruguai e Cuba, pela última rodada. Os uruguaios vinham fazendo uma ótima campanha e se batessem os cubanos (que não tinha mais chance de classificação e só cumpria tabela), ficariam com a mão na vaga e já eliminariam o Brasil.

Eis que chegamos à tribuna de imprensa, no local destinado aos jornalistas brasileiros e quem estava na tribuna? Ary Vidal. Ele disse que não conseguiria esperar o resultado no hotel e decidiu chegar antes da delegação. E começamos a ver algo que parecia impossível: o Uruguai jogando sua pior partida no torneio, enquanto que Cuba acertava todas as bolas.  A cada cesta de Cuba, Vidal acendia freneticamente um cigarro atrás do outro (sim, em 1995 ainda se podia fumar nos ginásios, ao menos em Neuquén).

Só sei que Cuba venceu por 20 pontos de vantagem (109 a 89), justamente o resultado que eliminaria o Uruguai e classificava o Brasil para as semifinais, para alívio de Ary Vidal, que praticamente consumiu todo o seu maço de cigarros.

Que o Brasil tenha sorte neste Pré-Olímpico de Mar Del Plata.

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domingo, 28 de agosto de 2011 Histórias do esporte, Isso é Brasil, Mundiais | 12:01

Na noite dos "gladiadores", Pistorius entrou para a história

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Oscar Pistorius, na raia 8, avança nas eliminatórias dos 400m rasos em Daegu

Não estou entre os fãs do UFC, o evento de MMA que se tornou um fenômeno de mídia em boa parte do mundo, especialmente no Brasil. Mas não deixo de reconhecer a importância do evento, que vem conquistando um enorme espaço em todos os veículos de comunicação. Por isso, não me espantou a reação do público, que quase foi à loucura com a realização do UFC 134, neste sábado à noite, no Rio de Janeiro, e que teve como ponto alto mais uma vitória do brasileiro Anderson Silva.

Mas me perdoem os fãs destes “gladiadores”, que adoram socar adversários mesmo quando estes estão nocauteados no chão: o evento mais importante deste final de semana ocorreu a muitos quilômetros do octógono do Rio, mas precisamente em Daegu, na Coreia do Sul. Em uma das eliminatórias dos 400m rasos do Campeonato Mundial de atletismo, Oscar Pistorius, um atleta biamputado desde os 11 meses de idade, competiu ao lado de atletas “normais’. E conseguiu classificar-se para as semfinais da prova com o terceiro melhor tempo. E ele chegou a brigar pela liderança nos metros finais da disputa.

“Estar aqui foi meu objetivo por muitos anos, trabalhei muito duro para chegar aqui. Fiz uma boa corrida, mas o principal é o prazer que sinto em fazer parte deste Mundial”. Estas foram algumas das palavras do sul-africano após sua prova. Palavras excessivamente modestas, é bom ressaltar.

O cara tinha acabado de entrar para a história do esporte mundial, superando até uma briga na justiça esportiva para poder competir entre atletas normais, e falava como se tivesse acabado de disputar uma corridinha qualquer. Sem afetação nem marketing. Porque, no fundo, Pistorius sabe da importância de seu feito. Mas prefere curti-lo sem maiores exageros.

Pena somente que este evento histórico não foi transmitido ao vivo para o Brasil. Tive que acompanhar a prova por um link da internet, que não era lá estas coisas, diga-se de passagem. É que as TVs (aberta e fechada) preferiam passar o UFC.

Tem gosto pra tudo.

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sábado, 27 de agosto de 2011 Histórias do esporte, Ídolos, Mundiais | 12:06

O lado "democrático" do Mundial de Atletismo

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Sogelau Tuvalu se esforça para completar os 100m rasos

O Campeonato Mundial de atletismo, que começou na noite desta sexta-feira (horário de Brasília) em Daegu, na Coreia do Sul, não está reservado apenas para as estrelas da modalidade. Os 100m rasos, por exemplo, tem simplesmente o fenômeno jamaicano Usain Bolt como principal nome a ser batido. E mesmo que ele não consiga repetir os impressionantes 9s58, que lhe deram o recorde no Mundial de Berlim, em 2009, certamente ele é o grande favorito na prova. Neste sábado, sem fazer força, ele passou para a semifinal com 10s10, brincando.

Mas o Mundial de Daegu também é democrático o suficiente para abrir espaço para atletas, digamos assim, nem tão em forma como o supercampeão Bolt. É o caso do “robusto” velocista (?) de Samoa Americana, o jovem Sogelau Tuvalu, cuja foto ilustra este post.

Com apenas 17 anos, Tuvalu fez sua primeira prova internacional nos 100m exatamente neste Mundial. E terminou sua série eliminatória em último lugar, com o tempo de 15s66, o pior entre todos os competidores que estão na Coreia do Sul.

Se corressem juntos na mesma série, Bolt teria tempo até para plantar uma bananeira em plena pista até que o esforçado Tuvalu cruzasse a linha de chegada.

Mas é justamente por conta destas disparidades que o esporte é algo tão bacana. Por permitir que participem de um mesmo evento uma superestrela como Usain Bolt e um semiamador gordinho como Sogelau Tuvalu.

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