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segunda-feira, 13 de agosto de 2012 Diário de viagem, Isso é Brasil, Olimpíadas | 07:00

Agora a bola está com a gente. Vamos fazer o dever de casa?

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Prefeito do Rio, Eduardo Paes, agita a bandeira olímpica, na cerimônia de encerramento em Londres

E terminou com uma belíssima festa uma das edições mais fantásticas já realizadas dos Jogos Olímpicos. A cidade de Londres deu um verdadeiro show dentro de pistas, quadras, campos, piscinas, os atletas não decepcionaram, conquistando resultados históricos e que ficarão marcados para a história. Mas agora que tudo acabou, chegou o momento de voltar os olhos para o maior desafio já enfrentado pelo esporte olímpico do Brasil: organizar as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro.

E uma pergunta que era recorrente  aqui em Londres, entre os jornalistas brasileiros, diante da quase perfeição de organização que os britânicos fizeram, era a seguinte: como vamos conseguir chegar perto disso?

Talvez a melhor resposta seja exatamente fugir da premissa da pergunta. É impossível copiar tudo o que Londres realizou simplesmente porque são cidades diferentes, com histórias diferentes, orçamentos diferentes, riqueza cultural, educacional e financeira totalmente opostas ao que temos no Rio de Janeiro.

Mas isso não é necessariamente uma coisa ruim.

Se havia algo irritante nestas Olimpíadas, era que esta organização impecável dos britânicos também esbarra em um traço cultural do próprio povo, que faz tudo “certinho”, não abre brechas para algo que fuja do script. Se um caminho mostra que você precisa dar a volta na esquina para chegar a uma entrada de metrô, não adiantava você tentar explicar para o segurança que bastava você atravessar aquela bendita calçada que chegaria no mesmo lugar, mais rápido. O sujeito não iria concordar com você e certamente começaria uma bela discussão caso você insistisse. Com risco até de chamar a polícia.

Se o Rio de Janeiro não terá a menor condição de copiar este sistema secular e fantástico do transporte público londrino, que te leva para absolutamente todos os lugares da cidade, tem ao menos a obrigação de fazer algo que tenha capacidade de atender uma demanda que promete ser gigantesca de pessoas e jornalistas. Se falhar nisso, será meio caminho para o fracasso.

Do ponto de vista das arenas, a melhor lição de Londres é aquela que costuma ser o nosso calcanhar de Aquiles: o gasto desenfreado com estádios que depois irão virar elefantes brancos. A Copa do Mundo de 2014 está aí para confirmar isso. Quantas arenas estão sendo construídas e ficarão praticamente ociosas após o Mundial?

No caso das Olimpíadas, Londres mostrou que instalações provisórias podem ser extremamente funcionais. Evitando problemas como os pontos cegos do Aquatics Centre, não é necessário se gastar milhões. E felizmente parece que o comitê organizador da Rio 2016 está sinalizando que esse deverá ser o caminho a ser adotado.

O Rio de Janeiro, se não tiver sonhos de megalomania, utilizar recursos públicos e privados com inteligência e, fundamentalmente, se organizar, poderá fazer uma edição de Jogos Olímpicos muito boa. Basta fazer o dever de casa. E a hora para isso já começou.

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4 comentários | Comentar

  1. 54 NILTÃO 18/08/2012 9:34

    QUE RECURSOS PRIVADOS???

  2. 53 Miron 13/08/2012 17:51

    quem deve estar preocupado é o jornalista Renato Mauricio Prado que foi demitido dos canais SPORTV da Globo em pleno ar pelo narrador Galvão Bueno . Voltou para casa a chorar.

  3. 52 Renato 13/08/2012 11:26

    PRECONCEITO DECLARADO!!!! NO FUTEBOL???? NO BRASIL????

    Fiquei estarrecido quando li uma postagem feita por um pseudo jornalista chamado Luiz Augusto Simon, vulgo “Menon”. Nela ele afirma que o futebol brasileiro não está fazendo mais a “alegria do povo” como em tempos de outrora, e responsabiliza os atletas evangélicos, por conta de sua postura, pela tristeza nacional do nosso futebol. Na referida postagem o “infeliz pseudo repórter” usa o exemplo do jeito alegre e espontâneo de Usain Bolt, o velocista jamaicano, afirmando que os atletas evangélicos deveriam adotar a mesma forma de ser e agir do corredor africano. Abaixo apresento o texto na íntegra:

    “O futebol brasileiro com seus atletas evangélicos, fanáticos que não conseguem ver nada à frente a não se o dedo de seu deus fariam muito mais a alegria do povo se fossem alegres e espontâneos como Usain Bolt.”
    (Autor: Luís Augusto Simon, apelido de Menon, atualmente trabalha como jornalista da Revista ESPN e no site Trivela, fonte: http://trivela.uol.com.br/blog/menon/bolt-faz-falta-ao-futebol-brasileiro)

    É espantoso como ainda permitem que gente preconceituosa e ignorante leve o título de um profissional tão importante como o de jornalista, e lamento muito, que instituições como o UOL, a ESPN e o site TRIVELA, permitam que o preconceito ainda permeiem suas “páginas” jornalísticas.
    Afirmar que o desgosto nacional, que o desinteresse pelo futebol, e que a falta de alegria no esporte são de responsabilidade da postura dos atletas evangélicos é, no mínimo, preconceito religioso. Particularmente defendo que, tais jornalistas teriam que ser extirpados do cenário jornalístico brasileiro, pois, gente deste tipo produz os pensamentos reacionários que maculam a maravilhosa tolerância religiosa que existe em todos os setores da sociedade brasileira, pois, todos tem a liberdade de expressarem seus credos e convicções, seja evangélico, seja católico, seja espírita, seja umbandista, seja ateu, ou qualquer outra religião, nenhum destes grupos podem ser covardemente responsabilizados pela falta de alegria, no Brasil, do esporte mais popular do mundo.
    Um jornalista de verdade saberia discernir as verdadeiras razões da manifestação do fenômeno nominado de tristeza do futebol brasileiro, contudo, mesmo sem ser jornalista, tentarei ajudar este amador das notícias, pois então vejamos:
    1) como ter alegria em um futebol desorganizado e estruturalmente amador?
    2) como ser feliz diante de tantos escândalos de corrupção no futebol?
    3) como regojizar-se diante da realidade de que muitos jogadores de nosso futebol não tem uma postura de atleta e sim de baladeiros e peladeiros de final de semana?
    4) como postular a felicidade, se muitos de nossos jogadores são péssimos exemplos de moralidade para as futuras gerações?
    5) como sorrir, diante de clubes de futebol que são verdadeiras máfias financeiras?
    6) como exteriorizar contentamento, se o tráfico de influências e o jogo podre da política permeou as instituições do nosso futebol?
    7) como sentir a mágica atmosfera de alegria proporcionada pelo futebol, se ele é usado como ópio para anestesiar o povo em relação aos grandes escândalos nacionais (julgamento do mensalão, aprovação do aumento salarial dos políticos, e outros)?
    8) como vislumbrar o sorriso espontâneo e um expectador do futebol, se a imprensa esportiva é preconceituosa e tendenciosa, a ponto de não esconder seus podres até mesmo diante das câmeras de televisão?
    9) como sentir alegria, se ainda há no futebol coisas como: cascas de banana em campo, preconceito religioso por parte dos jornalistas esportivos, os mosquitos da África, e outras “twitadas”?
    10) como ser feliz, se ainda tenho que escrever tais coisas, para combater as influências nefastas das mentes pequenas que ainda existem no contexto do futebol brasileiro?
    Por fim, infeliz jornalista, já que estamos falando de preconceito religioso, pense um pouco no decálogo acima, e que você e as instituições jornalísticas que lhe dão suporte, possam questionar o que realmente deve ser questionado, talvez consigamos resgatar AS ALEGRIAS FUTEBOLÍSTICAS DE OUTRORA!!!!

    O FUTEBOL É DEMOCRÁTICO, ABAIXO TODA A FORMA DE PRECONCEITO!!!!!

  4. 51 ronaldo 13/08/2012 7:54

    a hora não começou caro jornalista!

    começou quando foi escolhida a sede de 2016,

    agora é correr e não fazer “meia boca” O senhor CAN tem que aposentar e assistar pela TV

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