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Arquivo de novembro, 2011

sábado, 12 de novembro de 2011 Almanaque, Histórias do esporte, Ídolos, Olimpíadas, Vídeos | 22:25

O dia em que Nadia Comaneci treinou no Flamengo

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Este sábado marca uma data especial para os fãs da ginástica artística e aos que apreciam os grandes ídolos do esporte mundial. Há exatamente 50 anos, nascia em Onesti, na Romênia, aquela que iria mudar os conceitos da ginástica, a romena Nadia Comaneci. Muito já se falou sobre os feitos de Comaneci no esporte, especialmente nos Jogos Olímpicos de Montreal 1976, quando assombrou o mundo ao conquistar a primeira nota 10 da história da modalidade. Aqui mesmo no blog este tema foi tratado, no aniversário de 35 anos da mística nota máxima obtida em Montreal.

O que eu confesso que não sabia era, ao fazer uma pesquisa de imagens históricas sobre Nadia Comaneci era me deparar com o trecho de um vídeo amador, com imagens longe de serem perfeitas, da ginasta fazendo um treino no Flamengo, em 1983. Na época, ela já estava aposentada das competições, após ter conquistado nove medalhas olímpicas (cinco delas de ouro). Não se pode ver a Nadia Comaneci que encantou o mundo nos Jogos Olímpicos, mas aqueles que presenciaram este treino podem se orgulhar de ter visto uma lenda do esporte bem de perto.

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sexta-feira, 11 de novembro de 2011 Imprensa, Olimpíadas, Seleção brasileira | 17:05

Jornal americano prevê recorde de ouros do Brasil em 2012

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Everton Lopes foi apontado pelo "USA Today" para ganhar uma medalha de ouro em 2012

O pessoal do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) deve ter comemorado bastante a última projeção que o site do jornal americano “USA Today” fez em relação ao quadro de medalhas dos Jogos Olímpicos de Londres, no ano que vem. Nesta mais recente classificação – a lista costuma ser atualizada a cada dois meses, mais ou menos -, os jornalistas do “USA Today” fizeram uma análise bastante favorável ao Brasil, prevendo que a delegação terminará os Jogos de 2012 com oito medalhas de ouro, o que representaria um recorde na participação brasileira olímpica.

O COB, que não costuma fazer projeções de medalhas em Olimpíadas ou mesmo Pan-Americanos, já chegou a declarar, na palavra de seu superintendente Marcus Vinícius Freire, que espera algo em torno de 15 medalhas na campanha de Londres 2012. Mas nesta previsão do ‘USA Today”, o Brasil terminaria os Jogos com 18 medalhas. Além das oito de ouro já citadas, seriam mais quatro de prata e seis de bronze.

Entre os prováveis ganhadores do ouro para o Brasil, indicados pelo jornal americano, estão algumas “barbadas”, como o nadador Cesar Cielo, nos 50 m livre; a dupla Juliana e Larissa, no vôlei de praia; a dupla Robert Scheidt/Bruno Prada, na vela (classe Star);  as duas seleções de vôlei (masculina e feminina); a seleção masculina de futebol; e por fim, no atletismo, Fabiana Murer (salto com vara). A novidade foi a inclusão do boxeador Everton Lopes, que recentemente foi campeão mundial dos meio médio ligeiros.

As demais medalhas brasileiras na lista do “USA Today” seriam as seguintes, de acordo com a última projeção:

Prata: Alison/Emanuel (vôlei de praia); Arthur  Zanetti (ginástica artística/argolas); Sarah Menezes e Leandro Guilheiro (judô)

Bronze: Esquiva Florentino Falcão (boxe); Jade Barbosa (ginástica artística/salto); Rafaela Silva, Leandro Cunha e Mayra Aguiar (judô); e Cesar Cielo (natação/100 m livre)

Ah, detalhe importante: as grandes estrelas individuais do Pan de Guadalajara passarão em branco nas Olimpíadas de Londres, segundo o “USA Today”: Diego Hypólito (4º lugar no solo) e Thiago Pereira (5º lugar nos 400 m medley).

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quinta-feira, 10 de novembro de 2011 Olimpíadas, Pré-Olímpico, Seleção brasileira | 21:49

Taekwondo brasileiro tenta última chance para Londres

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Márcio Wenceslau (à esq.), vai ao México com boas chances de garantir sua vaga olímpica

Após uma participação decepcionante nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, onde conquistou somente uma medalha de bronze, graças a Márcio Wenceslau, na categoria até 58 kg, o taekwondo brasileiro tenta evitar um prejuízo ainda maior nesta temporada. E aposta suas fichas no Pré-Olímpico das Américas que será realizado entre 18 e 20 deste mês, na cidade de Queretaro, no México. Será a última chance para os brasileiros garantirem vaga nas Olimpíadas de Londres 2012.

O Brasil já tem um lutador previamente classificado. Diogo Silva, na categoria até 68 kg, assegurou sua classificação ao ficar com a medalha de bronze no Pré-Olímpico mundial, realizado no final de junho, em Baku (Azerbaijão). Mas até por conta dos investimentos que a modalidade vem recebendo – o taekwondo foi uma das cinco modalidades escolhidas para receber apoio financeiro da Petrobras, sem contar o dinheiro recebido da Lei Agnelo/Piva -, é esperado que mais lutadores brasileiros assegurem presença nos Jogos de Londres.

Para o Pré-Olímpico de Queretaro, participarão três atletas: o próprio Wenceslau, Kátia Arakaki (até 49 kg) e Natália Falavigna (acima de 67 kg). Enquanto Natália, que se recupera de um longo período de inatividade, em virtude de uma cirurgia, faz sua preparação nos EUA, Wenceslau e Katia integram um camping de treinamento promovido pela CBTKD (Confederação Brasileira de Taewkondo), no Rio, que se encerra neste sábado, e que conta com a presença de alguns integrantes da seleção brasileira, além de atletas de França e Argélia.

Marcio Wenceslau, até por seu desempenho em Guadalajara, aparece com boas chances de se classificar. Mesmo ainda longe de sua forma ideal, Natalia Falavigna chega com o status de ter sido medalhista de bronze em Pequim 2008. A missão mais dura parece ser a de Kátia Arakaki. Espera-se, no mínimo, que dois deles voltem do México com o passaporte carimbado para Londres 2012.

Qualquer resultado abaixo disso será encarado como um retrocesso.

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quarta-feira, 9 de novembro de 2011 Almanaque, Ídolos, Olimpíadas, Vídeos | 13:17

A dura volta de Ian Thorpe

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Não está sendo nada fácil a vida do australiano Ian Thorpe, que decidiu pendurar o pijama, vestir a sunga novamente e retomar a carreira de nadador. Um dos maiores atletas das piscinas em todos os tempos, Thorpe tem em seu currículo nada menos do que cinco medalhas de ouro olímpicas, três delas conquistadas nos Jogos de Sydney 2000, quando venceu os 400 m livre e os revezamentos 4 x 100 m e 4 x 200 m livre. As outras duas vieram em Atenas 2004, nos 200 e 400 m livre. Ao totodo, o australiano conquistou oito medalhas em Jogos Olímpicos. Em campeonatos mundiais, desempenho ainda mais impressionante: foram 11 medalhas de ouro ao long0 da carreira

Mas nem todo este histórico espetacular está impedindo que o “Thorpedo” (apelido que ganhou no auge da forma) leve uma surra em sua tentativa de retomar a carreira, após a aposentadoria anunciada em 2007. Na semana passada, ele simplesmente não conseguiu se classificar para as finais dos 100 m livre e 100 m medley da etapa de Pequim da Copa do Mundo em piscina curta.

Aos 29 anos, é muito difícil dizer se Thorpe conseguirá retomar a antiga forma até os Jogos Olímpicos de Londres, no ano que vem, que foi a grande motivação para seu retorno. Mas é injusto cravar que o australiano jamais irá repetir os feitos do passado.

Em 2000, nos Jogos de Sydney, vi de perto uma das grandes façanhas de Ian Thorpe, quando ele integrou a equipe australiana que bateu os EUA no revezamento 4 x 100 m livre. Foi a primeira vez que os americanos perderam esta prova em Olimpíadas. Nos 100 m finais, o duelo entre Thorpe e Gary Hall foi eletrizante, vencido pelo australiano nos metros finais. O Sydney Aquatic Centre quase veio abaixo, tamanha a festa de torcedores e voluntários. Simplesmente espetacular.

As imagens abaixo retratam bem o que o “Thorpedo” representa para a natação. Tomara que ele retome à antiga forma.

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sábado, 5 de novembro de 2011 Imprensa, Isso é Brasil | 14:07

Por que não mudam também a data da São Silvestre?

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Corredores anônimos da São Silvestre fazem a festa na Consolação. Pelo menos aí não irão mais festejar

Desculpem os (raros) leitores deste espaço pela insistência no tema, mas é que não dá para deixar passar batido mais um duro golpe (quantos mais ainda virão?) na tradicional Corrida Internacional de São Silvestre. Eis que navegando pelas páginas do iG Esporte e lendo o caderno de esportes da “Folha de S. Paulo”, descubro que a organização divulgou mais uma mudança no trajeto da prova deste ano – isso porque só faltam pouco mais de 30 dias para a realização da corrida.

Agora, os “gênios” que organizam a prova anunciaram que a rua da Consolação, local da primeira grande descida no percurso de 15 km da São Silvestre, foi simplesmente deletada do trajeto. No lugar, eles passarão pela Av. Dr. Arnaldo, Estádio do Pacaembu, Av. Pacaembu e por fim seguindo no trajeto previamente divulgado.

Para os que não dão bola para a história ou para a tradição – essas coisas chatas, de quem não está aberto à evolução das coisas, como dizem alguns formadores de opinião bem conhecidos – foi na Consolação, quando era percorrida no sentido inverso, ou seja, subindo, que várias e várias provas foram decididas. No sentido atual, a descida famosa pode não ter decidido nenhuma prova, mas com certeza ajudou a minar as forças de muitos competidores, que depois ficaram sem gás em partes mais decisivas do percurso.

De acordo com os “geniais” organizadores, não haverá perda nenhuma na qualidade do trajeto, inclusive argumentam que ficará menos difícil que o percurso anterior.

Como a palavra “tradição” nada vale para as pessoas que organizam a São Silvestre, eu resolvi deixar aqui minha singela contribuição: porque não mudar a data da prova para 30 de dezembro? Assim, todo mundo pode curtir a passagem de ano no “empolgante” Reveillón da Paulista…

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quarta-feira, 2 de novembro de 2011 Com a palavra, Ídolos, Imprensa, Isso é Brasil, Olimpíadas, Pan-Americano | 20:58

Recado para os que adoram detonar o esporte de Cuba…

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O cubano Omar Cisneros, ouro nos 400 m com barreira nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara: o objetivo do esporte cubano não é ganhar medalhas

Sempre que termina um evento esportivo como Jogos Olímpicos ou Pan-Americanos, a “pachecada de direita” – uma sub-divisão da famosa turma que reúne os torcedores fanáticos pelo Brasil-sil-sil e que também não suportam uma visão progressista do mundo – adora detornar Cuba. “Ah, eles estão em decadência”, dizem uns. “De que adiante ter medalha se vivem debaixo de uma ditadura sangrenta”, gritam outros. “Quero ver em Londres como eles vão se sair”, provocam mais alguns.

Sem entrar no mérito da questão de como Fidel Castro e seus amigos controlam as coisas lá na ilha, não há como negar o sucesso da política esportiva de Cuba. E não se trata de algo que começou do dia pra noite e sim fruto de uma visão a longo prazo, e que começou a ser tratada assim que Fidel chegou ao poder, em 1959.

Para esta turma que adora detonar o regime de Cuba e torcem para seu fiasco olímpico, achando que o Brasil está pronto para ocupar seu lugar como segunda potência esportiva das Américas, deixo estas palavras de Alberto Juantorena, ex-campeão olímpico dos 400 e 800 m nas Olimpíadas de Montreal 1976, para reflexão da pachecada.

“O mais importante para nós não são as medalhas, mas o ser humano e o melhoramento da qualidade de vida e que o esporte possa ser algo importante na educação das novas gerações de cubanos”

*Trecho acima extraído de post do ótimo blog do jornalista José Cruz

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terça-feira, 1 de novembro de 2011 Histórias do esporte, Isso é Brasil | 22:19

Nem Cásper Líbero iria engolir a desculpa para a mudança no percurso da São Silvestre

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Marilson dos Santos cruza a linha de chegada da São Silvestre de 2010 e comemora sua terceira vitória. A partir deste ano, nunca mais veremos esta cena na Paulista

Demorou, mas a direção da Fundação Cásper Líbero, uma das organizadoras da Corrida Internacional de São Silvestre, emitiu um comunicado oficial nesta terça-feira para justificar o verdadeiro absurdo que foi a mudança no percurso da prova pedestre mais importante do Brasil, realizada desde 1924. Mas cá entre nós, seria melhor que não tivesse dito nada.

Segundo Julio Deodoro, diretor geral da São Silvestre, o maior problema foi conciliar a chegada da prova, que há anos ocorre na Avenida Paulista e agora será em frente ao Obelisco do Ibirapuera, com a festa do Reveillón da Paulista. “Os eventos na Paulista chegaram ao seu limite de capacidade física, é impossível manter a chegada da Corrida na Paulista junto com o inicio do Reveillón e manter todos os serviços ativos como hidratação, devolução de chip, entrega de lanches e medalhas e área de apoio a equipes”, explicou Deodoro.

Pior ainda foi o trecho do comunicado em que se tenta justificar o local da chegada e que resultará no maior estupro que a tradição esportiva brasileira sofreu nos últimos anos. “…Os atletas cruzarão a Avenida Paulista pela Avenida Brigadeiro Luiz Antônio e finalizarão o percurso em frente ao Mausoléu dos Revolucionários de 1932, local onde se encontram depositados os restos mortais de Cásper Libero e onde haverá, a partir deste ano, um evento em homenagem ao idealizador da Corrida Internacional de São Silvestre.”

Na boa, nem o coitado do Cásper Líbero engoliria uma cascata dessas…

Como já escrevi em um post, há exatos dois meses, as tradições no Brasil são jogadas no lixo sem a menor cerimônia. Mas que mal tem em mudar a chegada da prova mais tradicional do Brasil, e uma das mais importantes do mundo, se o objetivo é aumentar ainda mais o faturamento nas inscrições e não mexer no local da festa meia-boca de fim de ano da emissora de TV que transmite a própria prova, não é mesmo?

Ah, para quem não concorda com este verdadeiro assassinato às tradições da Corrida de São Silvestre, neste feriado de Finados, um grupo de corredores que estão se mobilizando na internet e em redes sociais contra a mudança do local da chegada da prova fará um treino-protesto saindo e chegando na Paulista, no percurso antigo, a partir das 7 horas da manhã.

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