Publicidade

Posts com a Tag Wilma Rudolph

terça-feira, 10 de julho de 2012 Almanaque, Olimpíadas | 23:28

Elas vão dominar o mundo, inclusive o olímpico. Ainda bem!

Compartilhe: Twitter

Delegação americana desfila em Pequim 2008, repleta de homens. Nos Jogos Olímpicos de Londres 2012, as mulheres serão maioria

O educador francês Pierre de Frédy, mais conhecido como Barão de Coubertin, tem inúmeras qualidades em sua biografia, ainda mais para quem é um fã ardoroso dos esportes olímpicos. Afinal, por sua determinação e paixão, os Jogos Olímpicos modernos foram recriados em 1896 e desde então, a cada quatro anos, empolgam e encantam milhões de torcedores no mundo inteiro. Mas o bom Barão tinha um defeito: era machista pacas! Tanto que lutou até onde pôde para impedir a presença de mulheres na disputa dos Jogos, para respeitar as tradições das Olimpíadas da Grécia Antiga.

Mas já na segunda edição dos Jogos modernos, em Paris 1900, as primeiras mulheres disputaram medalhas. E desde então, elas têm sido uma presença constante e obrigatória nas Olimpíadas. É até óbvio ressaltar a importância da participação feminina em todas as edições olímpicas, pois algumas ajudaram a criar algumas das páginas mais belas já escritas no esporte mundial. A velocista americana Wilma Rudolph, que driblou uma poliomielite para ganhar o ouro nos 100 m, 200 m e revezamento 4 x 100 m, em Roma 1960; ou então a inesquecível participação de Nádia Comaneci, que assombrou o mundo com uma atuação perfeita na ginástica artística em Montreal 1976. Isso para ficar APENAS nestes dois exemplos. Mas o show feminino vem sendo brilhante e intenso.

A prova mais incontestável da importância e do crescimento da presença feminina no esporte de alto nível foi dada nesta terça-feira, quando saiu a confirmação da delegação oficial dos Estados Unidos, um dos grandes gigantes olímpicos, para os Jogos de Londres 2012. Eis que, para surpresa de muitos, os americanos selecionaram, pela primeira vez em sua história olímpica, uma delegação com supremacia das mulheres. Vantagem pequena, é verdade, mas elas serão maioria. Serão 269 mulheres contra 261 homens nos Jogos londrinos.

Se os americanos já perceberam que a força da mulher no esporte é um caminho sem volta, só resta esperar que esta tendência se alastre e chegue (por que, não?) também ao Brasil. Que o mundo olímpico também seja dominado pelas mulheres. Acho que ele ficará bem mais agradável.

Autor: Tags: , , , , , , , , , ,