Publicidade

Arquivo de outubro, 2014

quarta-feira, 15 de outubro de 2014 Almanaque, Histórias do esporte, Ídolos, Imagens Olímpicas, Olimpíadas, Seleção brasileira, Vídeos | 09:00

Aída dos Santos, a heroína sem medalha

Compartilhe: Twitter
Aída dos Santos completa mais um de seus saltos na final do salto em altura

Aída dos Santos completa mais um de seus saltos na final do salto em altura em Tóquio 1964

Nesta quarta-feira completam-se 50 anos de uma das passagens mais emocionantes e também emblemáticas do esporte brasileiro. Foi num mesmo 15 de outubro que Aída dos Santos, uma atleta de origem pobre, nascida em um favela de Niterói (RJ), negra e dona de um talento impressionante, entrou para a história do olimpismo do Brasil ao conseguir nos Jogos de Tóquio 1964 um feito que nenhuma mulher do país jamais havia chegado perto, ao terminar em quarto lugar a prova final do salto em altura, e por muito pouco não ficou com uma medalha. Sob a ótica de hoje, na qual o esporte feminino brasileiro é cada vez mais forte, parece algo banal. Mas há 50 anos, o resultado de Aída foi gigantesco.

Um dos capítulos do livro “100 anos de Olimpíadas – de Atenas a Atlanta”, do jornalista Maurício Cardoso (editora Scritta), retrata bem como foi extremamente complicada a heróica participação de Aída do Santos nos Jogos de Tóquio. Única mulher na delegação, única representante no atletismo, ela não tinha técnico, médico, massagista, nada. Nem mesmo uniforme de competição recebeu dos dirigentes, tendo que utilizar um antigo de sua participação no Campeonato Sul-Americano. Para os treinos, usava um de seu clube, o Botafogo. Também não tinha sapatilha e treinava com um tênis comum. Em Tóquio, ficou sabendo que em um estande na Adidas na Vila Olímpica conseguia uma sapatilha de graça, mas só conseguiu um calçado para correr a prova dos 100 metros.

O desprezo e pouco caso com Aída dos Santos dentro da delegação brasileira era tanto que na manhã daquele 15 de outubro, quando deixava a Vila para se dirigir ao Estádio Nacional, onde seriam realizadas as eliminatórias do salto em altura, foi saudada desta maneira por um cartola [segundo a descrição do livro de Cardoso]: “Te esperamos para o almoço, Aída”, disse o dirigente, contando que a atleta não passaria para as 12 finalistas entre as 27 concorrentes.. Só que ele se enganou redondamente.

Aída não apenas se classificou como na final esteve na disputa por medalhas até o último momento. Salto a salto, a brasileira sem técnico, sem apoio e que competia machucada (ela havia se contundido nas eliminatórias) resistia bravamente. Quando alcançou a marca de 1,74 m, chegou a liderar a prova. Até que quando o sarrafo chegou a 1,76 m, ela queimou as três tentativas e foi eliminada. Iolanda Balas, da Romênia, acabou levando o ouro.

A linda história de Aída dos Santos está retratada em um belíssimo documentário lançado ás vésperas dos Jogos de Londres 2012, pelo projeto Memória do Esporte Olímpico Brasileiro. “Aída dos Santos – Uma Mulher de Garra”, levou a atleta de volta ao Estádio Nacional, quase cinco décadas depois daquele 15 de outubro. Para quem não viu, vale muito a pena.

Autor: Tags: , , ,

terça-feira, 14 de outubro de 2014 Olimpíadas, Paraolimpíadas | 22:26

Estádio de tênis para 2016 começa a tomar forma

Compartilhe: Twitter
Imagem aérea da obra do estádio principal do Centro de Tênis

Imagem aérea da obra do estádio principal do Centro de Tênis, no Parque Olímpico da Barra

A imagem acima ainda é de um belo canteiro de obras, vamos admitir. Mas é preciso reconhecer que o estádio principal do Centro de Tênis no Parque Olímpico da Barra da Tijuca já começa a tomar forma. Neste local, durante os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos do Rio 2016, serão erguidas mais quinze quadras, entre temporárias e permanentes, que após as Olimpíadas farão parte do Centro Olímpico de Treinamento.

A instalação principal terá a capacidade para 10 mil pessoas e pela foto percebe-se que o anel superior está quase completo. De acordo com o Portal da Transparência Rio 2016, a obra, que foi iniciada em novembro de 2013, tem previsão de término de construção para o terceiro trimestre do ano que vem. Por sinal, um dos eventos-testes dos Jogos está programado para o local, em dezembro de 2015. O valor total da obra é de R$ 164,8 milhões.

>>>Veja ainda: Rio 2016 divulga calendário de eventos-testes

Além da quadra principal permanente, a instalação terá uma quadra temporária, com 5 mil lugares e outra com 3 mil lugares que permanecerá após os Jogos sem as arquibancadas. Haverá ainda 13 quadras descobertas: sete delas, com 250 lugares cada, serão usadas para disputas de partidas. As outras servirão para treinamento e aquecimento. Nos Jogos Olímpicos, o Centro de Tênis receberá as competições de tênis; e nos Jogos Paralímpicos, as de tênis em cadeira de rodas e futebol de 5.

Autor: Tags: , , , , , ,

sexta-feira, 10 de outubro de 2014 Almanaque, Histórias do esporte, Imagens Olímpicas, Olimpíadas, Vídeos | 15:28

O dia em que o Japão renasceu para o esporte mundial

Compartilhe: Twitter
O jovem Yoshinori Sakai, que nasceu no dia em que a bomba nuclear destruiu Hiroshima, sobe a arquibancada para acender a pira olímpica em 1964

Yoshinori Sakai, que nasceu no dia em que a bomba nuclear destruiu Hiroshima, sobe para acender a pira olímpica

O dia 10 de outubro tem uma importância especial para o povo japonês. Há exatos 50 anos, menos de duas décadas após ter sido praticamente destruído por duas bombas atômicas que definiram o final da Segunda Guerra Mundial, a cidade de Tóquio celebrava em festa a cerimônia de abertura da 18ª edição dos Jogos Olímpicos. Se existe uma Olimpíada que merece  ser lembrada para sempre, a de Tóquio 1964 sem dúvida é a minha preferida. Simplesmente pelo fato de um país que havia sido efetivamente reconstruído ter conseguido fazer os Jogos de forma irretocável.

O renascimento do Japão para o esporte mundial também trouxe fatos marcantes na história olímpica. Foi nos Jogos de Tóquio que o judô e o vôlei passaram a integrar o programa esportivo; Tóquio recebeu a primeira edição das Olimpíadas na Ásia; as ruas da capital japonesa viram também o primeiro bicampeão olímpico da maratona, o etíope Abebe Bikila; e a ginasta soviética Larysa Latynina tornou-se a maior ganhadora individual de medalhas, 12 no total (incluindo as que havia conquistado em Roma 1960).

Mas talvez nada tenha sido mais marcante nos Jogos de 1964 do que a cerimônia de abertura e o momento em que a pira olímpica foi acesa. Diante de um Estádio Nacional lotado e com muitos torcedores chorando, o jovem Yoshinori Sakai, nascido exatamente no dia em que a bomba destruiu a cidade de Hiroshima, entrou correndo na pista de atletismo, carregando a tocha olímpica. Com aquele gesto, ele homenageava às vítimas do holocausto nuclear e um apelo à paz mundial.

A foto que abre o post e o vídeo abaixo ajudam a explicar porque aquele 10 de outubro de 1964 foi tão especial:

Autor: Tags: ,

terça-feira, 7 de outubro de 2014 Ídolos, Mundiais, Olimpíadas, Seleção brasileira | 17:16

O feito inédito da ginástica brasileira e o drama de Phelps

Compartilhe: Twitter
Seleção masculina de ginástica comemora o inédito 6º lugar no Mundial de Nanquim

Seleção masculina de ginástica comemora o inédito 6º lugar no Mundial de Nanquim

O Brasil olímpico, que ainda vive sob uma irritante monocultura esportiva, a despeito de receber os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro daqui a dois anos, teve nesta terça-feira um resultado inédito em sua história. Certamente aqueles que só querem saber de comemorar títulos mundiais e medalhas de ouro não irão dar a menor bola, mas na China houve um resultado histórico obtido pela ginástica artística masculina do Brasil.

Até hoje, nenhuma seleção brasileira havia participado da final por equipes do Mundial. Isso já tinha sido alcançado pela ginástica feminina, que por tradição sempre esteve em um patamar acima, até por causa de talentos como Luiza Parente, Daiane dos Santos, Daniele Hypólito, Jade Barbosa, entre outras. A escrita foi derrubada nesta segunda (6) em Nanquim (CHN), onde acontece o Mundial 2015, graças à classificação da seleção masculina. E hoje, terça (7), os brasileiros conseguiram terminar na sexta colocação, feito extremamente comemorado por toda a equipe.

>>> Veja também: Um tiro certeiro na monocultura esportiva do Brasil

Acha pouco? Pois saiba que até hoje, a melhor colocação de uma seleção masculina em Mundiais de ginástica foi um 13º lugar, em Tóquio 2011. Esta sexta posição tem ainda mais peso quando se lembra que a CBG (Confederação Brasileira de Ginástica) não tem ainda um centro de treinamento próprio e que boa parte destes ginastas foram demitidos pelo Flamengo no ano passado, tendo que se virar para treinar.

Até mesmo o campeão olímpico de Londres 2012, Arthur Zanetti, precisou reclamar das péssimas condições de treinamento que ele e seus companheiros encontravam em São Caetano do Sul e teve até uma reunião com a secretaria de alto rendimento do Ministério do Esporte para tentar encontrar uma solução.

Arthr Zanetti; Diego Hypólito; Arthur Nory; Francisco Barreto; Sérgio Sasaki; e Lucas Bitencourt. Graças a estes seis atletas, a equipe de ginástica artística masculina do Brasil conseguiu o maior feito de sua história.

O drama de um campeão

É lamentável, para dizer o mínimo, a situação do nadador americano Michael Phelps, o maior ganhador de medalhas olímpicas na história (22, sendo 18 de ouro), que anunciou uma interrupção na carreira para fazer um tratamento de reabilitação por consumo de álcool. Para piorar, nesta segunda-feira a federação americana de natação anunciou sua suspensão por seis meses das competições, a exclusão na seleção do país que irá competir no Mundial de 2015, em Kazan (RUS) e a interrupção no pagamento mensal por ser integrante da seleção americana.

Não é a primeira vez que Phelps tem problemas fora das piscinas. Há poucos anos, ele chegou a ser suspenso por consumo de drogas. Agora, foi o excesso de bebidas. Ironicamente, ele segue o mesmo roteiro de outro ícone da natação, o australiano Ian Thorpe, que depois de fracassar na tentativa de voltar às competições abres das Olimpíadas de Londres 2012, acabou acumulando escândalos por causa de bebidas, drogas e uma séria crise de depressão.

Triste sina esta pela qual passam dois dos maiores ídolos do esporte olímpico.

Autor: Tags: , , , , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 3 de outubro de 2014 Jogos de Inverno, Olimpíadas | 22:45

O bom senso da Noruega e a ira do COI

Compartilhe: Twitter
Fogos de artifício enfeitam o céu de Sochi, durante a cerimônia de abertura dos Jogos de Inverno deste ano

Fogos de artifício enfeitam o céu de Sochi, durante a abertura dos Jogos de Inverno deste ano

Não fosse a Suíça um país conhecido por sua famosa postura de neutralidade em conflitos internacionais, já se estaria  iniciando a partir de Lausanne, na sede do COI (Comitê Olímpico Internacional), um movimento para invadir a Noruega. O motivo que vem despertando tanta revolta nos corredores da entidade que comanda o esporte olímpico mundial foi a decisão da capital norueguesa Oslo em abrir mão da candidatura para receber os Jogos de Inverno de 2022.

LEIA MAIS SOBRE O TEMA

>>> Será que acabou o glamour olímpico?
>>> Vale tanto a pena assim organizar as Olimpíadas?
>>> O espírito da Copa bastará para fazer da Rio 2016 um sucesso?

A desistência foi confirmada nesta última quarta-feira (1º), após o parlamento norueguês negar as garantias econômicas necessárias para prosseguir na corrida olímpica. Os políticos também contavam com uma pesquisa que apontava 55 % de contrariedade da população de Oslo para receber o mega-evento. Com isso, somente duas cidades seguem na briga pela sede olímpica: Almaty, no Cazaquistão, e Pequim, na China.

Só para refrescar a memória, Cracóvia (Polônia), Estocolmo (Suécia) e Lviv (Ucrânia) já tinha também pulado do barco olímpico para 2022 bem antes. Há muitos anos – mais precisamente desde 1974, quando Moscou e Los Angeles brigaram sozinhas pela condição de receber as Olimpíadas de verão de 1980 – que o COI não via tamanha falta de concorrência para escolher as sedes de seus Jogos.

O motivo é muito simples: a brincadeira ficou cara demais!

Os custos dos Jogos de Sochi 2014 foram assustadores, nada menos do que US$ 51 bilhões. Por mais que o COI argumente que a maior parte deste investimento tenha sido em infra-estrutura que a cidade teria que gastar de qualquer maneira, os números das planilhas de gastos olímpicos dos países-sedes nos últimos anos só aumentam. E para evitar que esse sonho olímpico se transformasse num pesadelo de dívidas, a Noruega decidiu abrir mão da candidatura.

O COI não perdoou a desistência. “Esta é uma oportunidade perdida para a cidade de Oslo e para todo o povo da Noruega que são conhecidos em todo o mundo por ser grandes fãs de esportes de inverno. E é sobretudo uma oportunidade perdida para os atletas noruegueses que não serão capaz de alcançar novos patamares olímpicos em seu país natal”, disse a entidade, em comunicado.

Mas é bem capaz que a decisão dos políticos noruegueses também tenha sido estimulada por uma “pequena” lista de exigências do COI, caso Oslo fosse a escolhida, em um documento de 7.000 páginas, revelado pelo jornal VG. Algumas são surreais:

1) Os principais dirigentes do COI deverão ser recebidos pelo rei da Noruega, em recepção paga pelo governo antes da cerimônia de abertura dos Jogos;

2) O presidente do COI, Thomaz Bach, deverá ser recebido em cerimônia na pista do aeroporto e que os principais membros do COI passem pela alfândega em um portão especial;

3) Uma pista especial nas estradas e ruas deverá ser reservada para que os membros do COI possam se deslocar de carro em Oslo durante os Jogos Olímpicos;

4) Todos os dirigentes do COI deverão receber um telefone celular da marca Samsung (patrocinadora do COI), com uma assinatura de uma companhia telefônica norueguesa;

5) Os organizadores deverão assumir as despesas de carros e motoristas para todos os integrantes do comitê executivo do COI durante o período dos Jogos.

Sorto do povo norueguês que o bom senso ainda prevalece entre algumas de suas lideranças políticas…

Autor: Tags: , , ,

Olimpíadas, Pré-Olímpico | 08:30

Colômbia, Coreia do Sul e Índia comemoram vagas para 2016

Compartilhe: Twitter
Dona de oito medalhas de ouro na história olímpica, a Índia se classificou para o torneio masculino no hóquei sobre grama

Dona de oito ouros na história olímpica, a Índia se classificou para o torneio masculino no hóquei

A semana termina com mais três países comemorando vagas asseguradas em duas modalidades – futebol e hóquei sobre grama – dos Jogos Olímpicos do Rio 2016: Colômbia, Coreia do Sul e Índia. Maior campeã olímpica na história do hóquei, a seleção masculina indiana garantiu a classificação ao vencer a final do torneio realizado nos Jogos Asiáticos, na Coreia do Sul. As sul-coreanas, por sinal, levaram a primeira vaga do hóquei feminino, na mesmo competição.

A classificação da Colômbia ocorreu no futebol feminino, com o vice-campeonato no Campeonato Sul-Americano do Equador, vencido pela seleção brasileira. Como o Brasil já tinha lugar assegurado por ser o país-sede, a vaga da competição caiu no colo das colombianas.

Confira na página especial do blog todos os classificados até o momento para as Olimpíadas de 2016

Autor: Tags: , ,

quinta-feira, 2 de outubro de 2014 Olimpíadas, Política esportiva | 19:37

Uma análise sobre a visita da comissão do COI

Compartilhe: Twitter
Comssão do COI concede entrevista coletiva após o final de mais uma visita de avaliação dos Jogos de 2016

Comssão do COI concede entrevista ao final de nova visita de avaliação dos Jogos de 2016

Encerrada na última quarta-feira (1º), a sétima visita da comissão de coordenação do COI (Comitê Olímpico Internacional) ao Rio de Janeiro, para acompanhar os preparativos da cidade para as Olimpíadas de 2016, deixou algumas impressões bastante claras. Pode-se analisar a passagem dos dirigentes do COI sob as óticas do “copo meio cheio” e do “copo meio vazio”. Vamos à elas:

LEIA MAIS SOBRE O TEMA

>>> Ainda dá tempo de salvar as Olimpíadas de 2016. Já a imagem do Brasil, não
>>> COI fará um plano de ação para salvar os Jogos de 2016
>>> O espírito da Copa bastará para fazer da Rio 2016 um sucesso?
>>> Londres 2010 x Rio 2014: semelhanças e diferenças


1)  Copo meio cheio
– Depois de colocar os organizadores e governo brasileiros na parede por conta dos atrasos em obras e definição da Matriz de Responsabilidades – promovendo praticamente uma espécie de intervenção no comitê organizador – o COI teceu vários elogios à preparação dos Jogos do Rio. Em comparação ao que houve na visita do final de março, a marroquina Nawal El Moutawakel, presidente da comissão, foi clara: “Podemos ver que as obras principais estão progredindo a toda velocidade, em particular a construção das instalações, sobre as quais temos recebido relatórios de desenvolvimento bastante sólidos”.

Os dirigentes também demonstraram satisfação com  o lançamento do programa de vendas de ingressos, lançamento da mascote olímpica (ainda em outubro) e o calendário de eventos-testes.

2) Copo meio vazio – A comissão do COI continua com um pé atrás em relação ao apertado calendário de obras. El Moutawakel escolheu bem as palavras, mas “embora o cronograma continue apertado, a equipe do Rio demonstrou claramente que a situação está sob controle, e que vem obtendo um bom progresso. Também foram discutidos seus esforços contínuos para reforçar o diálogo com as Federações Internacionais para o desenvolvimento das instalações”.

Eles alertaram ainda para a questão do “alto número de hotéis que devem ser construídos antes dos Jogos, porém, a Comissão recebeu informações muito claras e animadoras de que os 68 novos hotéis em construção estão em andamento”. Vale lembrar que na questão de hotelaria, os organizadores contavam com a revitalização do tradicional Hotel Glória por parte do empresário Eike Batista, que no entanto, com os conhecidos problemas enfrentados em seus negócios, acabou não ocorrendo.

Como vem sendo a postura do blog em relação às obras olímpicas para 2016, repete-se aqui um mantra já adotado em outras ocasiões: para a Rio 2016, a hora é de trabalhar e não de festejar, mesmo que sejam os sinceros elogios dos dirigentes do COI.

Autor: Tags: , ,

quarta-feira, 1 de outubro de 2014 Histórias do esporte, Rola pelo mundo, Vídeos | 14:08

Boxeadora indiana recusa medalha após resultado polêmico

Compartilhe: Twitter
A indiana Sarita Devi recebe a solidariadade das demais lutadoras, enquanto a coreana Jina Park apenas observa a cena

A indiana Sarita Devi recebe a solidariedade das demais lutadoras, enquanto a coreana Jina Park apenas observa a cena

Uma cena marcou hoje os Jogos Asiáticos, competição poliesportiva que está sendo realizada na cidade de Incheon, na Coreia do Sul. Revoltada com o polêmico resultado de sua luta semifinal, a boxeadora indiana Sarita Devi recusou-se a receber a medalha de bronze na cerimônia desta quarta-feira.

Devi alegou que ela teria sido a vencedora diante do combate na categoria até 60 kg contra a sul-coreana Jina Park, que ocorreu nesta última terça-feira (30). A expressão de espanto de Devi o final do combate, após a decisão dos jurados, quando o juiz levantou o braço de sua adversária foi evidente – e por algumas imagens é possível perceber que a indiana teve um desempenho superior ao da sul-coreana.

Em pleno pódio, sob muitos aplausos dos torcedores, Devi pegou sua medalha e deu-a para Park, que por sinal ficou com a prata após perder a final para a chinesa Yin Junhua. Embora tenha contado com a solidariedade de Junhua e da vietamita Luu Thi Duyen (que levou o outro bronze), a indiana terá que enfrentar um processo disciplinar aberto pelos dirigentes da Aiba (Associação Internacional de Boxe), que ficaram irritados com a atitude de Sarita Devi.

Veja o momento em que a lutadora indiana se recusa a receber sua medalha de bronze.

Autor: Tags: ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. Última