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Arquivo de agosto, 2013

domingo, 11 de agosto de 2013 Ídolos, Mundiais, Seleção brasileira | 21:26

A radiografia da vitória de Usain Bolt nos 100 metros

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Imagem do "Photo Finish" da final dos 100 m rasos do Mundial de Moscou

O “Photo Finish”, para quem não sabe, é um registro de imagem usada em algumas modalidades, como atletismo e natação, por exemplo, que mostra o momento exato da chegada de uma determinada prova. A imagem acima mostra o exato momento no qual o jamaicano Usain Bolt cruzou a linha de chegada nos 100 m rasos, na pista do Estádio Luzhniki, pelo Mundial de atletismo de Moscou. Foi o segundo título mundial de Bolt nesta prova.

Uma vitória cheia de nuances especiais. Primeiro, porque a final foi realizada debaixo de um toró, o que é não é uma cena comum. Depois, Bolt estava um pouco mais contido do que o normal antes da prova começar – talvez efeito das lembranças de dois anos atrás, em Daegu, quando queimou justamente a largada e foi eliminado. O fato é que mesmo o americano Justin Gatlin tendo feito a corrida de sua vida, Bolt é do outro mundo. Só isso explica a incrível arrancada na metade final da prova, quando seus rivais já estavam praticamente desacelerando.

E ainda tem pela frente os 200 m e o revezamento 4 x 100 m. Promessas de novos shows?

Ufa, Fabiana!

E o segundo dia do Mundial de Moscou trouxe duas boas notícias para o atletismo brasileiro. A primeira, o incrível sexto lugar de Carlos Chinin no decatlo, modalidade na qual o Brasil não tem a menor tradição, sendo que ele chegou à última prova (1.500 m) com chances reais de medalha.

A segunda boa notícia foi a classificação de Fabiana Murer para a final do salto com vara. mas peraí, classificação pra final é boa notícia pra quem é a atual campeã do mundo? No caso de Fabiana, é sim. Quem pôde acompanhar a qualificatória deste domingo testemunhou o drama que foi para ela carimbar a passagem à final. Errou os dois primeiros saltos e, pressionada ao extremo, conseguiu a vaga no salto derradeiro, com 4m55. Para quem ainda dormia com o fiasco das Olimpíadas de Londres debaixo do travesseiro, foi um grande negócio.

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sábado, 10 de agosto de 2013 Histórias do esporte, Ídolos, Mundiais, Olimpíadas, Seleção brasileira | 17:19

A largada do Mundial de atletismo e as polêmicas lembranças do Estádio Luzhniki

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Público acompanha a cerimônia de abertura do Mundial de atletismo no Estádio Luzhnki

E começou na madrugada deste sábado o 14º Campeonato Mundial de atletismo, em Moscou. Adoro o atletismo. Poucos esportes (talvez só o boxe) permitem que você encontre tantas histórias humanas e de superação como ele. Sem contar que se trata a base de todas as demais modalidades e da própria existência dos Jogos Olímpicos.

E esse primeiro dia de disputa no Estádio Luzhniki (antigo Estádio Lênin, como era chamado na época da extinta União Soviética) já reservou uma boa notícia ao atletismo brasileiro, com a classificação de Augusto Dutra para a final do salto com vara masculino, ao ficar em terceiro lugar em sua série qualificatória, com 5m55.

Outros cinco atletas que competiram neste sábado, porém, já estão eliminados em suas respectivas provas. Alguns de forma pífia, como Fernanda Borges, que conseguiu a proeza de queimar os três arremessos necessários para passar pela qualificação do arremesso do disco.

Mas a imagem que me veio à mente enquanto acompanhava algumas das provas deste primeiro dia de disputa – marcado pela fácil classificação de Usain Bolt para as semifinais dos 100 m rasos – remete há muitos anos. Trinta e três anos para ser mais preciso. Foi neste mesmo estádio que o falecido saltador João Carlos de Oliveira, o João do Pulo, sofreu com o chamado “apito amigo olímpico”, durante as Olimpíadas de Moscou, em 1980.

Na final do salto triplo, João do Pulo tinha como principal adversário o soviético Viktor Saneyev, então campeão olímpico. Seria a despedida de Saneyev das pistas e já se esperava uma força dos árbitros com o grande ídolo do país. Só que o Saneyev não estava saltando bem. Em compensação, outro atleta soviético estava voando, Jaak Uudmae. Era ele quem João do Pulo tinha que superar. E dizem que superou mesmo.

>>> Veja também: As medalhas brasileiras nos mundiais de atletismo

Até morrer, o brasileiro sustentava que de seus três saltos que os árbitros anularam, pelo menos um deles seria para medalha de ouro. Há até quem diga que seria capaz de quebrar o próprio recorde de João do Pulo (17,89 m na época). Outros depoimentos, inclusive do próprio Viktor Saneyev anos depois, ao jornal “Lance!”, reforçam a tese de que o brasileiro foi premeditadamente prejudicado em Moscou.

Por isso, enquanto muitos que observam o belo e imponente Estádio Luzhniki e relembram das tocantes imagens do ursinho Misha se despedindo do público, na cerimônia de encerramento, eu só consigo pensar na garfada que João do Pulo sofreu nas Olimpíadas de 1980.

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sexta-feira, 9 de agosto de 2013 Isso é Brasil, Olimpíadas, Paraolimpíadas, Política esportiva | 18:45

Suspensão do Ladetec é uma desmoralização para o combate ao doping no Brasil

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Imagem do projeto final do Ladetec, laboratório no Rio de Janeiro que realizará todos os exames antidoping das Olimpíadas

A Wada (sigla em inglês para Agência Mundial Antidoping) acaba de emitir um comunicado em seu site que representa mais uma desmoralização ao controle de doping do Brasil. A entidade anunciou que está suspendendo o credenciamento do Ladetec, no Rio de Janeiro, único laboratório credenciado internacionalmente no país para fazer exames de controle antidopagem. Pela nota, o Ladetec não pode fazer qualquer exame desde este quinta-feira (8). O laboratório brasileiro tem até 21 dias para recorrer da decisão da Wada, na CAS (Corte Arbitral do Esporte).

Trata-se de uma verdadeira esculhambação para o país que receberá as Olimpíadas de 2016.

Não bastasse ser o único laboratório com chancela internacional da Wada, o Ladetec foi escolhido para fazer os exames antidoping das Olimpíadas e Paraolimpíadas do Rio. Aí, recebe de “presente” uma suspensão de suas atividades, provavelmente por conta de diversos problemas ocorridos atualmente, como no erro do exame que causou a suspensão provisória do jogador de vôlei de praia Pedro Solberg e na polêmica envolvendo a campeã olímpica de vôlei Natália, cujo resultado positivo apontado pelo Ladetec foi contestado na Justiça esportiva, mas teve o diagnóstico defendido pela ABCD (Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem).

Talvez tenha pesado também o vergonhoso levantamento feito pela ABCD com 5 mil inscritos no programa Bolsa Atleta, do Ministério do Esporte, segundo o qual de cada dez atletas, apenas DOIS passaram por algum exame antidoping na vida. Isso para um país que será sede dos próximos Jogos Olímpicos é inadmissível.

E como desgraça pouca é bobagem, o Ladetec se viu envolvido recentemente em uma polêmica em razão dos custos de sua reforça para 2016, após relatório do TCU (Tribunal de Contas de União) apontar indícios de sobrepreço em suas planilhas orçamentárias e atraso considerável nas obras.

Diante disso tudo, até demorou para que a Wada aplicasse esta suspensão no Ladetec, vamos reconhecer…

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Almanaque, Mundiais, Seleção brasileira | 13:53

As medalhas do Brasil nos mundiais de atletismo

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Fabiana Murer comemora a medalha de ouro no salto com vara, no Mundial de Daegu, em 2011

Neste sábado, começa a 14ª edição do Campeonato Mundial de atletismo, na cidade de Moscou, reunindo quase dois mil atletas, representando mais de 200 países. Será a chance para o Brasil , que ainda curte uma incômoda ressaca pela péssima campanha nas Olimpíadas de Londres 2012, tentar aumentar sua coleção de medalhas na história da competição. Desde que foi disputado pela primeira vez, em 1983, o Brasil já conquistou um total de 11 medalhas.

Confira abaixo todas as medalhas brasileiras:

MEDALHA DE OURO

Fabiana Murer – salto com vara – Daegu (Coreia do Sul)/2011

MEDALHA DE PRATA

Zequinha Barbosa – 800 m – Tóquio (Japão)/1991
Claudinei Quirino – 200 m – Sevilha (Espanha)/1999
Sanderlei Parrela – 400 m – Sevilha (Espanha)/1999
Vicente Lenílson, Edson Luciano, André Domingos e Cláudio Roberto – revezamento 4 x 100 m – Paris (França)/2003
Jadel Gregório – salto triplo – Osaka (Japão)/2007

MEDALHA DE BRONZE

Joaquim Cruz – 800 m – Helsinque (Finlândia)/ 1983
Zequinha Barbosa – 800 m – Roma (Itália)/1987
Luiz Antonio dos Santos – maratona – Gotemburgo (Suécia)/1995
Claudinei Quirino – 200 m – Atenas (Grécia)/1997
Raphael de Oliveira, Claudinei Quirino, Edson Luciano e André Domingos – revenzamento 4 x 100m – Sevilha (Espanha)/1999

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quarta-feira, 7 de agosto de 2013 Ídolos, Mundiais, Vídeos | 19:39

Contagem regressiva para o Mundial de atletismo

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Com o final do Mundial de esportes aquáticos, em Barcelona, chegou a vez de outro evento nobre dos esportes olímpicos entrar em ação. Daqui a três dias, no próximo sábado (10), começará o 14º Campeonato Mundial de atletismo, em Moscou.  Tendo como estrela principal o jamaicano Usain Bolt, o supercampeão olímpicos dos 100 e 200 m rasos, a competição terá como palco principal o histórico Estádio Olímpico, que recebeu as cerimônias de abertura e encerramento, além das competições de atletismo nas Olimpíadas de Moscou 1980.

Esta, inclusive será a última grande competição que será realizada lá. Ele deverá passar por profundas reformas para receber as partidas da Copa do Mundo de 2018. Ao todo, participarão do Mundial 1.970 atletas, representando 206 países. O Brasil enviou uma delegação com 32 atletas.

A Iaaf (Federação das Associações Internacionais de Atletismo) preparou um clipe bem bacana para promover a competição. E entre os personagens destacados, vejam, só, está a brasileira Fabiana Murer, que é a atual campeã mundial do salto com vara.

Confira o vídeo:

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terça-feira, 6 de agosto de 2013 Isso é Brasil, Olimpíadas, Paraolimpíadas, Política esportiva | 13:58

Três anos para o Rio 2016. Temos motivos para festejar?

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Integrantes do Comitê Rio 2016 comemoram a data de três anos para o início dos Jogos

Nesta última segunda-feira, passou meio despercebida uma efeméride importante:  atingiu-se a marca de exatos três anos para o início dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, que terá sua abertura oficial ocorrendo em 5 de agosto de 2016. No dia 22 do mesmo mês, haverá a abertura dos Jogos Paraolímpicos. Ou seja, o relógio anda correndo rápido demais para os organizadores. Só que uma sensação incômoda de que muita coisa ainda está para ser feita é permanente. Será que temos momentos para festejar?

>>> Veja também: TCU aponta irregularidades em obras para os Jogos de 2016

Se duvida disso, acompanhe:

1) Como festejar os três anos para 2016 se simplesmente o orçamento final do evento ainda não foi anunciado pelo comitê Rio 2016? Inicialmente, previa-se um custo de R$ 7 bilhões, mas essa conta é da época do dossiê de candidatura. O que devemos esperar até o final deste ano?

2) Como festejar se  o TCU (Tribunal de Contas da União) aponta indícios de sobrepreço (no popular, superfaturamento) nas planilhas orçamentárias da reforma do Ladetec, o laboratório que será responsável por todos os exames antidoping dos Jogos de 2016?

3) Como festejar se o mesmo TCU divulgou relatório demonstrando extrema preocupação com os atrasos “injustificáveis”, nas palavras do órgão fiscalizador, do início das obras do Complexo de Deodoro e que nem foram licitadas ainda? Lá serão realizadas competições de tiro, canoagem, hóquei sobre grama, ciclismo e pentatlo moderno. Os atrasos, segundo o TCU, podem afetar até mesmo a realização de eventos-testes para 2016.

4) Como encontrar motivos para fazer festa se o Ginásio do Maracanãzinho está ameaçado de não receber os jogos de vôlei, por conta da suspensão da demolição do estádio de atletismo Célio de Barros e do Parque Aquático Júlio Delamare, segundo revelou o jornal Lance! nesta terça-feira? A suspensão, extremamente positiva para o esporte brasileiro, irá atrapalhar exigências do COI (Comitê Olímpico Internacional), que pede a instalação de quadras de aquecimento ao lado ginásio.

E para que ninguém pense que se tratam apenas de críticas vazias. O ex-nadador russo Alexander Popov, membro do COI, disse em Barcelona, durante a disputa do último Mundial de esportes aquáticos, em entrevista ao Lance!, que o sinal vermelho está ligado para o Rio. “A principal preocupação é sobre quando as pessoas começarão a fazer alguma coisa”.

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segunda-feira, 5 de agosto de 2013 Ídolos, Isso é Brasil, Mundiais, Seleção brasileira | 14:10

Mundial de Barcelona consagra Cielo, Thiago e Poliana, mas também merece uma reflexão

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Com um pequeno atraso – em razão de problemas técnicos enfrentados nos blogs do iG Esporte neste final de semana – , é necessário que se faça uma breve análise a respeito da belíssima participação do Brasil no Mundial de esportes aquáticos, encerrado neste domingo em Barcelona. Se por um lado foi uma campanha para se tirar o chapéu, embalada pelos ouros de Cesar Cielo nos 50 m livre e borboleta e o de Poliana Okimoto na maratona aquática, por outro é preciso que se faça uma ponderação equilibrada e sem arroubos patrióticos sobre os resultados alcançados.

Cielo comemora a medalha de ouro nos 50 m livre, garantindo o tricampeonato mundial

Primeiro, os pontos positivos que se podem extrair de Barcelona 2013. O Mundial espanhol serviu para consagrar a figura de Cesar Cielo como o maior nadador brasileiro de todos os tempos. Dificilmente haverá um outro velocista como ele nos próximos 20 anos, imagino. Sua superação ao se tornar o primeiro tricampeão mundial da história nos 50 m livre e bi mundial nos 50 m borboleta, depois da frustração com o bronze nas Olimpíadas de Londres, é coisa de outro mundo.  Sem esquecer que precisou também encarar cirurgia nos dois joelhos e uma mudança radical em sua preparação, abandonando o projeto P.R.O. 16 e voltando a treinar nos EUA com um técnico desconhecido, Scott Goodrich, seu ex-companheiro de treinos em Auburn.

O feito de Poliana Okimoto também foi notável. Depois do drama que viveu em Londres, quando passou mal em plena disputa da prova dos 10 km da maratona aquática, ela superou os seus fantasmas e deu a volta por cima ao conquistar o ouro em Barcelona de forma emocionante. Assim como foram as medalhas de bronze de Thiago Pereira, nos 200 e 400 m medley (prova que por sinal ele disse que não nadaria). Até Londres 2012, Thiago tinha que conviver com o estigma de só brilhar em Jogos Pan-Americanos (que lhe rendeu o incômodo apelido de “Mr. Pan, por sinal). Após a prata olímpica e as duas medalhas no Mundial, o nadador de Volta Redonda zerou esta fase de piadinhas maldosas em sua carreira.

Em termos de resultados, a participação brasileira em Barcelona foi exemplar. Até este Mundial, o país havia faturado 12 medalhas desde a primeira edição, em 1973. Só neste ano, foram dez, incluindo nesta conta a maratona aquática, a grata surpresa desta campanha. Houve também uma evolução em relação ao Mundial anterior, realizado em Xangai, na China: desta vez, o Brasil conseguiu marcar presença em 12 finais, o dobro de provas de 2011 (6).

>>> Leia também: Cesar Cielo e a arte de se reinventar

É neste ponto que uma ponderação precisa ser feita. A boa campanha da natação do Brasil nesta primeira grande competição do próximo ciclo olímpico mostrou que se houve evolução em comparação com o Mundial anterior, é preciso lembrar que no Mundial de 2009, em Roma, os brasileiros chegaram a 18 finais. Além disso, ganhou menos ouros do que na China: em 2011, foram quatro medalhas douradas, com duas de Cielo nas mesmas provas, Ana Marcela Cunha ganhando os 25 km da maratona aquática e Felipe França ganhando os 50 m peito.

>>> Veja ainda: Confira as medalhas do Brasil nos Mundiais de esportes aquáticos

Outro ponto preocupante é a falta de renovação. Mais uma vez, os bons resultados vieram com nomes já consagrados e conhecidos, dos quais já se esperava um bom resultado. A nova geração ainda ficou devendo, o que não deixa de ser preocupante tendo como objetivo as Olimpíadas de 2016, daqui a exatos três anos.

Da mesma forma, é necessário ligar o sinal amarelo quando se analisa as demais modalidades que disputaram o Mundial (polo aquático, saltos ornamentais e nado sincronizado), todas com resultados pífios ou pouco representativos. Para estes, o relógio começa a correr rápido demais em direção às Olimpíadas do Rio de Janeiro, sem perspectivas de grandes resultados.

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Almanaque, Ídolos, Listas, Seleção brasileira | 12:18

As medalhas do Brasil nos mundiais de esportes aquáticos

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Thiago Pereira comemora a conquista da medalha de bronze nos 400 m medley no Mundial de Barcelona

Atualizado em 5/8/2013

Confira abaixo quem, quando e onde conquistou medalhas para o Brasil em Mundiais de esportes aquáticos (até 5/8/2013). No total, o Brasil acumula 22 medalhas ao longo da história

MEDALHA DE OURO

Ricardo Prado – natação/400m medley – Guayaquil (Equador)/1982
Cesar Cielo – natação/50m livre – Roma (Itália)/2009
Cesar Cielo – natação/100m livre – Roma (Itália)/2009
Ana Marcela Cunha – maratona aquática/25km – Xangai (China)/2011
Cesar Cielo – natação/50m borboleta – Xangai (China)/2011
Felipe França – natação/50m peito – Xangai (China)/2011
Cesar Cielo – natação/50m livre – Xangai (China)/2011
Poliana Okimoto – maratona aquática/10km – Barcelona (Espanha)/2013
Cesar Cielo – natação/50m borboleta – Barcelona (Espanha)/2013
Cesar Cielo – natação/50m livre – Barcelona (Espanha)/2013

MEDALHA DE PRATA

Felipe França – natação/50m peito – Roma (Itália)/2009
Poliana Okimoto – maratona aquática/5 km – Barcelona (Espanha)/2013
Ana Marcela Cunha – maratona aquática/10km – Barcelona (Espanha)/2013

MEDALHA DE BRONZE

Rômulo Arantes Jr – natação/100m costas – Berlim (Alemanha)/1978
Gustavo Borges – natação/100m livre – Roma (Itália)/1994
Fernando Scherer, André Teixeira, Teófilo Ferreira e Gustavo Borges – natação/revezamento 4x100m livre – Roma (Itália)/1994
Poliana Okimoto – maratona aquática/5km – Roma (Itália)/2009
Ana Marcela Cunha – maratona aquática/5km – Barcelona (Espanha)/2013
Poliana Okimoto, Allan do Carmo e Samuel de Bona – maratona aquática/prova por equipe  – Barcelona (Espanha)/2013
Felipe Lima – natação/100m peito – Barcelona (Espanha)/2013
Thiago Pereira -natação/200m medley – Barcelona (Espanha)/2013
Thiago Pereira – natação/400m medley – Barcelona (Espanha)/2013

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sexta-feira, 2 de agosto de 2013 Isso é Brasil, Olimpíadas, Paraolimpíadas, Política esportiva | 19:10

O que salvou o Célio de Barros: a "reflexão" de Sérgio Cabral ou as pesquisas eleitorais?

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Em coletiva, Sérgio Cabral anunciou que o Célio de Barros também será mantido. Aleluia

Há três dias, o blogueiro sabichão aqui disse, com todas as letras, que ao menos que ocorrer uma reviravolta de última hora, o apelo da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) para que o Célio de Barros não fosse demolido seria em vão. Como jamais dá para confiar em um político (nesse caso, felizmente), não é que nesta sexta-feira o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB-RJ) resolveu me contrariar e decidiu que o mais tradicional estádio do atletismo brasileiro será preservado.

Foi a notícia mais importante do dia para o esporte olímpico brasileiro. Não havia nenhuma explicação que pudesse justificar a demolição tanto do Célio de Barros quanto do Parque Aquático Júlio Delamare, que foi poupado pelo mesmo Cabral no início da semana. Foi feita a justiça e ponto final.

>>> Veja também: Carta de Joaquim Cruz é a última esperança do Célio de Barros

Mas algo precisa ser analisado com calma em cima de todo este episódio, a despeito da alegria em ver a memória do esporte brasileiro mantida. Ao evitar que os dois estádios fossem colocados abaixo e dessem espaço a estacionamentos e lojas que seriam erguidas pelo consórcio que administra o complexo do Maracanã, fico imaginando os motivos que levaram Cabral a tomar esta sensata decisão.

>>> Leia ainda: O que restou do Célio de Barros

Teria o nobre governador ficado comovido com as declarações de amor ao Célio de Barros contidas na carta enviada pelo campeão olímpico Joaquim Cruz? Ou então ele levou em consideração as avaliações das últimas pesquisas de intenção de voto e os diversos protestos realizados debaixo de sua janela, contra todo o processo de privatização do Maracanã?

A estranha velocidade com a qual decidiu revisar os processos de demolição dos dois equipamentos esportivos deixam evidente a aposta na segunda opção. Agora, ele que se vire com o consórcio do Maracanã sobre a questão de estacionamentos, lojas etc. O mais importante está feito: o Célio de Barros será mantido.

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quinta-feira, 1 de agosto de 2013 Isso é Brasil, Olimpíadas, Paraolimpíadas, Política esportiva | 19:41

Carta de Joaquim Cruz é a última esperança do Célio de Barros

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Getty Images

O brasileiro Joaquim Cruz comemora a conquista da medalha de ouro dos 800m nas Olimpíadas de Los Angeles, em 1984. De longe, ele tenta ajudar a salvar o Célio de Barros

Uma emocionada carta do campeão olímpico Joaquim Cruz, ouro nos 800 m nas Olimpíadas de Los Angeles 1984, pode ser a chance derradeira de sobrevivência do Estádio Célio de Barros, condenado à demolição para que seja erguido em seu terreno estacionamentos e lojas que farão parte do complexo do Maracanã.

A decisão do destino do Célio de Barros será tomada de forma definitiva nesta sexta-feira pelo governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB-RJ), querecebeu das mãos do presidente da Federação de Atletismo do Rio, Carlos Alberto Lancetta, uma carta de Cruz pedindo que a decisão de demolir o estádio seja revista. Atualmente, Joaquim Cruz mora nos EUA, onde trabalha como técnico da equipe paraolímpica de atletismo americana.

Após Cabral afirmar esta semana que o Parque Aquático Júlio Delamare não será mais demolido, a comunidade do atletismo voltou a ter esperança que o mesmo possa acontecer com o Célio de Barros, embora o próprio governo do Rio tenha oferecido como alternativa a construção de um novo estádio em um terreno próximo.

Será que as palavras de um campeão olímpico como Joaquim Cruz terão mesmo influência sobre Sérgio Cabral? Vamos aguardar…

Confira a íntegra da carta de Joaquim Cruz

Senhor Governador Sergio Cabral,

É com muita tristeza que acompanho de longe as noticias sobre a decisão da cidade do Rio de Janeiro demolir o Estádio de atletismo Célio de Barros. Eu tinha 15 anos quando competi no Rio de Janeiro pela primeira vez. Apesar de ter nascido em Brasilia, cresci acreditando que o Rio de Janeiro era a cidade maravilhosa, o nosso simbolo de orgulho nacional. Durante os 19 anos de carreira a pista de atletismo foi o meu palco de competições. Corri vários recordes brasileiros inclusive o recorde mundial na categoria Juvenil nos 800 metros durante o Troféu Brasil de Atletismo em 1981.

Em 1997 decidi aposentar do atletismo no Rio de Janeiro porque achei que a minha contribuição no esporte nacional e internacional fosse ser preservada e eternizada no Estádio.

Senhor Governador, um pais sem histórias não tem memórias. Não permita que apaguem a minha e a história de muitos outros atletas que competiram na pista de atletismo do Estádio Célio de Barros.

Joaquim Cruz

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