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Arquivo da Categoria Histórias do esporte

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013 Histórias do esporte, Isso é Brasil | 12:30

Hora de uma revisão histórica no esporte brasileiro

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Antonio dos Reis Carneiro, que presidiu a Fiba, entrega troféu para Wlamir Marques

Confesso que havia passado batido no tema, e assim prosseguiria se não fosse por um recado enviado pelo atento Alberto Murray Neto, editor do ótimo blog Alberto Murray Olímpico. Em 2012, em meio à festa promovida pela CBV (Confederação Brasileira de Vôlei), e repercutida pela maioria absoluta da imprensa, enalteceu-se o feito de Ary Graça ao conquistar a presidência da FIVB (Federação Internacional de Vôlei).

Na época, a CBV divulgou, e todo mundo embarcou, que Graça tornava-se então o segundo brasileiro a alcançar a presidência de uma federação internacional esportiva, repetindo assim o feito de João Havelange, que comandou a Fifa por 24 anos (1974 a 1998).

Só que a informação está errada…

Houve um outro cartola brasileiro a ocupar a presidência de uma entidade mundial entre os esportes olímpicos. Entre 1960 e 68, a presidência da Fiba (Federação Internacional de Basquete) foi ocupada por um brasileiro, Antonio dos Reis Carneiro, que foi o terceiro homem a comandar a entidade. E vale lembrar que não foi numa época qualquer: Carneiro comandou a Fiba na era de ouro do basquete brasileiro, bicampeão mundial em 1959/63, além de ter obtido no período duas medalhas de bronze olímpicas (Roma 1960 e Tóquio 1964).

Carneiro foi, portanto, o primeiro brasileiro a ser eleito presidente de uma entidade esportiva internacional.

Fico aqui pensando com meus botões onde raios a CBB (Confederação Brasileira de Basquete) estava com a cabeça ao não tomar alguma atitude mais enérgica para consertar esse erro histórico protestando com a CBV pela “propagando enganosa”. Na verdade, a entidade fez alguma coisa. Publicou uma nota em seu site no mês de setembro, mas em termos tão modestos, secretos, quase como se desculpando por estragar a festa de Ary Graça (que nem foi citado na nota!), que duvido que algum jornalista tenha se dado conta.

Por sua visão moderna do esporte, e tomando conhecimento da verdade, o próprio Ary Graça deveria vir a público e destacar o verdadeiro papel de Antonio dos Reis Carneiro no esporte brasileiro. E cá entre nós, até o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) deveria também fazer sua parte e ajudar a divulgar essa informação, pois ele também saudou o feito do atual presidente da FIVB na época.

Uma pequena revisão histórica não faria mal a ninguém.

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sexta-feira, 23 de novembro de 2012 Histórias do esporte, Ídolos | 12:36

O professor Nelson vai fazer falta

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Nelson Prudêncio em ação numa clínica de atletismo, realizada no Sesc Pompéia, em fevereiro deste ano

A esta altura, todo mundo já recebeu a triste notícia desta sexta-feira, sobre a morte do medalhista olímpico Nelson Prudêncio, que morreu aos 68 anos, em São Carlos, vítima de um câncer fulminante, descoberto há cerca de um mês. Da mesma forma, já foi relembrada – pena que isso só ocorre em ocasiões como esta -, com muita justiça, as duas medalhas conquistadas por Prudêncio no salto triplo em Jogos Olímpicos, a de prata na edição de 1968, na Cidade do México, e em 1972, em Munique.

Com a morte de Nelson Prudêncio, o Brasil perde definitivamente seus representantes da chamada “geração de ouro” do triplo, que foi formada por Adhemar Ferreira da Silva (morto em 2001) e João Carlos de Oliveira, o João do Pulo (que foi o primeiro a morrer, em 1999). Todos os três medalhistas olímpicos (no caso de Adhemar, bicampeão olímpico) e recordistas mundiais, em algum determinado momento de suas carreiras.

Por tudo isso, prefiro falar aqui do outro lado de Nelson Prudêncio, o do homem que se dedicou, após o encerramento de sua carreira, a ensinar e transmitir seus conhecimentos como professor doutor da Universidade Federal de São Carlos, cidade onde vivia.

De forma tranquila e didática, sem ser pedante, o “professor” Nelson falava de atletismo com naturalidade, explicando calmamente ao seu interlocutor sua visão do esporte brasileiro e como ajudar na massificação, na busca de novos talentos.

Fui testemunha de um exemplo deste trabalho educativo de Prudêncio este ano, numa clínica de atletismo promovida pelo Sesc Pompéia, em fevereiro. Era um atividade voltada para crianças, portanto sem nenhuma pretensão de tirar de lá um atleta olímpico. Mas foi incrível ver a paciência com a qual ele tentava ensinar aos pequenos a forma correta de correr, saltar ou mesmo fazer um simples alongamento.

Minha filha pediu para se juntar à turma. Depois, quis tirar uma foto com aquele senhor, que ela não sabia quem era. Foi então que eu lhe respondi: “Você conheceu um dos poucos heróis olímpicos brasileiros”.

Sim, o professor Nelson irá fazer muita falta.

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segunda-feira, 15 de outubro de 2012 Histórias do esporte, Ídolos, Imprensa, Olimpíadas, Pan-Americano, Seleção brasileira | 23:48

As belas lembranças de outubro no esporte brasileiro

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João Carlos de Oliveira bateu o recorde mundial no Pan de 1975

A memória sempre foi boa, mas é claro que às vezes falha. E a ajuda para estas recordações vieram em posts oportunos publicados pelas assessorias da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) e CBB (Confederação Brasileira de Basquete) nesta segunda-feira, mostrando  o quanto especial é o mês de outubro para o esporte olímpico brasileiro.

Primeiro, foi a CBAt, que lembrou o feito histórico alcançado por João Carlos de Oliveira, o João do Pulo, que em 15 de outubro de 1975, na Cidade do México, durante os Jogos Pan-Americanos, bateu no recorde mundial do salto triplo. A marca foi assombrosa: 17,89 m, transformando o então desconhecido sargento do Exército no João do Pulo, que ainda alcançaria duas medalhas de bronze olímpicas em Montreal 1976 e Moscou 1980.

O salto foi tão impressionante que o recorde demorou dez anos para ser batido, em 1985, quando João do Pulo já havia encerrado a carreira, após perder uma perna em um acidente automobilístico.

As outras imagens marcantes do mês de outubro para o esporte brasileiro vieram das quadras de basquete e vôlei. No dia 13 de outubro de 2002, um saque perfeito de Giovani deu à seleção masculina seu primeiro título mundial, ao vencer a Rússia por 3 a 2, na Argentina.

E foi num 14 de outubro, mas do distante ano de 1978, que a seleção brasileira masculina de basquete subiu pela última vez num pódio em um Campeonato Mundial, ao ficar em terceiro lugar no Mundial das Filipinas. No jogo decisivo, uma cesta incrível do ala Marcel de Souza, praticamente do meio da quadra, quando faltava somente um segundo para o final da partida, deu a vitória diante da Itália por 86 a 85 e a conquista da medalha de bronze.

A lembrança feita pela CBB, acompanhada por um histórico vídeo da Rede Globo, que transmitiu aquele jogo, na voz do locutor Luciano do Valle, trouxe para mim uma bela lembrança e a certeza que outubro é um mês especial para o esporte olímpico brasileiro.

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terça-feira, 25 de setembro de 2012 Histórias do esporte, Olimpíadas, Seleção brasileira | 23:29

Atletismo das Américas resgata parte de sua história

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O livro "Jogos Olímpicos Latino-Americanos", do argentino César Torres, resgata uma etapa esquecida no atletismo das Américas

Talvez a maioria das pessoas não saiba, mas há 90 anos, foi disputada no Rio de Janeiro, como parte da comemoração do Centenário da Independência do Brasil, em 1922, uma edição poliesportiva chamada “Jogos Olímpicos Latino-Americanos”. E embora tivesse sido uma competição de vida única, foi envolvida em torno de uma controvérsia: todos os resultados do torneio de atletismo foram anulados, por causa de um desentendimento entre as delegações.

Pois coube a um historiador argentino resgatar uma parte da história do atletismo das Américas. A história toda é contada no livro “Jogos Olímpicos Latino-Americanos”, de autoria de César Torres e que foi publicado pela CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo). O lançamento aconteceu na última segunda-feira (24).

O trabalho do historiador argentino demorou sete anos para ser concluído. A edição desta Olimpíada Latino-Americana contou com a participação de atletas do Argentina, Uruguai, Chile, México, além do Paraguai, que participou apenas do torneio de futebol. A maior parte das competições no Estádio das Laranjeiras, que pertence aso Fluminense e foi ampliado para receber a competição e também o Campeonato Sul-Americano de futebol, que ocorreu no mesmo ano.

Por conta de um desentendimento, a delegação do Chile exigiu que todos os resultados do torneio de atletismo fossem anulados. E não foi um torneio de nível fraco, é bom destacar. No evento de 1922, estava o chileno Manuel Plaza, ganhador de cinco medalhas de ouro, e que em 1928 conquistaria a prata na maratona olímpica em Amsterdã. Do Brasil, o grande destaque foi Willy Seewald, campeão do lançamento do dardo e que, em 1924, faria parte da primeira equipe olímpica do atletismo nacional, em Paris.

Antes do Campeonato Sul-Americano Sub 23, realizado no último final de semana, em São Paulo, os dirigentes da Consudatle (Confederação Sul-Americana de Atletismo) decidiram revalidar os resultados do evento de 22, dando uma importância ainda maior para o belo trabalho de César Torres, que mora há 16 anos nos EUA e leciona na Universidade do Estado de Nova York.

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quarta-feira, 5 de setembro de 2012 Histórias do esporte, Ídolos, Imagens Paraolímpicas, Olimpíadas, Paraolimpíadas, Vídeos | 13:22

Medalha de ouro e uma lição de vida

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Alessandro Zanardi comemora a medalha de ouro no ciclismo das Paralimpíadas de Londres

Há 11 anos, ele quase morreu em um pavoroso acidente em uma prova da F-Indy, na Alemanha, em Lauditz. O choque, com o canadense Alex Tagliani, foi a quase 300 km/h. Chegou a ficar em coma, os médicos duvidavam que ele sobrevivesse e por fim, as pernas tiveram que ser amputadas.

Diante de tudo isso, poderia se imaginar que o piloto Alessandro Zanardi caísse em depressão ou coisa parecida. Sua vida sempre tinha sido o automobilismo (antes da Indy, havia sido piloto de F-1). Mas em menos de dois anos do acidente de 2001, ele já estava competindo em corridas do Mundial de Turismo, em um carro adaptado. Depois, passou a competir em maratonas famosas como Nova York, na categoria bicicleta com as mãos (handbike).

Nesta quarta-feira, Zanardi deu mais uma lição de vida, ao ganhar a medalha de ouro na prova de ciclismo com as mãos, pelas Paralimpíadas de Londres 2012, ironicamente obtida em um autódromo, em Brands Hatch. Uma vitória para a história!

Só mesmo o esporte para proporcionar histórias que são verdadeiros roteiros de cinema na vida real.

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domingo, 18 de março de 2012 Histórias do esporte, Ídolos, Olimpíadas, Pré-Olímpico | 14:21

O feito de Pistorius e a história que se repete em Londres

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O húngaro Karoly Takacs, duas vezes campeão olímpico, mesmo tendo uma mão amputada

Ainda na sequência do notável feito obtido neste sábado pelo sul-africano Oscar Pistorius – que obteve índice nos 400 m para disputar as Olimpíadas de Londres 2012 – vale destacar uma incrível coincidência que só o esporte é capaz de nos proporcionar.

Pistorius, que foi o primeiro atleta biamputado a disputar o Campeonato Mundial de Atletismo, em Daegu (Coreia do Sul), no ano passado, ainda depende de uma confirmação da federação sul-africana de atletismo para ter sua participação confirmada em Londres. Mesmo sendo um feito impressionante caso sua participação seja confirmada, Oscar Pistorius não será o primeiro atleta com deficiência física a disputar uma edição de Jogos Olímpicos.

Coincidentemente, a mesma Londres assistiu, na edição das Olimpíadas de 1948, um atleta hoje chamado de paralímpico disputar os Jogos. O húngaro Karoly Takacs, primeiro bicampeão olímpico na modalidade tiro rápido 25 metros, perdeu a mão direita, que foi decepada após a explosão de uma granada, durante a 2ª Guerra Mundial, quando integrava o exército húngaro.

Takacs, que era sargento, fez parte da equipe de seu país que foi campeã mundial em 1938. Pouco tempo depois, ocorreu o acidente. Imaginava-se que ele abandonaria o esporte, mas aconteceu justamente o contrário. Dedicou-se a aprender a atirar com a mão direita e o fez tão bem que, dez anos depois, integrou a equipe húngara de tiro em Londres. E saiu de lá com uma medalha de ouro. Feito repetido nos Jogos de Helsinque, em 1952.

O sargento húngaro que só tinha uma mão ainda disputou os Jogos de Melbourne, em 1956, mas saiu de lá sem medalhas. Isso não importa. O fato é que tanto Pistorius e suas pernas de fibra de carbono, quanto Takacs que ganhou dois ouros com apenas uma mão, merecem entrar na história dos heróis olímpicos.

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quarta-feira, 14 de março de 2012 Histórias do esporte, Olimpíadas | 17:58

A cubana apaixonada e a estranha geografia olímpica

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A agora britânica Yamile Aldama comemora seu título no Mundial Indoor

A última segunda-feira foi especial para Yamile Aldama. Um dia antes, ela havia se tornando campeã mundial indoor no salto triplo, em Istambul (Turquia). Mas a atleta de 39 anos recebeu uma notícia ainda melhor fora das pistas, ao saber que o COI (Comitê Olímpico Internacional) concedeu a permissão para que ela possa competir sob a cidadania britânica. Assim, a cubana de nascimento representará o país-sede nas próximos Jogos Olímpicos de Londres 2012.

Num primeiro momento, me pareceu mais um daqueles casos famosos de atletas naturalizados por países sem tradição ou talentos em algumas modalidades, criando uma espécie de geografia à parte do esporte olímpico. Casos como os dos chineses do tênis de mesa competindo pela Argentina ou República Dominicana em Olimpíadas e Pan-Americanos. Ou então de quenianos ou outros fundistas africanos representando países sem tradição nestas provas do atletismo. E esta impressão só aumentou quando soube que Aldama já havia disputado uma edição de Jogos Olímpicos sob a bandeira do Sudão!

Mas graças ao amigo e colega Luís Augusto Simon, o Menon, repórter especial da “Revista ESPN” e conhecedor profundo de assuntos ligados à Cuba, pude saber que a história de Aldama é completamente diferente destes “atletas de aluguel” ou “britânicos de plástico”, como a imprensa inglesa tem se referido de maneira jocosa aos atletas de nacionalidades diferentes que vem se naturalizando, com o único objetivo de reforçar a equipe britânica em Londres.

Acompanhe as Olimpíadas 2012 no iG Esporte

Com Aldama, a história foi diferente. Promissora atleta de Cuba – ela havia sido campeã pan-americana em Winnipeg e quarta colocada em Sydney 2000 no salto triplo -, ela tinha uma vida confortável para os padrões cubanos, tendo recebido uma casa do governo pelo ouro no Pan. Só que conheceu um escocês chamado Andrew Dodds, que estudava espanhol em Havana. Apaixonada e grávida do namorado, Aldama decidiu se mudar para a Inglaterra, mas o processo burocrático foi lento e ela precisou esperar o filho nascer em Cuba para então tentar a sorte no novo país.

O que poderia ser um conto de fadas tornou-se um pesadelo, quando em 2002 seu marido foi preso por porte de drogas e condenado a 15 anos de prisão. Para piorar, ela teve seu processo de naturalização barrado pela Justiça britânica. Em 2003, ela era número um do ranking mundial, mas como já havia aberto mão da nacionalidade cubana, não poderia competir, pois efetivamente não pertencia a nenhum país. Foi então que os dirigentes do Sudão a procuraram e ela pôde competir pelo país africano nas Olimpíadas de Atenas 2004.

Após o marido ter sido solto da prisão, em 2009, Aldama teve finalmente liberado seu passaporte britânico. E com isso o velho desejo de poder competir pela Grã-Bretanha voltou com força total. Em uma reunião com os dirigentes do comitê olímpico britânico, a saltadora explicou que já morava há dez anos em Londres, que seus dois filhos eram britânicos e que seu maior desejo era poder representar o país nas pistas.

Aos 39 anos, sob uma terceira bandeira diferente, Yamile Aldama participará dos Jogos Olímpicos. Mas nem de longe ela pode ser chamada de “atleta de aluguel”.

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quinta-feira, 8 de março de 2012 Histórias do esporte, Ídolos, Isso é Brasil, Olimpíadas | 17:49

COB homenageia Guga e 'esquece' confusão de Sydney 2000

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Gustavo Kuerten brinca com os jornalistas durante a sua nomeação para o Hall da Fama

No dia em que foi nomeado como mais novo integrante do Hall da Fama do tênis mundial, o ex-número um do ranking da ATP (Associação dos Tenistas Profissionais), Gustavo Kuerten, passou por uma situação curiosa, para dizer o mínimo. No meio da entrevista coletiva que ocorreu após o evento oficial, um represente do COB (Comitê Olímpico Brasileiro), falando em  nome do presidente da entidade, Carlos Arthur Nuzman,  pediu a palavra para saudar o feito do ex-tenista e ainda aproveitou para fazer uma pergunta protocolar, nada especial. Guga respondeu da mesma forma e a coletiva seguiu normalmente.

Acompanhe tudo sobre as Olimpíadas de Londres 2012 no iG Esporte

A curiosidade da situação obviamente não foi a pergunta do represente do COB, mas sim a irônica lembrança da convivência atribulada que a entidade que comanda o esporte brasileiro e Guga tiveram no passado, mais especificamente nos Jogos Olímpicos de Sydney, em 2000.

Leia também: Em dia de recordações, Guga recebe nomeação para o Hall da Fama

Para quem já não se lembra da polêmica, poucos dias antes da abertura dos Jogos de 2000, COB e Guga chegaram a um impasse, por conta do material esportivo que o tenista iria usar na competição. A entidade utilizava como material esportivo a Olympikus, enquanto Guga era bancado pela marca Diadora.

Como o COB não aceitava de forma alguma que o tenista usasse o seu fornecedor, chegou-se a um momento da crise em que se falava abertamente que Guga – então bicampeão de Roland Garros – seria excluído da delegação.

Veja também: ‘Ajudei a mostrar que o tenista é uma pessoa comum’, diz Guga

Para evitar um mico de tamanha envergadura, o COB acabou chegando a um acordo com Guga e o tenista disputou os Jogos com o uniforme sem a marca de nenhum patrocinador. E pensar de 12 anos depois desta confusão bizarra, o COB estaria presente em um dos momentos mais importantes da carreira de Gustavo Kuerten.

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domingo, 19 de fevereiro de 2012 Histórias do esporte, Ídolos, Olimpíadas, Pan-Americano, Seleção brasileira | 12:12

Antonio Carollo escreveu uma bela página do boxe do Brasil

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Antonio Carollo morreu aos 88 anos

Em meio ao feriadão de carnaval, eis que pinta uma triste notícia para o esporte olímpico do Brasil: a morte de Antonio Carollo, um dos maiores treinadores da história do boxe brasileiro, ao lado de Kid Jofre, pai de Éder Jofre. Aos 88 anos, Carollo estava em sua casa, na cidade de Pereiras (SP) e sofreu um mal súbito quando estava na piscina.

Com Carollo, se foi também uma importante parte da história do boxe brasileiro, olímpico e profissional. Sim, porque ele foi o treinador que orientou o único medalhista do boxe nacional, Servilho de Oliveira, nas Olimpíadas da Cidade o México, em 1968. E no profissional, Carollo estava no córner de Miguel de Oliveira, quando ele foi campeão mundial dos médio-ligeiros em 1975. Ele também ajudou nas conquistas de outros campeões, como Acelino Popó e Valdemir “Sertão” Pereira.

Entrevistei Carollo em algumas oportunidades ao longo da carreira. Era uma pessoa séria, que não gostava muito de falar com os jornalistas, mas sempre atendia a todos com educação e paciência. Era uma verdadeira enciclopédia viva do boxe e tinha uma visão bem realista de uma época em que quase não havia recursos para a modalidade olímpica. Sua receita para superar estas dificuldades: trabalhar duro.

Não à toa que Antonio Carollo esteve à frente da seleção brasileira durante cinco edições de Jogos Olímpicos (além de 1968, esteve presente ainda nos Jogos de Munique 1972, Montreal 1976, Moscou 1980 e Barcelona 1992).  Participou ainda de cinco Jogos Pan-Americanos e dois Mundiais de Boxe.

O boxe brasileiro fica sem dúvida mais pobre sem Antonio Carollo.

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terça-feira, 17 de janeiro de 2012 Almanaque, Histórias do esporte, Ídolos, Imprensa, Olimpíadas, Vídeos | 10:37

Relembre como o gênio Muhammad Ali ganhou o ouro olímpico

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Muhammad Ali, então chamado Cassius Clay, no ponto mais alto do pódio em Roma 1960

Maior nome do boxe em todos os tempos, Muhammad Ali, que completa 70 anos nesta terça-feira e cuja brilhante carreira foi relembrada no iG Esporte – onde você pode conferir as grandes frases ditas por Ali, momentos marcantes de sua carreira e imagens de suas principais lutas – também teve seu nome marcado na história dos Jogos Olímpicos.

Para início de conversa, Ali sagrou-se campeão olímpico dos Jogos de Roma 1960 ainda com seu nome de batismo, Cassius Marcellus Clay Jr (ele só adotaria o nome de Muhammad Ali após se converter ao islamismo, em 1964). A outra curiosidade é que Ali não foi campeão atuando como peso pesado, onde imortalizou seu nome na história do boxe. Ele lutou em Roma na categoria meio pesado (com limite de peso até 81 kg).

A campanha olímpica de Ali foi absoluta e sem contestação. Disputou quatro lutas, vencendo três delas por decisão unânime dos jurados e em uma delas obrigou o árbitro a interromper o combate, tamanho o castigo que o jovem americano, então com 18 anos, impunha a seu adversário.

Eis a campanha de Cassius Clay/Muhammad Ali nos Jogos de Roma 1960, na categoria meio pesado:

Primeira rodada

Classificado automaticamente

Segunda rodada

Cassius Clay (EUA) venceu Yvon Becot (BEL) por decisão do árbitro no 2º assalto

Quartas de final

Cassius Clay (EUA) venceu Gennadiy Shatkov (URSS), 5:0

Semifinal

Cassius Clay (EUA) venceu Anthony Madigan (AUS), 5:0

Final

Cassius Clay (EUA) venceu Zbigniew Pietrzykowski (POL), 5:0

Confira as imagens da luta final em que Cassius Clay garantiu sua medalha de ouro em 1960:

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