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Arquivo de janeiro, 2012

domingo, 15 de janeiro de 2012 Imprensa, Listas, Olimpíadas, Seleção brasileira | 13:13

Brasil continua bem em prévia de jornal americano para 2012

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A seleção feminina de vôlei ficará com a prata em Londres, segundo o "USA Today"

Mesmo com uma medalha de ouro a menos em relação à ultima classificação, o provável desempenho do Brasil nas Olimpíadas de Londres 2012, de acordo com o site do jornal americano “USA Today”, tem tudo para ser o melhor da história olímpica do país.

De acordo com a publicação, na última atualização de seu ranking, a delegação brasileira conquistará seu maior número de medalhas olímpicas (18) e o maior número de ouros (7) em toda a sua participação olímpica, que começou nos Jogos de 1920, em Antuérpia, na Bélgica. Em relação à classificação anterior, há um ouro a menos, que seria da seleção feminina de vôlei, que na atual prévia deverá ficar com a medalha de prata.

Vale lembrar que as atuais campeãs olímpicas ainda não estão classificadas para os Jogos de Londres 2012 e brigarão pela vaga no Pré-Olímpico sul-americano, que será realizado em São Carlos (SP), no mês de maio. E a prévia do ‘USA Today’, feita com base nos resultados em eventos prévios dos Jogos de 2012, não contemplou os resultados da seleção feminina de ginástica artística no Pré-Olímpico de Londres, nem no Masters de judô, que teve os brasileiros Rafael Silva e Mayra Aguiar conquistando a medalha de ouro.

Confira abaixo os prováveis ganhadores de medalha do Brasil em Londres 2012, de acordo com o “USA Today”:

A atual prévia colocaria o Brasil em um hipótético 13º lugar no quadro geral de medalhas, encostado na Coreia do Sul, que ocupa a 10ª posição, com um ouro a mais. A primeira colocação seria dos EUA, de acordo com a previsão, com 41 ouros, cinco a mais do que a China, que por sua vez teria duas medalhas a mais no total que os americanos.

Confira abaixo os dez primeiros colocados no quadro de medalhas de Londres 2012, de acordo com o “USA Today”, e a respectiva colocação do Brasil:

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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012 Isso é Brasil, Olimpíadas, Seleção brasileira | 09:11

A estranha "meritocracia" do COB

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O boxeador brasileiro Everton Lopes (de vermelho) foi campeão mundial em 2011

Embora tenha sido anunciada na última quarta-feira, ainda vale comentar a divisão da verba das loterias  para as confederações esportivas olímpicas do Brasil, através da Lei Agnelo/Piva, em anúncio feito pelo COB (Comitê Olímpico Brasileiro). Trata-se de um dinheiro fundamental para a maioria das entidades por dois motivos: em primeiro lugar, por se tratar de um valor vital para a sobrevivência destas próprias confederações, especialmente daquelas menos badaladas no universo esportivo brasileiro. Em segundo lugar, este é um ano olímpico e qualquer dinheiro a mais ajuda demais na preparação para as Olimpíadas.

Veja também: COB premia Confederações com mais classificados para Londres 2012

Justamente por estarmos a pouco mais de seis meses da abertura dos Jogos de Londres 2012, confesso não entender (e aceitar) o critério adotado pelo COB na distribuição deste dinheiro, chamado por dirigentes da própria entidade de “meritocracia”. Acho injusto, por exemplo, a despeito de toda a competência, que confederações que já contam com milionários patrocínios estatais (vôlei, esportes aquáticos e atletismo, por exemplo) recebam uma parcela do bolo tão superior aos demais.

Para as próximas Olimpíadas, o COB justificou a divisão do bolo analisando os resultados obtidos em campeonatos mundiais e copas do mundo, além de classificação de atletas nos rankins das modalidades. Foi também usada uma fórmula “matemática” para dividir a verba das loterias: privilegiar quem tem mais atletas já classificados para os Jogos.

Por fim, o que me pareceu mais distorcido no critério de divisão da Lei Agnelo/Piva de 2012, foi que algumas confederações que integram o Projeto Petrobrás e que conseguiram brilhantes resultados em 2011, receberão menos dinheiro do que outras entidades sem o mesmo desempenho técnico. Foi o caso do boxe e do remo, que viram no ano passado títulos mundiais inéditos com Éverton Lopes e Fabiana Beltrame, respectivamente.

Leia também:  Ministério do Esporte ajuda a encher os cofres do vôlei

Só como comparação, o ciclismo receberá em 2012 um total de R$ 2,5 milhões, contra R$ 2,1 milhões do remo e R$ 2 milhões do boxe. E justamente o ciclismo, envolvido em um escândalo de doping mal explicado pela CBC (Confederação Brasileira de Ciclismo) em 2011.

Vale lembrar que o taekwondo, esgrima e levantamento de peso, que também integram o Projeto Petrobrás, ganharão menos do que o já citado ciclismo. É importante citar que neste projeto, as confederações recebem o patrocínio diretamente, sem que o dinheiro passe por outras entidades, entre elas o COB.

Se isso foi levado em consideração na hora de fazer a distribuição das verbas da Lei Agnelo/Piva, não posso afirmar. Torço para que este absurdo não tenha sido nem cogitado.

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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012 Almanaque, Listas, Olimpíadas, Seleção brasileira | 09:15

Todos os brasileiros da ginástica artística nas Olimpíadas

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Meninas da seleção de ginástica artística choram após conseguirem a vaga olímpica

A seleção brasileira feminina de ginástica artística, que nesta quarta-feira assegurou sua classificação para as Olimpíadas de Londres 2012, aumentou para 32 o número de atletas brasileiros que já disputaram os Jogos Olímpicos na modalidade. Uma história que começou em 1980, nas Olimpíadas de Moscou, quando Cláudia de Paula Magalhães Costa e João Luiz Ribeiro foram os primeiros ginastas brasileiros presentes aos Jogos.

Confira abaixo a lista completa:

Moscou 1980

Ginástica artística feminino
Cláudia de Paula Magalhães Costa

Ginástica artística masculina
João Luiz Ribeiro

Los Angeles 1984

Ginástica artística feminina
Tatiana Figueiredo

Ginástica artística masculina
Gérson Gnoatto

Seul 1988

Ginástica artística feminina
Luísa Parente Ribeiro

Ginástica artística masculina
Guilherme Saggese Pinto

Barcelona 1992

Ginástica artística feminina
Luisa Parente Ribeiro

Ginástica artística masculina
Marco Antônio Monteiro

Sydney 2000

Ginástica artística feminina
Camila Comin
Daniele Matias Hypólito

Atenas 2004

Ginástica artística masculina
Mosiah Rodrigues

Ginástica artística feminina
Ana Paula Rodrigues
Camila Comin
Caroline Molinari
Daiane dos Santos
Daniele Hypólito
Laís Souza

Pequim 2008

Ginástica artística masculina
Diego Hypólito

Ginástica artística feminina
Ana Cláudia Trindade
Daiane dos Santos
Daniele Hypólito
Ethiene Franco
Jade Barbosa
Laís Souza

Londres 2012

Ginástica artística masculina
Diego Hypólito
Arthur Zanetti
1 atleta (a definir)

Ginástica artística femina
6 atletas (a definir)

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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012 Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 19:30

Ginástica feminina do Brasil se classifica pela 3ª vez seguida para as Olimpíadas

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Meninas da seleção de ginástica artística comemoram a vaga para Londres 2012

A suada classificação da seleção brasileira feminina de ginástica artística para as Olimpíadas de Londres 2012 serviu para manter uma recente tradição da modalidade em Jogos Olímpicos: esta será a terceira participação consecutiva de uma equipe feminina do Brasil na história olímpica.

A primeira vez que as meninas brasileiras foram às Olimpíadas com uma equipe completa foi nos Jogos de Atenas 2004, repetindo o feito na edição seguinte, em Pequim 2008. Exatamente durante o período de maior sucesso da modalidade no brasil, concidentemente quando a seleção era comandada pelo treinador ucraniano Oleg Ostapenko, um dos melhores técnicos do mundo.

Veja também: Crise na ginástica artística é excesso de #mimimi

Desta vez, havia uma boa dose de dúvida no sucesso das meninas, em razão do fiasco apresentado no Mundial de Tóquio e depois no Pan de Guadalajara, quando um princípio de crise de relacionamento entre as atletas acabou sendo escancarado devido aos maus resultados.

Nesta quarta-feira, graças aos ótimos desempenhos das principais estrelas da equipe – Daniele Hypólito, Daiane dos Santos e Jade Barbosa -, o Brasil garantiu sua equipe feminina de ginástica novamente em uma edição de Jogos Olímpicos. No sufoco, é verdade, mas carimbou o passaporte. O que elas conseguirão em termos de resultado em Londres 2012, é outra história.

Com isso, já são 149 atletas brasileiros classificados para os Jogos de Londres 2012. Confira aqui a relação completa dos classificados.

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terça-feira, 10 de janeiro de 2012 Ídolos, Olimpíadas, Seleção brasileira, Vídeos | 15:28

Cesar Cielo e o ano da consagração

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Se existe algum atleta do Brasil que larga na frente na bolsa de apostas para ganhar uma medalha nas Olimpíadas de Londres 2012, este atende pelo nome de Cesar Cielo Filho. Ao completar 25 anos nesta terça-feira, Cielo aparece em todas as prévias como grande favorito a conquistar o bicampeonato olímpico nos 50 m livre. E olha que ele tem tudo para voltar com medalha nos 100 m livre também…

Ninguém brilhou tanto neste último ciclo olímpico quanto Cielo. Após o ouro em Pequim 2008, vieram os títulos e recordes mundiais nos 50 m livre, 100 m livre e 100 m borboleta e fez barba e cabelo nos Jogos Pan-Amnericanos de Guadalajara, em 2011.

Neste mesmo período olímpico, o nadador marcou um golaço e mostrou que é possível fazer uma preparação em alto nível sem precisar morar nos EUA, ao criar o PRO16, reunindo ao seu lados alguns dos melhores nadadores, técnicos e demais profissionais ligados à natação, cujo objetivo final é ganhar o maior número de medalhas possível nas Olimpíadas do Rio 2016.

Cielo passou também por um momento complicado em 2011, com o seu caso de doping por furosemida, que culminou na polêmica decisão da CAS (Corte Arbitral do Esporte) em confirmar somente a pena advertência dada pela CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos), às vésperas do Campeonato Mundial de Xangai (China). O fato despertou a revolta de vários nadadores, entre eles um de seus maiores rivais, o francês Alain Bernard.

Polêmicas à parte, o fato é que Cielo tem tudo para entrar de vez na história como um dos maiores atletas brasileiros da história. Quem sabe repetindo o que fez há quatro anos, lá em Pequim, como mostra o vídeo abaixo.

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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012 Almanaque, Olimpíadas | 11:27

Os cartazes olímpicos (1)

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Na data que marca exatos 200 dias para a abertura dos Jogos Olímpicos de Londres 2012,  o blog passará a partir desta segunda-feira, e de todas as demais segundas, até julho, a publicar uma série de posts mostrando os cartazes de todos as edições das Olimpíadas, além de trazer um breve resumo da competição e os líderes no quadro de medalhas.

Para começar, conheça um pouco mais sobre os Jogos de Atenas-1896, os primeiros da Era Moderna do Olimpismo:

I Jogos Olímpicos – Atenas (Gre)

Período de disputa: 6 a 15/4/1896
Países participantes: 14
Modalidades esportivas disputadas: 9
Total de atletas: 241

Quadro final de medalhas (cinco primeiros colocados):


*Obs: O Brasil não participou dos Jogos

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domingo, 8 de janeiro de 2012 Olimpíadas, Paraolimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 08:11

Conheça o local e o programa do Pré-Olímpico de ginástica

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Visão aérea da North Greenwich Arena, que receberá as provas de ginástica em Londres 2012

A partir desta terça-feira, as seleções masculina e feminina do Brasil tentarão aumentar a relação de 142 atletas já classificados para os Jogos Olímpicos de Londres 2012, com o início da disputa do Evento-Teste de Ginástica. Na prática será o Pré-Olímpico mundial da molidade, última chance para quem quiser partipar dos Jogos.

O torneio também servirá para averiguar as condições da reformada North Greenwich Arena, localizada ao lado do rio Tamisa e que durante as Olimpíadas, receberá, além das provas da ginástica (artística, rítmica e de trampolim), competições de basquete e de basquete em cadeira de rodas, nas Paraolimpíadas.

O Brasil tentará classificar as equipes feminina e masculina para Londres 2012 – no masculino individual, Diego Hypólito e Arthur Zanetti já estão classificados -, além de tentar a classificação individual na ginástica trampolim, com Giovanna Venetiglio. A seleção de ginástica rítmica não se classificou para o Pré-Olímpico.

Confira abaixo o programa do Evento-Teste de ginástica para Londres 2012:

Data    Horário    Prova
10/1 (Terça) 8:25    Ginástica artística masculina (qualificação) – Sub-divisão 1
10/1 (Terça) 13:40    Ginástica artística masculina (qualificação) – Sub-divisão 2 e 3
11/1 (Quarta) 7:30    Ginástica artística feminina (qualificação) – Sub-divisão 1 e 2
11/1 (Quarta) 14:30    Ginástica artística feminina (qualificação) – Sub-divisão 3 e 4
12/1 (Quinta) 16:30    Finais por aparelho: solo (masc), salto (fem), cavalo com alça (masc), argolas (masc) e barras assimétricas (fem)
13/1 (Sexta) 7:30    Ginástica trampolim masculina e feminina (qualificação e finais)
13/1 (Sexta) 16:30    Finais por aparelho: salto (masc), trave (fem), barras paralelas (masc), solo (fem) e barras fixas (masc)
16/1 (Segunda) 10:00    Ginástica rítmica individual e grupo (qualificação – 1º dia)
17/1 (Terça) 10:00    Ginástica rítmica individual e grupo (qualificação – 2º dia)
18/1 (Quarta) 10:00    Ginástica rítmica individual e grupo (finais)

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sábado, 7 de janeiro de 2012 Almanaque, Olimpíadas | 08:01

Advogado faz o Haiti sonhar com medalha em Londres

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O haitiano Samyr Laine sonha em dar uma medalha ao Haiti em Londres 2012

Você sabe quantas medalhas o Haiti, um dos países mais miseráveis do mundo, conquistou na história dos Jogos Olímpicos? Duas míseras medalhinhas, uma de prata em Amsterdã-1928 e uma de bronze em Paris-1924. Este jejum olímpico, contudo, não é nada comparado ao dramático estado de desolação que assola o país, especialmente após o terrível terremoto de 2010.

Mas se nada indica que a situação na pequena ilha da América Central irá mudar em curto prazo, há uma pequena esperança de que pelo menos uma medalha olímpica volte a ser conquistada pelo país nos Jogos de Londres 2012. E o responsável por alimentar este sonho é o advogado Samyr Laine, de 27 anos, que compete no salto triplo.

Filho de pais haitianos e criado em Nova York, Laine poderia perfeitamente ter optado pela cidadania americana quando começou a participar de competições, nas Universidades de Harvard e do Texas, onde cursava direito. Mas preferiu defender a terra natal dos pais. “Eu me sinto como um embaixador do Haiti. Usar aquele uniforme azul e vermelho é algo que faço com muito prazer”, disse Laine à BBC.

Por enquanto, a melhor coisa que Samyr Laine tem feito dentro das pistas é a parte de relações públicas. No último Campeonato Mundial de Daegu, na Coreia do Sul, Laine ficou apenas em 10º lugar, saltando 16,38 m. Nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, melhorou somente um centímetro e ficou em um modesto quinto lugar. Resultados muito distantes dos 17m39 alcançados em uma prova em Bogotá (Colômbia), em 2009.

O currículo modesto não impede o haitiano de sonhar com um bom resultado nas Olimpíadas de Londres. “Sinto que tenho condições de fazer algum barulho por lá. Não importa se for como finalista, terminando entre os cinco primeiros ou saltando o mais longe que puder, suficiente para chamar a atenção de todos. Sinto que Londres será marcante para a história do atletismo do Haiti”, explicou Laine à BBC.

Sonhar, definitivamente, não faz mal a ninguém.

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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012 Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas | 11:32

Cartola do tênis de mesa pode ser a solução para Nuzman

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Alaor de Azevedo discursa antes de um campeonato colegial, em São Bernardo do Campo

Ainda repercute bastante a notícia de que Carlos Arthur Nuzman deverá deixar a presidência do COB (Comitê Olímpico Brasileiro), publicada no blog do jornalista Juca Kfouri. O COI (Comitê Olímpico Internacional), de acordo com o blog de Kfouri, não aceita que Nuzman acumule tanto a presidência do COB como a do Co-Rio, o comitê organizador das Olimpíadas do Rio 2016, e estaria pressionando o dirigente brasileiro a optar por um dos cargos.

Mas o próprio Nuzman já articula uma forma de tentar abafar o movimento de oposição dentro do COB, onde algumas confederações já manifestaram (de forma tímida, é verdade) descontentamento com a atual gestão da entidade. Se a saída de Nuzman for confirmada, o dirigente já sabe como tentar impedir o crescimento do movimento dos descontentes: colocar um deles na futura chapa para as eleições de outubro. E o nome seria de Alaor de Azevedo, presidente da CBTM (Confederação Brasileira de Tênis de Mesa), que já fez críticas públicas à forma com que o dinheiro da lei das loterias é distribuído pelo COB.

Veja também: E se acabar a luz na cerimônia de abertura?

“As Confederações hesitam, mesmo aquelas que estão descontentes com o Nuzman. Mas Nuzman também não quer correr riscos. Então a possibilidade de entregar a vice-presidência ao Alaor, que tem feito críticas públicas ao Nuzman”, afirma o advogado Alberto Murray Neto, ex-membro da Assembleia Geral do COB, neto do ex-presidente do COB Sylvio de Magalhães Padilha e que se tornou um crítico permanente à atual gestão de Carlos Nuzman. Murray fez uma bela análise da situação atual da entidade em seu blog.

O candidato de Nuzman para o caso de sucessão compulsória seria Ary Graça, presidente da CBV (Confederação Brasileira de Vôlei), mas como ele concorre à presidência da FIVB (Federação Internacional de Vôlei), pode não aceitar a indicação. E Murray entende que Nuzman não terá alternativa que não seja deixar um dos dois cargos que ocupa atualmente. “A possibilidade é real. Há tempos eu também tenho a informação de que o COI o pressionava para optar entre o COB e o Co-Rio. Não é comum e nem recomendável o acumulo dos cargos. Para Nuzman permanecer em ambos os cargos, teria que peitar o COI. E acho que ele não fará isso”.

Por isso, argumenta Murray, a indicação de Alaor de Azevedo pode servir como uma espécie de “tábua de salvação” e não deixar crescer o movimento oposicionista. Até porque Nuzman está impedido pelo próprio estatuto do COB de colocar o seu candidato preferido, Marcus Vinícius Freire, que não é membro da Assembleia Geral (condição obrigatória para ser presidente), mas funcionário remunerado (ele é o superintendente executivo de esportes da entidade).

Leia também: Ouro inédito no boxe mostra que há vida além do COB

“A chapa com o Alaor neutralizaria completamente a oposição. Se vingar a chapa Ary e Alaor, isso significa que será porque o estatuto não mudou (senão o candidato seria o Marcus Vinicius). E se o estatuto não mudar, somente pode ser candidato a presidente e vice quem estiver em um poderes do COB por pelo menos cinco anos. Então os candidatos ficam restritos a um grupo muito pequeno”, analisa Murray.

E se Ary Graça não quiser concorrer ao cargo? “Aí será um grande problema para o Nuzman. Acho que o Roberto Gesta de Melo [presidente da Confederação Brasileira de Atletismo] seria uma opção para o Nuzman, mas ele não é bem aceito dentro do COB. Aí o Alaor tentaria sair como presidente. Outro que tem pretensões no COB, modestas é verdade, é o Coaracy Nunes [presidente da Confederação de Desportos Aquáticos]”, disse Murray.

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terça-feira, 3 de janeiro de 2012 Almanaque, Histórias do esporte, Imprensa, Olimpíadas | 22:11

Darth Vader olímpico

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Antes de brigar com os Jedis, Darth Vader deu uma canja nas Olimpíadas

E a notícia olímpica mais importante do dia estava ali, perdidinha, na página  8 do caderno Ilustrada da “Folha de S. Paulo”: o inglês Bob Anderson, de 89 anos, morreu nas primeiras horas do último domingo, primeiro dia de 2012. Mas quem é Bob Anderson, deve estar perguntando o(a) caro(a) internauta? E que raios a foto do Darth Vader, personagem-símbolo da saga “Star Wars” está fazendo num blog de esportes olímpicos?

Bob Anderson (à dir.) disputou os Jogos de 1952

Bem, Bob Anderson era simplesmente um dos melhores treinadores de esgrima para atores de Hollywood e, além disso, foi ele o dublês das cenas de lutas com o sabre de luz que Vader travou com Obi-Wan Kenobi e Luke Skywalker na série.

Além disso, Anderson tinha uma forte ligação com o esporte. Ele foi atleta olímpico, tendo disputado os Jogos Olímpicos de Helsinque-52, integrando a equipe da Grã-Bretanha. Na ocasião, os poderes da Força (o campo de energia criado  por todos os seres vivos, no universo de Star Wars) fizeram falta para Anderson e seus companheiros: os britânicos não passaram de um modesto quinto lugar nos Jogos de 52, empatados com Bélgica, Áustria e Polônia.

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