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segunda-feira, 19 de novembro de 2012 Com a palavra, Isso é Brasil, Olimpíadas | 17:08

Coe diz que roubo de dados de Londres 2012 'não tem importância'. Acredite se quiser

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Sebastian Coe fala durante o Debriefing, evento que está sendo realizado no Rio de Janeiro e marca a transferência de informações entre os organizadores do Rio 2016 e Londres 2012

“Não demos muita importância ao tema e nem o consideramos muito relevante. Não se deve dar tanta importância a essa questão”


As palavras acima são do britânico Sebastian Coe, ex-presidente do Locog (sigla em inglês para Comitê Organizador Local dos Jogos de Londres) e atual comandante da BOA (Associação Olímpica Britânica), minimizando o escândalo do roubo de dados sigilosos por parte de integrantes do comitê organizador dos Jogos do Rio 2016, que trabalhavam em conjunto com seus colegas britânicos em Londres 2012. O vexame foi tamanho que culminou com a demissão de nove funcionários do comitê brasileiro. A declaração foi dada em uma entrevista coletiva durante o Debriefing, evento que marca a transferência de conhecimentos entre os organizadores de Londres 2012 e Rio 2016 e que está sendo realizado no Rio de Janeiro.

“Lord Coe”, como o britânico é chamado pela mídia de seu país (e ele é lorde mesmo, em razão de seus grandes feitos obtidos para o esporte da Grã-Bretanha) sem dúvida justificou o título de nobreza, ao mostrar bastante elegância e preferir não se estender muito sobre a polêmica que escandalizou o esporte olímpico brasileiro. Mas a verdade não é bem essa.

O episódio causou estragos na relação entre as duas entidades, tanto que o próprio Carlos Arthur Nuzman, presidente do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) e também do Rio 2016 precisou convocar uma entrevista coletiva para dar sua versão do caso, quando anunciou a saída dos funcionários que roubaram os tais documentos sigilosos. A repercussão foi tão ruim que o ex-jogador e deputado federal Romário andou batendo pesado em Nuzman e no COB diante da gravidade das denúncias.

As palavras contemporizadoras de Lord Coe são, literalmente, para inglês ver.

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quarta-feira, 26 de setembro de 2012 Com a palavra, Isso é Brasil, Olimpíadas | 19:48

Escândalo do Rio 2016 faz Romário bater no COB. De novo…

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Romário voltou a criticar o COB e seu presidente, Carlos Nuzman

“Está mais que comprovado a falta de decência desta entidade, o fato só escancara o que vem acontecendo com o esporte do Brasil”

Deputado federal Romário, que escreveu em seu site texto criticando de forma contundente o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) e por tabela seu presidente, Carlos Arthur Nuzman, pelo roubo de documentos sigilosos do comitê organizador de Londres 2012, por parte de integrantes do comitê do Rio 2016. O caso terminou na demissão de dez de seus integrantes.

Pelo jeito, Nuzman e os dirigentes do Rio 2016 ainda irão apanhar por um bom tempo por causa deste vexame…

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terça-feira, 18 de setembro de 2012 Com a palavra, Isso é Brasil, Olimpíadas | 17:15

Romário volta a bater em Nuzman, COB e pede voto aos atletas

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Romário bateu pesado na falta de alternância de poder do COB

“Os presidentes das Confederações de Atletismo e de Desporto Aquático, por exemplo, já estão há mais de 20 anos no poder. Muita cara de pau! E o presidente do COB, Carlos Nuzman, tá querendo se reeleger mais uma vez agora em outubro. Se conseguir, também chegará a duas décadas à frente do COB. E para quê?”

O ex-jogador e atual deputado federal Romário vem se notabilizando como um parlamentar que mostra, na tribuna, a mesma contundência que exibia na época em que brilhava nos gramados. Às vezes, exagera no tom e sai disparando a metralhadora, mesmo sem provas, como foi o episódio em que acusou o técnico da seleção brasileira, Mano Menezes, de fazer suas convocações atendendo a interesses de empresários.

Mesmo assim, na maioria das vezes a precisão das críticas de Romário são cirúrgicas e certeiras. Como no último texto publicado em seu site oficial, que foi ar ar nesta segunda-feira (17), no qual elogia a intenção do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, em vetar recursos públicos às confederações esportivas que não promovam a alternância de poder de seus presidentes. E fez questão de ressaltar que não concorda com a falta de troca de comando que ocorre no COB (Comitê Olímpico Brasileiro). “Soube que o Nuzman não recebe salário. Então por que tanto apego? O que eu sei é que o COB precisa mudar de cara e deixar de ser amador”, escreveu o Baixinho.

Romário também tocou em outro ponto que causa urticária nos cartolas: o voto direto soa atletas para escolher os presidentes de confederações. “Nada mais justo do que o próprio competidor que rala e representa o país lá fora possa ajudar a escolher os melhores administradores de suas confederações e do COB”, escreveu.

A meu ver, Romário acertou na mosca neste texto. Nuzman está no comando no COB desde 1996 (foi eleito em 95, mas assumiu de fato um ano depois). É inegável que promoveu melhoras na estrutura do esporte olímpico brasileiro, mas também não se pode negar que a entidade que comanda vem falhando no modelo de gestão atual, com recursos públicos que jamais existiram antes na história, mostrando resultados proporcionalmente abaixo do que deveriam ter alcançado.

Já passou da hora de uma mudança. Não só no COB, mas também em todas as confederações que eternizam seus dirigentes no poder.

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terça-feira, 7 de agosto de 2012 Com a palavra, Imprensa, Olimpíadas, Pan-Americano, Seleção brasileira | 15:15

Até quando o brasileiro será iludido pelas glórias do Pan?

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Goleira Chana é consolada pela companheira Deonise, após a eliminação do Brasil no handebol feminino

“A gente fez um trabalho maravilhoso,  só que ainda ficamos nos detalhes. Falta de experiência em decisão também pesou. Por que decidir Pan-Americano ou Sul-Americano não tem comparação com jogo decisivo numa Olimpíada”



Declaração da pivô Dani Piedade, da seleção brasileira feminina de handebol, após a eliminação ocorrida nesta terça-feira para a Noruega, pelas quartas de final dos Jogos Olímpicos de Londres. A despeito da tristeza que a derrota causou, as palavras de Dani merecem uma profunda reflexão de todos nós, jornalistas e torcedores, que acompanham e curtem esportes olímpicos.

Nesta terça-feira, vimos dois brasileiros competindo no triatlo, Reinaldo Colucci e Diogo Sclebin, chegarem longe do pódio; no levantamento de peso, Fernando Reis não conseguiu repetir sua melhor marca e não passou das eliminatórias; na vela, Ricardo Winicki, o Bimba, encerrou sua participação em nono lugar, sem nunca ter chegado perto da zona de medalha.

O que eu quero com tudo isso não é colocar estes atletas no paredão e mandar o pelotão de fuzilamento abrir fogo. Eles certamente fizeram o que estava dentro do possível, para a condição deles.

O que merece ser analisado é que, para uma parcela absoluta do público que não acompanha o dia a dia das modalidades olímpicas, a impressão que fica é que, sempre no ano seguinte após uma disputa de Jogos Pan-Americanos, o Brasil chegará às Olimpíadas e conseguirá repetir o desempenho. Pode ter certeza que essa é a imagem que fica.

E a culpa é de quem? Bem, algumas vezes do próprio atleta, que inebriado pela conquista de uma competição continental de nível mais fraco, acaba criando ele mesmo falsas expectativas; outra parcela cabe à própria imprensa, que por necessidade de audiência ou para vender mais jornais, acaba “bombando” demais um evento sem as necessárias ponderações críticas.

Por fim, cabe ao COB (Comitê Olímpico Brasileiro), que também ajuda a criar esta onda de oba-oba, ao sempre levar suas estrelas para competir, em muitas modalidades, com atletas de equipes “B” dos EUA ou Canadá.

Por isso, antes de procurar a primeira rede social para xingar aquele atleta que deu “vexame”, pense duas vezes. Talvez você também seja um destes iludidos do Pan.

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terça-feira, 24 de julho de 2012 Com a palavra, Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 22:55

O direto recado de Érika para Iziane

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Erika deixou claro seu descontentamento com a postura de Iziane

“Levamos um grande susto, só que as regras estão aí para serem cumpridas por todos. Ela não teve uma postura correta”

Pivô Erika, titular da seleção brasileira feminina de basquete, ao comentar o sentimento do grupo ao saber do corte da ala Iziane Marques, que levou seu namorado para a concentração e foi dispensada da equipe que disputará as Olimpíadas de Londres 2012. Mais detalhes você pode conferir aqui, na reportagem publicada pelo iG Esporte.

Só fica no ar uma perguntinha: tá bom o moral da Iziane com suas ex-companheiras?

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terça-feira, 17 de julho de 2012 Com a palavra, Olimpíadas, Seleção brasileira | 23:45

Presença de Larry Taylor na seleção brasileira de basquete espanta americanos

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Dwyane Wade não acreditou quando viu Larry Taylor com a camisa do Brasil

“Que loucura! Ver nosso amigo de Chicago…nº 7 Larry Taylor jogando pela Seleção Brasileira contra os EUA”



Post no Twitter do jogador americano Dwyane Wade, que não competirá nos Jogos de Londres 2012 em virtude de uma cirurgia no joelho, espantado ao ver que o ala-armador do Bauru, naturalizado brasileiro, está entre os selecionados pelo técnico Rubén Magnano para integrar a seleção brasileira nas Olimpíadas

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terça-feira, 3 de julho de 2012 Com a palavra, Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 23:58

Solidariedade dos atletas para Jade Barbosa

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Joanna Maranhão está inconformada com a chance de Jade Barbosa não ir a Londres

“Será que a burocracia e a política vão tirar Jade dos Jogos? Acho triste que a punição seja apenas para a atleta”

Nadadora Joanna Maranhão, que usou o Twitter para dar apoio à Jade Barbosa, que não deve ser convocada para as Olimpíadas de Londres 2012. Veja as opiniões de outros atletas sobre o caso de Jade Barbosa no iG Esporte
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quinta-feira, 7 de junho de 2012 Com a palavra, Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas | 14:41

Primeiro puxão de orelhas na organização da Rio 2016

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A marroquina Nawal El Moutawakel e o presidente do COB e da Rio 2016, Carlos Nuzman, se cumprimentam no Rio, após nova visita de inspeção do COI

“Está ficando aparente que os prazos de entrega estão apertados e que o volume de trabalho a ser completado é considerável”

Declaração da marroquina Nawal El Moutawakel, presidente da Comissão de Coordenação do COI (Comitê Olímpico Internacional), em entrevista coletiva após a terceira visita de inspeção da entidade para acompanhar os preparativos dos Jogos Olímpicos de 2016, que serão realizados no Rio de Janeiro.

Foi o primeiro “puxão de orelhas” público que o comitê organizador da Rio-2016 levou do COI, que já dá sinais de preocupação com atrasos no início das obras no Parque Olímpico, em Jacarepaguá, e no Complexo Esportivo de Deodoro, conforme salientou reportagem desta quinta-feira do jornal “Folha de S. Paulo”.

Pior mesmo foi ver o desconforto do presidente do COB e também da Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, tentando relativizar as palavras de El Moutawakel a respeito destes atrasos.

A única dúvida é se outros “puxões de orelha” do COI virão pela frente.

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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012 Com a palavra, Ídolos, Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 07:00

O desabafo de Joanna Maranhão é um exemplo ao Brasil

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Joanna Maranhão pede ajuda da CBDA para prosseguir em sua preparação olímpica

O Brasil olímpico, no qual dirigentes adoram se perpetuar no poder, mas que ao mesmo tempo não conseguem dar ao país uma política decente de massificação esportiva, continua impecável em produzir exemplos negativos no tratamento aos seus atletas. E nem mesmo a proximidade da realização dos Jogos Olímpicos de Londres 2012 parece modificar esta situação. Felizmente, existem aqueles que sempre que podem, colocam o dedo na ferida.

A nadadora Joanna Maranhão é um destes raros exemplos de atletas contestadores e que brigam ferozmente por seus direitos. Suas entrevistas são sempre pontuadas por frases fortes, contundentes e que não repetem o discurso ensaiado e bem comportado da maioria de seus colegas. Neste último domingo, em sua conta no Twitter (@Jujuca1987), Joanna não escondeu sua revolta com um fato absolutamente surreal, ainda mais nestes tempos nos quais as confederações esportivas possuem várias formas (especialmente com dinheiro público) de arrecadação de recursos.

Veja também: O Mundial de Xangai e o ouro de tolo

A nadadora estava inconformada com a indefinição da CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos) em custear sua passagem para disputar o GP de Missouri (EUA), uma das mais fortes competições do calendário americano de natação e importante em sua preparação para as Olimpíadas. Desde o início do ano, Joanna viajou para a cidade americana de Jacksonville, para fazer uma preparação intensiva antes dos Jogos, mas contava que teria apoio da CBDA para disputar o GP de Missouri. Até agora, nada feito.

“Valor pra mudar meu trecho internacional: 990 reais. Motivo: competir o GP que faz parte da minha preparação olímpica. Quem tá pagando por isso: EU!”, escreveu a atleta, no Twitter. “Isso me entristece muito. Ainda bem que tenho Deus no coração e um sonho que me motiva a continuar, porque se fosse por nossos dirigentes, eu já teria desistido há muito tempo”.

São palavras fortes e sinceras, que não são encontradas facilmente no discurso-padrão e marqueteiro de 99% de nossos atletas. Alguns, por medo, outros por conivência e interesse.  Joanna Maranhão, felizmente, foge deste padrão, e “mete a boca”, como se diz no popular. Ao responder a um seguidor, que questionou a necessidade de sua reclamação pública, ela demonstrou ter consciência de que sua postura não agrada aos cartolas.

“Os atletas estão literalmente ‘nas mãos’ dos dirigentes. Eu mesma, em 2007, publiquei meu descontentamento e fui a única nadadora da equipe a não receber NENHUM apoio da confederação. Ou seja, paguei o preço por falar a verdade. Eu sozinha, infelizmente, não mudo nada. E a classe (nadadores) não é unida”, escreveu a nadadora.

Que Joanna Maranhão não seja novamente “punida” apenas por pedir algo que é seu direito (apoio para competir em busca da evolução de sua própria carreira). E que a CBDA tenha vergonha na cara e acabe com este absurdo de deixar uma atleta brasileira botar a boca no trombone por um valor irrísório, especialmente para uma entidade que ganha tanto dinheiro público de estatal e de lei de incentivos.

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quarta-feira, 2 de novembro de 2011 Com a palavra, Ídolos, Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas, Pan-Americano | 20:58

Recado para os que adoram detonar o esporte de Cuba…

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O cubano Omar Cisneros, ouro nos 400 m com barreira nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara: o objetivo do esporte cubano não é ganhar medalhas

Sempre que termina um evento esportivo como Jogos Olímpicos ou Pan-Americanos, a “pachecada de direita” – uma sub-divisão da famosa turma que reúne os torcedores fanáticos pelo Brasil-sil-sil e que também não suportam uma visão progressista do mundo – adora detornar Cuba. “Ah, eles estão em decadência”, dizem uns. “De que adiante ter medalha se vivem debaixo de uma ditadura sangrenta”, gritam outros. “Quero ver em Londres como eles vão se sair”, provocam mais alguns.

Sem entrar no mérito da questão de como Fidel Castro e seus amigos controlam as coisas lá na ilha, não há como negar o sucesso da política esportiva de Cuba. E não se trata de algo que começou do dia pra noite e sim fruto de uma visão a longo prazo, e que começou a ser tratada assim que Fidel chegou ao poder, em 1959.

Para esta turma que adora detonar o regime de Cuba e torcem para seu fiasco olímpico, achando que o Brasil está pronto para ocupar seu lugar como segunda potência esportiva das Américas, deixo estas palavras de Alberto Juantorena, ex-campeão olímpico dos 400 e 800 m nas Olimpíadas de Montreal 1976, para reflexão da pachecada.

“O mais importante para nós não são as medalhas, mas o ser humano e o melhoramento da qualidade de vida e que o esporte possa ser algo importante na educação das novas gerações de cubanos”

*Trecho acima extraído de post do ótimo blog do jornalista José Cruz

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